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Transplantes de órgãos na BA têm aumento de quase 20% no 1º semestre de 2018

  • G1
  • 25 Nov 2018
  • 13:06h

O número de transplantes de órgãos cresceu 19,5% na Bahia, no primeiro semestre deste ano. No total, foram feitos 55 operações, em comparação às 46 do mesmo período de 2017. balanço final do segundo semestre ainda não foi fechado, mas um dos transplantes do mês de novembro foi feito na sexta-feira (21), na cidade de Barreiras, oeste da Bahia. A decisão de doação partiu da família de Maurício Sá Telles, que perdeu o filho de apenas 3 anos. A criança deu entrada no Hospital do Oeste no dia 10 deste mês, após uma crise convulsiva.Ele teve morte encefálica – quando somente o cérebro para de funcionar – confirmada. A equipe médica consultou os pais e informou sobre os procedimentos, e a família concordou em doar os órgãos do menino. “As pessoas que podem viver, as crianças que podem viver através dele, a gente tem um conforto. É da vontade de Deus que a gente possa ajudar o próximo”, disse Maurício. A equipe responsável pelo transplante saiu de Salvador para fazer a retirada dos órgãos. Foram coletados os dois rins e as duas córneas. O médico Daniel Viriato explica que o procedimento de retirada e transplante é seguro. “Na Bahia, nós queremos ajudar ao próximo. Mas nós não temos a consciência de como fazer isso. Às vezes, nós não sabemos muito como que a gente pode fazer. A doação é uma coisa segura, tem um protocolo, que é um dos mais seguros do mundo. Nós passamos por dois médicos e um exame para fechar o diagnóstico de morte encefálica”, disse. De acordo com os médicos responsáveis pela remoção, os órgãos vão salvar a vida de quatro pessoas que estão na fila de doação. Os órgãos do filho de Maurício foram levados para a capital baiana em uma aeronave, acompanhados da equipe médica.Para a família que doou, o sentimento é de solidariedade. “Quem puder e tiver qualquer tipo de iniciativa é muito bom, porque faz a diferença. Talvez nem tanto a primeira vista para a família. Eu sei que tem crianças que estão no hospital há três anos, com a idade dele, que talvez esteja precisando de um rim para sair. Eu tenho certeza que talvez a alegria da mãe que vai receber é do tamanho da minha dor, ou maior", disse Maurício.

Saída de cubanos deixa unidades de saúde sem médicos; pacientes enfrentam filas e dificuldade para marcar consultas

  • 21 Nov 2018
  • 16:15h

Foto: Reprodução/RBS TV

Cidades pelo país começaram a sentir os reflexos da saída dos médicos cubanos que atuavam no Programa Mais Médicos. Pacientes encontraram postos sem médicos ou enfrentaram filas e atrasos no atendimento nesta quarta-feira (21).Em cidades como São PauloItapecerica da Serra (SP)Ponta Grossa (PR)Novo Hamburgo (RS), São Leopoldo (RS), Gravataí (RS), Cruzeiro do Sul (AC)Campinas (SP)São Miguel Arcanjo (SP) e Uberaba (MG), unidades de saúde estão sem médico.Profissionais cubanos que estavam em cidades do Paraná e do Rio Grande do Sul disseram que receberam um comunicado do governo cubano cancelando imediatamente os atendimentos dos médicos intercambistas no Brasil.A saída do Mais Médicos foi anunciada no dia 14 de novembro pelo governo cubano, sem informar até quando os médicos atuariam no programa. A previsão da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) é de todos voltem para Cuba até 12 de dezembro. Em Campinas, além de não encontrar médicos, pacientes não estão conseguindo agendar consultas.O mesmo acontece em São Miguel Arcanjo, cidade paulista com 33 mil habitantes. Maria Nilsen, moradora na área rural da cidade, foi até o posto para marcar uma consulta por causa de uma dor no braço. Após 15 minutos dentro da unidade, saiu desanimada. “Não tem médicos, e até arrumarem tudo não tem nem prazo”, disse.Dos 10 médicos que atuavam no programa Saúde da Família em São Miguel Arcanjo, sete eram cubanos. Dois brasileiros já tinham deixado o programa, e agora só há um profissional trabalhando. “Temos um prejuízo de consultas diárias que não vamos conseguir repor tão cedo”, disse a secretária de Saúde Katia Raskivicius.Na UBS do Jardim Analândia, em São Paulo, um aviso colado à parede informava sobre a falta de clínicos gerais. A dona de casa Rayane Pereira Rodrigues não conseguiu marcar consulta para a filha. “Não tem previsão para marcar, nem médico para atender bebês, nem paciente nenhum”, disse.

Governo publica edital com vagas para o Mais Médicos

  • 20 Nov 2018
  • 11:19h

O Ministério da Saúde publicou no "Diário Oficial da União"desta terça-feira (20) o edital com cerca de 8,5 mil vagas para o programa Mais Médicos. As vagas, abertas para substituir médicos cubanos, são para profissionais brasileiros e estrangeiros que tenham registro no CRM do Brasil.A publicação do novo edital faz parte de uma medida emergencial do governo brasileiro após o anúncio da saída de Cuba do programa, na semana passada. Nesta segunda-feira (19), o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que presidente Michel Temer determinou que o país tenha o menor impacto possível com a saída de médicos cubanos do programa.

Confira detalhes do edital:

  • Serão 8.517 vagas;
  • No primeiro edital, todas as vagas serão ofertadas aos médicos (brasileiros e estrangeiros) com registro no CRM do Brasil;
  • As inscrições estarão abertas a partir das 8h de 21 de novembro até as 23h59 de 25 de novembro, e deverão ser feitas pelo site maismedicos.gov.br;
  • No edital, é possível ver o número de vagas por município (confira a lista aqui)
  • No ato de inscrição, o profissional escolherá o município disponível para a atuação;
  • Os médicos devem inicar as atividades nos municípios a partir de 3 de dezembro; a data-limite é 7 de dezembro;
  • Se houver vagas remanescentes, um segundo edital será lançado em 27 de novembro com vagas para brasileiros formados no exterior e estrangeiros;
  • Para atuar no Mais Médicos, os profissionais sem CRM não precisarão fazer o Revalida. Eles poderão fazer o Revalida caso queiram exercer atividade também fora do programa.

Com saída de cubanos, 10 cidades na BA ficarão sem nenhum médico na assistência básica, diz Sesab

  • 17 Nov 2018
  • 07:12h

Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Dez cidades baianas, todas com menos de 40 mil habitantes, ficarão sem nenhum médico para atendimento na assistência básica com a saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, anunciada nesta semana pelo governo do país. O executivo estadual estima que a decisão vai afetar a vida de cerca de 3 milhões de pessoas, que ficarão sem assistência. A Bahia, que abriga 10% do total de médicos cubanos hoje no país, é o segundo estado que mais vai perder profissionais do Mais Médicos— fica atrás apenas de São Paulo, que tem 16% de todos os médicos de Cuba hoje no país. Atualmente, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), a Bahia possui 1.522 médicos do Programa Mais Médicos, que estão alocados em 363 dos 417 municípios. Deste total de profissionais, 846 são cubanos, que estão distribuídos em 317 municípios — há médicos também de países como México, Espanha e Angola. Os cubanos atendem, diariamente, 20,4 mil pessoas no estado — 326 mil mensalmente e 3 milhões anualmente. A estimativa do governo é que esses profissionais comecem a deixar o estado já a partir do dia 25 de novembro. Os municípios baianos onde só médicos cubanos trabalham na assistência básica e que perderão 100% dos profissionais são:

  • Apuarema (3 médicos)
  • Central (6)
  • Correntina (8)
  • Itagibá (3)
  • Lafaiete Coutinho (2)
  • Lajedão (2)
  • Nova Itarana (3)
  • Nova Soure (5)
  • Palmeiras (4)
  • Pedro Alexandre (6)

Do total de municípios que contam atualmente com o programa Mais Médicos na Bahia, em 99, o número de médicos cubanos representa mais de 50% do total de profissionais da atenção básica. Ainda conforme dados do governo local, 17 comunidades indígenas também ficarão sem assistência em todo o estado.

Governo diz que seleção de médicos brasileiros para substituir cubanos será neste mês

  • 16 Nov 2018
  • 14:11h

Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

O Ministério da Saúde informou na manhã desta sexta-feira (16) que a seleção de médicos brasileiros para ocuparem as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos do programa Mais Médicos ocorrerá ainda em novembro. Na última quarta (14), o Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou a decisão de deixar o programa Mais Médicos, criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Cuba enviava profissionais para atuar no Brasil desde 2013. O governo cubano atribuiu a decisão a "declarações ameaçadoras e depreciativas" de Bolsonaro. O presidente eleito afirma que Cuba não quis aceitar condições para continuar no programa. De acordo com o Ministério da Saúde, a formulação do edital para substituição dos médicos cubanos será finalizada ainda nesta sexta, durante reunião com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). "O Ministério da Saúde realizará reunião com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) para a definição da saída dos médicos cubanos e entrada dos profissionais brasileiros que serão selecionados por edital. Será finalizada a proposta de edital para selecionar profissionais para as 8.332 vagas que serão deixadas pelos médicos cubanos", informou a pasta. "A seleção de profissionais brasileiros em primeira chamada do edital será realizada ainda no mês de novembro e o comparecimento aos municípios, imediatamente após a seleção", completou o Ministério da Saúde. O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) informou ter sido avisado pela embaixada de Cuba que os médicos do país deixarão o Brasil até o fim do ano. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a saída de cubanos do Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas. "Entre os 1.575 municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas", diz a entidade.

Brasil tem redução de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, mas 8 estados têm aumento de casos

  • 15 Nov 2018
  • 16:13h

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O Brasil teve uma redução nos casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti entre janeiro e outubro de 2018. Ao todo, foram 309.405 casos de dengue, zika e chikungunya, uma queda de 47% em relação ao ano anterior. No mesmo período de 2017 foram registrados 582.374 casos das três doenças. Apesar da redução, oito estados apresentaram aumento significativo do número de casos das doenças: Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Paraíba, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Acre e Pernambuco. Os dados foram divulgados em novo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde na terça-feira (13). A pasta também lançou uma campanha de combate ao mosquito nos próximos meses,que são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti porque o calor e as chuvas são condições ideais para sua proliferação.

Ministério da Saúde lançará edital para ocupar vagas deixadas por cubanos no Mais Médicos

  • 15 Nov 2018
  • 07:17h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (14) que lançará nos próximos dias um edital para convocar médicos que queiram ocupar as vagas a serem deixadas pelos profissionais cubanos do programa Mais Médicos.Nesta quarta, o Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou a decisão de deixar o programa Mais Médicos, criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Cuba enviava profissionais para atuar no Brasil desde 2013. O governo cubano atribuiu a decisão a "declarações ameaçadoras e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro."A iniciativa imediata será a convocação nos próximos dias de um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos. Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior", diz texto de nota divulgada pelo Ministério da Saúde.De acordo com a nota, o ministério trabalha desde 2016 para diminuir o número de profissionais cubanos no programa Mais Médicos. Segundo a nota, naquele ano havia 11,4 mil cubanos nos Mais Médicos. Atualmente, cubanos ocupam 8.332 das 18.240 vagas do programa, informou o ministério.Além do edital para convocação de novos médicos, o ministério informou que, entre outras medidas, também vinha estudando uma negociação com estudantes de medicina formados por meio do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). "Essas ações poderão ser adotadas, conforme necessidade e entendimentos com a equipe de transição do novo governo", diz a nota. O ministério afirma ainda que adotará "todas as medidas" para que médicos brasileiros atendam no programa de "forma imediata".

Governo faz alerta e pede imunização contra febre amarela antes do verão

  • 13 Nov 2018
  • 08:09h

O Ministério da Saúde emitiu um alerta nesta segunda-feira (12) para que populações que moram em áreas onde há recomendação da vacina contra a febre amarela busquem a dose de forma antecipada, antes do período de maior transmissão da doença, que ocorre durante o verão, entre os meses de dezembro e março. De acordo com governo, localidades recém-afetadas pelo vírus e de grande índice populacional, como as regiões metropolitanas dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e de São Paulo. Ainda conforme a pasta, essas localidades permanecem com um quantitativo elevado de pessoas não imunizadas e em risco de adoecer. “A doença tem alta letalidade, em torno de 40%, o que torna a situação mais grave”, destacou o ministério, em nota. O objetivo do alerta, segundo a própria pasta, é evitar correria e longas filas em busca da imunização. A cobertura vacinal para a febre amarela deve ser de, no mínimo, 95% da população.

Extrato da casca de jabuticaba combate pré-diabetes

  • iBahia
  • 07 Nov 2018
  • 16:56h

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), com apoio da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), constatou que o extrato da casca da jabuticaba, uma fruta nativa da Mata Atlântica, foi capaz de combater o pré-diabetes e o aumento do acúmulo de gordura no fígado em camundongos envelhecidos. Esses animais foram escolhidos porque o envelhecimento está diretamente associado à redução da capacidade metabólica e alterações do metabolismo hepático, glicídico e lipídico. Durante o envelhecimento há uma deficiência de controle do nível de glicose no sangue, um aumento da deposição de triglicerídeos no fígado e desequilíbrio hormonal. Além disso, é comum os idosos apresentarem dislipidemia (aumento de gordura no sangue), hiperinsulinemia (aumento de insulina no sangue), diabetes e doenças cardiovasculares. Para elevar os danos do envelhecimento, os camundongos foram alimentados com ração rica em gordura para promover ganho de peso, aumentar a gordura no fígado, estimular o aumento de gordura no sangue e aumentar os níveis de glicose.

Objeto interestelar pode ter sido enviado à Terra por alienígenas, dizem pesquisadores de Harvard

  • 06 Nov 2018
  • 15:58h

Foto: ESO/M. Kornmesser

Dois cientistas do Centro de Astrofísica de Harvard acreditam que o ‘Oumuamua’, objeto interestelar descoberto no ano passado no Havaí, pode ter sido enviado à Terra por alienígenas. Eles levantaram a hipótese em artigo publicado na quinta-feira (1), quando tentavam explicar a aceleração do objeto. Os astrofísicos admitiram a possibilidade de que a rota do Oumuamua tenha sido direcionada, e não aleatória. “Pode ser uma sonda totalmente operacional enviada intencionalmente para as proximidades da Terra por uma civilização alienígena”, dizem. A possibilidade da sonda direcionada por extraterrestres explica uma discrepância na frequência com que o objeto é visto, explica Renato Vicente, físico e vice-presidente do Instituto Principia, em São Paulo. “O fato de a gente ter visto o objeto significa que a produção deles é muito mais frequente do que a gente achava que era. Ao longo do período de tempo que estamos observando, que é curto, a produção deveria ser, no mínimo, 100 vezes maior para conseguirmos ver um. Isso pode significar três coisas: a primeira é que a teoria de produção deles que nós usamos, baseada no nosso sistema solar, está errada. A segunda é que demos muita sorte de ver um. A terceira possibilidade é que é um objeto artificial, produzido por alienígenas, o que é compatível”, diz. Vicente faz, no entanto, algumas ressalvas. “A explicação do objeto artificial parece fácil, mas não é. Envolve uma história anterior. Para ter uma civilização capaz disso, é preciso assumir que existe essa evolução numa sociedade, com a capacidade de fazer viagens interestelares. E a gente tenta assumir a menor quantidade de coisas possível”, lembra. Na pesquisa, os astrofísicos de Harvard discutiram a possibilidade de que a pressão da radiação solar poderia estar por trás da aceleração do Oumuamua. Se esse for o caso, então o objeto “representa uma nova classe de material interestelar fino, ou produzido naturalmente, ou de origem artificial”, afirmam Abraham Loeb e Shmuel Bialy, autores do estudo. Segundo eles, o Oumuamua tem um formato de panqueca. “Considerando uma origem artificial, uma possibilidade é de que o ‘Oumuamua’ seja uma vela solar, flutuando no espaço interestelar como detrito de um equipamento tecnológico avançado", explicam os pesquisadores. A tecnologia de vela solar pode ser utilizada para transporte de cargas entre planetas ou entre estrelas, conforme afirmam os cientistas. No primeiro caso, lançamentos dinâmicos vindos de um sistema planetário poderiam resultar em detritos de equipamentos que não estão mais em operação. Isso, dizem os pesquisadores, poderia explicar várias anomalias do ‘Oumuamua’, como a geometria pouco comum. "Velas solares com dimensões parecidas já foram construídas pela nossa civilização, incluindo o projeto Ikaros [no Japão], e a Iniciativa Starshot”, lembram. A vela solar é o que faria o objeto continuar acelerando em sua trajetória mesmo depois de passar pelo Sol, explica Renato Vicente. “O objeto vem de fora do Sistema Solar. É como se fosse passar direto pelo Sol, mas o efeito gravitacional faz com que faça uma trajetória em volta do Sol. Conforme se aproxima do Sol, ele dá uma acelerada conforme perde massa no sentido oposto. O problema é que, quando está indo embora dessa trajetória, começa a perder massa no mesmo sentido, então você espera que ele desacelere. Em vez disso, acelera. A gente não conhece nenhum mecanismo natural que faça isso. Um mecanismo artificial é a vela”, diz. Segundo a CNN, vários telescópios focaram no objeto por três noites para determinar o que ele era antes que se perdesse de vista. “Nós tivemos muita sorte de que o nosso telescópio de levantamento do céu estava olhando para o lugar certo na hora certa para capturar esse momento histórico”, afirmou o oficial da Nasa Lindley Johnson no ano passado.

Pesquisa constata desinformação de médicos sobre homossexualidade

  • Agência Brasil
  • 04 Nov 2018
  • 19:09h

Marcello Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Um estudo recente de três pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) evidenciou o desconhecimento de médicos heterossexuais quanto à homossexualidade. Visando identificar percepções equivocadas que podem prejudicar o atendimento de pacientes, Renata Corrêa-Ribeiro, Fabio Iglesias e Einstein Francisco Camargos questionaram 224 profissionais atuantes no Distrito Federal, a partir de um roteiro de perguntas formuladas por estudiosos norte-americanos. Ao final do experimento, constatou-se que os participantes acertaram, em média, apenas 11,8 dos itens (65,5% das 18 respostas dadas). Alguns deles atingiram somente dois acertos. O número de erros foi maior entre católicos e evangélicos, que indicaram 11,43 alternativas corretas, em média. A pontuação dos médicos que informaram ter outras religiões ou nenhuma foi de 12,42 acertos. Os participantes tinham, em média, 42 anos de idade, e eram majoritariamente mulheres (149 profissionais – 66,5%). À época da aplicação do questionário, a maioria (208 pessoas – 92,9%) exercia a atividade após concluir a residência médica. Os autores do artigo, intitulado O que médicos sabem sobre a homossexualidade? e publicado no início do ano, destacam que a sociedade médica tem alertado, há algum tempo, para comportamentos de profissionais da categoria que podem prejudicar o atendimento do segmento LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais). Com medo de serem hostilizadas, as pessoas pertencentes a esses grupos podem acabar deixando, por exemplo, de fazer consultas periódicas, tão importantes na detecção de doenças em estágio inicial.

Erros

A questão que apresentou o maior percentual de erro, ressaltaram os pesquisadores, foi a 14, que pedia para classificar a informação de que quase todas as culturas têm mostrado ampla intolerância contra os homossexuais, considerando como “doentes” ou “pecadores”. Nesse caso, 154 médicos (68,8%) erraram a pergunta e julgaram o item verdadeiro, 37 médicos (16,5%) indicaram-no como falso, acertando a questão, e 33 (14,7%) não souberam responder. Um total de 34,4% dos entrevistados não soube responder se a homossexualidade era doença (item 6), 4,9% responderam que sim. O item 10, que afirmava que uma pessoa se torna homossexual por conta própria, foi considerado verdadeiro por 32,1% dos médicos, e 13,8% não souberam responder. “Essa resposta revelou que quase metade dos médicos desconhecia os vários aspectos biopsicossociais relacionados à homossexualidade e a atribuía simplesmente a uma escolha feita pelo indivíduo", escreveu o grupo de cientistas.

Professora é condenada por fingir câncer e conseguir quase R$ 100 mil em vaquinha

  • iBahia
  • 04 Nov 2018
  • 10:36h

Uma professora de 25 anos foi condenada a dois anos de prisão, nesta sexta-feira, num tribunal em Liverpool, na Inglaterra, por ter forjado um câncer e conseguido arrecadar quase R$ 100 mil, entre março e setembro deste anos, numa vaquinha virtual. Keera Brayford criou uma página falsa onde pedia doações para tratamentos alternativos. Além de alunos, parentes e amigos, até mesmo os pais dela caíram no golpe aplicado pela professora, que usava o dinheiro para pagar contas de cartão de crédito e comprar roupas pela internet. As informações são do "The Sun". No texto em que pedia as doações, a professora afirmou ter três tipos diferentes de tumores, todos inoperáveis. Para tornar a mentira ainda mais real, ela apresentava anotações falsas de médicos. Ao falar de sua doença inexistente, usava um tom de emoção que acabou por enganar centenas de pessoas. De acordo com o relato de Keera na página, o dinheiro angariado seria gasto em terapias alternativas que lhe dariam uma maior chance de sobreviência, uma vez que a quimeoterapia a deixava ainda mais doente. Comovidos, amigos da professora chegaram a organizar um salto de paraquedas patrocinado, arrecadando com o evento quase R$ 10 mil. O golpe de Keera acabou sendo descoberto por pessoas que trabalhavam com ela na escola The Sutton, no distrito de St. Helens, Condado de Merseyside, na Inglaterra. Funcionários do local desconfiaram que a professora estava usando computadores do trabalho para falsificar as anotações médicas. No tribunal, Keera insistiu na mentira sobre a doença. Mas, ao ver o laudo do Serviço Nacional de Saúde (National Health Service, NHS, em inglês), ela acabou admitindo a fraude, que o juiz classificou como "sofisticada".

Ministério da Saúde confirma 2.564 casos e 14 mortes por sarampo

  • 03 Nov 2018
  • 17:46h

(Foto: Reprodução)

O Brasil confirmou, até 29 de outubro, 2.564 casos de sarampo. De acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira (31) pelo Ministério da Saúde, o país registrou 14 mortes relacionadas à doença - quatro em Roraima e oito no Amazonas. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo. No Amazonas, são 2.126 casos confirmados e 7.611 em investigação. Já em Roraima, são 345 casos confirmados e 50 em investigação. Há ainda alguns casos isolados e relacionados à importação identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (43), Rondônia (2), Pernambuco (4), Pará (17), Distrito Federal (1) e Sergipe (4).

Preparo emocional é fator importante na hora de realizar vestibulares, afirma Psicóloga

  • 03 Nov 2018
  • 14:58h

(Foto: Estadão Conteúdo)

Mais de cinco milhões de brasileiros realizam neste domingo (4) a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste ano, a prova que era feita em um final de semana, será aplicada em dois domingos, 4 e 11. Faltando poucos dias para a realização do exame que garante vagas em diversas instituições de ensino superior do país, a tensão acompanha os alunos e alguns acabam deixando que ela interfira de maneira negativa no processo. Terminado o ensino médio, a entrada no ensino superior é desejada por grande parte dos estudantes. Em outros casos, muitos veem na graduação uma maneira de profissionalização para o mercado de trabalho. Independente da motivação, a aprovação é algo muito almejado e esse desejo torna o momento que antecede o exame ainda mais angustiante. De acordo com a psicóloga do Hapvida, Marta Érica Souza, a agonia nesse período pré-prova é reflexo do resultado que as pessoas mais próximas, os pais e amigos, esperam dos candidatos. “Os jovens costumam colocar suas esperanças nas avaliações e a sociedade cobra incessantemente que esse estudante sempre dê o seu melhor. Para que essa tensão não se agrave, é importante que o estudante esteja preparado, sinta-se confiante e receba apoio daqueles que estão à sua volta. Sem tais cuidados temos uma grande chance do agravamento dos fatores como ansiedade, tensão e, em alguns casos, a depressão. Durante as provas é aconselhável levar "petiscos" para a distração da mente, é uma saída positiva. Segundo Marta, um doce ou um salgado pode ser ingerido quando alguma resposta difícil for resolvida ou ainda quando chegar um certo nível de cansaço. “Pôr um perfume de Jasmim ou Camomila em um local específico da roupa ou mão também auxilia bastante para que em caso de crises a pessoa possa se sentir ambientalizada”, finalizou. Na véspera do exame, é aconselhável que o estudante durma bem, procure distrair-se com amigos ou familiares, se alimentar de forma leve e revisar apenas os pontos essenciais, além de se programar para a avaliação. Outro ponto levantado por Marta é a respiração diafragmática, que poderá ser utilizada em caso de ansiedade ou esquecimento repentino no dia da prova.

Registros de nascimento de brasileiros cresceram 2,6% no último ano

  • Bahia Notícias
  • 03 Nov 2018
  • 13:40h

Os registros de nascimento cresceram 2,6% entre 2016 e 2017, ano em que o Brasil ganhou 2,87 milhões de bebês. Os dados integram parte da pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2017, divulgado nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O que os números indicam é que as notificações relativas aos totais de nascimento de crianças aumentaram, se aproximando mais da realidade; que os brasileiros estão casando menos e permanecendo casados cada vez por menos tempo; e que o número de divórcios é cada vez maior”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Klivia Oliveira, em entrevista à Agência Brasil. Ela acrescentou que o estudo demográfico mostra “a nova realidade do país, refletindo todas essas mudanças da sociedade: as mulheres tendo cada vez menos filhos e mais tarde, em geral depois dos 30 anos, além de alterações significavas no que diz respeito à inversão das faixas etárias de registros de óbitos, o que retrata, por um lado, o envelhecimento da população, e por outro, a redução das taxas de mortalidade infantil”. O estudo reúne dados sobre o número de brasileiros nascidos vivos, de casamentos, óbitos e óbitos fetais remetidos anualmente ao IBGE por cartórios de registro civil e pelas varas de família, foros, varas cíveis e tabelionatos de notas de todo o país.