Advogado põe em xeque a atualização do IPTU em Brumado e ainda desafia os vereadores; “até a casa do cachorro vai ter que pagar”, disparou

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 11 Abr 2019
  • 18:35h

O advogado Weliton Lopes foi duro em seus questionamentos, os quais tiveram uma forte repercussão nas redes sociais (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

A novela sobre a atualização do IPTU em Brumado já ganhou uma dimensão muito maior do que se esperava, resultado da insatisfação popular pela metodologia aplicada pela empresa que foi contratada para realizar o geoprocessamento, que até de invasora da privacidade da foi acusada. Em meio à grande celeuma que está desgastando ainda mais a tão desgastada gestão municipal, vários pronunciamentos e veiculações na mídia local vem gerando uma onda de insatisfação e dúvidas tão grandes na população que ainda sofrendo os fortes reflexos da crise econômica que assolou o país, vai ter que amargar uma atualização do imposto em alguns casos em até 200%. Um dos posicionamentos que mais chamou a atenção foi do advogado e ex-vereador Weliton Lopes, que com muita propriedade, escreveu um artigo intitulado: IPTU: Incidência Também Sobre a Casa do Cachorro, o qual ganhou as redes sociais e acendeu ainda mais a polêmica que está muito longe de se encerrar. Os questionamentos feitos por Lopes são consistentes, primeiramente quando ao avião tripulado que teria feito o levantamento aerofotogramétrico. “Eu ainda não vi, e até agora não soube que ninguém tenha visto, nenhuma aeronave sobrevoando nossa cidade e capturando centenas ou milhares de imagens, necessárias para geração dos produtos cartográficos utilizados no processamento, em software específico, para chegar às medidas dos imóveis e logradouros”, discorreu o advogado. E subindo o tom questionou que “E a foto da fachada do imóvel?, como foi feita?” e emendou dizendo que “a medida da área construída, por ser realizada através de uma vista aérea, ela é realizada com base no telhado do imóvel. Portanto, inclui a casa de máquinas, a casa do cachorro, os pergolados, os toldos, os beirais, às estufas para plantas, etc. fazendo com que, se não corrigidas, pagaremos o IPTU até da casa do cachorro, por exemplo”. E num enfrentamento mais acintoso disparou que “Outra questão é o custo benefício para o Poder Público. O valor pago a empresa é vantajoso e de retorno garantido? Para se ter uma ideia, a receita do IPTU prevista no orçamento de 2018 era de R$ 4,5 milhões; mas a arrecadação foi de R$ 3 milhões, então como pode contratar uma empresa para atualizar os imóveis por R$ 4,2 milhões ainda?”. E finalizou desafiando que “por fim, com a palavra os nossos representantes do Legislativo, sobretudo quanto a substituição dos nobres legisladores pela tecnologia para elevar os valores do multicitado tributo sem ao menos uma discussão na Casa da Cidadania”.

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