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Estudante brasileira que cursava Medicina em Buenos Aires morre ao cair em poço de elevador

  • Redação
  • 09 Set 2020
  • 09:26h

(Foto: Reprodução Redes Sociais)

Uma estudante brasileira de 22 anos morreu em Bueno Aires, na Argentina, onde morava e cursava medicina. Segundo a família, Ana Karolina Lara Ferreira Fernandez caiu no poço de um elevador quando estava no prédio de amigos. Parentes e amigos iniciaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro e trazer o corpo para ser sepultado em Chapadão do Céu, no sudoeste de Goiás, onde a família vive.

Ana Karolina morreu na última sexta-feira (4). De acordo com a empresária Silvana Lara Ferreira, mãe da jovem, a família ainda tem poucas informações confirmadas do que aconteceu.

A jovem se mudou para o país vizinho há quatro anos para fazer faculdade de medicina, que era seu grande sonho. A família era natural de São Paulo, mas se mudou quando Ana tinha 6 anos para a cidade goiana. Lá ela viveu até os 18, quando foi para a Argentina.

Silvana contou que está providenciando documentos para enviar ao país vizinho e conseguir a liberação do corpo, o que ainda não tem previsão de acontecer. Ela disse que está recebendo apoio logístico tanto do Itamaraty quando do Governo de Goiás.

“Não sabemos ainda [quando ocorrerá a liberação do corpo]. Com a pandemia tudo se torna mais difícil”, afirmou.

O desejo dela é sepultar a filha em Chapadão do Céu. Para isso, ela disse que precisa juntar o montante de 5 mil dólares – na cotação desta terça-feira (8), R$ 26,8 mil.

Por isso, duas frentes de doação foram criadas: amigos da cidade goiana criaram uma “vaquinha” online, já colegas dela da Argentina postaram contas bancárias para depósitos com o fim de ajudar no traslado.

Pela primeira vez no século, Brasil não atinge meta para vacinas infantis

  • Natália Cancian | Folhapress
  • 08 Set 2020
  • 16:23h

(Foto: Reprodução)

Pela primeira vez em quase 20 anos, o Brasil não atingiu a meta para nenhuma das principais vacinas indicadas a crianças de até um ano, apontam dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações, analisados pela reportagem. A situação ocorre em um contexto de cinco anos de queda nas coberturas vacinais, com redução de até 27% para alguns imunizantes.

Para complicar, em meio a pandemia do novo coronavírus, equipes de saúde dizem ver atrasos na busca pela vacinação também neste ano, o que indica a possibilidade de haver nova queda histórica.

Em geral, a meta de vacinação de bebês e crianças costuma variar entre 90% (para vacinas contra tuberculose e rotavírus) e 95% (as demais). Abaixo desse valor, há forte risco de retorno de doenças eliminadas, como ocorreu com o sarampo, ou aumento na transmissão daquelas que até então eram controladas.

Em 2019, porém, nenhuma vacina atingiu a meta entre o grupo de bebês e crianças até um ano completo -- em 2018, mesmo em queda, 3 das 9 principais indicadas a esse grupo atingiram o patamar ideal. Em outros momentos, o Brasil também chegou a ter até sete vacinas com cobertura dentro do ideal, com as demais próximas desse cenário.

Os números de 2019, assim, trazem um novo alerta a um país reconhecido por ter um dos maiores e mais bem-sucedidos programas de imunização do mundo. O maior índice de cobertura na vacinação de rotina (91,6%) foi registrado para a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, o que pode estar ligado ao aumento nas informações sobre a doença. O menor (69%) foi registrado para a pentavalente, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, entre outras, e alvo de desabastecimento no último ano.

Na prática, os dados de 2019 mostram que 8 das 9 vacinas indicadas a crianças de até um ano tiveram queda na adesão. Em alguns casos, como as vacinas contra poliomielite e tuberculose, a cobertura vacinal já chega ao menor índice em pelo menos 23 anos. Em outros, como a pentavalente, a cobertura é a menor desde que houve a incorporação completa no SUS.

A cada ano, secretarias de saúde costumam ter até o final de abril para registrar no sistema dados de vacinação do ano anterior. Neste ano, com a pandemia, o prazo foi adiado para 31 de julho.

Os primeiros sinais de queda começaram a ser registrados em 2015 e se agravaram em 2017, quando apenas uma vacina atingiu a meta.

No ano seguinte, a situação continuou grave, mas algumas vacinas tiveram leve recuperação, o que levou equipes do Ministério da Saúde a considerar possível uma reversão na tendência. A queda, porém, se manteve em 2019, no primeiro ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Análise feita pela reportagem nos dados do PNI evidenciam parte desse impacto. De 2014 a 2019, a cobertura das principais vacinas para bebês teve queda de 7% (pneumocócica) a 27% (pentavalente).

Apesar dos primeiros alertas terem ocorrido há anos, ainda não há explicação do que leva à queda. Pesquisas que estavam sendo aplicadas desde o último ano tiveram que ser adiadas na pandemia.

Especialistas, porém, apontam fatores como a falsa sensação de segurança, mudança no mercado de trabalho, problemas na organização da rede e até o próprio sucesso do programa, com aumento no número de vacinas ofertadas, o que exige ir mais aos postos. Outro fator que teria pesado foi o desabastecimento, como houve com a pentavalente por problemas na compra no mercado internacional, e a BCG, dada em maternidades.

"Não é que a população não quer, é que faltou", diz Isabella Ballalai, da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), que aponta mais motivos para a BCG. "Alguns municípios passaram a evitar abrir um frasco [que tem dez doses] à toa para otimizar. Mas se não faz a vacinação na maternidade, a cobertura cai. E se chega no posto e ouve que é pra voltar dali a dois dias, não volta".

A situação também pode ter interferido em outras vacinas com intervalos próximos, afirma José Cássio de Moraes, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP, que cita ainda o impacto do ajuste fiscal na saúde, o aumento na informalidade e dificuldades na notificação por municípios.

Apontados como fator para uma queda na vacinação também no restante do mundo, movimentos antivacina ainda são vistos como fracos no Brasil. Declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro de que ninguém é obrigado a se vacinar contra Covid, no entanto, levantam polêmica pelo potencial antivacinação. "É uma frase muito usada por movimentos antivacina. E é inadequada, porque a proteção da vacina não é só para uma pessoa, mas para a sociedade", diz Moraes.

Equipes de saúde avaliam que o temor do coronavírus pode ter levado famílias a evitar os postos. Em abril, a vacinação de rotina também chegou a ser suspensa temporariamente em alguns estados.

Na tentativa de retomar os índices, o Ministério da Saúde prepara uma campanha de multivacinação em outubro.

Para especialistas, no entanto, a adesão deve ser estimulada já, sobretudo em estados que planejam retomar as aulas nas próximas semanas. "Não dá para a criança voltar para a escola sem estar vacinada. Esses números deixam a gente vulnerável a um surto de pólio", afirma Ballalai. "A situação é catastrófica".

Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde diz que tem ampliado campanhas de conscientização e atribui a queda em 2019 à continuidade da redução anterior. Também cita fatores, "tais como a falsa sensação de segurança causada pela diminuição ou ausência de doenças imunopreveníveis; o desconhecimento da importância da vacinação por parte da população mais jovem e as falsas notícias veiculadas especialmente nas redes sociais sobre o malefício que as vacinas podem provocar à saúde". A pasta frisa que a vacinação segue normalmente na pandemia, respeitando as orientações de segurança.

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Metade dos leitos de UTI de hospital em Itabuna é desativada após problema com oxigênio

  • Redação
  • 23 Ago 2020
  • 08:24h

Dez dos 20 leitos de UTI para tratar pacientes com coronavírus foram desativados após problema em sistema de oxigênio | Foto: Ascom Sesab

Metade dos leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes com Covid-19 do Hospital de Base de Itabuna tiveram que ser desativados após problema na usina de oxigênio, nesta sexta-feira (21). A direção do hospital alegou que a media foi tomada por segurança. Ainda de acordo com o centro hospitalar, uma empresa especializada foi chamada para identificar e resolver o problema, mas ainda não há previsão para o retorno da oferta total dos leitos. O município de Itabuna possui 41 leitos de UTI exclusivos para o tratamento do coronavírus. No entanto, neste sábado (22), apenas dois deles, que são pediátricos, estão disponíveis. A prefeitura informou que a assistência a pacientes com coronavírus está sob controle e que, havendo necessidade, pacientes seriam transferidos para outras unidades hospitalares no sul do estado, através do serviço de regulação oferecido pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

Projeto de Lei aprovado pelo Senado pode tirar R$ 242 bilhões da saúde e educação

  • Redação
  • 15 Ago 2020
  • 08:21h

A proposta pede que seja retirado recursos do Fundo Social do Pré-Sal para expandir a rede de gasodutos do País | Foto: Reprodução

Um projeto de lei aprovado pelo Senado na última quinta-feira (13), pode tirar cerca de R$ 242 bilhões destinados a saúde e educação nos próximos 20 anos, caso ele não seja vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. A proposta que tramitou na Câmara com uma regra diferente da que foi aprovada pelo Senado, pede que seja retirado recursos do Fundo Social do Pré-Sal para expandir a rede de gasodutos do País e para despesas correntes de Estados e municípios. De acordo com o jornal ‘Estadão’, a perda é referente ao período entre 2020 e 2040, quando o Fundo Social deve arrecadar R$ 500 bilhões com a comercialização do óleo a que a União tem direito. O prejuízo para as áreas se dá nos R$ 97 bilhões que passam a ser direcionados para o Brasduto e R$ 145 bilhões para os fundos de participação de Estados (FPE) e municípios (FPM), que podem ser usados livremente pelos governadores e prefeitos para bancar qualquer tipo de despesa. Antes de ir para o Senado, os deputados impuseram uma regra para o Projeto de Lei, segundo a qual Estados e municípios deveriam usar o dinheiro que abasteceria FPE e FPM em saúde e educação, porém o que foi aprovado na quinta-feira propõe uma nova divisão do dinheiro. A ideia é que ele seja distribuído da seguinte forma: 50% para o Fundo Social; 20% para o Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e de Escoamento da Produção (Brasduto); e 30% para o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Anvisa publica guia com novos critérios para triagem de doadores de sangue

  • Agência Brasil
  • 11 Ago 2020
  • 18:35h

Atualização da norma elimina a restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens | Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um guia com novos critérios para a triagem clínica e epidemiológica de candidatos a doação de sangue. Em vigor desde o dia 7 de agosto, o material atualiza as orientações aos serviços de hemoterapia.

A norma elimina, por exemplo, a restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou com parceiras sexuais destes nos últimos 12 meses antes do procedimento.

“Além de formalizar novas recomendações para o setor, o guia será um instrumento para coleta de contribuições da sociedade sobre a proposta de inclusão dos novos critérios. Para isso, foi disponibilizado um formulário para o envio de sugestões”, informou a Anvisa.

O prazo da consulta será de 180 dias, contados a partir desta segunda-feira (10), ou seja, até 5 de fevereiro de 2021.

Mudanças

O fim da restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou com suas parceiras sexuais atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a medida inconstitucional.

Recomendações

Além da inclusão de novos critérios a serem aplicados, o guia traz sugestões de requisitos que possam ser avaliados na história da pessoa candidata à doação, independentemente dos grupos populacionais que represente, buscando a triagem de indivíduos de baixo risco na população geral para a doação de sangue.

Propostos na forma de recomendações, os critérios, segundo a agência, foram pactuados com especialistas da Rede Nacional de Serviços de Hematologia e Hemoterapia e já vêm sendo aplicados desde a formalização da decisão do STF, em junho deste ano.

Informe

A Anvisa também coordena a elaboração de um informativo destinado à sociedade sobre a doação e a transfusão de sangue mais seguras, com participação de especialistas e de representantes da comunidade LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexo e outras orientações sexuais e grupos).

“O objetivo é esclarecer e reforçar informações importantes para a pessoa que queira doar sangue”, informou a agência.

Pesquisa americana constata que mulheres que fumam maconha gozam mais e melhor

  • Bahia Notícias
  • 07 Ago 2020
  • 06:10h

Foto: Ilustrativa/Reprodução/Pixabay

Um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, identificou que mulheres que fumam maconha regularmente relatam ter orgasmos maiores e melhores. Essas mulheres também possuem um nível mais alto de excitação e satisfação sexual.

A pesquisa contou com participação de 452 mulheres que responderam um questionário distribuído em alguns estabelecimentos que comercializam maconha. No país a erva é legalizada em alguns estados e pode ser comercializada em lojas.

O estudo foi conduzido por cientistas do departamento de urologia de Stanford. As voluntárias responderam a um "Índice de Função Sexual Feminina". O questionário tinha como objetivo permitir a avaliação da atividade sexual nas quatro semanas anteriores. O inquérito possui seis categorias: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor. Quanto maior a pontuação no teste, melhor a satisfação sexual.

Os resultados obtidos no estudo indicam que as mulheres que utilizam a maconha tendem a possuir uma pontuação mais alta que as outras.

"Nossos resultados demonstram que o aumento da frequência do uso de cannabis está associado à melhoria da função sexual e ao aumento da satisfação, orgasmo e desejo sexual", escreveram os autores do estudo.

Planos de saúde perdem mais de 280 mil clientes, e SUS pode ficar sobrecarregado

  • 05 Ago 2020
  • 17:58h

(Foto: Reprodução)

Os planos de saúde perderam mais de 280 mil clientes no Brasil entre os meses de abril e maio. Se a tendência de debandada na saúde suplementar continuar, o Sistema Único de Saúde (SUS), única opção para a qual essas pessoas podem recorrer, pode ficar sobrecarregado.  A queda no número de beneficiários dos planos é um fenômeno agravado pela pandemia do novo coronavírus, que culminou na perda de emprego ou na queda brusca nos rendimentos das pessoas. De acordo com o jornal O Globo, caso os dados de junho sigam os de maio e mais 200 mil usuários fiquem sem plano, esse terá sido o pior trimestre da História do país, de acordo com José Cechin, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). “De fato, estamos numa crise. Isso vem acontecendo de forma importante desde abril e acelerou em maio: 216 mil a menos em um mês só é uma variação importante. Ainda não temos os dados de junho, mas também deve haver perda de beneficiários, porque não houve retomada”, afirma Cechin. Dados apontam que, em maio, dos 37,8 milhões de usuários de planos coletivos (80,7% do total), 83% eram beneficiários de coletivos empresariais e 16,4%, coletivos por adesão formados por sindicatos e entidades de classe, por exemplo. O restante são planos individuais. Para o superintendente do IESS, no caso de procedimentos mais simples, a migração para o SUS não deve ser total, já que parte da população tende a buscar clínicas populares ou consultas particulares como forma de agilizar o tratamento.  Isso, entretanto, não é solução para atendimentos de emergência, cirurgias ou exames mais complexos: “Com a saída em massa dos planos, a maioria vai mesmo ter que ir para a fila do SUS e buscar atendimento em UPA”.

Em eleição realizada nesta quarta-feira (22), prefeito Eduardo Vasconcelos é reeleito presidente do Consórcio de Saúde de Brumado e Região

  • Ascom | PMB
  • 22 Jul 2020
  • 16:08h

O prefeito Eduardo Vasconcelos foi reeleito presidente do Consórcio Regional de Saúde de Brumado (Foto: Ascom | PMB)

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (22) a eleição para a escolha do presidente do Consórcio Regional de Saúde de Brumado que compreende 21 municípios da região. Realizada de forma virtual devido à pandemia, o processo contou com a presença do coordenador dos consórcios de saúde na Bahia. Todos os prefeitos foram muito conscientes em seus posicionamentos e, por unanimidade, o prefeito Eduardo Vasconcelos foi reeleito presidente do referido consórcio, tendo como vice, o prefeito Roberval Galego, do município de Dom Basílio. Na oportunidade foi confirmado a continuidade das obras da Policlínica de Brumado, as quais estão em ritmo intenso e devem ser finalizadas até o final do ano, podendo a unidade regional já entrar em funcionamento nos primeiros meses de 2021. O grande trabalho e o alto índice de resolutividade da saúde em Brumado foi fundamental para a recondução de Eduardo Vasconcelos que vem promovendo ao longo dos últimos anos uma grande transformação do setor.

E agora, qual é o plano futuro para o setor de saúde depois da pandemia?

  • Ivana Maria Saes Busato
  • 17 Jul 2020
  • 17:44h

(Foto: Reprodução)

A Covid-19 impulsionou algumas mudanças no setor de saúde como reorganização da assistência, atualização de protocolos, cuidados com a força de trabalho, imagem da empresa. Os setores, privado e público, unem forças e conhecimentos para “sobreviver”, mas e depois que a pandemia passar, como deverão organizar-se? Ainda irá funcionar de forma passiva no estado, a espera do paciente? Gestores públicos na luta com o distanciamento social e as medidas restritivas da sociedade, o setor de saúde esmagado pela demanda que já era insuportável, e agora está acrescida das novas demandas da pandemia.

Muitos estão focados nas estratégias para o enfrentamento neste momento. Mas, temos que nos preocupar com o futuro também e fazer um planejamento estratégico de médio e longo prazo. Então, como organizar o setor após pandemia? Quais os aprendizados devemos incorporar na rotina de nossos serviços?

Primeiro devemos entender que a forma como as pessoas irão “consumir” saúde será diferente, quais os critérios de escolha dos serviços pelo cliente?

Como diz o médico psiquiatra, Antônio Quinto Neto, em seu blog sobre Qualidade e Segurança Assistencial “atender toda a população através dos modelos tradicionais de cuidado exige uma quantidade infinita de recursos. A medicina digital –  promessa da Quarta Revolução Industrial – surge como base para que as ferramentas da inteligência artificial e outros recursos informacionais transformem os cuidados de saúde e proporcionem a incomparável oportunidade de acesso a todos em suas próprias casas”.

O atender tradicional, restrito às paredes dos serviços de saúde, exigirão mudanças na biossegurança, nos processos de trabalho, investimento na estrutura física, espaçamento dos atendimentos, a lógica da produção em escala não fará mais sentindo, por tudo isto, manter as estruturas custará mais caro.

Como podemos alterar a dialética do antes da Covid-19? Quando os serviços ficam na espera dos clientes, na busca por suas necessidades sentidas, com transferência total da responsabilidade pela procura para o paciente.

Em todos os setores que prestam serviços, a lógica mudou, em plena pandemia vemos que o futuro chegou mais cedo e de um jeito trágico.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (ANHP) aponta que o “desafio agora é aproveitar a oportunidade para tornar o exercício da medicina, através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, uma realidade no Brasil quando a pandemia passar. Para isso, será preciso se adequar para oferecer serviços seguros e de qualidade para um grande número de pessoas”.   

O setor de saúde deverá se reinventar, assim como vários setores da economia que fazem prestação de serviços, haverá necessidade de mudanças estruturais de forma radical no investimento em pesquisa, tecnologia, qualificação e oferta de serviços de saúde.  

Autora: Ivana Maria Saes Busato é doutora em Odontologia, coordenadora dos Cursos de Tecnologia em Gestão Hospitalar e Gestão de Saúde Pública do Centro Universitário Internacional Uninter.

Novo tipo do vírus da Zika circula no Brasil; Fiocruz-BA prevê possibilidade de epidemia

  • Redação
  • 25 Jun 2020
  • 09:10h

Pesquisadores identificaram uma nova linhagem do vírus da zika em circulação pelo Brasil. A constatação foi feita por profissionais da Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) A descoberta foi feita a partir de uma  ferramenta que monitora as sequências genéticas do vírus. Conforme reportagem do G1, os pesquisadores detectaram, pela primeira vez no país, um tipo africano dele, com potencial de originar uma nova epidemia.Um dos líderes do estudo, Artur Queiroz, destaca dois dados que indicam que a linhagem circulou pelo Brasil em 2019. O primeiro é o fato de que ela foi encontrada em dois estados distantes entre si, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. E o segundo é que os hospedeiros que “abrigavam” os vírus eram diferentes: um mosquito “primo” do Aedes aegypt, chamado Aedes albopictus, e uma espécie de macaco. A descoberta foi publicada no início de junho, no periódico “International Journal of Infectious Diseases”.

Bolsonaro sinaliza que pode demorar para indicar novo ministro da Saúde

  • Redação
  • 18 Mai 2020
  • 07:31h

À aliados, o presidente disse, no final de semana, que o general Eduardo Pazuello pode permanecer como interino até o fim da pandemia | Foto: Reprodução

Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) sinalizou a aliados durante o final de semana que deve demorar a indicar o novo ministro da Saúde, depois do pedido de demissão do oncologista Nelson Teich, na última sexta-feira (15). Com isso, deve permanecer no cargo por mais tempo, interinamente, o general Eduardo Pazuello, que comanda a pasta em meio à crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Bolsonaro revelou ainda que, caso não tenha plena confiança sobre sua próxima escolha, Pazuello pode administrar o ministério até o fim da pandemia.

Sindimed-BA critica declarações de Fábio Vilas-Boas: 'Desrespeita a classe'

  • Redação
  • 15 Mai 2020
  • 18:14h

(Foto: Reprodução)

A presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA), Ana Rita de Luna, repudiou a declaração do Secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, sobre a adesão dos médicos ao chamamento público em meio à pandemia do coronavírus. De acordo com a médica, a fala do gestor desrespeitou a classe. Ela também citou a falta de aumento salarial. "Como presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, coloco minha indignação a respeito de uma fala que desrespeita a classe médica. Segundo ele, os médicos não se importam com a população ao não fazer a adesão ao chamamento aos atendimentos de UTI e emergências Covid-19. Estamos há dez anos sem concurso público e aqueles que são concursados estão sem aumento salarial e reposição da inflação", disse. "Quero lembrar que o senhor deixou precarizar as relações de trabalho e também os calotes e atrasos dos pagamentos. Quero respeito com a nossa classe que está sofrida", completou. Diretora de comunicação da Sindimed-BA, a médica Clarice Saba endossou as críticas e destacou o atraso de salários. Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) negou o atraso nos pagamentos ."Os médicos estão na linha de frente, trabalhando, sem receber o salário, muito atraso. Mesmo assim não estão desistindo de trabalhar. O senhor quer colocar a população contra os médicos", afirmou. De acordo com a Sesab, são 400 vagas para médicos disponíveis.

Alerta na Bahia: garota de 13 anos morre com suspeita de dengue hemorrágica

  • Redação TH
  • 11 Mai 2020
  • 17:27h

Laila era uma garota muito alegre e sua morte causou profunda comoção | (Foto: Divulgação)

Morreu na manhã desta segunda feira, dia 11 de maio, no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF), a estudante Laila dos Santos Xavier, de 13 anos, moradora do bairro Nova América, região leste da cidade. A Secretaria Municipal de Saúde informa que a menor pode ter sido vítima de dengue hemorrágica. Laila estava internada e amigos fizeram uma campanha nas redes sociais por doação de sangue, mas ela acabou não resistindo. A Prefeitura de Teixeira de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, emitiu uma nota de pesar pelo falecimento da menor. “O Governo Municipal de Teixeira de Freitas, por meio da sua Secretaria de Saúde, informa, com pesar, o falecimento da adolescente de 13 anos. É com consternação que os gestores comunicam que a causa morte provável, seja Dengue Hemorrágica. Ainda estão sendo realizados testes a fim de confirmar esta forte suspeita. Em momento algum, o quadro clínico apresentado por L.S.C se assemelhou aos casos da COVID-19, ficando assim excluída essa possibilidade”. 

Paciente de Conquista com dengue hemorrágica grave é transferido para UTI de Brumado

  • BRF
  • 08 Mai 2020
  • 11:44h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

No início dessa semana, o paciente de Vitória da Conquista diagnosticado com dengue hemorrágica grave foi transferido para UTI do hospital da Cidade de Brumado, distante 134 quilômetros da capital do sudoeste baiano. O paciente estava na UPA – Unidade de Pronto Atendimento aguardando que a regulação o encaminhasse para a primeira unidade de terapia intensiva que estivesse disponível – protocolo comum no Sistema Único de Saúde. No hospital geral de Vitória da Conquista não havia leitos de UTI disponíveis, pois os sobressalentes estão destinados a pacientes com Covid-19, não podendo atender outros pacientes por conta da contaminação. Até o momento, foram confirmadas duas mortes por dengue grave hemorrágica em Conquista. Há registro da ação do mosquito em todos os bairros da cidade. (Conquista registra mais 1,5 mil casos de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti A primeira morte por dengue grave hemorrágica registrada foi de uma mulher de 42 anos, residente do bairro Alto Maron, que ocorreu no dia 7 de abril. Já o segundo caso ocorreu na madrugada do dia 28 de abril. Trata-se de uma mulher de 47 anos, residente do bairro Guarani. No último levantamento divulgado pelo Núcleo Regional de Saúde Conquista tinha 1.287 casos de dengue, 136 pessoas diagnosticadas com zika e 157 casos positivos para chikugunya. Ao todo são 1580 pessoas infectadas com doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Prefeitura de Brumado solicita do Ministério da Saúde que as UBSs do São Félix e Dr. Juracy também sejam integradas ao Programa “Saúde na Hora”

  • Ascom | PMB
  • 29 Abr 2020
  • 18:44h

(Foto: Divulgação Ascom | PMB)

Brumado aderiu com rapidez ao Programa “Saúde na Hora”, obtendo logo a primeira aprovação tendo sido escolhida a UBS Liziane dos Santos Alves, que já teve a sua requalificação efetivada. Agora, buscando a ampliação desses serviços tão relevantes à população, ainda mais numa época de enfrentamento à pandemia provocada pelo novo coronavírus, a Administração “Educar para Libertar”, por meio da Secretaria de Saúde encaminhou um novo Termo de Compromisso ao Ministério da Saúde solicitando que as unidades dos bairros São Félix (Dr. Arlindo Stanchi) e Dr. Juracy (Dr. Paulo Vargas) sejam também integradas ao programa que proporcionará a ampliação dos horários de atendimento para funcionamento das unidades de 40h para 60h semanais, o que contribuirá para diminuir a grande demanda do setor e atender os que estão em horário de trabalho regular. A resposta deverá ser dada pelo MS nos próximos dias e, segundo as previsões, deverá ser novamente positiva, já que Brumado vem tendo uma gestão de alta resolutividade na área de saúde pública.