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Planos de saúde populares já podem ser vendidos, diz Ministério da Saúde

  • 16 Set 2017
  • 15:08h

(Foto: Reprodução)

Mais baratos e com cobertura mais restrita, os planos de saúde acessíveis já podem ser comercializados, de acordo com o Ministério da Saúde. De acordo com o jornal O Globo, a pasta adotou este atendimento após analisar o relatório divulgado pela Agência Nacional de Saúde (ANS) sobre planos populares. Segundo a agência, grande parte das sugestões encaminhadas já são praticadas no mercado, como a cobrança de participação em exames e consultas, exigência de passar primeiro em clínicos antes de consultar especialistas e segunda opinião médica. O ministério diz, ainda, que é “livre escolha do consumidor optar pela adesão”. A venda de planos acessíveis é uma bandeira do ministro Ricardo Barros. Em nota, a ANS informou que o relatório é apenas um “documento descritivo”, sem haver “produto resultante desse trabalho”. Para a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde),  apesar de o relatório ser um aceno positivo aos planos acessíveis, ainda não se pode falar em lançamento do produto no mercado. 

A entidade pede que haja regulação específica, que deixem claras as normas do novo produto. “Há algumas regulamentações espalhadas que já são adequadas ao que se pretende do plano popular. Mas é preciso regra específica para dar maior transparência quanto às regras. Isso é importante para dar segurança às operadoras e ao consumidor e reduzir a judicialização. Os juízes muitas vezes alegam que a regra não ficou clara para o usuário”, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da federação.

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Hoje (16) é Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação

  • 16 Set 2017
  • 12:56h

(Foto: Reprodução)

Os pais de crianças e adolescentes menores de 15 anos devem levar seus filhos aos postos de saúde para atualizar a caderneta de vacinas. Este sábado (16) é o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, quando os locais de imunização estarão abertos em todo o país. A campanha começou no dia 11 de setembro e vai até o dia 22 em cerca de 36 mil postos fixos de vacinação. A meta é resgatar todas as crianças e adolescentes não vacinados e, com isso, iniciar ou completar os esquemas de imunização. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, é o momento de avaliar se alguma vacina foi incluída no calendário desde a data que a criança e adolescente esteve pela última vez no posto de saúde. “Tivemos várias modificações no calendário do Programa Nacional de Imunizações [PNI], tanto em inclusão de vacinas como em expansão da faixa etária”, explicou. Os dados do Ministério da Saúde apontam que, das cerca de 47 milhões de crianças e adolescentes menores de 15 anos convocados a comparecer, mais da metade (53%) não estão com a vacinação em dia. Em 2016, o Brasil registrou a menor cobertura vacinal dos últimos 10 anos. Para Isabella, não há um único motivo para essa baixa cobertura e eles são diferentes para as várias faixas etárias. 

A médica explica que o maior problema é mesmo entre os adolescentes. “Nesse caso, o motivo maior é a questão cultural, a falta de informação e a dificuldade de levar o adolescente à sala de vacinação. Isso não é um problema brasileiro, é mundial”, disse. Segundo ela, a vacinação só não é menor em países que adotam a imunização nas escolas, uma maneira de aumentar a adesão de adolescentes. Este ano, o Ministério da Saúde também vai eleger um Dia D de vacinação nas escolas durante a campanha. A data ainda vai ser definida com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Já no caso das crianças, na faixa etária de 4 e 5 anos, segundo Isabella, a baixa na cobertura vacinal acontece porque elas já não frequentam o pediatra como rotina e as famílias acabam esquecendo os reforços necessários nessa fase. Ela ressalta ainda que algumas vacinas precisam de um trabalho mais focado dos órgão de saúde, por isso a importância das campanhas, e outras apresentam baixa cobertura por problemas pontuais de desabastecimento. “Então, é multifatorial”, ressaltou, segundo a Agência Brasil.

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O que é síndrome de Hoffa?

  • Saúde é Vidal
  • 14 Set 2017
  • 16:38h

Foto: Ilustração

Marcada por uma inflamação no tecido gorduroso que envolve a parte dianteira do joelho, a síndrome de Hoffa causa muita dor e, consequentemente, prejudica a mobilidade. A leitora Andrea Feltrin, por exemplo, nos procurou para obter mais informações sobre esse problema, que há algum tempo a impede de praticar atividade física.Ainda não há uma causa definida para o quadro. No entanto, a prevalência mais elevada entre corredores e ciclistas leva a crer que está ligada à repetição de certos movimentos e traumas. “Só que esses casos são pouco comuns”, tranquiliza o ortopedista Rene Abdalla, diretor do Instituto do Joelho do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.  O principal sintoma é a dor excruciante ao flexionar e estender totalmente o joelho. Para diferenciar a condição de uma tendinite, porém, só passando por um exame de ressonância magnética. Importante: o incômodo e a dificuldade de locomoção só tendem a aumentar sem o tratamento adequado. “Em média, o resultado das sessões de fisioterapia, dos anti-inflamatórios e das faixas de compressão e alinhamento aparece depois de dois meses, quando os pacientes são considerados completamente curados”, explica Abdalla. Injeções e cirurgia, só em última instância. “Remover a gordura dessa região causaria ainda mais dor em médio e longo prazo”, arremata o expert. Ou seja, via de regra é melhor ter paciência e investir nos recursos não-invasivos. Durante o período de recuperação, o exercício não precisa sair da rotina. Basta não forçar demais o joelho e, em conjunto com um profissional, definir alguns pontos. Para quem não abre mão de correr ou andar de bicicleta, vale optar por calçados com amortecedor e respeitar as orientações estipuladas pelos profissionais quanto a intensidade, terreno e distância.

 

 

 

 

 

 

Com câncer, Marcelo Rezende é internado com pneumonia grave

  • R7
  • 14 Set 2017
  • 10:10h

Foto: Reprodução

 Lutando contra o câncer, o apresentador da Record, Marcelo Rezende, foi levado para um hospital da Zona Sul de São Paulo, onde está sendo medicado e acompanhado por uma equipe de profissionais, segundo o Purepeople. "Ele está muito ruim, péssimo... Ninguém está tendo acesso, os familiares proibiram. Trancaram tudo", contou uma fonte ao site, nesta quarta-feira (13). Ele sentiu fortes dores antes de ir para unidade de saúde. "Não sabemos se o Marcelo vai sair de lá, ele está até com pneumonia grave", revelou uma pessoa próxima ao apresentador, namorado de Luciana Lacerda, de quem tem recebido apoio. Recentemente, ela esteve nos Estados Unidos comprando remédios para o âncora do jornal Cidade Alerta. Após abandonar o tratamento com a medicina tradicional, Marcelo demonstrou tranquilidade neste difícil momento. Ele trocou a quimioterapia por dieta, e reiterou sua fé. "Fiquei alguns dias sem dar notícias, mas é que eu estava em pleno tratamento. É assim mesmo. Estou em casa, continuo o tratamento. Quero dizer uma coisa, que é a mais importante, a primeira é o quanto eu sou grato a você por estar orando por mim. Segundo é o que não duvido e não tenho medo. Vou seguir cada passo que Deus mandar. É ele quem sempre me guiou e guiará minha vida. Um novo momento vem aí. Um momento de cura e de amor", disse na oportunidade.

 

 

Novo teste detecta ação do HPV no corpo

  • Estadão
  • 13 Set 2017
  • 11:15h

Vacina contra o HPV Foto: JF Diório/Estadão

Um novo teste desenvolvido por um laboratório brasileiro é capaz de detectar se o HPV, vírus causador do câncer de colo de útero, está ativo no organismo da mulher infectada, condição que aumenta as chances da ocorrência de tumores. Hoje, os exames existentes analisam se a mulher já tem lesões iniciais que lentamente podem transformar-se em um câncer - caso do papanicolau - ou se, mesmo quando este tem resultado normal, o material genético do vírus está presente na região genital - situação verificada pelos testes PCR e captura híbrida. O que os exames mais utilizados hoje não são capazes de detectar é se o vírus, quando presente, está ativo ou adormecido. Isso porque, embora o HPV esteja relacionado com diversos tipos de câncer, a maioria das pessoas contaminadas por ele nunca desenvolverá a doença, pois as próprias células de defesa do corpo eliminarão o vírus antes que ele aja e cause um tumor. 

 

 

Comer na hora certa é o segredo para não engordar, diz estudo

  • Veja
  • 12 Set 2017
  • 18:00h

Foto: Ilustração

Não é segredo para ninguém que o que comemos influencia diretamente na saúde e na balança. No entanto, de acordo com um novo estudo publicado no periódico científico The American Journal of Clinical Nutrition, a hora em que fazemos as refeições também tem grande impacto na digestão e na dieta. Pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital, ligado à faculdade de medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, confirmaram que alimentar-se pouco antes de dormir realmente afeta o metabolismo, tornando a pessoa mais propensa a engordar.

Hora Certa

Os cientistas analisaram os índices de massa e gordura corporal e registraram o horário das refeições de 110 mulheres em idade universitária durante um mês. Esses dados foram comparados com o ciclo circadiano, ou relógio biológico, de cada participante, que pode ser determinado pelo horário de liberação da melatonina, hormônio responsável pela indução do sono. Os resultados mostraram que aquelas com maiores índices de gordura corporal consumiam a maior parte de suas calorias diárias pouco antes de dormir, quando seu nível de melatonina estava mais alto. Por outro lado, aquelas com menores taxas de gordura tendiam a fazer a última refeição do dia horas antes de ir para a cama.

 

“Descobrimos que o momento da ingestão de alimentos em relação ao início da liberação de melatonina está associado a maiores índices de gordura e massa corporal do que uma hora do dia específica, quantidade ou composição dos alimentos consumidos”, concluiu McHill, no estudo. Por isso, se você costuma dormir cedo, o ideal é jantar ainda mais cedo, independente da hora do dia – o mesmo vale para o almoço e o café da manhã. “O momento em que você consome calorias em relação ao seu relógio biológico pode ser mais importante para a saúde do que a hora marcada no relógio”, disse Andrew McHill, líder da pesquisa. 

Quando devo comer?

e acordo com o estudo, se você acorda às sete da manhã e vai dormir às onze da noite, por exemplo, para que o metabolismo funcione de forma saudável o ideal é tomar o café da manhã às oito da manhã, almoçar ao meio dia, fazer um lanche por volta das 15 e 16 horas e jantar até as 20 horas, no máximo. Dessa forma, a hora de cada refeição deve variar proporcionalmente conforme o horário em que você acorda e dorme.

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Sintomas, remédios e prevenção da infecção urinária

  • 10 Set 2017
  • 14:10h

(Foto: Reprodução)

Responsável pela internação da atriz Rogéria, que acabou morrendo posteriormente, a infecção urinária é muito mais frequente do que parece. Entre as variações do problema, destaca-se a cistite, que é deflagrada por bactérias e causa dor e ardência ao urinar. Na maior parte dos casos, os causadores desse problema são bactérias do grupo coliformes fecais que habitam o intestino. Esses germes migram para os órgãos genitais e de lá para a uretra e a bexiga graças a descuidos de higiene. Nesses locais, eles encontram um ambiente perfeito para se multiplicar, desencadeando a infecção. Além da limpeza inadequada, a infecção também pode ser transmitida durante o sexo, quando os micróbios presentes na área perianal podem chegar até a uretra. O desconforto aparece quando a mulher segura a urina por muito tempo, quando fica cheia, ela se torna o lugar ideal para as bactérias se propagarem. De acordo com o site da revista saúde, a cistite é bastante incomum entre os homens. Em geral, ela só aparece na maturidade, quando um aumento da próstata dificulta o esvaziamento da bexiga, proporcionando o acúmulo de urina. Propensão genética, baixa imunidade ou bactérias mais agressivas podem fazer com que a cistite se estenda para a pelve do rim. Nesse caso, ela pode causar uma insuficiência renal ou até uma septicemia, complicação em que o processo infeccioso se espalha pelo corpo, podendo levar a vítima a morte.

Ministério decreta fim de surto de febre amarela

  • Estadão
  • 09 Set 2017
  • 09:48h

O Ministério da Saúde anunciou o fim do maior surto de febre amarela da história do País, com 777 casos e 271 mortes até 1.º de agosto. Mas a preocupação continua - sobretudo com a morte de macacos -, e o programa de vacinação será ampliado. São Paulo, por exemplo, vai aumentar a área de imunização. Para conter o avanço da doença neste ano, o Ministério da Saúde intensificou a vacinação em 1.121 municípios nos Estados de Minas, Rio, São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Do total, no entanto, apenas 205 cidades estão com a cobertura vacinal acima de 95%, considerada ideal. A média nos Estados ainda é considerada baixa, em 60,3%. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, admitiu ser necessário esforço para que os índices de imunização aumentem. Mesmo com os baixos índices de cobertura vacinal, ele avaliou, porém, que o risco de uma epidemia de febre amarela no próximo verão é menor. “A expectativa é de que não haja um novo ciclo com grande número de casos”, disse. Além da leve melhora na cobertura vacinal, ele atribuiu a maior tranquilidade ao fato de que a febre amarela ocorre tradicionalmente em ciclos. Epidemias costumam ser registradas a cada sete ou oito anos.

Número de mortes por conta do vírus da gripe tem queda expressiva no Brasil

  • 08 Set 2017
  • 17:08h

(Foto: Reprodução)

O número de pessoas infectadas pelo vírus da gripe caiu 81% este ano em relação ao ano passado, com 2.070 casos e 361 óbitos até 28 de agosto. No mesmo período de 2016, foram registrados 11.062 casos, com 2.007 mortes por influenza.  Segundo o Ministério da Saúde, até agora o vírus com maior circulação é o H3N2. No ciclo anual anterior foi o H1N1. Em 2017, foram vacinadas 51,8 milhões de pessoas, uma cobertura de 87,5% do público-alvo definido pelo Órgão. A campanha foi realizada de 17 de abril a 26 de maio e prorrogada até 9 de junho. Os dados foram divulgados pelo Ministério nesta quarta-feira (6).

Zika destruiu tumor cerebral e pode ser útil no combate ao câncer, diz estudo

  • 05 Set 2017
  • 15:09h

(Foto: Reprodução)

A preferência do vírus zika por neurônios pode ter um lado bom, sugere estudo publicado no “The Journal of Experimental Medicine” nesta terça-feira (5). Isso porque, ao mesmo tempo em que o zika pode provocar anomalias em crianças, ele também pode destruir um grave tumor cerebral em adultos: o glioblastoma, câncer em que pacientes vivem em média um ano após diagnóstico. Hoje, o tratamento para o glioblastoma envolve radioterapia e quimioterapia, mas sem efeitos prolongados. Mesmo com o tratamento, células-troncos associadas ao tumor sobrevivem e “driblam” o sistema imunológico. Resultado: o tumor volta cerca de seis meses depois.Assim, ao ver a ação do vírus da zika no cérebro de crianças, cientistas se perguntaram se o zika não poderia ser utilizado para matar células-tronco de tumores cerebrais. A ideia é que, como adultos não são atingidos pelo vírus zika com a mesma letalidade que fetos, a ação do vírus no cérebro poderia ser utilizada no câncer como uma espécie de terapia-alvo.

 Nessa estratégia, a preferência do zika por células-tronco neuronais poderia ser utilizada "em nosso favor" para atacar somente o tumor cerebral. Para testar a hipótese, pesquisadores dividiram cobaias com glioblastoma em dois grupos: 18 camundongos foram infectados com o vírus zika e outros 15 receberam uma solução salina sem vírus ativos. As injeções foram aplicadas diretamente no tumor. Nas cobaias que receberam o vírus zika, a injeção diminuiu o crescimento do tumor e prolongou significativamente a vida útil dos animais. Depois, em novos testes, pesquisadores infectaram camundongos com uma cepa atenuada do zika, mais sensível ao sistema imune. Exames demonstraram que mesmo essa cepa ainda foi capaz de matar especificamente as células-tronco ligadas ao glioblastoma. Isso é particularmente importante porque amostras mais fracas do vírus garantiriam mais segurança a um possível tratamento, afirmam os pesquisadores. De qualquer modo, como adultos tendem a sofrer menos com infecção por zika, cientistas acreditam que o tratamento poderia ser adotado com uma toxicidade aceitável -- levando-se em conta a letalidade do tumor. Agora, pesquisadores planejam testes pré-clínicos para verificar como o organismo humano reagiria à infecção controlada do zika em terapias. Ainda, seria necessário definir um protocolo de tratamento. De antemão, cientistas já sabem que qualquer tratamento com o zika deverá ser feito durante a cirurgia para que a injeção seja aplicada diretamente nas células tumorais. Isso porque, caso o zika seja aplicado em qualquer outra parte do corpo, ele poderia ter sua ação "terapêutica" bloqueada pelo sistema imune.

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SUS incorpora medicamento para tratamento de microcefalia

  • 04 Set 2017
  • 19:01h

O medicamento Keppra (levetiracetam) usado para o tratamento de convulsões (Foto: Divulgação)

O Sistema Único de Saúde incorporou o medicamento levetiracetam para o tratamento de convulsões em pacientes com microcefalia. A informação foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (4). O medicamento, também conhecido pelo nome comercial Keppra, contém convulsões em pacientes com anomalias decorrentes de infecção pelo vírus da zika. O prazo máximo para a incorporação do SUS é de 180 dias a partir da data de publicação da incorporação. O Keppra também foi adotado para o tratamento coadjuvante (associado a outras terapias) em pacientes com epilepsia mioclônica juvenil (EMJ), tipo de epilepsia crônica comum na adolescência.

Você fica rouco com facilidade? Veja como evitar

  • Minha Vida
  • 04 Set 2017
  • 18:15h

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A produção da voz depende de quatro componentes: fluxo de ar fornecido pelos pulmões, produção de som pelas pregas vocais (nome correto para as cordas vocais) que ficam na laringe (região do pescoço), ressonância e articulação do som em fala nas estruturas da garganta (faringe, cavidades nasais e bucais), e o controle geral pelo sistema nervoso central. Se um dos quatro componentes citados não trabalharem de forma harmônica, tem-se uma disfonia, ou seja, uma alteração de voz. Em relação as alterações vocais devido ao uso profissional ou inadequado da voz podem estar presentes os seguintes sintomas: rouquidão, presença de pigarros, esforço para falar, dor no pescoço, fadiga vocal, tosse, dificuldade em projetar a voz. Chamamos essa alteração de disfonia funcional por falta de conhecimento vocal, modelo vocal deficiente ou alterações estruturais das pregas vocais (sulcos e cistos vocais, entre outros). Estas alterações podem resultar ainda nas disfonias organofuncionais que são causadas por uma série de lesões decorrentes de alterações no comportamento vocal (nódulos vocais ? comumente chamados de calos, pólipos, edema de Reinke entre outros). Uma pesquisa realizada entre 2010 e 2013 no Centro Ambulatório de Distúrbios de Voz, na Escola de Medicina de Botucatu (Unesp), realizada com professores e outros indivíduos que utilizavam a voz com maior frequência no seu cotidiano, evidenciou que os sintomas de alterações vocais são comuns entre professores. Os nódulos vocais foram predominantes entre os professores, enquanto que os pólipos e o sulco eram mais frequentes entre outras pessoas: pedreiro, bancário, motorista, engenheiro, profissionais da saúde, gerente da loja, vendedor, barman, aluno, serviços gerais, empregada doméstica. O refluxo laringofaríngeo foi predominante em ambos os grupos.

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O músculo fica mais elástico? Entenda o que o alongamento faz com seu corpo

  • Eu Atleta
  • 03 Set 2017
  • 18:43h

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Fazer alongamentos periodicamente, por um tempo prolongado, leva eventualmente a um aumento na flexibilidade. Mas você sabe por que isso acontece? Embora o pensamento mais óbvio seja imaginar que o músculo fica mais elástico, na verdade, o que aparentemente muda com o alongamento é o cérebro, segundo uma pesquisa científica recentemente publicada no "Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports". Existem duas hipóteses sobre os efeitos do alongamento sobre as articulações. A primeira diz que seu efeito se dá nos músculos e tendões, deixando-se mais flexíveis. Já na segunda, o alongamento teria ação sobre o sistema nervoso central, aumentado apenas a tolerância ao estímulo de “esticar”, não havendo alteração estrutural nos músculos e tendões. A pesquisa mencionada revisou 26 artigos científicos sobre o tema, onde os participantes realizaram alongamento por 3 a 8 semanas. Os resultados mostraram que não houve mudança na estrutura muscular para deixá-la mais flexível e que, portanto, o efeito seria neural. Tal fato não é surpresa, já que no fortalecimento dos músculos ocorre algo semelhante: nos primeiros treinos o efeito é inicialmente neuronal, havendo aumento dos impulsos nervosos que chegam à musculatura. Apenas após alguns dias a ação começa a ocorrer de fato na fibra muscular. Essa revisão de literatura científica não é capaz de responder se após oito semanas começam a acontecer adaptações também na estrutura do músculo após o alongamento. Porém, esses resultados confirmam outras pesquisas que apontam que a prática do alongamento tem efeitos mais relevantes no cérebro e na maneira como ele controla o movimento, do que na fibra muscular propriamente dita.

Remédios anti-HIV e contra Alzheimer entram na lista essencial do SUS

  • 29 Ago 2017
  • 15:36h

(Foto: Reprodução)

Novos medicamentos para o tratamento contra o vírus HIV, Alzheimer e doenças como sífilis e gonorreia foram incluídos na lista dos medicamentos essenciais disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) deste ano conta com 869 itens, ante 842 da lista de 2014. Para pacientes que tratam a infecção pelo HIV, o SUS vai oferecer o dolutegravir, remédio considerado mais eficaz e com menos efeitos colaterais, de acordo com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Os medicamentos fosamprenavir e didanosina foram excluídos da lista para substituição por opções "com melhor perfil de eficácia, segurança e comodidade posológica", segundo o ministério. Opção para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave do Alzheimer, que chegou a ser analisada em consulta pública no ano passado, a rivastigmina adesivo transdérmico também foi incorporada. 

De acordo com o ministério, a versão tem potencial para aumentar a adesão ao tratamento farmacológico para a doença. A Conitec diz que a apresentação em forma de adesivo "diminui os desconfortos gastrointestinais provocados pelo medicamento". Também foi acrescentada a ceftriaxona para tratamento de sífilis e gonorreia resistentes ao antibiótico ciprofloxacina. A Rename ainda traz a informação de que o Ministério da Saúde vai passar a adquirir os medicamentos para toxoplasmose, doença infecciosa que pode ser transmitida pelas fezes dos gatos. Atualmente, os medicamentos pirimetamina, sulfadiazina e espiramicina são ofertados pelos municípios.

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Saúde: Conheça a distimia, um tipo mais leve da depressão

  • 27 Ago 2017
  • 18:30h

Foto: Reprodução

Você tem se percebido mais pessimista, melancólico ou impaciente? Sente que é necessário um esforço muito grande para fazer as atividades do dia a dia e fica irritado com facilidade? Se esses sintomas estão se prologando por meses ou anos, talvez seja um sinal de distimia, um tipo de depressão leve e crônica que pode desencadear um transtorno maior. Mas calma que 'crônico' não significa grave. O termo vem de 'cronologia' e é utilizado porque a doença se prolonga por mais tempo, cerca de dois anos. Embora os sintomas de tristeza, melancolia, falta de apetite ou de vontade de realizar atividades possam aparecer de vez em quando, é a duração e a frequência deles que vai determinar a distimia. Uma pessoa distímica pode passar dois ou três dias por esses momentos e depois melhorar, mas voltar a senti-los em poucos dias. Crianças e pré-adolescentes que tiveram experiências traumáticas também têm maior vulnerabilidade para depressão, que pode iniciar com a distimia. Enquanto a depressão, sobre a qual ouvimos falar com frequência, afasta as pessoas do convívio social e do trabalho, pacientes distímicos seguem uma vida quase normal. A distimia também é conhecida como a doença do mau humor, uma vez que a fácil irritabilidade é um dos sintomas. Mas é preciso atenção à doença, uma vez que a distimia pode levar à depressão maior.  Além dos sintomas leves de depressão que duram muito tempo, os distímicos vão somando pequenas perdas que, ao longo do tempo, se tornam muitas. Pode ser nos relacionamentos, sofrimentos ou excesso de trabalho. É preciso verificar se esse acúmulo ocorre e como a pessoa lida com ele.