BUSCA PELA CATEGORIA "Política"

Bolsonaro cumpriu 16 das 58 promessas de governo no 1º ano

  • G1
  • 27 Dez 2019
  • 14:07h

(Foto: Reprodução)

Um levantamento feito pelo portal G1 apontou que no primeiro ano de Governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) foram realizadas 16 promessas de campanha a maioria na área econômica. No seu programa de governo Bolsonaro fez 58 promessas. Dessas 16 já foram cumpridas, 9 foram cumpridas em parte e 32 ainda não foram cumpridas. Uma ainda falta ser avaliada. Dentre as promessas que já foram executadas está a diminuição no número de servidores comissionados, fazer superministério da Economia, acabar com o Ministério das Cidades, pagar 13º para quem recebe Bolsa Família, criar carteira de trabalho verde e amarela, reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias, fazer com que os preços praticados pela Petrobras sigam os mercados internacionais, dentre outras. Dentre as promessas cumpridas em parte estão acabar com indicações políticas e escolher ministros por critérios técnicos, acabar com o monopólio da Petrobras na cadeia de produção do gás natural, vender ativos da Petrobras, fazer auditoria e revisão na Lei Rouanet, reduzir custos e prazos para embarques e desembarques, privatizar ou extinguir pelo menos 50 estatais no primeiro ano de governo, dentre outras. O governo ainda precisa cumprir grande parte das suas promessas de campanha. Dentre elas estão destinar dinheiro de privatizações para pagamento da dívida pública, reduzir tempo de liberação de licenciamento ambiental, liberar caça ao javali, fazer repasse para estados e municípios investirem em saneamento, ter um colégio militar em cada capital do país, fazer alíquota única de 20% no IR com isenção até 5 salários mínimos, dentre outras.

Para auxiliares de Moro, criação da figura do juiz de garantias pode afetar caso Flávio Bolsonaro

  • G1
  • 26 Dez 2019
  • 13:03h

(Foto: Reprodução)

Integrantes do Ministério da Justiça ouvidos pelo blog nesta quinta-feira (26) avaliam que a investigação envolvendo Flávio Bolsonaro pode ser afetada com a criação da figura do juiz de garantias. O juiz de garantia faz parte do pacote anticrime aprovado pelo Congresso - e o trecho foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro - à revelia do ministro Sergio Moro. Segundo o blog apurou, Moro passou os últimos dias tentando convencer Bolsonaro do contrário - argumentando, inclusive, que haveria aumento de custos, porque precisariam contratar mais juízes - mas o presidente não se convenceu. Hoje, o presidente disse que não pode dizer sempre "não" ao Congresso. Para auxiliares do ministro Moro, pesaram também as críticas que o presidente já fez a "erros" em investigações, além do que chama de "abuso" na investigação contra Flávio Bolsonaro, acusado pelo Ministério Publico de chefiar uma organização criminosa que teria atuado na prática da "rachadinha" em seu gabinete quando ele era deputado estadual na Alerj. Se atingir o caso Flavio, como acreditam fontes do Ministério da Justiça, o juiz Flavio de Oliveira Nicolau, responsável pela condução do processo, não seria responsável pela decisão, ou seja, pela sentença. No Planalto, fontes ouvidas pelo blog minimizaram a repercussão da derrota de Moro, principalmente nas redes sociais. Um integrante do governo disse que o presidente ouviu "outros especialistas e atores em cena". E que "discordar faz parte do papel do assessor", além de ressaltar que o ministro Moro afirmou em uma rede social que muitos pontos evoluíram no pacote - embora tenha sido derrotado no juiz de garantia. Moro, quando soube da inclusão pelo Congresso da figura do juiz de garantias no projeto, procurou alguns senadores, entre eles Simone Tebet, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo o blog apurou, o ministro disse estar "decepcionado" com a inclusão, além de seus assessores reiteraram que o Judiciário não tem estrutura para o juiz de garantias. A assessores, Simone Tebet disse ter ficado "abismada" com a decisão do presidente. Senadores alinhados a Moro também avaliam que a decisão atinge o caso Flavio, além de ter como consequência enfraquecimento do ministro da Justiça. Sobre o caso Flavio, questionado pelo blog, um dos principais líderes do Senado afirmou entender que falta detalhamento, regulamentação, para definir como será aplicada a figura do juiz de garantias. Afirmou que, de imediato, se ao fim da instrução não houver regulamentação, indicando qual juiz receberá o processo, o caso envolvendo o senador pode ser protelado até que a decisão seja tomada. No Senado, após o recesso, parlamentares também discutem reapresentar itens do pacote anticrime que não foram apresentados, como o "plea bargain".

Moro diz que Ministério da Justiça pediu veto a juiz de garantias, sancionado por Bolsonaro

  • G1
  • 26 Dez 2019
  • 10:01h

(Foto: Reprodução)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou nesta quarta-feira (25) que a pasta defendeu o veto do presidente Jair Bolsonaro à proposta do Congresso que cria a figura do juiz de garantias. A criação do juiz de garantias é uma das medidas do pacote que torna mais rígidos o processo penal e a legislação contra crimes, e que foi sancionado por Bolsonaro na terça (24), com vetos. Esse juiz passará a ser o responsável por acompanhar e autorizar etapas dentro do processo, mas não dará a sentença. Devido à oposição de Moro, existia a expectativa de que Bolsonaro fosse vetar a medida. O presidente, entretanto, manteve a criação do juiz de garantias, com veto em apenas um ponto. O veto atingiu um ponto que previa que presos em flagrante ou por força de mandado de prisão provisória seriam encaminhados à presença de um juiz de garantias no prazo de 24 horas, para realização da audiência de custódia. O texto também vedava o uso de videoconferência nesses casos. Caberá ao Juiz de Garantias atuar na fase da investigação e decidir, por exemplo, sobre a autorização de quebra dos dados resguardados por sigilo constitucional. Atualmente, o juiz que participa da fase de inquérito é o mesmo que determina a sentença posteriormente. "O Presidente da República acolheu vários vetos sugeridos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O MJSP [Ministério da Justiça e Segurança Pública] se posicionou pelo veto ao juiz de garantias, principalmente, porque não foi esclarecido como o instituto vai funcionar nas comarcas com apenas um juiz(40 por cento do total); e também se valeria para processos pendentes e para os tribunais superiores, além de outros problemas", diz Moro em nota divulgada nesta quarta. "De todo modo, o texto final sancionado pelo presidente contém avanços para a legislação anticrime no país”, completa a nota. No fim da tarde desta quarta-feira, em uma rede social, Moro falou sobre a sanção da nova lei. "Não é o projeto dos sonhos, mas contém avanços. Sempre me posicionei contra algumas inserções feitas pela Câmara no texto originário, como o juiz de garantias. Apesar disso, vamos em frente", disse o ministro.

'Se eu não tiver a cabeça no lugar, eu alopro', diz Bolsonaro sobre investigação envolvendo o filho Flávio

  • G1
  • 21 Dez 2019
  • 14:10h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (21) que, se "não tiver a cabeça no lugar" ele "alopra", ao se referir à exposição de sua família provocada pela divulgação de informações sobre a investigação do Ministério Público do Rio envolvendo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. Bolsonaro deu a declaração a jornalistas durante uma conversa no Palácio da Alvorada. "O processo está em segredo de Justiça? Te respondo: está, né? Quem é que julga, é o MP ou o juiz? Os caras vazam e julgam? Paciência, pô. Qual é a intenção? Estardalhaço enorme. Será porque falta materialidade para ele e equivale ao desgaste agora? Quem está feliz por essa exposição absurda na mídia? Alguém está feliz. Agora, se eu não tiver a cabeça no lugar, eu alopro", disse Bolsonaro. Flávio é alvo de uma investigação que corre no Ministério Público do Rio sobre um suposto esquema no qual ele teria se apropriado de parte do salário de servidores do seu gabinete quando era deputado estadual no Rio. Os promotores afirmam que Flávio Bolsonaro é o chefe de uma organização criminosa e identificaram pelo menos 13 assessores que repassaram parte de seus salários ao ex-assessor dele, Fabrício Queiroz. O Ministério Público diz que "as provas permitem vislumbrar que existiu uma organização criminosa com alto grau de permanência e estabilidade, entre 2007 e 2018, destinada à prática de desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro".

Bolsonaro critica Witzel, Ministério Público e Globo

  • G1
  • 20 Dez 2019
  • 17:08h

(Foto: Guilherme Mazui/G1)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (20) que o Rio de Janeiro é o estado mais corrupto do país e que o Ministério Público não age para investigar servidores e políticos envolvidos em corrupção. Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado, na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, sobre a operação, deflagrada na quarta-feira (18), que teve entre alvos de mandados de busca e apreensão ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), um dos filhos do presidente. A operação apura supostas "rachadinhas", termo que designa a prática de servidores públicos de um gabinete darem parte do salário para a autoridade política que os contrata. As investigações se referem ao período em que Flávio foi deputado estadual no Rio. Ao defender o filho, Bolsonaro fez críticas ao Ministério Público. Além de jornalistas, ele se dirigiu a apoiadores que esperam o presidente todas as manhãs na saída do palácio. “Você já viu o MP do Estado do Rio de Janeiro investigar qualquer pessoa, qualquer ato de corrupção, qualquer deslize, qualquer agente público do Estado? Olha que o estado mais corrupto do Brasil é o Rio de Janeiro. Já viram ou não? Nunca viram, né”, afirmou o presidente. Bolsonaro, a exemplo do que fez em declarações recentes, repetiu insinuações de que vem sendo vítima de perseguição do governador do Rio, Wilson Witzel. Na visão de Bolsonaro, o governador tem a intenção de ser presidente da República. “O governador quer ser presidente. É direito dele ser presidente, mas não desse jogo sujo que está aí. O Brasil está dando certo. Investiguem o que bem entender, mas não dessa forma”, afirmou. A assessoria de imprensa do Governo do Rio de Janeiro informou que Witzel não vai se posicionar sobre as declarações. Em agenda pública nesta sexta, o governador não deu entrevistas. O G1 procurou o Ministério Público do Rio e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.Bolsonaro também atacou a TV Globo. Ele disse que teve informações de que a emissora colocaria no ar diálogos entre "bandidos" citando o nome do presidente.

'Tendência é vetar', diz Bolsonaro sobre fundo eleitoral de R$ 2 bilhões

  • G1
  • 19 Dez 2019
  • 12:06h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quinta-feira (19) que, caso encontre uma “brecha”, a “tendência” é vetar no Orçamento de 2020 a previsão de R$ 2 bilhões para financiar campanhas eleitorais. O fundo eleitoral, bancado por dinheiro público, foi criado por lei em 2017, após a proibição de doações de empresas para campanhas políticas. O Congresso aprovou na terça (17) o Orçamento com os R$ 2 bilhões propostos pelo próprio governo para o fundo. O relator do Orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE), chegou a defender um valor de R$ 3,8 bilhões, mas optou por manter o valor sugerido pelo governo. Para justificar o eventual veto, Bolsonaro disse que a legislação o obrigava a enviar uma proposta. O presidente ressaltou que discorda do uso de recursos públicos para financiar campanhas. “Aquela proposta que foi R$ 2 bilhões é em função de uma lei que tinha, não é que quero isso. Em havendo brecha para vetar, eu vou fazer isso. Porque eu não vejo, com todo respeito, como justos recursos para fazer campanha [...] A tendência é vetar, sim”, disse o presidente a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada. Na análise de Bolsonaro, o fundo eleitoral “dificilmente vai para um jovem candidato” e, com isso, ajuda a “manter no poder quem já está”. Para o presidente, os R$ 2 bilhões teriam um destino mais adequado, por exemplo, em obras de infraestrutura. “A peça orçamentária chegando, eu tenho poder de veto. Não quero afrontar o parlamento, mas pelo amor de Deus, dá 2 bilhões para o Tarcísio [Freitas, ministro da Infraestrutura], e vê o que ele faz no Brasil”, afirmou.

 

 

 

Eduardo Bolsonaro retorna à liderança do PSL

  • G1
  • 17 Dez 2019
  • 07:04h

( Foto: Gil Cohen-Magen/AFP)

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, retornou à função de líder do PSL na Câmara dos Deputados. Com a decisão de parte da bancada, que passou a constar nesta segunda-feira (16) dos registros da Câmara, Eduardo substitui na função a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que ocupou o posto menos de uma semana. O cargo de líder é estratégico porque cabe ao parlamentar, entre outros pontos: escolher os integrantes de comissões; discursar em plenário para orientar os votos da bancada; articular junto aos demais integrantes as votações de interesse do partido. A disputa pela liderança do PSL na Câmara é resultado da crise que atinge o partido desde outubro, quando Bolsonaro disse a um apoiador para "esquecer" a legenda. Em novembro, o presidente deixou o partido e anunciou a criação da Aliança pelo Brasil. Desde então, a legenda se dividiu entre o grupo que apoia o presidente da República e a ala que apoia o presidente do PSL, Luciano Bivar.

 

Bolsonaro chama Paulo Freire de 'energúmeno' e diz que TV Escola 'deseduca'

  • G1
  • 16 Dez 2019
  • 11:01h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro chamou nesta segunda-feira (16) de “energúmeno” o educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, e declarou que a programação da TV Escola “deseduca”. Na última sexta (13), o contrato não foi renovado com a associação responsável por gerir a TV Escola desde 1995. Em nota, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que estuda a possibilidade das atividades do canal serem exercidas por outra instituição da administração pública. Bolsonaro fez as afirmações contra Paulo Freire e a TV Escola na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, enquanto conversava e tirava fotos com apoiadores, e foi questionado sobre o tema. O presidente defendeu a decisão do ministério de não renovar o contrato e disse que a audiência da TV Escola é muito baixa. “Você conhece a programação da TV Escola? Deseduca”, afirmou o presidente. "Queriam que assinasse agora um contrato, o Abraham Weintraub [ministro da Educação], de R$ 350 milhões. Quem assiste a TV Escola? Ninguém assiste. Dinheiro jogado fora”, acrescentou. Segundo Bolsonaro, a educação do Brasil tem desempenho ruim e avaliações por causa “dessas programações”, com a da TV Escola que, na sua opinião, tinha uma programação “totalmente de esquerda”, que promovia “ideologia de gênero” com recursos públicos.

57% dos eleitores de Bolsonaro aprovam saída do PSL e 27% desaprovam, diz Datafolha

  • G1
  • 14 Dez 2019
  • 11:03h

(Foto: Reprodução)

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (14) pelo jornal "Folha de S.Paulo" aponta que 57% dos eleitores que declaram voto em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 aprovam a decisão do presidente de sair do PSL e criar um novo partido. Outros 27% desaprovam, enquanto 9% são indiferentes e 7% não sabem. O Datafolha ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios do país, entre 5 e 6 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95% – isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro. Segundo o Datafolha, o apoio à decisão de Bolsonaro em criar um novo partido, a Aliança pelo Brasil, é maior entre os que consideram seu governo ótimo ou bom: 68% aprovam. A pesquisa mostra ainda que, nas faixas de renda mais alta (cinco a dez salários mínimos e mais de dez salários), 43% dos entrevistados aprovam a saída de Bolsonaro do PSL. Entre os que têm renda familiar de até dois salários mínimos por mês, a aprovação à mudança é de 34%. O Datafolha mostra ainda que 55% dos brasileiros não sabem da decisão de Bolsonaro de deixar o PSL e criar um novo partido.

Bolsonaro diz que PSL está "cheio de traíra" e fala sobre eleições de 2022

  • UOL
  • 11 Dez 2019
  • 14:09h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que o PSL, partido pelo qual se elegeu, está "cheio de traíra". Ele deixou a legenda em novembro após brigas internas e para fundar um novo partido chamado Aliança pelo Brasil. O presidente disse que terá "critério" para aceitar filiados no partido e que não permitirá a entrada de "traíra". "Estou fazendo um partido que vai estar de novo sem televisão. Eu vou ter critério concreto para botar gente no meu partido. Não vou botar traíra. Entrou traíra porque foi em cima da hora. Cheio de traíra o partido que eu deixei para trás", afirmou. A fala do presidente foi registrada pelo canal "Cafezinho com Pimenta", quando ele conversava com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. No encontro, Bolsonaro falou ainda sobre os planos para as eleições de 2022, dizendo que participará da campanha "de uma forma ou outra". "Pessoal, em 22 tem eleição? Eu vou estar na campanha de uma forma ou de outra. Mesmo que eu não venha a candidato, vou fazer campanha. Não é por mim, não", disse o presidente.

 

CCJ do Senado aprova projeto que permite prisão após condenação em segunda instância

  • G1
  • 10 Dez 2019
  • 13:29h

(Foto: Reprodução)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que altera o Código de Processo Penal (CPP) para permitir a prisão após condenação em segunda instância. O texto foi aprovado por 22 votos a 1. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) foi o único a votar contra a proposta. Por se tratar de um substitutivo, o projeto de lei ainda precisa passar por turno suplementar na próxima sessão deliberativa do colegiado, que será na manhã desta quarta-feira (11). Se não houver apresentação de novas emendas até a próxima sessão, porém, ele não precisa passar por nova votação na CCJ. "Há um acordo de que não haverá sessão do Senado Federal hoje [terça-feira], portanto nenhum projeto avança, sem que possamos votar o turno suplementar amanhã [quarta-feira] como primeiro item da pauta nos termos que preveem o regimento interno", disse a presidente do colegiado, Simone Tebet (MDB-MS). O texto tem caráter terminativo, ou seja, poderia seguir direto para a Câmara dos Deputados. Porém, o PT já anunciou que apresentará requerimento para o texto ser votado no plenário do Senado. O prazo para fazer o requerimento é de cinco dias.

Dilma é hostilizada em voo, ironiza Bolsonaro e rebate 'defendem milícias'

  • UOL
  • 07 Dez 2019
  • 12:05h

(Foto: Reprodução)

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi hostilizada durante um voo de São Paulo a Porto Alegre, nesta semana, mostram vídeos que circularam pelas redes sociais na noite de quinta-feira (5). Alguns passageiros cantavam "A sua hora vai chegar", em tom de provocação, no momento de deixar o avião. Dilma responde, ironicamente: "Ótimo é o Bolsonaro, né?". E diz que os que a atacavam "defendem milícias".Os passageiros continuam com as ofensas, chamando-a de "bandida" e dizendo que havia "quebrado o país". A ex-presidente rebateu novamente com ironia: "Ah é, fui eu? Tá ótimo, então". Procurada, a assessoria de imprensa de Dilma disse que ela não irá se posicionar sobre o ocorrido. Essa não é a primeira vez que políticos e juristas sofrem ataques. O deputado federal José Guimarães (PT), o ex-senador Lindbergh Farias (PT) e os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski já passaram por situações semelhantes. Alguns políticos, como o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), e a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) se solidarizaram com Dilma em posts nas redes sociais.

CGU diz que inexiste documento citado por Bolsonaro sobre laranjas do PSL

  • UOL
  • 07 Dez 2019
  • 11:11h

(Foto: Reprodução)

 Valente Inexiste o documento que o próprio presidente Jair Bolsonaro disse, em junho passado, ter recebido do ministro Sergio Moro (Justiça) sobre o inquérito da Polícia Federal acerca dos laranjas do PSL, de acordo com a versão apresentada pela CGU (Controladoria-Geral da União), órgão do governo federal. A CGU é comandada por um ex-oficial do Exército, Wagner Rosário. A manifestação da CGU é resposta ao recurso feito pela Folha a partir de pedidos recusados duas vezes por Moro dentro da Lei de Acesso à Informação. A CGU deu parecer sem pedir explicações adicionais à Presidência e ao Ministério da Justiça, sob o argumento de que as informações constantes no processo digital "foram suficientes para a formação da opinião técnica". O artigo 23 do decreto que regulamentou a Lei de Acesso diz que a CGU "poderá determinar que o órgão ou entidade preste esclarecimentos". A Controladoria abriu mão dessa hipótese e escreveu que "não houve necessidade de interlocução" com a finalidade de obter esclarecimentos adicionais. Com a manifestação da CGU, o paradoxo agora é respaldado pelo órgão em tese responsável pelo cumprimento da Lei de Acesso: Bolsonaro disse, em entrevista coletiva, ter recebido um documento de Moro, mas a CGU agora acolhe argumento do ministro e diz que esse papel não existiu. No dia 28 de junho, Bolsonaro foi indagado por jornalistas em Osaka, no Japão, sobre a investigação desencadeada um dia antes pela PF sobre membros do PSL. Em sua resposta a jornalistas, o presidente afirmou: "Conversei com o Sergio Moro rapidamente sobre isso (a prioridade nossa aqui é outra). Ele [Moro] mandou a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal pra mim. Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler". O caso, entretanto, tramitava sob segredo na 26ª Zona Eleitoral de Minas Gerais, em Belo Horizonte —e o repasse de dados a pessoas que não são parte da apuração poderia configurar quebra do sigilo processual. 

Cúpula do PSL quer Joice na liderança do partido na Câmara

  • G1
  • 06 Dez 2019
  • 11:06h

( Foto: Wagner Pires/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A cúpula do PSL quer a deputada federal Joice Hasselman (SP) na liderança do partido na Câmara dos Deputados. Atualmente, o cargo é ocupado por Eduardo Bolsonaro (SP), mas o deputado – e outros 17 parlamentares da sigla – foram suspensos das atividades partidárias por uma decisão da direção do PSL. O partido protocolou as suspensões na Secretara Geral da Mesa da Câmara e aguarda o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), efetivar as suspensões para apresentar uma nova lista para a liderança. A cúpula do PSL quer emplacar Joice, que foi líder do governo no Congresso e hoje é ex-aliada da família Bolsonaro, no comando da bancada de 52 deputados – a segunda maior da Câmara. O líder, além de orientar as votações no plenário, faz indicações de deputados para comissões estratégicas, em postos-chave. O PSL na Câmara quer trocar deputados bolsonaristas que estão, por exemplo, na CPI das Fake News, por deputados bivaristas, ligados ao presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE). Os deputados suspensos estão rompidos com Bivar, mas não podem deixar o partido, pois correm o risco de perder o mandato. Só podem deixar o partido com justa causa, por exemplo, para integrar um novo partido, como a Aliança do presidente Bolsonaro – que ainda precisa ser formada e obter registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

'Inventaram gabinete do ódio e alguns idiotas acreditaram', diz Bolsonaro sobre CPMI

  • 04 Dez 2019
  • 18:17h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (4) que "inventaram um gabinete do ódio" e que "alguns idiotas acreditaram" na informação."Gabinete do ódio" é como vem sendo chamado um grupo que atuaria no Palácio do Planalto com o objetivo de atacar desafetos do governo Bolsonaro. O presidente deu a declaração no momento em que a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) dava depoimento à CPMI da Fake News e detalhava como seria a atuação do grupo. Joice, ex-líder do governo Bolsonaro no Congresso mas que rompeu com o presidente, afirmou que a rede de assessores é comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro, e seria encarregada de promover ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família e adversários do governo. Questionado se tem algum temor em relação ao trabalho da CPMI da Fake News, Bolsonaro respondeu: "Não, zero, chance zero. Inventaram gabinete do ódio e alguns idiotas acreditaram. Outros idiotas vão até prestar depoimento, como tem um idiota prestando depoimento uma hora dessas lá", disse o prsidente. Bolsonaro deu as declarações na saída de uma feira popular de produtos importados no Distrito Federal, onde parou para comer pastel acompanhado do ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).[ Joice passou a ser alvo de ofensas nas redes após contrariar o governo e deixar o cargo de líder, em outubro. Na ocasião, ela se recusou a apoiar o nome de Eduardo Bolsonaro na disputa pela liderança do PSL na Câmara. "Carlos e Eduardo são os cabeças, os mentores [do gabinete do ódio]", afirmou a deputada aos integrantes da CPMI, nesta quarta.