Projeto de Lei apresentado pela vereadora Ilka Abreu reverenciado o Candomblé pode gerar uma nova polêmica religiosa em Brumado

  • Brumado Urgente
  • 22 Mar 2019
  • 14:51h

O local (em destaque) escolhido para a instalação do monumento (Foto: Reprodução Google Maps)

O Projeto de Lei 07/2019 de autoria da vereadora Ilka Abreu (PR), que foi apresentado na sessão do Legislativo desta sexta-feira (22) e que busca a construção de um monumento em reverência ao Candomblé, já dá indícios de que poderá gerar uma forte polêmica entre os segmentos religiosos na cidade. A união de política com religião é uma prática totalmente extemporânea na atual sociedade, já que o Estado é laico, ou seja, defende um princípio político que rejeita a influência da Igreja e as religiões na esfera pública, então, diante disso, o projeto pode ser visto como descontextualizado. O vereador Santinho, que é um defensor fervoroso do protestantismo disse à nossa equipe que respeita muito a vereadora Ilka, mas que não terá como votar a favor deste projeto, já que, segundo ele, seria totalmente descabido, pois além da laicidade, se privilegiar apenas uma corrente religiosa seria uma total discrepância, pois em Brumado existe uma forte pluralização da fé, então, o mais óbvio seria um dar um teor ecumênico sobre o projeto, que tem um fundamento monoteísta. Esse pensamento deve ser defendido por outros vereadores e também por muitas lideranças religiosas da cidade, o que certamente criará uma polêmica, especialmente nas redes sociais. Essa previsão, caso se confirme, poderá fazer com que o projeto da vereadora possa ser modificado ou retirado de pauta, pois correria risco de ser reprovado.Vale destacar que antes da apresentação do projeto de lei, a vereadora teve um encontro (foto abaixo) onde conversou com o babalorixá Dionatah de Xangô, que é conhecido como o “guru das celebridades”.

(Foto: Reprodução Facebook)

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Comentários

  1. Genilson Pereira

    "Qualquer situação que viesse ser feita, independente da denominação, iria haver uma retaliação de qualquer dos lados religiosos. Seria mais coerente por parte da vereadora citada, fazer algo mais simples e de forma menos invasiva, ainda mais se tratando de um assunto um tanto quanto complicado, que é a religião. Quer fazer algum tipo de homenagem, reúne todas as denominações em um espaço de festas e deem placas de honra ao mérito, todos irão se sentir lembrados e lisonjeados por terem sido reconhecimentos. Não seria melhor assim? Todos sairiam ganhando e não haveria nenhum tipo de desconforto em qualquer situação. E o caro colegiado Dionata, na minha opinião, não tem que utilizar do que ele ainda não terminou, que é a sua graduação em direito. Porque são assuntos totalmente diferente e não vem ao caso utilizar-se desses recursos. "