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Brasil tem 839 mortes por gripe em 2018; vacinação atinge 90% do público-alvo

  • 19 Jul 2018
  • 18:07h

Foto: Divulgação

O Brasil registrou em 2018 aumento de 194,4% no número de mortes por gripe em relação ao mesmo período de 2017: foram 839 mortes por influenza esse ano, contra 285 mortes no ano anterior. Ambos os períodos consideram dados contabilizados pela Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde até a segunda quinzena de julho. O número de mortes vai na esteira do aumento do número de casos em 2018. No total, foram 4.680 infecções em todo o país até 16 de julho, contra 1.782 em 2017. Além dos números, uma diferença entre os dois anos pode ser observada nos tipos e subtipos de vírus que estão sendo a causa das infecções: em 2018, a maioria dos casos (60%) foram provocados pelo subtipo H1N1 do vírus influenza; já em 2017, a maior parte dos casos (73,7%) foi provocada pelo influenza A (H3N2). O vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus. O influenza também sofre mutações muito frequentemente; por isso, a vacina é atualizada todos os anos com novos vírus.  Além da temporada, o especialista explica que três fatores podem contribuir para um maior número de mortes: uma mutação grande do vírus, a não imunização da população mais vulnerável, e o tratamento tardio, que geralmente começa a ser feito após quatro ou cinco dias de infecção no Brasil. "Após esse período, o tratamento vai ter baixa efetividade", diz Kfouri. Ele destaca que mais efetividade em campanhas de imunização, com maior rapidez em atingir a meta pode contribuir para diminuir o número de mortes. Em 2016, por exemplo, a meta foi atingida em três semanas, diz ele. Agora, foram necessários mais de três meses para vacinar 90% do público-alvo. Em 2018, o H1N1, além do número de casos, o subtipo foi responsável pela maior parte das mortes (67,5%): com 567 óbitos. A pasta também registrou 335 casos e 46 mortes por influenza B em 2018. Já o influenza A não subtipado, foi responsável por 541 casos e 86 óbitos. Entre os estados, diz o ministério, o maior número de casos em 2018 ocorreu em São Paulo (1.702), Ceará (376), Paraná (432) e Goiás (378).

Brumado: Oficina sobre Aleitamento Materno e Alimentação Complementar é realizada UBS Ivaneide das Neves Santos (Olhos D´Água)

  • 12 Jul 2018
  • 11:00h

Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de vida ou mais, e que nos primeiros 6 meses, o bebê receba somente leite materno, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos. Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e de hábitos da família. Pensando nessa recomendação que muitas vezes não é seguida adequadamente , foi realizado no dia 10/07 na UBS Ivaneide das Neves, dos Olhos D´água, um encontro com mães de crianças menores de 2 anos para se discutir sobre a alimentação e nutrição das crianças. A nutricionista do NASF, Anne Viana, esteve presente para reforçar a importância da alimentação saudável desde cedo, com o objetivo de prevenir doenças e promover o crescimento e desenvolvimento adequado das mesmas.

Saiba quais doenças voltaram a ameaçar o Brasil

  • Agência Brasil
  • 10 Jul 2018
  • 16:00h

Foto: Ilustrativa

Os primeiros sinais de queda nas coberturas vacinais em todo o país começaram a aparecer ainda em 2016. De lá para cá, doenças já erradicadas voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais de saúde. Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro são alguns dos estados que já confirmaram casos de sarampo este ano. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus. Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização. Em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no país desde 1990, a doença ainda é endêmica em três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão. O grupo de doenças pode voltar a circular no Brasil caso a cobertura vacinal, sobretudo entre crianças, não aumente. O alerta é da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), que defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo. O próprio Ministério da Saúde, por meio de comunicado, destacou que as baixas coberturas vacinais identificadas em todo o país acendem o que chamou de "luz vermelha". Confira as principais doenças que ensaiam um retorno ao Brasil caso as taxas de vacinação não sejam ampliadas.

Mulher é curada de câncer de pele após tratamento com vacina contra HPV

  • 09 Jul 2018
  • 17:00h

Foto: Universidade de Miami

Uma mulher de 97 anos foi curada de um câncer de pele com um tratamento experimental: a vacina Gardasil, usada contra HPV. A paciente não identificada apresentava carcinoma de células escamosas, o segundo tipo mais comum de câncer de pele, com tratamento relativamente simples por remoção cirúrgica. Segundo o jornal O Globo, ela procurou o Sylvester Comprehensive Cancer Center, em Miami (EUA), quando estava com a perna direita coberta por tumores. No entanto, o tratamento não seria possível nese caso. "Ela não era candidata a cirurgia por causa do número e do tamanho de seus tumores", explicou a dermatologista Anna Nichols, que atendeu a paciente. "Também não era candidata à radioterapia pelos mesmos motivos". A pesquisadora, então, recorreu à solução experimental, já testada por ela mesma anteriormente. A droga, entretanto, é aprovada apenas para prevenção de cânceres cervical, anal, na vagina e na vulva causados pelo papilomavírus humano. A paciente recebeu duas doses no braço, com intervalo de seis semanas. Posteriormente, o medicamento foi injetado diretamente nos tumores, ao longo de 11 meses. "Todos os tumores desapareceram completamente 11 meses após a primeira injeção direta e ela não teve recidivas", comemorou Anna. "Já se passaram cerca de 24 meses desde que começamos com o tratamento", acrescentou.

Governo anuncia plano para eliminar hepatite C até 2030

  • 07 Jul 2018
  • 15:00h

Foto: Divulgação

O governo federal anunciou na última quinta-feira (5) um plano de eliminação da hepatite C no país até 2030. Entre as medidas, será ampliada a oferta de diagnósticos, disponibilização de mais tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e informar a sociedade a importância de fazer o teste. A Hepatite tipo C é a mais letal da doença, resultando 75% das mortes.  A meta do governo é ofertar anualmente 50 mil terapias entre 2019 e 2024, além de 32 mil tratamentos anuais até 2030. De acordo com a Agência Brasil, a prioridade do Ministério da Saúde será para pessoas portadoras do vírus do HIV, pessoas privadas de liberdade, transsexuais, homossexuais, trabalhadores do sexo, usuários de drogas e pacientes de diálise. A recomendação se estende também para os pacientes com diabetes, que passaram por transfusão antes de 1992.  A hepatite C é uma "doença silenciosa", transmitida por sangue contaminado, ao fazer sexo sem proteção ou pelo compartilhamento de objetos cortantes. O público mais vulnerável são os adultos acima de 40 anos.

No Julho Amarelo, conheça os principais sintomas das hepatites virais

  • 05 Jul 2018
  • 17:00h

Foto: Divulgação

Julho Amarelo foi adotado pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais como o mês de luta e prevenção das hepatites virais. A cor foi escolhida pois é o tom em que geralmente os olhos dos infectados ficam quando a doença se manifesta, no fígado. Existem seis tipos de hepatites: A, B, C, D, E e G. Cada uma delas é provocada por um tipo de vírus e possuem formas diferentes de prevenção e tratamento. O vírus é eliminado nas fezes de pessoas infectadas e é transmitido através da via fecal-oral, principalmente através de água contaminada.  De acordo com a OMS, há cerca de 20 milhões de casos de infecção pelo vírus do tipo E, produzindo 3,3 milhões de casos sintomáticos da doença e 56 mil mortes por ano. A hepatite E pode ser responsável pela hepatite crônica em pacientes imunocomprometidos e pode rapidamente evoluir para fibrose eou cirrose hepática. Alguns tipos não apresentam sintomas, mas existem alguns pontos que podem ser observados: Discreta febre; Náuseas; Icterícia; Perda de apetite; Vômito; Erupção cutânea; Possíveis dores abdominais e nas articulações; Urina escura; Leve aumento do fígado. Porém, para saber exatamente se possui o vírus, o indivíduo precisa procurar um médico e solicitar exames para um diagnóstico preciso. Segundo Gustavo Janaudis, CEO da filial brasileira da EUROIMMUN, o teste para descobrir a existência do vírus é rápido e seguro, realizado através de uma simples amostra de sangue.

Pelo menos 327 crianças morreram por zika desde outubro de 2015

  • 04 Jul 2018
  • 15:00h

Foto: Ilustrativa

Pelo menos 327 crianças morreram por contaminação pelo vírus Zika no país, desde outubro de 2015, quando o Ministério da Saúde iniciou as investigações. Até maio deste ano, há confirmação de 3.194 casos de alterações no crescimento e desenvolvimento possivelmente relacionadas à infecção pelo vírus e outras origens infecciosas. Há ainda 156 mortes em processo de apuração. De janeiro a 9 de junho deste ano, foram registrados 4.571 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 66,3% em relação ao mesmo período de 2017 (13.558). Segundo os dados do Ministério da Saúde, houve uma morte confirmada neste período e 156 estão em processo de investigação. O Sudeste apresentou o maior número de casos (1.491), seguido pelas regiões Nordeste (1.187), Centro-Oeste (1.153), Norte (709) e Sul (31). Os cinco estados com maior número de casos notificados são Pernambuco (16,7%), Bahia (16,1%), São Paulo (9,4%), Paraíba (7,1%) e Rio de Janeiro (7,1%).

SUS incorpora novos tratamentos para doenças raras

  • 24 Jun 2018
  • 18:00h

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias aprovou novas opções de cuidado para quem sofre de doenças raras no Brasil. Os tratamentos, de acordo com o Ministério da Saúde, devem ser disponibilizados em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do segundo semestre de 2018. Com as alterações, portadores de Mucopolissacaridoses tipo I II vão contar com duas novas opções de medicamento: a laronidase e a idursulfase alfa. Para quem sofre de Deficiência de Biotinidase, a novidade é a aprovação de protocolos que orientam a assistência na rede pública. Os protocolos para a Síndrome de Turner e a Hepatite Autoimune também foram atualizados. Os chamados Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas funcionam como documentos oficiais que estabelecem critérios para diagnóstico; tratamento preconizado, incluindo medicamentos e demais tecnologias; posologias recomendadas; cuidados com a segurança dos doentes; mecanismos de controle clínico; e acompanhamento e verificação de resultados terapêuticos.

OMS retira transexualidade da categoria de transtornos mentais

  • 20 Jun 2018
  • 10:00h

Foto: Agência Brasil

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou uma nova Classificação Internacional de Doenças (CID) nessa segunda-feira (18), retirando a transexualidade da categoria de transtornos mentais. A última revisão foi realizada há vinte e anos e, a partir de agora, a transexualidade permanece no CID na categoria "saúde sexual". "Não há evidências de que uma pessoa com um transtorno de identidade de gênero deva ter automaticamente um transtorno mental, embora aconteça muito frequentemente seja acompanhado de ansiedade ou depressão", explicou o diretor do departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Shekhar Saxena. Ele ressaltou que a mudança busca evitar a estigmatização de pessoas transexuais

Raiva humana já deixou pelo menos 12 mortos no Pará

  • 19 Jun 2018
  • 17:00h

Foto: Reprodução

Pelo menos 12 pessoas morreram vítimas de raiva humana desde o início do ano na paupérrima comunidade de Melgaço, no arquipélago de Marajó, no Pará, município com o menor IDH do Brasil. Até agora, foram 14 casos notificados e sete confirmados laboratorialmente pelo Instituto Evandro Chagas e pelo Instituto Pasteur. Técnicos da Secretaria de Saúde do Pará permanecem na região até julho, fazendo um trabalho de investigação e prevenção. Há cerca de 30 dias nenhum novo caso ou suspeita foi registrado e a secretaria considera a situação sob controle.  Especialistas em saúde afirmam que as precárias condições sanitárias da comunidade estariam contribuindo para o surto de raiva no município, onde as pessoas são tão pobres que não teriam dinheiro sequer para colocar telas nas janelas, evitando a entrada dos morcegos. A maioria dos habitantes vive em palafitas, com esgoto ao ar livre. O Ministério da Saúde informou que o Brasil se encontra próximo da eliminação da doença. Em 2017, foram registrados seis casos de raiva humana, sendo um em Pernambuco, um em Tocantins, uma na Bahia e três no Amazonas, todos causados pela variante do vírus que circula entre morcegos.

Brumado: Feira de saúde com Solicitação de exames será realizada na UBS Liziane dos Santos Alves nesta quinta-feira (21)

  • 19 Jun 2018
  • 13:00h

Acontecerá na próxima Quinta-Feira, dia 21/06 , das 07h às 14h30, na Unidade de Saúde Liziane dos Santos Alves (em frente à Escola Municipal CMEAS), a primeira feira de Saúde da UBS Liziane dos Santos Alves. Será oferecido para a comunidade solicitações de mamografia, exame clínico das mamas para a prevenção do câncer de mama, realização de teste rápido para detecção de HIV, Sífilis e Hepatites Virais, realização de preventivo do câncer de colo de útero, aferição de pressão arterial e glicemia, realização de tipagem sanguínea, palestras educativas para o controle de Dengue , Zika e Chikungunya, solicitação de PSA para a prevenção do câncer de próstata e palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis . As pessoas que estiverem interessadas a participar da feira basta comparecer à unidade de saúde com documento e cartão do SUS. 

Vacinação contra a pólio começa em 6 de agosto

  • 17 Jun 2018
  • 18:00h

Em meio ao aumento de casos de poliomielite identificados na Venezuela, o Ministério da Saúde informou que a campanha de vacinação contra a doença no Brasil deve ocorrer de 6 a 24 de agosto. Por meio de nota, o ministério informou que, atualmente, a cobertura vacinal no Brasil contra a poliomielite é de 77%. Diante de casos identificados na Venezuela, a pasta enviou nota de alerta para estados e municípios sobre a importância de alcançar e manter cobertura maior ou igual a 95%, além da necessidade de notificação e investigação imediata de todo caso de paralisia flácida aguda que apresente início súbito em indivíduos menores de 15 anos. “O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação é de extrema importância para manter o país livre da circulação de poliovírus, tanto nas ações de rotina como na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite”, destacou o comunicado.

Doadores de sangue somam 1,6% da população; jovens são maioria

  • 16 Jun 2018
  • 14:00h

O técnico em radiologia Dário Tomaz dos Santos tem 30 anos e, há pelo menos 15, doa sangue regularmente. Ele conta que aprendeu a importância do gesto assim que chegou ao mundo, já que sua mãe teve complicações durante o parto e precisou receber transfusão de sangue ainda na maternidade.  “A ideia é ajudar quem precisa. Uma coisa tão simples, mas que pode salvar vidas e realizar o sonho de muita gente. É fazer o bem sem olhar a quem. É isso”, afirmou o técnico. “E, aproveitando o clima de Copa do Mundo, acho que marquei um golaço”, brincou, em alusão à doação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, atualmente, 1,6% da população brasileira doa sangue – o que significa um índice de 16 doadores para cada grupo de mil habitantes. Jovens com idade entre 18 e 29 nos, segundo a pasta, são maioria - respondem por 42% do total de doações registradas no país. O percentual de doadores (1,6%) está dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população, segundo o ministério. Porém, o governo quer aumentar o número de doadores.  No Dia Mundial do Doador de Sangue, lembrado hoje (14), o ministério lançou, na Fundação Hemocentro de Brasília, uma campanha para homenagear doadores e sensibilizar novos voluntários. Nesta época do ano, é comum uma baixa nos estoques de sangue em razão da proximidade das férias escolares e das festas de São João, além da chegada do inverno.  Em 2017, 3,3 milhões de pessoas doaram sangue e 2,8 milhões fizeram transfusão sanguínea no país. Do total de doadores, 60% são homens. O país conta com um total de 32 hemocentros coordenadores e 2.034 serviços de hemoterapia. A previsão para 2018 é de investimentos na ordem de R$ 1,3 bilhão na rede de sangue e hemoderivados.

Junho Lilás: Campanha lembra importância do teste do pezinho para diagnóstico de doenças

  • 10 Jun 2018
  • 08:00h

Com o objetivo de alertar para a importância do teste do pezinho, realizado logo após o nascimento de um bebê, é celebrado neste mês o Junho Lilás. De acordo com o Ministério da Saúde, o ideal é que o exame seja realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. "Com até dois dias, essa crianças não foi amamentada corretamente ainda, então a gente não tem como dosar algumas substâncias no sangue. Pode dar um diagnóstico que não seja preciso, por isso a gente recomenda a partir do terceiro dia", explicou Helena Pimentel, gerente do serviço de referência em triagem neonatal da Apae-Salvador. Ela ressaltou ainda a importância de ser feito "o mais cedo possível" para que o tratamento de uma possível doença seja iniciado brevemente. Em 2017, a Bahia alcançou cerca de 88% de cobertura do exame. Neste ano, apesar do atraso relacionado à recente greve dos caminhoneiros, o estado mantém um índice bastante similar. O teste do pezinho oferecido pelo Ministério da Saúde identifica fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doenças falciformes e outras hemoglobinopatias, aminoacidopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. De acordo com Helena, a preconização dessas enfermidades está relacionada à disponibilidade de tratamento. "Triagem é fazer o exame, ter a confirmação e ter o acompanhamento e tratamento. Nessas doenças, todas essas etapas seriam bem sucedidas. Existem doenças que você pode dar o diangóstico, mas não há nada a fazer. Nesse caso, não adianta fazer esse diagnóstico caro", argumentou. Ainda assim, existem propostas de ampliação do rol de diagnósticos. O teste do pezinho pode ser realizado em postos de saúde de toda a Bahia e, na capital, na sede da Apae. "Teste do pezinho, vacina e amamentação são assuntos que a gente precisa sempre lembrar pela importância de engajamento de toda a população, principalmente dos profissionais de saúde", lembrou Helena.

Chikungunya poderá ter novo surto nos próximos dois anos, alertam pesquisadores

  • 08 Jun 2018
  • 17:00h

Uma nova epidemia de chikungunya poderá ocorrer no Brasil nos próximos dois anos, sendo o Nordeste e a faixa litorânea na região Sudeste as áreas mais afetadas. De acordo com a Agência Fapesp, a previsão foi feita pelo presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Maurício Lacerda Nogueira. Os estudos mostram que ocorrerá o máximo de ocorrências da chikungunya. O surgimento dessa e de outras doenças transmitidas por mosquitos podem estar relacionados com a mudança climática global, além das variáveis sociais, como o tipo de instalação sanitária, a disponibilidade de água canalizada e o destino do lixo. "Convivemos há muitos anos com o Aedes aegypti e a dengue nas cidades. O que mudou nos anos recentes foi que entraram dois vírus novos: o zika e a chikungunya. E, no país, nenhum humano havia tido contato anteriormente com esses vírus. A situação era favorável para que houvesse uma explosão de ocorrências da doença e, em seguida, uma diminuição", disse a coordenadora do Projeto Aedes Transgênico, Margareth Capurro. Na epidemia de 2015 a 2017, a dengue apresentou maior prevalência, com 2 milhões e 800 mil casos. Em seguida a chikungunya com 292 mil casos e a zika com 204 mil casos. A febre amarela, que há havia sido considerada uma doença extinta, voltou a incidir, registrando 3.190 casos entre dezembro de 2016 e maio de 2017. No Brasil, a região Sudeste foi a mais atingida, com destaque para o estado de São Paulo.