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Fiocruz comprova relação entre zika e Síndrome Guillain-Barré

  • 27 Nov 2015
  • 07:02h

(Foto: Reprodução)

A Fiocruz de Pernambuco comprovou em pacientes brasileiros a relação entre zika vírus e a Síndrome Guillain-Barré (SGB), uma doença autoimune rara que também apresentou aumento atípico nos últimos meses nos Estados do Nordeste. O achado aumenta o sinal de alerta em torno da infecção pelo zika, principal suspeita da epidemia de microcefalia identificada no país. O vírus, que chegou no Brasil este ano, está presente em 18 estados. "A ligação da síndrome com o vírus é inequívoca", avaliou o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e responsável pela identificação da chegada do zika vírus no Brasil, Kleber Luz. Questionado, o Ministério da Saúde disse que o assunto está sob investigação. Os resultados foram obtidos em trabalho feito pela pesquisadora Lúcia Brito, chefe do serviço de neurologia do Hospital da Restauração, de Pernambuco. Foi identificada a presença do zika no líquido espinhal e no sangue de sete pacientes que apresentaram a SGB. "A infecção pelo zika, por si só, pode ser branda. Mas ela tem potencial de provocar sérios problemas, tanto para fetos quanto para adultos", avaliou o pesquisador da Fiocruz e coordenador da análise que comprovou a presença do zika nos pacientes com SGB de Pernambuco, Carlos Brito. O número de casos de SGB cresceu de forma expressiva no Nordeste do país entre abril e junho, pouco depois que os estados apresentaram a epidemia de zika.  Especialistas discutem agora com governo estratégias para tentar acompanhar o impacto da zika e as relações com SGB. Entre as propostas está criar um grupo para identificar, o mais rapidamente possível, primeiros sinais da SGB e encaminhar pacientes para tratamento. A ideia é também organizar um comitê de estudo para avaliar qual a evolução da SGB.

Campanha Nacional de Doação de Sangue é iniciada nesta quinta

  • 26 Nov 2015
  • 17:00h

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Com o objetivo de sensibilizar novos doadores e fidelizar os já existentes, o Ministério da Saúde inicia nesta quinta-feira (26) a Campanha Nacional de Doação de Sangue de 2015. Em 2014, cerca de 1 milhão de pessoas doaram sangue pela primeira vez, o que representa 38% do total de aproximadamente 2,6 milhões de doações registradas no ano. Com o slogan "Doar sangue é compartilhar vida", a campanha terá material veiculado em emissoras de rádio e televisão e nas redes sociais, segundo informações da Agência Brasil. O candidato a doação de ter entre 18 e 60 anos que tiverem mais de 50 quilos e estiverem em bom estado de saúde podem doar sangue. O candidato deve estar descansado, não pode ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação, não pode fumar e nem estar em jejum. É imprescindível levar documento de identidade com foto. Em 2013 e 2014, houve aumento de 5% nas coletas de bolsa de sangue no país, passando de 3,5 milhões para 3,7 milhões. Enquanto isso, as transfusões de sangue aumentaram 6,9%, passando de 3 milhões de procedimentos em 2013 para 3,3 milhões em 2014.

Hospitais em São Paulo começam testes da 'pílula do câncer' em mil pacientes

  • 26 Nov 2015
  • 13:02h

(Foto: Reprodução)

Os testes para comprovar a eficácia da fosfoetanolamina sintética, substância que teria suposta capacidade de curar o câncer, devem ser realizados em cinco hospitais da rede estadual de São Paulo, com a participação de até 1 mil pacientes na pesquisa, segundo o secretário estadual da Saúde, David Uip. Os detalhes sobre o trabalho, que será encabeçado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), foram apresentados após o governador Geraldo Alckmin (PSDB anunciar que ofereceria a rede hospitalar e os laboratórios do Estado para a realização de testes clínicos. “A decisão é que vamos fazer um trabalho multicêntrico envolvendo centros e hospitais de oncologia que tenham expertise em pesquisa clínica. Pesquisadores estão desenhando esse trabalho que será apresentado nas comissões de ética dos hospitais selecionados. Quando aprovado, começará a pesquisa”, explica Uip.

 

Além do Icesp, está prevista a participação do Hospital do Câncer de Jaú. Autorização O secretário informou que, paralelamente à elaboração dos padrões da pesquisa, será solicitada a autorização do responsável pela substância, o professor aposentado Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP em São Carlos, e da própria universidade, pois a droga é patenteada. O número de pessoas que devem participar dos testes também já foi estabelecido, de acordo com Uip, mas os critérios de escolha ainda não foram definidos. “Os critérios de inclusão e exclusão serão feitos dentro do desenho que ainda não está pronto. A ideia inicial é de que vários braços (da doença serão pesquisados, como câncer de pulmão, de bexiga, leucemia. Provavelmente, serão sete braços”, afirmou o secretário.

Anvisa
Uip não detalhou o pedido que o governador fará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa por uma autorização especial para que alguns pacientes façam uso da substância antes da realização dos testes. “Ainda temos de estudar como fazer. Vou conversar com o governador. É um detalhe técnico. Temos de saber como será, porque o uso é individualizado, analisado paciente por paciente”, disse. A fórmula ainda não foi testada em humanos e não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser distribuída como um medicamento comum. Uip disse que o objetivo do Estado é oferecer suporte para a realização da pesquisa. “Sou professor de Medicina e pesquisador. Então, defendo a pesquisa clínica. Vamos fazer uma pesquisa nos moldes daquilo que há de mais refinado na área”, concluiu. 

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Saúde registra 520 casos suspeitos de microcefalia e investiga uma morte

  • 24 Nov 2015
  • 11:02h

O ministro Marcelo Castro (ao microfone) durante entrevista nesta terça-feira em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)

Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (24) que já foram notificados 520 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 160 cidades de nove estados. A principal hipótese para o surto continua sendo o contágio por zika vírus – identificado no Brasil pela primeira vez em abril. A microcefalia faz com que o bebê nasça com o crânio menor do que o normal. O maior número de ocorrências ocorreu em Pernambuco – 268. Em seguida vêm Paraíba (96), Sergipe (54), Rio Grande do Norte (47), Piauí (27), Alagoas (10), Ceará (9), Bahia (8) e Goiás (1). Há uma morte sendo investigada. Até o dia 16 de novembro, quando foi divulgado o último boletim, havia 399 casos, em sete estados.

 

O aumento dos casos de microcefalia e a hipótese de uma relação com o vírus foram comunicados "verbalmente" à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/ONU), Carissa Etienne, na semana passada. O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o chikungunya. "Todos os cientistas que tivemos contato até agora atribuem o surto de microcefalia, por enquanto circunscrito ao Nordeste, principalmente no estado de Pernambuco, ao zika vírus", declarou. "Estamos com o problema potencializado. Além da dengue, que mata, além da chikungunya, que aleija temporariamente, temos o zika vírus, que aparentemente causa a microcefalia. [É] um problema de dimensões muito grandes que temos que enfrentar", disse o ministro Marcelo Castro.

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Em risco: número de casos de Aids cresce entre jovens brasileiros

  • 23 Nov 2015
  • 12:24h

(Foto: Reprodução)

Em 1985, o Brasil criou o Programa Nacional de DST e AIDS, sendo um dos primeiros países no mundo a adotar políticas públicas inclusivas e universais para combater a recente epidemia. Nestes 30 anos de batalha contra o vírus, existiram muitos desafios e conquistas e os portadores do HIV estão vivendo cada vez mais e melhor. No entanto, o alerta para a doença continua. Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a epidemia está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos a cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil novos casos ao ano. É um número alto e a preocupação agora está no aumento dos números de casos entre o público jovem, que apresentou maior taxa de detecção do vírus – passando de 9,6 por 100 mil habitantes, em 2004, para 12,7 por 100 mil pessoas em 2013.

 

“A geração que hoje tem entre 16 e 24 anos é aquela que não discute mais sexualidade nas escolas e não conviveram com o período em que a epidemia era mais preocupante. Isso leva a uma despreocupação com a doença e com o uso do preservativo”, afirma a médica epidemiologista Inês Dourado, que é professora do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Aids e outras Doenças Infecciosas do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. Inês se refere a década de 1990, quando grandes ídolos como os cantores Cazuza, Freddie Mercury e Renato Russo morreram vítimas da aids, e outros declararam ter a doença, como o jogador de basquete da NBA, Magic Johnson, que posteriormente se tornou um porta-voz do sexo seguro e da prevenção contra o HIV. Outro grande nome militante no combate ao vírus foi o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Portador de hemofilia, doença caracterizada por problemas de coagulação do sangue, Betinho contraiu HIV em uma transfusão de sangue contaminado e faleceu em 97. Ainda nos anos 90, a importância na utilização do preservativo como forma de se prevenir da doença foi tema de música do cantor Carlinhos Brown. Camisinha, que está no álbum ‘Cada cabeça é um mundo’, da Timbalada, lançado em 1993, alerta para o uso da proteção: “Respeite o amor. Respeite o sexo. Proteja sua vida. Salve muitas vidas. Use camisinha”, recomenda.

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Ministério da Saúde confirma provável relação entre surto de microcefalia e zika

  • 18 Nov 2015
  • 18:06h

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, afirmou nesta terça-feira (17) que atualmente existe uma forte relação entre a circulação do zika vírus e a ocorrência de casos de microcefalia em algumas regiões do país. Em entrevista coletiva, o gestor informou que resultados de exames feitos em dois fetos com microcefalia mostraram que as gestantes foram infectadas pelo zika, segundo a Agência Brasil. "São duas gestantes com vírus zika no líquido amniótico cujas crianças têm microcefalia. Isso nos aponta fortemente para a correlação entre as duas coisas. Mas não permite ainda descartar completamente outras possíveis causas. Não vamos afirmar ainda, com certeza absoluta, que a causa é o vírus zika". De acordo com Maierovitch, os testes foram feitos por anminiocentese, quando o líquido amniótico é retirado do abdome da mãe. Outras possíveis causas seguirão em processo de pesquisa. Sobre o zika vírus, o especialista disse que há uma particularidade, que é a de que 80% dos infectados não apresentarem sintomas. Dessa forma, é impossível estimar a magnitude do problema. "Não temos a dimensão de quantas mulheres tiveram zika vírus durante a gestação".

Resultados em fetos com microcefalia indicam infeccção por zika vírus

  • 17 Nov 2015
  • 10:07h

(Foto: Reprodução)

Resultados preliminares de exames feitos em dois fetos com microcefalia trazem fortes indícios de que houve infecção por zika vírus. Os testes foram feitos a partir da análise de líquido amniótico de dois bebês de Campina Grande, na Paraíba. O material foi coletado pela neuropediatra Adriana Melo, que vem acompanhando desde o início do surto casos de paciente com a malformação, e analisado no Laboratório da Fiocruz, do Rio. A confirmação do resultado é aguardada para esta terça-feira (17), quando o Ministério da Saúde deve apresentar números atualizados do surto. Até sexta (13), haviam sido contabilizados pelo menos 250 casos da doença nos estados de Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí. Questionado sobre a análise da Fiocruz, o Ministério da Saúde não confirmou a informação. Afirmou em nota não haver análises finalizadas e que qualquer conclusão neste momento é precipitada. "Todas as hipóteses serão minuciosamente avaliadas para não se incorrer em erro", informou a pasta. Para alguns especialistas, seria necessária a avaliação de um número maior de exames para fazer com segurança uma conexão entre a infecção do zika vírus e o aumento de casos de microcefalia. Dois exames em meio a um grande número de pacientes não seriam suficientes. Até o momento, a maior dificuldade dos pesquisadores era encontrar traços de algum agente infeccioso que poderia ter levado à malformação. Isso porque o contato com vírus teria ocorrido há vários meses. Os exames realizados buscam identificar fragmentos do DNA do vírus, um exame trabalhoso.

Entenda o que é a microcefalia e por que há um aumento dos casos em Pernambuco

  • 13 Nov 2015
  • 18:31h

(Foto: Reprodução)

A notícia de que Pernambuco está em estado de emergência em função do aumento de casos de microcefalia no estado trouxe diversas dúvidas a mães e gestantes sobre a origem dessa malformação, que compromete o desenvolvimento adequado do cérebro do bebê. Os questionamentos também estão mobilizando médicos, a Secretaria de Saúde e hospitais de todo o estado, que buscam uma explicação para o aumento do número de episódios: em média, os casos no estado não passavam de dez por ano, mas nos últimos quatro meses foram confirmados 141. “Estamos, há duas semanas, numa operação de guerra com todas as frentes abertas, a gente não tem previsão de prazo, estamos correndo contra o tempo, com várias frentes de atuação. A secretaria quer saber o quanto antes a causa para poder atuar na prevenção e no tratamento”, explicou Luciana Albuquerque, secretária executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Pernambuco.

 

A microcefalia não é uma “doença” nova. Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação. Entretanto, ainda não há uma explicação para o aumento repetino dos casos nos municípios pernambucanos. “Por enquanto, não queremos criar pânico diante das hipóteses que foram levantadas. Precisamos saber a causa e a preparar a rede para atender a esses bebês com fisioterapia e terapia ocupacional, pois eles podem apresentar limitações motoras e cognitivas”, adiantou a secretária. Além de criar um protocolo de notificações do atendimento a mães e bebês,  a secretaria conduz uma investigação minuciosa para descobrir as causas do “surto”, que inclui os dados dos prontuários das gestantes e visitas às casas das mães para colher o maior número possível de informações.

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ANS suspende a venda de 43 planos de saúde de 16 operadoras

  • 13 Nov 2015
  • 16:27h

(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a suspensão, a partir do dia 19 deste mês, da venda de 43 planos de saúde de 16 operadoras. A maioria pertence à UnimedRio, que teve 15 planos impedidos de comercialização. Outra operadora punida pela agência reguladora é a Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda ­ Assefaz, que está impedida de vender duas modalidades de planos de saúde. A Assefaz conta com uma carteira com 87,2 mil usuários entre servidores do Ministério da Fazenda e seus respectivos dependentes. 

Governo autoriza liberação de R$ 10 milhões para pesquisa com "pílula do câncer"

  • 13 Nov 2015
  • 07:06h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou nesta quinta-feira (12) que deve destinar R$ 10 milhões para pesquisas com a fosfoetanolamina. Desse total, R$ 2 milhões serão incluídos ainda no orçamento de 2015 e os outros R$ 8 milhões nos anos de 2016 e 2017. A substância vem sendo distribuída pela Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos. Ela é tratada como a cura para diversos tipos de câncer, no entanto, não foi oficialmente testada em seres humanos, por isso não é considerada um remédio. Os estudos serão conduzidos por laboratórios parceiros do MCTI, além do Instituto Butantan e de institutos ligados ao Ministério da Saúde. Na segunda-feira (16), um grupo de cientistas irá apresentar um cronograma preliminar para a validação dos efeitos da molécula. Os pesquisadores envolvidos no projeto alegavam que a fosfoetanolamina não havia sido testada clinicamente por uma questão de má vontade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ministério da Saúde recomenda às pessoas que não usem a substância até que os estudos sejam concluídos. O órgão afirma ainda que os relatos de cura entre pacientes que recorreram à substância não comprova a eficácia dela contra o câncer.

Suecos desenvolvem teste mais eficiente para detecção de câncer de próstata

  • 11 Nov 2015
  • 19:32h

(Foto: Divulgação)

Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, desenvolveram um teste que se mostrou mais eficiente e acurado para detecção do câncer de próstata, quando comparado ao usual exame conhecido como PSA. Segundo o jornal O Globo, o teste STHLM3 une exames de sangue, marcadores genéticos e análise de dados clínicos para identificar formas mais agressivas dos tumores, além de reduzir  a incidência de falsos positivos. "O PSA não consegue distinguir entre as formas mais agressivas e benignas do câncer", explicou Henrik Grönberg, professor do Instituto Karolinska e líder da pesquisa. Foram analisados quase 59 mil homens no estudo: parte deles com testes PSA e outros STHLM3. "Hoje, homens que não têm câncer ou têm uma forma de câncer que não necessita de tratamento precisam passar por um desnecessário, doloroso e às vezes perigoso tratamento. Além disso, o PSA não detecta muitos dos cânceres agressivos. Assim, decidimos desenvolver um teste mais preciso que pudesse potencialmente substituir o PSA", completou. As análises mostraram que o STHLM3 reduziu o número de biópsias em 30% sem comprometer a segurança dos pacientes. Além disso, detectou a doença em homens com diagnóstico negativo no teste PSA. "Se conseguirmos introduzir um teste mais acurado para o câncer de próstata, pouparemos os pacientes de um sofrimento desnecessário e recursos da sociedade. O STHLM3 estará disponível na Suécia a partir de março de 2016 e agora vamos começar a validá-lo para outros países e grupos étnicos", finalizou Grönberg.

Ministério da Saúde investiga caso suspeito de ebola em Minas Gerais

  • 11 Nov 2015
  • 16:43h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (10) que está investigando um caso suspeito de ebola em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Segundo informações da pasta, um homem de 46 anos veio da Guiné para o Brasil no último dia 6 de novembro e começou a apresentar sintomas como febre alta, dor muscular e dor de cabeça no último dia 8. De acordo com o órgão, após a identificação da suspeita, o paciente foi isolado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Pampulha e começou a receber o protocolo nacional de atendimento para casos suspeitos da doença. Ainda segundo informações da pasta e também da Secretaria Municipal de Saúde, desde a detecção da suspeita, a unidade de saúde não recebe novas internações. Os pacientes e profissionais de saúde que tiveram contato com o homem foram orientados e estão sendo monitorados pela Secretaria Municipal. O caso está sendo acompanhado por equipes do Ministério da Saúde e de autoridades de saúde de Minas Gerais. De acordo com a Saúde, O paciente deve ser transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ), ainda nesta quarta-feira (11), em avião da Força Aérea Brasileira. A instituição é considerada referência nacional para casos de ebola. O Ministério da Saúde realizará coletiva de imprensa para esclarecer o caso nesta quarta-feira, às 16h, horário de Brasília. 

Pesquisadores de SC descobrem que flor de hibisco pode inibir câncer

  • 08 Nov 2015
  • 09:02h

Pesquisa foi apresentada no 13º Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Foto: Epagri/Divulgação)

Pesquisadores de Itajaí descobriram que uma espécie de hibisco pode inibir o avanço de câncer do colón. O experimento foi feito em ratos e apresentado no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, em agosto. Os pesquisadores, agora, verificam os resultados de novas experiências, feitas com o chá da planta. A pesquisa começou no final do ano passado, explica a professora Sandra Soares Melo, responsável pelo Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes, do curso de nutrição, trabalham com plantas medicinais e procuravam um novo objeto de estudo. Em uma visita à unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), os técnicos apresentaram a planta aos estudantes. "O vermelho intenso nos chamou a atenção como fonte de antioxidante", conta a professora. Segundo ela, os trabalhos científicos com a espécie hibiscus cannabinus são muito restritos e o grupo quis saber mais sobre a planta.

Experimento
Como um dos pesquisadores já tinha um trabalho relacionado ao câncer de cólon, o grupo resolveu direcionar o estudo para essa linha. No início do ano, os estudantes induziram o câncer de cólon em dois grupos de ratos da linhagem Wistar. Um conjunto de animais foi submetido a uma dieta normal e o outro teve a alimentação enriquecida com o extrato seco da flor. A conclusão do estudo é que os ratos que tiveram acesso ao hibisco tiveram inibição no avanço da doença. A professora explica que isso ocorreu porque o hibisco fez com que diminuíssem alterações no DNA da célula, que causam mutações nela e fazem com que ela não funcione de forma normal. Também diminuiu o número de células alteradas.

Estudos continuam
A equipa continua os estudos, e o objetivo agora é facilitar o uso dessa espécie hibisco pela população, por isso a ideia do chá. "Já começamos [a pesquisa], mas não terminamos, está em fase de leitura de lâminas", diz a professora. Quando for certificado que não há nenhum risco para humanos, serão feitos testes com pessoas. Porém, as pesquisas com animais devem continuar por pelo menis mais um ano.  "O foco não é muito a prevenção. Há vários alimentos que podem ser usados na prevenção do câncer, como o brócolis. A ideia é algo que possa ser usado contra a doença, quase uma quimioterapia natural", explica a pesquisadora. Sandra acredita que o hibisco também poderia ser usado contra outros tipos de câncer.

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Aedes aegypti evolui geneticamente e resiste a temperaturas mais baixas, mostra pesquisa

  • 07 Nov 2015
  • 19:01h

(Foto: Reprodução)

O mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya, evoluiu geneticamente e agora consegue sobreviver a temperaturas mais baixas. A descoberta foi feita por cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, segundo reportagem do telejornal SPTV, da TV Globo. Os pesquisadores encontraram mosquitos com tamanho e formato de asas diferentes, mudanças em um nível maior do que o esperado para a espécie. Iniciado em 2011, o estudo examinou 150 fêmeas do mosquito e durou mais de um ano. De acordo com o coordenador da pesquisa, Lincoln Suedesk, as mudanças apresentadas pelos mosquitos surpreenderam os pesquisadores. "Era presumida que a evolução era rápida, mas a gente não imaginou que era tão rápida", afirmou. Uma vacina contra a doença, feita também pelo Butantan, está sendo testada em 13 mil. Apesar de já ter chegado a esta fase, o imunobiológico pode sair só em 2018. A vacina, que começou a ser elaborada há dois anos, teve bons resultados em fases anteriores. Os pesquisadores do instituto e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) fizeram a vacina com o vírus da dengue enfraquecido. Ela foi fabricada para combater os quatro tipos de vírus existentes no país em uma só dose.

Déficit de atenção e enxaqueca em crianças podem estar ligados

  • 06 Nov 2015
  • 21:08h

(Foto: Reprodução)

Assim como já observado com o TDAH, pesquisadores da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp), observaram um aumento considerável no número de crianças diagnosticadas com enxaqueca no Brasil, e que tem dificuldades escolares. Com esse crescimento, os médicos resolveram, então, observar se há uma possível relação entre as doenças. Liderados pela médica Thais Rodrigues Villa, neurologista-chefe do Setor de Investigação e Tratamento das Cefaleias (SITC) da escola, os pesquisadores analisaram 82 crianças com idades entre 8 e 12 anos. Entre elas, 30 haviam sido diagnosticadas com enxaqueca, mas ainda não estavam em tratamento, 22 tinham o diagnóstico e já estavam em tratamento e outras 30 eram saudáveis, para formar um grupo de controle. As crianças com enxaqueca em tratamento apresentaram resultados semelhantes ao grupo saudável: um desempenho bom no teste de atenção visual e poucas ocorrências de impulsividade e ansiedade. Diferentes delas, todas as crianças com enxaqueca sem tratamento tiveram um desempenho pior nos testes em comparação com os outros dois grupos - revelando quadros de déficits de atenção seletiva e alternada e ainda apresentaram altos níveis de impulsividade e ansiedade. Foi constatado também que, entre as crianças em tratamento, houve uma percepção de melhora no desempenho escolar desde o início do atendimento. "Com um tratamento eficaz, é possível que o equilíbrio cerebral seja restabelecido e observamos melhora dos sintomas da enxaqueca e, consequentemente, dos déficits de atenção associados à doença", afirma a médica.