BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"

Parceria entre a SESAU e SEMEC fortalece o combate ao Aedes Aegypti em Brumado

  • Ascom | PMB
  • 15 Mai 2019
  • 17:08h

O programa já apresenta resultados muito satisfatórios (Foto: Ascom | PMB)

As parcerias entre as secretarias municipais estão sendo cada vez mais efetivadas pela administração municipal “Educar para Libertar”, o que vem promovendo inúmeras ações importantes para a população. Então dentro dessas ações, visando a conscientização e valorização da vida, as suas secretarias se uniram, por meio do Programa de Saúde na Escola (PSE) para fomentar as ações de combate ao Aedes Aegypti, já que existe o risco de infestação da tríplice endemia. As atividades envolvem palestras e outras dinâmicas educativas, que vem proporcionando já resultados muito satisfatórios. Nesta terça-feira (14) foi a vez da Escola Municipal Roberto Santos receber a equipe de saúde da família da UBS. Dr. Paulo Vargas – Dr. Juracy. Os profissionais envolvidos na ação destacaram que, quando se orienta de forma correta o combate ao mosquito, ajuda-se a prevenir as doenças, especialmente a Dengue, além de tornar os alunos multiplicadores em suas famílias e locais onde residem.

Médicas estão a caminho de serem maioria, mas ganham menos do que médicos

  • por Angela Pinho | Folhapress
  • 10 Mai 2019
  • 09:17h

(Foto: Ascom | PMB)

Enquanto a medicina se torna uma profissão cada vez mais feminina, um estudo mostra que médicas brasileiras ganham menos do que seus colegas homens mesmo trabalhando em condições semelhantes. A conclusão está em pesquisa de cinco pesquisadores da USP publicada na semana passada no periódico acadêmico BMJ Open. A partir de um levantamento telefônico, eles mapearam salários e condições de trabalho, como local, carga horária e especialidade, de uma amostra de 2.400 médicos representativa do país em 2014.

Constataram que 80% das mulheres se concentram nas três categorias inferiores de remuneração da profissão, de um total de seis. Entre os homens, essa proporção é de 50,8%.

Os dados mostram ainda que elas trabalham mais no SUS (Sistema Único de Saúde), estão mais presentes na atenção primária e fazem menos plantões, enquanto eles dominam as especialidades cirúrgicas e têm mais representantes na faixa etária a partir de 60 anos.

Para analisar a diferença de remuneração, os pesquisadores aplicaram um modelo estatístico que isolou esses fatores. O resultado mostra que, ainda assim, a disparidade persiste. A chance de um homem estar na faixa mais elevada de salário é de 17,1%; entre as mulheres, de 4,1%.

“Mesmo após ajustes de variáveis que poderiam influenciar nos ganhos, médicas ganham menos que médicos. O fato de existir discriminação salarial na medicina mostra que nem em grupo de mulheres de maior escolaridade elas estão afastadas da desigualdade presente na sociedade”, diz Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores do estudo, ao lado de Guilia Mainardi, Alex Cassenote, Aline Guilloux e Bruno Miotto.

Constatações semelhantes já haviam sido encontradas em estudos de outros países, como os Estados Unidos. No Brasil, o mesmo já foi visto em pesquisas sobre outras profissões.

A desigualdade salarial acontece em um contexto de feminização da medicina no Brasil. Enquanto os homens dominam as faixas etárias mais avançadas, elas já são maioria nas faculdades e entre os profissionais de até 34 anos. De acordo com o estudo Demografia Médica 2018, elas são 57,4% da faixa etária de até 29 anos na categoria —na de 70 anos ou mais, apenas 20,5%.

Para Denize Ornelas, médica de família e secretária geral do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), apesar da presença numericamente crescente, os espaços de poder não se abrem no mesmo ritmo, o que pode influenciar a remuneração.

“A maioria dos diretores de hospital é homem, assim como os de faculdade e os de órgãos públicos. Não à toa, nunca tivemos uma ministra da Saúde”, afirma.

Ela aponta uma certa pressão para que médicas escolham especialidades mais ligadas à mulher e à infância. “Somos vistas como pessoas mais ligadas ao cuidado, o que é um estereótipo.”

De fato, uma comparação entre as especialidades deixa evidente a disparidade de gênero. Homens são apenas 25,2% dos pediatras, mas 91,4% dos neurocirurgiões.

Diana Santana, 36, é uma das exceções. Mulher, negra e mãe de gêmeos, ela queria ser pediatra quando era criança, mas desenvolveu ao longo do tempo um interesse cada vez maior por neurociência, que aumentou na faculdade.

“Estudei piano desde cedo e gostava de fazer bijuteria. Queria unir esse interesse em neurociência com as minhas habilidades manuais.”

Ela conta que, em uma das seleções para a residência, estranhou a pergunta de um dos entrevistadores: “Você pensa em ter filhos?”. “Ele me perguntou coisas que tinham como base o fato de eu ser mulher, não tinham a ver com a minha carreira acadêmica, minhas habilidades, meu currículo. Eram duas vagas, e fiquei em terceiro.”

Foi aprovada na USP e diz não ver problema algum em conciliar a neurocirurgia com a vida em família —nesse caso, com participação igual do marido, frisa.

“Existe essa cultura muito antiga de que as mulheres especificamente devem ter um tempo para o trabalho e um para ficar em casa, mas é uma construção social. Cabe a nós desconstruir.”

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Casos de sífilis aumentam em mais de 135% na Bahia

  • Raphael Marques e Ana Paula Santos, G1 BA
  • 10 Mai 2019
  • 07:53h

(Foto: Reprodução)

Os casos de sífilis aumentaram em mais de 135% nos últimos quatro anos na Bahia. Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que detalhou ainda que os mais afetados pela doença são os homens jovens. A sífilis é transmitida principalmente através da relação sexual sem proteção. Essa forma de contágio – chamada de sífilis adquirida – cresceu em 135,75%. Em 2018, foram 8.124 pessoas diagnosticadas com a doença por este meio. Em 2014, o número era de 3.446 casos. O contágio também pode ser por transfusão ou contato direto com sangue contaminado, ou ainda passada da mãe para o feto – chamada sífilis congênita. Esses casos tiveram aumento de 145,41%, um número de mais de 15 mil registros nos últimos seis anos. Quando não é tratada precocemente, a sífilis pode comprometer vários órgãos como o cérebro, coração, olhos, pele e ossos. No caso das grávidas, a doença pode causar complicações como parto prematuro, má formação do feto e até mesmo provocar a morte do bebê. Um adolescente de 17 anos, que não quis se identificar recebeu o diagnóstico da doença no ano passado. "Foi uma bomba porque ninguém espera isso. Ainda mais que, quando você vai ter relações sem preservativos, você tem noção do risco que você tá correndo. Mas assim mesmo você não espera", disse ele.

Mais de 50% dos casos foram homens jovens com idades entre 20 e 29 anos. Um homem de 26 anos, que também não quis revelar a identidade, também contraiu a doença. Ele decidiu fazer o teste de detecção da sífilis há um mês, quando soube que o companheiro estava infectado. Ele começou a fazer o tratamento e sabe que da importância de passar a usar o preservativo. "O recado que eu deixo para esses jovens é que por mais que seja uma relação de confiança, de fidelidade, que não se permita transar sem camisinha. Principalmente com desconhecidos", alertou. A médica infectologista Leila Azevedo explica que a doença é de rápida identificação e fácil tratamento. "A sífilis, tanto na gestação quanto fora da gestação, é uma doença de fácil tratamento. A gente só precisa chegar ao diagnóstico, que é simples. Hoje a gente tem testes rápidos, que rapidamente a gente dá o diagnóstico de sífilis, que pode ser feito nos postos de saúde ou nos centros de referência", pontuou

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Cinco mil pessoas com esquizofrenia podem ficar sem remédio na Bahia

  • Redação
  • 09 Mai 2019
  • 14:21h

(Foto: Exame)

Se o Ministério da Saúde não voltar a fornecer os remédios que estão com estoque zerado ou "crítico" na Bahia, mais de cinco mil pessoas esquizofrênicas poderão ficar sem o tratamento da doença no estado. De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o medicamento Olanzapina, que é indicado para o tratamento agudo e de manutenção da esquizofrenia e outros transtornos mentais, deve acabar no próximo mês de junho. Ao todo, mais de 19 de mil pacientes podem ser prejudicados com a falta dos medicamentos. Pessoas com esquizofrenia ainda estão sem a Quetiapina Fumarato, remédico indicado para pacientes com transtorno afetivo bipolar ou depressão. Segundo a Sesab, 2949 esquizofrênicos fazem uso do remédio do estado. Quem tem doença renal crônica também será afetado com a falta de remédios. O Sevelamer Cloridrato, que é fornecido para 3848 pessoas,  está com o estoque crítico. Os 1766 pacientes transplantados do estado também ficarão sem o Tacrolimus, medicamento que ajuda a reduzir o risco de rejeição do órgão transplantado. Para a presidente do Conselho Estadual dos secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosemns), Stela dos Santos, o estado passa por uma situação difícil. “Nós comungamos com a Sesab e estamos preocupados com os pacientes que precisam desses remédios. Alguns medicamentos, por exemplo, não são nem vendidos”, diz Stella. A presidente da Consemns vai discutir o problema em uma reunião em Brasília na próxima semana.

Avanço da dengue deixa cerca de mil cidades em patamar de epidemia

  • Natália Cancian | Folhapress
  • 09 Mai 2019
  • 07:59h

(Foto: Divulgação)

Com novo avanço da dengue neste ano, ao menos 965 cidades do país já apresentam incidência da doença em patamar que pode indicar epidemia. Os dados são de levantamento do Ministério da Saúde feito a pedido da Folha. O balanço considera os municípios com incidência acima de 300 casos a cada 100 mil habitantes – parâmetro que, somado ao aumento de casos, é um dos fatores observados por especialistas para qualificar um cenário como epidêmico.

Com 158 mil casos, São Paulo é o estado com maior número de cidades com incidência considerada alta, ou 283 ao todo. Em seguida, está Minas Gerais, com 221, e Goiás, com 146. Três cidades paulistas —Bilac, Nova Aliança e União Paulista— lideram em proporção de casos da doença, com mais de 6.700 casos a cada 100 mil habitantes. A lista engloba ainda as capitais Campo Grande, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, até o dia 13 de abril, o Brasil havia registrado 451 mil casos da dengue, um crescimento de 340% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar desse aumento, técnicos do governo avaliam que a incidência atual não indica uma epidemia no país, mas localizada em alguns estados e municípios. É o caso das 965 cidades que constam no balanço. A situação nestes locais é dividida. De um lado, alguns municípios relatam uma redução de casos. Outros dizem que a situação ainda é de alerta.“Estamos em alarme 24h”, afirma secretária municipal de saúde de Nova Aliança, Andrea Machado.

Desde janeiro, o alto número de casos da doença levou a prefeitura a organizar mutirões semanais atrás de focos do mosquito e palestras nas escolas sobre como prevenir e identificar a dengue. Outras cidades também tiveram que adequar a rede para dar conta do avanço de casos. Em Belo Horizonte, cidade que já soma 16 mil notificações, cerca de 54 militares foram deslocados nesta semana para trabalharem em unidades de atendimento a pacientes com dengue.

Também foram instaladas tendas para agilizar a oferta de hidratação a pessoas que aguardam atendimento e apresentam sintomas. O horário de postos de saúde também foi estendido para os sábados. As medidas devem durar por tempo indeterminado. “Ainda temos uma temperatura alta e chuva presente, e ainda estamos recebendo casos. Essa estrutura vai permanecer”, afirma Taciana Malheiros, subsecretária de atenção à saúde.

O professor de infectologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Benedito Lopes da Fonseca, afirma que embora a situação exija atuação da rede de saúde, um aumento de casos neste ano já era esperado.O motivo está na maior circulação de um subtipo de vírus da dengue que teve pouca predominância nos últimos dez anos: o den-2.

Ao todo, a dengue tem quatro tipos de vírus (1, 2, 3 e 4). Isso significa que um mesmo paciente pode ter a doença até quatro vezes.E é justamente essa mudança no padrão de circulação de sorotipos influencia o comportamento de epidemias. “Vivemos uma situação epidemiológica diferente. Ficamos dois anos sem casos, e com isso o sorotipo 2 encontrou uma população bastante suscetível”, afirma Fonseca. “Era uma epidemia anunciada”.

Segundo ele, o fato de haver 83% das cidades com média e baixa incidência indica a chance de novas epidemias nestes locais nos próximos dois a três anos. “Mesmo que a gente faça o controle adequado do mosquito, vamos ter novos casos, porque temos circulação de um novo vírus e a população suscetível.”

CASOS MAIS GRAVES
Além de ter um novo aumento da doença, a maior circulação do tipo 2 também tem chamado a atenção para gravidade dos casos em alguns locais. “Em São Paulo, vemos que o número de casos graves aumentou”, afirma Fonseca.

Balanço do Ministério da Saúde aponta que já foram registrados no país ao menos 3.830 casos de dengue com sinais de alarme e 321 casos de dengue grave, o dobro do ano anterior. Destes, cerca de 35% ocorreram em São Paulo. Especialistas, porém, apontam possibilidade de que os dados sejam maiores devido à subnotificação. “O que a gente observou foi uma sintomatologia diferente de epidemias anteriores, evoluindo com maior gravidade”, afirma José Eduardo Fogolin, secretário de saúde de Bauru, uma das cidades com maior incidência da doença.

A situação levou a prefeitura a concentrar atendimentos em unidades específicas e adotar protocolos para acelerar o tratamento. De acordo com especialistas, alguns fatores explicam esse cenário: uma possível maior “agressividade” do tipo 2 do vírus da dengue em relação aos demais e o histórico de outras infecções –em geral, uma segunda infecção por dengue tem maior risco de complicações.

Mas o que fazer para driblar esses casos? Para Rivaldo Venâncio, coordenador de vigilância da Fiocruz-MS, é preciso estruturar a rede para evitar erros que possam atrapalhar o tratamento dos casos –seja pela demora dos pacientes em procurar a unidade de saúde ou por diagnósticos que não apontam a gravidade do quadro. “Tanto que é raro encontrar alguém que morreu por dengue que tenha sido atendido apenas uma vez”, diz.

A boa notícia é que, agora, pelo histórico das últimas epidemias, a expectativa agora é de redução de casos devido à queda nas temperaturas, o que torna o clima desfavorável ao mosquito.“O impacto pior já passou”, avalia Venâncio. O que não retira a necessidade de investir em ações de prevenção. “Depois desse período, podemos ter novo aumento de casos em outubro.”

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Alerta: Menina de 5 anos morre com suspeita de Dengue em Feira de Santana

  • Redação
  • 03 Mai 2019
  • 07:34h

(Divulgação)

Uma menina de 5 anos morreu com suspeita de dengue em Feira de Santana, cidade que fica a 100 km da capital. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, de 1º de janeiro a 30 de abril, já tinham sido notificados 5.976 casos, e deste total foram confirmados 1.511. Em um total de 12 mortes, seis tiveram confirmação da dengue, as outras estão sendo investigadas. De acordo com o site Acorda Cidade, Samile, de 5 anos, morava no conjunto George Américo. Segundo a mãe dela, a comerciária Saionara Brito dos Santos, a menina começou a ter sintomas da doença no dia 23 de abril. Depois de passar pela Unidade de Pronto Atendimento do bairro Mangabeira (UPA), duas vezes, pela policlínica do George Américo e por ultimo ser internada no Hospital Estadual da Criança (HEC), a garotinha infelizmente não resistiu e morreu na última segunda-feira (29). A mãe reclamou do atendimento na policlínica. O caso dela ainda não tem confirmação de que foi dengue, segundo a Secretaria de Saúde. Em abril deste ano, a prefeitura de Feira de Santana criou um video institucional de combate ao mosquito da dengue e realizou campanhas com o slogan: “O combate a dengue é um trabalho que deve ser feito com a ajuda de todos. As suas ações colaboram para que seus vizinhos, familiares e amigos não façam relatos como esses. 

Ministério da Saúde reduz distribuição de vacinas BCG e recomenda 'uso racional' na BA

  • Redação
  • 01 Mai 2019
  • 09:51h

(Foto: Reprodução)

A distribuição de doses de vacinas BCG, que previne a tuberculose, foi feita em quantitativo reduzido pelo Ministério da Saúde (MS) no mês de abril. A pasta ainda recomendou aos gestores municipais de saúde "o uso racional do imunobiológico". Esta não foi a primeira vez que houve comprometimento na quantidade de vacinas. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o problema "tem ocorrido em períodos pontuais". O órgão estadual sinalizou que a situação ocorreu também em agosto de 2016, agosto e setembro de 2017, janeiro de 2018 e em fevereiro e abril deste ano. "Essa descontinuidade afeta a rotina, requerendo estratégias locais para minimizar as repercussões no nível local", acrescentou a Sesab em nota à reportagem. A Secretaria de Saúde apontou ainda que, entre as justificativas dadas pelo governo ao "desabastecimento registrado nos últimos anos", está a diminuição da produção da vacina em nível mundial pelos laboratórios produtores, associado ao tempo de liberação por parte da Anvisa. "Os problemas encontrados com a vacina BCG têm sido conversados com o Ministério da Saúde e Central Nacional de Distribuição, que tem reconhecido e buscado minimizar os problemas enfrentados", informou a Sesab.

 

 

Ao Bahia Notícias, o Ministério da Saúde informou admitiu a redução da quantidade de vacinas BGC distribuídas e explicou que o fato se deu em decorrência de um problema na temperatura a que as doses foram expostas durante o transporte e que acabou exigindo uma revisão documentação e uma análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) para liberação do uso. A respeito da recomendação para o uso racional das vacinas, o ministério explicou que a necessidade se dá em virtude do prazo de validade das substâncias, que após o preparo é de cerca de seis horas. Por isso, a sugestão da pasta foi de que os gestores adotem estratégias de agendamento do público-alvo. Quanto ao número de vacinas encaminhadas a Bahia há discrepância em relação aos números informados pelo Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual. O MS apontou que neste ano, foram enviadas 2,5 milhões de doses para todo o país, sendo 251,1 mil destinadas para a Bahia. Já a Sesab informou que o número de doses de vacinas BGC recebidas pelo estado em 2019 foi de 423.160. Apesar de admitir a redução do quantitativo de imunobiológico, os dois órgãos não especificaram nem forneceram dados que possibilitassem o cálculo do total reduzido.

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Alerta: quase mil cidades brasileiras podem ter surto da tríplice endemia

  • Informações da Agência Brasil
  • 30 Abr 2019
  • 17:52h

(Divulgação)

Novecentos e noventa e quatro municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e podem registrar surtos de dengue, zika e chikungunya. O número, de acordo com informações do Ministério da Saúde, representa 20% das 5.214 cidades que realizaram algum tipo de estudo que classifica o risco do aumento de doenças causadas pelo vetor. O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 revela que a incidência de casos de dengue no país entre janeiro e março subiu 339,9% em relação ao mesmo período de 2018. Além da situação de risco, o estudo identificou 2.160 municípios em situação de alerta e 1.804 com índices considerados satisfatórios. O ministério alertou hoje (30), em Brasília, para a necessidade de fortalecer ações de combate ao mosquito, mas avaliou que, mesmo com o aumento de casos de dengue, a taxa de incidência está dentro do esperado para o período e o país não está em situação de epidemia. O Ministério da Saúde admite, entretanto, que podem haver epidemias localizadas de dengue em alguns municípios.

Ex-Tiazinha faz alerta sobre gripe H1N1 após ser diagnosticada com virose

  • Redação
  • 28 Abr 2019
  • 14:44h

(Foto: Reprodução Instagram)

A ex-Tiazinha, Suzana Alves, informou através das redes sociais que foi diagnosticada com a gripe suína H1N1. Ela publicou uma foto no hospital com uma máscara no rosto e fez um alerta sobre a virose. "Eu já estava há 1 semana com H1n1 e não sabia. Fica meu alerta pra vocês aí estarem espertos e fazerem exames, tudo certinho! Porque os sintomas não são iguais para todo mundo (depende muito da sua imunidade), e você pode estar precisando de remédios e repouso e nem sequer está ciente disso. E ainda por cima, nem todos os hospitais pedem para você fazer o exame dessa gripe. Você precisa investigar e aprofundar exigindo essa pesquisa", disse ela. "Eu estava fazendo minha rotina normal e poderia estar contaminando outras pessoas sem saber e querer, porque não tive um sintoma que me derrubasse por completo, fisicamente estava 'ótima', salvando de febre que tive (que passou depois que tomei um Tylenol) no domingo à noite e um pouco de dor no corpo e uma tosse seca, mas achava que podia ser uma virose que peguei do meu pequeno, enfim, só para alertar vocês através da minha experiência", finalizou.

Maternidade na Chapada Diamantina recebe investimentos de R$ 4,5 milhões

  • Redação
  • 27 Abr 2019
  • 20:11h

(Foto: Divulgação)

A Chapada Diamantina vai receber uma nova maternidade com a requalificação do Hospital Frei Justo Venture, em Seabra. De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, cerca de R$ 4,5 milhões serão investidos para a implantação, que contará com 20 leitos de internação. As obras devem ser finalizadas dentro de um ano. A unidade contará com uma sala de parto cirúrgico, uma sala com dois leitos de observação pré-parto cirúrgico e uma sala de cuidados para o recém-nascido com dois leitos. O atendimento deve abranger os municípios de Abaíra, Boninal, Novo Horizonte, Souto Soares, Palmeiras e Seabra. O atendimento será feito 24 horas por dia, e sete dias por semana. Até 2015, o Frei Justo Venture funcionava como um hospital geral, com gestão dupla, de natureza privada e sem fins lucrativos. Em 2016, foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual em razão de sua estrutura física já desgastada, incapaz de atender às normas vigentes. Desse modo, foi necessária a desapropriação do imóvel pelo poder público para o inicio das obras de requalificação do equipamento.

Campanha contra aftosa começa em 1° de maio; meta é Bahia com status de zona livre

  • Redação
  • 24 Abr 2019
  • 17:35h

(Foto: Reprodução)

Produtores da Bahia devem vacinar os rebanhos de bois e búfalos contra a febre aftosa. A 1ª etapa começa no dia 1° de maio. O período vai até o dia 31 de maio. Nesta fase, os animais devem ser imunizados em qualquer idade. O produtor também deve declarar todo o rebanho à Adab [Agência de Defesa Agropecuária da Bahia]. De acordo com o diretor de Defesa Sanitária Animal, Rui Leal, com os rebanhos imunizados o objetivo é conseguir o status para a Bahia de zona livre sem vacinação, a partir de 2021. Para este ano, a dose da vacina foi reduzida para 2 ml, ante 5 ml do ano passado. A Bahia conta com cerca de 10 milhões de cabeças e mais de 261 mil produtores. Os produtores têm até 15 dias para declarar a vacinação à ADAB pela internet (www.adab.ba.gov.br) ou nos postos da agência distribuídos pelo estado. Conforme a agência, a mudança da dose é uma exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para minimizar as reações que ocorriam no local de aplicação da vacina. Para isso, foi retirada também da composição, a substância Saponina (apontada por alguns especialistas como responsável pelas reações vacinais no local da aplicação). Além disso, as vacinas anteriores eram do tipo trivalente, protegendo os rebanhos contra os sorotipos A, O e C do vírus da Febre Aftosa. Como o sorotipo C foi considerado extinto no mundo, a vacina produzida passa a ser bivalente, com antígenos para os tipos A e O do vírus da Febre Aftosa. A vacinação completa dos rebanhos é considerada importante para que a Bahia garanta o status de zona livre de aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), pelo 18º ano consecutivo. São 22 anos livre da doença.  A febre aftosa é uma doença viral, com alto poder de contágio. Pode ser passada pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas, assim como no contato entre animais doentes e sadios. Ele afeta animais de casco fendido, como os bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. 

Usuários do Sistema de Saúde já podem consultar os resultados de exames laboratoriais do LACEN pelo site oficial da Prefeitura de Brumado

  • Ascom | PMB
  • 24 Abr 2019
  • 10:57h

(Divulgação)

Sempre buscando modernizar e dar uma dinâmica constante aos serviços na área de saúde pública, a administração municipal de Brumado vem apresentando importantes avanços que vêm solidificando ainda mais o conceito do município de ser referência regional do setor. Buscando sempre inovar em suas ações, tendo como exemplo as grandes cidades do país, a partir de agora, os usuários da rede pública municipal de saúde em Brumado irão ter acesso, de forma quase que instantânea, aos resultados dos exames laboratoriais, através do site da prefeitura. O objetivo é trazer mais conforto, comodidade e dar condições ao paciente de acessar e imprimir, via online, os resultados de exames em qualquer computador ou localidade. Para obter o resultado do exame, basta o paciente entrar no sistema pelo endereço eletrônico www.brumado.ba.gov.br e clicar no ícone Resultados Exames LACEN.  

Novo Código de Ética permite que médicos deem prontuário à Justiça sem autorização

  • Redação
  • 23 Abr 2019
  • 19:30h

(Foto: Divulgação)

O novo Código de Ética Médica, apresentado nesta terça-feira (23) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), permite que o médico entregue à Justiça o prontuário do paciente, contendo os medicamentos usados, resultados de exames e diagnósticos de problemas de saúde, mesmo sem autorização do paciente. As novas regram passam a valer no dia 30 de abril. Segundo o Estadão,  o novo Código põe fim a um impasse vivido pela classe médica, quando decisões judiciais determinavam a obrigação do profissional entregar informações dos pacientes, mesmo que eles não concordassem. "Havia um impedimento ético da entrega dos documentos. Agora isso pode ser feito, mas apenas para a Justiça e  em casos específicos", defendeu o corregedor do Conselho Federal de Medicina, José Vinagre, ao Estadão. Vinagre afirmou ainda que o prontuário também pode ser entregue à Justiça nos casos em que o documento for essencial para a defesa do médico.

'Há intensificação do uso e insuficiência no controle', diz promotora sobre agrotóxicos

  • Gabriel Amorim
  • 23 Abr 2019
  • 10:15h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

“Há uma intensificação do uso e uma insuficiência no controle dos agrotóxicos”. A declaração é da promotora de justiça Luciana Khoury, que coordena o Fórum Baiano de Combate aos Impactos Agrotóxicos. O grupo realizou uma reunião nesta segunda-feira (22), para debater o resultado de uma pesquisa que aponta a contaminação das águas de 271 municípios baianos. Para a promotora, a divulgação deste tipo de informação é fundamental para a população. “Para o fórum não existe uso seguro de agrotóxico. E é preciso alertar a população sobre o risco que se corre, até para que saibam se estão dispostos a correr o risco”, pontuou Luciana Khoury. O fórum, que existe desde 2012, é constituído de órgãos públicos estaduais e federais; universidades; ministérios públicos e entidades da sociedade civil. As pastas se reunem para estudar o assunto em seus vários aspectos. Em outubro, será divulgado um dossiê com estudos e informações para a população sobre o uso de agrotóxicos.

A promotora não concorda com o argumento de que o controle do uso de agrotóxicos no Brasil é rigoroso. “Existem mais de 500 agrotóxicos registrados e a nossa lei só monitora 27. Nossos parâmetros são muito permissivos se comparados com os europeus. Tem substâncias que já foram banidas em seus países de origem, de fabricação, e continuam permitidas no Brasil”, destacou.

 

A informação da contaminação é fruto de uma investigação conjunta pela ONG Repórter Brasil, da Agência Pública e da organização suíça Public Eye. Elas são parte do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua) do Ministério da Saúde. O estudo detectou em 1.396 municípios brasileiros todos os 27 pesticidas.

 

Embasa nega contaminação

Nesta segunda-feira (22), a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) emitiu uma nota e negou que as águas dos municípios baianos estejam contaminadas. O órgão disse que os níveis de agrotóxico detectados nas amostras dos municípios citados na pesquisa "estão bem abaixo do Valor Máximo Permitido (VMP) pelo Ministério da Saúde" e que a presença de agrotóxico não é sinônimo de água contaminada.

 

Segundo o órgão, em Mucugê, por exemplo, é realizado monitoramento semestral das águas há pelo menos 7 anos, sem que tenha sido detectada qualquer contaminação. O município foi apontado como um dos que teria a água em pior condição.

 

O monitoramento, segundo a Embasa, é feito pela empresa Bioagre, líder de mercado neste tipo de análise na América Latina. “Nos causou bastante estranheza as informações, é preciso ver a forma como esses dados foram coletados. Em sete anos monitorando, nunca foi detectado nada”, explica o coordenador executivo do agropolo Mucugê/Ibicoara, Evilásio Fraga.

 

Segundo o especialista, para se constituir o agropolo, é necessário possuir uma licença concedida pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Ele diz que, para funcionar, precisa cumprir alguns requisitos - entre eles, o monitoramento da água. Assim como destacou a Embasa, o diretor também chamou atenção para a necessidade de considerar os limites permitidos em lei na hora de consolidar dados como os apresentados na pesquisa.

 

“Você fazer um exame de sangue e o exame dizer que você tem colesterol não significa que seu colesterol está num nível que vai danificar a sua saúde”, comparou.

 

Para a Embasa, os parâmetros relativos aos níveis permitidos foram desconsiderados pela pesquisa. “No período considerado na investigação (2014-2017), os equipamentos e procedimentos utilizados nas análises da Embasa indicavam com precisão a presença quase nula, ou em concentração inferior ao VMP, de 23 das 27 substâncias de agrotóxicos monitoradas nas análises", disse por meio de nota.

 

A Embasa disse ainda que, no ano passado, laboratórios terceirizados foram contratados para verificar com maior precisão a presença das outras quatro substâncias. Os resultados apresentados atestaram que a água distribuída pela empresa estava dentro da norma que determina os parâmetros de potabilidade da água no Brasil.

 

A Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) também emitiu uma nota e se disse surpresa com as informações da pesquisa. “São mais de trinta pontos de análise por campanha, compreendendo as águas superficiais e subterrâneas e sedimentos. Assim, nos causa surpresa a afirmação da contaminação das águas do município de Mucugê, bem como outros municípios da Bahia”, destaca o documento.

 

A Faeb também destaca o posicionamento da Câmara Técnica de Controle de Qualidade de Água (CTCQA) vinculada à Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe).

 

"Tivemos conhecimento que a CTCQ  também repudiou a pesquisa, manifestando sua indignação frente ao pânico nacional gerado pela divulgação precipitada de uma avaliação equivocadamente realizada com base nos dados brutos de qualidade da água fornecidos ao longo dos anos pelas Companhias de Saneamento para preenchimento dos campos do Sisagua", pontuou.

 

Segundo a federação, o cenário apresentado em relação aos agrotóxicos presentes na água de consumo humano não condiz com a realidade brasileira.

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Deputadas baianas ressaltam possíveis prejuízos com PL de 'Licença-menstruação'

  • BN
  • 23 Abr 2019
  • 07:17h

(Foto Ilustrativa)

A criação de uma lei da 'Licença-menstruação' pode trazer prejuízos ou mais dificuldades para a mulher no mercado de trabalho na visão das deputadas federais da Bahia Lídice da Mata (PSB) e Dayane Pimentel (PSL). As deputadas se referem ao projeto de lei do deputado federal Carlos Bezerra (MDB-MT), que quer acrescentar ao artigo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a possibilidade de afastamento das trabalhadoras mulheres do trabalho por até três dias por mês durante o período menstrual. Lídice acredita que a intenção do deputado foi positiva, mas fez ressalvas para que o texto, que inicialmente vem no sentido de beneficiar as trabalhadoras, acabe se tornando motivo ou desculpas para empregadores não contratarem mão de obra feminina. 

"Se o empregador começar a dizer: 'Não, não quero contratar mulher porque ela tem direito a essa licença, todo mês eu perco'. Aí pode gerar alguma dificuldade", disse Lídice, ao defender a necessidade de deixar claro no texto a possibilidade da mulher compensar os dias faltosos.

Já a deputada federal Dayane Pimentel acredita que a lei não é necessária. Assim como Lídice, a parlamentar justificou que a lei pode colocar mais empecilhos à contratação de mulheres.

"Esse projeto pode onerar ainda mais as empresas que sofrem já com a pesada carga tributária, e esse trabalho não realizado por uma mulher em período menstrual será realizado por outra mulher que não esteja no período ou por um homem", argumentou Dayane.

Ao reconhecer a necessidade de algumas mulheres que durante o período menstrual acabam sofrendo com fortes cólicas, enxaquecas, inchaços, fraqueza e até desmaios, Lídice defendeu o texto, mas também a necessidade de atestado médico. "Nessas situações eu acredito que deve ter a licença sim, o direito a licença, e poder recompensar em outro momento no trabalho as horas não trabalhadas", completou a deputada.

O texto da PL 1143/2019, do deputado Carlos Bezerra, ressalta dados de uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, no ano de 2016. A matéria intitulada de "Empresa britânica adota licença remunerada no período menstrual" traz dados e relatos de especialistas em ginecologia.

Segundo o emedebista, a proposta garante à mulher "um maior conforto diante das alterações que seu corpo sofre nesse período". Em relação ao empregador o projeto assegura que ele "poderá exigir a compensação das horas não trabalhadas".

"Assim, podemos afirmar com convicção, não haverá nenhum prejuízo para a empresa. Ao contrário, pois a empregada estará afastada no período de menor produtividade, fazendo a compensação quando sua produtividade tiver voltado ao normal", diz ainda o texto do PL.

O texto está sob análise e aguardando designação de relator na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) na Câmara dos Deputados. 

 

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