BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"

Dados de mais de 200 milhões de brasileiros que utilizam o SUS são expostos

  • Redação
  • 02 Dez 2020
  • 17:53h

Informações de pessoas que possuem plano de saúde também ficaram disponíveis para consulta | Foto: Reprodução

s dados pessoais de mais de 200 milhões de brasileiros ficaram expostos de forma indevida após uma possível falha no sistema de notificações da Covid-19. O caso é investigado pelo Ministério da Saúde, que já informou que o problema foi corrigido. Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, por causa da falha, informações como nome, endereço, telefone e CPF de todas as pessoas cadastradas no Sistema Único de Saúde (SUS) ou que tenham um plano de saúde ficaram disponíveis para consulta. Até mesmo os dados de pessoas como o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também ficaram expostos. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que os protocolos de segurança e proteção de dados, que já existem, são avaliados e aprimorados constantemente para evitar este tipo de situação.

Hospital da Chapada: Sesab descredencia entidade e médicos suspendem demissão coletiva

  • Aurélio Nunes
  • 01 Dez 2020
  • 13:23h

Hospital da Chapada: Sesab descredencia entidade e médicos suspendem demissão coletiva | Foto: Sesab/divulgação

A Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) descredenciou a organização social (OS) Associação de Proteção à Maternidade e à Infância da gestão do Hospital Regional da Chapada Diamantina (APMI). A mesma OS já havia sido descredenciada da gestão do Hospital de Juazeiro, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal por fraudes na aquisição de medicamentos e equipamentos.

A informação foi obtida pelo bahia.ba junto aos médicos e funcionários do HCDR que participaram de uma reunião com a subsecretária de saúde do Estado, Tereza Paim, na sexta-feira (27), no auditório da unidade hospitalar.

“A Sesab pediu um prazo de 10 a 15 dias para regularizar os pagamentos em atraso dos médicos, que não recebem desde agosto, e demais funcionários, que ainda não receberam os salários de outubro”, declarou um dos médicos, que pediu para não ser identificado. Ele integra o grupo de 11 plantonistas das UTIs Geral e Covid que protocolaram ofícios comunicando o desligamento de suas funções a partir deste mês. “A Sesab pediu para continuarmos e nós decidimos que o pedido de demissão coletivo está suspenso.”

Para o movimento, que atualmente já conta com 18 médicos do HRCD, o objetivo principal foi alcançado, que era a mudança da gestão, que, além de atrasar salários, é criticada por falta de medicamentos na farmácia hospitalar, lentidão na reposição de equipamentos danificados e de não repor os profissionais afastados por Covid-19, gerando escalas de plantão de até 5 dias consecutivos.

O vínculo dos médicos com o hospital é feito mediante contrato de prestação de serviço de pessoa jurídica à OS gestora. Já os funcionários são contratados com registro em carteira de trabalho.

Ainda segundo os médicos e funcionários ouvidos pelo bahia.ba, a Sesab prometeu arcar com os custos trabalhistas da rescisão contratual de todos eles utilizando repasses à APMI dos meses de outubro e novembro que foram retidos após constatação de irregularidades na prestação dos serviços. Até que uma nova empresa assuma a gestão, um grupo de três interventores nomeados pelo órgão ficará responsável pela administração do hospital.

Em nota, a Sesab limitou-se a informar que “está em processo de rescisão contratual com a empresa gestora do Hospital da Chapada.”

No entanto, o órgão publicou no Diário Oficial de sábado (28) um chamamento público para “contratação emergencial de organização social gestão, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde do Hospital da Chapada Diamantina”. A sessão de acolhimento das propostas está marcada para as 14h30 desta terça-feira (1), na sede da Sesab, em Salvador.

“Do jeito que estava não dava pra continuar. Foi uma vitória não só dos médicos e dos funcionários, mas de todos moradores da Chapada que precisam e merecem receber um atendimento digno”, declarou um funcionário.

Por Aurélio Nunes, especial para o bahia.ba

Sesab emite alerta após registro de casos da 'doença misteriosa da urina preta'

  • Mauricio Leiro / Jade Coelho
  • 13 Nov 2020
  • 09:33h

(Foto: Reprodução)

O registro de pelo menos 12 casos da Doença de Haff desde agosto deste ano na Bahia acendeu um alerta na Secretaria da Saúde do estado (Sesab). A doença causa rigidez muscular súbita, dor muscular, torácica, dificuldade para respirar, dormência e perda de força no corpo e deixa a urina escura.  A doença pode evoluir com insuficiência renal e, se não tratada, levar a morte.

 

Entre os sintomas ainda está a elevação sérica de creatinofosfoquinase (CPK), uma enzima que atua principalmente nos tecidos musculares, no cérebro e no coração. A doença de Haff está associada a ingestão de crustáceos e pescados e já é conhecida pelos baianos. 

 

Pode haver quem não se lembre, mas há quatro anos Salvador registrou um surto da doença de Haff. Na época ela ainda não era chamada dessa forma, e antes de ser identificada era conhecida e estampada no noticiário como "doença misteriosa que causa urina preta" (lembre o fato aquiaquiaqui e também aqui). No período, um alerta epidemiológico chegou a ser emitido orientando buscas ativa e retrospectiva de casos.

 

Na semana passada, em 3 de novembro, a Sesab emitiu um alerta direcionado a profissionais de saúde do estado para a ocorrência de casos de Haff. Uma nota técnica com informações sobre a doença, sintomas, possíveis causas e os casos já registrados foi publicada no site da pasta.

CASOS REGISTRADOS

O documento traz a informação de que três casos de Haff foram diagnosticados em Entre Rios no mês de agosto desse ano. Os casos do município localizado no Litoral Norte baiano aconteceram entre integrantes de uma mesma família após a ingestão de um peixe conhecido como "olho de boi". Na ocasião, cinco pessoas comeram o pescado. Aproximadamente sete horas depois o primeiro paciente manifestou os sintomas. Se tratava de uma pessoa de 53 anos, que apresentou fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. O paciente foi levado ao hospital do municipio, onde foi submetido aos primeiros atendimentos. De acordo com a nota, posteriormente mais dois membros da família apresentaram os mesmos sintomas.

A Secretaria da Saúde registra casos também na capital baiana. Em Salvador, nos meses de setembro e outubro. duas unidades hospitalares notificaram a ocorrência de casos da doença de Haff, informou a pasta. A cidade soma 6 ocorrências. Desses, três casos foram hospitalizados e realizaram exames laboratoriais que apresentaram elevação de CPK. 

Na noite desta quinta-feira (12) a secretaria confirmou mais três casos em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, também relacionados ao consumo de pescado.

A secretaria esclarece que as principais manifestações clínicas dos pacientes se caracterizaram por início súbito de fortes dores em região cervical, seguido por dores musculares intensas nos braços, dorso, coxa e panturrilhas e urina turva e escura, com cor semelhante a  café. Nenhum dos pacientes apresentou febre, sintomas respiratórios ou gastrintestinais e todos fizeram ingestão de peixe em menos de 24 horas.

ALERTA EPIDEMIOLÓGICO

Sob o entendimento de que a doença de Haff é rara e com base nas evidências do surgimento de casos e aumento das notificações, o Centro de Informações e Estratégias em Vigilância em Saúde (Cievs) da Bahia e de Salvador emitiram de forma conjunta um alerta epidemiológico com recomendações de condutas e orientações para as equipes de saude da rede pública e privada, para que os profissionais da saúde possam identificar a ocorrência de novos casos e investigar.

Entre as orientações está a de que os profissionais de saúde realizem exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) e TGO para observação de alterações dos valores normais nos exames; que observem a cor da urina e em caso de ser escura entendam como sinal de alerta, pois neste caso o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas. 

Segundo a Sesab, a doença não possui tratamento específico, mas não é indicado o uso de antiinflamatórios. 

A pasta destaca ainda que os profissionais de saúde devem orientar a população a buscar uma unidade de saúde no caso de aparecimento dos sintomas; e ainda identificar outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença. 

Decreto de Bolsonaro pode abrir caminho para privatização do SUS

  • Redação
  • 28 Out 2020
  • 11:13h

Medida autoriza a equipe econômica do governo a preparar um modelo de privatizações para as unidades básicas | Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (27), autoriza a equipe econômica a preparar um modelo de privatizações para as unidades básicas do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o portal IG, o decreto inclui a “porta de entrada” do SUS, que são as unidades básicas de saúde, na mira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, que visa concessões e privatizações do governo. Ainda segundo o portal, na prática, o decreto, além de abrir caminho para a privatização do SUS, prevê estudos “de parcerias com a iniciativa privada para a construção, modernização e operação de unidades básicas de saúde”. O objetivo central do programa de concessões e privatizações do governo é “encontrar soluções para a quantidade significativa de unidades básicas de saúde inconclusas ou que não estão em operação no país”.

A 3 dias para fim de campanha, 60% das crianças ainda não foram vacinadas contra a pólio

  • Com informações da Agência Brasil.
  • 27 Out 2020
  • 07:59h

(Foto: Reprodução)

Com a Campanha Nacional de Vacinação chegando ao fim no dia 30 de outubro, somente 35% das crianças (4 milhões) foram imunizadas contra a poliomielite.

Segundo informações do Ministério da Saúde, ainda falta vacinar 7,3 milhões de pessoas. O público-alvo estimado é de 11,2 milhões das crianças de 1 a menores de 5 anos.

O estado que mais vacinou as crianças até agora foi o Amapá (62,59%), seguido do estado da Paraíba (50,11%). Rondônia foi o estado que menos vacinou, tendo atendido apenas 11,76% do público-alvo.

A recomendação aos estados que não atingirem a meta é continuar com a vacinação de rotina, oferecida durante todo o ano nos mais de 40 mil postos de saúde distribuídos pelo país.

A campanha nacional ocorre junto com a campanha de multivacinação, que visa atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nesta última são ofertadas todas as vacinas do calendário nacional de vacinação. 

Hospital do Câncer em Caetité será entregue em novembro

  • Redação
  • 22 Out 2020
  • 07:35h

(Foto: Divulgação)

O Hospital do Câncer em Caetité será entregue em novembro deste ano. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa, em transmissão pelas redes sociais, nesta terça-feira (20). A unidade, que está com mais de 90% das obras concluídas, irá beneficiar moradores de 48 municípios do sudoeste baiano.

Com 80 leitos, sendo 10 de terapia intensiva (UTI), o hospital está sendo erguido por meio de um convênio assinado entre o Governo do Estado e a Prefeitura, com aporte estadual superior a R$ 2,8 milhões nas obras e R$ 10 milhões em equipamentos. A unidade estará estruturada para ofertar consultas e exames para acompanhamento, diagnóstico e tratamento.

Além do tratamento cirúrgico, o hospital terá à disposição dos pacientes o serviço de quimioterapia. Também está assegurado o atendimento de urgência e emergência oncológica dos pacientes cadastrados, bem como a oferta de hemoterapia (unidade transfusional). O hospital disponibilizará ainda exames de imagem, mamografia, tomografia computadorizada, além de exames de ultrassom, laboratoriais e de anatomia patológica.

Rastreamento

Na transmissão, o secretário da saúde (Sesab), Fábio Vilas Boas, destacou que a Bahia é campeã em rastreamento do câncer de mama em todo o Brasil. “Temos o mais amplo programa de combate ao câncer de mama e de colo de útero do país. Nós criamos as carretas móveis que ficam rodando nas regiões pelo interior do estado, de forma associada com as policlínicas regionais. O Hospital da Mulher, em Salvador, vai ser a primeira unidade de alta complexidade em oncologia dedicada exclusivamente ao câncer da mulher”.

Outubro Rosa: a saúde da mulher além dos exames ginecológicos

  • Fernanda Sene
  • 14 Out 2020
  • 18:44h

Prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para obter sucesso no tratamento e reduzir o número de mortes | Foto: Divulgação

Câncer é um diagnóstico difícil de digerir, uma palavra difícil de ser dita, e muitas pessoas evitam até pronunciá-la. É uma doença silenciosa, e que afeta milhares de pessoas no mundo, considerada uma epidemia global, infelizmente tende a aumentar nos próximos anos.  Atualmente, 7,6 milhões de pessoas morrem em decorrência da doença a cada ano; deste valor, 4 milhões têm entre 30 e 69 anos.

No Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro), o INCA (Instituto Nacional de Câncer) lançou a publicação “Estimativa 2020: Incidência de Câncer do Brasil”, criada para alertar, e conscientizar sobre a importância da disseminação de informações de qualidade e desenvolver estratégia para lidar com a doença. A previsão para 2025 é assustadora e preocupante: a estimativa é de 6 milhões de mortes prematuras por ano, sendo que 1,5 milhão de óbitos poderiam ser evitados com medidas adequadas. Segundo a publicação, os cânceres mais incidentes no Brasil são os de pele não melanoma, mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago.

A pesquisa realizada pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer) mostra que o câncer de mama é um dos três tipos de câncer com maior incidência, junto com o de pulmão e o colorretal, e é o que mais acomete as mulheres em 154 países dos 185 analisados.  Segundo o INCA, representa a primeira causa de mortes por câncer em mulheres brasileiras, e as regiões que apresentam as maiores taxas de mortalidade são o Sul e Sudeste, que tiveram 15,56 e 14,56 óbitos/100 mil mulheres em 2015. O estudo aponta que uma a cada quatro mulheres que têm um caso diagnosticado tem câncer de mama, representando 24,2% do total.

“A melhor maneira de conter a doença é investir em prevenção, acompanhamento e rastreamento para que o câncer seja descoberto cada vez mais precocemente. Todas mulheres devem realizar um check-up ginecológico todos os anos. Se houver casos de câncer na família, esse cuidado deve ser intensificado. Casos descobertos logo no início têm mais chances de serem tratados. É importante assumir as rédeas, ter atitudes para valorizar a saúde e a vida, como, por exemplo, ter uma alimentação saudável, manter o peso corporal, praticar atividade física regularmente, não ingerir bebida alcoólica e não fumar, são ações que ajudam a reduzir 28% o risco de desenvolver câncer de mama.”, alerta Alberto Guimarães, ginecologista e consultor de saúde da MetaLife Pilates.

A combinação de dieta e peso corporal saudáveis, juntamente com os níveis recomendados de atividade física, pode reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer. O peso corporal excessivo é responsável por uma grande proporção dos casos de câncer, entre eles esôfago, rim, endométrio, mama, cólon e reto

O sedentarismo é responsável por uma proporção significativa dos casos de câncer de cólon – aproximadamente 15% no Brasil. Os dados são alarmantes: anualmente, são cerca de 600 mil novos casos, e o câncer é a segunda causa de morte entre a população brasileira, atingindo mais de 25 mil pessoas. A estimativa é que, “até os 75 anos de idade, um em cada cinco brasileiros desenvolva algum tipo de câncer”, alerta o Atlas do Câncer, publicação que teve sua primeira versão traduzida para o português em parceria com o Hospital de Amor (Barretos), instituição de prestígio internacional na área da saúde.

A educadora física Adriana Cardoso, 50 anos, ativa, adepta de alimentação saudável, sempre teve uma vida regrada. Durante um check-up anual de rotina, em outubro de 2019, foi surpreendida com o diagnóstico de câncer de mama.

“Ao realizar os exames de rotina ultrassom e mamografia, foi identificado uma calcificação atípica. O ginecologista, então, solicitou uma mamotomia (biopsia), que confirmou o resultado da mamografia. Ao procurar o mastologista, recomendou-me realizar uma cirurgia.

Foi retirado um fragmento da mama (menor que um quadrante), e uma parte do material retirado foi avaliada na sala de cirurgia e a outra parte foi enviada para o laboratório. Quinze dias após o procedimento, foi detectado um carcinoma in sito grau 2 (o tipo mais comum de câncer entre as mulheres).

Não é fácil receber este tipo de diagnóstico, assusta, preocupa, é como se o tempo parasse por alguns minutos.  Recuperada do susto, decidi partir para a parte prática, não sou mulher de ficar parada, esperando a vida acontecer, gosto de ação e solução.

Com esse resultado, era preciso retirar mais uma parte da mama e ficaria com uma diferença grande. Minha decisão foi retirar toda a mama e realizar a reconstrução no mesmo dia. Então, veio a pandemia e mudou todos os planos. A cirurgia foi adiada. Neste período, para inibir a evolução do câncer, fiz hormônio terapia, tratamento que vai durar cinco anos para evitar que a doença afete a outro mama.”

O caso da educadora física mostra a importância do diagnóstico precoce e a importância de ter uma vida saudável com exercícios e alimentação balanceada. A atividade física melhora a imunidade, aperfeiçoa as funções do corpo, tornando a recuperação mais rápida. Adriana não precisou realizar quimioterapia ou radioterapia. Prevenção é a palavra-chave para o tratamento do câncer ou de qualquer outro tipo de doença.

Nunca é tarde para sair do sedentarismo e iniciar a vida fitness. O Pilates é uma excelente opção para dar os primeiros passos no mundo da atividade física. A modalidade trabalha a parte física e mental, ajuda a amenizar sintomas de ansiedade, ensina a controlar a respiração, é uma maneira eficaz de reabilitação, aumenta a resistência física, corrige problemas posturais, tonifica a musculatura, potencializa a flexibilidade, promove menos atrito nas articulações, melhora a respiração e proporciona noites de sono melhores.

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Com mais de 93 mil exames e consultas em 2020, Planserv lança apoio ao Outubro Rosa

  • Redação
  • 09 Out 2020
  • 17:16h

Foto: Divulgação / Planserv

Com 27.694 mamografias convencionais bilaterais, 46.023 ultrassons de mamas bilaterais e 19.909 consultas na especialidade Mastologia realizadas até setembro de 2020, o Planserv divulgou apoio à campanha "Outubro Rosa". Iniciado na década de 90 nos Estados Unidos (EUA), o movimento alerta para a conscientização das mulheres e da sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. "A prevenção é o caminho mais adequado para prognósticos positivos, uma vez que quanto mais cedo acontecer o diagnóstico, as chances de recuperação são maiores", diz Socorro Brito, coordenadora-geral do Planserv. O plano ainda reforça a importância de efetuar consultas direcionadas à saúde da mulher, bem como a realização da mamografia. Estimula, ainda, que desenvolvam o hábito preventivo do toque e façam o auto exame. A Assistência conta com prestadores habilitados para realizar os exames de imagem para diagnóstico, além de unidades para tratamento do câncer. No Brasil, a primeira iniciativa, que partiu de um grupo de mulheres em 2002, foi marcada pela iluminação rosa do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. Anos mais tarde, entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em diversas cidades.

 

Aos poucos, o Brasil foi ganhando a simbólica cor em todas as capitais e o mês de outubro tornou-se símbolo da luta pela prevenção e tratamento do câncer de mama.

OMS chama atenção para uso de ar-condicionado e recomenda ventilação natural

  • Redação
  • 22 Set 2020
  • 19:37h

(Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou a recomendação para que as pessoas mantenham ventiladas as casas e ambientes de trabalho durante a pandemia da Covid-19. A entidade ainda ressaltou que os melhores métodos são aqueles já conhecidos e naturais, como abertura das janelas. Representantes da OMS participaram de uma transmissão ao vivo nas redes sociais nesta  terça-feira (22). Na ocasião, a diretora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, María Neira, destacou que a entidade “continua a recomendar a ventilação natural como o método mais eficaz para renovar o ar nos espaços. Na atual pandemia, ainda é necessário "criar um ambiente mais saudável", e não só em relação ao novo coronavírus, mas também a outras infecções, frisou a María. O alerta caiu também sobre os aparelhos de ar-condicionado. A OMS sugere o uso de ventiladores mecânicos no lugar do ar-condicionados.  Sobre estes aparelhos e outros mecanismos de circulação de ar, o especialista da OMS Luca Fontana acresentou que o uso em locais frequentados por membros da mesma família não acarreta problemas, mas podem favorecer a circulação de patógenos se uma pessoa infectada os visitar, traz a reportagem do Estadão.

Bahia tem metade dos casos de chikungunya do Brasil; registros no estado cresceram 300%

  • Jade Coelho
  • 22 Set 2020
  • 07:35h

(Foto: Reprodução)

Paralela à crise sanitária do novo coronavírus, a Bahia vive uma epidemia de Zika e Chikungunya que tem afetado pacientes de forma um pouco mais silenciosa. O estado concentra 49,6% dos casos prováveis notificados ao Ministério da Saúde até o mês de agosto de cada uma das duas doenças.  Até o fim de maio as ocorrências de chikungunya no estado representavam 39,1% dos registrados em todo o país (lembre lendo reportagem sobre o tema). O boletim mais recente do Ministério mostra crescimento nos registros, e que agora a Bahia tem metade dos casos prováveis nesse ano.  Tanto chikungunya quanto zika são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas são parecidos e incluem febre, dores intensas nas articulações, pele e olhos avermelhados, dores pelo corpo, dor de cabeça, náuseas e vômitos, coceira pelo corpo e até conjuntivite sem secreção. Sobre a chikungunya, o Ministério da Saúde informa que até a terceira semana de agosto foram notificados 66.788 casos prováveis (taxa de incidência de 31,8 casos por 100 mil habitantes) no país. As regiões Nordeste e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência. Além da Bahia, chama a atenção o Espírito Santo, que concentra 19,8% do total. Em comparação com o ano passado, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) identificou crescimento de 318,7% nos casos prováveis de chikungunya. No total, 296 municípios realizaram notificação para a doença, e pelo menos 110 apresentaram incidência maior que 100 casos/100 mil habitantes. A zika teve um número menor de notificações. O Ministério da Saúde informa que foram 5.959 até o início de agosto, e metade aconteceu na Bahia.  De acordo com a Sesab, até 15 de setembro foram notificados 4.006 casos prováveis de Zika no estado. No mesmo período de 2019, foram 2.762, o que representa um aumento de 45%.  Os casos de zika estão espalhados por 168 cidades baianas. Pedrão, no centro-norte baiano, tem a maior incidência: 612,5 casos para cada 100 mil habitantes. 

Estudante brasileira que cursava Medicina em Buenos Aires morre ao cair em poço de elevador

  • Redação
  • 09 Set 2020
  • 09:26h

(Foto: Reprodução Redes Sociais)

Uma estudante brasileira de 22 anos morreu em Bueno Aires, na Argentina, onde morava e cursava medicina. Segundo a família, Ana Karolina Lara Ferreira Fernandez caiu no poço de um elevador quando estava no prédio de amigos. Parentes e amigos iniciaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro e trazer o corpo para ser sepultado em Chapadão do Céu, no sudoeste de Goiás, onde a família vive.

Ana Karolina morreu na última sexta-feira (4). De acordo com a empresária Silvana Lara Ferreira, mãe da jovem, a família ainda tem poucas informações confirmadas do que aconteceu.

A jovem se mudou para o país vizinho há quatro anos para fazer faculdade de medicina, que era seu grande sonho. A família era natural de São Paulo, mas se mudou quando Ana tinha 6 anos para a cidade goiana. Lá ela viveu até os 18, quando foi para a Argentina.

Silvana contou que está providenciando documentos para enviar ao país vizinho e conseguir a liberação do corpo, o que ainda não tem previsão de acontecer. Ela disse que está recebendo apoio logístico tanto do Itamaraty quando do Governo de Goiás.

“Não sabemos ainda [quando ocorrerá a liberação do corpo]. Com a pandemia tudo se torna mais difícil”, afirmou.

O desejo dela é sepultar a filha em Chapadão do Céu. Para isso, ela disse que precisa juntar o montante de 5 mil dólares – na cotação desta terça-feira (8), R$ 26,8 mil.

Por isso, duas frentes de doação foram criadas: amigos da cidade goiana criaram uma “vaquinha” online, já colegas dela da Argentina postaram contas bancárias para depósitos com o fim de ajudar no traslado.

Pela primeira vez no século, Brasil não atinge meta para vacinas infantis

  • Natália Cancian | Folhapress
  • 08 Set 2020
  • 16:23h

(Foto: Reprodução)

Pela primeira vez em quase 20 anos, o Brasil não atingiu a meta para nenhuma das principais vacinas indicadas a crianças de até um ano, apontam dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações, analisados pela reportagem. A situação ocorre em um contexto de cinco anos de queda nas coberturas vacinais, com redução de até 27% para alguns imunizantes.

Para complicar, em meio a pandemia do novo coronavírus, equipes de saúde dizem ver atrasos na busca pela vacinação também neste ano, o que indica a possibilidade de haver nova queda histórica.

Em geral, a meta de vacinação de bebês e crianças costuma variar entre 90% (para vacinas contra tuberculose e rotavírus) e 95% (as demais). Abaixo desse valor, há forte risco de retorno de doenças eliminadas, como ocorreu com o sarampo, ou aumento na transmissão daquelas que até então eram controladas.

Em 2019, porém, nenhuma vacina atingiu a meta entre o grupo de bebês e crianças até um ano completo -- em 2018, mesmo em queda, 3 das 9 principais indicadas a esse grupo atingiram o patamar ideal. Em outros momentos, o Brasil também chegou a ter até sete vacinas com cobertura dentro do ideal, com as demais próximas desse cenário.

Os números de 2019, assim, trazem um novo alerta a um país reconhecido por ter um dos maiores e mais bem-sucedidos programas de imunização do mundo. O maior índice de cobertura na vacinação de rotina (91,6%) foi registrado para a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, o que pode estar ligado ao aumento nas informações sobre a doença. O menor (69%) foi registrado para a pentavalente, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, entre outras, e alvo de desabastecimento no último ano.

Na prática, os dados de 2019 mostram que 8 das 9 vacinas indicadas a crianças de até um ano tiveram queda na adesão. Em alguns casos, como as vacinas contra poliomielite e tuberculose, a cobertura vacinal já chega ao menor índice em pelo menos 23 anos. Em outros, como a pentavalente, a cobertura é a menor desde que houve a incorporação completa no SUS.

A cada ano, secretarias de saúde costumam ter até o final de abril para registrar no sistema dados de vacinação do ano anterior. Neste ano, com a pandemia, o prazo foi adiado para 31 de julho.

Os primeiros sinais de queda começaram a ser registrados em 2015 e se agravaram em 2017, quando apenas uma vacina atingiu a meta.

No ano seguinte, a situação continuou grave, mas algumas vacinas tiveram leve recuperação, o que levou equipes do Ministério da Saúde a considerar possível uma reversão na tendência. A queda, porém, se manteve em 2019, no primeiro ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Análise feita pela reportagem nos dados do PNI evidenciam parte desse impacto. De 2014 a 2019, a cobertura das principais vacinas para bebês teve queda de 7% (pneumocócica) a 27% (pentavalente).

Apesar dos primeiros alertas terem ocorrido há anos, ainda não há explicação do que leva à queda. Pesquisas que estavam sendo aplicadas desde o último ano tiveram que ser adiadas na pandemia.

Especialistas, porém, apontam fatores como a falsa sensação de segurança, mudança no mercado de trabalho, problemas na organização da rede e até o próprio sucesso do programa, com aumento no número de vacinas ofertadas, o que exige ir mais aos postos. Outro fator que teria pesado foi o desabastecimento, como houve com a pentavalente por problemas na compra no mercado internacional, e a BCG, dada em maternidades.

"Não é que a população não quer, é que faltou", diz Isabella Ballalai, da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), que aponta mais motivos para a BCG. "Alguns municípios passaram a evitar abrir um frasco [que tem dez doses] à toa para otimizar. Mas se não faz a vacinação na maternidade, a cobertura cai. E se chega no posto e ouve que é pra voltar dali a dois dias, não volta".

A situação também pode ter interferido em outras vacinas com intervalos próximos, afirma José Cássio de Moraes, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP, que cita ainda o impacto do ajuste fiscal na saúde, o aumento na informalidade e dificuldades na notificação por municípios.

Apontados como fator para uma queda na vacinação também no restante do mundo, movimentos antivacina ainda são vistos como fracos no Brasil. Declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro de que ninguém é obrigado a se vacinar contra Covid, no entanto, levantam polêmica pelo potencial antivacinação. "É uma frase muito usada por movimentos antivacina. E é inadequada, porque a proteção da vacina não é só para uma pessoa, mas para a sociedade", diz Moraes.

Equipes de saúde avaliam que o temor do coronavírus pode ter levado famílias a evitar os postos. Em abril, a vacinação de rotina também chegou a ser suspensa temporariamente em alguns estados.

Na tentativa de retomar os índices, o Ministério da Saúde prepara uma campanha de multivacinação em outubro.

Para especialistas, no entanto, a adesão deve ser estimulada já, sobretudo em estados que planejam retomar as aulas nas próximas semanas. "Não dá para a criança voltar para a escola sem estar vacinada. Esses números deixam a gente vulnerável a um surto de pólio", afirma Ballalai. "A situação é catastrófica".

Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde diz que tem ampliado campanhas de conscientização e atribui a queda em 2019 à continuidade da redução anterior. Também cita fatores, "tais como a falsa sensação de segurança causada pela diminuição ou ausência de doenças imunopreveníveis; o desconhecimento da importância da vacinação por parte da população mais jovem e as falsas notícias veiculadas especialmente nas redes sociais sobre o malefício que as vacinas podem provocar à saúde". A pasta frisa que a vacinação segue normalmente na pandemia, respeitando as orientações de segurança.

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Metade dos leitos de UTI de hospital em Itabuna é desativada após problema com oxigênio

  • Redação
  • 23 Ago 2020
  • 08:24h

Dez dos 20 leitos de UTI para tratar pacientes com coronavírus foram desativados após problema em sistema de oxigênio | Foto: Ascom Sesab

Metade dos leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes com Covid-19 do Hospital de Base de Itabuna tiveram que ser desativados após problema na usina de oxigênio, nesta sexta-feira (21). A direção do hospital alegou que a media foi tomada por segurança. Ainda de acordo com o centro hospitalar, uma empresa especializada foi chamada para identificar e resolver o problema, mas ainda não há previsão para o retorno da oferta total dos leitos. O município de Itabuna possui 41 leitos de UTI exclusivos para o tratamento do coronavírus. No entanto, neste sábado (22), apenas dois deles, que são pediátricos, estão disponíveis. A prefeitura informou que a assistência a pacientes com coronavírus está sob controle e que, havendo necessidade, pacientes seriam transferidos para outras unidades hospitalares no sul do estado, através do serviço de regulação oferecido pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

Projeto de Lei aprovado pelo Senado pode tirar R$ 242 bilhões da saúde e educação

  • Redação
  • 15 Ago 2020
  • 08:21h

A proposta pede que seja retirado recursos do Fundo Social do Pré-Sal para expandir a rede de gasodutos do País | Foto: Reprodução

Um projeto de lei aprovado pelo Senado na última quinta-feira (13), pode tirar cerca de R$ 242 bilhões destinados a saúde e educação nos próximos 20 anos, caso ele não seja vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. A proposta que tramitou na Câmara com uma regra diferente da que foi aprovada pelo Senado, pede que seja retirado recursos do Fundo Social do Pré-Sal para expandir a rede de gasodutos do País e para despesas correntes de Estados e municípios. De acordo com o jornal ‘Estadão’, a perda é referente ao período entre 2020 e 2040, quando o Fundo Social deve arrecadar R$ 500 bilhões com a comercialização do óleo a que a União tem direito. O prejuízo para as áreas se dá nos R$ 97 bilhões que passam a ser direcionados para o Brasduto e R$ 145 bilhões para os fundos de participação de Estados (FPE) e municípios (FPM), que podem ser usados livremente pelos governadores e prefeitos para bancar qualquer tipo de despesa. Antes de ir para o Senado, os deputados impuseram uma regra para o Projeto de Lei, segundo a qual Estados e municípios deveriam usar o dinheiro que abasteceria FPE e FPM em saúde e educação, porém o que foi aprovado na quinta-feira propõe uma nova divisão do dinheiro. A ideia é que ele seja distribuído da seguinte forma: 50% para o Fundo Social; 20% para o Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e de Escoamento da Produção (Brasduto); e 30% para o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Anvisa publica guia com novos critérios para triagem de doadores de sangue

  • Agência Brasil
  • 11 Ago 2020
  • 18:35h

Atualização da norma elimina a restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens | Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um guia com novos critérios para a triagem clínica e epidemiológica de candidatos a doação de sangue. Em vigor desde o dia 7 de agosto, o material atualiza as orientações aos serviços de hemoterapia.

A norma elimina, por exemplo, a restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou com parceiras sexuais destes nos últimos 12 meses antes do procedimento.

“Além de formalizar novas recomendações para o setor, o guia será um instrumento para coleta de contribuições da sociedade sobre a proposta de inclusão dos novos critérios. Para isso, foi disponibilizado um formulário para o envio de sugestões”, informou a Anvisa.

O prazo da consulta será de 180 dias, contados a partir desta segunda-feira (10), ou seja, até 5 de fevereiro de 2021.

Mudanças

O fim da restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou com suas parceiras sexuais atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a medida inconstitucional.

Recomendações

Além da inclusão de novos critérios a serem aplicados, o guia traz sugestões de requisitos que possam ser avaliados na história da pessoa candidata à doação, independentemente dos grupos populacionais que represente, buscando a triagem de indivíduos de baixo risco na população geral para a doação de sangue.

Propostos na forma de recomendações, os critérios, segundo a agência, foram pactuados com especialistas da Rede Nacional de Serviços de Hematologia e Hemoterapia e já vêm sendo aplicados desde a formalização da decisão do STF, em junho deste ano.

Informe

A Anvisa também coordena a elaboração de um informativo destinado à sociedade sobre a doação e a transfusão de sangue mais seguras, com participação de especialistas e de representantes da comunidade LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexo e outras orientações sexuais e grupos).

“O objetivo é esclarecer e reforçar informações importantes para a pessoa que queira doar sangue”, informou a agência.