Gêmeas de 17 anos são aprovadas com notas do Enem para o mesmo curso na Ufba

  • 10 Fev 2019
  • 13:10h

Foto: Reprodução/TV Bahia

As gêmeas baianas Vanessa e Vanusa Duarte, de 17 anos, foram aprovadas, com as notas que obtiveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em um mesmo curso na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Moradoras do bairro de Praia Grande, no subúrbio de Salvador, as duas sempre estudaram juntas e, no Enem, tiveram notas quase iguais em redação. No ensino médio, as notas também eram sempre parecidas. Pelo bom desempenho no Enem, conseguiram vagas no Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Ciências e Tecnologia da Ufba. Vanessa tirou 920 na redação no exame; Vanusa, 960. "A gente não tem sempre as mesmas notas, mas, quando a gente estuda junto, o aprendizado que uma tem a outra também tem, e as notas sempre são parecidas", destaca Vanessa. Com a aprovação, as duas não escondem a emoção. Elas contam que o segredo é sempre se esforçar nos estudos e treinar. "Quando ela toma nota melhor que a minha, eu fico tentando entender onde foi que eu errei. Eu pergunto para ela e a gente tenta melhorar isso. A gente fica revisando isso tudo e vice-versa", afirma Vanusa. Em casa, as gêmeas, sempre esforçadas, acumulam certificados e medalhas que ganharam como melhores alunas da escola onde concluíram o ensino médio. "Aprendizagem e treinamento. Não é só treinar um tema, ou outro tema ali, é fazer muitos treinamentos, porque só com treinamentos que a gente chega à perfeição", diz Vanessa. "Em dois dias, eu fiz seis redações. Também estudava matemática, química, sobretudo química orgânica que eu gosto muito", completa Vanessa. Os pais estão orgulhosos. "Quando uma abriu [o resultado], já começou a se tremer toda. A outra, sem querer, abriu [também] e ficamos sem palavras. O choro nem saía. E elas se abraçando, chorando. Algo inacreditável, mas acho que tudo foi por causa do esforço", destaca a mãe, Ranúsia Duarte. "Para mim, é um grande orgulho. Toda vez que eu virava o rosto e via elas estudando eu ficava mais feliz, com mais força para trabalhar, para poder trazer mais verba para dentro de casa para poder ajudar, pagar faculdade. E passando na federal já é uma tranquilidade a mais, uma despesa a menos", diz o pai, Cristiano Guerreiro. As meninas ainda não começaram o curso na Ufba, mas já estão planejado o futuro: querem trabalhar juntas. "Sempre juntas. A gente não pretende ainda se separar. Até em relação ao trabalho, nossa vida profissional, a gente pretende ficar juntas, uma apoiando a outra, como sempre foi durante toda a nossa vida", diz Vanusa.


Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.