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Saúde: Excesso de açúcar pode levar à depressão

  • LeiaMais.Ba
  • 26 Ago 2017
  • 18:00h

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Um novo estudo mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, ligadas ao consumo de refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas mentais comuns, como ansiedade e depressão leve. A pesquisa foi feita com homens. O trabalho, liderado por Anika Knüppel, do University College London (Reino Unido), foi publicada na revista Scientific Reports. "Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces", disse Anika ao Estado. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão. Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 britânicos com idades entre 39 e 83 anos, coletados por 22 anos para um estudo de larga escala. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens - aqueles com maior consumo de açúcar -, houve alta de 23% da ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. Embora o estudo seja com homens e mulheres, a ligação de açúcar e doenças mentais apareceu só no grupo masculino. "Esse resultado foi bastante inesperado e não encontramos boa explicação para isso. Mas não é impossível que os resultados também se apliquem a mulheres. Estudo americano em 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação de alto consumo de açúcar e depressão", disse Anika. 

Saúde: Noite mal dormida pode afetar o coração

  • Bem Estar/G1
  • 20 Ago 2017
  • 18:01h

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Dormir menos de seis horas por dia pode prejudicar o coração. Quem faz o alerta é o cardiologista do Incor especializado em medicina do sono Luciano Drager. O sono é essencial para a saúde mental, a saúde da pele, para combater infecções e evitar a obesidade. A Universidade de São Paulo está fazendo uma pesquisa para investigar o que as poucas horas de sono podem fazer com a nossa saúde, inclusive com o coração. Os 2.400 voluntários usam um aparelho, por uma semana, para registrar as horas de sono. Por enquanto, 27% das pessoas avaliadas dormem menos do que seis horas por noite. Uma outra pesquisa feita nos Estados Unidos com 1.300 pessoas revelou que pacientes que têm fatores de risco para problemas cardíacos e dormem menos de seis horas por noite têm o dobro de chances de morrer por complicações cardiovasculares, como infarto e AVC. Algumas estratégias podem ser adotadas para melhorar a qualidade do sono: terapia cognitiva comportamental, higiene do sono, exercícios de relaxamento e meditação.

Antibióticos podem diminuir capacidade do corpo de lutar contra uma doença

  • G1
  • 20 Ago 2017
  • 16:07h

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Pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos EUA, mostraram que antibióticos podem interferir na capacidade do organismo de combater uma doença. Isso porque, ao afetarem bactérias comuns que habitam o intestino, esses medicamentos acabam também por enfraquecer o sistema imune. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (17) na revista científica "PLos Pathogens". Cientistas estavam buscando entender o papel da microbiota intestinal na colite amebiana, infecção parasitária comum em países em desenvolvimento. Para isso, analisaram amostras de fezes de crianças nas favelas urbanas de Dhaka, Bangladesh, e mostraram que aquelas com infecções mais severas tinham menos diversidade em bactérias que habitam o intestino. O estudo aponta que o uso de antibióticos é muito comum em países de baixa renda, com crianças sendo alvo de muitos tratamentos nos primeiros anos de vida. Por fim, para testar mais diretamente a relação de antibióticos com o sistema imune, pesquisadores deram medicamentos para camundongos e perceberam que a alteração da microbiota do intestino provocada pelos medicamentos diminuía a atividade dos neutrófilos, importantes células de defesa do organismo.

Vacina contra a zika é criada com produção em folhas de tabaco

  • Bem Estar/G1
  • 09 Ago 2017
  • 12:03h

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Como uma estratégia para uma produção mais barata, um grupo de pesquisadores conseguiu criar uma vacina contra o vírus da zika que usa como base as folhas de tabaco. Os resultados foram publicados no periódico "Scientific Reports", ligado à revista "Nature", nesta quarta-feira (9). O cientista Qiang "Shawn" Chen liderou a equipe da Universidade do Estado do Arizona. Em parceria com outros pesquisadores, ele trabalhou na última década em vários projetos para usar plantas como base de vacinas e terapias no combate aos flavivírus, como a febre do Nilo e a dengue. Essa primeira vacina contra a zika com base em tabaco usa uma proteína-chave que "envelopa" o vírus, chamada DIII. Ela tem uma parte que é exclusiva do vírus da zika. A ideia é inserir esta parte em uma vacina que seja aplicada e gere os anticorpos contra a doença. Para isso, os pesquisadores desenvolveram a proteína DIII em bactérias e depois a inseriram nas folhas de tabaco. Mas por que isso? Com o crescimento das folhas, a extração é maior e mais barata. Depois de ter material suficiente, eles usaram as plantas e produziram uma vacina. Os testes foram feitos em camundongos, que receberam uma dose e apresentaram uma proteção de 100% contra vários tipos do vírus da zika, de acordo com o artigo.

Estudo confirma que o vírus da zika não é transmitido pela saliva

  • Bem Estar
  • 02 Ago 2017
  • 17:47h

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Em pesquisa publicada nesta terça-feira (1º) na revista "Nature Communications", cientistas da Universidade do Wisconsin-Madison ( UW-Madison), nos Estados Unidos, afirmam que a saliva não é uma das formas de transmissão do vírus da zika. O grupo fez estudos com macacos e afirma que não é possível passar o vírus com um beijo na boca ou compartilhando talheres, por exemplo. Para chegar a essa conclusão, os animais foram infectados com as cepas do vírus da zika que circulam nas Américas. As salivas dos primatas com e sem o vírus foram recolhidas -- um cotonete foi passado em suas amígdalas. A transmissão por meio da saliva foi levantada como possibilidade após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em fevereiro de 2016, anunciar que havia encontrado o vírus de forma ativa na urina e na saliva de dois pacientes. Outros casos também foram reportados. Estudos apontaram que o zika pode ser detectado após duas semanas no sangue e na saliva. Em outros fluidos, como o leite materno e o sêmen, o vírus pode ser encontrado após meses. Além disso, a infecção ocorre também por meio de relações sexuais. Mesmo com essa detecção após semanas, a pesquisa da Universidade do Wisconsin-Madison apontou que o vírus é encontrado em muito pouca quantidade na saliva em comparação com a infecção por meio de uma picada de mosquito.

Estudo aponta resultados 'encorajadores' de vacina experimental contra HIV

  • Bem Estar
  • 25 Jul 2017
  • 17:01h

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Um estudo em fase preliminar de uma vacina contra o HIV produziu resultados "encorajadores", de acordo com apresentação ocorrida nesta segunda-feira (24) na Conferência Internacional de Pesquisa sobre a Aids, em Paris. Até hoje, as pesquisas realizadas não permitiram o desenvolvimento de uma vacina eficaz para proteger populações contra a doença. Testado em 393 voluntários em cinco países (Estados Unidos, Ruanda, Uganda, África do Sul e Tailândia), este protótipo provocou uma resposta imune (produção de anticorpos) em 100% dos participantes. De acordo com especialistas, uma vacina seria a melhor maneira de acabar com uma epidemia que infectou 76 milhões de pessoas e causou 35 milhões de mortes desde seu surgimento no início dos anos 1980. Apesar dos meios disponíveis de prevenção, 1,8 milhão de novas infecções foram registradas em 2016, de acordo com a UNAIDS. Esta vacina experimental, de "duplo gatilho", consiste primeiro em despertar o sistema imunológico com um vírus da gripe comum, antes de dopá-lo com uma proteína encontrada no envelope do HIV, provocando uma reação mais forte do corpo. Acertar a vacina "será muito difícil", mas um sucesso "mudaria o cenário", explicou à AFP Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID), um órgão público americano. "Mesmo se obtivermos uma eficácia de 50% a 60%, (...) já veríamos um impacto importante sobre a pandemia", acredita.

Técnica inédita recupera audição de pacientes no Brasil

  • LeiaMais.Ba
  • 23 Jul 2017
  • 10:04h

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Uma técnica cirúrgica inédita no Brasil tem recuperado a audição de pacientes. Quatro já foram submetidos à cirurgia para colocar implante de prótese auditiva ancorada no osso, que é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos foram realizados no Hospital das Clínicas Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, por meio de técnica considerada revolucionária, nascida na Dinamarca e que já é usada em pelo menos 25 países. "A técnica, minimamente invasiva, é inédita no Brasil e em toda a América Latina. Em até 15 minutos é possível colocar o implante auditivo", explica o médico otorrinolaringologista Miguel Hyppólito, responsável pelas cirurgias. Segundo ele, a cirurgia é feita em regime ambulatorial, onde o paciente é apenas sedado e tem a possibilidade de ir para casa no mesmo dia. O procedimento consiste em fixar um implante de titânio na calota craniana, atrás da orelha. Podem se beneficiar da novidade pessoas com perda auditiva decorrente de problemas na orelha externa e com surdez média ou unilateral, incluindo, crianças. O dispositivo transmite o som por condução óssea, em vez da aérea, usada por pessoas com audição normal. Para isso, um processador capta as ondas sonoras, transforma em vibrações e transmite diretamente para o ouvido interno. O aparelho é composto por um implante de titânio de 3 ou 4 milímetros, além de um pilar, que fica junto à pele, e um processador de som que se encaixa a ele. O dispositivo pode ser removido para dormir ou tomar banho.

Saúde: O que é o ruído branco e como ele pode influenciar o sono

  • Bem Estar
  • 21 Jul 2017
  • 20:00h

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Pode ser o som da televisão ou rádio quando não estão sintonizados ou até mesmo o barulho constante do ar-condicionado. Em ambos os casos, trata-se de um ruído branco, sinal sonoro que contém todas as frequências na mesma potência. Esse barulho faz com que o limiar auditivo atinja seu nível máximo, o que significa que, na presença desse tipo de som, os estímulos auditivos mais intensos têm menos capacidade de ativar o córtex cerebral durante o sono. Isso explica, por exemplo, por que algumas pessoas conseguem pegar no sono mais rápido se a televisão estiver ligada com um volume moderado. De acordo com os especialistas, o ruído branco é ideal para disfarçar ou abafar outros sons do ambiente, como o barulho de carros, obras ou cachorros latindo. "Funciona muito bem para quem acorda com qualquer interrupção repentina de som", diz Horowitz. Como a audição é o único sentido que continua funcionando mesmo durante o sono, o ruído branco serve para bloquear sons cujas frequências variam de intensidade e podem estimular o córtex cerebral. Mas será que há contraindicações? "Não, a menos que o volume (do ruído branco) seja tão alto que possa afetar a audição", afirma Nitun Verma, porta-voz da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM, na sigla em Inglês). O ser humano tem com um número limitado de células ciliadas - cerca de 10 mil -, responsáveis ​​por captar o som. São elas que detectam os sons de alta frequência e, com o envelhecimento, começam a falhar. Mas o neurocientista Seth Horowitz adverte que, se o ruído branco for aplicado todas as noites por um período prolongado, pode afetar essas células.

Consumir café aumenta longevidade, apontam pesquisas

  • LeiaMais.Ba
  • 16 Jul 2017
  • 16:01h

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Vida longa aos amantes de café: de acordo com dois novos estudos realizados sobre os benefícios da bebida, quem bebe ao menos uma xícara de café por dia vive mais do que quem não consome o produto, independentemente do método de preparação ou da escolha entre normal ou descafeinado. Segundo os estudos, beber 350 ml de café por dia diminui os riscos de se morrer mais cedo em 12% em 16 anos, enquanto três xícaras da bebida a cada 24 horas podem reduzir o risco em 18% no mesmo período. A primeira pesquisa, a mais ampla realizada sobre o assunto, foi conduzida por especialistas da Iarc e do Imperial College de Londres em mais de 1,5 milhão de pessoas com mais de 35 anos de 10 países europeus, entre eles a Itália. Segundo a pesquisa, divulgada nesta segunda-feira, dia 10, na revista científica Annals of Internal Medicine, foram analisados em detalhes o consumo de café dos participantes, que faziam parte do estudo, os modos e técnicas de preparação da bebida de cada um deles e a presença maior ou menor de cafeína em todos os casos. Após considerar o modo de vida dessas pessoas, seus hábitos alimentares e de fumo, os pesquisadores descobriram que o grupo que bebia cotidianamente café estava associado a um risco menor de morte por qualquer causa, principalmente por doenças dos sistemas circulatório e digestivo. Os resultados desse estudo demonstraram que ao beber uma xícara de café por dia, os riscos de morte diminuem 12% e que essa porcentagem aumenta para 18% se o número de taças aumentar para três. (ANSA)

Inverno traz risco de doenças que podem comprometer a visão

  • LeiaMais.Ba
  • 14 Jul 2017
  • 17:04h

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O inverno exige atenção, porque a época é propícia ao surgimento de doenças que podem comprometer a visão. O alerta é da oftalmologista Renata Rezende, professora de pós-graduação da PUC-Rio. A médica disse que, no inverno, é comum ocorrerem casos de alergia ocular em pacientes que têm condição prévia alérgica e que, nesta época do ano, pioram, diferentemente dos que moram em países da América do Norte, que passam por este problema durante a primavera. Segundo ela, no inverno também é comum o aparecimento de doenças virais que afetam os olhos. Com relação à alergia, a especialista completou que, no Brasil, a doença é em geral desencadeada pelo ácaro, muito presente, por exemplo, no cobertor e agasalhos que estão guardados. “Quando eles têm contato com este tipo de vestuário ou de coberta, desencadeiam as crises alérgicas e o olho normalmente é afetado, nesta época, por conta disso”, advertiu. Para evitar as alergias, a médica sugeriu lavar as cobertas e agasalhos que estejam guardados antes de usar. Além disso, aconselhou manter janelas abertas durante um período do dia para fazer a ventilação da casa. “É uma época que a gente tira tudo do armário para usar. Então, tira antes de usar para pegar um sol, para arejar, lavar, porque isso diminui a concentração de ácaros. Deixa as janelas abertas, mesmo no frio, não deixar aquele ambiente muito fechado. Tem que circular o ar”, alertou. Outra medida eficaz é sempre lavar as mãos e evitar levá-las no nariz, na boa e nos olhos. “Perder o hábito de levar a mão à face. É um cuidado importante, porque vai ajudar a prevenir uma infecção respiratória”, revelou. A médica também lembrou um velho erro de todos que ficam com os olhos coçando, acrescentando que esfregar os olhos pode agravar o quadro das doenças.

Vacinas experimentais contra zika conseguiram proteger fetos de roedores em teste

  • Bem Estar
  • 13 Jul 2017
  • 16:08h

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Duas vacinas contra zika, ainda em fase de testes, foram capazes de proteger os fetos de fêmeas de camundongos grávidas infectadas pelo vírus. Resultados do experimento, que teve a participação de pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, do Pará, foram publicados nesta quinta-feira (13) na revista especializada "Cell". A proteção dos fetos contra o zika é um dos desafios que a ciência tem enfrentado no contexto da epidemia de microcefalia que afetou o Brasil a partir do final de 2015, daí a importância da conclusão do estudo. A pesquisa, avaliou dois tipos diferentes de vacinas de zika experimentais: uma vacina feita a partir de RNA mensageiro modificado, desenvolvida pela empresa Moderna Therapeutics, e uma vacina de vírus vivo atenuado, desenvolvida em parceria entre o Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas. As duas candidatas a vacina foram aplicadas em dois grupos de fêmeas de camundongos. Um outro grupo recebeu um placebo em vez da vacina. Em seguida, as fêmeas cruzaram com machos e as grávidas foram infectadas com a cepa africana do vírus da zika. Os fetos das fêmeas que receberam as vacinas experimentais não apresentaram sinais de infecção pelo vírus da zika, diferentemente do que ocorreu com os fetos das fêmeas que receberam placebo. Enquanto o vírus levou a lesões graves na placenta e mortes de fetos nas fêmeas não vacinadas, os fetos das fêmeas imunizadas não apresentaram sinais de RNA de zika, o que indica que as duas candidatas a vacina têm potencial de proteger os bebês dos danos relacionados ao vírus. Vários grupos ao redor do mundo estão em busca de uma vacina contra o vírus da zika. Algumas candidatas já estão sendo testadas em humanos, mas nenhuma recebeu o registro até o momento.

Pesquisa da Fiocruz aponta risco de volta da febre amarela urbana

  • 09 Jul 2017
  • 14:03h

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Doença silvestre desde a década de 1940, a febre amarela pode voltar a se tornar uma enfermidade de cidade. Pesquisa dos Institutos Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e Evandro Chagas, em parceria com o Instituto Pasteur, em Paris, mostrou que mosquitos urbanos, como Aedes aegypti e Aedes albopictus, têm elevada capacidade para a transmissão do vírus da febre amarela. A pesquisa foi publicada nesta sexta-feira, 7, na revista Scientific Reports. Neste ano, foram registrados 797 casos da doença no Brasil, com 275 mortes. Mas todas as pessoas foram picadas por mosquitos silvestres ao entrarem em áreas de matas. Para avaliar o risco de reurbanização, foram testados mosquitos urbanos (Aedes aegypti e Aedes albopictus) do Rio de Janeiro, onde não havia registros da doença havia 70 anos, de Manaus e Goiânia. Foram avaliados mosquitos silvestres das espécies Haemagogus leucocelaenus e Sabethes albiprivus. Os insetos foram divididos por gênero, e fêmeas foram alimentadas com amostras de sangue contendo vírus da febre amarela de diferentes linhagens. A presença de partículas de vírus na saliva dos insetos após 14 dias foi o indicador do potencial de transmissão da doença. Todos os mosquitos tinham capacidade de transmitir a febre amarela, com exceção do Aedes albopictus de Manaus, que não transmitiu o vírus africano. 

Brasil confirmou 322 casos de bebês com microcefalia e outras alterações ligadas à zika em 2017

  • G1
  • 05 Jul 2017
  • 16:09h

(Foto: Jonathan Lins/G1)

Desde o início de 2017 até o dia 20 de maio, o Brasil teve a confirmação de 322 casos de microcefalia ou outras alterações de crescimento e desenvolvimento relacionadas ao vírus da zika. Ao todo, houve 1.158 novas notificações de casos suspeitos este ano. As informações estão no boletim epidemiológico mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde. Os dados mostram que novos casos continuam sendo registrados no país, ainda que em quantidade muito menor do que no auge da epidemia. O fim da emergência nacional em saúde pública por zika e microcefalia no Brasil foi anunciado pelo Ministério da Saúde no dia 11 de maio. Segundo o documento, houve 30 confirmações de mortes fetais e neonatais ligadas ao vírus e 34 confirmações de fetos com alterações no sistema nervoso central, abortos espontâneos e natimortos relacionados à infecção em 2017. Os dados do boletim incluem casos que ainda estavam em investigação na última semana de 2016 e podem ter sido confirmados nos primeiros meses de 2017. Ao todo, entre casos confirmados e em investigação, 1.433 bebês (52,1% do total) recebem cuidados em puericultura (acompanhamento do desenvolvimento), 1.110 (40,3%) em estimulação precoce e 1.524 (55,4%) no serviço de atenção especializada. Do total de casos confirmados em 2017, o estado com maior número de ocorrências é o Rio de janeiro (50 casos), seguido pela Bahia (46 casos), Goiás (41) e São Paulo (27).

Esponja de lavar louça acumula 680 milhões bactérias em 15 dias; Veja o que fazer

  • G1
  • 05 Jul 2017
  • 12:07h

Foto: Reprodução/TV Globo

Pesquisadores de Campinas (SP) descobriram que 15 dias de uso de uma esponja de lavar louça são suficientes para deixá-la com 680 milhões de fungos e bactérias, que podem causar de diarreia e febre a problemas pulmonares. O maior risco é para idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade. O estudo, feito pela Faculdade DeVry Metrocamp - que pertence a um grupo educacional dos EUA -, foi realizado com amostras de esponjas usadas por esse período, e não higienizadas. O resultado assusta, mas os pesquisadores ressaltam que boa parte desses micro-organismos já estão presentes no nosso corpo e no ambiente. Contaminação imperceptível; O simples contato da esponja com os talheres e pratos faz com que o objeto se contamine, podendo estender essa contaminação aos alimentos. O estudo aponta que água e sabão não limpam, de fato, a ferramenta. Higienizar ou comprar nova? Para deixar a esponja livre dos micro-organismos, os pesquisadores ensinam que todos os dias é preciso repetir um procedimento: colocá-la no micro-ondas com um pouco de água em potência alta por 2 minutos. O resultado, garante o estudo, é uma esponja mais higienizada do que uma outra nova em folha. Os testes realizados em laboratório mostram que ela fica mais limpa e com menos fungos e bactérias do que uma esponja nova. Outra opção de limpeza testada no estudo é colocar a ferramenta em uma solução na proporção de duas colheres de água sanitária para 1 litro de água. A esponja deve ficar imersa por dez minutos. Também é importante não deixar a esponja em potes de sabões em pasta ou úmidas, pois quanto mais úmida, mais contaminada ela fica. No entanto, todos esses procedimentos devem ser feitos desde o primeiro até o 15º dia de uso, quando ela deve ser realmente substituída por outra.

Ministério da Saúde apresenta plano nacional para o fim da tuberculose

  • 02 Jul 2017
  • 08:09h

Foto: Ilustração

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (29) o plano nacional pelo fim da tuberculose. O documento, que teve edição preliminar publicada em fevereiro, está pronto e será enviado aos municípios. Com uma classificação diferente de acordo com as condições de cada cidade -- dois grupos e oito subgrupos --, o ministério propões ajustes nas políticas de saúde contra a doença nas unidades de saúde, de acordo com a realidade e as dificuldades de cada município. Não deverá ocorrer nenhuma ação nacional em específico, no entanto. Com isso, o governo pretende atingir a meta de menos de 10 casos por 100 mil habitantes, e menos de 1 óbito por 100 mil habitantes, até o ano de 2035. O plano deve seguir o compromisso de reduzir a incidência da doença na população mundial, proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2016, o Brasil registrou 69,5 mil casos novos de tuberculose. Os estados mais afetados pela doença são o Amazonas e o Rio de Janeiro, com 68,2 e 63,8 casos por 100 mil habitantes.