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Setores aliados a Bolsonaro são os mais beneficiados com edital do leilão de 5G

  • Redação
  • 29 Mar 2021
  • 08:22h

Contrapartidas de investimento favorecem militares, agricultores e até caminhoneiros, grupos próximos ao presidente | POLÍTICA Publicado em 29/03/2021 às 07h33. Setores aliados a Bolsonaro são os mais beneficiados com edital do leilão de 5G Contrapartidas

O governo usou o edital do leilão do 5G para atender pleitos de setores que o apoiam e convenceu o Ministério das Comunicações a direcionar contrapartidas de investimentos para que os vencedores do certame atendam principalmente militares, agricultores e caminhoneiros, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Esse grupo contará com políticas públicas definidas para levar a internet em banda larga móvel ao campo, estradas e regiões inóspitas da Amazônia até 2028, começando a partir de julho do próximo ano. De acordo com as regras do edital aprovadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em fevereiro, esses investimentos serão abatidos dos preços das outorgas, que foram avaliadas pelos técnicos da agência em R$ 35 bilhões. Todas as contrapartidas giram em torno de R$ 32 bilhões. Ou seja: a União receberá no leilão algo entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões pelas licenças. O restante deverá ser investido pelas teles nas diversas obrigações atreladas a cada faixa de frequência adquirida.

Lançamento do nanossatélite brasileiro é remarcado para domingo (21)

  • Redação
  • 21 Mar 2021
  • 11:11h

(Foto: TNT)

O lançamento do foguete Soyuz-2.1A que levaria o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2 foi adiado na madrugada deste sábado (20). A nova data provável de lançamento do foguete é neste domingo (21), às 9h07 (horário de Moscou) - 3h07 (horário de Brasília). O anúncio foi feito nas redes sociais da agência espacial russa Roscosmos. "Esses atrasos são muito comuns. Anomalias climáticas ou outros eventos que podem influenciar no lançamento estão sempre sendo monitorados. É uma pena, mas o processo todo requer muita segurança", afirmou Michele Melo, assessora de Inteligência da Agência Espacial Brasileira (AEB), de acordo com a Agência Brasil.  O evento deveria ter acontecido às 3h07 no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Ainda não há informações sobre a causa do adiamento.

Mais de 10 milhões de senhas de brasileiros são expostas em vazamento global

  • FolhaPress
  • 06 Mar 2021
  • 07:33h

(Foto: Reprodução)

ais de 10 milhões de senhas de brasileiros estão expostas em um compilado de dados vazados e agregados ao longo de, no mínimo, três anos. O combo ainda inclui 68.535 senhas ligadas a emails da administração pública do país.

Os dados estão em um compilado global, com cerca de 3,2 bilhões de registros (emails e senhas) vazados de diversos países, que veio à tona no início de fevereiro, de acordo com sites especializados internacionais.

A empresa de cibersegurança Syhunt levantou quais deles eram relativos ao Brasil, e chegou a 9,78 milhões de senhas ligadas a domínios "br", conforme publicou o jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta (5).

O número deve ser muito superior porque não foi possível averiguar quais contas de domínios como Gmail, Hotmail e Yahoo, são de brasileiros.

De acordo com o levantamento da Syhunt, entre os 20 domínios brasileiros (com endereço ".gov" de email) com maior número de senhas expostas estão Caixa, Previdência, Fatec, Câmara dos Deputados, Prefeitura de São Paulo, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Prefeitura de Macaé, entre outros.

Também há emails de servidores da Petrobras e da Justiça. O STF (Supremo Tribunal Federal) se pronunciou sobre as senhas de 98 emails expostas da Ccorte. Afirmou que servidores usaram o endereço eletrônico do tribunal para fazer cadastro em sites na internet.

“Não se trata de nenhum tipo de invasão a sistemas da Suprema Corte", afirmou o STF.

Apesar da insegurança de alguns sites da administração pública, é provável, de acordo com especialistas, que os servidores utilizem as credenciais para acesso a outros sites, de modo que as empresas estatais não precisam ser invadidas para que esses dados sejam expostos. Ou seja, basta se cadastrar com o email corporativo em uma página insegura.

O compilado tem sido chamado de PWCOMB21 (sigla em inglês para um termo como "compilado de senhas de diversas violações em 2021"). A origem dos dados é diversa, vindo de diferentes empresas dos setores público e privado ao longo de anos.

Não há, segundo a Syhunt, ligação direta entre esse compilado e a exposição e venda de 220 milhões de dados de brasileiros, noticiada em janeiro, embora eles tenham sido evidenciados no mesmo fórum.

De acordo com Felipe Daragon, fundador da Syhunt, em 2017 hackers publicaram o primeiro combo de emails e senhas, um total de 1,4 bilhão de credenciais do mundo todo. A versão publicada em fevereiro foi uma espécie de atualização, agora com 3,2 bilhões de senhas.

Os especialistas da Syhunt identificaram que várias senhas vazadas coincidiam com as já utilizadas pelos usuários. Um dos principais problemas desse compilado é a evolução do registro de senhas pessoais ao longo dos anos, o que pode levar um criminoso a descobrir a nova senha de um usuário que tenha trocado.

Por exemplo, se a pessoa apenas acrescenta um novo caractere na hora de atualizar a senha ou muda apenas o nome do personagem de um mesmo filme, dá indícios de um padrão de senha que utiliza.

Não é possível saber se as senhas estão atualizadas, mas é provável que algumas estejam. De qualquer modo, manter vulnerável o histórico de senhas já é um risco ao cidadão.

Em alguns casos, a empresa de segurança digital detectou de três a 30 senhas relacionadas a um único endereço de email.

Para se proteger, usuários devem alterar suas senhas para palavras complexas, evitando sequências alfabéticas, com diferentes caracteres e números.

Em nota, o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) afirmou que as 323 contas identificadas com domínio “serpro.gov.br” se referem a dados pessoais cadastrados, em outros sites ou portais externos, por meio de login utilizando o email corporativo, "portanto, não tendo como origem as bases de dados administradas pela empresa".

Diz, ainda, que suas bases de dados e as bases do governo sob sua operação permanecem íntegras e que não houve qualquer tipo de incidente de segurança nos domínios administrados pela empresa.

A reportagem procurou a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), mas ainda não obteve retorno.

Anatel publica novo regulamento para o uso das faixas de 3,5 GHz e de 26 GHz

  • Imprensa.Anatel
  • 03 Mar 2021
  • 17:00h

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou, nesta terça-feira (2/3), as resoluções de nº 742 e nº 743, de 1º de março de 2021. Os dois normativos alteram regras relativas à atribuição de faixas de radiofrequências a serviços de telecomunicações e o tempo de uso desses recursos.

Por meio da Resolução nº 742/2021, a Agência destinou à telefonia móvel, à banda larga fixa, à telefonia fixa e a aplicações do Serviço Limitado Privado, como redes privativas, a faixa de 3,5 GHz. Essa faixa e a de 26 GHz – também objeto da Resolução e que passou a ter regramento específico – serão ofertadas na licitação de 5G, prevista para o primeiro semestre deste ano.

Em novembro de 2020, a Anatel realizou alteração similar para o uso da faixa de radiofrequência de 1,5 GHz e, atualmente, estuda nova regulamentação para a faixa de 4,8GHz e 4,9 GHz, também destinada às redes 5G.

A Resolução nº 743/2021, por sua vez, mudou o tempo permitido para o uso das faixas pelas prestadoras de telecomunicações autorizadas. A Anatel, agora, pode permitir o uso das faixas por períodos superiores a 15 anos, prorrogável por iguais períodos.

A alteração da Resolução nº 743/2021 adequa o Plano Geral de Autorizações do Serviço Móvel Pessoal (PGA-SMP) da Agência às mudanças na Lei nº 9.472/1997 (Lei Geral de Telecomunicações) a partir da publicação Lei nº 13.879/2019.

As duas resoluções – assim como demais normativos da Anatel – estão disponíveis no portal de legislação da Agência.

Novo vazamento na internet expõe donos de 12 milhões de cartões de crédito

  • 26 Fev 2021
  • 15:50h

Desde janeiro, hackers da deep web divulgaram dados de CPF, CNPj, registro de veículos e celulares de autoridades e brasileiros comuns |

Dados do cartão de crédito de 12 milhões de brasileiros foram colocados à venda na internet desde a quinta-feira (25). Os dados foram expostos no mesmo forum da deep web (espaço da internet difícil de ser rastreado) que em janeiro vazou 223 milhões de CPFs, 104 milhões de licenças de veículos e 40 milhões de CNPJs. Entre os alvos desta ação estão o presidente Jair Bolsonaro e ministros do STF. De acordo com o Estadão, o hacker publicou uma amostra do pacote roubado, apresentando dados como nome, email, telefone, CPF ou CNPJ, senhas de acesso e números de cartões de crédito de 12.476.181 contas. Por estas informações são cobrados até US$ 50 mil. Após o Estadão divulgar que dados de autoridades faziam parte do megavazamento de janeiro, o caso ganhou repercussão nacional. Atualmente, está sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news. Em fevereiro, a empresa de cibersegurança Psafe relatou que os dados de 102.828.814 aparelhos celulares foram vazados, em operação que divulgou números e tempo de cada ligação. Além de Bolsonaro, os apresentadores de televisão Willian Bonner e Fátima Bernardes foram vítimas neste segundo caso.

Ministério da Justiça dá 15 dias para operadoras de telefonia explicarem vazamento de dados

  • Redação
  • 16 Fev 2021
  • 06:28h

Mais de 100 milhões de contas de celular tiveram dados vazados | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, deu 15 dias para que operadoras de celular prestem informações sobre o vazamento de dados de 103 milhões de celulares. De acordo com informações do Jornal Nacional, a notificação foi enviada na segunda-feira (15) para Claro, Vivo, Tim e Oi. As empresas informaram que adotam controles rígidos no acesso às informações dos clientes, que não identificaram ocorrência de vazamento de dados e que estão colaborando com as autoridades. Por meio de nota, a Secretaria Nacional do Consumidor, também atrelada à pasta, informou que está finalizando um acordo com a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) para proteção de dados de consumidores. Segundo o órgão, existem dezenas de casos sendo investigados envolvendo vazamento de dados ou compartilhamento de dados de milhares de consumidores brasileiros. A ANPD é responsável por fiscalizar a proteção de dados no Brasil. Na última quinta-feira, o órgão oficiou a Polícia Federal e empresas envolvidas no vazamento de dados de celulares. As informações são da Folha de S.Paulo.

Após críticas, WhatsApp adia mudanças nos termos de privacidade

  • Redação
  • 17 Jan 2021
  • 09:53h

A atualização, prevista para valer a partir do dia 8 de fevereiro tinha em seus pontos a obrigatoriedade do compartilhamento de dados dos usuários com o Facebook | Foto: Reprodução

O WhatsApp voltou atrás nas mudanças em sua política de privacidade após diversas críticas dos usuários nas redes sociais. Em anúncio feito na internet, a plataforma anunciou na última sexta-feira (15) que as mudanças só serão feitas daqui a três meses, no dia 15 de maio. A atualização, prevista para valer a partir do dia 8 de fevereiro tinha em seus pontos a obrigatoriedade do compartilhamento de dados dos usuários com o Facebook. A possível mudança gerou uma migração para os aplicativos rivais do WhatsApp, o Signal e o Telegram, que são conhecidos pelo maior cuidado com a privacidade dos usuários. Na nota, o WhatsApp promete esclarecer aos usuários como irá funcionar a plataforma e a privacidade dos dados.

Idec estuda medidas judiciais contra política de privacidade do WhatsApp

  • Redação
  • 11 Jan 2021
  • 10:05h

Usuários devem concordar com os termos para não ter a conta congelada em fevereiro | Foto: Reprodução

Diante da atualização dos termos de uso do WhatsApp, que começa a vigorar em fevereiro, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) decidiu estudar medidas judiciais e administrativas para garantir que usuários que não concordem com a nova política de privacidade possam permanecer no aplicativo. A mudança já aparece a brasileiros, que são notificados, solicitados a ler e a “dar ok”. A regra oficializa o compartilhamento de dados pessoais com outras empresas do grupo econômico Facebook, que ocorre desde 2016. Analisando a mudança, o Idec entendeu que é problemático não dar opções que restrinjam o compartilhamento de dados no Brasil, onde o aplicativo virou ferramenta de trabalho da população. Em e-mail enviado a advogados envolvidos no debate, o WhatsApp afirma que “usuários que não aceitarem as novas políticas até 8 de fevereiro de 2021 não perderão suas contas, mas precisarão concordar com as atualizações para usar”. Em outras palavras: a conta fica congelada até a pessoa aceitar a política. Na União Europeia e no Reino Unido, a empresa não poderá impor o a medida. Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Excesso de videoconferências afeta a saúde mental, dizem psiquiatras

  • Agência Brasil
  • 27 Dez 2020
  • 16:27h

Encontros virtuais produzem uma espécie de “fadiga do zoom” | Foto: LNB/Divulgação

No contexto da pandemia do novo coronavírus e do isolamento imposto para conter a disseminação da Covid-19, aumentou o uso das plataformas online de videoconferência como forma de manter o contato social entre as pessoas. Mas o excesso de encontros virtuais acabou produzindo uma espécie de “fadiga do zoom”, segundo identificou a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Para mostrar o impacto das videoconferências na saúde mental dos brasileiros, a ABP realizou a primeira pesquisa sobre o tema no período de 14 de agosto a 21 de novembro. A sondagem revela a elevação das queixas de pacientes sobre o excesso de trabalho por videoconferências nos últimos cinco meses, recebidas por 56,1% dos psiquiatras associados da ABP entrevistados.

“Os pacientes relataram que a “fadiga do zoom” é um fato na vida delas, que elas de fato aumentaram o trabalho via teleconferência e adoeceram, precisaram de ajuda”, disse à Agência Brasil o presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva.

O levantamento foi feito junto aos psiquiatras associados da ABP que atendem no Sistema Único de Saúde (SUS), no sistema privado e suplementar, e mostrou também que 63,3% deles perceberam um aumento de prescrição de psicotrópicos (remédios controlados) para tratar pessoas que tinham a queixa de excesso de trabalho por videoconferência. Os médicos associados da ABP notaram ainda a elevação de 70,1% da necessidade de prescreverem psicoterapia para seus pacientes também com essa fadiga.

Fato novo
“É uma situação nova, é um fato novo. Mas estamos percebendo que há um cansaço das pessoas em usar a videoconferência, porque ela retira de você toda privacidade, aumenta sua carga de trabalho e sua carga de descanso fica comprometida e isso é, realmente, adoecedor”, disse Silva.

De acordo com o presidente da ABP, as pessoas passaram a trabalhar em casa e os horários rotineiros foram rompidos. “Os chefes passaram a entender que as pessoas estão disponíveis 24 horas”. No teletrabalho, muitas vezes, as pessoas entram em uma videoconferência às 8h e saem somente ao meio-dia”, disse Silva. “Houve uma perda dos limites relacionais”.

Na avaliação do presidente da ABP, o cuidado com a saúde mental da população deve ser abrangente e direcionado a todos para haver uma mudança de pensamento e comportamento. Enfatizou que as preocupações com a onda de consequências à saúde mental derivadas da pandemia permanecem com tendência ascendente.

Segundo Silva, a agenda da saúde mental “é urgente e será um dos pilares para o bom enfrentamento às demais consequências trazidas pela pandemia. A saúde mental é a chave para enfrentarmos o cenário atual e seus desdobramentos”.

A ABP estima que há 50 milhões de pessoas com algum tipo de doença mental no Brasil. O país engloba o maior número de pessoas com casos de transtornos de ansiedade do mundo. São cerca de 19 milhões de casos, que correspondem a 9% da população. Além disso, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo e o primeiro na América Latina em pessoas com quadros depressivos.

Filtro
Na avaliação do psiquiatra Jorge Jaber, da Associação de Psiquiatria do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), o excesso de informações pode provocar um certo cansaço mental. Ele recomenda que as pessoas utilizem um filtro, uma seleção das fontes, buscando instituições tradicionais para obter conhecimento ou tirar dúvidas.

Sobre prescrição de remédios, Jaber vê uma tendência comum nos pacientes psiquiátricos de conseguir mais receitas do que seria necessário. Neste momento de pandemia, ele atribui esse movimento a três fatores: o custo muitas vezes inacessível das consultas; a redução da capacidade do atendimento público aos pacientes psiquiátricos; e o receio do paciente de não ter o remédio à mão, em um momento de crise.

82% das empresas estão atrasadas com adaptações à Lei Geral de Proteção de Dados

  • Redação
  • 01 Dez 2020
  • 09:01h

Sancionada em setembro, a norma tem o objetivo de proteger informações pessoais dos cidadãos | Foto: Reprodução

Um estudo feito pela consultoria ICTS Protiviti junto à 296 empresas brasileiras revelou que 82% delas ainda estão atrasadas em ações de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em setembro deste ano. De acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a lei tem o objetivo de proteger informações pessoais dos cidadãos e atinge sobretudo as companhias que armazenam dados de clientes e funcionários. Infringir a norma pode resultar em multa, mas as penalidades só começarão a ser aplicadas em 2021.

WhatsApp quer permitir que empresas façam vendas direto no aplicativo

  • 22 Out 2020
  • 18:21h

(Foto: Reprodução)

O WhatsApp quer permitir que empresas façam vendas direto pelo aplicativo. O serviço, ainda em fase de testes, prevê que as companhias montem catálogos e que o consumidor escolha o produto e pague pelo próprio aplicativo, de modo que a venda seja concluída diretamente na conversa entre empresa e cliente. 

Oi ativa sinal 5G no Brasil e acirra disputa com rivais

  • Informações do Correio
  • 07 Out 2020
  • 17:23h

(Foto: Divulgação)

A Oi está inaugurando nesta quarta-feira a sua primeira operação comercial de internet móvel de quinta geração (5G). O lançamento é no Plano Piloto de Brasília, com a promessa de cobrir 80% da cidade com o sinal. Com isso, a Oi se junta às rivais Claro e Vivo, que começaram a ativar o 5G em São Paulo, Rio e mais algumas capitais do país desde julho, e à TIM, que está começando por algumas cidades do interior. A Vivo também está inaugurando a sua rede 5G nesta semana em Brasília. As teles estão oferecendo o 5G por meio da tecnologia DSS (compartilhamento dinâmico de espectro, da sigla em inglês), que pega "emprestado" um pedaço das faixas de radiofrequência nas quais já trafegam os sinais do 4G. O 5G DSS representa um avanço na conexão, mas ainda está abaixo da velocidade alta de navegação e da latência baixa, principais vantagens do 5G "definitivo".Para isso acontecer, as operadoras dependem do leilão das faixas de radiofrequência a ser realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na metade do ano que vem. Só a partir daí o 5G "definitivo" vai deslanchar. Para viabilizar o 5G, a Oi conectou cerca de 300 sites (pequenas antenas, no formato de caixas de sapato, em cima dos postes) e os ancorou numa banda dedicada da frequência de 2,1 Ghz. O serviço que está sendo lançado hoje oferece velocidade na transmissão de dados que podem chegar a 500 Mbps, segundo a Oi.

Documentário O Dilema das Redes aumenta busca no Google por formas de deletar perfil no Facebook

  • Redação
  • 02 Out 2020
  • 12:20h

A mesma busca referente ao Instagram também teve um aumento considerável desde o lançamento do filme | Foto: Reprodução

O documentário ‘O Dilema das Redes’, lançado pela Netflix no começo de setembro vem mudando a forma como os internautas enxergam as plataformas digitais. Desde o boom do longa dirigido por Jeff Orlowski, a busca pelos termos “excluir/ desativar Facebook”, cresceram em 250% no Google. A produção do especialista em tecnologia que envolve profissionais da área, debate o impacto das redes sociais na vida, sociedade e democracia. A busca por excluir, desativar notificações e desativar temporariamente o Instagram também estão entre o top das pesquisas, marcando 100%, 110% e 120%. O levantamento feito pela Decode, empresa de análise e pesquisa em big data, diz que não há como afirmar com certeza que existe uma relação direta entre os termos e o documentário, mas o aumento nas buscas se tornaram mais fortes na semana seguinte ao lançamento da produção da Netflix, o que faz crer que exista uma influencia. “Tentamos levantar dados que possam indicar novas tendências de comportamento e há uma crescente procura por formas de desativar perfis nas redes. Se levarmos em conta que a própria Netflix se beneficia dos mesmos algoritmos sociais para investir em seus produtos, essa onda também pode estar tendo efeitos previsíveis e desejáveis”, diz Lucas Fontelles, analista da Decode.

'Dilema das Redes': os 5 segredos dos donos de redes sociais para viciar e manipular

  • Ricardo Senra | BBC NEWS
  • 01 Out 2020
  • 15:50h

Descrito como uma janela para as distantes mesas de decisões de gigantes do Vale do Silício, filme narra estratégias controversas para manter usuários conectados e expostos a anunciantes | Foto: NETFLIX

"Dois tipos de indústria chamam clientes de usuários: a das drogas ilegais e a de softwares." A frase aparece em um dos momentos mais comentados do filme "O Dilema das Redes", que foi lançado em fevereiro de 2020 no festival de Sundance, nos Estados Unidos, mas só virou assunto no resto do mundo após entrar para o catálogo da Netflix, sete meses depois. Costurado por depoimentos de ex-executivos das maiores empresas do Vale do Silício e acadêmicos, o roteiro descreve o vício e os impactos negativos das redes sociais sobre pessoas e comunidades como resultados de estratégias criadas para manipular emoções e comportamentos e manter usuários conectados. Assim, segundo “O Dilema das Redes”, experiências digitais aparentemente banais como recomendações automáticas, notificações e publicações sugeridas funcionariam como iscas lançadas bilhões de vezes por dia pelos apps mais populares do planeta. O alvo seria o tempo das pessoas – uma moeda valiosa para empresas, políticos, organizações ou países que queiram vender produtos ou ideias para audiências vulneráveis e hiper-segmentadas.

Classificado como docudrama – fórmula que mescla depoimentos do documentário tradicional a cenas dramatizadas –, o filme tem sido descrito como uma janela para as mesas de decisões de gigantes do Vale do Silício como Facebook, Twitter e Google.

Elogiado por detalhar ferramentas e estratégias sofisticadas em linguagem acessível para grandes públicos, o filme também recebe críticas por não oferecer soluções aos problemas enumerados e por ser apresentado por pessoas com características parecidas: boa parte dos entrevistados são ex-executivos, jovens, brancos, ricos e do sexo masculino.

A seguir, conheça 5 pontos-chave expostos pelo filme – e, ao fim, leia uma série de recomendações simples para proteger seus dados e combater o vício em redes sociais.

1 - "Se você não estiver pagando pelo produto – você é o produto"

Em agosto, segundo o Índice de Bilionários da agência de notícias financeiras Bloomberg, a fortuna de Mark Zuckerberg ultrapassou US$ 100 bilhões. Só durante a pandemia do novo coronavírus, o fundador do Facebook teria ganhado mais de US$ 30 bilhões.

Como Zuckerberg seria capaz de oferecer serviços gratuitos e ficar cada dia mais rico?

Segundo os entrevistados de “O Dilema das Redes”, o americano e seus colegas CEOs fariam dinheiro a partir do tempo.

Eles explicam que, quanto mais horas um usuário passa conectado às suas redes sociais, mais informações detalhadas sobre hábitos, gostos e características de consumo ele acaba expondo.

Esses dados são recolhidos e organizados por algoritmos que mapeam curtidas e comentários, analisam tempos de leitura e exposição a imagens e alimentam enormes servidores (alguns deles hospedados em submarinos).

As informações sobre os usuários são então oferecidas a clientes – de marcas de cosméticos e universidades a políticos e governos – que pagam milhões de dólares para mostrarem produtos ou ideias a públicos pré-dispostos a se engajar.

A engrenagem só funciona, no entanto, se os usuários se mantiverem conectados a seus perfis e, assim, puderem ser expostos ao máximo de anúncios.

Muitas vezes, segundo o filme, isso aconteceria a qualquer preço.

2 – Ferramentas desenhadas para viciar e manipular

Tristan Harris diz que redes treinariam "geração inteira de indivíduos que, sempre que se sentem desconfortáveis, sozinhas ou amedrontadas, recorrem a 'chupetas digitais' para se acalmar"

O principal personagem do filme é Tristan Harris, um ex-engenheiro do Google que tentou alertar os companheiros sobre o risco de viciar usuários – e diz ter sido ignorado.

Em “O Dilema das Redes”, ele descreve ferramentas que seriam criadas para manter usuários "vidrados" e "distraídos" enquanto anunciantes ganham dinheiro.

Um dos mais claros seria a rolagem automática – estratégia desenvolvida para que a experiência na rede não tenha fim e o usuário siga conectado.

As notificações, por sua vez, são descritas como uma das ferramentas mais eficazes para trazer quem está fora e manter quem já está conectado.

Já a dinâmica de curtidas e comentários com elogios ou criticas seria estimulada para manipular e tornar usuários dependentes, segundo os entrevistados.

Nas palavras de Harris, as redes treinariam "uma geração inteira de indivíduos que, sempre que se sentem desconfortáveis, sozinhos ou amedrontados, recorrem a 'chupetas digitais' para se acalmar".

Essas "chupetas" seriam as validações recebidas por elogios e que trazem sensação de felicidade ou conquista aos usuários.

"Isso vai atrofiando nossa habilidade de lidar com as coisas", alerta o especialista.

3 - Falsas recompensas

Em agosto, segundo a Bloomberg, a fortuna de Mark Zuckerberg ultrapassou US$ 100 bilhões

Os profissionais por trás das redes sociais trabalhariam, segundo o filme, construindo pontes entre psicologia e tecnologia.

Além de Harris, o "Dilema das Redes" traz depoimentos de Aza Raskin, inventor do sistema de rolagem infinita usado pela maioria dos sites, e Guillaume Chaslot, um dos desenvolvedores do algoritmo de vídeos recomendados no YouTube.

Dirigida pelo americano Jeff Orlowski, vencedor do Emmy e indicado ao Oscar em 2013, a produção também entrevistou Bailey Richardson, desenvolvedora que trabalhou nos primórdios do Instagram, Tim Kendall, ex-diretor de monetização do Facebook, Alex Roetter, ex-vice presidente de engenharia do Twitter e Justin Rosenstein, um dos co-criadores do botão 'Curtir' no Facebook.

Os entrevistados descrevem métodos de manipulação de emoções por meio da dopamina - um neurotransmissor ligado ao prazer, à alegria e ao bem-estar.

Por meio de sistemas de "recompensa imediata", como curtidas ou comentários positivos, as redes sociais teriam criado métodos de navegação capazes de estimular a circulação de dopamina em níveis sem precedentes.

Como cada validação recebida online gera novos impulsos artificiais de dopamina, as redes manteriam conectada uma legião de usuários cada vez mais solitários e carentes.

4 – Segurança x Insegurança

O psicólogo social Jonathan Haidt diz no filme que as redes têm relação direta com a explosão de casos de depressão e ansiedade – especialmente em crianças e adolescentes.

No filme, isso é ilustrado pelo caso de uma menina que cai em depressão depois de receber uma crítica sobre uma característica física.

A tendência se reflete nos recordes de suicídios infantis registrados nos últimos anos.

Nos EUA, segundo dados oficiais, o suicídio se tornou a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens em idade escolar (12 a 18 anos), ficando atrás apenas de acidentes.

As mortes de meninas entre 15 e 19 anos por suicídio atingiram um recorde em 40 anos - e dobraram entre 2007 e 2015, com 5,1 casos para cada 100 mil.

O fenômeno atinge também crianças e adolescentes do sexo masculino, cujas mortes ainda acontecem em maior número, mas crescem em ritmo menos acelerado: 30% no mesmo período (são 14,2 casos para cada 100 mil).

Segundo o filme, esse cenário não é resultado do uso irresponsável das redes sociais – mas da forma irresponsável como as redes lidam com seus usuários.

5 - Fake news se espalham seis vezes mais rápido do que notícias verdadeiras

A frase aparece como citação a um estudo publicado em 2018 pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos.

Segundo o filme, as notícias falsas têm alcance amplificado nas redes graças à "paranoia" em manter usuários expostos a anúncios.

“Criamos um sistema que privilegia as informações falsas (...) porque as informações falsas rendem mais dinheiro às empresas do que a verdade", diz um dos entrevistados.

Ele completa, em uma das frases do filme que mais viralizaram nas últimas semanas:

"A verdade é chata."

Dicas para se proteger

a) As notificações, segundo o filme, seriam a principal ferramenta de manipulação das redes. A sugestão dos entrevistados é desativá-las – assim, você vai até a rede social quando quiser, e não o contrário.

b) Não embarque nas recomendações de vídeos ou conteúdos sem refletir. De preferência, faça você mesmo as buscas pelo que você se interessa. As indicações costumam seguir uma lógica criada para chamar anunciantes, e não necessariamente para informar, segundo o filme.

c) Siga pessoas ou páginas com as quais você não concorda. Assim, você "fura a bolha" e é estimulado a a aprofundar conhecimentos, se questionar sobre as certezas absolutas e aprender com a diferença – mesmo que ela desagrade.

d) Desconecte-se uma hora antes de ir pra cama. Deixe o celular, o tablet e o laptop em outro cômodo e em modo avião.

e) Valorize os seus cliques e o seu tempo. A maneira como você se relaciona com uma publicação vale "ouro". É assim que as redes ganham dinheiro, portanto leve isso em conta antes de clicar em um anúncio ou publicação indicada.

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Mais de 12 mil contas no WhatsApp são clonadas diariamente no país, mostra pesquisa

  • Redação
  • 21 Set 2020
  • 16:33h

Entre os estados mais afetados pelo golpe cibernético, São Paulo contabiliza ao menos 68,5 mil casos | Foto: Reprodução

Uma pesquisa do dfndr lab, laboratório de segurança da startup brasileira PSafe, apontou que mais de 12 mil contas de brasileiros no WhatsApp são clonadas por dia. Somente no mês de agosto, 377,3 mil contas foram atingidas — número 90% maior do que o registrado em janeiro deste ano. Os números são de uma reportagem do site da revista Exame. De acordo com a publicação, o estado brasileiro mais atingido pelas clonagens foi São Paulo, com 68,5 mil afetados. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 41,4 mil e, depois, Minas Gerais, com 28,2 mil. Na publicação do blog do laboratório de segurança, a PSafe afirma que “os golpistas sempre se aproveitam de temas em alta na mídia, como o próprio coronavírus, para criar estratégias e enganar as vítimas. Já identificamos golpes em que pessoas mal-intencionadas tentam se passar por pesquisadores do TeleSUS e até do Instituto DataFolha, alegando que estão fazendo pesquisas sobre a covid-19, e solicitando um suposto código de confirmação enviado para o celular do respondente para validar a pesquisa. O código, na verdade, trata-se do PIN do WhatsApp, um código de segurança único que não deveria ser informado a terceiros, e é de posse desse código que os cibercriminosos conseguem acessar e sequestrar a conta de WhatsApp das vítimas”. Para evitar golpes no aplicativo de mensagens é importante não passar dados pessoais e nem o código PIN do WhatsApp para terceiros e tomar cuidado com os links recebidos.