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Ministério da Saúde rebaixa programa de HIV-Aids ‘não quer dizer nada’, avalia Cremeb

  • Redação
  • 24 Mai 2019
  • 09:22h

(Divulgação)

A decisão do Ministério da Saúde de rebaixar o programa brasileiro de tratamento de HIV-Aids para uma coordenadoria “não quer dizer nada”, avaliou o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), Júlio Braga. Para ele, a mudança é apenas administrativa e tem potencial de agregar pontos positivos no efetivo combate ao vírus e à doença. “Eu acho que reduzir nomes, hierarquias, isso não quer dizer nada. A gente vê aí o governo reduzindo ministérios, está toda a população apoiando, reorganizar estruturas administrativas para dar mais eficiência pode ser melhor”, opinou o médico, que ainda considerou “precoces” as críticas feitas à mudança. “A reforma administrativa pode, inclusive, gerar economia do recurso”, alegou. Para Helena Lima, coordenadora do programa de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), a mudança é “bem desafiadora”. “Principalmente do ponto de vista de uma estrutura”, disse ao lembrar que o programa de combate a Aids já sofreu mudanças em ocasiões anteriores: “em 2009 o Programa Nacional da Aids se fundiu com o Departamento Nacional das Hepatites Virais, aquele momento também foi um cenário desafiador”. Contudo, Helena não acredita que a mudança represente um risco ao trabalho realizado no país. Ela explicou que coordenadores de programas municipais da Aids de todo o Brasil foram convocados para uma reunião no mês de março no Ministério da Saúde. Na ocasião, segundo Helena, a pasta informou sobre as mudanças na estrutura, mas assegurou que a qualidade do programa seria mantida. “O Ministério [da Saúde] se comprometeu nessa reunião e também no decreto em continuar com todas as ações”, disse ela. “Com gestão, o que a gente percebe é que as políticas e a legislação que está hoje posta impedem um retrocesso de parar de investir no controle da doença”, completou Helena. Helena acredita que a qualidade que tem o Programa Nacional da Aids se mantém, principalmente pelo amadurecimento dos movimentos sociais ao longo do tempo, "que nos fortalecem". São movimentos que certamente nos apoiarão para que a gente não perca direitos, não perca o foco”, acrescentou a coordenadora ao ressaltar a importância e a referência da assistência e combate ao vírus HIV e à Aids no Brasil para o mundo.

Desistências no Mais Médicos chegam a 19% das vagas preenchidas após saída de cubanos

  • Redação
  • 23 Mai 2019
  • 19:20h

(Foto: Divulgação)

Um levantamento de dados feito pelo G1 identificou que pelo menos 19% dos médicos brasileiros que entraram no programa Mais Médicos haviam desistido de participar até o mês de maio. Os dados foram apurados junto ao Ministério da Saúde e apontaram que 1.325 profissionais com registro profissional brasileiro se desligaram do programa até o momento. Em relação ao número de desistências, foi constatado que o total apresentou um crescimento de 25% nos três primeiros meses do ano. Após saída dos médicos de Cuba do programa, no mês de novembro, um edital foi aberto para preencher as 8.517 vaga que foram deixadas. Segundo o G1, no total, 7.120 vagas foram preenchidas em seguida por médicos formados no Brasil. Um novo edital foi publicado em dezembro, para que as 1.397 vagas remanescentes fossem oferecidas a médicos brasileiros formados no exterior. Ao site, o Ministério da Saúde alegou que não há desistências nesse grupo: todos concluíram o módulo de acolhimento obrigatório e foram direcionados aos municípios escolhidos durante o edital. Diversos municípios brasileiros convivem com a ausência de médicos nos serviços de saúde desde a saída dos profissionais cubanos. Na Grande São Paulo, por exemplo, 19 cidades somavam 106 vagas ociosas no último dia 8 por conta da saída dos cubanos.

Bahia tem 25 mortes por doenças respiratórias em 2019

  • informações do G1 Bahia
  • 23 Mai 2019
  • 12:14h

(Foto: Reprodução)

Vinte e cinco pessoas morreram na Bahia este ano com algum tipo de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O dado foi divulgado nesta quinta-feira (23), pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e corresponde a semana epidemiológica 21, com dados levantados até 22 de maio. Entre os 417 municípios baianos, 55 registraram casos de SRAG. O município com maior registro foi Salvador, com 297 casos, o que equivale a 63,6% do total de casos notificados no estado. A capital baiana também teve o maior número de óbitos, com 17 casos.

 

Em toda a Bahia foram 467 casos de síndrome, 48 confirmados para Influenza, 55 por outros vírus respiratórios, 128 com amostras negativas e 236 casos estão em investigação. Conforme registrado no boletim, dos 48 casos confirmados para Influenza, 24 foram ocasionados pelo vírus Influenza A H1N1, 18 pelo vírus Influenza A H3N2 sazonal, um Influenza A não subtipado e cinco por Influenza B. Foram identificados outros vírus respiratórios dentre as amostras positivas dos casos investigados: Vírus Sincicial Respiratório (22), Parainfluenza1 (2), Parainfluenza3 (4), Adenovírus (3) e Metapneumovírus (24). De acordo com o boletim da Sesab, dos 25 óbitos, quatro foram por H1N1, três por Influenza H3N2, um por Parainfluenza I, três óbitos estão sendo investigados e em 14 óbitos não houve identificação de vírus. Os casos de síndrome respiratória por H1N1 ocorreram com maior incidência na faixa etária de 50 a 59 anos (0,4 por 100 mil hab.), e a maior letalidade foi registrada no grupo de menores de 2 anos e 2 a 4 anos. Os 467 casos notificados representam redução de 63,25% em relação aos dados do mesmo período de 2018. No ano passado, nos meses do primeiro semestre, foram notificados 1.271 casos e 116 óbitos de SRAG. Foram confirmados 306 casos e 37 óbitos por Influenza, dentre eles Influenza A H1N1 (225 casos e 27 óbitos), Influenza A H3N2 Sazonal (36 casos e 05 óbitos), Influenza A não subtipado (11 casos e 01 óbito) e Influenza B (34 casos e 04 óbitos).

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Confira a lista dos aprovados à Policlínica Regional de Saúde em Vitória da Conquista

  • Divulgação
  • 22 Mai 2019
  • 09:21h

(Foto: Blog do Anderson)

A lista com o Resultado Final com os candidatos aprovados à Políclínica de Sáude de Vitória da Conquista e Itapetinga acaba de ser divulgado nesta terça-feira (21). O equipamento instalado na Avenida Ulisses Guimarães vai atenter pacientes de quase trinta municiípios do Centro Sul Baiano. Entre os 100 convocados existem profissionais de Brumado, confira a lista (clique)

São quase 100 vagas de emprego diretas.

Confira o resultado:

Redivulgado em 16/05/2019
Cron Inscrição Nome Opção de Emprego Público Resultado Final Forma de Participação Classificação FUNÇÃO
1 633195 RENATA LESSA AZEVEDO 001 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 ENFERMEIRO
2 641256 EVAINE ZAYRA BISPO VIDAL 001 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 ENFERMEIRO
3 641688 DEBORA FERREIRA PEREIRA 001 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 3 ENFERMEIRO
16 638782 KAROLINE SILVA SANTOS LIMA 002 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 FARMACÊUTICO
21 637868 MYLENA SOUZA MOTA 003 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ANESTESIOLOGISTA
24 636587 GIBRAN SWAMI ALCOFORADO DA SILVA 004 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ANGIOLOGISTA
26 636838 MURILO FERNANDES TELES 005 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO CARDIO ERGOMETRIA
29 640315 OTÁVIO LOPES PEIXOTO 006 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDIICO CARDIO ECOCARDIO
30 639966 DENISE VILASBOAS XAVIER 006 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO CARDIO ECOCARDIO
33 636417 NIVALDO DA SILVA MENEZES JUNIOR 007 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO CARDIO CLÍNICO
34 639698 ROOSEVELT EDUARDO SOUZA 007 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO CARDIO CLÍNICO
37 638169 SALOMÃO BARRETO MOURA 008 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO CIRURG GERAL
47 637403 IURI CAMARGO SILVA 010 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ULTRASSOM GERAL
48 638668 CLEVI MINAS NOVAS JUNIOR 010 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO ULTRASSOM GERAL
51 640839 LAURO JOSÉ RIBEIRO VIANA 011 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ENDOCRINO METABO
52 635921 MARIANA PERAZZO SANTOS 011 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO ENDOCRINO METABO
55 639193 PAULO DE TARSO DAS NEVES CUNHA 012 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ENDOSC DIGESTIVA
57 640777 MARINA TELES RODRIGUES 013 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO GASTRO CLÍNICO
61 637189 GABRIELLI TIGRE CUNHA PATRIOTA 014 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO GINECO OBSTETRICIA
62 638756 RENIVALDO LAPA SANTOS 014 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 MÉDICO GINECO OBSTETRICIA
75 638671 RAFAEL JOSÉ ARGOLO DE SOUSA 017 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO MASTOLOGISTA
76 637190 MILENA MAGALHÃES LIMA 018 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO NEUROLOGISTA
78 640934 MARISTELLA MARES LEITE CIRILO MOURA 019 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO OFTALMOLOGISTA
83 633746 RENAN ARAÚJO BRIRO FARIAS 020 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO ORTO E TRAUMATO
88 641426 CANDICE MAGALHÃES BORGES 021 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO OTORRINO
93 637404 VERONICA SOUSA OLIVEIRA 023 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO RADIOLOGIA
97 638370 RENATO CHIACHIO AMORIM 025 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO UROLOGISTA
100 638282 DINORAH MAIA OLIVEIRA 026 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 NUTRICIONISTA
105 640331 ANA PAULA SANTANA DIAS TORRES 027 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 OUVIDOR
111 639737 IVANA ESPÍRITO SANTO SILVA 028 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 PSICÓLOGO CLÍNICO
117 639721 JOSÉ ARLINDO BARBOSA SANTOS 029 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 ASSESSOR TÉCNICO
118 636095 JULIETE SALES MARTINS 029 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 ASSESSOR TÉCNICO
127 640535 LAFONTAINE CUNHA SANTANA 030 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 MÉDICO GASTRO COLONO
128 633140 EDNA MARIA LOPES DO PRADO 031 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 ASSISTENTE SOCIAL
133 641504 NELIÇA SILVEIRA BRITO 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
134 634228 JULIANE SOUSA LOPES 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
135 635208 CAMILA SILVA CARVALHO 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 3 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
136 637318 LEANDRO AGUIAR VILASBOAS 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 4 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
137 639335 YURI MIRANDA FREITAS 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 5 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
138 639370 THALES CÉSAR DEL SOUSA 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 6 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
139 639635 LUDIMILA SOUSA DA SILVA 101 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 7 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
141 641483 IARA CHAVES MACIEL 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 9 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
142 635770 MICHAEL OLIVEIRA LEAL 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 10 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
143 633504 JEAN SANTOS SOUZA 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 11 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
152 640199 INGRITH OLIVEIRA NASCIMENTO 101 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 20 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
188 635183 CLARICE SANTANA SOUZA 101 Aprovado PCD 56 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
193 638665 ANA CRISTINA DE JESUS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
194 634390 FABIANA LIMA RAMOS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
195 633999 LIVIA DE QUEIROZ FE DE FREITAS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 3 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
196 634484 THAISE NASCIMENTO VILAS BOAS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 4 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
197 640569 LAMARTINA CARLA PEREIRA DA SILVEIRA 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 5 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
198 634715 MARIA CLAUDIA SILVA SANTOS 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 6 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
199 633127 MAURO ALVES DA ROCHA 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 7 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
200 641441 GLEIDSON TEIXEIRA NIZA 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 8 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
201 640034 MARCELA MARLY VASCONCELOS DA SILVA 102 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 9 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
209 636951 ETEVALDO MOREIRA SOARES 102 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 17 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
211 640371 YARA NEVES DOS SANTOS 102 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 19 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
213 634192 THAIS GONÇALVES PEREIRA 102 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 21 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
214 639637 DAIANA KELLY MORAES LISBOA 102 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 22 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
243 633524 OZEIAS RIBEIRO MEIRA PEREIRA 102 Aprovado PCD 51 TÉCNICO DE ENFERMAGEM
263 641599 RAQUEL SILVA NUNES 103 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 TÉC RADIOLOGIA – TIPO 1
264 635872 JOHERBERTH CAMPOS PROTAZIO 103 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 2 TÉC RADIOLOGIA – TIPO 1
267 639208 CATARINE SANTIAGO FALCÃO 103 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 5 TÉC RADIOLOGIA – TIPO 1
270 639256 ANA PAULA GRAÇA BEZERRA 103 Aprovado AFRO-BRASILEIRO 8 TÉC RADIOLOGIA – TIPO 1
283 636539 GLAUBER GOMES DE BRITO SOUZA 104 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 TÉC RADIOLOGIA – TOMO
284 640179 ADALBERTO BENEDITO DA SILVA 104 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 TÉC RADIOLOGIA – TOMO
293 636093 NATHALIA DA HORA GONÇALVES NOBRE 105 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 1 TÉC RADIO RESSONÂNCIA
294 642262 FERNANDO DA SILVA RAMOS 105 Aprovado AMPLA CONCORRÊNCIA 2 TÉC RADIO RESSONÂNCIA

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Saúde: Comissão derruba portaria que limita acesso à mamografia no SUS

  • Redação
  • 21 Mai 2019
  • 17:01h

(Foto: Divulgação)

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) decidiu, nesta terça-feira (21), derrubar a Portaria 61/2015 do Ministério da Saúde (MS) que limitou o acesso de mulheres de 40 a 49 anos aos exames de mamografia para detecção precoce de câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela portaria do MS, somente mulheres de 50 a 69 anos de idade podem fazer o rastreamento mamográfico na rede pública. De autoria do senador Lasier Martins (Pode-RS), o projeto de decreto legislativo, PDS 377/2015, que possibilitou a decisão, segue para o plenário da Casa em com urgência para análise. A relatora da proposta na comissão, senadora Leila Barros (PSB-DF), avaliou que a portaria do Ministério da Saúde é ilegal e afronta a Lei 11.664/2008, que assegura a mamografia a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade. Ainda em defesa da derrubada da portaria do Ministério da Saúde, a senadora argumentou que o câncer de mama é uma doença grave, sendo a primeira causa de morte por câncer entre as brasileiras, em 2019, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 59,7 mil novos casos devem surgir no país.

 

Impacto financeiro

Sem falar no impacto financeiro da medida no relatório, Leila Barros explicou que está afastada a hipótese de criação de nova despesa, tendo em vista que os custos dos exames já deveriam estar provisionados e previstos na legislação orçamentária federal, por se tratar de uma norma de 2008.

Mesmo depois de representantes do governo sinalizarem a intenção de alterar o decreto para assegurar o rastreamento mamográfico a mulheres com menos de 50 anos, os senadores consideraram importante que o Senado dê andamento ao projeto que busca sustar a norma hoje em vigor.

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Pai e filho morrem após ambulância capotar; eles estavam a caminho do hospital depois de idoso sofrer AVC

  • informações do G1 Bahia
  • 18 Mai 2019
  • 10:04h

Pai e filho morrem após ambulância capotar na BA — Foto: Reprodução

Um idoso de 74 anos e o filho dele, de 36, morreram na madrugada desta sexta-feira (17) depois que a ambulância onde viajavam capotou, em um trecho da "Estrada do Feijão", na cidade de Serra Preta, a cerca de 160 km de Salvador. A ambulância tinha partido da cidade de Xique-Xique e levava o idoso para um hospital em Feira de Santana, a cerca de 100 km da capital. O paciente tinha sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e estava sendo transferido para uma unidade de saúde de Feira. No caminho, segundo a prefeitura de Xique-Xique, o motorista da ambulância tentou desviar de um carro que invadiu a contramão e o veículo acabou capotando. O condutor e a técnica de enfermagem, que também viajava na ambulância, ficaram feridos. Valdemar Gomes Júnior e Silmária Batista estão internados em um hospital de Feira de Santana. O estado de saúde deles não foi detalhado. Pai e filho foram identificados como Joaquim Duque de Caxias e Domingos Soares de Caxias, respectivamente. Os corpos deles foram encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira. Não há informações sobre os sepultamentos. Em nota, a prefeitura de Xique-Xique lamentou o acidente e informou que está prestando assistência à família das vítimas.

 

Avaliação positiva da Saúde Pública faz com que Brumado seja selecionado pelo Ministério da Saúde para receber a implantação do Programa de Triagem Auditiva Neonatal

  • Ascom | PMB
  • 15 Mai 2019
  • 18:33h

Da esquerda para à direita os elaboradores do projeto: Glauber Bacelar, Nádia Ávila e Claudio Feres (Foto: Ascom | PMB)

A evolução em mais um pouco de uma década na área de saúde pública em Brumado é cada vez mais reconhecida, o que comprova que o setor está no caminho certo, projetando um futuro ainda mais promissor com novas e importantes conquistas. A estrutura que vem sendo ampliada também é outro destaque e foi, justamente isso, que proporcionou ao município ser selecionado pelo Ministério da Saúde para receber a ampliação do Programa de Triagem Auditiva Neonatal, que vem tendo uma resolutividade muito alta, evitando futuros casos de surdez. Então, diante da seleção por parte do MS, o projeto foi elaborado numa parceria entre o secretário municipal de Saúde, Claudio Feres; a fonoaudióloga do Hospital Magalhães Neto, Dra. Nádia Ávila e pelo componente da Engenharia Hospital Glauber Bacelar. A próxima etapa é o enviou ao MS para que as verbas no valor de R$ 170 mil possam ser disponibilizadas para aquisição de novos equipamentos. Esta é mais uma ação da Secretaria Municipal de Saúde visando a melhoria da qualidade de vida da população brumadense.

Parceria entre a SESAU e SEMEC fortalece o combate ao Aedes Aegypti em Brumado

  • Ascom | PMB
  • 15 Mai 2019
  • 17:08h

O programa já apresenta resultados muito satisfatórios (Foto: Ascom | PMB)

As parcerias entre as secretarias municipais estão sendo cada vez mais efetivadas pela administração municipal “Educar para Libertar”, o que vem promovendo inúmeras ações importantes para a população. Então dentro dessas ações, visando a conscientização e valorização da vida, as suas secretarias se uniram, por meio do Programa de Saúde na Escola (PSE) para fomentar as ações de combate ao Aedes Aegypti, já que existe o risco de infestação da tríplice endemia. As atividades envolvem palestras e outras dinâmicas educativas, que vem proporcionando já resultados muito satisfatórios. Nesta terça-feira (14) foi a vez da Escola Municipal Roberto Santos receber a equipe de saúde da família da UBS. Dr. Paulo Vargas – Dr. Juracy. Os profissionais envolvidos na ação destacaram que, quando se orienta de forma correta o combate ao mosquito, ajuda-se a prevenir as doenças, especialmente a Dengue, além de tornar os alunos multiplicadores em suas famílias e locais onde residem.

Médicas estão a caminho de serem maioria, mas ganham menos do que médicos

  • por Angela Pinho | Folhapress
  • 10 Mai 2019
  • 09:17h

(Foto: Ascom | PMB)

Enquanto a medicina se torna uma profissão cada vez mais feminina, um estudo mostra que médicas brasileiras ganham menos do que seus colegas homens mesmo trabalhando em condições semelhantes. A conclusão está em pesquisa de cinco pesquisadores da USP publicada na semana passada no periódico acadêmico BMJ Open. A partir de um levantamento telefônico, eles mapearam salários e condições de trabalho, como local, carga horária e especialidade, de uma amostra de 2.400 médicos representativa do país em 2014.

Constataram que 80% das mulheres se concentram nas três categorias inferiores de remuneração da profissão, de um total de seis. Entre os homens, essa proporção é de 50,8%.

Os dados mostram ainda que elas trabalham mais no SUS (Sistema Único de Saúde), estão mais presentes na atenção primária e fazem menos plantões, enquanto eles dominam as especialidades cirúrgicas e têm mais representantes na faixa etária a partir de 60 anos.

Para analisar a diferença de remuneração, os pesquisadores aplicaram um modelo estatístico que isolou esses fatores. O resultado mostra que, ainda assim, a disparidade persiste. A chance de um homem estar na faixa mais elevada de salário é de 17,1%; entre as mulheres, de 4,1%.

“Mesmo após ajustes de variáveis que poderiam influenciar nos ganhos, médicas ganham menos que médicos. O fato de existir discriminação salarial na medicina mostra que nem em grupo de mulheres de maior escolaridade elas estão afastadas da desigualdade presente na sociedade”, diz Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores do estudo, ao lado de Guilia Mainardi, Alex Cassenote, Aline Guilloux e Bruno Miotto.

Constatações semelhantes já haviam sido encontradas em estudos de outros países, como os Estados Unidos. No Brasil, o mesmo já foi visto em pesquisas sobre outras profissões.

A desigualdade salarial acontece em um contexto de feminização da medicina no Brasil. Enquanto os homens dominam as faixas etárias mais avançadas, elas já são maioria nas faculdades e entre os profissionais de até 34 anos. De acordo com o estudo Demografia Médica 2018, elas são 57,4% da faixa etária de até 29 anos na categoria —na de 70 anos ou mais, apenas 20,5%.

Para Denize Ornelas, médica de família e secretária geral do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), apesar da presença numericamente crescente, os espaços de poder não se abrem no mesmo ritmo, o que pode influenciar a remuneração.

“A maioria dos diretores de hospital é homem, assim como os de faculdade e os de órgãos públicos. Não à toa, nunca tivemos uma ministra da Saúde”, afirma.

Ela aponta uma certa pressão para que médicas escolham especialidades mais ligadas à mulher e à infância. “Somos vistas como pessoas mais ligadas ao cuidado, o que é um estereótipo.”

De fato, uma comparação entre as especialidades deixa evidente a disparidade de gênero. Homens são apenas 25,2% dos pediatras, mas 91,4% dos neurocirurgiões.

Diana Santana, 36, é uma das exceções. Mulher, negra e mãe de gêmeos, ela queria ser pediatra quando era criança, mas desenvolveu ao longo do tempo um interesse cada vez maior por neurociência, que aumentou na faculdade.

“Estudei piano desde cedo e gostava de fazer bijuteria. Queria unir esse interesse em neurociência com as minhas habilidades manuais.”

Ela conta que, em uma das seleções para a residência, estranhou a pergunta de um dos entrevistadores: “Você pensa em ter filhos?”. “Ele me perguntou coisas que tinham como base o fato de eu ser mulher, não tinham a ver com a minha carreira acadêmica, minhas habilidades, meu currículo. Eram duas vagas, e fiquei em terceiro.”

Foi aprovada na USP e diz não ver problema algum em conciliar a neurocirurgia com a vida em família —nesse caso, com participação igual do marido, frisa.

“Existe essa cultura muito antiga de que as mulheres especificamente devem ter um tempo para o trabalho e um para ficar em casa, mas é uma construção social. Cabe a nós desconstruir.”

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Casos de sífilis aumentam em mais de 135% na Bahia

  • Raphael Marques e Ana Paula Santos, G1 BA
  • 10 Mai 2019
  • 07:53h

(Foto: Reprodução)

Os casos de sífilis aumentaram em mais de 135% nos últimos quatro anos na Bahia. Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que detalhou ainda que os mais afetados pela doença são os homens jovens. A sífilis é transmitida principalmente através da relação sexual sem proteção. Essa forma de contágio – chamada de sífilis adquirida – cresceu em 135,75%. Em 2018, foram 8.124 pessoas diagnosticadas com a doença por este meio. Em 2014, o número era de 3.446 casos. O contágio também pode ser por transfusão ou contato direto com sangue contaminado, ou ainda passada da mãe para o feto – chamada sífilis congênita. Esses casos tiveram aumento de 145,41%, um número de mais de 15 mil registros nos últimos seis anos. Quando não é tratada precocemente, a sífilis pode comprometer vários órgãos como o cérebro, coração, olhos, pele e ossos. No caso das grávidas, a doença pode causar complicações como parto prematuro, má formação do feto e até mesmo provocar a morte do bebê. Um adolescente de 17 anos, que não quis se identificar recebeu o diagnóstico da doença no ano passado. "Foi uma bomba porque ninguém espera isso. Ainda mais que, quando você vai ter relações sem preservativos, você tem noção do risco que você tá correndo. Mas assim mesmo você não espera", disse ele.

Mais de 50% dos casos foram homens jovens com idades entre 20 e 29 anos. Um homem de 26 anos, que também não quis revelar a identidade, também contraiu a doença. Ele decidiu fazer o teste de detecção da sífilis há um mês, quando soube que o companheiro estava infectado. Ele começou a fazer o tratamento e sabe que da importância de passar a usar o preservativo. "O recado que eu deixo para esses jovens é que por mais que seja uma relação de confiança, de fidelidade, que não se permita transar sem camisinha. Principalmente com desconhecidos", alertou. A médica infectologista Leila Azevedo explica que a doença é de rápida identificação e fácil tratamento. "A sífilis, tanto na gestação quanto fora da gestação, é uma doença de fácil tratamento. A gente só precisa chegar ao diagnóstico, que é simples. Hoje a gente tem testes rápidos, que rapidamente a gente dá o diagnóstico de sífilis, que pode ser feito nos postos de saúde ou nos centros de referência", pontuou

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Cinco mil pessoas com esquizofrenia podem ficar sem remédio na Bahia

  • Redação
  • 09 Mai 2019
  • 14:21h

(Foto: Exame)

Se o Ministério da Saúde não voltar a fornecer os remédios que estão com estoque zerado ou "crítico" na Bahia, mais de cinco mil pessoas esquizofrênicas poderão ficar sem o tratamento da doença no estado. De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o medicamento Olanzapina, que é indicado para o tratamento agudo e de manutenção da esquizofrenia e outros transtornos mentais, deve acabar no próximo mês de junho. Ao todo, mais de 19 de mil pacientes podem ser prejudicados com a falta dos medicamentos. Pessoas com esquizofrenia ainda estão sem a Quetiapina Fumarato, remédico indicado para pacientes com transtorno afetivo bipolar ou depressão. Segundo a Sesab, 2949 esquizofrênicos fazem uso do remédio do estado. Quem tem doença renal crônica também será afetado com a falta de remédios. O Sevelamer Cloridrato, que é fornecido para 3848 pessoas,  está com o estoque crítico. Os 1766 pacientes transplantados do estado também ficarão sem o Tacrolimus, medicamento que ajuda a reduzir o risco de rejeição do órgão transplantado. Para a presidente do Conselho Estadual dos secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosemns), Stela dos Santos, o estado passa por uma situação difícil. “Nós comungamos com a Sesab e estamos preocupados com os pacientes que precisam desses remédios. Alguns medicamentos, por exemplo, não são nem vendidos”, diz Stella. A presidente da Consemns vai discutir o problema em uma reunião em Brasília na próxima semana.

Avanço da dengue deixa cerca de mil cidades em patamar de epidemia

  • Natália Cancian | Folhapress
  • 09 Mai 2019
  • 07:59h

(Foto: Divulgação)

Com novo avanço da dengue neste ano, ao menos 965 cidades do país já apresentam incidência da doença em patamar que pode indicar epidemia. Os dados são de levantamento do Ministério da Saúde feito a pedido da Folha. O balanço considera os municípios com incidência acima de 300 casos a cada 100 mil habitantes – parâmetro que, somado ao aumento de casos, é um dos fatores observados por especialistas para qualificar um cenário como epidêmico.

Com 158 mil casos, São Paulo é o estado com maior número de cidades com incidência considerada alta, ou 283 ao todo. Em seguida, está Minas Gerais, com 221, e Goiás, com 146. Três cidades paulistas —Bilac, Nova Aliança e União Paulista— lideram em proporção de casos da doença, com mais de 6.700 casos a cada 100 mil habitantes. A lista engloba ainda as capitais Campo Grande, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, até o dia 13 de abril, o Brasil havia registrado 451 mil casos da dengue, um crescimento de 340% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar desse aumento, técnicos do governo avaliam que a incidência atual não indica uma epidemia no país, mas localizada em alguns estados e municípios. É o caso das 965 cidades que constam no balanço. A situação nestes locais é dividida. De um lado, alguns municípios relatam uma redução de casos. Outros dizem que a situação ainda é de alerta.“Estamos em alarme 24h”, afirma secretária municipal de saúde de Nova Aliança, Andrea Machado.

Desde janeiro, o alto número de casos da doença levou a prefeitura a organizar mutirões semanais atrás de focos do mosquito e palestras nas escolas sobre como prevenir e identificar a dengue. Outras cidades também tiveram que adequar a rede para dar conta do avanço de casos. Em Belo Horizonte, cidade que já soma 16 mil notificações, cerca de 54 militares foram deslocados nesta semana para trabalharem em unidades de atendimento a pacientes com dengue.

Também foram instaladas tendas para agilizar a oferta de hidratação a pessoas que aguardam atendimento e apresentam sintomas. O horário de postos de saúde também foi estendido para os sábados. As medidas devem durar por tempo indeterminado. “Ainda temos uma temperatura alta e chuva presente, e ainda estamos recebendo casos. Essa estrutura vai permanecer”, afirma Taciana Malheiros, subsecretária de atenção à saúde.

O professor de infectologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Benedito Lopes da Fonseca, afirma que embora a situação exija atuação da rede de saúde, um aumento de casos neste ano já era esperado.O motivo está na maior circulação de um subtipo de vírus da dengue que teve pouca predominância nos últimos dez anos: o den-2.

Ao todo, a dengue tem quatro tipos de vírus (1, 2, 3 e 4). Isso significa que um mesmo paciente pode ter a doença até quatro vezes.E é justamente essa mudança no padrão de circulação de sorotipos influencia o comportamento de epidemias. “Vivemos uma situação epidemiológica diferente. Ficamos dois anos sem casos, e com isso o sorotipo 2 encontrou uma população bastante suscetível”, afirma Fonseca. “Era uma epidemia anunciada”.

Segundo ele, o fato de haver 83% das cidades com média e baixa incidência indica a chance de novas epidemias nestes locais nos próximos dois a três anos. “Mesmo que a gente faça o controle adequado do mosquito, vamos ter novos casos, porque temos circulação de um novo vírus e a população suscetível.”

CASOS MAIS GRAVES
Além de ter um novo aumento da doença, a maior circulação do tipo 2 também tem chamado a atenção para gravidade dos casos em alguns locais. “Em São Paulo, vemos que o número de casos graves aumentou”, afirma Fonseca.

Balanço do Ministério da Saúde aponta que já foram registrados no país ao menos 3.830 casos de dengue com sinais de alarme e 321 casos de dengue grave, o dobro do ano anterior. Destes, cerca de 35% ocorreram em São Paulo. Especialistas, porém, apontam possibilidade de que os dados sejam maiores devido à subnotificação. “O que a gente observou foi uma sintomatologia diferente de epidemias anteriores, evoluindo com maior gravidade”, afirma José Eduardo Fogolin, secretário de saúde de Bauru, uma das cidades com maior incidência da doença.

A situação levou a prefeitura a concentrar atendimentos em unidades específicas e adotar protocolos para acelerar o tratamento. De acordo com especialistas, alguns fatores explicam esse cenário: uma possível maior “agressividade” do tipo 2 do vírus da dengue em relação aos demais e o histórico de outras infecções –em geral, uma segunda infecção por dengue tem maior risco de complicações.

Mas o que fazer para driblar esses casos? Para Rivaldo Venâncio, coordenador de vigilância da Fiocruz-MS, é preciso estruturar a rede para evitar erros que possam atrapalhar o tratamento dos casos –seja pela demora dos pacientes em procurar a unidade de saúde ou por diagnósticos que não apontam a gravidade do quadro. “Tanto que é raro encontrar alguém que morreu por dengue que tenha sido atendido apenas uma vez”, diz.

A boa notícia é que, agora, pelo histórico das últimas epidemias, a expectativa agora é de redução de casos devido à queda nas temperaturas, o que torna o clima desfavorável ao mosquito.“O impacto pior já passou”, avalia Venâncio. O que não retira a necessidade de investir em ações de prevenção. “Depois desse período, podemos ter novo aumento de casos em outubro.”

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Alerta: Menina de 5 anos morre com suspeita de Dengue em Feira de Santana

  • Redação
  • 03 Mai 2019
  • 07:34h

(Divulgação)

Uma menina de 5 anos morreu com suspeita de dengue em Feira de Santana, cidade que fica a 100 km da capital. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, de 1º de janeiro a 30 de abril, já tinham sido notificados 5.976 casos, e deste total foram confirmados 1.511. Em um total de 12 mortes, seis tiveram confirmação da dengue, as outras estão sendo investigadas. De acordo com o site Acorda Cidade, Samile, de 5 anos, morava no conjunto George Américo. Segundo a mãe dela, a comerciária Saionara Brito dos Santos, a menina começou a ter sintomas da doença no dia 23 de abril. Depois de passar pela Unidade de Pronto Atendimento do bairro Mangabeira (UPA), duas vezes, pela policlínica do George Américo e por ultimo ser internada no Hospital Estadual da Criança (HEC), a garotinha infelizmente não resistiu e morreu na última segunda-feira (29). A mãe reclamou do atendimento na policlínica. O caso dela ainda não tem confirmação de que foi dengue, segundo a Secretaria de Saúde. Em abril deste ano, a prefeitura de Feira de Santana criou um video institucional de combate ao mosquito da dengue e realizou campanhas com o slogan: “O combate a dengue é um trabalho que deve ser feito com a ajuda de todos. As suas ações colaboram para que seus vizinhos, familiares e amigos não façam relatos como esses. 

Ministério da Saúde reduz distribuição de vacinas BCG e recomenda 'uso racional' na BA

  • Redação
  • 01 Mai 2019
  • 09:51h

(Foto: Reprodução)

A distribuição de doses de vacinas BCG, que previne a tuberculose, foi feita em quantitativo reduzido pelo Ministério da Saúde (MS) no mês de abril. A pasta ainda recomendou aos gestores municipais de saúde "o uso racional do imunobiológico". Esta não foi a primeira vez que houve comprometimento na quantidade de vacinas. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o problema "tem ocorrido em períodos pontuais". O órgão estadual sinalizou que a situação ocorreu também em agosto de 2016, agosto e setembro de 2017, janeiro de 2018 e em fevereiro e abril deste ano. "Essa descontinuidade afeta a rotina, requerendo estratégias locais para minimizar as repercussões no nível local", acrescentou a Sesab em nota à reportagem. A Secretaria de Saúde apontou ainda que, entre as justificativas dadas pelo governo ao "desabastecimento registrado nos últimos anos", está a diminuição da produção da vacina em nível mundial pelos laboratórios produtores, associado ao tempo de liberação por parte da Anvisa. "Os problemas encontrados com a vacina BCG têm sido conversados com o Ministério da Saúde e Central Nacional de Distribuição, que tem reconhecido e buscado minimizar os problemas enfrentados", informou a Sesab.

 

 

Ao Bahia Notícias, o Ministério da Saúde informou admitiu a redução da quantidade de vacinas BGC distribuídas e explicou que o fato se deu em decorrência de um problema na temperatura a que as doses foram expostas durante o transporte e que acabou exigindo uma revisão documentação e uma análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) para liberação do uso. A respeito da recomendação para o uso racional das vacinas, o ministério explicou que a necessidade se dá em virtude do prazo de validade das substâncias, que após o preparo é de cerca de seis horas. Por isso, a sugestão da pasta foi de que os gestores adotem estratégias de agendamento do público-alvo. Quanto ao número de vacinas encaminhadas a Bahia há discrepância em relação aos números informados pelo Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual. O MS apontou que neste ano, foram enviadas 2,5 milhões de doses para todo o país, sendo 251,1 mil destinadas para a Bahia. Já a Sesab informou que o número de doses de vacinas BGC recebidas pelo estado em 2019 foi de 423.160. Apesar de admitir a redução do quantitativo de imunobiológico, os dois órgãos não especificaram nem forneceram dados que possibilitassem o cálculo do total reduzido.

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Alerta: quase mil cidades brasileiras podem ter surto da tríplice endemia

  • Informações da Agência Brasil
  • 30 Abr 2019
  • 17:52h

(Divulgação)

Novecentos e noventa e quatro municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e podem registrar surtos de dengue, zika e chikungunya. O número, de acordo com informações do Ministério da Saúde, representa 20% das 5.214 cidades que realizaram algum tipo de estudo que classifica o risco do aumento de doenças causadas pelo vetor. O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 revela que a incidência de casos de dengue no país entre janeiro e março subiu 339,9% em relação ao mesmo período de 2018. Além da situação de risco, o estudo identificou 2.160 municípios em situação de alerta e 1.804 com índices considerados satisfatórios. O ministério alertou hoje (30), em Brasília, para a necessidade de fortalecer ações de combate ao mosquito, mas avaliou que, mesmo com o aumento de casos de dengue, a taxa de incidência está dentro do esperado para o período e o país não está em situação de epidemia. O Ministério da Saúde admite, entretanto, que podem haver epidemias localizadas de dengue em alguns municípios.