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Bolsonaro veta perdão a dívidas de igrejas, mas defende que Congresso derrube veto

  • Redação
  • 14 Set 2020
  • 08:17h

Foto: Reprodução Twitter Igreja Universal

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atendeu à recomendação do ministro Paulo Guedes e vetou parte do dispositivo que concedia anistia em tributos a serem pagos por igrejas no país, medida que poderia ter impacto de R$ 1 bilhão, informa o jornal Folha de S. Paulo. Para não desagradar o segmento religioso, um dos pilares de sustentação de seu governo, o presidente defendeu a derrubada do veto pelo Congresso e anunciou que enviará uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para atender à demanda do grupo. Também sancionou dispositivo que anula autuações da Receita anteriores a uma lei de 2015 que determinou que os valores pagos, em dinheiro ou como ajuda de custo, a ministros ou membros de ordem religiosa não configuram remuneração direta ou indireta. O artigo sancionado por Bolsonaro anula autuações anteriores a junho de 2015, data de publicação da regra. “Confesso. Caso fosse deputado ou senador, por ocasião da análise do veto que deve ocorrer até outubro, votaria pela derrubada do mesmo”, escreveu o presidente nas redes sociais. “No mais, via PEC a ser apresentada nessa semana, manifestaremos uma possível solução para estabelecer o alcance adequado para a imunidade das igrejas nas questões tributárias.”, acrescentou. O veto, que pode ser derrubado pelo Congresso, foi assinado na sexta-feira (11), data-limite para sanção da proposta, e será publicado no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (14). Nos últimos dias, a bancada evangélica na Câmara vinha pressionando para evitar o veto. No anúncio da decisão de Bolsonaro, o Palácio do Planalto fez questão de ressaltar que o presidente “irá propor instrumentos normativos a fim de atender a justa demanda das entidades religiosas”.

Procuradoria da Fazenda recomenda que Bolsonaro vete proposta de perdão a dívidas de igrejas

  • Redação
  • 08 Set 2020
  • 17:38h

Presidente tem até sexta-feira (11) para barrar ou sancionar projeto aprovado no Congresso | Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão ligado ao Ministério da Economia, recomendou ao governo do presidente Jair Bolsonaro (em partido) o veto a uma proposta aprovada no Congresso que perdoa dívidas tributárias de igrejas e as isenta de pagamento de contribuições previdenciárias. Segundo informações do portal G1 e do Jornal Hoje (TV Globo), a orientação consta de um parecer do órgão. De acordo com a reportagem, as medidas de isenção foram incluídas num projeto que tramitou no Senado e na Câmara por meio de ma emenda. O tema original do projeto nada tem a ver com igrejas, diz a publicação, já que determina a União a usar o dinheiro economizado em negociações de precatórios no combate à pandemia. A emenda ao projeto foi apresentada pelo deputado David Soares (DEM-SP), filho do religioso RR Soares. O parlamentar justificou que o pagamento de tributos penaliza os templos. O presidente Jair Bolsonaro tem até sexta-feira (11) para vetar ou sancionar o projeto, em trechos ou na íntegra. Procurado, o Ministério da Economia não informou de quanto seria o impacto fiscal da proposta. Segundo a emenda, dentre outras concessões, as igrejas ficariam isentas do pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e seriam anistiadas das multas recebidas por não pagar a CSLL.

Para o papa Francisco, fofoca é pior do que o coronavírus

  • Redação
  • 07 Set 2020
  • 09:20h

(Foto: Reprodução)

Durante celebração neste domingo (6) o papa Francisco pediu aos fiéis que evitem fazer fofocar. Em comparação à doença pandêmica, Francisco chegou afirmar que o ato calunioso é pior que o coronavírus e que poderia dividir a Igreja Católica Romana. "Por favor, irmãos e irmãs, vamos fazer um esforço para não fofocar. A fofoca é uma praga pior do que a Covid”, disse, em sua missa semanal de um balcão na praça de São Pedro. "O diabo é um grande fofoqueiro. Ele está sempre falando coisas ruins sobre os outros porque ele é o mentiroso que tenta dividir a Igreja”, acrescentou. O papa tem feito alertas frequentes sobre os riscos das fofocas e tem também condenado trolls da internet.

Acusado de desviar dinheiro de fiéis, padre Robson tinha romance com hacker que tentou extorqui-lo

  • Redação
  • 25 Ago 2020
  • 08:49h

Segundo decisão processual, religioso foi alvo de 5 extorsões e chegou a passar R$ 2,9 milhões da Afipe ao criminoso, o que deu início à investigação sobre desvio do dinheiro de doações | Foto: Estado de Minas

As investigações da Justiça, junto ao Ministério Público de Goiás, continuam apontando para um lado do padre Robson de Oliveira Pereira, famoso na TV brasileira, que os católicos não conheciam. Uma decisão judicial revelou que o caso de desvio de dinheiro de fiéis foi descoberto a partir de outra investigação: extorsão que apontava para dois supostos casos amorosos do pároco que comandava a Basílica do Divino Pai Eterno em Trindade. De acordo com informações do portal G1, a Polícia Civil começou a investigar casos ligados ao padre por meio de uma denúncia feita por ele mesmo, que estava sendo ameaçado por um hacker, que ameaçava expor o caso amoroso dos dois. Em troca do arquivamento das mídias, ele pagou R$ 2,9 milhões a criminosos, dinheiro obtido por meio da Associação dos Filhos do Divino Pai Eterno (Afipe), entidade civil de Goiás criada por ele em 2004 e que vive de doações feitas por fiéis. Foi esse processo que desencadeou a operação que investiga desvio de doações. O conteúdo usado por hackers para extorquir cifras milionárias do padre Robson, de 46 anos, continha mensagens, fotos e vídeos. Do montante de R$ 2,9 milhões, o MP afirma que a associação ficou no prejuízo em R$ 1,2 milhão, quase a metade da quantia. Segundo a defesa do padre, o valor usado nos pagamentos foi recuperado e está depositado em conta judicial, aguardando liberação para retornar às contas da Afipe, associação que o padre fundou e presidia até pedir o afastamento, devido às investigações de desvio de dinheiro. “Padre Robson foi vítima de extorsão, tendo buscado suporte da Polícia Civil, que monitorou as transações, e culminou na prisão dos extorsionários. Já houve sentença, e os criminosos foram punidos pelo Judiciário com severidade. Não havia qualquer conteúdo verídico como objeto das ameaças”, disse a defesa do sacerdote, ao G1.

 

Identificado como Welton Ferreira Nunes Júnior, o hacker teve ajuda de outras quatro pessoas, que, segundo a Justiça, participaram do esquema de chantagem, sendo condenadas com penas que variam de 9 a 16 anos de prisão, em 2019.

Relacionamentos – Um dos relacionamentos amorosos apontados pelo juiz Ricardo Prata na decisão seria com o próprio hacker que invadiu os celulares e e-mails do padre. O magistrado narra no documento que a informação foi realçada pelos hackers à época do processo de julgamento.

“Observa-se que os acusados foram responsáveis por transmitir as ameaças à pessoa da vítima [Robson], por meio de mensagens em aplicativos e e-mails. Nessas, disseram os acusados que a vítima possuiria relacionamento amoroso com diversas pessoas, inclusive com o próprio Welton”, diz o juiz no documento.

O documento do MP, obtido pelo G1, mostra um segundo romance usado no esquema da chantagem. Em depoimentos ao Ministério Público, um policial civil que estava na investigação e uma pessoa próxima ao padre disseram que os hackers encontraram uma foto dele com uma mulher, também do círculo de amizade do pároco, e uma conversa relatando situações amorosas.

“Ele [Robson] me mostrava [mensagens]. Um dos vídeos, vamos lá, um deles né, parece que era um vídeo gravando a tela de outro celular, onde tinha uma foto do padre com a [mulher] próximos um ao outro, e suposta troca de mensagens amorosas, né?”, relatou a pessoa ao MP.

O juiz Ricardo Prata afirma que as ameaças intimidaram padre Robson a ponto de ele efetuar pagamentos de expressivos valores para fazer a vontade dos chantagistas. Diante das extorsões, que duraram dois meses, o magistrado diz que “o padre se viu, por diversas ocasiões, incapaz de celebrar missas e continuar com o seu trabalho, por ter sido afetado pelos amedrontamentos para denegrir sua imagem pessoal e como sacerdote”.

O pagamento milionário ao hacker levantou suspeitas por parte do Ministério Público, que começou a investigar os gastos da Associação Filhos do Pai Eterno. Os promotores apuram se R$ 120 milhões doados por fiéis à entidade foram usados por padre Robson para comprar uma casa na praia, fazendas e outros itens de luxo.

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Orixás não permitem reabertura de terreiros na Bahia por causa da pandemia

  • André Uzêda | Folhapress
  • 29 Jul 2020
  • 11:17h

Líderes de terreiros afirmam que o orixá Xangô alertou para que reabertura não aconteça agora | Foto: Mario Tama / Agência O Globo

Mesmo com a autorização da prefeitura para o retorno das atividades em templos religiosos, muitos terreiros de candomblé em Salvador escolheram continuar fechados durante a pandemia do coronavírus. Os argumentos vão desde preocupação com a saúde das principais lideranças religiosas (geralmente pessoas mais velhas) ao receio de perseguição por “falhas” no protocolo de reabertura e, em muitas casas, até o conselho direto dos orixás. No Ilê Axé Opô Afonjá, fundado em 1910, foi justamente a voz de Xangô (orixá da Justiça) que prevaleceu entre os reais motivos. Mãe Ana comunicou que não há possibilidade de retomada das atividades neste momento. “Ela fez uma consulta direta através dos búzios e Xangô disse para não reabrir nada. Não é o momento ainda. Quando o aviso é do orixá não tem o que contestar. Tem que aceitar e pronto”, diz Ribamar Daniel, obá odofin (ministro de Xangô) e presidente da Sociedade Cruz Santa do Afonjá.

Entre os principais terreiros de Salvador, aos 53 anos, Mãe Ana é uma das ialorixás mais novas. Ela sucedeu Mãe Stella de Oxóssi, morta em dezembro de 2018. Quando uma liderança importante morre, a casa fica fechada por um ano (o ritual é chamado de axexê). Mãe Ana foi conduzida ao posto em dezembro de 2019 e, três meses depois, teve que fechar o terreiro por conta da pandemia. “A gente lamenta que isso tenha acontecido, mas era o mais certo a se fazer. Nossos rituais continuam, mas apenas com as pessoas que moram no terreiro e com todos de máscara”, diz Daniel.

 

O pedido de cautela feito por Xangô também se estendeu ao Ilê Axé Opô Aganju. Lá, a casa é regida por um homem – 60% dos terreiros da Grande Salvador são comandados por mulheres. Pai Balbino Daniel de Paula, o Obaràyí, foi obrigado a, pela primeira vez na história, cancelar todo calendário de festas que acontecem no terreiro desde 1972. “É uma tristeza ver o terreiro vazio. Mas é uma recomendação médica e também um pedido do orixá. Continuamos fazendo nossas oferendas, mas sem receber ninguém”, diz o babalorixá.

 

Aos 79 anos, ele prevê a reabertura das atividades apenas para o ano que vem. “Não adianta abrir o terreiro em agosto se o nosso ciclo de festas começa em junho. Nosso calendário já foi prejudicado.” O presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro, explica que cada líder religioso é autônomo para decidir sobre a própria casa, não havendo uma decisão geral aplicada a todos. Atualmente, a entidade registra 1.738 terreiros cadastrados em Salvador (sendo 96% deles de candomblé e 4% de umbanda e caboclo).

 

A posição da AFA, no entanto, é que os terreiros continuem fechados até uma revisão do protocolo de reabertura feito pela prefeitura. Na última sexta-feira (24), shoppings centers, comércios de rua e templos religiosos foram autorizados a reabrir, depois que o número de ocupação dos leitos das UTIs se manteve abaixo dos 75% por cinco dias seguidos. Cada setor tem um protocolo próprio de recomendações sanitárias a serem seguidas.

 

“Nós fomos consultados pela secretaria municipal de Reparação para ajudar a elaborar esse documento, mas, quando foi publicado, percebemos que o texto não contemplava as especificidades das religiões de matriz africana. O protocolo fala em separação das cadeiras, não compartilhamento de materiais e estabelece horários de funcionamento. Essas medidas podem funcionar para igrejas católicas e neopentecostais, mas é completamente diferente da nossa forma de celebração”, diz Monteiro.

 

Ele lembra que, no candomblé, muitos cultos acontecem depois da meia-noite. Há, ainda, compartilhamento de alimentos (considerados sagrados) mas não há cadeiras. Os devotos ficam de pé no barracão durante a incorporação dos orixás.

 

“Elaboramos um modelo de reabertura em quatro fases. Pedimos agora que nenhum terreiro reabra. Corre o risco de, baseado neste protocolo, as autoridades policiais fecharem os terreiros e criminalizarem nossos cultos. Há um histórico recente de perseguição das religiões de matrizes africanas e precisamos ficar sempre atentos a isso”, diz o presidente da AFA.

A reportagem tentou contato com a secretaria municipal de Reparação, mas não obteve resposta. Diferente de outras religiões, durante a pandemia, os principais terreiros não fizeram cultos online ou transmissão das festas. “A festa é o momento sublime. Ela se dá quando conclui uma etapa de um ritual mais interno. É o momento que o candomblé se mostra ao grande público. Por isso, a festa precisa existir em sua completa essência”, diz o doutor e antropólogo Júlio Braga.

 

O estudioso aponta ainda que uma das bases principais do candomblé é a transmissão do conhecimento ancestral e que, por isso, há uma valorização e importância dada ao mais velho. Os postos de pai (babalorixá) e mãe (ialorixá) de santo são vitalícios. O escolhido precisa ter cumprido todas as obrigações para estar apto ao posto. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera pessoas acima dos 60 anos no grupo de risco da Covid-19.

 

“A importância do mais velho é fundamental no candomblé. É a partir dessa situação que se regula todos os outros processos internos da comunidade religiosa, incluindo o sistema de classificação das atividades. A religião está calcada neste princípio do conhecimento ancestral e da sabedoria”, diz Braga.

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Igreja Universal diz que ‘Black Lives Matter’ é movimento oportunista

  • bahia.ba
  • 21 Jul 2020
  • 09:50h

Igreja publicou em seu jornal "A Folha Universal" um artigo não assinado intitulado "Ódio do bem?" | foto: reprodução

A Igreja Universal publicou em seu jornal “A Folha Universal” um artigo não assinado intitulado “Ódio do bem?”. Usou como mote inicial algumas postagens no Twitter de pessoas que desejaram que o presidente Jair Bolsonaro morresse, depois que se tornou público que ele estava contaminado pelo coronavírus. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. Para a igreja, essas pessoas são de esquerda e, jocosamente, as chama de “promotores da tolerância”: “Vários usuários que se intitulam de “esquerda”, os promotores da tolerância, desejaram não apenas a morte do presidente como também chegaram a afirmar que ele estaria mentindo para promover o uso da cloroquina”, diz o artigo. O artigo afirma ainda que “O fato é que esse “ódio do bem” não é surpresa para quem tem acompanhado as manifestações desse grupo nos últimos tempos”. O jornal da igreja de Edir Macedo lembrou o caso do segurança negro americano George Floyd morto asfixiado por um policial branco: “ O caso foi visto como uma atitude racista. A notícia correu o mundo e causou revolta em todos. De fato, foi horrível, mas, lamentavelmente, esse episódio abriu um caminho para muitos grupos oportunistas aparecerem, como o Antifa (antifascistas) e o Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), autores de muitos protestos violentos seguidos de saques, que ocorreram, no caso deste último, nos Estados Unidos”.

Pela primeira vez em 329 anos de história, Romaria do Bom Jesus da Lapa será virtual

  • Notícias da Lapa
  • 20 Jul 2020
  • 17:16h

(Foto: Divulgação)

A principal grande Romaria do ano, a do Bom Jesus, no Santuário do Bom Jesus da Lapa,  será realizada entre os dias 28 de julho e 05 de agosto, sem a participação dos romeiros. A celebração religiosa, em Bom Jesus da Lapa é considerada a terceira maior romaria do Brasil e não  ocorrerá como de costume, para evitar aglomerações em meio à pandemia de coronavírus. Neste ano, a programação será de forma online, com missas e celebrações, em vários horários ao longo de oito dias.  As festas religiosas do município, que chegam a receber dois milhões de pessoas por ano, geram emprego, renda e movimentam bastante o setor hoteleiro. E se em anos anteriores a expectativa era de presenciar multidões chegando ao Santuário do Bom Jesus da Lapa, o novo cenário, em função da pandemia, é de menos movimento, já que a Lapa não está recebendo romeiros e a rede hoteleira vive um novo momento, sem a presença de hospedes. A Romaria do Bom Jesus da Lapa tem  328 anos de história, e é uma das maiores manifestações religiosas e culturais do Brasil. O evento está inserido no calendário cultural do município e tem se destacado como uma das três principais romarias realizadas no país, junto com a Romaria de Aparecida do Norte, no estado de São Paulo e a Romaria do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, no Ceará.

Cantoras gospel minimizam índices do coronavírus: ‘Não pega em nós, aleluia’

  • Redação
  • 20 Jul 2020
  • 14:24h

As cantoras se abraçaram na live (Foto: Reprodução Youtube)

Para a cantora Aline Barros e as convidadas de sua live solidária, o coronavírus já acabou no Brasil. A artista, um dos maiores nomes do gênero gospel recebeu Cassiane, Bruna Karla e Fernanda Brum em seu show em prol da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), e desconsiderou as medidas de segurança. A cantora Cassiane, por exemplo, entrou no palco dando abraços e abertos de mão em Aline Barros. “Gente, o ‘coronga’ não pega em nós, não, aleluia! A gente está sendo muito cuidadosa. Não fique preocupado, porque eu ouvi de um infectologista que, no mundo inteiro, 99% das pessoas vai pegar. Como o Senhor também cuida, e a gente faz a nossa parte… Eu cheguei de máscara e tirei porque senão como é que eu canto? Mas desde a hora que eu cheguei eu estou com a minha mão que é álcool puro”, justificou a artista. Quem também ignorou as recomendações de distanciamento foi a cantora Bruna Karla, que teve bebê há poucos meses. “Dá vontade de te dar um abraço. Ah, dá aqui um abraço!”, pediu Aline. A terceira convidada, Fernanda Brum, também entrou na “brincadeira” e revelou que boa parte da equipe já havia se abraçado nos bastidores. “Eu não posso beijar, gente? Não posso abraçar? Ah, pode! A gente já se abraçou escondido”. Os índices da doença no Brasil já notificou 78 mil mortes.

Damares reúne especialistas para elaborar política de abstinência sexual

  • Redação
  • 08 Jul 2020
  • 13:53h

Programa defende pregação da abstinência sexual entre jovens e o retardamento da iniciação sexual de adolescentes | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

O Ministério dos Direitos Humanos selecionou três profissionais para trabalharem no desenvolvimento do chamado “Plano Nacional de Prevenção Primária do Risco Sexual Precoce e Gravidez de Crianças e Adolescentes”. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a publicação, trata-se do nome oficial de um programa, defendido por Damares Alves, que inclui a pregação da abstinência sexual entre jovens e o retardamento da iniciação sexual de adolescentes. O tema foi o epicentro de uma polêmica no início deste ano. Na ocasião, Damares afirmou que a abstinência sexual era uma política pública em construção pelo governo. As três especialistas, escolhidas entre 62 candidatos, vão atuar nas áreas jurídica, de saúde e educação da pasta.

Bancada evangélica se irrita após Fachin sugerir punição a abuso de poder religioso

  • Redação
  • 06 Jul 2020
  • 07:12h

(Foto: Reprodução)

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin irritou a bancada evangélica do Congresso, que nao gostou de sua declaração sugerindo autorizar a cassação de políticos por “abuso de poder religioso”. Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o deputado Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ), ligado à Assembleia de Deus, disse que não há tal figura no ordenamento jurídico e que não se pode cercear a participação política de religiosos. “Existiria também o ‘abuso do poder sindical’, ‘abuso do poder ruralista’ ou ‘abuso do poder ideológico’?”, questionou. Uma reunião foi marcada pelos parlamentares com Fachin para o dia 5 de agosto, na volta do recesso, quando devem debater o assunto.

COMUNICADO A SOCIEDADE

  • Renato Santos
  • 30 Jun 2020
  • 16:56h

A OMESB (Ordem de Ministros Evangélicos do Sudoeste Baiano) vem através de nota esclarecer, que mesmo não concordando com o fechamento das igrejas,  acata decisão publicada no decreto n° 5.293 emitido pelo município no dia 25 de Julho de 2020 que suspende os efeitos dos decretos municipais publicados anteriormente, N°s 5.259/2020, 5.262/2020 e 5.266/2020.

Em reunião com as lideranças evangélicas da cidade, ficou decidido que as igrejas que fazem parte da OMESB, se manterão fechadas, em primeiro momento até a decisão judicial que está prevista para ser tomada dia 09 de Julho, quando será definido pela justiça se os serviços denominados não essências serão ou não reativados. Manteremos o seguimento informado sobre as decisões que influenciam direta e indiretamente a igreja do Senhor e toda sociedade brumadense.

Clóvis Fraga

Presidente

 

Departamento de comunicação e Marketing

Luto na música Gospel: cantora Fabiana Anastácio morre após luta contra Covid-19

  • Redação
  • 04 Jun 2020
  • 09:19h

A cantora Fabiana Anastácio morreu na madrugada desta quinta-feira (4) após ficar internada em razão de infecção pela Covid-19. A artista estava internada há cerca de uma semana em um hospital de São Paulo e havia sido encaminhada para a UTI após apresentar complicações da doença. Pelas redes sociais, amigos de Fabiana lamentaram a morte precoce. A cantora Shirley Carvalhaes enviou os sentimentos para a família da artista através das redes sociais. – Hoje tivemos uma grande perca em nosso cenário musical, uma grande amiga foi morar com Jesus e fazer parte das Mansões Celestiais, nós do ministério Shirley Carvalhaes prestamos nossos sentimentos a toda a Família pela grande perda, não é fácil perder alguém assim, estaremos orando e intercedendo para que o Senhor Jesus conforte o corações de todos – escreveu a assessoria de Shirley. Na última nota sobre o estado de saúde da cantora, divulgada pela equipe de Fabiana ainda na quarta-feira (3), o quadro de saúde da artista era estável, mas ela apresentava dificuldade para respirar.  – Ela continua na UTI do hospital aqui em Sa?o Paulo. Seu quadro geral ainda e? esta?vel mas com um pouco de dificuldade pra respirar. Lembrando que essa dificuldade tem haver com seu peso, ou seja, a recuperac?a?o toda tem a tende?ncia de ser mais lenta por causa disso. Continuamos em orac?a?o e contando com essa corrente de orac?a?o que se espalhou pelo Brasil e outros pai?ses – relatou o comunicado. Intérprete de hits pentecostais como Sou Eu e Adorarei, a cantora Fabiana Anastácio foi diagnosticada com coronavírus junto com o marido, o pastor Rubens Nascimento, que também apresentou sintomas, mas foi liberado do hospital para repousar em casa.

“Não tenham medo!” é a mensagem do Apocalipse

  • Carta Capital
  • 14 Mai 2020
  • 10:22h

(RIA SOPALA / PIXABAY)

Nos últimos dias a palavra “Apocalipse”, conectada com a hashtag #fimdomundo, ganhou as mídias sociais. Isto foi estimulado pelo clima catastrófico em torno da pandemia global de coronavírus somado a um tal barulho no céu que foi ouvido em diferentes partes do mundo e à erupção do vulcão Krakatoa (Indonésia), que havia provocado um tsunami mortal em 2018. A esta perspectiva se juntam as mensagens de alguns pregadores religiosos que fazem uma leitura terrorista do tempo que estamos vivendo. Da boca e do teclado deles saem afirmações como: a covid-19 é maldição de Deus, ela cumpre um propósito, um recado de Deus; o coronavírus é um anjo da morte de Deus que veio para fazer justiça contra o comunismo, a liberação da homossexualidade e as “sujeiras” da TV e do cinema; Deus está prestes a expurgar muitos pecados do planeta com este vírus, ainda há tempo de arrependimento. Não é a primeira vez (e possivelmente não será a última) que a ideia de um deus vingativo é relacionada ao Apocalipse e ao fim do mundo. O imaginário coletivo está povoado destas ideias e a cada catástrofe partilhada por mais de um continente, ele é acionado. Isto é resultado de uma compreensão de deus baseada em ideologias de domínio e retribuição, e numa leitura equivocada do livro da Bíblia denominado Apocalipse. A palavra vem do grego e não quer dizer destruição ou fim do mundo, mas sim “revelação”. Apocalipse é a revelação, “véu tirado”, ação que torna possível enxergar o que está escondido. No caso do livro bíblico, temos um texto na forma de carta, pela qual Deus revela aos seguidores de Jesus coisas que eles não conseguiam enxergar diante de momentos muito difíceis de perseguição e morte pelo Império Romano. É a revelação divina de fatos de um presente que deveriam ser compreendidos e vividos com a memória do passado e com a projeção do futuro.

A autoria do Apocalipse é atribuída ao apóstolo João (ou a um de seus seguidores), que, segundo o próprio livro, era um preso do Império na Ilha de Patmos. Nesse sentido, João não estava fazendo previsões para o nosso futuro. Ele escreveu para os cristãos daquele tempo (cerca de 90 anos depois de Jesus) que estavam sofrendo, como ele, a perseguição dos romanos. A intenção era animar as comunidades para que elas não desistissem e continuassem fiéis ao caminho de Jesus. Ele falou do futuro próximo daqueles grupos, de que Deus não deixaria tanto sofrimento por tanto tempo.

A perseguição do Império Romano resultava do fato de que o imperador era o Senhor do Mundo, como um deus (Apocalipse 13 e 14), enquanto os cristãos diziam o contrário: “Jesus é o Senhor dos Senhores!” (Apocalipse 10 e 17). Este não era um conflito apenas conceitual já que todos deviam prestar culto ao imperador (Apocalipse 13. 8-15). Assim, ajudado pela religião, o imperador montou todo um sistema que controlava a vida do povo (Apocalipse 13) e que explorava as pessoas pobres para manter o luxo das elites (Apocalipse 18).

Para os cristãos, Deus é um só e, por causa disso, ele é Pai de todas as pessoas, então todas são irmãs. Por isso, em nome da sua fé, eles procuravam viver como irmãos: colocavam seus bens em comum, diziam que todos eram iguais, condenavam os ricos que exploravam os trabalhadores, não apoiavam o sistema injusto do Império Romano (tudo isto está expresso nas páginas do Novo Testamento da Bíblia). As comunidades diziam: “Jesus é o Senhor e a nossa vida é cumprir a vontade dele!” mas, fora delas, quem dominava era o Imperador de Roma. Daí tanta perseguição!

Há muita coisa difícil de compreender no Apocalipse pois a carta foi escrita de forma enigmática, com palavras e símbolos que só os cristãos poderiam decifrar, pois diziam respeito à situação de perseguição em que se encontravam. Assim, ela pode ser enviada da prisão. Para se entender hoje tantas imagens, números, símbolos, só mesmo conhecendo a memória da caminhada do povo com Deus (no Antigo Testamento) e mergulhando na realidade vivida por aquelas pessoas, naquele momento e lugar, muito diferente da nossa.

O Apocalipse, portanto, não é nem nunca foi uma previsão de acontecimentos do nosso futuro. Tanto é que o fim do mundo já foi muitas vezes previsto com base nele e não aconteceu. Porém, é uma mensagem de ânimo para cristãos que estavam sofrendo muito naquele tempo e lugar e precisavam de esperança de que o sofrimento iria terminar logo. “Não tenham medo!” é expressão recorrente em todo o livro.

De qualquer forma, as palavras do Apocalipse para aquelas pessoas servem para nós. Quando a carta foi escrita, muita gente desistia de manter sua fé por causa do sofrimento, com medo dos romanos ou porque pensava que as dificuldades não tinham solução. O texto serve, portanto, para encorajar a resistirmos diante das mazelas experimentadas hoje.

Serve também para alertar sobre o “Anticristo”, aquele que engana os cristãos como se fosse o Cristo, ensinando e praticando valores contrários a ele, com base no egoísmo, na violência e na falta de amor e misericórdia, em apoio ao Império.

O Apocalipse diz que mesmo no sofrimento é preciso ficar firmes, não se deixar dominar pelo medo, que paralisa e fragiliza, pois a justiça vai ser realizada e a paz será plena! Para isto, é preciso tirar o véu que não permite enxergar o presente, livrar-se de todo engano que esconde a realidade. Isto significa ver o coronavírus como desafio à saúde pública e a políticas econômicas mais justas e inclusivas. Representa tirar o véu que esconde a destruição do meio ambiente pelos Impérios de hoje e desenvolver mais cuidado com ele. Implica identificar os Anticristos que usam a fé para manter sistemas que geram morte, especialmente daqueles que os Impérios excluem por classe, raça, gênero e etnia. Isto é revelação do presente para alimentar o futuro com muita esperança de dias melhores.

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Valdemiro Santiago é alvo de notícia-crime por vender “feijão mágico” contra covid-19

  • Informações do Congresso em Foco
  • 11 Mai 2020
  • 11:06h

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O pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial de Deus, é alvo de uma notícia-crime por "possível prática de estelionato". A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 5ª Região no Recife (PE). Em vídeo divulgado em diversas páginas da internet, o pastor aparece anunciando sementes de feijão com supostos poderes de curar a covid-19. Conforme ressalta o MPF, o pastor não fala explicitamente em pagamento, mas emprega a palavra-código “propósito”, desta maneira, as vítimas não fariam pagamentos, mas “propósitos”. Segundo a ação, apesar do disfarce linguístico, o intuito está claro: os fiéis devem pagar valores predeterminados para obter feijões mágicos que poderão curá-los da covid-19, mesmo em casos graves. Em material divulgado pelo MPF, o órgão ressalta que o pastor reforça a ideia de que "não basta ter fé nem ser seguidor do líder religioso, pois não há a possibilidade de fiéis sem condições econômicas receberem o produto". As sementes só serão entregues àqueles que exibirem comprovante de pagamento. "Para o MPF, está claro o uso de influência religiosa e da mística da religião para obter vantagem pessoal (ou em benefício da IMPD), induzindo vítimas em erro, pois não há evidência conhecida de cura da Covid-19 por meio de alguma divindade nem por ingestão ou plantação de feijões mágicos. Segundo a comunicação, o pastor praticamente debocha da boa-fé de seus seguidores, informando que as sementes germinarão e na planta estará escrito “Sê tu uma bênção” – que é o slogan místico-publicitário da organização religiosa", diz material divulgado pelo órgão. O procurador regional da República Wellington Cabral Saraiva, autor da notícia-crime, destaca que nas denominações cristãs – tradição em que se insere a IMPD –, o mercantilismo religioso sempre foi prática reprovável. “Negociar favores espirituais parece incompatível com a afiliação religiosa com a qual o noticiado Valdemiro Santiago aparentemente se identifica”, diz o procurador. O MPF esclarece que não pretende interferir na liberdade religiosa "nem criminalizar a contribuição econômica de fiéis para a igreja, pois elas têm despesas que precisam ser custeadas". Porém, segundo o órgão, não se pode, a título de liberdade religiosa, permitir que indivíduos "inescrupulosos ludibriem pessoas vulneráveis e firam a fé pública". “Não se trata de coibir as pessoas em geral de professar a fé que desejarem e de cultuar as divindades de sua preferência, na forma de sua escolha. Trata-se de impedir que determinados indivíduos se valham desse conjunto de crenças para obter vantagem econômica ilegítima, valendo-se da crendice alheia, mediante sofisticados esquemas publicitários, psicológicos e tecnológicos”, diz a notícia-crime. Wellington Saraiva ressalta que o pastor se tornaria personalidade mundial se realmente pudesse ou soubesse como prevenir ou curar casos da infecção pelo novo coronavírus. “Se ele não fosse líder religioso interessado apenas em obter dinheiro de vítimas incautas, ofereceria essa solução não apenas àqueles que pudessem lhe pagar, mas a toda a humanidade. Nisso estaria passo importante da religação entre o homem e suas divindades, que caracteriza as religiões”, declarou. Os maiores cientistas do mundo inteiro estão atrás da cura para a covid-19. A doença já infectou, 145.328 brasileiros e matou 9.897 pessoas. No mundo, são 3.855.812 mil infectados e 265.862 vítimas fatais.

Justiça proíbe igreja de Malafaia de realizar cultos durante pandemia

  • Redação
  • 10 Abr 2020
  • 15:49h

(Foto: Reprodução)

A Justiça do Rio de Janeiro determinou na quinta-feira (9), que a Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo — liderada por Silas Malafaia — não realize cultos durante a pandemia do coronavírus. De acordo com o portal G1, a decisão é do desembargador Agostinho Teixeira, do Tribunal de Justiça do RJ, que acolheu recurso do Ministério Público. Em caso de descumprimento, a igreja pode ser multada em R$ 10 mil. Segundo o magistrado, não se discute “se a fé é essencial à existência humana nem se os templos prestam serviços imprescindíveis”. Mas afirma que o distanciamento social é necessário. “Penso que, nesse estado de crise, sem precedentes, as igrejas também devam suspender as suas atividades presenciais, resguardando assim a saúde e o direito fundamental à vida”, determinou Agostinho Neto. A ação é um desdobramento de um pedido do Ministério Público, no mês passado, para que templos religiosos se abstivessem de promover cultos durante a pandemia. Na ocasião, o juiz Marcello de Sá Baptista rejeitou, e o Ministério Público recorreu. No recurso, o MP sustenta que o pastor Silas Malafaia teria manifestado publicamente a intenção de descumprir as medidas restritivas de aglomeração de pessoas.