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Número de mortes por conta do vírus da gripe tem queda expressiva no Brasil

  • 08 Set 2017
  • 17:08h

(Foto: Reprodução)

O número de pessoas infectadas pelo vírus da gripe caiu 81% este ano em relação ao ano passado, com 2.070 casos e 361 óbitos até 28 de agosto. No mesmo período de 2016, foram registrados 11.062 casos, com 2.007 mortes por influenza.  Segundo o Ministério da Saúde, até agora o vírus com maior circulação é o H3N2. No ciclo anual anterior foi o H1N1. Em 2017, foram vacinadas 51,8 milhões de pessoas, uma cobertura de 87,5% do público-alvo definido pelo Órgão. A campanha foi realizada de 17 de abril a 26 de maio e prorrogada até 9 de junho. Os dados foram divulgados pelo Ministério nesta quarta-feira (6).

Zika destruiu tumor cerebral e pode ser útil no combate ao câncer, diz estudo

  • 05 Set 2017
  • 15:09h

(Foto: Reprodução)

A preferência do vírus zika por neurônios pode ter um lado bom, sugere estudo publicado no “The Journal of Experimental Medicine” nesta terça-feira (5). Isso porque, ao mesmo tempo em que o zika pode provocar anomalias em crianças, ele também pode destruir um grave tumor cerebral em adultos: o glioblastoma, câncer em que pacientes vivem em média um ano após diagnóstico. Hoje, o tratamento para o glioblastoma envolve radioterapia e quimioterapia, mas sem efeitos prolongados. Mesmo com o tratamento, células-troncos associadas ao tumor sobrevivem e “driblam” o sistema imunológico. Resultado: o tumor volta cerca de seis meses depois.Assim, ao ver a ação do vírus da zika no cérebro de crianças, cientistas se perguntaram se o zika não poderia ser utilizado para matar células-tronco de tumores cerebrais. A ideia é que, como adultos não são atingidos pelo vírus zika com a mesma letalidade que fetos, a ação do vírus no cérebro poderia ser utilizada no câncer como uma espécie de terapia-alvo.

 Nessa estratégia, a preferência do zika por células-tronco neuronais poderia ser utilizada "em nosso favor" para atacar somente o tumor cerebral. Para testar a hipótese, pesquisadores dividiram cobaias com glioblastoma em dois grupos: 18 camundongos foram infectados com o vírus zika e outros 15 receberam uma solução salina sem vírus ativos. As injeções foram aplicadas diretamente no tumor. Nas cobaias que receberam o vírus zika, a injeção diminuiu o crescimento do tumor e prolongou significativamente a vida útil dos animais. Depois, em novos testes, pesquisadores infectaram camundongos com uma cepa atenuada do zika, mais sensível ao sistema imune. Exames demonstraram que mesmo essa cepa ainda foi capaz de matar especificamente as células-tronco ligadas ao glioblastoma. Isso é particularmente importante porque amostras mais fracas do vírus garantiriam mais segurança a um possível tratamento, afirmam os pesquisadores. De qualquer modo, como adultos tendem a sofrer menos com infecção por zika, cientistas acreditam que o tratamento poderia ser adotado com uma toxicidade aceitável -- levando-se em conta a letalidade do tumor. Agora, pesquisadores planejam testes pré-clínicos para verificar como o organismo humano reagiria à infecção controlada do zika em terapias. Ainda, seria necessário definir um protocolo de tratamento. De antemão, cientistas já sabem que qualquer tratamento com o zika deverá ser feito durante a cirurgia para que a injeção seja aplicada diretamente nas células tumorais. Isso porque, caso o zika seja aplicado em qualquer outra parte do corpo, ele poderia ter sua ação "terapêutica" bloqueada pelo sistema imune.

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SUS incorpora medicamento para tratamento de microcefalia

  • 04 Set 2017
  • 19:01h

O medicamento Keppra (levetiracetam) usado para o tratamento de convulsões (Foto: Divulgação)

O Sistema Único de Saúde incorporou o medicamento levetiracetam para o tratamento de convulsões em pacientes com microcefalia. A informação foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (4). O medicamento, também conhecido pelo nome comercial Keppra, contém convulsões em pacientes com anomalias decorrentes de infecção pelo vírus da zika. O prazo máximo para a incorporação do SUS é de 180 dias a partir da data de publicação da incorporação. O Keppra também foi adotado para o tratamento coadjuvante (associado a outras terapias) em pacientes com epilepsia mioclônica juvenil (EMJ), tipo de epilepsia crônica comum na adolescência.

Você fica rouco com facilidade? Veja como evitar

  • Minha Vida
  • 04 Set 2017
  • 18:15h

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A produção da voz depende de quatro componentes: fluxo de ar fornecido pelos pulmões, produção de som pelas pregas vocais (nome correto para as cordas vocais) que ficam na laringe (região do pescoço), ressonância e articulação do som em fala nas estruturas da garganta (faringe, cavidades nasais e bucais), e o controle geral pelo sistema nervoso central. Se um dos quatro componentes citados não trabalharem de forma harmônica, tem-se uma disfonia, ou seja, uma alteração de voz. Em relação as alterações vocais devido ao uso profissional ou inadequado da voz podem estar presentes os seguintes sintomas: rouquidão, presença de pigarros, esforço para falar, dor no pescoço, fadiga vocal, tosse, dificuldade em projetar a voz. Chamamos essa alteração de disfonia funcional por falta de conhecimento vocal, modelo vocal deficiente ou alterações estruturais das pregas vocais (sulcos e cistos vocais, entre outros). Estas alterações podem resultar ainda nas disfonias organofuncionais que são causadas por uma série de lesões decorrentes de alterações no comportamento vocal (nódulos vocais ? comumente chamados de calos, pólipos, edema de Reinke entre outros). Uma pesquisa realizada entre 2010 e 2013 no Centro Ambulatório de Distúrbios de Voz, na Escola de Medicina de Botucatu (Unesp), realizada com professores e outros indivíduos que utilizavam a voz com maior frequência no seu cotidiano, evidenciou que os sintomas de alterações vocais são comuns entre professores. Os nódulos vocais foram predominantes entre os professores, enquanto que os pólipos e o sulco eram mais frequentes entre outras pessoas: pedreiro, bancário, motorista, engenheiro, profissionais da saúde, gerente da loja, vendedor, barman, aluno, serviços gerais, empregada doméstica. O refluxo laringofaríngeo foi predominante em ambos os grupos.

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O músculo fica mais elástico? Entenda o que o alongamento faz com seu corpo

  • Eu Atleta
  • 03 Set 2017
  • 18:43h

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Fazer alongamentos periodicamente, por um tempo prolongado, leva eventualmente a um aumento na flexibilidade. Mas você sabe por que isso acontece? Embora o pensamento mais óbvio seja imaginar que o músculo fica mais elástico, na verdade, o que aparentemente muda com o alongamento é o cérebro, segundo uma pesquisa científica recentemente publicada no "Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports". Existem duas hipóteses sobre os efeitos do alongamento sobre as articulações. A primeira diz que seu efeito se dá nos músculos e tendões, deixando-se mais flexíveis. Já na segunda, o alongamento teria ação sobre o sistema nervoso central, aumentado apenas a tolerância ao estímulo de “esticar”, não havendo alteração estrutural nos músculos e tendões. A pesquisa mencionada revisou 26 artigos científicos sobre o tema, onde os participantes realizaram alongamento por 3 a 8 semanas. Os resultados mostraram que não houve mudança na estrutura muscular para deixá-la mais flexível e que, portanto, o efeito seria neural. Tal fato não é surpresa, já que no fortalecimento dos músculos ocorre algo semelhante: nos primeiros treinos o efeito é inicialmente neuronal, havendo aumento dos impulsos nervosos que chegam à musculatura. Apenas após alguns dias a ação começa a ocorrer de fato na fibra muscular. Essa revisão de literatura científica não é capaz de responder se após oito semanas começam a acontecer adaptações também na estrutura do músculo após o alongamento. Porém, esses resultados confirmam outras pesquisas que apontam que a prática do alongamento tem efeitos mais relevantes no cérebro e na maneira como ele controla o movimento, do que na fibra muscular propriamente dita.

Remédios anti-HIV e contra Alzheimer entram na lista essencial do SUS

  • 29 Ago 2017
  • 15:36h

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Novos medicamentos para o tratamento contra o vírus HIV, Alzheimer e doenças como sífilis e gonorreia foram incluídos na lista dos medicamentos essenciais disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) deste ano conta com 869 itens, ante 842 da lista de 2014. Para pacientes que tratam a infecção pelo HIV, o SUS vai oferecer o dolutegravir, remédio considerado mais eficaz e com menos efeitos colaterais, de acordo com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Os medicamentos fosamprenavir e didanosina foram excluídos da lista para substituição por opções "com melhor perfil de eficácia, segurança e comodidade posológica", segundo o ministério. Opção para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave do Alzheimer, que chegou a ser analisada em consulta pública no ano passado, a rivastigmina adesivo transdérmico também foi incorporada. 

De acordo com o ministério, a versão tem potencial para aumentar a adesão ao tratamento farmacológico para a doença. A Conitec diz que a apresentação em forma de adesivo "diminui os desconfortos gastrointestinais provocados pelo medicamento". Também foi acrescentada a ceftriaxona para tratamento de sífilis e gonorreia resistentes ao antibiótico ciprofloxacina. A Rename ainda traz a informação de que o Ministério da Saúde vai passar a adquirir os medicamentos para toxoplasmose, doença infecciosa que pode ser transmitida pelas fezes dos gatos. Atualmente, os medicamentos pirimetamina, sulfadiazina e espiramicina são ofertados pelos municípios.

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Saúde: Conheça a distimia, um tipo mais leve da depressão

  • 27 Ago 2017
  • 18:30h

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Você tem se percebido mais pessimista, melancólico ou impaciente? Sente que é necessário um esforço muito grande para fazer as atividades do dia a dia e fica irritado com facilidade? Se esses sintomas estão se prologando por meses ou anos, talvez seja um sinal de distimia, um tipo de depressão leve e crônica que pode desencadear um transtorno maior. Mas calma que 'crônico' não significa grave. O termo vem de 'cronologia' e é utilizado porque a doença se prolonga por mais tempo, cerca de dois anos. Embora os sintomas de tristeza, melancolia, falta de apetite ou de vontade de realizar atividades possam aparecer de vez em quando, é a duração e a frequência deles que vai determinar a distimia. Uma pessoa distímica pode passar dois ou três dias por esses momentos e depois melhorar, mas voltar a senti-los em poucos dias. Crianças e pré-adolescentes que tiveram experiências traumáticas também têm maior vulnerabilidade para depressão, que pode iniciar com a distimia. Enquanto a depressão, sobre a qual ouvimos falar com frequência, afasta as pessoas do convívio social e do trabalho, pacientes distímicos seguem uma vida quase normal. A distimia também é conhecida como a doença do mau humor, uma vez que a fácil irritabilidade é um dos sintomas. Mas é preciso atenção à doença, uma vez que a distimia pode levar à depressão maior.  Além dos sintomas leves de depressão que duram muito tempo, os distímicos vão somando pequenas perdas que, ao longo do tempo, se tornam muitas. Pode ser nos relacionamentos, sofrimentos ou excesso de trabalho. É preciso verificar se esse acúmulo ocorre e como a pessoa lida com ele.

Saúde: Excesso de açúcar pode levar à depressão

  • LeiaMais.Ba
  • 26 Ago 2017
  • 18:00h

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Um novo estudo mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, ligadas ao consumo de refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas mentais comuns, como ansiedade e depressão leve. A pesquisa foi feita com homens. O trabalho, liderado por Anika Knüppel, do University College London (Reino Unido), foi publicada na revista Scientific Reports. "Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces", disse Anika ao Estado. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão. Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 britânicos com idades entre 39 e 83 anos, coletados por 22 anos para um estudo de larga escala. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens - aqueles com maior consumo de açúcar -, houve alta de 23% da ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. Embora o estudo seja com homens e mulheres, a ligação de açúcar e doenças mentais apareceu só no grupo masculino. "Esse resultado foi bastante inesperado e não encontramos boa explicação para isso. Mas não é impossível que os resultados também se apliquem a mulheres. Estudo americano em 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação de alto consumo de açúcar e depressão", disse Anika. 

Saúde: Noite mal dormida pode afetar o coração

  • Bem Estar/G1
  • 20 Ago 2017
  • 18:01h

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Dormir menos de seis horas por dia pode prejudicar o coração. Quem faz o alerta é o cardiologista do Incor especializado em medicina do sono Luciano Drager. O sono é essencial para a saúde mental, a saúde da pele, para combater infecções e evitar a obesidade. A Universidade de São Paulo está fazendo uma pesquisa para investigar o que as poucas horas de sono podem fazer com a nossa saúde, inclusive com o coração. Os 2.400 voluntários usam um aparelho, por uma semana, para registrar as horas de sono. Por enquanto, 27% das pessoas avaliadas dormem menos do que seis horas por noite. Uma outra pesquisa feita nos Estados Unidos com 1.300 pessoas revelou que pacientes que têm fatores de risco para problemas cardíacos e dormem menos de seis horas por noite têm o dobro de chances de morrer por complicações cardiovasculares, como infarto e AVC. Algumas estratégias podem ser adotadas para melhorar a qualidade do sono: terapia cognitiva comportamental, higiene do sono, exercícios de relaxamento e meditação.

Antibióticos podem diminuir capacidade do corpo de lutar contra uma doença

  • G1
  • 20 Ago 2017
  • 16:07h

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Pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos EUA, mostraram que antibióticos podem interferir na capacidade do organismo de combater uma doença. Isso porque, ao afetarem bactérias comuns que habitam o intestino, esses medicamentos acabam também por enfraquecer o sistema imune. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (17) na revista científica "PLos Pathogens". Cientistas estavam buscando entender o papel da microbiota intestinal na colite amebiana, infecção parasitária comum em países em desenvolvimento. Para isso, analisaram amostras de fezes de crianças nas favelas urbanas de Dhaka, Bangladesh, e mostraram que aquelas com infecções mais severas tinham menos diversidade em bactérias que habitam o intestino. O estudo aponta que o uso de antibióticos é muito comum em países de baixa renda, com crianças sendo alvo de muitos tratamentos nos primeiros anos de vida. Por fim, para testar mais diretamente a relação de antibióticos com o sistema imune, pesquisadores deram medicamentos para camundongos e perceberam que a alteração da microbiota do intestino provocada pelos medicamentos diminuía a atividade dos neutrófilos, importantes células de defesa do organismo.

Vacina contra a zika é criada com produção em folhas de tabaco

  • Bem Estar/G1
  • 09 Ago 2017
  • 12:03h

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Como uma estratégia para uma produção mais barata, um grupo de pesquisadores conseguiu criar uma vacina contra o vírus da zika que usa como base as folhas de tabaco. Os resultados foram publicados no periódico "Scientific Reports", ligado à revista "Nature", nesta quarta-feira (9). O cientista Qiang "Shawn" Chen liderou a equipe da Universidade do Estado do Arizona. Em parceria com outros pesquisadores, ele trabalhou na última década em vários projetos para usar plantas como base de vacinas e terapias no combate aos flavivírus, como a febre do Nilo e a dengue. Essa primeira vacina contra a zika com base em tabaco usa uma proteína-chave que "envelopa" o vírus, chamada DIII. Ela tem uma parte que é exclusiva do vírus da zika. A ideia é inserir esta parte em uma vacina que seja aplicada e gere os anticorpos contra a doença. Para isso, os pesquisadores desenvolveram a proteína DIII em bactérias e depois a inseriram nas folhas de tabaco. Mas por que isso? Com o crescimento das folhas, a extração é maior e mais barata. Depois de ter material suficiente, eles usaram as plantas e produziram uma vacina. Os testes foram feitos em camundongos, que receberam uma dose e apresentaram uma proteção de 100% contra vários tipos do vírus da zika, de acordo com o artigo.

Estudo confirma que o vírus da zika não é transmitido pela saliva

  • Bem Estar
  • 02 Ago 2017
  • 17:47h

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Em pesquisa publicada nesta terça-feira (1º) na revista "Nature Communications", cientistas da Universidade do Wisconsin-Madison ( UW-Madison), nos Estados Unidos, afirmam que a saliva não é uma das formas de transmissão do vírus da zika. O grupo fez estudos com macacos e afirma que não é possível passar o vírus com um beijo na boca ou compartilhando talheres, por exemplo. Para chegar a essa conclusão, os animais foram infectados com as cepas do vírus da zika que circulam nas Américas. As salivas dos primatas com e sem o vírus foram recolhidas -- um cotonete foi passado em suas amígdalas. A transmissão por meio da saliva foi levantada como possibilidade após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em fevereiro de 2016, anunciar que havia encontrado o vírus de forma ativa na urina e na saliva de dois pacientes. Outros casos também foram reportados. Estudos apontaram que o zika pode ser detectado após duas semanas no sangue e na saliva. Em outros fluidos, como o leite materno e o sêmen, o vírus pode ser encontrado após meses. Além disso, a infecção ocorre também por meio de relações sexuais. Mesmo com essa detecção após semanas, a pesquisa da Universidade do Wisconsin-Madison apontou que o vírus é encontrado em muito pouca quantidade na saliva em comparação com a infecção por meio de uma picada de mosquito.

Estudo aponta resultados 'encorajadores' de vacina experimental contra HIV

  • Bem Estar
  • 25 Jul 2017
  • 17:01h

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Um estudo em fase preliminar de uma vacina contra o HIV produziu resultados "encorajadores", de acordo com apresentação ocorrida nesta segunda-feira (24) na Conferência Internacional de Pesquisa sobre a Aids, em Paris. Até hoje, as pesquisas realizadas não permitiram o desenvolvimento de uma vacina eficaz para proteger populações contra a doença. Testado em 393 voluntários em cinco países (Estados Unidos, Ruanda, Uganda, África do Sul e Tailândia), este protótipo provocou uma resposta imune (produção de anticorpos) em 100% dos participantes. De acordo com especialistas, uma vacina seria a melhor maneira de acabar com uma epidemia que infectou 76 milhões de pessoas e causou 35 milhões de mortes desde seu surgimento no início dos anos 1980. Apesar dos meios disponíveis de prevenção, 1,8 milhão de novas infecções foram registradas em 2016, de acordo com a UNAIDS. Esta vacina experimental, de "duplo gatilho", consiste primeiro em despertar o sistema imunológico com um vírus da gripe comum, antes de dopá-lo com uma proteína encontrada no envelope do HIV, provocando uma reação mais forte do corpo. Acertar a vacina "será muito difícil", mas um sucesso "mudaria o cenário", explicou à AFP Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID), um órgão público americano. "Mesmo se obtivermos uma eficácia de 50% a 60%, (...) já veríamos um impacto importante sobre a pandemia", acredita.

Técnica inédita recupera audição de pacientes no Brasil

  • LeiaMais.Ba
  • 23 Jul 2017
  • 10:04h

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Uma técnica cirúrgica inédita no Brasil tem recuperado a audição de pacientes. Quatro já foram submetidos à cirurgia para colocar implante de prótese auditiva ancorada no osso, que é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos foram realizados no Hospital das Clínicas Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, por meio de técnica considerada revolucionária, nascida na Dinamarca e que já é usada em pelo menos 25 países. "A técnica, minimamente invasiva, é inédita no Brasil e em toda a América Latina. Em até 15 minutos é possível colocar o implante auditivo", explica o médico otorrinolaringologista Miguel Hyppólito, responsável pelas cirurgias. Segundo ele, a cirurgia é feita em regime ambulatorial, onde o paciente é apenas sedado e tem a possibilidade de ir para casa no mesmo dia. O procedimento consiste em fixar um implante de titânio na calota craniana, atrás da orelha. Podem se beneficiar da novidade pessoas com perda auditiva decorrente de problemas na orelha externa e com surdez média ou unilateral, incluindo, crianças. O dispositivo transmite o som por condução óssea, em vez da aérea, usada por pessoas com audição normal. Para isso, um processador capta as ondas sonoras, transforma em vibrações e transmite diretamente para o ouvido interno. O aparelho é composto por um implante de titânio de 3 ou 4 milímetros, além de um pilar, que fica junto à pele, e um processador de som que se encaixa a ele. O dispositivo pode ser removido para dormir ou tomar banho.

Saúde: O que é o ruído branco e como ele pode influenciar o sono

  • Bem Estar
  • 21 Jul 2017
  • 20:00h

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Pode ser o som da televisão ou rádio quando não estão sintonizados ou até mesmo o barulho constante do ar-condicionado. Em ambos os casos, trata-se de um ruído branco, sinal sonoro que contém todas as frequências na mesma potência. Esse barulho faz com que o limiar auditivo atinja seu nível máximo, o que significa que, na presença desse tipo de som, os estímulos auditivos mais intensos têm menos capacidade de ativar o córtex cerebral durante o sono. Isso explica, por exemplo, por que algumas pessoas conseguem pegar no sono mais rápido se a televisão estiver ligada com um volume moderado. De acordo com os especialistas, o ruído branco é ideal para disfarçar ou abafar outros sons do ambiente, como o barulho de carros, obras ou cachorros latindo. "Funciona muito bem para quem acorda com qualquer interrupção repentina de som", diz Horowitz. Como a audição é o único sentido que continua funcionando mesmo durante o sono, o ruído branco serve para bloquear sons cujas frequências variam de intensidade e podem estimular o córtex cerebral. Mas será que há contraindicações? "Não, a menos que o volume (do ruído branco) seja tão alto que possa afetar a audição", afirma Nitun Verma, porta-voz da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM, na sigla em Inglês). O ser humano tem com um número limitado de células ciliadas - cerca de 10 mil -, responsáveis ​​por captar o som. São elas que detectam os sons de alta frequência e, com o envelhecimento, começam a falhar. Mas o neurocientista Seth Horowitz adverte que, se o ruído branco for aplicado todas as noites por um período prolongado, pode afetar essas células.