Eliana Calmon afirma que a prisão de Prisco é um ato político para garantir a segurança da Copa

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 30 Mai 2014
  • 11:22h

A ministra foi fulminante em suas declarações (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

A biografia da jurista Eliana Calmon é uma das mais conceituadas e respeitadas do país. Baiana de nascimento ela foi a primeira mulher a compor o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual ocupou o cargo de ministra no período de 1999 a 2013. Ela esteve em Brumado nesta quinta-feira (29) para ser uma das palestrantes da Iª Jornada Jurídica do Sertão Baiano e também participar de alguns eventos políticos, já que ela é pré-candidata ao Senado Federal pelo PSB. Em encontro da legenda, que foi comandado pelo ex-prefeito Eduardo Vasconcelos , a ministra Eliana Calmon fez algumas declarações impactantes, mostrando muita segurança em defender seus posicionamentos. Questionada primeiramente sobre o Programa Mais Médicos, ela foi taxativa ao afirmar que “esse programa é de uma total irresponsabilidade administrativa, já que trouxeram para o Brasil paramédicos, os quais vieram com uma missão principal de uma doutrinação política. Eles são fiscalizados somente pelo Ministério da Saúde e todos nós sabemos que estão à serviço da reeleição da atual presidente”. Elevando o tom, a ministra fez uma declaração bombástica a respeito da prisão de Marco Prisco, líder do movimento grevista da PM da Bahia. “A prisão de Prisco é um ato político ordenado pelo Palácio do Planalto, visando garantir a segurança da Copa do Mundo,  já que ele é um líder nato, que conseguiria influenciar as polícias, inclusive dos outros estados, para realizar greves simultâneas nas cidades que estão sediando o torneio, colocando assim em risco o sucesso do evento, que não deixa de ter também intenções eleitorais”. No final, porém, contrariando os que pensavam que o seu discurso era somente de ataques ao governo do PT ela fez vários elogios principalmente ao ex-presidente Lula. “Não podemos deixar de admitir que Lula fez mudanças profundas em nosso país, principalmente na área de inclusão social, facilitando o acesso ao ensino superior e melhorando a qualidade de vida dos mais necessitados com um planejamento econômico muito consistente, mas, infelizmente as ações se arrefeceram e vivemos agora um momento de paralisia, por isso eu me motivei a tentar ingressar na vida pública, porque não podemos tolerar um país, que irá completar 200 anos, dessa forma, temos que avançar, temos que conquistar, temos que amadurecer como nação e impor a nossa condição de líder mundial”. 


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