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Primeiro caso de dengue com transmissão sexual no mundo é confirmado

  • Redação
  • 10 Nov 2019
  • 09:52h

(Foto Ilustrativa)

Autoridades da Espanha confirmaram nesta sexta-feira (8) o registro de um caso de dengue por via sexual. O caso é o primeiro já relatado no mundo, uma vez que não se considerava a transmissão do vírus para além da picada do Aedes aegypti. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças confirmou que este caso era, "ao seu conhecimento, o primeiro de transmissão sexual do vírus da dengue entre dois homens"."Um caso provável de transmissão sexual entre uma mulher e um homem já havia sido objeto de um artigo (científico) na Coreia do Sul", afirmou a epidemiologista médica espanhola, Susana Jimenez, da Direção Geral de Saúde Pública de Madri. De acordo com a epidemiologista, o caso de contágio é "o de um homem de 41 anos contaminado durante um relacionamento com o seu companheiro, que havia contraído o vírus durante uma viagem para Cuba", onde um mosquito lhe picou. Confirmada no final de setembro, a contaminação intrigou os cientistas, já que o paciente não havia viajado para um país onde a dengue é endêmica e foi constatada a impossibilidade de contaminação por algum mosquito na Espanha. "Seu companheiro apresentou os mesmos sintomas que ele, porém de forma mais leve, cerca de dez dias antes e havia viajado para Cuba e República Dominicana", disse a médica.  Testes revelaram que os dois tinham dengue. "Uma análise dos espermatozoides dos dois revelou que não apenas se tratava de dengue, mas também que era o mesmo tipo de vírus que circula em Cuba", afirmou a epidemiologista espanhola. "É uma descoberta, uma informação de importância global: descobrir outro mecanismo de transmissão do vírus", contou Jimenez. "Não podemos dizer que o modo de transmissão sexual não existe. Simplesmente, até agora, não estava previsto porque sempre pensamos que se tratava do mosquito", concluiu.

Cientistas identificam novo subtipo do vírus HIV

  • G1
  • 06 Nov 2019
  • 18:09h

(Foto: Maureen Metcalfe, Tom Hodge/CDC/AP/Arquivo)

Pesquisadoras dos Estados Unidos identificaram pela primeira vez um novo subtipo do vírus do HIV-1, causador da Aids. O "subtipo L" foi apresentado nesta quarta-feira (6) em estudo publicado na revista "Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes". A mutação identificada pelas cientistas ocorreu na versão mais comum da doença, os vírus HIV do Grupo M, encontrado em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 37,9 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV. A descoberta foi feita a partir do sequenciamento genético de três pacientes, com amostras coletadas desde os anos 80. As cientistas defenderam que este avanço poderá facilitar a identificação de possíveis pandemias e até mesmo antecipar as ações de combate às infecções. "Em um mundo tão conectado, nós não podemos mais pensar que os vírus fiquem restritos a certas regiões", disse em nota Carole McArthur, uma das autoras do estudo. A professora da Universidade do Missouri, EUA, sustentou que a descoberta prepara os cientistas para enfrentar possíveis mutações do vírus e tem potencial para pôr fim à pandemia do HIV.

SUS passa a oferecer tratamento contra a diabetes e problemas relacionados à doença

  • G1
  • 01 Nov 2019
  • 08:10h

(Foto: Tesa Robbins/Pixabay)

Uma nova lei sancionada nesta quarta-feira (30) estabelece uma nova Polícia Nacional de Prevenção do Diabetes. O Sistema Único de Saúde (SUS) agora é responsável pelo tratamento da doença e também pelos problemas causados por ela. O diabetes é causado pela baixa produção do hormônio insulina, que controla a quantidade de açúcar no sangue. De acordo com o texto, de autoria do senador Jorge Kajuru, o governo fará campanhas de conscientização sobre a necessidade de medir os níveis de glicemia da população. A lei foi aprovada por Hamilton Mourão, enquanto estava no exercício do cargo de presidente. O general vetou um ponto do texto que obrigava a disponibilização pelo SUS de exames com resultado imediato, como a glicemia capilar, furo feito no dedo do paciente para medir o índice glicêmico. O senador Jorge Kajuru disse, durante a votação no Congresso, que os pacientes passam a ter direito às cirurgias, como a bariátrica, e remédios para o tratamento, como a insulina. Mais de 13 milhões de pessoas têm diabetes no Brasil.

Dia D contra o sarampo mira crianças com menos de 5 anos

  • G1
  • 19 Out 2019
  • 09:34h

Foto: Raíza Milhomem/Prefeitura de Palmas

O Dia D contra o sarampo acontece neste sábado (19) em 41,9 mil unidades de saúde de todo o Brasil. Até o dia 25 de outubro o Ministério da Saúde quer vacinar 2,6 milhões de crianças de 6 meses a 5 anos, grupo que constitui o público-alvo da vacina. As crianças são mais suscetíveis às complicações da doença: das 13 mortes por sarampo confirmadas no Brasil nos últimos 90 dias, 7 atingiram menores de cinco anos de idade. O estímulo à imunização ocorre em meio a um surto que, apesar de se concentrar no estado de São Paulo, já circula em 20 dos 27 estados brasileiros. Nos últimos 90 dias foram registrados 6.192 casos confirmados de sarampo, um aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior, segundo o ministério. Desses casos, 96% estão concentrados no estado de São Paulo.

Dia do Médico: Prefeitura de Brumado presta homenagem e faz exaltação aos avanços na Saúde Pública

  • Ascom | PMB
  • 18 Out 2019
  • 11:52h

(Divulgação Ascom | PMB)

Dia 18 de outubro se comemora o Dia do Médico, então, primeiramente, a Administração Municipal vem parabenizar esses profissionais que vêm realizando um grande trabalho em Brumado, salvando vidas e comprovando o compromisso com a área de saúde. 

O planejamento iniciado em 2005, em promover uma verdadeira transformação do setor, que tinha somente um médico à disposição da população, hoje, já mostra frutos inquestionáveis dos esforços e da obstinação em se buscar esse objetivo, que teve na implantação da UTU um coroamento muito significativo. 

Hoje Brumado oferece atendimentos na área de baixa, média e alta complexidade, tendo, inclusive o Hospital Magalhães Neto considerado coma uma grande referência, oferecendo os mais variados serviços à cerca de 400 mil habitantes da microrregião. 

Então, nesse clima de positividade e avanços, a Prefeitura de Brumado vem cumprimentar todos os médicos que atuam no município, os quais vêm contribuindo de forma muito proativa para esse novo cenário de alta resolutividade. 

Parabéns!!!

No Dia Mundial de Combate à Dor, nessa quinta-feira (17), médicos alertam para grave problema de saúde pública

  • Redação
  • 17 Out 2019
  • 16:40h

(Foto: Divulgação)

Nessa quinta-feira, 17, Dia Mundial de Combate à Dor, a sociedade médica alerta para este problema que é sinônimo de sofrimento, estresse e isolamento, afetando a saúde física, emocional e social de quem sente dor, interrompendo sua qualidade de vida. “Sentir dor permanente está se tornando algo comum, mas não é normal. A pessoa que sente dor não deve, em hipótese alguma, acostumar-se com a circunstância. Deve, sim, procurar um tratamento multiprofissional especializado para resgatar sua qualidade de vida”, defende o Dr. Leandro Menezes, especialista em dor e um dos médicos responsáveis pelo Centro de Tratamento da Dor (CTD Qualivida) em Vitória da Conquista. Atualmente, a medicina dispõe de técnicas cada vez mais eficazes para o tratamento e controle da dor e para a reinserção precoce do paciente em seu contexto social. Além de contar com avaliação médica especializada e equipe multidisciplinar, o paciente que sente dor pode ser tratado com medicamentos, bloqueios anestésicos e infiltrações e acompanhamento de fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e acupunturistas médicos. “Essa é uma data importante para a conscientização do tema, tanto das autoridades quanto da população em geral, para que sejam sensibilizados sobre a questão do controle da dor como direito humano. Todo paciente com dor merece tratamento”, conclui Dra. Monnaliza Fagundes, também especialista em dor do CTD Qualivida.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dor crônica (aquela que se caracteriza por durar mais de três meses) é um grave problema de saúde pública. Ela se tornou um tema médico tão importante que, nos últimos anos, já é reconhecido como área de atuação específica na prática médica. Só no Brasil, de acordo à Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (Sbed), cerca de 35% da população (ou seja, mais de 70 milhões de pessoas) sofre com este problema. As síndromes dolorosas crônicas mais comuns são: dor nas costas, nas articulações, na cabeça, as musculares e aquelas ligadas ao tratamento e padecimento de doenças, como câncer..A dor crônica interfere no cotidiano das pessoas, prejudicando o desempenho no trabalho, nas atividades de casa, no sono, nas relações pessoais e causa impacto até na economia. Segundo dados da Previdência Social sobre a saúde do trabalhador, a dor lidera o ranking de causas de afastamento do trabalho, afetando, inclusive, pacientes jovens em idade economicamente ativa. Entre os idosos, a prevalência de dor crônica é também alta, associada, muitas vezes, à presença de doenças crônicas e degenerativas e à falta de atividades físicas. O impacto, muito além do sistema previdenciário, é também sobre o sistema de saúde, público ou privado, já que o aumento da procura às emergências médicas, às internações hospitalares repetidas e a exames e procedimentos cirúrgicos é sintomático (e poderia ser evitado).

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USP desenvolve teste que identifica vírus da zika com maior precisão

  • Bahia Noticias
  • 16 Out 2019
  • 20:20h

Foto: Reprodução/FioCruz

Um novo teste desenvolvido por pesquisadores da USP consegue identificar a infecção pelo vírus da zika com precisão sem precedentes, o que deve facilitar o trabalho de médicos e autoridades de saúde pública que ainda tentam entender os riscos trazidos pela doença. "Até hoje, o maior problema para chegar a esse tipo de teste era a grande semelhança entre as proteínas do vírus da zika e as da dengue. Era muito difícil separar um do outro", explica o virologista Edison Luiz Durigon, pesquisador do ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da universidade) e um dos responsáveis pelo trabalho. Para contornar o problema, a equipe conseguiu identificar um pedaço de uma das moléculas virais, a chamada NS1 (sigla de "proteína não estrutural 1"), que é suficientemente diferente de um vírus para o outro. Graças à escolha desse alvo, o teste tem tanto especificidade quanto sensibilidade de 92%. A especificidade de testes anteriores era de 75%. Isso significa que o novo exame raramente produz falsos positivos (ou seja, não identifica a presença de outro vírus como sendo o da zika) e falsos negativos (isto é, não "deixa passar" o vírus da zika como se fosse outro causador de doenças). O trabalho levou ao depósito de uma patente (ou seja, uma invenção, com direitos de propriedade intelectual garantidos) e ao licenciamento do teste para produção comercial pela empresa AdvaGen Biotech, de Itu (SP). A comercialização dos kits com 96 testes cada um já foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os pesquisadores calculam que o custo por pessoa fique em torno de R$ 30, o que viabilizaria o uso em grande escala no SUS. Para obter a aprovação, o teste foi validado com mais de 3.000 mulheres --elas, com efeito, são o principal "público-alvo" da tecnologia, já que os efeitos mais graves da zika registrados até agora são a microcefalia (tamanho da cabeça e do cérebro menor que o normal) e outras anomalias severas no sistema nervoso de recém-nascidos cujas mães foram infectadas pelo vírus. Tudo indica que o patógeno destrói as células que dão origem aos neurônios durante a gestação na mãe infectada, o que explica os problemas neurológicos nas crianças.

"Se uma gestante chega a um pronto-socorro com sintomas que lembram os da zika e faz esse teste, um resultado negativo já seria suficiente para deixá-la mais despreocupada", afirma Durigon. Outra aplicação relevante da abordagem é no acompanhamento de populações como a do Nordeste, nas quais boa parte da população já foi infectada com um ou mesmo vários subtipos da dengue e que, portanto, oferece mais dificuldade na hora de determinar quem pegou zika pela primeira vez, já que os sintomas são bastante parecidos com os da dengue."Para um trabalho como esse, não existe nada que seja comparável em outros lugares do mundo", diz Luís Carlos de Souza Ferreira, diretor do ICB e membro da equipe de desenvolvimento do teste. Assim como diversos outros testes do gênero, o sistema desenvolvido pelos pesquisadores depende de uma série de reações envolvendo anticorpos, moléculas produzidas pelo organismo como arma contra invasores. Em pequenas cavidades de uma placa fica o fragmento de molécula específico do zika. Em seguida, os pesquisadores colocam amostras sanguíneas do paciente. Caso a pessoa tenha tido contato com o vírus zika, seu organismo terá produzido anticorpos contra ele, e esses anticorpos vão se ligar ao pedaço de molécula do vírus de modo específico. No passo seguinte, a placa recebe anticorpos contra o primeiro anticorpo --sim, é estranho, mas isso existe. O importante nesse caso é que o segundo anticorpo se liga de forma específica ao primeiro, e a ele está acoplado uma enzima --grosso modo, uma tesoura molecular. Finalmente, acrescenta-se uma última molécula, projetada para ser cortada pela enzima. Nessa reação, o conjunto muda de cor --caso, é claro, haja anticorpos contra o vírus no sangue. Se esses anticorpos não estiverem ali, as várias lavagens da placa vão carregar todas as moléculas embora. O processo todo dura dez ou quinze minutos e pode ser totalmente automatizado. A tendência é que os especialistas passem a entender melhor a dinâmica de espalhamento da zika entre a população. Há boas pistas de que a primeira onda da doença no país infectou milhões de pessoas, em tese deixando-as imunes à doença. "Isso pode inclusive ajudar a decidir se vale a pena investir numa vacina", diz Durigon. A pesquisa contou com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Brasil: Criança de 3 anos tem parte do pênis amputada após cirurgia e pai se desespera: 'fui pro chão'

  • G1
  • 16 Out 2019
  • 17:28h

Foto: Vales de Minas Gerais

Um menino de 3 anos teve parte do pênis amputada após fazer uma cirurgia de fimose em Malacacheta (MG). O pai da criança contou que o cirurgião não admitiu e só teve a confirmação quando transferiu a criança para um hospital de Teófilo Otoni, que a submeteu a uma cirurgia de reconstrução da parte que sobrou do membro. "Lá eu fui chamado para uma sala, onde me disseram 'infelizmente houve a amputação do pênis do seu filho'. Aí eu fui pro chão, passei mal'”. O cirurgião responsável pela cirurgia de fimose, que é a retirada do excesso de pele no pênis, morreu em casa dias após o procedimento, que ocorreu no Hospital Municipal Dr. Carlos Marx. A confirmação da morte do médico foi dada pela Prefeitura de Malacacheta , que disse não ter sido emitido ainda o laudo com a causa da morte do cirurgião. A secretaria de Saúde informou ao G1 que, além do cirurgião, ainda participaram do procedimento um anestesista, um enfermeiro, um instrumentador e dois circulantes de sala. A secretaria disse ainda que solicitou a abertura de um procedimento administrativo. 

O pai explicou que após pedir a enfermeira para trocar o curativo sujo de sangue, não conseguir visualizar o membro. “Eu deixei o meu filho no hospital e minha mãe ficou de acompanhante. Eu fui para uma reunião de trabalho e quando retornei soube que tinha algo errado. A cirurgia que deveria ter durado uns trinta minutos levou cerca de quatro horas. Quando tirou o primeiro esparadrapo, tinha tipo uma gaze enrolada simulando que o pênis estaria ali no meio. Tudo ensanguentado. Quando levantou a gaze não tinha pênis visível. Fiquei doido, falei que isso não era normal". O pais conta que chamou o médico de plantão, porque o médico que tinha operado havia ido embora, e ele falou que não podia avaliar porque não tinha participado da cirurgia.  "Eu pressionei: 'doutor, posso ficar tranquilo que tá tudo normal, então?'. E ele disse 'não, eu não falei isso, só digo que não tenho condições de avaliar porque não participei da cirurgia'”, conta. O pai foi ainda atrás do prefeito e do secretário de saúde do município. “Eu mostrei a foto do meu filho e perguntei 'isso é normal?'. Eu vi que ele [secretário de saúde] ficou espantado, mas continuou dizendo que estava tudo bem. Horas depois apareceu o médico que fez a cirurgia e disse que estava normal, disse 'daqui dez dias vai começar a desinchar e vai dar pra ver o pênis dele'”. Como a criança continuava a reclamar de dores, no dia seguinte o pai assinou um termo de responsabilidade e transferiu a criança por conta própria para o hospital de Teófilo Otoni. Na unidade, o menino passou por dois novos procedimentos cirúrgicos para avaliar o estado em que se encontrava e, em seguida, para a reconstrução do coto. O pai conta que o laudo do segundo hospital apontou que houve laceração do prepúcio do menino e diz que somente no futuro poderá saber se o filho poderá recorrer a uma prótese. A conta da internação no hospital em Teófilo Otoni ficou em quase R$ 10 mil e o pai diz que precisou pegar dinheiro emprestado para pagar, pois não recebeu apoio ou assistência do município no primeiro momento. Disse ainda que somente semanas depois, após o caso ter sido repercutido na mídia, a Prefeitura o ressarciu dos custos da segunda internação, mas que não tem prestado assistência à criança. Ao G1, a Secretaria de Saúde disse que tem prestado apoio através das visitas domiciliares realizadas pela Equipe de Saúde da Família e ofertando consultas médicas e atendimento psicológico. Informou ainda que o pai da criança foi ressarcido dos custos hospitalares no dia 4 de outubro e que tem contribuído com a Superintendência Regional de Saúde de Teófilo, através do Núcleo de Segurança do Paciente, para a investigação do ocorrido.

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Máe relata o sofrimento das crianças autistas com o barulho dos fogos

  • PNews
  • 13 Out 2019
  • 08:41h

(Foto: Ilustrativa)

"Já tentamos de tudo. Compramos fone de ouvido. Colocamos músicas para disfarçar o barulho. Infelizmente, todas as tentativas frustradas. O barulho dos fogos deixa meu filho autista extremamente agitado e com muito medo. É perturbador vê-lo naquele estado e não ter condições de fazer nada, apenas chorar escondido". O relato é da diarista Zuleica Marques, de 36 anos, mãe do Samuel, de 11 anos. Ambos moram no Jardim Vitória, em Suzano. Samuel é autista. Ele faz tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) infantojuvenil "Entrelaços", localizado no município. Na unidade é acompanhado por uma equipe multidisciplinar. O diagnóstico comprovado de autismo veio há dois anos, mas a suspeita da doença o acompanhava desde os dois anos de idade. "O Samuel é uma criança tranquila, sociável e muito carinhosa, porém, quando ouve o barulho dos fogos ele se transforma", contou Zuleica. "E este comportamento não ocorre com outros barulhos, como um escapamento de caminhão ou um som alto. É o estampido dos fogos de artifício que o faz ficar com medo. Chega a sair gritando e querendo se esconder", descreveu a mãe do garoto. Samuel é uma das muitas crianças autistas que poderão ser beneficiadas com o projeto de lei do vereador suzanense Lisandro Frederico (PSD), que proíbe fogos de artifício com barulho na cidade. Uma audiência pública para discutir a proposta foi realizada na Câmara. Assim como Zuleica, a Comissão do Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Suzano, a Associação da Melhor Idade, e o Centro de Atenção Psicossocial - CAPS infantojuvenil "Entrelaços" já manifestarem apoio à iniciativa. "É pensando no Samuel, na família dele e nas muitas outras crianças que sofrem com autismo, que apresentamos este projeto", afirmou Lisandro.

'Sobrevivi à leucemia e virei médica para salvar pessoas com a doença'

  • G1
  • 12 Out 2019
  • 19:15h

Foto: Arquivo Pessoal/ BBC

A médica Marina Aguiar, de 31 anos, dedica grande parte de seus dias aos cuidados de pacientes que fazem tratamento contra a leucemia, em um hospital de Brasília. Quem a vê saudável pelos corredores da unidade de saúde não imagina que ela também enfrentou a mesma doença, há mais de 10 anos, e chegou a ser desenganada pelos médicos. A decisão de cursar Medicina surgiu quando Aguiar estava em tratamento contra a leucemia, aos 18 anos. "Percebi a importância de médicos que acreditem na recuperação dos pacientes. Isso me motivou a querer ajudar pessoas que vivem algo semelhante ao que enfrentei", conta à BBC News Brasil. Para ir atrás do sonho de se tornar médica, ela teve de abandonar o curso de Odontologia e enfrentar o temor dos parentes, preocupados com as dificuldades que a jovem, na época ainda em tratamento, poderia enfrentar. Antes de conquistar o diploma, Aguiar enfrentou situações que a deixaram abalada: o tratamento não deu resultados, não houve doadores compatíveis de medula óssea e um médico não acreditava que ela sobreviveria. "Fiquei triste muitas vezes. Mas sempre tentava acreditar que tudo daria certo em algum momento", diz Aguiar. Ela considera que o diploma de Medicina é a sua maior vitória contra a doença.

Brasileiro com câncer terminal terá alta após terapia genética pioneira obter sucesso pela 1ª vez na América Latina

  • G1
  • 11 Out 2019
  • 11:44h

Foto: Hugo Caldato/Hemocentro RP/Divulgação

Um paciente de 62 anos que tinha linfoma em fase terminal e tomava morfina todo dia deve receber alta no sábado (12) após ser submetido a um tratamento inédito na América Latina. Ele deixará o hospital livre dos sintomas do câncer graças a um método 100% brasileiro baseado em uma técnica de terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-Cell. Os médicos e pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp-USP) do Hemocentro, ligado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, apontam que o paciente está "virtualmente" livre da doença. Os especialistas, no entanto, não falam em cura ainda porque o diagnóstico final só pode ser dado após cinco anos de acompanhamento. Tecnicamente, os exames indicam a "remissão do câncer". Os pesquisadores da USP - apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) - desenvolveram um procedimento próprio de aplicação da técnica CART-Cell. Essa técnica, ainda recente, foi criada nos EUA, está em fase de pesquisas e é pouco acessível. No EUA, os tratamentos comerciais já receberam aprovação e podem custar mais de US$ 475 mil. O paciente submetido ao tratamento no Brasil é o mineiro Vamberto Luiz de Castro, funcionário público aposentado de 62 anos. Antes de chegar ao interior de São Paulo, ele tentou quimioterapia e radioterapia, mas seu corpo não respondeu bem a nenhuma das técnicas. Em um tratamento paliativo, com dose máxima de morfina, o paciente deu entrada em 9 de setembro no Hospital das Clínicas em Ribeirão com muitas dores, perda de peso e dificuldades para andar. O tumor havia se espalhado para os ossos. O prognóstico de Castro, de acordo com os médicos, era de menos de um ano de vida. Como uma última tentativa, os médicos incluíram o paciente em um "protocolo de pesquisa" e testaram a nova terapia, até então nunca aplicada no Brasil. A CART-Cell é uma forma de terapia genética já utilizada nos Estados Unidos, Europa, China e Japão. Esse método consiste na manipulação de células do sistema imunológico para que elas possam combater as células causadoras do câncer.

Sesab alega que lote de vacinas é insuficiente para atender à demanda

  • Redação
  • 08 Out 2019
  • 12:17h

(Foto: Reprodução)

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia declarou que as cerca de 30 mil doses recebidas de vacina pentavalente, são insuficientes para atender à demanda da população. A Sesab aguarda por outro envio do Ministério da Saúde. A vacina pentavalente é destinada a bebês que devem tomá-la aos 2, 4 e 6 meses de vida. Ela protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria do influenza tipo B.

Casos de Sarampo são notificados na região; vacinação é imprescindível

  • Redação
  • 08 Out 2019
  • 07:46h

(Foto: Reprodução)

O novo boletim do Ministério da Saúde aponta que Vitória da Conquista teve 28 casos notificados de sarampo, desse total 25 foram descartados e outros 03 ainda aguardam resultado. A partir desta segunda-feira (07), Vitória da Conquista inicia uma nova Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo em todos os postos de saúde, com foco em dois grupos: o primeiro vai de 7 a 25 de outubro e irá imunizar crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade, com o dia D de vacinação no dia 19 de outubro. Já o segundo grupo, previsto para iniciar no dia 18 de novembro, será direcionado para adultos na faixa-etária de 20 a 29 anos que não estão com a caderneta de vacinação em dia. Para garantir a dose da vacina, basta procurar a unidade de saúde mais próxima de casa com a caderneta de vacinação em mãos. Em Vitória da Conquista, a meta é vacinar 26.627 crianças e 60.462 adultos do público alvo. “Precisamos 95% desse público vacinado. Mas na campanha a vacina será seletiva, ou seja, quem estiver com o cartão em dia não precisa tomar a vacina”, destaca a coordenadora de Imunização, Elba Crisnia Sampaio.

Campanha contra raiva é suspensa na Bahia após atraso de laboratório na entrega de vacinas

  • Redação
  • 22 Set 2019
  • 09:28h

(Foto: Reprodução)

A campanha de imunização de cães e gatos contra a raiva foi suspensa temporariamente na Bahia, segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). A estratégia seria realizada neste mês. O anúncio foi feito depois que o laboratório fornecedor da vacina antirrábica atrasou a entrega para o Ministério da Saúde e, no repasse, o estado recebeu apenas 16% do que era esperado para o período. Por meio de nota, o Ministério divulgou que, com esse atraso, a estratégia de imunização deste ano foi alterada para priorizar municípios com maior risco de epidemia da doença e a Bahia não é um deles. A previsão de normalização é em novembro. De acordo com a Sesab, o Estado esperava a chegada de 2,5 milhões de vacinas neste mês, mas só chegaram 400 mil unidades.

Em Itabuna, Rui entrega 13ª Policlínica Regional de Saúde

  • Redação
  • 20 Set 2019
  • 18:24h

(Foto: Divulgação)

A décima terceira Policlínica Regional de Saúde da Bahia foi inaugurada pelo governador Rui Costa, nesta sexta-feira (20), em Itabuna. A unidade de saúde, que contou com um investimento de R$ 25 milhões, entre obras e equipamentos, e já começa a funcionar na segunda (23), beneficia 750 mil moradores de 29 municípios da região. Também nesta sexta, Rui entregou 15 micro-ônibus, que farão o transporte dos pacientes para a policlínica, além de 12 ambulâncias. “Hoje, 268 cidades, mais da metade dos municípios baianos, já são atendidas por uma policlínica regional. A próxima inauguração será em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, e em seguida Senhor do Bonfim e logo depois Barreiras. Até novembro, nós chegaremos a 15 policlínicas entregues. É o maior investimento em saúde pública do Brasil, fortalecendo a atenção básica”, afirmou Rui. Ainda de acordo com Rui Costa, o Governo segue cumprindo o objetivo de regionalizar a saúde na Bahia. “Para isso, o Estado paga integralmente a implantação da policlínica, com obras, equipamentos e os micro-ônibus, e ainda participa com 40% dos custos operacionais mensais. Os outros 60% são divididos entre os municípios dos consórcios, de acordo com o tamanho de cada um”, detalhou.

Segundo o secretário da Saúde, Fábio Vilas Boas, com a Policlínica, a região cacaueira passa a ser autossuficiente em exames. “Esta é uma das maiores realizações da saúde pública na região cacaueira da Bahia. São mais de 15 especialidades médicas, todos os tipos de exames complementares, desde um simples eletrocardiograma até uma ressonância eletromagnética e uma tomografia computadorizada”. Ao todo, a policlínica conta com 78 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogo, farmacêutico, nutricionista, ouvidor, assessores técnicos, assistente social, técnicos em enfermagem, técnicos em radiologia e assistentes administrativos. As especialidades oferecidas são angiologia, cardiologia, endocrinologia, gastroenterologia, neurologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia/obstetrícia, mastologia e urologia, entre outras. Os municípios atendidos são Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Camacã, Canavieiras, Coaraci, Firmino Alves, Floresta Azul, Gongogi, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Itaju do Colônia, Itajuípe, Itapé, Itapitanga, Itororó, Jussari, Mascote, Pau Brasil, Potiraguá, Santa Cruz da Vitória, Santa Luzia, São José da Vitória e Uma.

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