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Campanha de vacinação contra gripe tem início antecipado para 10 de abril na Bahia

  • 01 Abr 2019
  • 15:11h

Foto: Valdo Leão/Secom

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe na Bahia, que começaria em 15 de abril, foi antecipada para o dia 10, segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). De acordo com a pasta, a medida foi adotada depois de articulações feitas entre o Instituto Butantã, a Fundação Oswaldo Cruz e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A campanha segue até o dia 31 de maio, em todos os municípios do estado. O dia D de mobilização nacional acontecerá no dia 4 de maio. Na mobilização nacional, além dos postos de saúde, pontos de vacinação móveis serão instalados em diversos locais estratégicos, como supermercados e shoppings. Neste ano, segundo a Sesab, a campanha contra a influenza chega à 21ª edição. O objetivo é reduzir as complicações, internações e mortalidade, decorrentes das infecções trazidas pelo vírus da influenza. O público-alvo do estado neste ano é formado por mais de 4 milhões (4.046.626) de pessoas dos grupos prioritários. A meta da Sesab é vacinar 90% deste público, ou seja, 3,6 milhões de indivíduos. Este ano teremos uma mudança na vacinação das crianças, que agora podem se vacinar de seis meses até 5 anos 11 meses e 29 dias. Além disso, serão vacinados idosos com 60 anos ou mais; gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores; povos indígenas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Outras vacinas também serão oferecidas às crianças para a atualização do calendário vacinal, de acordo com a Sesab.

Vacina da febre amarela pode proteger contra zika, indica estudo brasileiro

  • 01 Abr 2019
  • 13:09h

(Foto: Divulgação)

Enquanto cientistas do mundo correm em busca de uma vacina contra o vírus Zika, pesquisadores no Rio de Janeiro constataram que a resposta pode estar em uma vacina amplamente disponível, testada e adotada mundialmente: a da febre amarela. "Talvez a solução estivesse na nossa frente o tempo todo", diz o médico Jerson Lima Silva, professor do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos coordenadores de estudo divulgado na segunda-feira (25). Conduzida por dezesseis pesquisadores da UFRJ e da Fundação Oswaldo Cruz, a pesquisa concluiu que a vacina da febre amarela protegeu camundongos da infecção do vírus em laboratório, reduzindo a carga do vírus no cérebro e prevenindo deficiências neurológicas. "Apareceu como um ovo de Colombo", diz Silva, referindo-se à expressão que descreve uma solução complexa que, depois de demonstrada, parece óbvia. "Nossa pesquisa mostra que uma vacina eficiente e certificada, disponível para uso há diversas décadas, efetivamente protege camundongos contra infecção do vírus Zika", diz o estudo, publicado online que ainda precisa passar pelo processo de revisão por pares exigido por periódicos científicos, que têm um trâmite demorado. Esse sistema de publicação é adotado para disponibilizar rapidamente resultados iniciais de pesquisas à comunidade científica internacional. A corrida por uma vacina contra a zika começou em 2016, quando se comprovou a suspeita de que a doença recém-chegada ao Brasil, até então considerada inofensiva, era a causa do surto de bebês que nasciam com microcefalia e malformações neurológicas - conjunto de sintomas hoje designado como síndrome da zika congênita.O surto levou o governo brasileiro e a Organização Mundial da Saúde a decretarem situações de emergência, posteriormente suspensas. Além dos graves problemas que pode causar nos bebês durante a gestação, a zika é associada ao surgimento da síndrome de Guillain-Barré em adultos.

Remédios podem ficar até 4,33% mais caros a partir desta segunda-feira

  • Agência Brasil
  • 01 Abr 2019
  • 09:05h

O preço dos remédios vendidos no país pode aumentar até 4,33% a partir desta segunda-feira (01). O valor, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ficou acima da inflação de 2018, que fechou o ano em 3,75%.De acordo com o Ministério da Saúde, o percentual é o teto permitido de reajuste. Cada empresa pode decidir se vai aplicar o índice total ou menor. Os valores valem para os medicamentos vendidos com receita. Ainda segundo a pasta, o cálculo é feito com base em fatores como a inflação dos últimos 12 meses – o IPCA, a produtividade das indústrias de remédios, o câmbio e a tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos publica, todo mês, no site da Anvisa, a lista com os preços de medicamentos já com os valores do ICMS – o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, que é definido pelos estados. As empresas que descumprirem os preços máximos permitidos ou aplicarem um reajuste maior do que o estabelecido podem pagar multa que varia de R$ 649 a R$ 9,7 milhões.

Casos de dengue crescem 264% em 2019, diz Ministério da Saúde

  • 26 Mar 2019
  • 15:55h

Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde

Os casos de dengue cresceram 264% em 2019, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25). O balanço sobre os casos da doença no Brasil foi feito entre dezembro de 2018 e março de 2019. Foram registrados 229.064 casos nas primeiras 11 semanas de 2019 (até 16 de março). No mesmo período de 2018 foram registrados 62,9 mil caso de dengue. O Distrito Federal e os estados do Acre, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso do Sul foram os que registraram aumento do número de casos da doença. Todos registraram taxa de incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes, com destaque para o Tocantins, com incidência de 602,9 casos/100 mil habitantes. Também houve um aumento de 67% no número de mortes pela doença, passando de 37 para 62 mortes em comparação com 2018. O estado de São Paulo, com 31 óbitos, é o que registrou o maior número de mortes pela doença no país.

Ministério da Saúde quer que empresas exijam carteira de vacinação em entrevistas de emprego

  • Lara Curcino
  • 23 Mar 2019
  • 11:11h

Lara Curcino

O Ministério da Saúde vai passar a exigir que empresas analisem também a carteira de vacinação em entrevistas de emprego. A proposta consta no texto de um projeto de lei que a pasta deve encaminhar ao Congresso em breve.A expectativa com o texto é reverter os baixos índices de cobertura vacinal em crianças e adultos no Brasil, o que tem causado prejuízos para o país, como a perda de certificado de eliminação do sarampo, ocorrida na última terça-feira (19). Além da determinação para empregos, a ideia do projeto de lei é também exigir a apresentação da carteira no momento da matrícula dos estudantes em escolas.

Bem-estar: conheça os benefícios da meditação e do yoga

  • A Tarde
  • 22 Mar 2019
  • 19:09h

Práticas como meditação e yoga podem auxiliar no tratamento de diversas doenças, além de proporcionar bem estar. As duas atividades promovem relaxamento e favorecem a busca ao auto-conhecimento. Essas atividades têm sido cada vez mais recomendadas por profissionais de saúde e, recentemente, estão sendo difundidas nas redes sociais por influenciadores digitais e famosos. No youtube, por exemplo, é possível acessar diversos tutoriais, meditação guiada e até mesmo aulas virtuais de yoga. Cada vez mais pessoas têm tido problemas com ansiedade e depressão. De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será até 2020, o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo. Um levantamento realizado no ano de 2018, também pela OMS, constatou que o Brasil está no topo do ranking da América Latina, com 9,3% da população manifestando o quadro.

Tratamentos

Essas doenças possuem tratamentos com mediamentos e acompanhamento médico, mas agregado a isso, os pacientes também podem procurar atividades que auxiliem no tratamento. Mas yoga e meditação não só auxiliam como também podem prevenir doenças, como explica a professora de yoga, Larissa Medeiros, 26 anos, que exerce a profissão desde 2018. "Possui uma atuação preventiva, pois ao cuidarmos da mente e do corpo, prevenimos diversas doenças atuais relacionadas à hiperestimulação, por exemplo.", informou a professora, que também ressaltou que "uma das principais intenções do Yoga é o autoconhecimento, o voltar-se para si próprio(a)."

Ansiedade

Como a ansiedade costuma ser a causadora do pensamento acelerado e traz diversos problemas e crises, a yoga pode contribuir no tratamento dessa causa. "Com o trabalho respiratório, atuamos nessas funções de maneira geral e acessamos a conexão que existe entre a respiração, as emoções e a mente. Ao interferirmos diretamente no ritmo respiratório, trabalhamos indiretamente no padrão mental, buscando aquietar a mente", destacou Larissa. Noé Gouguenheim, 24 anos, pratica meditação e yoga há aproximadamente cinco anos e diz que começou a praticar a atividade por influência de sua mãe, que pratica há 15 anos. Ele, que é estudante de administração, comentou um pouco sobre sua experiência com as duas práticas. "Mudou tudo, é realmente uma ferramenta de mudança completa.", disse. Além disso, Noé também pontuou que com o início da prática, parou de beber, de fumar. Para ele, a yoga deve ser aplicada em instituições de ensino. "É uma ferramenta que poderia ser implementada nas escolas e fazer uma diferença muito grande na vida dos jovens", frisou Noé. Já André Lyrio, 32, agente de pesquisas do IBGE, começou a meditar, inicialmente numa prática coletiva, devido ao transtorno de ansiedade. "Isso me despertou a necessidade de fazer algo por mim", contou. Segundo ele, a meditação coletiva lhe proporcionou uma sensação de relaxamento. "Depois que terminou era uma sensação como se eu estivesse extremamente relaxado, como se eu tivesse tirado todos os pesos da minhas costas, todas as preocupações. Não é que tudo sumiu, mas é que de repente tudo pesou menos", recordou. Tanto André Lyrio, como Noé Gouguenheim, indicam a meditação para todas as pessoas.

Novo material pode substituir transplante de medula, diz estudo

  • G1
  • 19 Mar 2019
  • 19:07h

Foto: Pixabay

Cientistas da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia na Rússia desenvolveram nanomateriais capazes de restaurar a estrutura interna dos ossos danificados devido à osteoporose e osteomielite e potencialmente substituir o transplante de medula óssea. Um revestimento bioativo especial do material ajudou a aumentar a taxa de divisão das células ósseas em 3 vezes. No futuro, o material pode permitir o abandono do transplante de medula óssea e os pacientes não precisarão mais esperar pelo material doador adequado. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica "Applied Surface Science" e divulgado nesta terça-feira (19). Doenças como osteoporose e osteomielite causam alterações degenerativas irreversíveis na estrutura óssea. Tais doenças requerem tratamento complexo sério e muitas vezes cirurgia e transplante da medula óssea destruída. O material do doador deve ter um número de indicadores de compatibilidade e até mesmo o grau de parentesco com o doador não pode garantir total compatibilidade. O material é baseado em nanofibras de policaprolactona, que é um material auto-dissolúvel biocompatível. Anteriormente, o mesmo grupo de pesquisa já havia trabalhado com esse material: ao adicionar antibióticos às nanofibras, os cientistas conseguiram criar ataduras curativas não-mutáveis. "Se queremos que o implante funcione, não apenas a biocompatibilidade é necessária, mas também a ativação do crescimento celular natural na superfície do material. A policaprolactona, como tal, é um material hidrofóbico, ou seja, as células se sentem desconfortáveis ??em sua superfície. Elas se agregam na superfície lisa e se dividem extremamente devagar", disse Elizaveta Permyakova, uma das pesquisadoras do estudo. Para aumentar a hidrofilicidade (a afinidade do material com água), uma fina camada de filme bioativo constituído de titânio, cálcio, fósforo, carbono, oxigênio e nitrogênio foi depositado sobre ele. A estrutura das nanofibras idênticas à superfície celular foi preservada. Estes filmes, quando imersos em um meio salino especial, cuja composição química é idêntica ao plasma sanguíneo humano, são capazes de formar em sua superfície uma camada especial de cálcio e fósforo, que em condições naturais forma a parte principal do osso. Devido à semelhança química e à estrutura das nanofibras, o novo tecido ósseo começa a crescer rapidamente nesta camada. Mais importante, as nanofibras de policaprolactona se dissolvem uma vez que cumprem suas funções. Apenas o novo tecido "nativo" permanece no osso. Na parte experimental do estudo, os pesquisadores compararam a taxa de divisão de células ósseas osteoblásticas na superfície do material modificado e não modificado. Verificou-se que o material modificado possui uma elevada hidrofilicidade. Em comparação com o material não-modificado, as células em sua superfície pareciam claramente mais confortáveis ??e se dividiam três vezes mais rápido. Segundo os cientistas, tais resultados abrem grandes perspectivas para novos trabalhos com nanofibras de policaprolactona modificada como alternativa ao transplante de medula óssea.

Pesquisadores da Fiocruz desenvolvem teste que custa R$ 1 para detectar zika em menos de uma hora

  • 15 Mar 2019
  • 16:05h

Foto: Pixabay/Divulgação

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco desenvolveram uma técnica mais barata e mais rápida para detectar o vírus da zika. Depois de cinco meses de pesquisa, foi desenvolvido um teste que custa R$ 1 e apresenta resultados em menos de uma hora. O padrão utilizado atualmente, o PCR, tem custo unitário de R$ 40 e mostra resultados após cinco horas. De acordo com o estudante Seferino Jefferson, autor da pesquisa, a tecnologia não necessita o uso de equipamentos complexos ou caros para apresentar o resultado. “Queríamos chegar a um método que não precisasse de tanta complexidade para diagnosticar a doença e chegamos a esse resultado. Cada teste custa R$ 1 e o resultado pode ser visto a olho nu”, diz o pesquisador. Chamada de amplificação isotérmica mediada por alça, a técnica mistura agentes moleculares com o material genético do indivíduo em teste. O método também diminui o tempo de obtenção dos resultados em relação à técnica PCR. “Os reagentes do nosso teste mostram [resultados] em pouco mais de 20 minutos”, afirma Jefferson. Para chegar ao resultado, foram utilizadas 60 amostras de mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus. Os insetos foram infectados naturalmente ou em laboratório com os vírus da zika, denguefebre amarela e chikungunya. Na próxima etapa da pesquisa, o grupo pretende concluir os testes com amostras humanas. O orientador da pesquisa, Lindomar Pena, conta que o método também apresenta mais sensibilidade. “Em alguns casos em que o vírus da zika não foi detectado pela PCR, nós conseguimos detectar através desse teste”, afirma o professor. O método, no entanto, apresenta resultados específicos para zika e não apresentou reação cruzada para outras arboviroses. “Vamos patentear para disponibilizar ao público. A nossa expectativa é de que a população possa utilizar esse método nos próximos anos”, declara Pena.

Os 3 irmãos que decidiram retirar o estômago para evitar câncer

  • G1
  • 09 Mar 2019
  • 15:21h

Foto: Arquivo Pessoal/BBC

Três irmãos decidiram retirar o estômago após descobrir que eram portadores de um gene cancerígeno - e de terem perdido a mãe e uma irmã em decorrência do câncer de estômago.Tahir Khan, de 44 anos, Sophia Ahmed, de 39 anos, e Omar Khan, de 27 anos, de Walsall, na Inglaterra, foram submetidos à cirurgia após passarem por uma bateria de exames no Hospital Addenbrooke, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Eles dizem que a operação salvou suas vidas e "eliminou" o risco de desenvolverem a doença. No entanto, descobriu-se agora que a filha de Tahir carrega o mesmo gene. A mãe deles, Pearl Khan, tinha 49 anos quando morreu, há 16 anos, seis meses após ser diagnosticada. Já a irmã, Yasmin Khan, morreu há seis anos, aos 32. "A gente nem sequer pensava em testes genéticos naquela época, mas a Sophia foi muito persistente e conversou com a Cancer Research UK para nos examinar", disse Tahir. Além de Sophia, Omar e Tahir, outra irmã deles, Tracy Ismail, de 49 anos, também fez o exame. O processo todo - de triagem e testes - nos quatro irmãos levou de cerca de 12 meses a três anos.

Justiça determina inclusão de remédios à base de cannabis na lista do SUS

  • 08 Mar 2019
  • 17:06h

Foto: Ronaldo Gomes/EPTV

A Justiça Federal determinou que medicamentos à base de Canabidiol (CBD) e Tetraidrocanabinol (THC), já registrados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), sejam incluídos pela União na lista dos remédios ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As informações são do Ministério Público Federal (MPF) na Bahia, na quinta-feira (7). Conforme informou o MPF na Bahia, a sentença de 18 de fevereiro deste ano é fruto de três ações ajuizadas pelo MPF no município de Eunápolis, no sul da Bahia. Duas das pessoas que entraram com a ação pretendiam garantir o tratamento com base nestes fármacos para dois pacientes, enquanto a última ação, de natureza coletiva, buscava a defesa do direito à saúde, como apontados nos artigos 196 a 200 da Constituição Federal. Além da inclusão dos medicamentos, a sentença determina que a União incorpore remédios que vierem a ser registrados posteriormente e oferecê-los regularmente à população, baseado em prescrição e relatório médico, desde que as alternativas já disponibilizadas pelo SUS não surtam efeitos no paciente. De acordo com a decisão, não possibilitar o acesso dos pacientes ao medicamento ou tratamento de que necessitam, cujo o valor não podem arcar, é frustrar a determinação constitucional de permitir o acesso de todos aos serviços de saúde e ter uma vida digna. Ainda segundo a Justiça, o fato de o medicamento não integrar a lista do SUS não pode, por si só, ser impedimento para o fornecimento ao paciente. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 100 mil da União para garantir a compra dos medicamentos para cada paciente, de acordo com a prescrição médica. O medicamento deverá ser fornecido até que ele ou outro fármaco compatível de eficácia comprovada esteja disponível à população pelo SUS. A União tem o prazo de 30 dias para o cumprimento da decisão, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

Após falhas, Ministério da Saúde suspende distribuição de autoteste de HIV

  • 08 Mar 2019
  • 10:12h

Foto: Caroline Aleixo/G1

O Ministério da Saúde suspendeu a distribuição de autotestes de HIV após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) detectar falhas nos kits usados. Segundo o ministério, a falha poderia implicar na impossibilidade de interpretação do resultado.O pedido de teste pela Anvisa foi feito pelo próprio ministério depois de relatos de falha em dois lotes dos kits. Cada lote contém 4 mil autotestes.Os kits de autoteste estavam sendo usados em 14 municípios: Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Manaus, São Paulo, Campinas, Santos, Piracicaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo.O ministério orienta que quem tenha feito o teste com o kit cheque a linha de controle, que determina resultado positivo ou negativo. Caso esteja ausente, o teste é inválido e a pessoa deve procurar o local onde retirou o autoteste para realizar um exame alternativo.A Anvisa realizará novos testes em outros lotes dos kits.

Homem troca todo o sangue, que ficou branco de tanta gordura

  • 08 Mar 2019
  • 09:11h

Foto: American College of Physicians

O doutor Philipp Köhler, especialista em medicina de emergência, disse que nunca tinha visto um caso como este.Köhler trabalha no Hospital Universitário de Colônia, na Alemanha, onde um paciente chegou sentindo náuseas, vômito e dor de cabeça.Além disso, seu estado de alerta diminuía aos poucos.O homem, de 39 anos cuja identidade não foi revelada, sofre de diabetes, mas nos dias anteriores à ida ao hospital não tinha tomado seus remédios de uso contínuo.De acordo com o relato do caso, publicado nesta semana na revista "Annals of Internal Medicine", o homem foi submetido imediatamente a um tratamento intensivo, onde os testes revelaram que seu sangue tinha "síndrome de hiperviscosidade devido ao nível extremamente alto de triglicérides".Uma das coisas que mais chamou a atenção dos médicos foi a cor do sangue do paciente."Inicialmente, o tom era mais claro que o sangue venoso escuro normal", diz Köhler. "Parecia mais sangue arterial, mas com um brilho branco.""Após a sedimentação, uma parte branca se separou do sangue saudável, que permaneceu na parte inferior (do recipiente)."Köhler disse ao site Live Science que o sangue adquiriu uma "cor leitosa".Os triglicérides são um tipo de gordura que vem de alimentos como a manteiga e óleos, embora níveis elevados possam ter outras causas, como doenças genéticas, obesidade, uso de drogas ou álcool e cigarro em excesso.Em casos como este, os médicos usam uma máquina para retirar a gordura do sangue e, assim, reduzir sua viscosidade.No entanto, a situação deste paciente era tão extrema que os filtros para sugar a gordura entupiram diversas vezes.Os médicos tiveram de agir rapidamente para remover o excesso de gordura, restaurar o pH do sangue e, assim, estabilizar o paciente."Tivemos de procurar alternativas", disse Köhler à BBC Mundo.Assim, ao ver que o procedimento padrão falhou, Köhler e sua equipe recorreram à flebotomia, isto é, extrair o sangue e substituí-lo por sangue de um doador."Não tivemos escolha", diz Köhler. "Precisávamos levar o paciente a um estado em que os procedimentos padrão para remover os lipídios do sangue fossem novamente possíveis".A técnica funcionou e eles conseguiram baixar os níveis de triglicérides do paciente."Até onde sabemos, este é o primeiro caso de hipertrigliceridemia severa que precisou de flebotomia para salvar o paciente depois que o procedimento padrão falhou", diz Köhler.

O perigo dos remédios falsos e 'curas milagrosas' que inundam a internet

  • G1
  • 06 Mar 2019
  • 11:07h

Remédio — Foto: Unsplash

Um elixir milagroso para curar todos os males? Sim, "tão garantido quanto que o sol derrete o gelo". Esta é uma das promessas de panfletos que circulavam no século 19 e garantiam que certas poções tinham propriedades curativas. No caso de doenças relacionadas a parasitas, a solução era se livrar deles e, para conseguir isso, a pessoa tinha que tomar o elixir. Os efeitos prometidos eram verdadeiramente "mágicos". Um dos panfletos incluía o depoimento de Julie, uma mulher que assegurava ter perdido um membro que, após tomar a poção, "voltara a crescer". O tempo passou e a ciência avançou. As pesquisas mostraram que essas curas "mágicas" não existem. Certo? A questão é que pessoas que se aproveitam da necessidade dos outros sempre existiram - e essa realidade não mudou, apesar do fato de estarmos em 2019. Atualmente, a oferta é vasta: há quem ofereça soluções para perder peso, para cuidar da pele e até para substituir vacinas, só para citar algumas. A diferença no século 21, no entanto, é que essa mensagem sem base científica é propagada e amplificada pela internet. O caso de Britt Marie Hermes ilustra o poder das redes. "Eu era curandeira. Vendia remédios naturais e tratamentos pseudocientíficos. Me identificava como médica naturopata", diz ela. Tudo começou com a experiência infeliz que ela teve com um médico que consultou para cuidar da sua psoríase. Ele a tratou com displicência e ela decidiu buscar alternativas. Na internet, se identificou com o que encontrou. Havia pessoas que estavam na mesma situação e tudo o que ela lia fazia sentido. Havia recomendações relacionadas a práticas saudáveis, como o consumo de produtos orgânicos. Nada controvertido. Por que seria um problema? Muita gente acaba imersa nesse mundo usando o mesmo raciocínio. Tudo parecia tão lógico que ela decidiu se dedicar profissionalmente ao tema. "No começo, eu era ingênua, achava que, se o site fosse bem feito, era confiável", recorda. Mas um dia, seu chefe, que estava tratando uma pessoa com câncer, comentou que usaria um remédio que vinha do exterior, mas não havia chegado. "Certamente o FDA (órgão do governo americano que fiscaliza alimentos e remédios) reteve, mas não tem problema", teria dito. Naquele dia, ela decidiu abandonar o trabalho que vinha fazendo até então. Atualmente, Hermes aproveita o potencial multiplicador da internet e se dedica a combater os "charlatães" que oferecem seus serviços na rede. O objetivo dela é "hackear" esses grupos usando palavras-chave e técnicas de marketing digital para que suas informações apareçam no topo das pesquisas do Google. Ela tem uma vantagem: sabe como esse mundo funciona, então, entende qual é a forma mais eficaz de chegar às vítimas em potencial na rede. Há também aqueles que se dedicam a expor as falhas dos "remédios" que não têm base científica. Este é o caso de Myles Power, químico por formação e youtuber cético nas horas vagas. O canal dele tem 126 mil inscritos e seus vídeos já foram vistos mais de 13 milhões de vezes. "Consegui desmentir as pessoas que dizem que a Aids não existe. Outra coisa é um creme chamado 'pomada negra', quem a promove garante que é capaz de curar o câncer. É uma substância que pode abrir buracos nas pessoas", explica Power. "Mas acho que a pior coisa que está circulando no momento, é a 'solução mineral milagrosa'. Basicamente, é cloro. E é vendida como uma cura para o autismo", diz o químico. Ele afirma que é muito fácil ganhar dinheiro com a venda de "poções mágicas", que são muito populares. "Existem aqueles que têm um problema de saúde e estão com medo porque não querem morrer antes do tempo. Querem se curar e acreditam que assim vão conseguir". Outro elemento que explica o sucesso dos charlatães, particularmente em relação aos grupos que se opõem às vacinas, é o fator emocional. E aqui, novamente, tanto a internet quanto as redes sociais desempenham um papel fundamental. "Se você vê um amigo fazendo referência a um assunto no Facebook, é mais provável que você perceba a informação como confiável e dê uma chance para saber do que se trata", explica Naomi Smith, socióloga digital da Federation University Australia. É assim que o ciclo se forma, os membros do grupo - seja qual for o procedimento, a ideia ou a cura de que estão falando - se reforçam mutuamente. E apesar de verem o tempo passar e que não está funcionando, "a maioria está convencida de que, antes de se sentir melhor, sua condição vai piorar", diz Hermes. Além disso, há um elemento tecnológico que os charlatães têm usado para atingir mais pessoas nas redes sociais: o algoritmo. "Muitos conseguiram enganá-lo. No Facebook, por exemplo, eles começam a compartilhar fotos de gatos, algo terno e adorável. Fazem isso nove vezes e no décimo post, dizem que a Aids não existe e que não é necessário usar camisinha porque não é real", explica Power. "O Facebook pensa nas pessoas que curtiram os nove primeiros posts, e mostra a elas o décimo. Aqueles que veem, clicam. Então, o Facebook começa a mostrar também posts relacionados àqueles que negam a existência da Aids". Assim, as pessoas acabam inseridas em um círculo em que todos estão convencidos de que aquilo é verdade e replicam ideias que não têm base científica. Além disso, elas têm convicção absoluta de que a mensagem é verdadeira. "Se você mexer com a tribo, eles vão te atacar", destaca Power. Embora seja verdade que controlar a estratégia do algoritmo é um desafio, não significa que seja impossível dar visibilidade à ciência na internet. Esse tipo de falsificação existia muito antes da chegada da internet. É um problema social que requer uma solução social.

 

Cientistas relatam segundo caso de cura do HIV após transplante

  • 06 Mar 2019
  • 07:08h

Pesquisadores dizem que um homem de Londres parece estar livre do vírus da Aids após um transplante de células tronco. É o segundo caso de sucesso, depois que o "paciente de Berlin", Timothy Ray Brown, foi curado há quase 12 anos.Tais transplantes são perigosos e falharam em outros pacientes. As novas descobertas foram publicadas online nesta segunda-feira (4) pela revista Nature. Os detalhes serão divulgados em uma conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas em Seattle. O paciente de Londres não foi identificado. Ele foi diagnosticado com HIV em 2003. O homem desenvolveu câncer e concordou com um transplante de células-tronco para tratar essa doença em 2016. Seus médicos encontraram um doador com uma mutação genética que confere resistência natural ao HIV. O transplante mudou o sistema imunológico do paciente de Londres, dando a ele a resistência do doador ao HIV, segundo a Associated Press. Publicamente, os cientistas ainda se referem ao caso como uma “remissão de longo termo” e alguns não garantem que o vírus não irá retornar ao organismo do paciente. Mas muitos especialistas chamam de cura, segundo o “New York Times”, com a ressalva de que é difícil saber como definir a palavra quando há apenas duas instâncias conhecidas. Embora afirmem que o transplante não é uma opção viável para o tratamento da Aids, médicos acreditam que o caso do paciente de Londres é um grande avanço. "Isso vai inspirar as pessoas que a cura não é um sonho", disse Annemarie Wensing, virologista do Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, ao “NY Times”. "É alcançável."

Tem vacina para meningite meningocócica?

  • 04 Mar 2019
  • 16:06h

Há vacina para proteger contra a meningite meningocócica? Sim. Existem vacinas e são bastante eficazes. Vamos entender melhor.A meningite meningocócica é causada por uma bactéria chamada Neisseria meningitidis que é popularmente conhecida como meningococo. O meningococo tem 12 “tipos” diferentes, conhecidos como sorogrupos que são definidos por letras. Destes, 6 se destacam: A, B, C, W135, X e Y. Para nos proteger contra todos estes sorogrupos, existem hoje 3 vacinas: a que protege contra o meningococo C, contra o meningococo B e outra que nos protege dos ACWY. Nos últimos anos, o meningococo C foi o mais frequente no Brasil. Assim, com base nestes dados, esta vacina está contida no Programa Nacional de Imunização e é gratuitamente distribuída para todas as crianças. A primeira dose deve ser dada aos 3 meses de idade, a segunda aos 5 meses e uma dose de reforço depois de 1 ano de idade. Pode ser dada mais uma dose aos 4 anos. Aos 12-13 anos está indicado outro reforço. As vacinas ACWY e contra o meningococo B estão disponíveis em clínicas de imunização. A vacina ACWY segue o calendário da vacina contra o meningococo C, e a vacina contra o meningococo B deve ser dada em 3 doses ao longo do primeiro ano de vida, com intervalo de 2 meses entre as mesmas. Depois de 1 ano, deve-se fazer uma dose de reforço. Quem não fez as doses antes de 1 ano pode fazer 2 doses, com intervalo de 2 meses entre elas.

IMPORTANTE: os adolescentes são grupo de risco para meningite meningocócica e, por isso, devem receber as vacinas.

A meningite meningocócica se caracteriza pela inespecificidade com que os sintomas acontecem – no começo parece uma gripe com febre, mal-estar, vômitos e dor de cabeça – e pela rapidez com que o quadro evolui, com alto grau de letalidade. Em questão de horas a pessoa acometida pode morrer. Isso é que é o mais preocupante. O contágio pode se dar pelo ar; o que é igualmente relevante, pois basta estar no mesmo ambiente que a pessoa contaminada para ter uma chance de adoecer. Há alguns sinais de alerta para os quais devemos prestar atenção: a febre não necessariamente é alta. Pode ser baixa. Os vômitos em geral são em jato, como se saíssem “com força” do estômago. Dá muita dor de cabeça. As crianças ficam indispostas e sem vontade de fazer nada. Mais importante: podem surgir manchinhas arroxeadas pelo corpo. Este é um dos sinais de alerta mais significativos, pois significa que a doença está se disseminando e causando alteração na coagulação sanguínea. Meningite meningocócica é uma doença rápida e muitas vezes fatal. As vacinas são, de longe a melhor, mais segura e mais eficaz forma de proteção.