BUSCA PELA CATEGORIA "Tecnologia"

Google anuncia Fact Check; recurso checa se notícia é verdadeira ou falsa

  • 02 Nov 2016
  • 19:01h

(Foto: Reprodução)

Google passará a sinalizar notícias com informações factuais corretas por meio do "Fact Check". A ideia é que quem navegue pelo GoogleNotícias possa separar com mais facilidade informação de qualidade de boatos e notícias falsas. O mecanismo funcionará por meio de uma tag que criadores de conteúdo poderão aplicar às informações que liberam na Internet. Segundo a empresa, haverá o monitoramento do uso do recurso para garantir que fontes falsas de informação não utilizem o “fact check” para enganar o leitor.No momento, apenas usuários do Reino Unido e Estados Unidos conseguem enxergar a sinalização sobre os fatos de cada notícia, e não há previsão para visualização por internautas brasileiros. Em todo caso, quem conseguir ter acesso ao novo recurso o encontrará na lista de categorias disponíveis no Google News, como notícias quentes do momento, perto de onde o leitor está e etc.Para que um site possa assinar suas notícias com o recurso, é preciso que a publicação siga alguns critérios determinados, disponíveis nas páginas de suporte do Google. Para que uma fonte de notícias tenha direito a usar o “fact check” é preciso atender a esses critérios e passar pelo crivo do Google. A intenção da companhia é combater a disseminação de notícias falsas e boatos na Internet por meio do uso de ferramentas de checagem de informações, como schema.org. Via Tech Crunch

Estudo vincula uso do Facebook com maior expectativa de vida

  • 01 Nov 2016
  • 15:33h

(Foto: Reprodução)

Um estudo realizado por sociólogos da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), concluiu que o uso moderado da rede social Facebook poderia ser associado com uma expectativa de vida mais longa. Publicado na segunda-feira (31) em um artigo na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), o estudo cruzou os dados de doze milhões de usuários do Facebook na Califórnia com seus registros médicos. A principal conclusão foi que os usuários do Facebook nascidos em um determinado ano têm um risco de mortalidade 12% menor do que aqueles que nasceram no mesmo ano e que não usam a rede social. O diretor do estudo, William Hobbs, explicou em comunicado que os resultados só confirmam a teoria elaborada em 1979 pela socióloga Lisa Berkman de que as pessoas com vínculos sociais fortes têm uma expectativa de vida mais longa. Diferentemente de 1979, com base em interações pessoais, o estudo de Hobbs concluiu que aceitar solicitações de amizade ou publicar fotografias nessa rede equivale a estabelecer os vínculos sociais teorizados por Lisa. "Interagir online parece ser saudável quando a atividade é moderada e complementa interações pessoais", explicou Hobbs. No entanto, ele também reconheceu que as conclusões podem ser devido as diferenças econômicas e sociais entre usuários e não usuários do Facebook.

Aprenda a desvendar as chamadas não identificadas que ligam para o seu celular

  • iBahia
  • 31 Out 2016
  • 18:00h

(Foto: Reprodução)

Quando ligam para o seu celular de um número não identificado é comum ficar receoso em atender. Em casos indesejáveis a ligação pode ser uma armadilha para golpes e trotes. Todavia, também pode se tratar de pessoas de nosso convívio. Pensando nessa hipótese, a BBC reuniu aplicativos que visam desvendar o mistério das chamadas desconhecidas.

Confira a lista: 

1) Trap Call: Está disponível para Android e iOS e ao receber uma chamada de número desconhecido, é possível recusá-la apertando duas vezes no botão de bloqueio. Em seguida, o app envia uma mensagem de texto com o telefone de quem fez a chamada e se ele está vinculado a um endereço específico. O aplicativo também oferece a opção de incluir os número não desejados em uma lista negra. 

2) True Caller: Disponível para iOS, Android, BlackBerry OS e Windows Phone, ele também pode ser usado por meio de sua página na internet. O aplicativo funciona com uma base de dados de milhões de números previamente identificados. Após reconhecê-los, o app permite que eles sejam bloqueados. 

3) Contative: Serve para identificar números de telefone desconhecidos e seus desenvolvedores afirmam que ele pode revelar mais de 60 milhões de números. Qualquer pessoa poderia buscas um número de telefone na internet e possivelmente poderia encontrar um nome vinculado a ele. 

4) Track Caller Location: Para utilizar não é preciso estar conectado à internet e permite descobrir a localização do autor da chamada, apenas se o celular dele use sistema GSM. 

5) Whoscall: O app filtra 20 milhões de chamadas por dia e identifica meio milhão delas como desonestas e problemáticas. Ao identificar os números não desejados, o app permite bloquear suas ligação e mensagens de texto. 

6)Whos Callin?: É capaz de detectar quem está por trás de um texto de WhatsApp e também permite reconhecer a origem dos textos enviados pelo Messenger da rede social Facebook e tem a possibilidade de configurar smartphones pra filtrar as chamadas em função dos contatos.

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Facebook mudará regras após polêmicas com foto

  • 31 Out 2016
  • 17:01h

(Foto: Reprodução)

O Facebook permitirá mais conteúdo em sua plataforma, que havia removido fotos por violar suas regras, disse um executivo sênior da empresa nesta segunda-feira, após a controvérsia sobre a remoção de uma foto icônica da Guerra do Vietnã. Os comentários vêm após uma disputa em setembro entre a empresa e a primeira-ministra norueguesa Erna Solberg após o Facebook excluir a foto de uma menina nua fugindo de um ataque de napalm, chamado "The Terror of War". "Fizemos uma série de mudanças de regras após a foto 'O Horror da Guerra'. Temos melhorado nosso processo para garantir que imagens e casos controversos venham à tona mais rápido", disse Patrick Walker, diretor de parcerias de mídia do Facebook para a Europa, Oriente Médio e África. "Nnas próximas semanas, vamos começar a permitir mais itens que as pessoas acham interessante ou importante para o interesse público, mesmo que de certo modo possam violar nossas normas", disse Walker numa reunião da Associação de Editores noruegueses em Oslo. O Facebook readmitiu a fotografia vencedora do prêmio Pulitzer após Solberg e outros acusarem ​o Facebook de censura e de editar a história apagando a imagem de suas contas devido a restrições para nudez. O Facebook recuou, afirmando que a importância histórica da foto se sobrepunha às suas regras.

Facebook entra no clima do Dia das Bruxas e cria reaction de Halloween

  • 28 Out 2016
  • 20:01h

(Foto: Reprodução)

A internet já está entrando no clima do Halloween. O Facebook liberou nesta quinta-feira (27) "reactions" temáticos da festa do Dia das Bruxas, comemorado na segunda-feira (31). A rede social aproveitou a ocasião em que as pessoas se fantasiam para assustar e liberou para as transmissões ao vivo o uso de máscaras. Filtros e máscaras típicos do Snapchat chegam às transmissões em vídeo ao vivo no Facebook. O emoticon "engraçado" virou uma bruxa; o "chocado", um fantasma; o "triste", um Frankenstein; e o "com raiva", uma abóbora com cara de mal. Os "reactions", botões alternativos ao "like" foram criados no fim do ano passado, a pedido dos usuários, que reclamavam que o botão "curtir" era insuficiente para interagir com determinados conteúdos.

Contato de crianças com as telas só pode ser feito após 18 meses, afirmam pediatras

  • 28 Out 2016
  • 19:01h

(Foto: Reprodução)

A Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou nesta quinta-feira (27) recomendações sobre a relação de crianças com eletrônicos. Até então, a academia aconselhava que crianças menores de 2 anos não tivessem contato com esses dispositivos. A atualização feita hoje sugere que antes dos 18 meses, o contato não deve ser feito. A partir dessa idade, a AAP recomenda que os pais escolham programações para assistirem junto com a criança, explicando para elas o que estão vendo. Entre 2 a 5 anos, a recomendação é de 1 hora por dia de exposição, ainda assistida pelo pai. A partir dos 6 anos não há uma recomendação específica em relação ao tempo, apenas para limites sólidos sobre o uso da tecnologia. “O uso demasiado de mídia pode significar que as crianças não têm tempo suficiente durante o dia para brincar, estudar, falar, ou dormir”, disse Jenny Radesky, principal autor da política da AAP sobre a relação com a tecnologia.

Twitter anuncia fim do Vine

  • 27 Out 2016
  • 20:06h

Vine, do Twitter, funciona como um Instagram de vídeos (Foto: Divulgação/Twitter)

Vine, rede social de vídeos rápidos do Twitter, deixará de funcionar nos próximos meses, anunciaram nesta quinta-feira (27) as duas empresas, em um comunicado conjunto. “Hoje, nós estamos compartilhando a notícia de que nos próximos meses nós iremos descontinuar o aplicativo móvel”, informaram as companhias, que não explicitaram os motivos para o fim do serviço. O site do Vine continuará funcionando, para que os usuários possam baixar seus vídeos. As empresas informam que as pessoas que tiverem conta no app serão avisadas antes de qualquer mudança no serviço. Criado em 2013, o Vine sofreu com a competição de outras ferramentas do mesmo ramo mais atrativas, como o Snapchat, e de outras que, mesmo embarcando tardiamente na onda dos vídeos, eram mais populares, como o Instagram. Para tentar impulsionar o uso do Vine, o Twitter integrou os serviços, para que os vídeos publicados no aplicativo pudessem ser vistos diretamente na linha do tempo dos tuiteiros. Além disso, a rede social de vídeos curtos ganhou até bate-papo para que os usuários não precisassem sair dela caso quisessem conversar. A última tentativa do Vine foi flexibilizar o tempo dos vídeos, inicialmente limitados a seis segundos. Para tentar sobreviver, o app passou a permitir em junho deste ano que as publicações tivessem até 140 segundos. Essa estratégia também foi adotada pelo Twitter. O Twitter ainda mantém outro aplicativo de vídeo. Lançado em 2015, o Periscope inovou ao permitir transmissões em vídeo em tempo real. Só que o mesmo recurso foi rapidamente adotado pelo Facebook. A chegada da maior rede social aos vídeos ao vivo --o YouTube já permitia transmissões desde 2013--, eclipsou a tentativa do microblog de surfar a onda da explosão de consumo de vídeos sobre acontecimentos da vida real.

Lucro da Samsung despenca 30% devido ao fiasco do Galaxy Note 7

  • 27 Out 2016
  • 19:03h

Um Note 7 aparentemente reparado pegou fogo em um avião da companhia Southwest na quarta-feira (Foto: Brian Green/BBC)

A Samsung anunciou nesta quinta-feira (27) que registrou queda de 30% no lucro do terceiro trimestre de 2016. O resultado já era esperado após o escândalo do Galaxy Note 7. No mesmo dia, J. Y. Lee, herdeiro da empresa, foi aceito na diretoria. A maior fabricante de smartphones do planeta informou que o lucro operacional entre julho e setembro foi de 5,2 trilhões de wons (US$ 4,6 bilhões), contra 7,3 trilhões de wons no terceiro trimestre do ano passado.

Mudança de geração O resultado foi publicado poucas horas antes da reunião extraordinária de investidores em que acionistas aprovaram a nomeação de J. Y. Lee para a diretoria de nove membros. J. Y. Lee surge como o herdeiro mais provável da empresa sul-coreana, após seu pai, Lee Kun-Hee, presidente da Samsung Electronics e da matriz Samsung Group, ter enfrentado uma crise cardíaca em 2014. A mudança de geração em uma empresa que é um símbolo na Coreia do Sul deve ser complexa. "Agora podemos dizer que o regime de Lee começou de maneira oficial", afirmou Lee Chaiwon, diretor de investimentos do fundo Korea Value Asset Management Co. "Acredito que vem uma nova era. A empresa deve ficar um pouco mais amigável para os mercados", disse Lee à agência Bloomberg News. O efeito Galaxy Note 7 A queda do lucro está em linha com as revisões das projeções de rendimento anunciada pela Samsung há duas semanas, após o escândalo que provocou a retirada do mercado do Galaxy Note 7. Depois de relatos de que a bateria do aparelho superaquecia e até explodia, a Samsung anunciou um recall de 2,5 milhões de unidades do modelo Galaxy Note 7 no mês passado. A decisão de suspender a produção de um modelo imaginado para competir com a rival Apple foi devastadora. O fiasco provocou uma queda gigantesca nos resultados da divisão mobile, que registrou uma baixa de 98% no lucro no terceiro trimestre na comparação com os três meses anteriores, a 100 bilhões de wons. O impacto do escândalo das baterias explosivas no valor da marca do gigante da eletrônica ainda não pode ser quantificado, mas a Samsung já advertiu que nos próximos dois trimestres pode registrar uma queda no lucro de US$ 3 bilhões. Impacto A perda de prestígio da marca pode ser simbolizada pelo processo coletivo, com adesão de milhares de consumidores, pelo fiasco do Galaxy Note 7, difícil de administrar em uma empresa acostumada a ser tratada como a joia da coroa na Coreia do Sul. A Samsung representa 17% do PIB do país e a crise teve um forte impacto na economia sul-coreana, o que obrigou o Banco Central a ajustar suas projeções de crescimento. Mas o dia não foi apenas de notícias ruins para a Samsung, já que a divisão de monitores e chips registrou um bom resultado. O lucro operacional para a divisão de semicondutores foi de 3,37 trilhões de wons, uma alta de 28% na comparação com o trimestre anterior.

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Aplicativo do SAC é indicado a prêmios e coloca Saeb entre 100 mais inovadoras

  • 26 Out 2016
  • 20:00h

O aplicativo do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) foi indicado a dois prêmios de tecnologia. A 9ª edição do CIO Executive Day 2016 acontece nesta quarta-feira (26) no Sheraton da Bahia, enquanto a 44ª edição do Seminário Nacional de TIC para a Gestão Pública - SECOP acontecerá de 9 a 11 de novembro, em Manaus. "Colocamos o máximo de informações e funcionalidades dentro do aplicativo, sendo seu uso fácil e intuitivo, tanto para quem já utilizava o Portal SAC quanto para novos usuários. A ferramenta aproximou ainda mais a Rede SAC à era da conectividade, diminuindo barreiras e fazendo com que os serviços prestados pelo Estado ficassem mais próximos do cidadão", comentou Murilo Serafim, representante da Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) nas premiações e um dos responsáveis pelo projeto. O SAC Mobile colocou a secretaria como uma das 100 organizações inovadoras no uso de Tecnologia da Informação em 2016, cuja premiação será realizada no dia 8 de novembro, no WTC Golden Hall, em São Paulo ,durante o IT Forum Expo. "Todo esse resultado reflete a qualidade do SAC Mobile e a dimensão de sua relevância para os usuários, que podem consultar, de forma prática e interativa, a qualquer momento e em qualquer lugar, por meio de um smartphone ou tablet, serviços e informações personalizadas", avaliou Edelvino Góes, titular da Saeb. O SAC Mobile foi lançado há cerca de dois meses e está disponível para download gratuito na App Store e na Play Store.

WhatsApp ganha chamadas em vídeo no Android

  • 25 Out 2016
  • 13:03h

(Foto: Reprodução)

O WhatsApp ganhou uma atualização que levará videochamadas aos aplicativos que rodam no sistema Android. Uma versão piloto do programa com a nova função foi liberada nesta segunda-feira (24). Com a melhoria, o serviço instantâneo de bate-papo do Facebook passará a competir com o “Messenger”, que também pertence à rede social, com o Skype, da Microsoft, e com o Duo, do Google. Para usar o recurso, o usuário tem de instalar a versão 2.16.318, diretamente do site do WhatsApp via programa de testes do aplicativo (veja aqui). Como o programa não é baixado a partir da Google Play, é preciso autorizar que o Android permita sua instalação. Antes de iniciar as chamadas de vídeo, é preciso ainda dar aval para que o app use o microfone e a câmera do celular. O funcionamento pleno do novo recurso tem alguns empecilhos. Caso o destinatário da chamada não tenha a nova versão do aplicativo, a ligação não será efetuada. Uma notificação surgirá avisando que a ação não é possível. As videochamadas já haviam sido liberadas, também em caráter de teste, para o Windows, da Microsoft. Uma vez liberados os testes, a atualização não deve demorar a chegar em caráter definitivo para o restante dos usuários do Android, Windows, bem como os de iOS, da Apple. Recentemente, o WhatsApp ganhou outras atualizações, como a de mandar desenhos e GIFs, além da de incluir emojis, textos e desenhos em fotos enviadas a contatos. As videochamadas podem reforçar as rusgas entre WhatsApp e operadoras telefônicas, que já reclamavam de o aplicativo permitir ligações telefônicas. O argumento é que o serviço do Facebook usa números telefônicos, administrados pelas empresas, para liberar as chamadas, mas não arca com todas as exigências regulatórias junto à Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) que essas companhas têm de arcar.

O que são choking games? Leia perguntas e respostas sobre o tema

  • 23 Out 2016
  • 11:01h

Gustavo Detter tinha 13 anos e se asfixiou após tentar cumprir um desafio com amigos (Foto: Arquivo Pessoal)

O garoto Gustavo Detter, de apenas 13 anos, se asfixiou e morreu no sábado (15) depois de participar de um desafio na internet conhecido como "choking game". O caso chocou e se transformou em uma preocupação nacional. Por que Gustavo fez isso? O que é, afinal de contas, o "choking game"? Ele teria se enforcado depois de perder uma partida do game online "League of Legends", mas há relação entre jogos e esse tipo de comportamento? Leia abaixo perguntas e respostas:

HISTÓRICO

O que é "choking game"?
O "choking game", ou jogo de asfixia, é uma atividade classificada por estudiosos como um jogo de não-oxigenação. É uma prática que consiste em cortar a passagem de ar para o cérebro. A psicóloga Juliana Guilheri desenvolve um doutorado na França sobre esse tipo de manifestação e conta com a participação de 802 crianças francesas e mil brasileiras. Ela ressalta que "são comportamentos de risco e não são nem 'brincadeiras' e nem 'jogos'."

O que leva alguém a participar do jogo?
O principal motivo é a pressão para ser aceito em um grupo, mas a curiosidade é um fator determinante, de acordo com a psicóloga Fabiana Vasconcelos, gestora do Instituto Dimicuida, que trabalha com a conscientização e a troca de informações sobre "choking games". "A adolescência é uma época natural de experimentação. A busca de uma representação externa, de uma participação de um grupo, é algo natural. Além disso, há a curiosidade. Os jovens querem saber os limites do próprio corpo. O problema é que, na maior parte dos casos, eles não sabem", diz Vasconcelos. Segundo o Dimicuida, os adolescentes que se dispõem a praticar o "choking game" quase nunca manifestam comportamento suicida.

Quando o "choking game" surgiu?
Segundo Fabiana, os jogos de asfixia surgiram há bastante tempo, mas não é possível determinar exatamente quando. Na França, país referência em estudos sobre a prática, os registros mais antigos são datados de 1950.

SAÚDE

Quais são os perigos do "choking game" para a saúde?
Além do risco de morte, os jogos de asfixia são considerados de alto risco por especialistas, já que o corte no fluxo de oxigênio para o cérebro pode deixar sequelas. "O cérebro já sofre danos neuronais se ficar entre 2 e 3 minutos sem oxigênio", diz Fabiana. "Com 5 minutos, a pessoa pode ter uma parada cardiorrespiratória". Entre as sequelas estão cegueira temporária ou permanente, perda dos movimentos dos membros inferiores, convulsões, epilepsia e perda de cognição.

Quantas pessoas já morreram no Brasil por participarem de "choking games"?
Não existe um estudo consolidado sobre "choking games" no país. "As Secretarias de Segurança Pública registram como morte acidental ou erroneamente como suicídio", diz Fabiana. "Os números que temos são informais, de famílias que entram em contato. Desde 2014, registramos 8 famílias em Fortaleza (CE) e duas no estado de São Paulo." "No Brasil, estimamos que cerca de 4 em cada 10 crianças e jovens (40%) já praticaram ao menos uma vez um 'jogo de asfixia' e que 8% dentre eles já provocaram o desmaio voluntário", afirma Juliana Guilheri.

TECNOLOGIA

Há relação entre "choking games" e jogos online como "League of Legends"?
Não existe relação direta entre a linguagem dos games e das redes sociais com esse tipo de desafio, segundo Marcia Padilha, consultora na área de educação e tecnologia. Ela acredita que a situação poderia acontecer independentemente do ambiente, mas acaba surgindo no mundo digital por ele ainda contar com pouca supervisão dos adultos. "Numa cidade como São Paulo, as crianças acabam tendo poucas possibilidades de interação ao ar livre, no quintal. E as interações online acabam sendo muito importantes para elas. Como as crianças estão sozinhas no quarto, é confortável para os adultos porque eles não têm tempo de proporcionar uma atividade, e isso acaba virando uma bola de neve. Como os nudes", diz.

O que a criadora de "League of Legends" diz a respeito do "choking game" e do caso do garoto Gustavo Detter?
Procurada pelo G1, a produtora Riot Games afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que não irá comentar o assunto.

Houve aumento de ocorrências por causa da internet?
Na opinião de Marcia, a internet tem o poder de potencializar e disseminar ideias – boas e ruins. "O que é moda na escola do meu bairro passa a ser moda mundial", ela diz. Entre 2010 e 2016, o número de vídeos no YouTube com registros dos desafios (com a nomenclatura "brincadeira do desmaio") saltou de cerca de 500 para 19 mil, de acordo com Fabiana Vasconcelos. E isso apenas no Brasil. Nos EUA, eles chegaram a 600 mil em 2016.

Quais redes sociais e aplicativos são usados para os "choking games"?
"Existem dois estudos americanos, de 2010 e 2016, que comprovam a influência do YouTube para a prática dos comportamentos de asfixia em 'jogos' ou 'desafios'", explica Juliana Guilheri. Ela defende a criação de uma lei que proíba a postagem e difusão de vídeos do tipo. "Esta lei já está em funcionamento na França desde 2013 e pode multar o infrator em até 75 mil euros (R$ 257 mil) ou até resultar em pena de prisão. Os motores de busca também são responsabilizados. A lei, felizmente, funciona." Fabiana Vasconcelos também aponta que muitos jovens utilizam aplicativos de mensagens como o WhatsApp para disseminar a prática.

O que os pais e as escolas podem fazer agora para evitar esse comportamento?
Fabiana afirma que os pais precisam primeiro saber da existência desses desafios. Também é importante abrir um diálogo em casa para falar sobre brincadeiras perigosas. "Tenham acesso ao histórico de navegação de seus filhos na internet. Saibam com quem eles conversam. A privacidade do jovem em um aparelho eletrônico é de propriedade da família. O jovem não apenas precisa como quer esse monitoramento." Marcia defende que é preciso mergulhar e entender o mundo digital, se preparando para novas situações. "Quando seu filho vai à praia, você fala para ele ir só até onde a água bate no joelho, para não ir onde tem pouca gente. Existem regras físicas. E você já foi várias vezes à praia. Mas se você não visita o virtual, temos um problema. É fácil dar uma resposta monocausal para um assunto que é multifatorial. É mais fácil achar um bode expiatório", afirma. "A escola precisa se aproximar dos instrumentos, das situações e cenários digitais, para poder orientar os alunos no ato em que as coisas acontecem. Um feedback imediato. Se a escola não traz a tecnologia de uma forma transparente, ela tem pouca oportunidade de pegar o jovem na ação para fazer uma orientação", complementa Marcia Padilha.

Como a imprensa internacional cobriu a morte do jovem Gustavo Detter?
O caso não teve grande repercussão mundo afora. Ele foi reportado pelo site Rift Herald, página conceituada e especializada em notícias de "League of Legends", e por alguns tabloides britânicos, como o "Mirror" e o "Daily Mail".

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Facebook vai permitir agendamento de transmissões em vídeo

  • 19 Out 2016
  • 07:01h

Transmissões ao vivo do Facebook agora poderão ser agendadas (Foto: Divulgação/Facebook)

O Facebook vai permitir o agendamento do início transmissões em vídeo na rede social. A função será disponibilizada para páginas verificadas nesta quinta-feira (20), e os agendamentos poderão ser feitos pela API do Facebook para transmissões ao vivo. Ao usar o agendamento, uma postagem será publicada no "feed" para avisar os seguidores sobre o horário previsto para o início das transmissões ao vivo. Os usuários também poderão optar por receber uma notificação pouco antes dos vídeos começarem. De acordo com o Facebook, o agendamento "ajuda a gerar expectativa antes da transmissão, de modo que, ao começar o vídeo, sua audiência já esteja fortemente reunida e engajada". É possível agendar transmissões com até 1 semana de antecedência, e os usuários podem interagir no "lobby" do vídeo por 3 minutos antes das transmissões iniciarem.

Google Brasil abre inscrições para programa de estágio

  • 17 Out 2016
  • 16:03h

Mural do escritório do Google Brasil, em São Paulo (Foto: Amanda Demetrio/G1)

Google Brasil abriu as inscrições para seu programa de estágio Google Business Internship. As oportunidades são para o escritório da empresa, em São Paulo. Os candidatos devem concluir a graduação em dezembro de 2017. Os estudantes aprovados vão participar de um processo de imersão em diferentes áreas da companhia. Com duração de seis meses (julho a dezembro), o programa inclui treinamento com várias equipes de Googlers, desenvolvimento de ações de grande impacto e muita diversão. O ponto central é oferecer as habilidades necessárias para ser bem sucedido na indústria de tecnologia, deixando uma marca duradoura em seu time e em todo o Google. Além do trabalho nas equipes, o estágio no Google envolve responder questões interessantes e de grande impacto social, como a diversidade. Com o processo seletivo online, estudantes de todo o país podem se candidatar.Além de ter energia para transformar o mundo à sua volta, o candidato também precisa ter disponibilidade para morar em São Paulo no período do programa. As inscrições para o programa vão até o dia 2 de dezembro pelo endereço eletrônico: https://www.google.com/about/careers/jobs#!t=jo&jid=/google/business-intern-2017-brazil-s%C3%A3o-paulo-state-of-s%C3%A3o-paulo-brazil-1854260040&.

Twitter e Facebook bloqueiam acesso de empresa que monitora ativistas

  • 16 Out 2016
  • 09:02h

(Foto: Reprodução)

Twitter e Facebook cortaram o acesso a algumas de suas informações de uma companhia de análise de dados que, segundo uma organização de defesa dos direitos civis dos Estados Unidos, ajudava a Polícia a monitorar manifestantes durante protestos. American Civil Liberties Union (ACLU) "obteve documentos que mostram que Twitter, Facebook e Instagram deram acesso a dados de seus usuários à Geofeedia, o desenvolvedor de um produto de monitoramento de redes sociais vendido às forças da ordem como um meio para vigiar ativistas e manifestantes", afirmou a ONG, em um comunicado.

A Geofeedia ainda não comentou o assunto.

Em sua página na Internet, a empresa diz que oferece serviços para segurança pública ou de empresas, educação e marketing, com uma plataforma on-line que permite "prever, analisar e responder em tempo real conteúdos nas redes sociais, segundo sua localização em qualquer parte do mundo". "É um fato demonstrado que, em Oakland (Califórnia) e em Baltimore (Maryland), as forças da ordem usaram Geofeedia para vigiar os movimentos de protesto", denuncia a ACLU. Em documentos internos, publicados pela ACLU, a Geofeedia se gaba de ter "coberto Ferguson/Mike Brown em escala nacional com grande sucesso", em referência à onda de protestos no estado do Missouri, depois que um homem negro desarmado foi morto por disparos de um policial branco. A Geofeedia afirma ter acesso a todos os dados que podem ser analisados e interpretados em função da localização de uma pessoa que publica uma mensagem, ou de outros fatores. Também afirma ser "a única companhia de monitoramento de redes sociais que tem associação com Instagram". "Com base na informação do relatório da ACLU, suspendemos imediatamente o acesso comercial da @geofeedia aos dados do Twitter", anunciou a rede social. O Facebook também disse ter bloqueado o acesso da Geofeedia a sua plataforma para desenvolvedores (API, ou Application Programming Interface), ao considerar que a empresa violou suas condições de uso. A ACLU convocou as redes sociais a tomarem "medidas adicionais" para estarem "à altura de seus princípios e de suas normas para proteger os usuários de todos as procedências que se comprometem com o debate político e social".

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Maioria dos brasileiros acha que YouTube pode substituir a TV, diz pesquisa

  • 12 Out 2016
  • 10:04h

(Foto: Reprodução)

Segundo o estudo, 42% dos entrevistados têm o hábito de ver vídeos pela web, sendo que, desses, a grande maioria o faz pelo YouTube. Já o percentual de brasileiros que assistem TV por assinatura chega a "apenas" 37% - cerca de 5% a menos. Outro dado interessante levantado pela pesquisa mostra que, por todo o tempo dedicado por usuários a ver vídeos na internet, em mais da metade dele (55%) isso é feito pelo smartphone. A maioria dos entrevistados ainda vê TV no horário nobre (das 19h às 22h), mas 69% fazem isso enquanto navegam pela web. Um dos dados mais chamativos, porém, é o de que, para a maioria dos entrevistados, o YouTube poderia facilmente substituir a televisão. Cerca de 59% disseram que o serviço pode tomar o lugar da TV aberta e 69% disseram que ele pode substituir a TV por assinatura. A pesquisa conta com respostas de 1.500 brasileiros entre 14 e 55 anos, coletadas em julho deste ano em São Paulo, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre, além de algumas cidades do interior paulista. Segundo o YouTube, a amostra de entrevistados representa 61% da população brasileira.