BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"

Não faltará dinheiro para o combate ao Aedes aegypti, garante secretário de Saúde

  • 10 Dez 2015
  • 16:55h

(Foto: Reprodução)

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas Boas, afirmou que o governo federal garantiu a todos os secretários do Brasil que, mesmo com o contingenciamento de gastos, não faltará verba para o combate do Aedes aegypti – mosquito vetor de doenças como dengue, chikungunya, zika e associado ao aumento de casos de microcefalia. “É uma preocupação nacional a redução de recursos do ministério da Saúde. Entretanto, a presidente garantiu que para o combate do Aedes, não vai faltar recursos”, afirmou, durante a inauguração do Centro de Operações de Emergências em Saúde (veja aqui). Ainda de acordo com Vilas Boas, o governo tem trabalhado no combate ao mosquito em três frentes de trabalho: combate ao vetor, assistência às pessoas infectadas e educação e pesquisa. “Temos uma série de ações para cada um deles”, afirmou. Ainda de acordo com o chefe da Saúde, o centro “o centro vai ser responsável por centralizar as informações para o governo do estado e do ministério”. “Ele vai ser responsável por congregar especialistas da medicina em diversas áreas e continuar construindo o processo de passo-a-passo dessa nova doença que está se instalando em nosso país”, apontou, ao afirmar que o governo já fez a distribuição de larvicidas para toda a região do estado. “Os municípios que por ventura não receberam, devem se dirigir aos núcleos regionais de saúde para buscar a sua quantia”, pediu Fábio

Ministério da Saúde distribuirá repelente para gestantes de todo o país

  • 10 Dez 2015
  • 13:04h

(Foto: Reprodução)

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta quarta-feira (9) que o governo federal distribuirá repelente para as gestantes de todo o país como uma das ações de combate ao surto de microcefalia associado ao zika vírus. A medida foi definida na terça em reunião do ministro com todos os governadores, em Brasília. "Vamos fazer uma parceria com o laboratório do Exército, que já produz repelente para os militares", disse Castro. De acordo com o ministro, embora as ações federais contra o surto de microcefalia e zika sejam prioritárias para o Nordeste, região mais afetada, as grávidas de todos os estados do país receberão o produto de forma gratuita. Castro não informou quando a distribuição será iniciada, mas disse que o laboratório do Exército trabalhará em sua capacidade máxima de produção para iniciar a oferta dos repelentes o mais rápido possível.

Além da microcefalia, grávidas devem ficar atentas a outras doenças que atingem feto

  • 09 Dez 2015
  • 20:01h

(Foto: Reprodução)

Além da zika, grávidas devem ficar alertas a outras doenças que afetam a formação do feto durante a gestação. Entre as mais preocupantes está a sífilis —  doença sexualmente transmissível que pode criar uma quadro de infecção e levar ao aborto ou morte do bebê. Após o nascimento, a criança também pode apresentar bolhas e vesículas na pele e mucosas, lesões ósseas e nas articulações, aumento do fígado, baço e gânglios, assim como surdez e anomalias dentárias. A DST tem tratamento fácil, com algumas doses de Penicilina.  A rubéola também apresenta um risco alto e pode levar a cegueira, malformações cardíacas e cerebrais (como a microcefalia), surdez e catarata. “Todas as mulheres em idade fértil devem ser vacinadas contra a rubéola, antes de  engravidar”, diz a chefe da Pediatria da Maternidade Professor José Maria Magalhães Neto, Tereza Paim.

 

Caso contraia sarampo durante a gestação, a mulher pode ter complicações como parto prematuro ou um aborto espontâneo. Já a herpes pode provocar inflamação e infecção no cérebro do bebê, levando à morte. A toxoplasmose também pode causar a microcefalia. É recomendado que, caso não tenha defesa contra a doença, se evite manipular e comer carnes cruas, assim como o contato com cães e gatos.  As hepatites B e C podem ser transmitida para a criança na hora do parto, através do contato com o sangue da mãe, ou através da amamentação. É recomendável que a mãe exames antes para descobrir se é portadora de hepatite, a fim de prevenir a infecção do recém-nascido.  Exames para a detecção dessas doenças podem ser feitos gratuitamente em qualquer posto de saúde durante o pré-natal. “A gestante faz pelo menos dois exames de sorologia para saber se ela está contaminada. Caso a mulher esteja planejando a gestação, é recomendado que elas façam o exame antes de engravidar. A melhor forma de prevenção é ter um pré-natal correto o mais cedo possível”, alerta Tereza Paim.  

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Número de suspeitas de microcefalia sobe para 150 na Bahia, aponta Sesab

  • 08 Dez 2015
  • 13:41h

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Foram identificados na Bahia 150 casos suspeitos de microcefalia até o dia 3 de dezembro. O novo balanço da Secretaria de Saúde estadual foi divulgado nesta segunda-feira (7). Há três dias, eram 112 a quantidade de notificações. Ao todo, seis bebês já morreram em decorrência da doença. Os óbitos ocorreram nas seguintes cidades: Salvador (1), Itapetinga (1), Olindina (1), Tanhaçu (1), Camaçari (1) e Itabuna (1). De acordo com a Sesab, dos 150 casos registrados, 86 estão confirmados com perímetro encefálico igual ou menor que 32 centímetros. Além disso, há ainda 64 notificações sem informações sobre o perímetro encefálico. As cidades com maior número de suspeitas que têm indicativo de perímetro são Salvador (53), Lauro de Freitas (4) e Camaçari (3). A Secretaria ressalta a importância de que a suspeita, notificação e registro de casos de microcefalia sejam computados para o processo de investigação, para a identificação de causas e acompanhamento da evolução dos casos. A Sesab aponta que todos os casos que se enquadrem na definição do Ministério da Saúde sejam comunicados em até 24 horas pela equipe do local onde foi realizado o diagnóstico.

Campanha 'Dezembro Laranja' busca conscientizar sobre os riscos do câncer de pele

  • 07 Dez 2015
  • 11:52h

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A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deu início na última terça-feira (1º) a campanha ‪Dezembro Laranja, que alerta para os perigos da exposição excessiva ao sol e combater o câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), até o momento, 5280 casos de câncer da pele não melanoma foram registrados na Bahia em 2015. De acordo com Paulo Machado, dermatologista e presidente da SBD-BA, a prática do autoexame, com a ajuda de uma pessoa próxima, para verificar partes do corpo como as costas ou na parte de trás da perna, é fundamental para identificar qualquer anormalidade. “Verificando qualquer lesão na pele, seja um sinal que esteja crescendo rápido, ou irregular que comece a sangrar, o paciente deve procurar um dermatologista para avaliação”, aconselha. A SBD, que promove a campanha na estação mais quente do ano, defende que a doença pode ser evitada com medidas simples, como o uso de filtro solar, chapéu e óculos. “No verão a radiação solar é predominante e mais intensa. É também nesse período, que as pessoas praticam mais atividades ao ar livre, se expõem mais”, diz Machado. Ele também recomenda que a exposição ao sol entre 10h e 16h seja evitada. O dermatologista destaca que pessoas de pele clara, com histórico familiar de câncer de pele, ou melanoma, e que costumam ficar expostas ao sol por longos períodos, por lazer ou motivos profissionais, têm maiores chances de contrair a doença.  A idade também surge como um fator de risco. “Quanto maior a faixa de idade, maior a chance de apresentar [a doença]. A gente tem diagnosticado pessoas com 30, 20 anos de idade, mas o câncer é mais comum a partir dos 40 e 50 anos de idade”, diz o médico. Machado sugere uma relação direta entre a doença e quantidade de radiação ultravioleta que uma pessoa é submetida ao decorrer da vida, e destaca a importância de conscientizar os mais jovens. “O cuidado com a radiação solar deve começar desde cedo, desde a infância e principalmente com o adolescente e o adulto jovem”, conclui.

Anvisa esclarece que repelentes não trazem riscos para grávidas

  • 06 Dez 2015
  • 17:01h

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu hoje (4)  que não há impedimento para que grávidas usem repelentes, desde que estejam registrados na própria agência reguladora e que sejam seguidas as instruções do rótulo. Desde que o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika na gestação e a microcefalia no bebê, a pasta recomendou que, entre outras medidas, as grávidas usem o produto para se prevenir contra o mosquito Aedes aegypti, que é transmissor do vírus. Segundo nota divulgada pela agência, estudos indicam que o uso tópico de repelentes, ou seja, direto na pele, à base de n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET) por gestantes é seguro.

 

No entanto, a Anvisa alerta que tais produtos não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em crianças entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos. Além do DEET, no Brasil são utilizadas em cosméticos as substâncias repelentes Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR 3535), além de óleos essenciais, como citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, esses ingredientes são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos, conforme literatura internacional.

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Bahia tem 87 casos suspeitos de microcefalia e seis mortes

  • 04 Dez 2015
  • 18:03h

(Foto: Reprodução)

Seis mortes de bebês com perímetro encefálico igual ou inferior a 33 centímetros foram divulgadas por meio de nota pelo Governo da Bahia, na manhã desta sexta-feira (4). Os dados são referentes até o dia 1º de dezembro de 2015. Os municípios onde as mortes foram registradas são: Salvador (1), Itapetinga (1), Olindina (1), Tanhaçú (1), Camaçari(1) e Itabuna (1). Ainda de acordo com o governo, foram notificados 112 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 34 municípios, dos quais 26 foram confirmados. Este número seguia o padrão estabelecido pelo Ministério da Saúde, no qual considerava microcéfalos os bebês que tenham perímetro encefálico igual ou inferior a 33 centímetros. Porém, na quinta-feira (3), o Ministério da Saúde, em consonância com a Organização Mundial de Saúde (OMS), passou a considerar o perímetro encefálico igual ou menor que 32 centímetros. Desse modo, a Bahia passa a ter 87 casos suspeitos de microcefalia. Em contato com o G1 na manhã desta sexta-feira, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou que, apesar da mudança no critério adotado pelo Ministério da Saúde, o número de óbitos continua o mesmo (seis) e apenas a investigação dos próximos casos serão modificadas.

Anvisa propõe proibição de uso de termômetro e medidor de pressão com mercúrio

  • 03 Dez 2015
  • 21:01h

(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou, na última terça-feira (1º), a elaboração de uma regra que propõe o uso de termômetros e medidores de pressão com mercúrio como componente. A diretoria do órgão aprovou, em reunião pública, a iniciativa regulatória sobre o tema. A iniciativa  atende a uma demanda da Convenção de Minamata, ocorrida no Japão em 2013, do qual o Brasil é um dos signatários. Pela convenção, o mercúrio deverá ter seu uso reduzido em todo o mundo até 2020. O metal pesado não representa perigo direto para os usuários de termômetros ou medidores de pressão, mas é um perigoso agente tóxico no meio ambiente quando descartado.

Por que o mosquito Aedes aegypti transmite tantas doenças?

  • 03 Dez 2015
  • 20:04h

Mosquitos Aedes aegypti (Foto: Fabio Motta/Estadão Conteúdo)

No mundo, ele é chamado de mosquito da febre amarela. No Brasil, é conhecido como mosquito da dengue – e, mais recentemente, também da zika e da chikungunya. Considerado uma das espécies de mosquito mais difundidas no planeta pela Agência Europeia para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), o Aedes aegypti – nome que significa "odioso do Egito" – é combatido no país desde o início do século passado. A partir de meados dos anos 1990, com a classificação da dengue como doença endêmica, passou a estar anualmente em evidência. Isso ocorre principalmente com a chegada do verão, quando a maior intensidade de chuvas favorece sua reprodução. Agora, um novo sinal de alerta vem da epidemia de zika, uma doença com sintomas semelhantes aos da dengue, em curso desde o meio do ano. Foi confirmado pelo governo federal que o zika vírus está ligado a uma má-formação no cérebro de bebês, a microcefalia, que já teve neste ano ao menos 1.248 casos registrados em 311 municípios em 14 Estados, a maioria deles no Nordeste.

O Aedes aegypti também esteve no centro de um surto de febre chikungunya ocorrido no país no ano passado, quando este vírus chegou ao Brasil e se espalhou com a ajuda do mosquito. E, apesar de a febre amarela ter sido considerada erradicada de áreas urbanas brasileiras em 1942, casos de contaminação foram confirmados em cidades de Goiás e no Amapá em 2014. "O Aedes aegypti está ligado ainda a males mais raros, do grupo flavivírus", afirma Felipe Pizza, infectologista do hospital Albert Einstein. "Entre os agentes de contaminação, esse mosquito é o que tem a capacidade de transmitir a maior variedade de doenças."

Eficiência
Alguns fatores contribuem para tornar o Aedes aegypti um agente tão eficiente para a transmissão desses vírus. Entre eles estão, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, sua capacidade de se adaptar e sua proximidade do homem. Surgido na África em locais silvestres, o mosquito chegou às Américas em navios ainda na época da colonização. Ao longo dos anos, encontrou no ambiente urbano um espaço ideal para sua proliferação. "Ele se especializou em dividir o espaço com o homem", afirma Fabiano Carvalho, entomologista e pesquisador da Fiocruz Minas. "O mosquito prefere água limpa para colocar seus ovos, e qualquer objeto ou local serve de criadouro. Mesmo numa casca de laranja ou numa tampinha de garrafa, se houver um mínimo de água parada, seus ovos se desenvolvem." Mas a falta de água limpa não impede que o Aedes aegypti se reproduza. Estudos científicos já mostraram que, nesse caso, a fêmea pode depositar seus ovos em água com maior presença de matéria orgânica. Os ovos também podem permanecer inertes em locais secos por até um ano, e, ao entrar em contato com a água, desenvolvem-se rapidamente – num período de sete dias, em média. "Outros vetores não têm essa capacidade de resistir ao ambiente", afirma Pizza, do Albert Einstein. "Por isso ele está presente quase no mundo todo, a não ser em lugares onde é muito frio."

Flexibilidade
Um aspecto que também favorece a reprodução é o fato de a fêmea colocar em média cem ovos de cada vez, mas não fazer isso em um único local. Em vez disso, ela os distribui por diferentes pontos. "Quando tentamos exterminá-lo, é muito grande a chance de um destes locais passar despercebido", diz Carvalho. Também se trata de um mosquito flexível em seus hábitos de alimentação. O Aedes aegypti é, geralmente, diurno: prefere sair em busca de sangue pela manhã ou no fim da tarde, evitando os momentos mais quentes do dia. "Mas ele é oportunista. Se não tiver conseguido se alimentar de dia, vai picar de noite. Isso não ocorre com o pernilongo, por exemplo, que é noturno e só vai estar quando o sol começa a se pôr", afirma a bióloga Denise Valle, pesquisadora do laboratório de biologia molecular de flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Além disso, o mosquito costuma ter como alvos mamíferos, especialmente humanos. Como explica o agência europeia, mesmo na presença de outros animais ele "se alimenta preferencialmente de pessoas".

Simbiose
Por ser um mosquito urbano que fica em contato constante com o homem, ser muito adaptável e ter um apetite especial por sangue humano, o inseto se tornou um eficiente vetor para a transmissão de doenças. "Todo ser vivo busca uma forma de se proliferar, e com os vírus não é diferente. Nestes casos, eles podem ser transmitidos por outros vetores, mas que não são tão efetivos", afirma Erico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. "Eles (vírus) conseguiram no Aedes aegypti e na forma como este mosquito evoluiu uma relação de simbiose muito boa." Para ser capaz de infectar uma pessoa, o vírus precisa estar presente na saliva do inseto. Valle, do IOC/FioCruz, explica que, no caso da dengue, por exemplo, após o Aedes aegypti picar alguém que esteja infectado, o vírus leva cerca de dez dias para estar presente em sua saliva. "São poucos os mosquitos que vivem mais de dez dias. Mas, quanto menos energia ele precisa gastar para se alimentar e colocar ovos, mais tempo ele vive", diz Valle. "Assim, o aglomerado urbano, com muitos locais de criadouro e muitos alvos para picar, faz com que o mosquito viva mais, favorecendo o processo de infecção." A bióloga destaca ainda que se trata de um mosquito especialmente arisco: "Quando vai picar, se a pessoa se mexe, ele tenta escapar e picar outra pessoa. Se estiver infectado com algum vírus, vai transmiti-lo para várias pessoas".

Controle
Exterminá-lo também é difícil. Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, o Aedes aegypti é "muito resistente", o que faz com que "sua população volte ao seu estado original rapidamente após intervenções naturais ou humanas". No Brasil, ele chegou a ser erradicado duas vezes no século passado. Na década de 1950, o epidemiologista brasileiro Oswaldo Cruz comandou uma campanha intensa contra ele no combate à febre amarela. Em 1958, a Organização Mundial da Saúde declarou o país livre do Aedes aegypti. Mas, como o mesmo não havia ocorrido em países vizinhos, o mosquito voltou a ser detectado no fim dos anos 1960. Foi erradicado novamente em 1973 – e retornou mais uma vez três anos mais tarde. "Hoje não falamos mais em erradicação. Sabemos que isso não é possível", diz Valle, do IOC/Fiocruz. "O país é muito grande e tem muitas entradas para o mosquito. Também há muito mais gente vivendo em cidades, e a circulação de pessoas pelo mundo com a globalização aumentou muito. Os recursos humanos e financeiros para exterminá-lo seriam enormes." Uma forma comum de combater o mosquito, a de dispersar uma nuvem de inseticida – técnica popularmente conhecida como "fumacê" –, não é muito eficiente, pois o componente químico tem de entrar em um espiráculo localizado embaixo da asa. Portanto, o inseto precisa estar voando, algo difícil tratando-se de uma espécie que fica na maior parte do tempo em repouso. "Na maior parte das vezes, isso é jogar dinheiro fora e gera mosquitos mais resistentes. Hoje, levamos de 20 a 30 anos para desenvolver um inseticida e, em dois anos, ele perde sua eficácia por causa do uso abusivo", afirma Valle. "E os químicos usados no controle de larvas não estão disponíveis para a população." Carvalho, da Fiocruz Minas, ressalta ainda que 80% dos criadouros são encontrados em residências, e que realizar a prevenção e exterminar focos do Aedes aegypti não é fácil. "Quando temos uma epidemia, é mais simples conseguir o apoio da população, mas, fora deste período, é mais complexo sensibilizar as pessoas para a questão", afirma o entomologista. "Por tudo isso, acho muito complicado falar em erradicação. Talvez a melhor palavra seja controle." Uma abordagem nova vem sendo testada na Bahia e em São Paulo. Machos transgênicos do Aedes aegypti são liberados na natureza e, no cruzamento com fêmeas comuns, geram larvas que morrem antes de atingir a fase adulta, o que, com o tempo, reduz a população do mosquito numa determinada área. Responsável por testes realizados desde maio em Piracicaba, no interior paulista, a empresa Oxitec informou que os resultados estão sendo analisados por sua equipe técnica e que ainda não há uma previsão de quando serão divulgados.

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Ministro classifica microcefalia como 'maior calamidade' vivida pelo Brasil recentemente

  • 03 Dez 2015
  • 07:03h

(Foto: Reprodução)

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse nesta terça-feira (1º) que a situação vivida pelo país com relação ao aumento de casos de microcefalia é a "maior calamidade" vivida pelo país nos últimos tempos. "Um drama de dimensões extraordinárias o que está acontecendo. O poder público e a sociedade têm que dar a resposta na mesma altura do drama", afirmou após declarar aberta a 15ª Conferência Nacional de Saúde (CNS). De acordo com a Agência Brasil, Castro esteve nesta segunda-feira em Pernambuco, estado com maior número de diagnósticos de microcefalia, para debater o Plano Estadual de Enfrentamento das Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti. Atualizado nesta segunda, o Boletim Epidemiológico de Microcefalia do Ministério da Saúde apontou 1.248 casos suspeitos, identificados em 311 municípios de 14 unidades da federação.

Remédio pode reduzir até 60% do colesterol

  • 02 Dez 2015
  • 19:02h

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Um dos desafios médicos é tratar pacientes que já não respondem mais às medicações disponíveis. No caso da hipercolesterolemia familiar (HF), uma condição genética que faz com que as pessoas tenham níveis altíssimos de colesterol, podendo levar a infartos precoces, alguns pacientes não conseguem chegar aos níveis corretos de LDL (colesterol “ruim”) com as estatinas e ezetimibe, medicamentos atualmente comercializados no Brasil. Para preencher essa lacuna, há uma nova esperança medicamentosa que pode reduzir até 60% do colesterol LDL além das estatinas. Em processo de aprovação pela Anvisa no Brasil, o anticorpo monoclonal evolocumab já está aprovado nos Estados Unidos. "Essa classe de drogas [inibidores da PCSK9] se mostrou segura, não há nada que as desabone, aparentemente. São drogas que, na minha opinião, vão mudar a história natural dessa doença, pois vamos realmente conseguir colocar pacientes dentro de valores que são compatíveis com a prevenção da doença cardiovascular", explica Raul Dias dos Santos Filho, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Incor e professor associado no departamento de cardiopneumologia da faculdade de Medicina da USP.

 

O cardiologista conta que esse novo medicamento não está sendo indicado apenas para a hipercolesterolemia familiar, mas para pessoas com colesterol alto em geral. "O FDA aprovou sem estudo que provasse que essas drogas reduzem infarto. Há vários estudos grandes sendo feitos, em quase 60 mil pacientes", explica ele, sobre a urgência de ter novos medicamentos para reduzir o colesterol. A hipercolesterolemia familiar atinge uma a cada 200 pessoas e pode levar à consequências cardiovasculares sérias, como infarto ou AVC. No caso dos homens, 25% deles infartam antes dos 40 anos e, as mulheres têm mais 10 anos de lambuja graças aos hormônios femininos protetores da saúde cardiovascular.

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ANS lança aplicativo para facilitar pesquisa sobre planos de saúde

  • 02 Dez 2015
  • 15:17h

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou, nesta quarta-feira (2), nova ferramenta – denominada o D-TISS – que permite a pesquisa sobre procedimentos realizados por beneficiários de planos de saúde em todo o país. O sistema possibilita acesso a dados sobre a quantidade de procedimentos realizados por médicos, laboratórios, clínicas e hospitais conveniados a operadoras de planos de saúde e a visualização dos gastos com despesas assistenciais nos hospitais de todo o país, separando por estados, sexo do beneficiário e porte da operadora. A informação foi dada à Agência Brasil, pela diretora de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Martha Oliveira, que participou, no centro do Rio de Janeiro, do seminário internacional A Organização da Prestação de Serviços e Financiamento em Saúde: perspectivas no Brasil e no mundo”. O encontro reuniu instituições nacionais e internacionais que apresentaram suas experiências sobre modelos de prestação de serviços e de financiamento em saúde.

 

O D-TISS já pode ser acessado a partir de duas áreas do portal da ANS: Espaço da Qualidade e Dados do Setor. Trata-se de desdobramento do Padrão TISS, com informações apresentadas em um formato de fácil acesso, disponível para o público em geral. Entre as vantagens da implantação do novo sistema, Martha Oliveira, destacou o fato de que ele vai propiciar a padronização de todas as trocas de informações e dos procedimentos em saúde suplementar no país. “A gente vem reorganizando o setor há quase uma década. Antes cada hospital ou agente de saúde passava para a operadora a guia de forma diferenciada, sem padrão e sem que as comunicações sobre os procedimentos falassem entre si. Com a implantação do TISS [que acabou gerando o sistema D-TISS], ao longo dos últimos de 8 anos, passamos a receber, a partir do ano passado, todos os dados padronizados”, disse Martha. Segundo ela, durante este ano a ANS passou a organizar todo o sistema para melhor ler e entender os dados fornecidos. “Pela primeira vez, vamos ter uma radiografia dos atendimento hospitalares na saúde suplementar. Tudo o que foi feito, onde e por que foi feito, em que lugar e a que custo”. Martha Oliveira ressaltou que o sistema ainda se encontra “em uma versão–teste”, mas que agora, pela primeira vez, as informações estão sendo disponibilizadas de forma unificada para o setor. “Apesar de ainda ser uma versão–teste, todo mês nós vamos colocando mais procedimentos. A ideia é que ela sirva para se ter uma ideia geral do setor e acabe sendo transformada na versão final”, disse. A base de dados do aplicativo D-TISS conta também com indicadores internacionais de países que integram a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), formada por mais de 30 nações, incluindo o Brasil. “Essa é a primeira vez que planos de saúde, prestadores de serviços e consumidores têm acesso aos dados epidemiológicos e financeiros de forma detalhada em uma única área. O D-TISS é uma importante ferramenta de acesso a informações e mais um incentivo da ANS em prol da transparência de dados do setor, beneficiando a pesquisa sobre os procedimentos realizados na saúde suplementar”, afirmou a diretora de Desenvolvimento Setorial da Agência. “Com ela, é possível não só conhecer melhor o mercado de planos de saúde como também ter uma visão panorâmica do setor, permitindo comparação de dados com distribuição geográfica, algo estratégico para a saúde suplementar”, concluiu. Em relação à visão financeira, as informações disponibilizadas indicam, ainda, que o D-TISS permite o acesso aos valores da despesa mínima, média e máxima dos procedimentos, com a possibilidade de geração de um gráfico produzido a partir dos dados disponíveis no sistema informação. “Os filtros por estado, faixa etária, sexo, porte da operadora e competência também poderão ser utilizados”. Mesmo em fase de teste, o D-TISS disponibiliza um conjunto de informações relativas a operadoras selecionadas, a partir da qualidade e consistência dos dados assistenciais e financeiros, com 57 procedimentos de cobertura obrigatória pelo rol da ANS. A ideia é que, gradativamente, sejam incluídos no sistema os dados de mais operadoras e novos procedimentos. A apresentação de informações de indicadores nacionais e internacionais relacionados aos procedimentos “busca integrar os dados de utilização dos serviços de saúde com uma base técnico-cientifica que apoie a tomada de decisão de todos os agentes, propiciando uma visão ampla do setor e compartilhamento de conhecimentos sobre a área”, informou a ANS. O lançamento do novo aplicativo faz parte de uma série de medidas em prol da transparência das informações da saúde suplementar. Em novembro, a agência publicou a Resolução Normativa nº 389, que obriga as operadoras a criar áreas em seus portais para divulgação de informações para os contratantes de planos de saúde. “Para cumprir essa normativa, a partir de 2016, as operadoras de planos de saúde deverão criar, em seus portais na internet, uma área exclusiva com informações individualizadas do beneficiário de plano de saúde e uma área destinada às empresas contratantes de planos coletivos.

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Médicos vão receber três vezes mais por parto normal, determina Justiça

  • 02 Dez 2015
  • 13:04h

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Em uma decisão considerada "um divisor de águas", a Justiça Federal determinou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) coloque em prática três novas medidas para reduzir o número de cesáreas na rede particular de saúde. O Brasil é o País com a maior taxa de cesáreas no mundo: 84% dos partos na rede privada são cesarianas (na rede pública, a taxa é de 40%), enquanto o recomendado pela OMS é de 15%. Com a decisão, em um prazo máximo de 60 dias, os profissionais de saúde da rede particular que auxiliarem em um parto normal terão de receber dos planos de saúde no mínimo três vezes mais do que na realização de uma cesárea. A remuneração era uma reclamação importante por parte dos médicos, já que eles recebiam, grosso modo, o mesmo valor pelos dois tipos de parto.

 

 E enquanto uma cesárea exige cerca de duas ou três horas de trabalho, acompanhar um parto normal pode levar mais de oito horas. Além disso, muitas cesáreas são agendadas, enquanto em um parto normal a hora do nascimento é imprevisível.O segundo ponto da decisão obriga "operadoras de saúde de planos privados e hospitais a credenciar e possibilitar a atuação de enfermeiros obstétricos e obstetrizes no acompanhamento de trabalho de parto e no parto em si". A terceira novidade da decisão da Justiça é obrigar a ANS a criar indicadores e notas para as operadoras de planos privadas, conforme suas ações para reduzir o número de cesarianas. Com a decisão, a Justiça Federal determinou que a ANS cumpra os pedidos feitos em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal em São Paulo. Agora, a ANS tem 60 dias para regulamentar as solicitações. Se descumprir, foi fixada uma multa diária de R$ 10 mil.

 

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Dia Internacional de Luta contra a Aids celebra boa notícia sobre o tema

  • 01 Dez 2015
  • 12:54h

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids tem o laço vermelho como símbolo

Em 1987, a Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), decidiu transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data, que tem o laço vermelho como símbolo, tem o objetivo de reforçar a solidariedade e o respeito com as pessoas infectadas pelo vírus do HIV. Na segunda-feira (30), uma notícia sobre o tema surpreendeu milhares de pessoas.Um relatório divulgado durante uma Conferência no Zimbábue, África, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que o vírus HIV, causador da Aids, pode ser erradicado em 15 anos se os esforços para combatê-lo forem intensificados. O documento ressalta que a luta contra a doença teve grandes progressos nos últimos 15 anos. "Quase 16 milhões de pessoas (no mundo todo) recebiam tratamento contra o HIV em meados de 2015, mais de 11 milhões delas no continente africano, onde só 11 mil pessoas recebiam tratamento em 2000", destacou a OMS.  Vale destacar que o relatório assegura que número de mortes causada pelo HIV reduziu 42% entre 2004 e 2014, de 2 para 1,2 milhões de pessoas. Mas, se diversas medidas não forem tomadas pelos governos mundiais, a erradicação não acontecerá. Nos próximos cinco anos, a comunidade internacional deverá estender ainda mais o atendimento aos portadores do vírus e as medidas para combatê-lo devem ser intensificadas em grande escala. 

 

Mais sobre a Aids
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, ou Aids, é causada pelo vírus HIV, que ataca as células de defesa do corpo, deixando o organismo mais vulnerável a diversas doenças. Um simples resfriado pode ter seu tratamento prejudicado pela síndrome, que também dá espaço para infecções mais graves como tuberculose ou câncer. Há algumas décadas, receber o diagnóstico de Aids era sinônimo de morte. Mas com os avanços de pesquisas e tratamentos no setor, o paciente soropositivo vive quase que normalmente e com qualidade. Para isso, ele deve tomar medicamentos específicos e seguir algumas recomendações médicas. O Ministério da Saúde recomenda fazer o teste sempre que passar por alguma situação de risco, pois descobrir precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida do infectado.  Vale lembrar que o diagnóstico da doença é feito através de exame de sangue. A transmissão do vírus HIV ocorre através do contato com o sangue, secreção vaginal, esperma, ou leite materno contaminado. Ela não é transmitida, por exemplo através de beijos ou do contato com o suor de um indivíduo soropositivo.

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Boletim do Ministério da Saúde aponta 1.248 casos suspeitos de microcefalia

  • 30 Nov 2015
  • 16:27h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (30), que já foram identificados 1.248 casos suspeitos de microcefalia até o último dia 28. As notificações foram feitas por 311 municípios de 13 estados e Distrito Federal. Pernambuco registra o maior número de casos: 646. Resultados divulgados no último sábado confirmaram a relação entre microcefalia e o vírus zika. Por conta disso, o estado decretou emergência. "Pernambuco é o primeiro estado fazendo uma conclamação da esfera pública e da sociedade civil para a batalha contra o Aedes aegypti", disse o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Antônio Carlos Nardi, durante entrevista coletiva para divulgação do terceiro boletim sobre microcefalia. Para Nardi, o meio mais eficiente de combate às arboviroses é a eliminação do vetor. "O único meio eficiente e eficaz de se combater o mosquito e o vetor é não deixá-lo nascer", disse. Como forma de proteção, o diretor de vigilância de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, indicou o uso de repelentes, principalmente por mulheres grávidas. "Recebemos informações detalhadas da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] sobre os repelentes e que podem ser usadas por gestantes. As marcas comercias disponíveis no Brasil podem ser utilizadas com segurança por gestantes", declarou. De acordo com o órgão, o governo permanece investigando casos de microcefalia.