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Brasil tem três vezes a mais de pessoas com transtorno de ansiedade do que a média mundial

  • Redação
  • 02 Jun 2019
  • 16:20h

(Divulgação)

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 9,3% dos brasileiros apresentam  os sintomas da ansiedade generalizada (TAG), como coração acelerado, tremor nas mãos, pernas ou no corpo, angústia, apreensão, irritabilidade, dificuldade de concentração, perturbação do sono, rubor, suor excessivo, ganho ou perda de peso sem uma razão específica. O número é três vezes maior que a média mundial, deixando o País no topo dos casos registrados. Segundo informações do Minha Vida, para o sistema cardiovascular os danos são reais e cada vez mais comuns. Há um número crescente de relatos de episódios de ansiedade relacionados ao estresse do dia a dia e ao desenvolvimento da doença arterial coronária, inclusive com possibilidade de infarto do miocárdio até mesmo em pacientes jovens. O transtorno pode gerar diversos efeitos no corpo, como acelerar os batimentos cardíacos, levar ao mecanismo de vasoconstrição (diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos) e o aparecimento da hipertensão arterial, obesidade e diabetes. Em pessoas com carga genética ou fator de risco (o tabagismo, por exemplo), a consequência pode ser o desenvolvimento mais rápido da doença arterial coronária. A ansiedade pode ainda ser a responsável pelo aparecimento de arritmias, entre elas a fibrilação atrial, ou seja, uma contração desordenada da musculatura atrial do coração que, em muitos casos, levam ao aumento dos batimentos cardíacos com sensação de mal-estar e tontura. Para quem apresenta os sintomas da doença, é fundamental buscar ajuda profissional para interromper esse processo. A avaliação com um médico ou psicólogo será capaz de indicar o tratamento mais qualificado.

Com investimentos em tecnologia na saúde, Vitória da Conquista recebe pacientes do sudoeste da BA para tratamento de câncer

  • Luan Ferreira, TV Bahia
  • 02 Jun 2019
  • 08:14h

(Foto: G1 | Bahia)

Vitória da Conquista não poderia oferecer atendimento adequado para pacientes com câncer , porque a cidade não contava com centro especializado no tratamento do câncer. Moradores do município e da região sudoeste tinham que buscar tratamento na capital Salvador, a 550 km, ou em Itabuna, no sul do estado, a 460 km de Conquista. Atualmente, Vitória da Conquista conta com duas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), que ficam nos hospitais. Por conta desse investimento, a cidade é considerada um polo de atendimento à saúde no interior do estado. Na Unacon , são atendidas pessoas de 77 municípios diferentes. Uma delas é a empregada doméstica Eudite Rodrigues, da cidade de Urandi, que é do sudoeste, segundo o G1. Ela é descobriu um câncer de mama há dois anos, mas começou o tratamento tarde. Por conta dos atendimentos, Eudite precisava viajar 12h de ônibus para Salvador para ser atendida por um médico. "Eu ia todo mês por causa do tratamento, mas já não aguentava ir mais para lá. Era muito tempo de viagem, e tinha muita escada para subir. Eu não aguentava subir", conta. O diretor-técnico da Unacon de Vitória da Conquista, José Ernesto de Oliveira, falou sobre a importância da cidade oferecer o tratamento na região.  "Temos um público que ao longo de anos estava reprimido deste tipo de tratamento. Não só por ter que ir a Salvador, mas por todo um ônus que havia para esse pessoal. Não era só o gasto para estar em Salvador, mas gastar em hospedagem e gastar com o próprio tratamento em si. Hoje em Vitória da Conquista temos pacientes que se distanciam a mil quilômetros e estão inseridos em nosso contexto de Unacon", ponderou.

Vacinação contra a gripe para grupo prioritário termina hoje (31)

  • Redação
  • 31 Mai 2019
  • 07:43h

Foto: Jefferson Peixoto/Secom

Esta sexta-feira (31) é o último dia para os integrantes do grupo prioritário terem exclusividade ao procurar uma unidade de saúde e se vacinar contra a gripe. A partir da segunda-feira (3), as doses restantes estarão disponíveis para toda a população. De acordo com o Ministério da Saúde, o público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação são: gestantes, puérperas, crianças entre 6 meses a menores de 6 anos, idosos, indígenas, professores, trabalhadores de saúde, pessoas com comorbidades, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade. Até a quarta-feira (29), 44,6 milhões de pessoas já haviam se protegido contra a doença – 75% do grupo prioritário. A meta do Ministério da Saúde é atingir 90% do público-alvo, que representa 59,4 milhões de pessoas. Apenas dois estados bateram a meta: Amazonas (94,4%) e Amapá (94,7%).

Bahia segue tendência nacional e reduz leitos de pneumologia nos últimos sete anos

  • Jade Coelho
  • 31 Mai 2019
  • 07:04h

(Foto: Brumado Urgente)

A Bahia está entre os 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal, que reduziram o número de leitos clínicos do Sistema Único de Saúde (SUS) destinados a pneumologia, especialidade responsável pelo tratamento de doenças respiratórias, nos últimos sete anos (2012-2019). O Bahia Notícias fez um levantamento sobre os leitos disponíveis na rede pública e privada de todo o país, com base em dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) - Datasus. Há sete anos a Bahia contava com 133 leitos clínicos de pneumologia, sendo 85 do SUS e 48 Não SUS. Atualmente, conforme o Cnes, o estado possui 117 leitos destinados a internação para tratamento de doenças pneumológicas. Deste total, 65 são do SUS e 52 Não SUS, o que representa uma redução de aproximadamente 23% em relação a maio de 2012.

A Bahia foi o 12º estado que mais reduziu leitos clínicos de pneumologia neste período. O ranking é encabeçado pelo Acre com uma redução de 100% nos número total de leitos do SUS - em 2012 o estado contava com 10 leitos desta especialidade e agora não contabiliza nenhum. Em seguida aparece o Amazonas (-91,3%), que reduziu de 23 para 2, e a Paraíba (-76,1%), em que o número foi de 88 para 21. Apenas quatro estados brasileiros aumentaram o número de leitos do SUS nesta especialidade nos últimos sete anos: Tocantins, onde o número saltou de 15 para 36; Rondônia, de 14 para 50; Alagoas, que foi de quatro para 19; e Maranhão, que em 2012 contabilizava apenas dois e agora possui 19. O estado de São Paulo apresentou crescimento do número total de leitos clínicos de pneumologia, entre SUS e Não SUS. Mas ao considerar apenas os leitos do Sistema Único de Saúde o quadro muda e São Paulo se junta à Bahia ao passar de 236 em maio de 2012 para os atuais 171. Os índices foram avaliados como um fato preocupante e "triste" pelo pneumologista do Hospital Santa Izabel, Guilhardo Fontes. Para ele os leitos fazem falta principalmente nesta época do ano, em que a incidência de casos de doenças respiratórias e consequentemente a demanda por atendimentos médicos destas doenças aumentam. “A grande maioria das doenças do inverno são respiratórias. Existem outras também, mas as doenças respiratórias são as mais prevalentes, mais frequentes durante esta época do ano. São elas que mais enchem as emergências e os leitos hospitalares”, disse o médico ao citar essas enfermidades. “Gripe, bronquite, pneumonia, asma...”, listou Guilhardo Fontes. O motivo da redução de leitos do SUS na Bahia foi questionado à Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), mas até o momento do fechamento desta reportagem o Bahia Notícias não teve retorno da pasta.

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Alerta: 'Descaso da Sesab pode provocar desassistência médica na Bahia’ afirma Sindimed:

  • Redação
  • 30 Mai 2019
  • 06:32h

Foto: Divulgação/Sindimed

Por meio de nota pública divulgada nesta quarta-feira (29), o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-Ba) afirmou que 221 médicos, lotados em unidades hospitalares ligadas à Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), terão que deixar seus postos de trabalho, “sem que se tenha notícia de que outros tenham sido contratados por qualquer meio”. A entidade vê a medida como “grande risco de desassistência na área de saúde”. “Há dez anos, o Governo Estadual não faz concurso público para médico, preferindo apostar na privatização dos serviços. E foi por adotar essa linha de ação que, há tempos, o Governo preferiu contratar serviços adicionais, que foram prestados por médicos estatutários através de pessoas jurídicas, do que ampliar o quadro de servidores através do concurso público”, diz a presidente do Sindimed-BA, Ana Rita de Luna Freire Peixoto. Segundo ela, a entidade tem cobrado ao Estado medidas efetivas que impeçam o aumento da desassistência. “Na prática, a partir do dia 31 de maio, sexta-feira, teremos 221 posições de trabalho a menos nos hospitais, em razão do afastamento imposto aos médicos e gestores. Isso gerará uma grande lacuna no atendimento à saúde da população carente”, alerta.

Equipe de Neurocirurgia do Hospital de Base de Conquista realiza procedimento inédito no Nordeste

  • Redação
  • 29 Mai 2019
  • 14:56h

(Foto: Divulgação)

“Foi um dia histórico para a neurocirurgia da Bahia “. Estas foram as palavras do médico neurocirurgião Iogo Henrique que, em parceria com o também neurocirurgião Mauro Sérgio, realizou na segunda-feira (27), no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), a primeira microcirurgia neuroendoscopia assistida do Nordeste.

O HGVC se caracteriza pela assistência em alta complexidade em neurocirurgia, e com essa técnica disponível aumenta a eficiência do serviço. Ainda que nem todos os pacientes sejam candidatos a realizar procedimentos minimamente invasivos, a grande maioria dos casos é beneficiada.

O uso da neuroendoscopia durante os procedimentos microcirúrgicos permite que o procedimento seja realizado com mais segurança e por craniotomias menores. A neuroendoscopia é um procedimento bem menos invasivo em neurocirurgias. No procedimento é usado o Endoscópio  Cirúrgico, um instrumento óptico que permite a visualização de estruturas no interior de uma cavidade cerebral com aumento e boa resolução. O procedimento possibilita o acesso a tumores, sangramentos e outras lesões, ainda que em lugares mais profundos, sem precisar de uma grande cirurgia. Dentre os benefícios da neurocirurgia minimamente invasiva destacam-se:

menor tempo de internação; incisões menores; menor trauma cirúrgico; menor risco de infecção; recuperação mais rápida; cirurgias mais rápidas e precisas; ausência ou mínima manipulação do cérebro.

Essa técnica é uma grande conquista para os pacientes de toda região. No HGVC está disponível o que de melhor existe na área da neurocirurgia. Mesmo em nível nacional, esse tipo de tratamento é oferecido em poucos centros de referência na área.

Ainda ontem, foi realizada outra cirurgia desse tipo. Um jovem de 29 anos, com um tumor localizado no tronco cerebral (uma região de difícil acesso e que 1mm faz diferença entre vida e morte), foi submetido ao tratamento cirúrgico com essa técnica. O procedimento durou cerca de 2h e ocorreu sem intercorrencias. Poucos minutos depois, o paciente já se encontrava sem sintomas ou queixas e com previsão de alta hospitalar em 48h,

Seis meses após saída dos cubanos, cidades baianas lideram falta de médicos no país

  • Milena Teixeira
  • 28 Mai 2019
  • 17:40h

(Foto: REprodução)

Seis meses após a saída dos cubanos no Brasil, a Bahia continua sendo o estado do Brasil com maior déficit de médicos. De acordo com informações do Ministério da Saúde, no final do mês de abril, cento e trinta e duas vagas ainda precisavam ser preenchidas em cidades baianas. No mesmo mês, os estados de São Paulo (131) e Minas Gerais (103) registraram o segundo e o terceiro maior número de vagas desocupadas. Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro explica que, com a falta de médicos, moradores do interior do estado ficam sem atendimento ou precisam ir até unidades de saúde de outra cidades. “Os médicos foram embora e nós ainda não encontrados respostas do Ministério da Saúde. Mesmo que eles abram inscrições, as vagas não vão ser preenchidas, porque os médicos não querem ir para os lugares mais distantes. Agora, tem cidade no interior que não tem médico e a população precisa ir para outro município, prejudicando o atendimento em outras unidades de saúde”, afirma, Eures, que também é prefeito da cidade de Bom Jesus da Lapa.

Novas inscrições

O Ministério da Saúde abriu novas vagas para o programa Mais Médicos na segunda (27). A Bahia tem 240 oportunidades previstas, conforme lista divulgada pela pasta. As cidades de Itaberaba e Jequié, que são considerados áreas vulneráveis, são os municípios com o maior número de vagas previstas, com 7 e 6, respectivamente.

No estado, 146 vagas são destinadas a 98 municípios em situação de extrema pobreza; 60 vagas para 32 municípios considerados áreas vulneráveis; 27 vagas para sete municípios incluídos no grupo dos cem (G100) com mais de 80 mil habitantes e alta vulnerabilidade social; seis vagas para três municípios que fazem parte do Grupo I do Piso de Atenção Básica (PAB); e uma vaga para um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

As inscrições foram abertas n e vão até a próxima quarta-feira (29). São oferecidas, no total, 2.212 vagas para o atendimento na atenção primária à saúde em cerca de 1.185 municípios e 13 DSEIs. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet.

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Resistência a superbactérias triplica e afeta oito pacientes por dia na Bahia

  • Correio 24h
  • 26 Mai 2019
  • 11:43h

Foto: Fernanda Lima/CORREIO

Cada pessoa é mais bactéria do que gente. São 30 trilhões de células humanas para 38 trilhões de bactérias. De tão poderosas, podem desenvolver resistência e parecer indestrutíveis. Então, já não são os hóspedes pacíficos, mas resistentes e letais. São as chamadas superbactérias. Na Bahia, a cada dia de 2018, oito pessoas descobriram abrigar esses micro-organismos, diz a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). De 2013 até ano passado, quase triplicaram os casos.  As bactérias estão por todos os lados e não adianta tentar fugir. Podem tirar o combustível da vida do corpo humano, da planta, da água, das raízes, do ar. É difícil saber quando - e como - elas adquirem tanta resistência a ponto de poder matar, em horas, um ser humano até então saudável. Os pesquisadores se apressam em desvendar a jornada das superbactérias.

No caso de Gabriel Dilly, 16 anos, foram necessárias três cirurgias e antibióticos para chegar à vilã. Depois de bater o dedo médio da mão numa porta, algo parecia ir mal. O Raio-X não mostrava nenhuma fratura, mas o dedo ardia, adquirira um tom verde, como se apodrecido. Ninguém sabia que, no corpo de Gabriel, uma bactéria que vive harmoniosamente na pele e mucosas se transformou numa ameaça.

O diagnóstico, que depende de uma análise microbiológica do material onde se alojou a bactéria, mostrou a presença da Staphylococcus aureus, uma das quatro mais resistentes, segundo a Global Antimicrobial Surveillance System (GLASS). 

“A gente não entendia o que estava acontecendo. O médico falou que a extensão do pus já tinha atingido a mão”, lembra Mira Dilly, mãe de Gabriel, um garoto de 11 anos em 2014, quando tudo aconteceu.

Monitorados
Na Bahia, são monitorados 13 micro-organismos resistentes. Desde 2010, quando houve aumento na ocorrência da Klebsiella Pneumoniae, a qual se atribui o título de 'A superbactéria', a Sesab tornou obrigatória a notificação das infecções. A Anvisa aprovou, em 2018, o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Saúde Única. A meta é estabelecer uma rede de monitoramento e vigilância dos possíveis casos. Afinal, é um gráfico crescente.

O aumento de infectados por superbactérias nos 552 hospitais baianos mostra o fortalecimento dessas moléculas. Mas, também aponta para uma notificação mais ampla. Pelo menos é assim que os nove profissionais da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), em Salvador, interpretam os números. “Essa notificação de 2018 pode não representar só um surto, mas também uma melhora”, explica Fátima Nery, enfermeira e coordenadora do programa.

Como são apenas nove pessoas para acompanham 417 municípios, a subnotificação também é tida como realidade. Ou seja, o número pode ser ainda maior. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu o recado: 700 mil pessoas morriam, anualmente, por infecções bacterianas. E, na ausência de medidas, em 2050, o número poderá crescer a 10 milhões. Resta entender o que está por trás do poder das super bactérias para tentar vencê-la.

Como surgem e para onde vão
Como nascem as superbactérias? A pesquisadora da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) e infectologista Ana Cristina Gales dedica sua pesquisa a entender a resistência. O uso inadequado de antibióticos é um dos principais problemas. Você já interrompeu o uso de um antibiótico? Então, há riscos de, sem saber, alguma bactéria ter sido fortalecida.

No ano passado, a OMS colocou o Brasil como o 19º maior consumidor de antibióticos numa lista de 65 países. Segundo a Anvisa, existem 126 antibióticos autorizados, enquanto 53 estão em análise em laboratórios brasileiros. Mas, não há como associar os organismos multi-resistentes apenas aos antibióticos. É um fenômeno multifatorial. 

"Vai desde o uso inadequado de antibiótico, ao uso do antibiótico no agronegócio. Temos a falta de saneamento básico. Um problema muito sério que é o diagnóstico microbiano”, explicou.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libera o uso de antibióticos que promovem o crescimento de aves, por exemplo. Não informou, no entanto, quais e quantos são os compostos autorizados. Depois de comer uma galinha criada à base de antibiótico, você consome, por tabela, a substância. No uso veterinário, o antibiótico é diluído em baixa dosagem no alimento. “Quando eu dou antibiótico, eu dou uma concentração alta para matar, não pequena, pois não mata o suficiente”, diferencia Ana Gales. Como não morrem, ganham resistência. 

Resistência
O momento em que uma bactéria torna-se uma bomba relógio depende, também, de cada micro-bioma, nosso conjunto de micro-organismos. "Em algum momento, pode haver desregulação do microbioma. Isso se torna um problema em alguma condição de imunodeficiência", explica o biólogo Pablo Ramos.

Hoje, a resistência à penicilina, o primeiro antibiótico, descoberto em 1929 por Alexander Fleming, chega a 50%. Nos hospitais, o risco de infecção é maior, embora seja perfeitamente possível contrair superbactérias sem pisar os pés numa enfermaria, como aconteceu com Gabriel.

Mas, profissionais de saúde evitam o termo infecção hospitalar, como se o hospital fosse, naturalmente, um agente infeccioso. "[O paciente] está adquirindo essa bactéria, pois está exposto ao tratamento", afirma Ana Gales.

Também começa o controle o uso de antibióticos. No Instituto Couto Maia, referência em doenças infectocontagiosas, três médicos analisam as indicações de antibióticos. Querem, com isso, evitar inadequações na indicação ou na dose. Semanalmente, a equipe visita as salas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para avaliar os medicamento indicados. Atualmente, não há surto de nenhuma bactéria resistente. A dificuldade é equacionar a necessidade de acompanhar as prescrições com a urgência típica dos casos de infecção.

"Quanto mais tempo um paciente é exposto a um antibiótico, maior risco ele apresenta de desenvolver bactérias multirresistentes", conta Verônica Rocha, coordenadora do serviço de controle de infecção hospitalar da unidade. 

Os mistérios da superbactérias ainda estão longe de ser desvendados. Mas, os esforços estão concentrados em impedir o instante em que a bactéria insiste em querer ser maior que o ser humano.

O antibiótico da 'Superbactéria'
Primeiro, a rigidez deixa de ser produzida. Depois, as enzimas da resistência da bactéria são vencidas. Assim funciona o torgena, primeiro antibiótico a combater a KPC, considerada endêmica no Brasil. A bactéria é capaz de causar pneuomia, infecções sanguíneas e generalizadas. Também costuma ser a mais letal dos micro-organismos resistentes.

Mostras da bactéria KPC no laboratório de microbiologia na Unifesp (Foto: Fernanda Lima/CORREIO)

Até então, o tratamento da KPC era possível apenas com a união de dois medicamentos. Os profissionais de saúde começaram a perceber, então, que a resistência crescia cada vez mais. 

O antibiótico torgena já era licenciado nos Estados Unidos e na União Europeia. Mas, apenas em 2018, após sete estudos clínicas, a Anvisa liberou o uso no Brasil. A esperança é de que o medicamento possa, enfim, por algum obstáculo à superbactéria. "A bactéria estava tranquila, deitando e rolando. A bactéria volta a ser sensível e vamos combater essa infecção", afirmou a diretora-médica da Pfizer, Márjori Dulcine, em encontro promovido para jornalistas em São Paulo.

No Brasil, o alerta da KPC foi ligado em 2009, quando surgem os primeiros casos de infecção pela bactéria, resistente a até 95% dos medicamentos. O aparecimento da KPC nos hospitais, seu ambiente mais comum, seguiu uma rota: da Costa Leste dos Estados Unidos, em 2001, foi para Israel. De Israel, seguiu para China. Daí, espalhou-se pelo mundo. 

Na Bahia, de 2013 a 2018, foram 887 registros de infectados pela superbactéria.  A secretaria evita falar em mortes causas pela KPC ou outros micro-organismos resistentes, pois o dado pode não representar a realidade clínica. 

Também na Bahia, no ano passado, o biólogo Pablo Ramos, ligado à Fiocruz, já havia pesquisado proteínas que poderiam vencer o KPC. O que falta, em sua opinião, é infraestrutura para confirmar, precocemente, um dianóstico.  "Se não temos capacidade de diagnosticar, de nada serve", opina. E o KPC não costuma esperar. 

*Com supervisão da editora Mariana Rios e da subeditora Clarissa Pacheco

*A repórter viajou a convite da Pfizer

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Ministério da Saúde rebaixa programa de HIV-Aids ‘não quer dizer nada’, avalia Cremeb

  • Redação
  • 24 Mai 2019
  • 09:22h

(Divulgação)

A decisão do Ministério da Saúde de rebaixar o programa brasileiro de tratamento de HIV-Aids para uma coordenadoria “não quer dizer nada”, avaliou o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), Júlio Braga. Para ele, a mudança é apenas administrativa e tem potencial de agregar pontos positivos no efetivo combate ao vírus e à doença. “Eu acho que reduzir nomes, hierarquias, isso não quer dizer nada. A gente vê aí o governo reduzindo ministérios, está toda a população apoiando, reorganizar estruturas administrativas para dar mais eficiência pode ser melhor”, opinou o médico, que ainda considerou “precoces” as críticas feitas à mudança. “A reforma administrativa pode, inclusive, gerar economia do recurso”, alegou. Para Helena Lima, coordenadora do programa de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), a mudança é “bem desafiadora”. “Principalmente do ponto de vista de uma estrutura”, disse ao lembrar que o programa de combate a Aids já sofreu mudanças em ocasiões anteriores: “em 2009 o Programa Nacional da Aids se fundiu com o Departamento Nacional das Hepatites Virais, aquele momento também foi um cenário desafiador”. Contudo, Helena não acredita que a mudança represente um risco ao trabalho realizado no país. Ela explicou que coordenadores de programas municipais da Aids de todo o Brasil foram convocados para uma reunião no mês de março no Ministério da Saúde. Na ocasião, segundo Helena, a pasta informou sobre as mudanças na estrutura, mas assegurou que a qualidade do programa seria mantida. “O Ministério [da Saúde] se comprometeu nessa reunião e também no decreto em continuar com todas as ações”, disse ela. “Com gestão, o que a gente percebe é que as políticas e a legislação que está hoje posta impedem um retrocesso de parar de investir no controle da doença”, completou Helena. Helena acredita que a qualidade que tem o Programa Nacional da Aids se mantém, principalmente pelo amadurecimento dos movimentos sociais ao longo do tempo, "que nos fortalecem". São movimentos que certamente nos apoiarão para que a gente não perca direitos, não perca o foco”, acrescentou a coordenadora ao ressaltar a importância e a referência da assistência e combate ao vírus HIV e à Aids no Brasil para o mundo.

Desistências no Mais Médicos chegam a 19% das vagas preenchidas após saída de cubanos

  • Redação
  • 23 Mai 2019
  • 19:20h

(Foto: Divulgação)

Um levantamento de dados feito pelo G1 identificou que pelo menos 19% dos médicos brasileiros que entraram no programa Mais Médicos haviam desistido de participar até o mês de maio. Os dados foram apurados junto ao Ministério da Saúde e apontaram que 1.325 profissionais com registro profissional brasileiro se desligaram do programa até o momento. Em relação ao número de desistências, foi constatado que o total apresentou um crescimento de 25% nos três primeiros meses do ano. Após saída dos médicos de Cuba do programa, no mês de novembro, um edital foi aberto para preencher as 8.517 vaga que foram deixadas. Segundo o G1, no total, 7.120 vagas foram preenchidas em seguida por médicos formados no Brasil. Um novo edital foi publicado em dezembro, para que as 1.397 vagas remanescentes fossem oferecidas a médicos brasileiros formados no exterior. Ao site, o Ministério da Saúde alegou que não há desistências nesse grupo: todos concluíram o módulo de acolhimento obrigatório e foram direcionados aos municípios escolhidos durante o edital. Diversos municípios brasileiros convivem com a ausência de médicos nos serviços de saúde desde a saída dos profissionais cubanos. Na Grande São Paulo, por exemplo, 19 cidades somavam 106 vagas ociosas no último dia 8 por conta da saída dos cubanos.

Bahia tem 25 mortes por doenças respiratórias em 2019

  • informações do G1 Bahia
  • 23 Mai 2019
  • 12:14h

(Foto: Reprodução)

Vinte e cinco pessoas morreram na Bahia este ano com algum tipo de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O dado foi divulgado nesta quinta-feira (23), pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e corresponde a semana epidemiológica 21, com dados levantados até 22 de maio. Entre os 417 municípios baianos, 55 registraram casos de SRAG. O município com maior registro foi Salvador, com 297 casos, o que equivale a 63,6% do total de casos notificados no estado. A capital baiana também teve o maior número de óbitos, com 17 casos.

 

Em toda a Bahia foram 467 casos de síndrome, 48 confirmados para Influenza, 55 por outros vírus respiratórios, 128 com amostras negativas e 236 casos estão em investigação. Conforme registrado no boletim, dos 48 casos confirmados para Influenza, 24 foram ocasionados pelo vírus Influenza A H1N1, 18 pelo vírus Influenza A H3N2 sazonal, um Influenza A não subtipado e cinco por Influenza B. Foram identificados outros vírus respiratórios dentre as amostras positivas dos casos investigados: Vírus Sincicial Respiratório (22), Parainfluenza1 (2), Parainfluenza3 (4), Adenovírus (3) e Metapneumovírus (24). De acordo com o boletim da Sesab, dos 25 óbitos, quatro foram por H1N1, três por Influenza H3N2, um por Parainfluenza I, três óbitos estão sendo investigados e em 14 óbitos não houve identificação de vírus. Os casos de síndrome respiratória por H1N1 ocorreram com maior incidência na faixa etária de 50 a 59 anos (0,4 por 100 mil hab.), e a maior letalidade foi registrada no grupo de menores de 2 anos e 2 a 4 anos. Os 467 casos notificados representam redução de 63,25% em relação aos dados do mesmo período de 2018. No ano passado, nos meses do primeiro semestre, foram notificados 1.271 casos e 116 óbitos de SRAG. Foram confirmados 306 casos e 37 óbitos por Influenza, dentre eles Influenza A H1N1 (225 casos e 27 óbitos), Influenza A H3N2 Sazonal (36 casos e 05 óbitos), Influenza A não subtipado (11 casos e 01 óbito) e Influenza B (34 casos e 04 óbitos).

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Confira a lista dos aprovados à Policlínica Regional de Saúde em Vitória da Conquista

  • Divulgação
  • 22 Mai 2019
  • 09:21h

(Foto: Blog do Anderson)

A lista com o Resultado Final com os candidatos aprovados à Políclínica de Sáude de Vitória da Conquista e Itapetinga acaba de ser divulgado nesta terça-feira (21). O equipamento instalado na Avenida Ulisses Guimarães vai atenter pacientes de quase trinta municiípios do Centro Sul Baiano. Entre os 100 convocados existem profissionais de Brumado, confira a lista (clique)

São quase 100 vagas de emprego diretas.

Confira o resultado:

Redivulgado em 16/05/2019
Cron Inscrição Nome Opção de Emprego Público Resultado Final Forma de Participação Classificação FUNÇÃO
1 633195 RENATA LESSA AZEVEDO 001 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 ENFERMEIRO
2 641256 EVAINE ZAYRA BISPO VIDAL 001 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 ENFERMEIRO
3 641688 DEBORA FERREIRA PEREIRA 001 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 3 ENFERMEIRO
16 638782 KAROLINE SILVA SANTOS LIMA 002 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 FARMACÊUTICO
21 637868 MYLENA SOUZA MOTA 003 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ANESTESIOLOGISTA
24 636587 GIBRAN SWAMI ALCOFORADO DA SILVA 004 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ANGIOLOGISTA
26 636838 MURILO FERNANDES TELES 005 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO CARDIO ERGOMETRIA
29 640315 OTÁVIO LOPES PEIXOTO 006 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDIICO CARDIO ECOCARDIO
30 639966 DENISE VILASBOAS XAVIER 006 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO CARDIO ECOCARDIO
33 636417 NIVALDO DA SILVA MENEZES JUNIOR 007 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO CARDIO CLÍNICO
34 639698 ROOSEVELT EDUARDO SOUZA 007 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO CARDIO CLÍNICO
37 638169 SALOMÃO BARRETO MOURA 008 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO CIRURG GERAL
47 637403 IURI CAMARGO SILVA 010 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ULTRASSOM GERAL
48 638668 CLEVI MINAS NOVAS JUNIOR 010 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO ULTRASSOM GERAL
51 640839 LAURO JOSÉ RIBEIRO VIANA 011 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ENDOCRINO METABO
52 635921 MARIANA PERAZZO SANTOS 011 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO ENDOCRINO METABO
55 639193 PAULO DE TARSO DAS NEVES CUNHA 012 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ENDOSC DIGESTIVA
57 640777 MARINA TELES RODRIGUES 013 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO GASTRO CLÍNICO
61 637189 GABRIELLI TIGRE CUNHA PATRIOTA 014 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO GINECO OBSTETRICIA
62 638756 RENIVALDO LAPA SANTOS 014 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO GINECO OBSTETRICIA
75 638671 RAFAEL JOSÉ ARGOLO DE SOUSA 017 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO MASTOLOGISTA
76 637190 MILENA MAGALHÃES LIMA 018 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO NEUROLOGISTA
78 640934 MARISTELLA MARES LEITE CIRILO MOURA 019 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO OFTALMOLOGISTA
83 633746 RENAN ARAÚJO BRIRO FARIAS 020 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ORTO E TRAUMATO
88 641426 CANDICE MAGALHÃES BORGES 021 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO OTORRINO
93 637404 VERONICA SOUSA OLIVEIRA 023 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO RADIOLOGIA
97 638370 RENATO CHIACHIO AMORIM 025 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO UROLOGISTA
100 638282 DINORAH MAIA OLIVEIRA 026 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 NUTRICIONISTA
105 640331 ANA PAULA SANTANA DIAS TORRES 027 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 OUVIDOR
111 639737 IVANA ESPÍRITO SANTO SILVA 028 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 PSICÓLOGO CLÍNICO
117 639721 JOSÉ ARLINDO BARBOSA SANTOS 029 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 ASSESSOR TÉCNICO
118 636095 JULIETE SALES MARTINS 029 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 ASSESSOR TÉCNICO
127 640535 LAFONTAINE CUNHA SANTANA 030 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO GASTRO COLONO
128 633140 EDNA MARIA LOPES DO PRADO 031 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 ASSISTENTE SOCIAL
133 641504 NELIÇA SILVEIRA BRITO 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
134 634228 JULIANE SOUSA LOPES 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
135 635208 CAMILA SILVA CARVALHO 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 3 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
136 637318 LEANDRO AGUIAR VILASBOAS 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 4 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
137 639335 YURI MIRANDA FREITAS 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 5 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
138 639370 THALES CÉSAR DEL SOUSA 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 6 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
139 639635 LUDIMILA SOUSA DA SILVA 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 7 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
141 641483 IARA CHAVES MACIEL 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 9 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
142 635770 MICHAEL OLIVEIRA LEAL 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 10 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
143 633504 JEAN SANTOS SOUZA 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 11 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
152 640199 INGRITH OLIVEIRA NASCIMENTO 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 20 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
188 635183 CLARICE SANTANA SOUZA 101 Aprovado PCD 56 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
193 638665 ANA CRISTINA DE JESUS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
194 634390 FABIANA LIMA RAMOS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
195 633999 LIVIA DE QUEIROZ FE DE FREITAS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 3 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
196 634484 THAISE NASCIMENTO VILAS BOAS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 4 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
197 640569 LAMARTINA CARLA PEREIRA DA SILVEIRA 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 5 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
198 634715 MARIA CLAUDIA SILVA SANTOS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 6 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
199 633127 MAURO ALVES DA ROCHA 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 7 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
200 641441 GLEIDSON TEIXEIRA NIZA 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 8 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
201 640034 MARCELA MARLY VASCONCELOS DA SILVA 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 9 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
209 636951 ETEVALDO MOREIRA SOARES 102 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 17 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
211 640371 YARA NEVES DOS SANTOS 102 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 19 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
213 634192 THAIS GONÇALVES PEREIRA 102 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 21 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
214 639637 DAIANA KELLY MORAES LISBOA 102 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 22 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
243 633524 OZEIAS RIBEIRO MEIRA PEREIRA 102 Aprovado PCD 51 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
263 641599 RAQUEL SILVA NUNES 103 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 TÉC RADIOLOGIA – TIPO 1
264 635872 JOHERBERTH CAMPOS PROTAZIO 103 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 2 TÉC RADIOLOGIA – TIPO 1
267 639208 CATARINE SANTIAGO FALCÃO 103 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 5 TÉC RADIOLOGIA – TIPO 1
270 639256 ANA PAULA GRAÇA BEZERRA 103 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 8 TÉC RADIOLOGIA – TIPO 1
283 636539 GLAUBER GOMES DE BRITO SOUZA 104 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 TÉC RADIOLOGIA – TOMO
284 640179 ADALBERTO BENEDITO DA SILVA 104 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 TÉC RADIOLOGIA – TOMO
293 636093 NATHALIA DA HORA GONÇALVES NOBRE 105 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 TÉC RADIO RESSONÂNCIA
294 642262 FERNANDO DA SILVA RAMOS 105 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 TÉC RADIO RESSONÂNCIA

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Saúde: Comissão derruba portaria que limita acesso à mamografia no SUS

  • Redação
  • 21 Mai 2019
  • 17:01h

(Foto: Divulgação)

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) decidiu, nesta terça-feira (21), derrubar a Portaria 61/2015 do Ministério da Saúde (MS) que limitou o acesso de mulheres de 40 a 49 anos aos exames de mamografia para detecção precoce de câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela portaria do MS, somente mulheres de 50 a 69 anos de idade podem fazer o rastreamento mamográfico na rede pública. De autoria do senador Lasier Martins (Pode-RS), o projeto de decreto legislativo, PDS 377/2015, que possibilitou a decisão, segue para o plenário da Casa em com urgência para análise. A relatora da proposta na comissão, senadora Leila Barros (PSB-DF), avaliou que a portaria do Ministério da Saúde é ilegal e afronta a Lei 11.664/2008, que assegura a mamografia a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade. Ainda em defesa da derrubada da portaria do Ministério da Saúde, a senadora argumentou que o câncer de mama é uma doença grave, sendo a primeira causa de morte por câncer entre as brasileiras, em 2019, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 59,7 mil novos casos devem surgir no país.

 

Impacto financeiro

Sem falar no impacto financeiro da medida no relatório, Leila Barros explicou que está afastada a hipótese de criação de nova despesa, tendo em vista que os custos dos exames já deveriam estar provisionados e previstos na legislação orçamentária federal, por se tratar de uma norma de 2008.

Mesmo depois de representantes do governo sinalizarem a intenção de alterar o decreto para assegurar o rastreamento mamográfico a mulheres com menos de 50 anos, os senadores consideraram importante que o Senado dê andamento ao projeto que busca sustar a norma hoje em vigor.

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Pai e filho morrem após ambulância capotar; eles estavam a caminho do hospital depois de idoso sofrer AVC

  • informações do G1 Bahia
  • 18 Mai 2019
  • 10:04h

Pai e filho morrem após ambulância capotar na BA — Foto: Reprodução

Um idoso de 74 anos e o filho dele, de 36, morreram na madrugada desta sexta-feira (17) depois que a ambulância onde viajavam capotou, em um trecho da "Estrada do Feijão", na cidade de Serra Preta, a cerca de 160 km de Salvador. A ambulância tinha partido da cidade de Xique-Xique e levava o idoso para um hospital em Feira de Santana, a cerca de 100 km da capital. O paciente tinha sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e estava sendo transferido para uma unidade de saúde de Feira. No caminho, segundo a prefeitura de Xique-Xique, o motorista da ambulância tentou desviar de um carro que invadiu a contramão e o veículo acabou capotando. O condutor e a técnica de enfermagem, que também viajava na ambulância, ficaram feridos. Valdemar Gomes Júnior e Silmária Batista estão internados em um hospital de Feira de Santana. O estado de saúde deles não foi detalhado. Pai e filho foram identificados como Joaquim Duque de Caxias e Domingos Soares de Caxias, respectivamente. Os corpos deles foram encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira. Não há informações sobre os sepultamentos. Em nota, a prefeitura de Xique-Xique lamentou o acidente e informou que está prestando assistência à família das vítimas.

 

Avaliação positiva da Saúde Pública faz com que Brumado seja selecionado pelo Ministério da Saúde para receber a implantação do Programa de Triagem Auditiva Neonatal

  • Ascom | PMB
  • 15 Mai 2019
  • 18:33h

Da esquerda para à direita os elaboradores do projeto: Glauber Bacelar, Nádia Ávila e Claudio Feres (Foto: Ascom | PMB)

A evolução em mais um pouco de uma década na área de saúde pública em Brumado é cada vez mais reconhecida, o que comprova que o setor está no caminho certo, projetando um futuro ainda mais promissor com novas e importantes conquistas. A estrutura que vem sendo ampliada também é outro destaque e foi, justamente isso, que proporcionou ao município ser selecionado pelo Ministério da Saúde para receber a ampliação do Programa de Triagem Auditiva Neonatal, que vem tendo uma resolutividade muito alta, evitando futuros casos de surdez. Então, diante da seleção por parte do MS, o projeto foi elaborado numa parceria entre o secretário municipal de Saúde, Claudio Feres; a fonoaudióloga do Hospital Magalhães Neto, Dra. Nádia Ávila e pelo componente da Engenharia Hospital Glauber Bacelar. A próxima etapa é o enviou ao MS para que as verbas no valor de R$ 170 mil possam ser disponibilizadas para aquisição de novos equipamentos. Esta é mais uma ação da Secretaria Municipal de Saúde visando a melhoria da qualidade de vida da população brumadense.