BUSCA PELA CATEGORIA "Tecnologia"

Cultura do cancelamento pode ser considerada um linchamento virtual

  • Redação
  • 06 Set 2021
  • 11:36h

Especialista em Crimes Digitais orienta como evitar o comportamento danoso e apresenta quais as medidas cabíveis | (ilustração correio)

Eleito termo do ano pelo Dicionário Macquarie, responsável por selecionar anualmente as palavras e expressões que mais marcaram o comportamento do ser humano, a “cultura do cancelamento” está cada mais presente nos discursos das redes sociais.

No Brasil, por exemplo, o termo ganhou ainda mais força com o programa Big Brother Brasil 2021, que ficou famoso como o “BBB do cancelamento”, principalmente por causa das estratégias adotadas pelos competidores, artistas e influenciadores digitais. Nesse caso, o impacto foi sentido na reputação dos brothers, cuja imagem foi desestabilizada perante a opinião pública nas redes sociais, o que também influenciou negativamente em suas carreiras profissionais.

A situação gerada pelo programa e potencializada por causa do alcance, é um exemplo do que ocorre no dia a dia das plataformas digitais. Nesse contexto, desconhecidos ou famosos que emitem opiniões, controversas, que destoam da ideologia de um determinado grupo social, ou aqueles que praticam atos racistas, xenófobos, entre outros, recebem enxurradas de mensagens, forçando-os a muitas vezes a desativarem seus perfis nas redes sociais.

Apesar de se confundir com a ideia de justiça, o advogado especialista em Crimes Virtuais e Cibernéticos, Leonardo Britto, alerta que o cancelamento nas redes sociais pode ganhar forma de ofensa e afirma que, o exagero dessas ofensas, juntamente à sua frequência, pode ser caracterizado como crime.

O especialista destaca que qualquer ato praticado no ambiente virtual e que venha atingir a honra, a moral ou a imagem de outrem, está sujeito às sanções legais e recorda que de acordo com a Constituição Federal, tais demandas cabem aplicação dos dispositivos legais. “O artigo 5ª, por exemplo, assegura à parte lesada o direito de indenização pelo dano moral ou material em caso de violação a qualquer dos direitos da personalidade”, afirma.

O advogado enfatiza os artigos 186, 187 e 927, do Código Penal, os quais disciplinam a respeito do dano moral. “No caso do artigo 186, do referido diploma legal, diz que aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”, explica.

Leonardo cita o Código Penal Brasileiro e destaca os artigos 138, 139 e 140, os quais tratam acerca da prática e penalidade daqueles que praticam crimes contra a honra, seja em ambiente físico ou virtual.

O especialista afirma que a cultura do cancelamento, neste contexto, pode ser comparada a um linchamento virtual, por entender que este é um ato de mobilidade social no qual as pessoas, inconformadas com determinadas posturas de outras, buscam fazer justiça com a própria mão, como se não bastasse o poder punitivo do Estado.

“A grande questão nesta situação é que, o linchamento virtual toma proporções imensuráveis. Muitas vezes adentrando em crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria), ameaças, agressões, além do potencial desencadeador de problemas psicoemocionais nas pessoas “canceladas”, frisa.

Para exemplificar, o advogado fala que em redes sociais como o Twitter, onde é o maior foco dessas situações, a própria plataforma deveria desenvolver políticas de combate a diversas modalidades de crimes virtuais perpetrados na utilização da rede.

O advogado fala que desse modo a plataforma poderia criar ferramentas que facilitassem a identificação dos usuários, para assim aplicar as sanções, desde advertência à exclusão do perfil, com direcionamento à Autoridade Policial na hipótese de identificação de prática delituosa.

“Desta forma, se tornam mais eficazes os mecanismos de combate aos crimes na rede social, onde poderíamos chegar a um ambiente virtual mais saudável, justo e equilibrado nas relações interpessoais”, finaliza.

Mau uso da internet pode potencializar questões emocionais, alerta psicóloga

  • Redação
  • 03 Set 2021
  • 12:30h

Jovens estão cada vez mais doentes por não saber lidar com as repercussões geradas na web | Foto: Reprodução, Mídias Sociais

No mês em que é realizada a campanha “Setembro Amarelo”, dedicada à prevenção ao suicídio, especialistas alertam sobre o mau uso da internet e das redes sociais como forma de potencializar questões emocionais.

Diversos casos são divulgados na mídia sobre jovens que pensam em tirar a própria vida ou acabam cometendo o ato por não saber lidar com as repercussões geradas na web.

Segundo a psicóloga e professora do curso de psicologia da Faculdade Santa Casa, Cristiana Kaipper, a internet é um lugar que promove muita visibilidade, por isso, é importante que os pais estejam atentos ao comportamento dos filhos e tenham vigilância para evitar que eles se coloquem em situações difíceis de serem contornadas.

“Se pessoalmente a pessoa lidava com o julgamento de um grupo pequeno de amigos ou colegas, na internet, o número de pessoas em que se interage se torna exponencial. Para um adulto essas reações já podem ser difíceis de sustentar, imagine para um adolescente que ainda está se estruturando emocionalmente e formando a identidade”, compara.

De acordo com a psicóloga, existem alguns sinais que podem ser observados em pessoas que apresentam o risco para o suicídio.

“Se a pessoa tem sinais depressivos ou o próprio diagnóstico, pode ser um indicativo. É comum que a tendência ao suicídio seja acompanhada de rigidez do pensamento, comportamentos impulsivos e ambivalência. Frequentemente a pessoa comunica que pensa sobre o assunto ou chega a ter comportamentos autodestrutivos, como se machucar, se cortar ou se envolver em atividades que ponham a vida em risco”, pontua.

Segundo Cristiana, algumas doenças como depressão, transtorno bipolar ou transtorno borderline também são indicativos que é preciso ligar o sinal de alerta.

“Estes transtornos em níveis mais graves comumente levam a pessoa a pensar em suicídio ou mesmo a cometê-lo como forma de se livrar da dor emocional”, avisa.

A psicóloga também cita como fator de risco algum problema familiar. “O suicídio também pode refletir uma questão sistêmica familiar. Um trauma que é experimentado transgeracionalmente e não é resolvido pode criar uma tensão no sistema e trazer uma grande carga emocional em um dos membros da família, capaz de gerar algum transtorno ou mesmo levá-la ao suicídio, mesmo que ela, pessoalmente, não tenha experimentado um grande trauma”, observa.

Busca por ajuda

A psicóloga explica que familiares e amigos podem ajudar o indivíduo que apresenta pensamentos suicidas ficando atendo aos sinais e oferecendo ajuda através da escuta e empatia.

“É importante estar atento às necessidades da pessoa e levar em consideração quando ela falar sobre suas dificuldades em lidar com questões da vida ou comunicar pensamentos suicidas. Geralmente a família tem muita dificuldade em lidar com sofrimentos desse tipo, ou desconsidera os pedidos de socorro por interpretar como drama ou tentativa de chamar atenção”, diz.

Buscar auxílio terapêutico também é importante, caso a família perceba que há algum tipo de sofrimento emocional acontecendo ou algum comportamento disfuncional. “Frequentemente as pessoas banalizam o sofrimento emocional que, às vezes, com ajuda profissional poderiam ser resolvidos, manejados ou amenizados”, conclui.

Advogado especialista em Cybercrime explica se é possível ser milionário na profissão de Trader

  • Anselmo Ferreira Melo Costa
  • 02 Set 2021
  • 13:44h

(Foto: CriptoFácil)

Cada vez mais as criptomoedas estão fazendo parte da rotina dos brasileiros. Ainda sem a regulamentação de um órgão oficial, tipo o Banco Central. Mas muita gente ainda nutre um certo receio quando se fala nestas aplicações. O que não quer dizer que isso seja errado, afinal, cautela sempre é bem-vinda em qualquer situação do cotidiano, ainda mais quando envolve o lado financeiro.

Atualmente, o que tem se observado também em grande evidência e cada mais comum são as tais das moedas digitais, como elas são conhecidas. Afinal, o uso delas pode render cifras milionárias, e inevitavelmente isso chama a atenção de todos. Na última semana, por exemplo, a Polícia Federal prendeu Glaidson Acácio dos Santos, apontado pela Polícia Federal como suspeito de uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 38 bilhões com pirâmide financeira. Vale informar que tal valor não chega nem perto dos lucros Trilionários que alguns bancos têm no ano, pois um Trader profissional que atua no mercado de ações na B3 ou no mercado de Criptoativos, sabe que é possível um Trader profissional ganhar em operações em DayTrade o percentual de 10 ou 100% ao dia ou na semana ou ao mês e, já um amador ou curioso pode perder o equivalente.

Vale registrar que, os CPFs estão aumentando indiscriminadamente em cadastro de negociações na bolsa de valores brasileira (B3) que em 2021 atingiu a marca de 3,5 milhões de investidores, segundo dados da B3 (e noticiado no g1.globo.com no dia 06/04/2021) causando até suicídios por conta de perdas financeiras (conforme noticiado no site br.investing.com do dia 12/04/2021) cujo jovem formado em contabilidade perdeu 200mil reais operando no day trade da B3 e cometeu suicídio.

Da mesma forma, pessoas com liberdade financeira perdem em investimentos e a CVM ou o Banco Central não são punidos por isso, pois “dizem fazer parte do risco a perda”. Porém, os bancos e grandes instituições operam na bolsa de valores diariamente de forma que só confirma que o lucro nas operações quando feitas por pessoas capacitadas e conhecedoras das técnicas e do mercado elas geram sim lucros que podem ser exorbitantes.

Ainda assim, conforme lembra o advogado Dr. Anselmo Ferreira Melo Costa, é preciso ficar atento quando se encontrar frases chamativas como “Ganhe dinheiro rápido pela internet sem nenhum esforço”, "Dobre seus investimentos em meses", “Pode confiar, não é pirâmide” ou afins. “Aí mora o perigo, afinal, muito provavelmente esta situação é de fato uma pirâmide financeira”, que não foi o caso da citada empresa investigada a G. A. S que, tem uma atuação onde terceiriza seus serviços de Trader por meio de um excelente profissionalismo que, por suas vez, pode sim ter feito em todos esses anos um grande percentual de lucro, assim como faz as conceituadas corretoras imobiliárias e bancos tradicionais com o dinheiro do povo brasileiro, onde eles pagam uma miséria de juros abaixo da inflação e aplica o dinheiro do povo nos mesmos moldes de terceirização de serviços com seus Traders profissionais com lucro de até um trilhão de reais anuais.

“Essas pessoas que prometem dinheiro rápido e com tamanha facilidade precisam ser observadas, pois o mercado financeiro não funciona assim. Existem maneiras de ganhar dinheiro sim com as criptomoedas, por isso é preciso observar de onde a pessoa conseguiu estes recursos. As moedas digitais podem dar um retorno interessante sim, por isso antes de julgar e condenar uma pessoa ou uma empresa através de uma reportagem na mídia, é preciso entender melhor como ela conseguiu isso”, observa.

Dr. Anselmo lembra que “na pirâmide, os primeiros integrantes são aqueles que lucram. O problema é que os rendimentos diminuem à medida que novos integrantes chegam. Chega um momento em que as pessoas investem, mas não tem o retorno financeiro prometido desde o início”, completa.

Mas, com as moedas digitais a situação é diferente: “Elas são novidades, o mercado tem aberto espaço cada vez maior a elas, e muita gente já tem feito transações com elas. Ainda que não tenha uma regulamentação dos órgãos oficiais, é possível observar que a falta de taxação permite um ganho efetivo de dinheiro com isso. Todo caso merece ser devidamente investigado dentro de um processo legal, por isso conclusões apressadas não podem dar certo”, completa o advogado.

Outra detalhe importante é que após investigações não se provou que a empresa vive de indicações, ou seja, nenhum cliente está obrigado a indicar outro, até porque a empresa não precisa de indicações, justamente pelo fato de ser uma empresa de consultoria em serviços de terceirização de Traders, eis que toda pirâmide financeira é fundamental sempre indicar alguém. Portanto, sem indicações, não é pirâmide, se fosse, então muitos bancos digitais que fazem divulgação para indicações de mais clientes seriam pirâmides.

Assim, diante dos acontecimento é mais do que a hora da CVM e o Banco Central criar novas regras para possível empresas terceirizarem operações de trader (como o caso da empresa investigada G.A.S ) e assim, com fiscalização essa terceirização ser uma realidade no brasil onde pessoas com formação e conhecimento do mercado terceirizam seus serviços de trader de forma regular e fiscalizada. Sendo este um bom comparativo com o que os bancos fazem com os consumidores que aplicam seus dinheiros no banco em CDI ou poupança e são "remuneradas por isso”, hoje de uma forma muito mais benéfica para os bancos do que para as pessoas físicas ou empresas que deixam seus investimentos “aplicados” em bancos tradicionais. Pois segundo a matéria da revista vocesa.abril.com.br com o título “parece cocaína, mas é day trade” diz que segundo pesquisa da FGV apenas cerca de 1% consegue viver do day trade, ou seja, se profissionalizar e obter lucros. Mais informações a respeito pode fazer sua pergunta pelo e-mail [email protected]

Descumprir a Lei Geral de Proteção de Dados pode gerar multas em até R$ 50 milhões

  • Com informações do G1
  • 02 Ago 2021
  • 07:41h

Autoridade de proteção de dados poderá aplicar sanções a partir deste domingo (1) | Imagem: Reprodução

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras sobre os uso dos dados pessoais dos brasileiros, está em vigor desde setembro de 2020. Mas só a partir deste domingo (1) a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderá aplicar sanções a quem descumprir.

Isso não quer dizer que as empresas não possam usar nossos dados pessoais. A diferença agora é que elas precisam pedir consentimento antes de tratá-los e devem usá-los na finalidade que motivou a coleta, e quando acabar essa finalidade, o dado deve ser excluído.

O prazo de quase um ano foi determinado pelo Congresso para dar tempo das empresas se adequarem à lei e para que a ANPD, órgão ligado à Presidência da República e formado em outubro de 2020, pudesse regulamentar algumas regras.

As multas devem demorar para ocorrer porque não foi publicado o documento que estabelece como elas serão calculadas.

Hoje, dados pessoais são requeridos em diversas atividades do dia a dia. Qualquer empresa ou entidade que realiza cadastros com nome ou um documento de um cidadão, seja ele feito pela internet ou não, precisa seguir a LGPD, até mesmo órgãos ligados ao governo, que não podem ser multados, mas estão sujeitos a outras sanções.

Para deixar de depender do celular, WhatsApp desenvolve nova função para versão web

  • Com informações do portal G1.
  • 15 Jul 2021
  • 09:13h

Na fase teste, é possível acessar o aplicativo sem o celular estar ligado; entenda como funcionará |

entando deixar de depender do aparelho telefônico para que seus clientes tenham acesso ao aplicativo, o WhatsApp desenvolveu uma nova versão para a versão web.

Ainda em modo teste, será possível que alguns usuários tenham acesso ao aplicativo pelo computador, mas sem a necessidade de o celular estar conectado à internet ou ligado. Contudo, o aparelho ainda servirá como uma espécie de “gerente” da conta, sendo o dispositivo principal.

Por meio da nova função do WhatsApp, será possível acessar o app em até quatro PCs e, em cada um, a plataforma funcionará de forma “independente”. No smartphone, no entanto, a conta continua sendo limitada a um só aparelho.

Segundo anunciou a empresa na quarta-feira (14), o teste será restrito a um pequeno grupo de usuários da versão beta do aplicativo, em todo o mundo. Ainda não há previsão para a função ser liberada para todos.

Antes do teste, ao enviar mensagens do WhatsApp pelo computador, a máquina funcionava somente como um tipo de interface, como se o aplicativo fosse apenas espelhado no PC.

Quem cuida do envio e recebimento de mensagens é o smartphone. Ele é que é responsável pela função de criptografia que embaralha as mensagens e só permite que remetente e destinatário tenham acesso ao conteúdo, por exemplo. Por isso, quando o celular é desconectado da internet ou fica sem bateria, não é possível continuar usando o aplicativo pelo computador.

No teste, o WhatsApp vai usar um sistema para sincronizar as mensagens entre o celular e outros aparelhos conectados, se transformando em um app “multiplataforma”. Para usar o WhatsApp em um computador, continuará sendo necessário escanear um QR Code a partir do telefone, como acontece atualmente.

Mas haverá um passo a mais antes disso: para vincular o WhatsApp Web ou Desktop à conta do app, será solicitado o desbloqueio biométrico (com reconhecimento facial ou impressão digital) no smartphone. O objetivo é impedir acessos indesejados, como os que acontecem em clonagem ou roubo de contas. 

WhatsApp não imporá restrições a quem não aceitar regras de dados

  • Redação
  • 07 Jun 2021
  • 08:38h

(Foto: Reprodução)

O WhatsApp não imporá mais restrições aos usuários que não aderirem às novas regras de coleta e tratamento de dados que estão em processo de adoção no Brasil e no restante do mundo. As novas práticas da plataforma são questionadas por órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério Público Federal (MPF).

A nova política foi anunciada no início do ano. Ela envolve o repasse ao Facebook, empresa controladora do WhatsApp, de dados das interações com contas comerciais. A nova política entrou em vigor no dia 15 de maio. Inicialmente, o WhatsApp divulgou restrições e limitações a quem não aceitasse a nova política.

Entre as restrições estavam a impossibilidade de acessar a lista de conversas e a suspensão do envio de mensagens e chamadas para o celular algumas semanas depois, caso o usuário não aceitasse a nova política.

Os órgãos ANPD, Cade e MPF apontaram problemas tanto para a proteção de dados dos usuários quanto para a concorrência do mercado de redes sociais e serviços de mensageria. Pesquisadores e entidades de direitos digitais também se manifestaram questionando a nova política.

Diante dos questionamentos, o WhtsApp se comprometeu a adiar a entrada em vigor das limitações por 90 dias. Agora, abandonou este prazo de três meses e abriu mão de impor tais obrigações.

Em nota à Agência Brasil, a empresa afirmou que, devido à discussão com autoridades regulatórias e especialistas em privacidade, a opção foi por não tornar as limitações obrigatórias.

“Ao invés disso, o WhatsApp continuará lembrando os usuários de tempos em tempos para que eles aceitem a atualização, incluindo quando as pessoas escolhem usar determinadas funcionalidades opcionais, como se comunicar no WhatsApp com uma empresa que esteja recebendo suporte do Facebook”, diz o comunicado da plataforma.

Whatsapp poderá funcionar em quatro aparelhos ao mesmo tempo; confira novidades

  • Redação
  • 04 Jun 2021
  • 10:50h

(Foto: Reprodução)

O uso do WhatsApp em até quatro dispositivos simultaneamente está mais perto de se tornar realidade. Em fase de testes há algum tempo, a existência do recurso e seu lançamento foram confirmados pela empresa — que deve começar a ganhar vida até agosto deste ano. A ideia é que o recurso de múltiplos dispositivos funcione mesmo que o principal deles não esteja conectado à internet.

Em conversa com o site WABetaInfo, especializado em antecipar lançamentos do serviço de mensagens e acertar rumores, Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, e Will Cathcart, presidente-executivo do WhatsApp, falaram um pouco sobre a novidade.

“Tem sido um grande desafio técnico manter todas as suas mensagens e conteúdo propriamente sincronizados entre os dispositivos, mesmo quando a bateria do celular acaba, mas já resolvemos isso e estamos ansiosos para lançamento em breve”, disse Zuckerberg.

O executivo também garantiu que todas as mensagens continuarão com a criptografia de ponta a ponta. A versão de testes da nova função de múltiplos aparelhos será lançada em até dois meses, de acordo com Cathcart. O executivo informou ainda que ela poderá ser utilizada por usuários de iPads — embora não tenha anunciado um app para o device — e que a empresa pretende permitir a entrada de mais usuários de iPhone entre o público do WhatsApp Beta, que permite o acesso a recursos antes do lançamento oficial, em breve. Veja outras novidades

Internet Explorer será desativado pela Microsoft em 15 de junho de 2022

  • Redação
  • 24 Mai 2021
  • 11:54h

A empresa se dedica agora ao navegador Edge para enfrentar o líder do mercado, Chrome, do Google | Foto: Reprodução

O antigo o famoso navegador Internet Explorer será aposentado pela Microsoft. A empresa agendou para 15 de junho de 2022 o dia em que irá ocorrer a desativação. Lançado em 1995, o Internet Explorer se tornou o navegador dominante por mais de uma década, já que era fornecido com o sistema operacional Windows da Microsoft, que vinha pré-instalado em bilhões de computadores. Contudo, com o avanço no mundo tecnológico, o navegador começou a perder para o Chrome do Google no final dos anos 2000, tornando-se apenas objeto de incontáveis meme nas redes sociais devido à sua lentidão. Desativando o Internet Explorer, a Microsoft avança com foco no seu novo navegador, o Edge, para enfrentar o Chrome. O Edge foi lançado em 2015 e roda com a mesma tecnologia do navegador do Google, tendo passado por recentes atualizações.

Governo federal prepara decreto limitando retirada de publicações das redes sociais

  • Informações do jornal Folha de S. Paulo.
  • 20 Mai 2021
  • 13:58h

O decreto foi escrito na Secretaria de Cultura e teve o aval da consultoria jurídica do Ministério do Turismo | Imagem: Quixeramobim Agora

O governo federal está elaborando um decreto com o objetivo de limitar a remoção de publicações nas redes sociais como Twitter, Instagram, Facebook e YouTube pelas próprias empresas. Segundo o texto que está sendo preparado, a retirada do conteúdo só poderá ser feita mediante decisão judicial, nos casos que violam o Estatuto da Criança e do Adolescente, a pedido do próprio usuário ou de terceiros, e casos de crime. O decreto foi escrito na Secretaria de Cultura e teve o aval da consultoria jurídica do Ministério do Turismo. O texto agora foi enviado ao Palácio do Planalto e aos ministérios. Em abril, o Facebook classificou uma publicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como “informação falsa”. O mesmo aconteceu com um vídeo no YouTube sobre tratamento precoce contra a Covid-19.

 

WhatsApp faz acordo com autoridades e usuário terá 90 dias para aceitar termos de uso

  • Paula Soprana | Folhapress
  • 15 Mai 2021
  • 10:47h

(Foto: Reprodução)

Às vésperas da atualização nos termos de uso do WhatsApp, prevista para este sábado (15), o aplicativo chegou a um acordo com autoridades brasileiras e vai permitir que usuários utilizem o serviço de mensagens sem concordar com a nova política de privacidade por mais 90 dias, de acordo com a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).

Após uma série de conversas entre o Facebook, detentor do aplicativo, com o Ministério Público Federal, a ANPD, o Ministério da Justiça e o Cade, um novo prazo foi estabelecido. Uma nota conjunta deve ser publicada em breve. O WhatsApp ainda não confirmou.

A atualização dos termos de serviço determina que empresas que contratem o Facebook para gerenciar as conversas com clientes, por meio da API do WhatsApp Business, tenham acesso às conversas. Na comunicação entre contatos comuns (como amigos e familiares), nada muda.

O WhatsApp não vai aumentar o compartilhamento de dados como outras empresas do Facebook. O conjunto de dados compartilhados segue o mesmo desde 2016.

A atualização dos termos passaria a valer em fevereiro, mas foi postergada para maio. Antes do acordo, estava estabelecido que usuários teriam "algumas semanas" para se adequar sem ter o serviço interrompido.

Além dos 90 dias, as autoridades devem manter diálogo com a empresa para alinhar outras expectativas acerca dos termos.

Uma carta aberta a Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, foi enviada nesta sexta (14) por organizações da sociedade civil ligadas a direitos digitais e de consumidores. Ela pede que a empresa "pare de intimidar as pessoas que dependem do WhatsApp com notificações para que aceitem as mudanças na política de privacidade do aplicativo".

"Em 7 de maio, o WhatsApp anunciou um prazo vago de 'algumas semanas' para a decisão dos usuários que ainda tentam proteger seus dados e recusam a mudança na política", acrescenta a carta, assinada por ONGs como Acess Now, Public Citizen e Idec, no Brasil.

As autoridades brasileiras explicitaram em uma nota enviada ao WhatsApp que o padrão de configuração de privacidade europeu é diferente do brasileiro.

"As leis e regimes são convergentes, equivalentes, por que lá se adotou uma postura e aqui outra? Lá não ocorre integração do WhatsApp e Facebook para finalidades como, por exemplo, marketing e analytics, mas para segurança", diz Bruno Bioni, do Data Privacy Brasil.

O especialista considera emblemática a articulação e a cooperação institucional entre diferentes autoridades e o Facebok neste caso.

"Não é pouca coisa estarem juntas autoridades de proteção de dados, de concorrência, de defesa do consumidor e de fiscalização das leis para tentar conciliar algo diretamente com uma empresa", afirma.

Este é um dos casos de privacidade mais debatidos desde que a Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor no Brasil, em setembro de 2020.

Nos últimos anos, o WhatsApp adotou uma postura responsiva com autoridades brasileiras, atuando em parceria nas eleições, por exemplo, e em debates como o de agora, à medida em que torna seu modelo de negócios mais evidente.

O mesmo tipo de cobrança deve ser esperado do Telegram, que ganha cada vez mais usuários no país, não tem representante legal no Brasil, definição sobre o modelo de negócios e políticas para a contenção de conteúdos virais.

Desde que foi adquirido pelo Facebook, em 2014, por US$ 22 bilhões, o WhatsApp não é lucrativo. Torna-se mais nítido que a monetização virá a partir da consolidação de um grande banco de dados, da integração com plataformas do grupo (como Instagram e Facebook) e de serviços financeiros, como pagamentos pelo chat, o que ainda não foi autorizado pelo Banco Central.

Nesse modelo, entra também a possibilidade de gerir a caixa de mensagens de empresas, que é o objeto dessa atualização de política de privacidade.

Sinal digital de TV já chega a 90% dos brasileiros; analógico será desligado até 2023

  • Redação
  • 10 Mai 2021
  • 07:57h

(Foto: Reprodução)

Em continuidade à iniciativa criada em 2014 no leilão do 4G, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Ministério das Comunicações planejam, até 2023, desligar completamente o sinal analógico de transmissão de televisão aberta no Brasil. A ação visa liberar a frequência que é usada para a transmissão da internet 4G, que terá o alcance ampliado nacionalmente juntamente com o leilão de novas frequências para a internet 5G.

“A introdução de novas tecnologias no espectro eletromagnético leva ao procedimento que é chamado de limpeza de faixa. Temos um serviço que ocupa a faixa e, para que o novo seja implementado, o antigo precisa sair. No 4G, tivemos que limpar a faixa de 700 megahertz (MHz). Agora, no 5G, precisamos limpar a faixa de 3,5 gigahertz (GHz)”, explicou o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, à Agência Brasil. 

Uma das faixas citadas por Martinhão, a de 700 MHz, é ocupada atualmente pelo sinal analógico de televisão aberta em áreas onde o 4G ainda não está implementado. Segundo dados do Ministério das Comunicações, cerca de 10% da população brasileira ainda usa o serviço - algo que o programa Digitaliza Brasil busca zerar até o prazo estabelecido pela Anatel.

A outra faixa, de 3,5 GHz, é atualmente utilizada por satélites para transmitir o sinal de TV aberta para antenas parabólicas. Essa frequência sofrerá migração da chamada Banda C para a nova Banda Ku, e será futuramente ocupada pelo sinal do chamado 5G standalone, ou 5G puro. O Ministério das Comunicações estima que haja 20 milhões de parabólicas em uso no Brasil.

Para garantir o direito constitucional dos brasileiros ao sinal aberto de televisão, o programa Digitaliza Brasil foi criado pelo governo para resolver os impasses trazidos pela transição do analógico para o digital.

Segundo o edital do leilão do 5G, as empresas que tiverem lances vencedores nas frequências terão, como contrapartida, que arcar com os custos de transição para famílias de baixa renda que forem dependentes dos serviços atuais para captar sinais.

WhatsApp libera envio de dinheiro entre usuários pelo aplicativo no Brasil

  • Redação
  • 06 Mai 2021
  • 10:39h

(Foto: Reprodução)

O WhatsApp é o aplicativo mais usado pelos brasileiros e, agora, terá mais uma funcionalidade: você poderá fazer pagamentos através dele. Após a autorização do Banco Central (BC), na última sexta-feira (30), a empresa anunciou, na terça-feira (4), que a função estará disponível no Brasil nos próximos dias. Não haverá taxas de transferências – é como se fosse o Pix, só que dentro do próprio aplicativo. O limite por transação é de R$ 1 mil. Cada usuário pode receber até 20 operações por dia, sendo o total de R$ 5 mil por mês – o limite pode ser menor a depender do banco. Neste primeiro momento, só é permitido fazer pagamentos entre pessoas físicas. Quando aprovado pelo BC, a empresa expandirá para pessoas jurídicas, mas não informou data. Os bancos parceiros, portanto, habilitados para oferecer o serviço, são o Banco do Brasil, Banco Inter, Bradesco, Itaú, Mercado Pago, Next, Nubank, Sicredi e Woop Sicredi, com as bandeiras Visa e Mastercard. O modelo, operado pela Cielo, só permite que se pague com cartões de débito, pré-pagos ou de dupla função, crédito e débito. Ainda não é autorizado por cartão de crédito. As transações são habilitadas pelo Facebook Pay e, segundo a empresa, são protegidos por várias camadas de segurança, como a senha do Facebook Pay ou a biometria, em dispositivos compatíveis. O serviço não vale para o WhatsApp Web. Segundo o WhatsApp, este serviço já está disponível para usuários na Índia desde novembro de 2020 e espera expandir a capacidade para outros países no futuro. Ainda não é possível fazer transações internacionais.

Bahia tem aumento de 147% no registro de crimes cibernéticos durante a pandemia

  • Redação
  • 30 Abr 2021
  • 14:56h

Foto: Reprodução / UOL

A Bahia teve um aumento de aproximadamente 147% na quantidade de crimes cibernéticos registrados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) nos últimos 12 meses. O crescimento de ocorrências foi ainda mais significativo em Salvador, onde os números subiram cerca de 366% desde março de 2020.

Conforme dados obtidos pelo Bahia Notícias, o estado registrou, entre 1º de março de 2020 e 31 de março de 2021, um total de 452 crimes realizados através da rede mundial de computadores, sendo 149 em Salvador e 303 no interior baiano.

Nos 13 meses anteriores a esse período, quando ainda não havia pandemia do novo coronavírus, a SSP-BA contabilizou apenas 183 crimes cibernéticos, sendo 32 em Salvador e 151 no interior do estado.

Na consulta realizada pelo BN à SSP-BA, considerou-se como crime cibernético todo e qualquer delito cometido através da internet, podendo ser extorsão, estelionato, furto, abuso sexual de menores e outros.

Segundo o advogado Thiago Vieira, especialista em direito cibernético, os números reais são muito maiores do que os registrados pelo governo. “Não sei qual a metodologia que a SSP utilizou para gerar esses números, mas ela certamente não reflete a realidade quantitativa”, disse.

Para o especialista, a maior parte das ocorrências acaba não sendo registrada em delegacias e, mesmo quando há a denúncia, o estado não dispõe de uma metodologia para classificar esses crimes.

“Não reflete a realidade por vários motivos. Primeiro, há em todos os tipos de crimes uma zona cinzenta, em que eles simplesmente não são reportados em delegacias. Furtos, roubos, etc.”, avaliou Thiago, em entrevista ao BN.

“Mas, para além disso, estou certo que não temos, no momento do registro da ocorrência, uma metodologia para classificar os crimes cometidos através de dispositivos informativos ou da internet. Um furto mediante fraude ou estelionato praticado pela internet vai ser tabulado sem essa distinção”, afirmou o advogado.

Por outro lado, Thiago Vieira acredita que os números da SSP-BA acertam ao apontar um aumento do volume de crimes desse tipo durante a pandemia da Covid-19.

“Com a intensificação da vida on-line, impulsionada pela pandemia, é de se esperar que os crimes também aumentem. Émile Durkheim disse com muita propriedade: onde há sociedade, há crime. E na internet não seria diferente. Quem não conhece um amigo que teve o WhatsApp clonado em 2020 ou 2021? Eu diria que foi uma pandemia de golpes”, analisou o especialista.

Neste ano, a vereadora Maria Marighella (PT) e o deputado federal Marcelo Nilo (PSB) tiveram seus cadastros no WhatsApp clonados. No ano passado, o senador Jaques Wagner (PT) viveu tal situação por duas vezes. 

Além da “clonagem” de WhatsApp, o advogado citou o sequestro de dados através de “ransomware” como outra ocorrência com grande frequência durante a pandemia. Os golpistas estão usando um malware que criptografa dados, para depois exigir dinheiro para o resgate das informações.

PREVENÇÃO

Perguntado pelo BN sobre como prevenir esse tipo de golpe, Thiago Vieira explicou as modalidades que são mais comuns, dando dicas de prevenção para cada um dos casos.

 “São muitas as modalidades. Na primeira, o criminoso solicita o código de autenticação do WhatsApp se passando por outra empresa. Se a vítima informar, o criminoso tem acesso ao WhatsApp. Mesma tática utilizada pelos hackers da Vaza Jato", explicou o advogado.

"Na segunda, o que há é um vazamento de informações de contato. O golpe é financeiro. Clona-se para enganar terceiros. O vazamento de dados é o meio. Você pode ser extremamente cauteloso com os seus dados. Mas, se vaza a agenda de sua mãe, e tem lá seu contato como filho, você pode ser induzido a transferir valores para um terceiro para ajudar sua mãe”, continuou.

 “Na primeira hipótese, [é preciso] não informar os dados de SMS do WhatsApp para terceiros. Leia a SMS integralmente. Lá diz qual é a empresa que está mandando. E habilite a autenticação por dois fatores”, sugeriu.

 Na segunda, é nunca transferir valores para contas de pessoas sem confirmar por chamada de voz ou de vídeo que é seu familiar ou amigo quem está pedindo dinheiro”, finalizou Vieira.

O YouTube acabou com a vida de muitas pessoas, revela neurocientista

  • MF Press Global
  • 30 Abr 2021
  • 10:48h

Em busca de cliques para levantar o ego, muita gente se rendeu ao narcisismo da rede social, revela o neurocientista Fabiano de Abreu. |

Já parou para pensar como uma ferramenta de exibição de vídeos pode ter transformado toda a sociedade? Sim, existe uma gravidade neste questionamento, e conforme explica o PhD, neurocientista, neuropsicólogo e jornalista Fabiano de Abreu, as respostas para tal não são nem um pouco animadoras.

Segundo Fabiano, “o YouTube é uma plataforma que ganhou uma amplitude enorme com o tempo e acabou prejudicando a vida de muita gente. Porém, não estou falando da vida dos que trabalham em emissora de TV que estão perdendo a sua audiência para YouTube, colocando em risco a vida das emissoras e seus trabalhadores”.

Também não se deve levar em conta aqui “a péssima influência que alguns YouTubers são para milhares de pessoas. Além disso, como acadêmico, também não estou falando dos vários ensinamentos rasos e errados que presencio em canais de muita audiência”, destaca o neurocientista.

Porém, sua preocupação é voltada para as pessoas que dedicam a maior parte do seu tempo para tentar serem vistos e com isso ganhar algum dinheiro. “Um YouTuber que gosto de assistir, do canal 'Ciência Todo Dia' revelou recentemente que perde toda a sua semana estudando, produzindo, editando; que teve 170 mil views e ganhou apenas 100 dólares. Enquanto YouTubers como Felipe Neto não agregam nada e acabam sendo má influência e ganham dinheiro. Os que tentam levar conhecimento pelejam em busca de, pelo menos, uma renda extra já que como professor no Brasil não se ganha muito”, conta Abreu. 

E tal situação, lamenta Fabiano, já tem rompido fronteiras e chegou do outro lado do Atlântico. “Em Portugal, brasileiros atraídos pela ‘moda de viver em Portugal’ que não querem trabalhar em algo pesado, que é a maioria da oferta no país, buscam na rede social de vídeos uma maneira de se manter financeiramente e dedicam um tempo que poderia ser usado em um trabalho rentável, para fazer vídeos que não rendem economicamente. É uma febre, eles chegam a brigar entre eles e o conteúdo em sua grande maioria não é verdadeiro”. Observa.

O que é o YouTube hoje? 

Para o neurocientista, a rede social hoje é mais do que uma fonte de informação. “Usada como prioridade por muitos, que consomem informação de má qualidade em sua grande maioria e que leva ao conhecimento errado. Virou, também, palco de narcisistas, não todos, claro, mas para aqueles que encontraram neste canal uma maneira de serem vistos”. 

Para piorar, a plataforma também assumiu uma posição que foge totalmente aos seus valores originais: “Também se tornou curandeiro de problemas psicológicos de pessoas que encontram no canal, uma liberação de dopamina que esconde o verdadeiro eu que precisa de ajuda”.

Mas nem tudo está perdido. Fabiano também destaca que existem aqueles que mereciam melhor atenção do público. Mas, ainda assim, a situação é preocupante. “Nessa era em que as pessoas estão prejudicadas cognitivamente devido à internet e a tecnologia, a maior audiência é para os que não dizem nada e ajudam a desfazer a teoria de Darwin revelando uma sociedade cada vez mais precária de intelecto cultural”, finaliza.

Setores aliados a Bolsonaro são os mais beneficiados com edital do leilão de 5G

  • Redação
  • 29 Mar 2021
  • 08:22h

Contrapartidas de investimento favorecem militares, agricultores e até caminhoneiros, grupos próximos ao presidente | POLÍTICA Publicado em 29/03/2021 às 07h33. Setores aliados a Bolsonaro são os mais beneficiados com edital do leilão de 5G Contrapartidas

O governo usou o edital do leilão do 5G para atender pleitos de setores que o apoiam e convenceu o Ministério das Comunicações a direcionar contrapartidas de investimentos para que os vencedores do certame atendam principalmente militares, agricultores e caminhoneiros, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Esse grupo contará com políticas públicas definidas para levar a internet em banda larga móvel ao campo, estradas e regiões inóspitas da Amazônia até 2028, começando a partir de julho do próximo ano. De acordo com as regras do edital aprovadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em fevereiro, esses investimentos serão abatidos dos preços das outorgas, que foram avaliadas pelos técnicos da agência em R$ 35 bilhões. Todas as contrapartidas giram em torno de R$ 32 bilhões. Ou seja: a União receberá no leilão algo entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões pelas licenças. O restante deverá ser investido pelas teles nas diversas obrigações atreladas a cada faixa de frequência adquirida.