Geddel Vieira na masmorra

  • Por Frederico Vasconcelos
  • 02 Jul 2018
  • 12:00h

Ex-ministro Geddel Vieira Lima, durante depoimento de audiência de custódia em 6 de julho de 2017, e entrada do presídio da Papuda (Reprodução e André Borges-1.fev.2011/Folhapress)

Se forem confirmadas as informações abaixo –publicadas no site de advogados Migalhas– e não houver investigação sobre o alerta, poderemos em breve chegar à Idade Média. *** Noticia-se que o ex-deputado [Geddel Vieira Lima] teria se desentendido com um agente penitenciário na Papuda e teria ido para o chamado “castigo”. Independentemente de quem seja, e aqui não há nesga alguma de simpatia pelo indigitado ex-deputado, esse chamado “castigo” na Papuda é uma coisa medieval. Se os órgãos internacionais de direitos humanos soubessem do que se trata, o Brasil receberia dura reprimenda. Trata-se de uma cela, dois por dois, com cama de alvenaria (sem colchão), sem luz, onde o preso fica no mínimo 7 dias. A comida é colocada diariamente, mas não recolhida, de modo que o preso, que não consegue ver a luz do dia, tem que sobreviver num lugar fétido. Uma verdadeira masmorra. Não há chuveiro, existindo uma minúscula pia (que é onde ele bebe água) e o boi (um buraco no chão para fazer as necessidades). Não é possível que em pleno 2018 tenhamos que assistir a uma cena dessas. Certamente os ministros do Supremo Tribunal Federal, ciosos, não sabem disso. Mas agora, ao lerem essa triste migalha, deveriam hoje mesmo fazer uma vistoria naquele local para pôr um fim nesse verdadeiro sarcasmo penal.


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