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Defensor do eletrochoque é nomeado para área da Saúde Mental do Ministério da Saúde

  • Redação
  • 18 Fev 2021
  • 15:13h

Publicação no Diário Oficial da União foi assinada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello | Foto: Reprodução

Psiquiatra defensor das terapias com eletrochoque, Bernardon Ribeiro foi nomeado para o cargo de  coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (18), assinada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Em uma entrevista feita ao Canal da Psiquiatria, em 2013, o médico chegou a dizer que o tratamento com eletroterapia havia virado o seu mantra. “A eletroconvulsoterapia é um tratamento utilizado na medicina desde 1938, ele persiste justamente por ser muito bom. Tem uma resposta na ordem de 90%, o paciente tem algum benefício em 9 a cada 10 casos tratados”. De acordo com ele, o procedimento deve ser realizado em casos mais graves. “São justamente em casos mais graves que não tem nenhuma resposta a nenhum medicamento em geral em mais de três, quatro, cinco tentativas combinadas ou não”, disse. As informações são da Folha de S.Paulo.

Conquista: Governo do Estado passará a administrar a UPA

  • BRF
  • 15 Fev 2021
  • 09:08h

(Foto: Divulgação)

Nos próximos dias o Governo do Estado irá assumir a direção da Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas, em Vitória da Conquista. Atualmente a UPA é comandada por uma empresa terceirizada.A notícia foi confirmada pelo secretário estadual de saúde, Fábio Vilas Boas. 

Alzheimer: será que é possível prevenir?

  • Professor Cristiano Caveião
  • 08 Fev 2021
  • 12:15h

(Imagem Ilustrativa)

O Alzheimer é uma doença progressiva que ocasiona a destruição da memória e de outras funções mentais importantes. Ocorre a degeneração e morte das células.

Trata-se de uma doença com evolução, aos poucos ocorre a perda de algumas funções cerebrais que estão relacionadas com a memória, habilidades linguísticas e de pensamento. Até mesmo a capacidade do autocuidado. Comumente, sua progressão pode ocorrer entre oito a 12 anos.

É crônica e não possui cura, contudo podem ser utilizados medicamentos para tratar os sintomas, como a agressividade. Além disso, o Alzheimer pode evoluir para outra condição, como a demência. É mais comum na população idosa, contudo pessoas mais jovens também podem ter a doença, neste caso é chamado de Alzheimer precoce. 

Os seus sintomas são separados em quatro fases, pois cada uma apresenta quadros clínicos diferentes. 

A primeira fase, de forma geral, também é quando se apresentam os primeiros sintomas do Alzheimer. O paciente pode demonstrar comprometimento da memória; dificuldade de aprendizado; perder-se em locais familiares; dificuldade para a tomada de decisões; perda de interesse nas atividades que antes eram prazerosas; alterações de humor; alterações da personalidade e mudanças nas habilidades visuais e espaciais.

Já na segunda fase apresenta dificuldade na fala; não consegue mais morar sozinho; presença de alucinações; pode perder-se dentro de casa; repete com frequência as mesmas perguntas; pode tornar-se agressivo; problemas de coordenação motora, que geram dificuldade para realizar tarefas simples e agitação constante.

Na terceira fase pode apresentar incontinência urinária e fecal; dificuldade para alimentação e deglutição; comportamento inapropriado em público; resistência para realização das atividades diárias e deficiência motora.

A quarta fase chamada de fase terminal, pode apresentar mutismo; não reconhecer os familiares, amigos ou objetos; restrição de leito pela dificuldade de movimento e presença de infecções constantes.

O Alzheimer ainda não tem cura, contudo existem alguns tratamentos que são eficazes e podem prolongar a vida e o bem-estar do paciente. Existem estudos com resultados promissores que apresentaram sucesso na reversão da doença em testes com animais. 

Existem algumas atitudes que podemos seguir para ajudar a evitar o aparecimento da doença no futuro. É necessário melhorar os hábitos alimentares; praticar atividade física; estimular o cérebro com atividades; evitar exposição ao alumínio, tabaco, álcool, obesidade, diabetes, hipertensão, são fatores que podem ser controlados e consequentemente auxiliar no não aparecimento ou o retardo do aparecimento da doença.

Dia Mundial de Combate ao Câncer (04) e Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil (15)

  • máquinacohn&wolfe
  • 03 Fev 2021
  • 10:34h

(Foto: Divulgação)

O câncer é um conjunto de doenças multifatoriais que têm como fator comum o crescimento incontrolável de vários tipos diferentes de células. No Brasil, de acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 625 mil novos casos de câncer devem ser registrados entre os anos de 2020 e 2022. Por ano, a doença provoca o óbito de mais de 9,6 milhões de pessoas no mundo, e pode estar associada a fatores hereditários ou, em 90% dos casos, a fatores externos. Neste último caso, a adoção de hábitos saudáveis, como parar de fumar, fazer uso do protetor solar e investir em atividades físicas e uma alimentação balanceada, pode colaborar para a prevenção ao câncer. Segundo dados da União Internacional de Controle do Câncer (UICC), um terço dos casos da doença pode ser curado se detectado precocemente e tratado adequadamente. Para conscientizar e alertar sobre o tema, especialistas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo estão à disposição para entrevistas.

Dados sobre dengue e chikungunya ficam um mês sem ser atualizados pelo governo federal

  • Redação
  • 02 Fev 2021
  • 10:39h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde passou um mês, de 24 de dezembro a 26 de janeiro, sem atualizar o boletim epidemiológico sobre doenças como dengue, chikungunya e zika. Isso ocorre no período em que essas doenças alcançam seus picos de contaminação, que vai de janeiro a abril. A observação é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, que pontua que os boletins costumam ser publicados semanal ou quinzenalmente em épocas de sazonalidade. Eles mostram detalhes sobre os casos notificados em cada região do país e servem de base para o planejamento de políticas públicas para contenção das doenças. Após a publicação questionar o governo, um novo boletim foi publicado, na noite desta segunda-feira (1º).

Fevereiro Roxo e a conscientização sobre a Fibromialgia

  • Fernanda M. Cercal Eduardo | Thayse Zerger G. Dias
  • 01 Fev 2021
  • 14:14h

(Foto: Divulgação)

A Fibromialgia comumente conhecida como uma patologia de dor generalizada, é conceituada pela Sociedade Brasileira de Reumatologia como “uma condição que se caracteriza por dor muscular generalizada, crônica (dura mais que três meses), mas que não apresenta evidência de inflamação nos locais de dor”. Esse conceito demonstra a dificuldade de diagnóstico, visto que não existem, atualmente, marcadores laboratoriais que confirmem a doença.

Os diagnósticos são feitos a partir do conjunto de sinais e sintomas que caracterizam a síndrome, conforme critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR). Em torno de 2,5% da população mundial experimenta situações de dores inespecíficas que iniciam lentamente de forma localizada e vão se espalhando pelo corpo, perdurando por meses, classificando-se dessa forma como dor crônica.

A Fibromialgia no Brasil já representa um problema de saúde pública com custos econômicos elevados e impacto social tão grande quanto. Do ponto de vista biopsicossocial relacionam-se à esta síndrome, déficits tanto funcionais quanto emocionais gerando desgaste e comprometimento nas atividades de vida diária, lazer, convívio e trabalho desses pacientes.

Um diagnóstico preciso e um acompanhamento multidisciplinar da condição de saúde faz total diferença nos resultados que beneficiam os pacientes em todos os aspectos de suas vidas.

A Nutrição, Fisioterapia, Psicologia dentre outras profissões da saúde, fazem parte do atendimento especializado, a fim de ajustar as condições fisiológicas do organismo, lidando de maneira concomitante com as dificuldades apresentadas e também em relação aos anseios do portador da síndrome.

Tanto o aspecto nutricional quanto o aspecto físico, assim como o psicológico/emocional constituem os pilares de equilíbrio do corpo humano. Dessa forma, o tratamento da Fibromialgia atualmente, deve ser pensado como um trabalho em conjunto, visando o equilíbrio dinâmico entre o organismo e o ambiente que o cerca, considerando todas as atividades exercidas pelo paciente em sociedade e também a forma que este indivíduo encara esta realidade, a fim de atingir o objetivo principal que é melhorar o aspecto de saúde como um todo, considerando todas as fases do ciclo vital.

O tratamento não é simples, e só há de obter resultados partindo da colaboração entre paciente e profissionais envolvidos, mas também, o auxílio da família é muito importante, ao se obter entendimento da síndrome e aspectos a serem trabalhados, aspectos esses que pouco a pouco evidenciam melhoras cotidianas.

Muitos estudos sobre o tema têm surgido nos últimos anos e, por meio de pesquisas da comunidade científica já é possível perceber que é o conjunto de ações que proporciona os melhores resultados. Trabalhar com suplementação, atividades físicas, terapias manuais, analgesias, psicoterapia, métodos para alívio de estresse e melhora do sono é essencial para o sucesso no tratamento.

Ainda não podemos falar em cura, mas o prognóstico é bom e melhora a cada dia, ao surgimento das evidências de tratamento que, com comprometimento entre os pares, tem grande efetividade no controle dos sintomas.  Seguindo um tratamento adequado e bem conduzido por uma equipe multiprofissional, os sintomas tendem a melhorar, resgatando a capacidade funcional e o convívio social saudável.

O papel do Fisioterapeuta nesse sentido, é conduzir terapias físicas de suporte, como eletroterapia para analgesia, massoterapia e outras terapias manuais relaxantes e analgésicas, orientação e prescrição de exercícios e atividades físicas personalizadas além da orientação terapêutica no nível primário de atenção em saúde. Os objetivos traçados por este profissional devem ser realistas, comuns e complementares a outros objetivos da equipe multiprofissional e do seu paciente.

Outro recurso que vem sendo adicionado às terapias físicas é a hidroterapia, obtendo ótimos resultados pelos seus efeitos fisiológicos globais ao organismo.  Metodologias de exercícios como Pilates e Yoga têm evidenciado progressos.

Fibromialgia dói mais quando não está sendo administrada. Fibromialgia tem jeito sim!

Janeiro Roxo: Nordeste é região com mais casos de hanseníase no Brasil

  • Nuno Krause
  • 30 Jan 2021
  • 07:44h

(Foto: Divulgação)

Em números absolutos, o Nordeste é a região que possui mais casos de hanseníase no Brasil. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 43% dos infectados no país na última década moravam em algum estado nordestino. A Bahia é o quinto estado no ranking do país, com 24.393 registros da doença, enquanto Maranhão, Mato Grosso, Pará e Pernambuco ocupam as quatro primeiras posições.

A hanseníase, antigamente conhecida como "lepra", é causada por uma bactéria que acomete a pele e os nervos periféricos. Entre os sintomas, de acordo com a médica e coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Sandra Durães, estão manchas na pele - que podem ser brancas, rosas ou vermelhas -, caroços, áreas vermelhas elevadas, alteração da sensibilidade, dormência, formigamento e diminuição da sensibilidade e/ou da força muscular de pés e mãos. "Além disso, os pacientes podem apresentar perda dos pelos da sobrancelha, sensação de nariz entupido", revela a especialista. 

De acordo com Araci Pontes, assessora do Departamento de Hanseníase da SBD, o fator social e o alto índice populacional do Nordeste são preponderantes para a maior incidência. "A hanseníase tem uma prevalência maior na classes mais desfavorecidas, porque é uma doença que se transmite pelas vias aéreas. Aglomerados de pessoas com condições de moradia não satisfatória, com muitas pessoas morando juntas em condições precárias, favorecem a transmissão da doença. Em termo de número de casos, o Nordeste tem um número grande também porque tem uma população maior. Proporcionalmente, você vê que o segundo estado mais endêmico está no Mato Grosso", afirma. 

O preconceito também vigora entre pacientes da doença, que por vezes demoram para procurar ajuda médica com medo de serem julgados pela sociedade. "As pessoas muitas vezes evitam, têm medo do diagnóstico porque acham que podem ser segregados da família, do trabalho. Ficam escondendo as manchas e não procuram profissional por receio desse estigma. A gente está tentando trabalhar esses conceitos no janeiro roxo", revela. O Janeiro Roxo foi instituído em 2016 pelo Ministério da Saúde, com objetivo de alertar sobre a prevenção da doença. O último dia de janeiro (31) é o Dia Mundial do Combate à Hanseníase. 

Apenas 10% da população mundial é suscetível a desenvolver o problema. Ou seja, 90% pode ter contato com o vírus e não terá nenhum sintoma. Entre esses que podem desenvolver, há dois tipos, explica Sandra Durães. 

"Temos aqueles que apresentam poucas lesões na pele, nos nervos periféricos e pequena carga bacilar e não são contagiosos. Esse pacientes são ditos paucibacilares. Em seu oposto, temos pacientes que apresentam grande carga bacilar. Grande número de lesões cutâneas. O tratamento desses pacientes é diferente. O primeiro tipo precisa tomar antibiótico por seis meses. O segundo, por doze meses", conta. 

Em ambos os casos, o tratamento precoce é fundamental para reverter o quadro. "Após uma semana do início do tratamento, por mais que a pessoa tenha uma quantidade grande de bacilos, ela já não vai mais transmitir. Por isso que não isola mais a pessoa, não está mais transmitindo. Transmitiu antes de ser tratado. Não é preciso esperar o final do tratamento para conviver normalmente", explica Araci Pontes.

A hanseníase dificilmente é fatal, porém pode gerar sequelas eternas, como cegueira, fraqueza nas mãos e nos pés, dificuldade para se locomover e fazer outras atividades comuns do cotidiano. 

Na Bahia, segundo números apurados pela SBD no Sinan/MS, em 2010 os casos novos diagnosticados com algum tipo de deformidade (Grau 2) e com diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos, mãos ou pés (Grau 1) representavam 22% do total. Os últimos dados nacionais disponíveis, referentes a 2019, mostram que essa proporção não apresentou melhora, com a manutenção do índice na mesma faixa (22%).

Atrás do Nordeste no número de casos absolutos da hanseníase, estão Centro-Oeste, com 19,5%, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.

Investigação identifica 11 casos de superfungo resistente a medicamentos na Bahia

  • Jade Coelho
  • 26 Jan 2021
  • 07:26h

A Bahia contabiliza 11 casos do superfungo fatal 'Candida auris', resistente a medicamentos e responsável por graves infecções hospitalares. A situação está sendo tratada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como surto. O órgão alerta que a Candida auris é um fungo emergente que representa uma “grave ameaça à saúde global”.

“Pode causar infecções invasivas, que são associadas à alta mortalidade, pode ser multirresistente e levar à ocorrência de surtos nos serviços de saúde”, informou. Além disso, a Anvisa alerta que as infecções com Candida auris são invasivas e podem ser fatais. “Com base em relatos com número limitado de pacientes, 30% a 60% dos pacientes com infecções de corrente sanguínea por C. auris evoluíram para o óbito”, adverte.

Após a identificação do primeiro caso, em dezembro de 2020 o órgão emitiu, em 8 de dezembro de 2020, um alerta e uma investigação foi instaurada. As verificações para identificar a origem e extensão do surto foram conduzidas pela Secretaria da Saúde do estado (Sesab) e do município de Salvador (SMS) e identificaram novas ocorrências.

Diante da confirmação do caso da Bahia, o primeiro do Brasil, a agência publicou em 21 de dezembro uma atualização na nota técnica que tratava de orientações para identificação, prevenção e controle de infecções por Candida auris nas unidades de saúde.

INVESTIGAÇÃO

O foco da investigação estava em identificar o fungo e controlar o surto. De acordo com a Anvisa, assim que a agência foi notificada foi instituída uma força-tarefa nacional com representantes de diversas instituições, principalmente da Bahia. Essa força-tarefa realizou reuniões e discussões para alinhamento das ações e definição de como a situação seria conduzida.

Ao BN, a Sesab informou que a investigação ocorreu através de visita in loco na unidade hospitalar. Além da equipe da pasta estadual, também foi acionado o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Salvador.

Três grupos de trabalho foram formados para a averiguação. O primeiro era responsável por analisar a pesquisa em prontuário. O segundo avaliar a assistência farmacêutica e informações sobre o produto para saúde (cateter). Enquanto ao terceiro coube avaliar todos os processos da unidade hospitalar relacionados a controle de infecção.

“Foram realizadas coletas de material para análise laboratorial, recomendado pela vigilância, de todos os contatos do caso índice internados e dos ambientes em que esse paciente circulou pelas alas hospitalares”, informou a Sesab. 

A pasta ainda afirmou que investigação permitiu o isolamento dos pacientes e uma série de recomendações da Anvisa para a desinfecção hospitalar para impedir a proliferação do fungo. Isso porque ele pode permanecer no ambiente por longos períodos, de semanas a meses. E também apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais os que são à base de quartenário de amônio.

MONITORAMENTO

A etapa atual é a de acompanhamento e monitoramento. O objetivo agora é garantir o cumprimento das recomendações de desinfecção realizadas pelo hospital para evitar a ocorrência de novos casos, apontou a Sesab.

Em relação aos processos de trabalho, a Secretaria da Saúde informou que a conclusão foi de que o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) “adota as medidas preventivas de infecção hospitalar propostas pela Anvisa, que dispõe de protocolos e oferece treinamentos para implementação destes”.

“Além disso, observou-se que as medidas recomendadas de precaução e isolamento estão sendo aplicadas neste momento”, frisou a pasta. 

Quanto ao futuro, a Sesab garantiu que manterá a vigilância ativa, “realizando as culturas de vigilância de forma periódica para análise da contenção do Fungo a nível hospitalar”. Assim como a Anvisa, que respondeu ao questionamento do Bahia Notícias garantindo que “continua monitorando esse surto e acompanhando as informações notificadas pelo hospital no formulário nacional específico”.

“Como as ações de prevenção e controle de infecções são descentralizadas, a Anvisa está em contato constante com o Núcleo estadual de controle de infecção hospitalar (NECIH) da Bahia, que por sua vez, está realizando o acompanhamento local desse surto”, informou em nota.

 CASO INICIAL

O primeiro caso do superfungo foi identificado em uma amostra da ponta de um cateter de um paciente internado em UTI adulto de um hospital da Bahia. Na época a Anvisa informou que a presença do fungo foi confirmada pela técnica Maldi-Tof no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e no Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

No alerta emitido pela agência foi destacado o fato de que a Candida apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções deste tipo. Algumas cepas deste superfungo são resistentes a todas as três principais classes de fármacos antifúngicos (polienos, azóis e equinocandinas). 

Na ocasião a Anvisa também ressaltou que a identificação do fungo requer métodos laboratoriais específicos. Além disso a agência sanitária chamou a atenção para a propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e da eliminação do ambiente contaminado, já que uma das características dele é a possibilidade de se manter nos ambientes e superfícies por longos períodos, de semanas a meses, além da resistência a desinfetantes. 

A identificação do primeiro caso da Candida auris mobilizou o governo baiano, o hospital privado em que o fungo foi identificado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde e a Universidade de São Paulo (USP). Todos este entes trabalharam em colaboração para esclarecer a situação e tomar as medidas cabíveis necessárias para afastar a ameaça à saúde pública.

TRANSMISSIBILIDADE

A Anvisa chama a atenção para a transmissibilidade e o alto nível de resistência aos antifúngicos. De acordo com a agência, essas são características que diferenciam o Candida auris de outras espécies de Candida.

“O modo preciso de transmissão dentro do ambiente de saúde ainda não é conhecido”, diz a agência, apesar de destacar que evidências iniciais sugerem que o ambiente pode ser o principal reservatório do fungo, e levar à disseminação por meio de superfícies, contato direto com os pacientes e equipamentos contaminados. A lista inclui estetoscópios, termômetro e aparelhos de aferição da pressão arterial.

A nota técnica da Anvisa ainda ressalta a alta transmissibilidade da Candida auris. “A persistência e a propagação do fungo, apesar de todas as medidas de prevenção de infecção, indicam uma resiliência às condições ambientais e persistência no ambiente, alta transmissibilidade e capacidade de colonizar rapidamente a pele do paciente e o ambiente próximo a ele”, diz. O texto ainda acrescenta que os pacientes podem permanecer com o fungo e assintomáticos por um período de três a cinco meses.

“C. auris está associada a episódios de surtos em serviços de saúde que resultam em aumento imediato de custos, não apenas financeiros, mas especialmente aqueles relacionados com a morbidade e a mortalidade de pacientes”, completa a nota.

Janeiro Branco: sinal de alerta para a saúde mental

  • ANS
  • 10 Jan 2021
  • 10:29h

No mês da campanha, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) destaca relevância do tema e importância dos cuidados, especialmente no contexto da pandemia | Divulgação

Janeiro é o mês dedicado à conscientização a respeito da saúde mental, cada vez mais reconhecida como uma prioridade global de saúde e desenvolvimento econômico. Para chamar a atenção sobre o tema e reforçar a importância dos cuidados, em especial no contexto vivido em decorrência da pandemia do novo Coronavírus, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) destaca informações relevantes. 

De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo (9,3%) e o segundo maior das Américas em depressão (5,8%). A saúde mental representa mais de 1/3 da incapacidade total no mundo, com transtornos depressivos e ansiosos como maiores causas – os quais respondem, respectivamente, pela 5ª e 6ª causas de anos de vida vividos com incapacidade no Brasil. Ainda segundo a OPAS, entre 35% e 50% das pessoas com transtornos mentais em países de alta renda não recebem tratamento adequado e, nos países de baixa e média renda, o percentual é ainda maior, ficando entre 76% e 85%.  

A saúde mental também causa reflexos no desenvolvimento econômico, sendo a segunda causa de afastamento laboral, gerando ainda grande estigma pessoal de incapacidade – especialmente com o advento da pandemia do novo Coronavírus. Pesquisa da UERJ (veja mais informações aqui) demonstrou que casos de depressão dobraram no período de quarentena e que ocorrências de ansiedade e estresse tiveram aumento de 80%, causadas pelas incertezas com o novo Coronavírus e as mudanças impostas pelo isolamento social. 

Esses dados demonstram a relevância de se ampliar o debate e as estratégias para enfrentamento desse panorama, sendo também um desafio para a saúde suplementar. No Brasil, em 2019, os beneficiários de planos de saúde realizaram cerca de 29 milhões de procedimentos relacionados ao cuidado em saúde mental - um crescimento de aproximadamente 167% em relação ao número realizado em 2011.

A ansiedade e depressão provocadas pela pandemia foram tema de discussão no I Simpósio Virtual ANS, realizado em setembro, quando houve um amplo debate e troca de experiências de operadoras de planos de saúde e de contratantes empresariais sobre a integração dessa linha de cuidado na gestão de saúde corporativa. Na ocasião, a ANS apresentou um painel sobre a importância do cuidado em saúde mental para a promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças (reveja aqui), a evolução do número de iniciativas em saúde mental nos programas de Promoprev e abordagens em saúde mental na Atenção Primária (relembre aqui). 

Através de parceria e sob coordenação do SESI, a Agência também está desenvolvendo uma pesquisa quantitativa junto a empresas contratantes de planos de saúde para abordar, dentre outros temas, as ações para cuidados com a saúde mental dos trabalhadores da indústria durante e no pós-pandemia.  

Saúde mental na pandemia 

Em contexto de pandemia, é recorrente o aumento de sofrimento psíquico na população, principalmente em quem já tinha fatores preexistentes. É esperado que o frequente estado de alerta, preocupação, solidão e sentimento de falta de controle frente às incertezas do momento, aumente o estresse e sofrimento psíquico. Além disso, as medidas de isolamento social, embora baseadas em evidências científicas e essenciais para a proteção da saúde da população, podem impactar a saúde mental daqueles que as experienciam. Devido ao período de distanciamento social, quarentena ou isolamento, a redução de estímulos, perda de renda pela impossibilidade de trabalhar e alterações significativas na rotina geram forte impacto na vida das pessoas. 

Os fatores que influenciam o impacto psicossocial estão relacionados à magnitude da epidemia e ao grau de vulnerabilidade em que a pessoa se encontra no momento. Entretanto, é importante destacar que nem todos os problemas psicológicos e sociais apresentados poderão ser qualificados como doenças. A maioria será classificada como reações normais diante de uma situação anormal. Reações comuns diante deste contexto englobam sentimento de impotência e desamparo perante os acontecimentos, solidão, irritabilidade, angústia, tristeza, raiva.  

É importando ainda considerar que, tendo em vista a instabilidade dos cenários em decorrência da pandemia, o volume de informações e as mudanças constantes experimentadas, é esperado que as pessoas apresentem queda na capacidade de concentração, bem como sensação de letargia, o que muitas vezes leva à diminuição do interesse para realizar atividades cotidianas. Adicionalmente, o medo de ser acometido por uma doença potencialmente fatal, cuja causa e progressão ainda são pouco conhecidas, afeta o bem-estar psicológico das pessoas. Em certa medida, quando experienciadas de maneira leve, essas reações podem atuar como fatores de proteção, pois levam a comportamentos mais cautelosos no que diz respeito à exposição aos riscos de contágio.  

Em caso de sofrimento intenso, a procura por ajuda especializada é primordial. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, estima-se que entre um terço e metade da população exposta a uma epidemia pode vir a sofrer alguma manifestação psicopatológica, caso não seja feita nenhuma intervenção de cuidado específico para as reações e sintomas manifestados (veja aqui).  A rápida mudança nos modos de vida habituais pode contribuir para o desencadeamento de reações e sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Observa-se também, maior probabilidade de ocorrência de distúrbios do sono, abuso de substâncias psicoativas e ideação suicida, bem como agravamento de transtornos mentais preexistentes.  

Além disso, a experiência de confinamento tende a trazer consequências e implicações para as relações interpessoais. As restrições a deslocamentos, a suspensão de atividades em escolas, locais de trabalho ou de convívio comunitário intensificam o contato entre as pessoas residentes no mesmo domicílio. Em alguns casos, essa condição amplifica a exposição a situações de violência, principalmente para pessoas que ficam expostas à presença de agressor no domicílio.  

Por todas essas razões, é fundamental que as pessoas que vivem com condições de saúde mental tenham acesso contínuo ao tratamento durante a pandemia. Segundo a OMS, mudanças nas abordagens da prestação de assistência à saúde mental (telessaúde) e apoio psicossocial estão mostrando sinais de sucesso em alguns países. O atendimento remoto apresenta vantagens para a oferta de suporte psicossocial durante a Covid-19, uma vez que corrobora com as recomendações de distanciamento social, quarentena e/ou isolamento domiciliar. Dessa forma é possível evitar a circulação desnecessária e, ao mesmo tempo, garantir atendimento psicossocial e/ou psicoterápico de qualidade. 

Cuidados e recomendações 

A Fiocruz lançou uma série de cartilhas com recomendações para o enfrentamento dos desafios à saúde mental e atenção psicossocial no contexto da pandemia. Nas publicações, destinadas a grupos específicos como trabalhadores dos serviços de saúde, gestores, psicólogos hospitalares, crianças, cuidadores de idosos, são descritas, por exemplo, reações comportamentais mais frequentes, danos psicológicos oriundos do confinamento e apresentam dicas sobre o uso de medicamentos e consumo excessivo de informações.  Confira aqui algumas recomendações:  

• Reconheça e acolha seus receios e medos, procurando pessoas de confiança para conversar; 

• Retome estratégias e ferramentas de cuidado que tenha usado em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional; 

• Invista em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo (meditação, leitura, exercícios de respiração, habilidades manuais);

• Se você estiver trabalhando durante a epidemia, fique atento a suas necessidades básicas, garantindo pausas sistemáticas durante o trabalho (se possível em um local calmo e relaxante) e entre os turnos. 

• Invista e estimule ações compartilhadas de cuidado, evocando a sensação de pertencimento social (como as ações solidárias e de cuidado familiar e comunitário) 

• Mantenha ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas; 

• Evite o uso do cigarro, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções; 

• Busque um profissional de saúde quando as estratégias utilizadas não estiverem sendo suficientes para sua estabilização emocional; 

• Busque fontes confiáveis de informação e reduza o tempo que passa assistindo ou ouvindo coberturas midiáticas.

 

Por que Janeiro Branco? 

A campanha foi criada em 2014 por um grupo de psicólogos de Uberlândia (MG), em alusão às tradicionais comemorações das festas de fim de ano, quando as pessoas costumam realizar balanços das ações individuais e planejar, para o próximo ciclo de 12 meses, novas resoluções e metas.  De acordo com os idealizadores, de maneira simbólica, o primeiro mês do ano é reservado como uma “página em branco” para que novas práticas sejam reescritas, objetivando o bem estar da saúde mental.   

Quando se fala em saúde mental, muitos relacionam à ausência de doenças, como ansiedade e depressão, por exemplo. Entretanto, a OMS conceitua saúde como um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças ou demais enfermidades.  Saiba mais sobre a campanha aqui e acompanhe as redes sociais da ANS. 

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Bahia teve em 2020 pior cobertura vacinal dos últimos 10 anos; números preocupam Sesab

  • Jade Coelho
  • 09 Jan 2021
  • 09:48h

(Foto: Reprodução)

A cobertura vacinal da Bahia em 2020 foi a mais baixa dos últimos 10 anos entre pelo menos 8 dos 9 imunizantes básicos do Programa Nacional de Imunização (PNI). Com ansiedade e atenções da população voltadas para a vacina da Covid-19, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) destaca a importância da adesão à vacinação de rotina.

Vânia Rebouças, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, sinaliza que a Bahia acompanha a tendência nacional, que já vinha registrando queda na adesão vacinal desde 2016. O fato é que em 2020, com a pandemia da Covid-19, a situação foi agravada. "É bem paradoxal essa história em relação a nossa cobertura. Enquanto a humanidade anseia pela vacina da Covid-19 para controlar a pandemia, a gente vivencia baixas coberturas vacinais que são importantes para controle e eliminação das doenças”, analisou.

A meta de vacinação é de 90% a 95% do público alvo para os imunizantes de rotina. No PNI, elogiado em todo o mundo, estão as vacinas BCG, Rotavírus, Meningocócica C, Pneumocócica 10v, Poliomielite, DTP+HIB+HB (Pentavalente), Hepatite A e Tríplice viral.

Os dados da Sesab ainda não estão completamente fechados, mas de acordo com os índices informados pelas prefeituras baianas até 18 de dezembro de 2020 a média alcançada nas salas de imunização do estado foi de 65%. Em apenas em uma das nove vacinas a Bahia ficou acima de 70%.

Na BCG o índice foi de 65,3%; Rotavírus 66,2%; Meningocócica 68,1%; Pentavalente 63,4%; Pneumocócica 65,3%; Poliomielite 65,2%; Febre Amarela 58,1%; Hepatite A 64,59%; e Tríplice viral 74,4%.

O obstáculo para 2021 agora é conscientizar a população para que os índices voltem ao patamar ideal. Entre as consequências de redução dos vacinados está o aumento dos chamados “bolsões suscetíveis”. O termo técnico diz respeito ao acúmulo de pessoas sem a devida proteção, e no caso do vírus ser introduzido na localidade, rapidamente eclode um surto ou epidemia.

“A gente costuma brincar que as vacinas são vítimas do seu próprio sucesso. As pessoas não buscam vacina por acharem, de maneira equivocada, que não estamos correndo risco, quando a gente sabe que os vírus continuam circulando e que por isso é importante manter as vacinas em dia”, comentou Vânia.

Em Salvador a chefe do setor de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Doiane Lemos, reconhece que em 2020 a vacina de rotina não foi priorizada, e que a adesão não foi suficiente.

Diante dos índices, a SMS adotou estratégias para facilitar o acesso da população através da busca ativa. “Em 2020 não tivemos a nosso favor a possibilidade de ir na escolas, faculdades, então a opção eram fábricas, empresas, estações de transbordo, os lugares onde as pessoas estavam”, exemplificou Doiane.

A estratégia adotada na capital é bem avaliada pela Sesab e serve de exemplo para outros municípios.

“A gente acredita que a vacina tem que ir até o indivíduo. Tivemos êxito em vacinação extra muro, alguns movimentos são necessários para essa busca de faltosos”, comentou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização.

Vânia explica que a pasta estadual já tinha e agora está reforçando as ações de um plano estratégico para melhorar a cobertura vacinal. “Esse ano nós divulgamos um plano pra trabalhar ações estratégicas, vamos continuar ao longo dos próximos três anos com linhas de atuação que vão corrigir e melhorar a cobertura”, disse ao citar que o plano inclui a educação permanente em saúde, reforço da comunicação, e também a parceria com outros órgãos.

Ministério atrasa entrega de 40 medicamentos para Bahia e pode causar desassistência

  • Bruno Luiz / Jade Coelho
  • 29 Dez 2020
  • 08:35h

(Foto: Reprodução)

Pacientes baianos com HIV/Aids, transplantados, com tuberculose, doença falciforme, oncológicos, e com outras doenças que precisam de cuidados contínuos estão sob risco de terem seus tratamentos interrompidos, e consequentemente prejudicados, pela falta de medicamentos. Se tratam de fármacos que devem ser fornecidos pela União e que estão com a entrega atrasada.

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) notificou o Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal (MPF) sobre o desabastecimento e apontou a falha e a insuficiência na entrega de medicamentos que fazem parte do Componente Especializado e Estratégico da Assistência Farmacêutica.

O diário do MPF desta terça-feira (22) trouxe a informação de instauração de Inquérito Civil diante da provocação do Secretário Estadual de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, para apurar supostas irregularidades no fornecimento de medicamentos por parte da pasta federal. E essa não é a primeira vez que uma situação deste tipo toma este rumo. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) também já tem uma ação em curso pela desassistência do Ministério em relação ao fornecimento de remédios à Bahia.

O Bahia Notícias teve acesso à lista de medicamentos com descontinuidade de entrega por parte do Ministério. São cerca de 40 fármacos. Alguns apresentam situação mais graves, em que a pendência em relação à quantidade aprovada é de 100%. É o caso do Pramipexol 1 mg que trata o Parkinson; Levetiracetam 250 mg e 750 mg para Epilepsia; e a Teriflunomida 14 mg para Esclerose múltipla.

Os pacientes com HIV/Aids são os mais afetados. São sete os medicamentos em risco iminente ou que já registram falta na Bahia.

A Sesab informou ao BN que a última comunicação nesse sentido feita ao Ministério da Saúde ocorreu no dia 14 de dezembro.

A lista de doenças cujos medicamentos estão com a entrega pendente é grande e inclui artrite reumatóide; Guillain-Barré; psoríase; diabetes; acromegalia; amiloidose heredofamiliar neuropática; fibrose cística; oncologia; imunossupressor para transplantado; doença renal; alzheimer; trombose venosa; hanseníase; tuberculose; toxoplasmose; meningite; e tracoma.

O Ministério da Saúde foi questionado pelo BN sobre o atraso na entrega de medicamentos e a justificativa para o fato, mas até a publicação desta reportagem não retornou o contato. 

Excessos durante o verão podem causar problemas circulatórios

  • Ludmilla Souza
  • 13 Dez 2020
  • 14:26h

Doenças vasculares aumentam em 30% no clima quente | Foto: Reprodução/Seconar Service

Vem chegando o verão e com ele um calor no coração, mas também nas pernas, nos braços e em todo o sistema circulatório. Mãos e pés inchados, pernas cansadas e pesadas, piora de varizes e o surgimento de problemas linfáticos são alguns sintomas físicos que merecem mais atenção no clima quente que terá início no dia 21 de dezembro, e se extende até 20 de março de 2021. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), durante o verão, existe um aumento de 30% das doenças vasculares.

O corpo humano trabalha intensamente para combater as altas temperaturas. A circulação cutânea (na pele) é uma das principais responsáveis pela regulação da temperatura do organismo. Durante esse processo, ocorre a dilatação dos vasos sanguíneos da pele e, consequentemente, acarreta a piora de sintomas em pessoas com varizes e doenças linfáticas.

As mulheres são as que mais sofrem com problemas vasculares no verão, explica o cirurgião vascular e presidente da SBACV- Regional Rio Grande do Norte, Gutenberg do Amaral Gurgel. “Nas mulheres, os hormônios femininos podem acarretar maior exacerbação dos sintomas das doenças vasculares. Uma das maiores queixas nessa estação é o inchaço nas pernas. O calor causa a dilatação dos vasos sanguíneos, e faz com que o fluído escape e se acumule no tecido extravascular, isso é chamado de edema. Edema é apenas outra palavra para inchaço”, explica.

Dentre os fatores que mais causam complicações vasculares no verão estão a desidratação e a preexistência de doenças associadas à obesidade e ao sobrepeso, como o diabetes e a hipertensão. O especialista orienta que, sempre que possível, seja feito o autoexame para identificar possíveis problemas:

 

 

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Anvisa emite alerta sobre superfungo detectado em hospital na Bahia

  • Redação
  • 09 Dez 2020
  • 17:44h

(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta, nessa terça-feira (07), sobre uma investigação do primeiro caso positivo no país de Candida auris, fungo resistente a medicamentos que representa uma séria ameaça à saúde pública em virtude da taxa de letalidade próxima a 60%.

O fungo foi detectado na última sexta-feira, dia 04, no cateter de um paciente internado em um hospital privado da capital baiana. Foram realizadas duas contraprovas, sendo uma no Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) e outra na Universidade de São Paulo (USP), testando positivo em ambas ocasiões. De acordo com o alerta da Anvisa, o fungo apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções por Candida. Ele pode causar infecção em corrente sanguínea e outras infecções invasivas, sendo fatal, sobretudo, em pacientes com comorbidades. Também há uma propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e de sua eliminação do ambiente contaminado.

Segundo a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), a identificação desse fungo requer métodos laboratoriais específicos uma vez que a Candida auris pode ser facilmente confundida com outras espécies de leveduras, tais como Candida haemulonii e Saccharomyces cerevisiae. Além disso, pode permanecer viável por longos períodos no ambiente (semanas ou meses) e apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais, os que são à base de quartenário de amônio. O fungo foi identificado pela primeira vez em 2009 no canal auditivo de uma paciente no Japão. Desde então, houve casos identificados em países como Índia, África do Sul, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos, Israel, Paquistão, Quênia, Kuwait, Reino Unido e Espanha.

Haff: casos da doença que deixa 'urina preta' sobem para 30 na Bahia

  • Informações do G1/BA
  • 09 Dez 2020
  • 15:17h

Mais cinco casos estão em investigação e outro paciente que apresentou sintomas da Doença de Haff teve diagnóstico descartado. Contaminação pela doença está ligada ao consumo de pescado. | Foto: Reprodução

O número de casos de Haff, também conhecida como “doença da urina preta”, subiu para 30 na Bahia. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), esse dado corresponde a notificações feitas até o dia 27 de novembro. Outros cinco estão em investigação.

Outros casos da doença já tinham sido registrados no estado baiano em 2016 2017. No entanto, eles voltaram a ser registrados no mês de agosto, ainda segundo a Sesab. Depois disso, novos casos foram sendo comunicados e até o dia 13 do último mês, eram 13 casos confirmados.

A secretaria detalhou que além dos 30 casos já confirmados e dos cinco que estão em investigação, um outro paciente, que também apresentou sintomas característicos da doença teve diagnóstico descartado. Os sintomas não foram divulgados.

A contaminação pela doença está ligada ao consumo de pescado. Em novembro, o G1 conversou com um especialista, o biólogo e diretor do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Franciso Kelmo, que disse que ainda não há elementos que descrevam a toxina desses animais.

Dos 30 casos registrados até agora, 53% ocorrências foram em homens e 47% em mulheres. A faixa etária com maior percentual de contaminação vai de 20 a 59 anos: 83,34%. Salvador e Camaçari foram as cidades com maiores infecções

O que é da Doença de Haff?

A Doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados.

É uma doença que pode evoluir rapidamente para insuficiência renal, levando à morte caso não seja tratada. Os primeiros registros da doença eram associados a ingestão de peixes de água doce.

No entanto, os casos mais recentes apareceram casos após o consumo de dois tipos de peixe de água do mar: o badejo e o olho de boi. Os primeiros casos de doença de Haff foram descritos pela primeira vez em 1924, na Rússia e na Suécia.

Orientações gerais para população

  • Aos primeiros sintomas, busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

Orientações gerais aos profissionais de saúde

  • Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas;
  • Evitar o uso de anti-inflamatórios;
  • Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal.

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Perigo: superfungo fatal e resistente é identificado em UTI da Bahia; Anvisa emite alerta

  • Redação
  • 08 Dez 2020
  • 17:33h

Foto: Ilustrativa/Elói Corrêa/GOVABA

O superfungo fatal, resistente a medicamentos e responsável por infecções hospitalares, 'Candida auris', foi identificado em uma Unidade de Tratamento Intensivo em um hospital baiano. Após ser reportado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um alerta foi emitido nesta segunda-feira (7). 

De acordo com nota divulgada pela Anvisa, uma investigação foi instaurada para averiguar a possibilidade do primeiro caso positivo no país da Candida auris. 

A agência destaca que a Candida auris é um fungo resistente a medicamentos e que se tornou um dos mais temidos do mundo.

O fungo foi identificado em amostra de ponta de cateter de um paciente internado em UTI adulto em uma unidade hospitalar da Bahia. O hospital não foi divulgado. De acordo com a Anvisa, a presença do fungo foi confirmada pela técnica Maldi-Tof no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e no Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

A Candida auris é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública, destaca a Anvisa. 

A agência descreve que o fungo apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções por Candida. Algumas cepas de C. auris são resistentes a todas as três principais classes de fármacos antifúngicos (polienos, azóis e equinocandinas). 

Além disso, a Candida auris pode causar infecção em corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes com comorbidades. 

A Anvisa também ressalta que a identificação do fungo requer métodos laboratoriais específicos. 

Ele pode permanecer no ambiente por longos períodos, de semanas a  meses. E também apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais, os que são à base de quartenário de amônio.

A agência sanitária chama a atenção para a propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e da eliminação do ambiente contaminado. 

Diante disso, a Anvisa reforça a necessidade de atenção em todos os serviços de saúde do país. E também de intensificação das medidas gerais de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde.