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Bolsonaro diz que Brasil não sediará conferência climática da ONU em razão do custo

  • 15 Dez 2018
  • 18:06h

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL-RJ) disse neste sábado (15) em sua conta no Twitter que o Brasil não sediará a conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2019, porque o evento geraria um custo de mais de R$ 500 milhões ao país. O Brasil havia inicialmente se apresentado para organizar a COP 25, na qual líderes mundiais irão debater sobre a questão climática, no entanto, Bolsonaro pressionou o governo Michel Temer a desistir de sediar o evento internacional. A Conferência do Clima da ONU discute mudanças climáticas no mundo e trata de alternativas para melhorar as condições do clima, em especial no trabalho para a redução dos gases de efeito estufa. Segundo o presidente eleito, o gasto para sediar no ano que vem a conferência "poderia constranger o futuro governo a adotar posições que requerem um tempo maior de análise e estudo". Com a desistência brasileira, a COP 25 será realizada no Chile em novembro. No final de novembro, o Ministério das Relações Exteriores argumentou que a decisão de abrir mão da organização do evento internacional tinha se baseado em restrições fiscais e orçamentárias e também no processo de transição para o futuro governo. "Tendo em vista as atuais restrições fiscais e orçamentárias, que deverão permanecer no futuro próximo, e o processo de transição para a recém-eleita administração, a ser iniciada em 1º de janeiro de 2019, o governo brasileiro viu-se obrigado a retirar sua oferta de sediar a COP 25", comunicou o Itamaraty em nota. Na ocasião em que foi anunciada a desistência do Brasil, o presidente eleito admitiu ter orientado o futuro ministro do Itamaraty, Ernesto Araújo, a procurar a atual gestão do ministério para deixar claro que o novo gvoerno não tinha interesse em receber a conferência da ONU. Afinado com ruralistas, Jair Bolsonaro já declarou que, na avaliação dele, o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente. Ele também alega que os agricultores brasileiros estão sufocados por questões ambientais. Em meio à campanha eleitoral, ele ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris – tratado assinado por 195 países com o objetivo de reduzir o aquecimento global – porque, na visão dele, o Brasil teria de abrir mão de 136 milhões de hectares na Amazônia e, de acordo com Bolsonaro, isso afetaria a "soberania nacional".

Funcionários de Flávio Bolsonaro repassaram até 99% dos salários

  • Estadão
  • 15 Dez 2018
  • 11:10h

Foto: Alex Silva/Estadão

Uma análise na movimentação financeira de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, mostra indícios de que pelo menos uma funcionária pode ter depositado em sua conta o equivalente a quase tudo que recebeu na Casa no período agora sob investigação. Foi esse o caso de Nathalia Melo de Queiroz, filha do ex-servidor que, no período investigado, repassou a ele R$ 97.641,20, hipotético crédito mensal médio de R$ 7.510,86. A quantia equivale a 99% do pagamento líquido da Alerj a Nathalia em janeiro de 2016, segundo a folha salarial do Legislativo fluminense. Como não há dados sobre a movimentação financeira total de Nathalia, não é possível dizer com certeza que o dinheiro teve como origem exclusivamente os pagamentos da Alerj. Os cálculos são por aproximação. Para fazê-los, o Estado usou o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da Operação Furna da Onça e consultou a folha salarial da Casa. O órgão federal mostrou que no período investigado Nathalia transferiu os R$ 97.641,20 para a conta do assessor de Flávio. A cifra foi dividida pelos treze meses investigados para obter a média mensal, que foi comparada com três valores. Um foi o pagamento líquido recebido em janeiro de 2016 por Nathalia na Alerj: R$ 7.586,31. No confronto com o bruto, R$ 9.835,45, chegou-se a um repasse de 77,14%. Cotejada com a renda usada pelo Coaf, R$ 10.502,00, o porcentual foi de 72,23%.A renda considerada pelo Coaf, possivelmente, incorpora valores que não constam da folha de janeiro da Alerj ou rendimentos obtidos por Nathalia de outras fontes. Todos as cifras, porém, mostram porcentuais altos de repasse. Nathalia trabalhou na Alerj de setembro de 2007 a dezembro de 2016. Depois foi trabalhar como assessora no gabinete parlamentar do hoje presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na Câmara dos Deputados. Foi exonerada em 15 de outubro, mesmo dia em que seu pai foi desligado do gabinete de Flávio. Oficialmente, o motivo foi a aposentadoria de Queiroz como PM. Reportagem publicada nesta sexta-feira, 14, pela Folha de S. Paulo mostrou que Nathalia, enquanto era funcionária, trabalhava como personal trainer no Rio. O deputado tem se defendido, afirmando não ter cometido nenhuma irregularidade. O presidente eleito já disse que caberá a Queiroz explicar sua movimentação financeira – de mais de R$ 1,2 milhão no período.

PGR denuncia deputado Jutahy Júnior e mais três pessoas por suposto 'caixa 3'

  • 15 Dez 2018
  • 07:04h

Foto: Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados

A Procuradoria Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira (14) ter denunciado o deputado federal Jutahy Júnior (PSDB-BA) e mais três pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto "caixa 3" na campanha eleitoral de 2010. O caixa 2 consiste em um político ou um partido receber doação e não declarar à Justiça Eleitoral. Segundo a PGR, o "caixa 3" consistiu em o deputado receber doações da Odebrecht por meio de oturas empresas.Ao G1, o deputado disse que cumpriu "100% da lei", recebeu doações de empresas idôneas e habilitadas a doar, acrescentando que os valores doados foram declarados à Justiça Eleitoral e as contas, aprovadas. Disse, ainda, que "não existe a tipificação do caixa 3"."Em 2010, era permitida a doação empresaria. Recebi de duas empresas a soma de R$ 30 mil. Eram empresas idôneas, e a legislação permitia que eleas doassem. A doação está registrada na prestação de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral. Fiz tudo absolutamente dentro da lei e vou me defender com a tranquilidade de quem é inocente", afirmou Jutahy."Durante a campanha, procurei saber se a empresa poderia doar, consultei a lista das empresas que podem doar, averiguamos. E as empresas doaram dentro da legislação, está tudo registrado. Essa figura de caixa 3 não existe, não tem sustentação no código eleitoral", acrescentou. Além de Jutahy, foram denunciados:

  • Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ex-executivo da Odebrecht e delator;
  • Walter Faria, do grupo Petrópolis;
  • Roberto Luiz Ramos Fontes Lopes, dono das empresas Leyroz e Praiamar.

Procurada, a assessoria do grupo Petrópolis divulgou a seguinte nota: "Em nota, o Grupo Petrópolis informa que as doações para campanhas eleitorais estão registrados e comprovadas em órgãos competentes, de acordo com o que determina a legislação. Os esclarecimentos sobre o tema já foram prontamente prestados às autoridades para permitir a completa elucidação dos fatos. O empresário Walter Faria se defenderá nos termos da lei, confiante que ao final a legalidade das doações será reconhecida pela Justiça."

Bolsonaro diz que revisará todos os contratos de patrocínio e publicidade da Caixa

  • 14 Dez 2018
  • 09:11h

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira (13) que revisará todos os contratos de patrocínio e publicidade da Caixa Econômica Federal. Em sua conta pessoal no Twitter, Bolsonaro classificou de "absurdo" os valores dos contratos que, segundo ele, chegaram a R$ 2,5 bilhões em 2018. O presidente eleito disse ainda que, quando assumir, também irá rever todos os contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil, da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República, entre outras empresas."Tomamos conhecimento de que a Caixa gastou cerca de R$ 2,5 bilhões em publicidade e patrocínio neste último ano. Um absurdo! Assim como já estamos fazendo em diversos setores, iremos rever todos esses contratos, bem como os do BNDES, Banco do Brasil, SECOM e outros", afirmou Bolsonaro no Twitter.

75% veem Bolsonaro e equipe 'no caminho certo', diz pesquisa Ibope; 5% aprovam Temer

  • 13 Dez 2018
  • 14:07h

Foto: Rafael Carvalho, Governo de Transição

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (13) sobre o trabalho do presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe indica que:

  • 75% consideram que Bolsonaro e equipe estão "no caminho certo";
  • 14% julgam que eles estão no "caminho errado"
  • 11% não sabem ou não responderam.

O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), é o primeiro desde a eleição presidencial de outubro. Ao todo, foram ouvidas 2 mil pessoas em 127 municípios entre 29 de novembro e 2 de dezembro.

Bolsonaro diz que legislação trabalhista ‘vai ter que se aproximar da informalidade’

  • 13 Dez 2018
  • 12:06h

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (12) que a legislação trabalhista, no que for possível, “vai ter que se aproximar da informalidade”. Deu a declaração durante discurso em reunião com a bancada do DEM, em Brasília. Nesta quarta, Bolsonaro teve encontros com as bancadas do partido dele, o PSL, o PP e o DEM. “Mostrar para a população que nós queremos o Bolsa Família, mas queremos também que saiam do Bolsa Família por ter oportunidade de emprego, entre outras coisas. Uma equipe econômica, o futuro ministro tem falado. Por exemplo, a legislação trabalhista, no que for possível – eu sei que está engessada – no artigo sétimo, vai ter que se aproximar da informalidade", disse Bolsonaro. O artigo sétimo da Constituição é o que garante o décimo terceiro salário, férias, seguro desemprego, entre outros direitos aos trabalhadores. "Ser patrão no Brasil é um tormento. Eu não quero, eu podia uma micro empresa com cinco funcionários. Não tenho por que? Eu sei das consequências depois se o meu negócio der errado, se eu mandar alguém embora, entre outras coisas. Devemos mudar isso daí", declarou o presidente eleito. A fala de Bolsonaro foi registradas em vídeo publicado no Facebook do deputado federal Francisco Floriano (DEM-RJ). Bolsonaro também criticou a atuação do Ministério Público do Trabalho. "Outra coisa bastante amadurecida: o Ministério Público do Trabalho. Pelo amor de Deus, se tiver clima a gente resolve esse problema. Não dá mais para continuar – quem produz sendo vítimas de ações de uma minoria, mas de uma minoria atuante", afirmou. "Então nós queremos que tenha fiscalização? Sim, mas que vê o que tá errado e faz observações, dá um prazo e depois volta. Se aquilo não foi, não foi, a exigência não foi atingida, aí vai e multa e não fazer como está aí", disse.

Bolsonaro diz que ele e filho pagarão 'a conta' se houver algo de 'errado' com ex-assessor

  • 13 Dez 2018
  • 07:07h

Foto: Reprodução/Facebook

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (12) que ele e o filho Flávio Bolsonaro pagarão "a conta" se houver algo de "errado" com Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor de Flávio.Bolsonaro deu a declaração durante transmissão ao vivo no Facebook e comentou o fato de o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ter encontrado movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta do ex-motorista de Flávio. "Se algo estiver errado, seja comigo, com meu filho ou com o Queiroz, que paguemos a conta deste erro, porque nós não podemos comungar com o erro de ninguém. Da minha parte, estou aberto a quem quiser fazer qualquer pergunta sobre este assunto, tenho sempre me colocado à disposição e o que a gente mais quer é que isso seja esclarecido o mais rápido possível, sejam apuradas as responsabilidades, se é minha, se é do meu filho, se é do Queiroz ou de ninguém", afirmou Bolsonaro.Nesta terça (11), o Jornal Nacional mostrou que, segundo o Coaf, nove funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro transferiam dinheiro para a conta de Fabrício Queiroz em datas que coincidem com as datas de pagamento da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – Flávio Bolsonaro é deputado estadual e senador eleito. Para investigadores, essas transações bancárias podem indicar uma tentativa de ocultar o real destino do dinheiro. "O Queiroz não estava sendo investigado, foi um vazamento que houve ali, não sou contra vazamento, tem que vazar tudo mesmo, nem devia ter nada reservado, botar tudo para fora e chegar a uma conclusão. Dói no coração da gente? Dói, porque o que nós temos de mais firme é o combate à corrupção e aconteça o que acontecer, enquanto eu for o presidente, nós vamos combater a corrupção usando todas as armas do governo, inclusive o próprio Coaf", avaliou Bolsonaro nesta quarta-feira, durante a transmissão no Facebook. Segundo o presidente eleito, Fabrício Queiroz será ouvido pela Justiça na semana que vem. Bolsonaro disse esperar que o ex-motorista preste os devidos esclarecimentos à Justiça.

Operador do PRB é flagrado por câmera de segurança de banco sacando R$ 500 mil

  • Bocão News
  • 12 Dez 2018
  • 10:07h

Câmeras dos circuito interno de segurança de um banco em Rio Branco flagraram Thaisson de Souza Maciel, apontado pela Operação Santinhos como operador do PRB do Acre, fazendo saques de dinheiro em espécie. A Polícia Federal apontou que, na semana anterior ao primeiro turno das eleições, o operador sacou R$ 500 mil de forma fracionada no banco.“Na sexta-feira, último dia útil antes do primeiro turno das eleições 2018, o Thaisson comparece ao banco e efetua seis saques em espécie em valores abaixo de R$ 50 mil, de acordo com a estratégia que ele usava para se furtar da ação das autoridades. Ele efetuou 6 saques de valores próximos a R$ 50 mil, mas sempre abaixo desse valor, sempre na casa de R$ 40 mil, o que totaliza R$ 220 mil sacados em espécie somente na sexta-feira, véspera do primeiro turno das eleições 2018. Nessa última semana, véspera das eleições, ele sacou em espécie da empresa de fachada, mais de meio milhão de reais”, relatou o delegado Eduardo Augusto Maneta, da Polícia Federal.A PF apontou que Thaisson de Souza Maciel ‘agia em nome da deputada estadual presa bem como do atual vereador e deputado federal eleito pelo PRB que também foi preso’. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

Bolsonaro é diplomado no TSE e promete governar para todos

  • 10 Dez 2018
  • 18:02h

Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (10), em discurso na cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral(TSE), que o poder popular "não precisa mais de intermediação".A campanha eleitoral de Bolsonaro se apoiou principalmente nas redes sociais. Ele teve de interromper a campanha de rua devido ao atentado que sofreu e, no horário eleitoral da TV, tinha somente 8 segundos a cada bloco de 12 minutos. Pelas redes sociais, ele fez discursos, pronunciamentos e manifestações tanto em mensagens como por meio de vídeos e transmissões ao vivo. "O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes. Nesse novo ambiente, a crença na liberdade é a melhor garantia de respeito aos altos ideais que balizam nossa Constituição", afirmou. Ao chegar para a cerimônia, o presidente eleito, que é capitão da reserva do Exército, cumprimentou os presentes com uma continência e foi ovacionado por parte da plateia. Durante o discurso disse que governará para todos, sem distinção, e não somente para os que votaram nele. Agradeceu pelos mais de 57 milhões de votos recebidos no segundo turno das eleições e pediu a "confiança" dos que optaram por outros candidatos. "Agradeço aos mais de 57 milhões de brasileiros que me honraram com o seu voto. Aos que não me apoiaram, peço a confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o nosso país", disse. Na opinião do presidente eleito, as diferenças são "inerentes" em sociedades múltiplas e complexas como a brasileira, mas há "ideais" que aproximam os brasileiros. "A partir de 1º de janeiro serei o presidente de todos, dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade, ou religião", declarou.

 

'Não cabe a mim dar explicações sobre isso', diz Moro sobre ex-assessor do filho de Bolsonaro

  • 10 Dez 2018
  • 14:16h

Foto: Rafael Carvalho/governo de transição

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou nesta segunda-feira (10) que não cabe a ele dar explicações sobre as movimentações bancárias de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).Flávio é filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e elegeu-se senador neste ano. Segundo o Coaf, um dos seus ex-assessores, Fabrício José de Carlos Queiroz, movimentou mais de R$ 1,23 milhão, entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017.Ainda de acordo com o Coaf, Queiroz depositou R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Na semana passada, ao ser questionado sobre o tema ao final de uma entrevista, Moro se retirou sem comentar o relatório do Coaf. Nesta segunda, porém, falou sobre rapidamente sobre o caso. "Fui nomeado para ser ministro da Justiça, não cabe a mim dar explicações sobre isso. O que existia no passado do ministro da Justiça opinando sobre esses casos concretos é inapropriado", disse Moro. "O ministro da Justiça não é uma pessoa que deve ficar interferindo em casos concretos, e eu, na verdade, nem sou ainda ministro da Justiça. Então tiveram pessoas cobrando uma posição, mas, assim, as pessoas [citadas] que têm que prestar os esclarecimentos", complementou. De acordo com o futuro ministro da Justiça, o presidente eleito "já apresentou os esclarecimentos" sobre o caso e, se o caso não for esclarecido, deve ser investigado. Na última semana, Bolsonaro disse que o dinheiro quitou uma dívida de Queiroz com ele próprio e foi depositado na conta da futura primeira-dama por "questão de mobilidade", pois ele tem dificuldade para ir ao banco em razão da rotina de trabalho. "Os fatos têm que ser esclarecidos, o presidente já apresentou os esclarecimentos, têm outras pessoas que precisam prestar os seus esclarecimentos, e os fatos, se não forem esclarecidos, têm que ser apurados. Eu não tenho como eu ficar assumindo esse papel", afirmou o futuro ministro.

'O que ocorreu ali ninguém sabe', diz Eduardo Bolsonaro sobre caso de ex-assessor do irmão

  • 09 Dez 2018
  • 09:02h

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que "ninguém sabe" o que realmente ocorreu no caso do ex-assessor de seu irmão citado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações financeiras de mais de R$ 1,2 milhão consideradas suspeitas. Eduardo ainda defendeu independência do Coaf na investigação. Fabrício José Carlos de Queiroz trabalhou no gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que, assim como Eduardo, é filho do presidente eleito Jair Bolsonaro. O relatório do Coaf faz parte da operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que prendeu dez deputados estaduais. Eduardo falou sobre o caso neste sábado (8) durante entrevista coletiva na Cúpula Conservadora das Américas, evento organizado pelo próprio deputado em Foz do Iguaçu (PR). O blog perguntou ao parlamentar se a situação está esclarecida. Ele disse que não conversou com Queiroz e destacou que nem o Coaf sabe explicar as movimentações financeiras do ex-assessor. "O que ocorreu ali ninguém sabe, nem o Coaf sabe. Ocorreu uma movimentação suspeita que está sendo investigada. A gente tem que trabalhar é para não permitir interferência na investigação. Fora isso, o que que eu vou falar? Ninguém sabe. Você sabe de onde é que veio esse dinheiro? Você já viu alguma alegação do Queiroz?", disse o deputado. Conforme o relatório, foram consideradas suspeitas movimentações de mais de R$ 1,23 milhão, entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. O documento registra que Queiroz era motorista de Flávio Bolsonaro e ganhava R$ 23 mil mensais. O relatório identificou nas movimentações depósito de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente eleito disse que o pagamento se refere a uma dívida de R$ 40 mil do ex-assessor com o próprio Bolsonaro. O relatório também revelou que sete servidores que trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), fizeram transferências bancárias para uma conta de Queiroz. Perguntado se as transferências poderiam configurar "devolução de salário", Eduardo disse que muitas vezes a relação de trabalho e amizade se mistura no gabinete e que ocorrem casos de empréstimo de dinheiro. "A relação no gabinete conosco é a melhor possível, as vezes até se mistura o trabalho com a amizade. Então, por vezes, ocorre de emprestar dinheiro, por exemplo, um assessor meu uma vez me ajudou a arranjar um cliente para comprar o meu carro, isso acaba se misturando", respondeu. "Tem que esperar só para ver como é que vai ocorrer, o que que o Coaf vai acusar também e preservar o poder investigativo do Coaf", reforçou Eduardo.

'Ninguém recebe ou dá dinheiro sujo com cheque nominal', diz Bolsonaro

  • 08 Dez 2018
  • 13:38h

Foto: Patricia Teixeira / G1

O presidente eleito Jair Bolsonaro negou, durante entrevista concedida neste sábado (8), qualquer irregularidade nos depósitos realizados na conta da mulher dele, Michele de Paula Bolsonaro, por Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-motorista do filho, deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro.Segundo o presidente, "ninguém" recebe ou repassa "dinheiro sujo" por meio de cheque nominal. Ele reafirmou que os depósitos na conta da mulher se referem ao pagamento de uma dívida de R$ 40 mil de Queiroz com o próprio Bolsonaro.O presidente eleito disse que o dinheiro foi depositado na conta da futura primeira-dama por "questão de mobilidade", já que ele tem dificuldade para ir ao banco em razão da rotina de trabalho."Não botei na minha conta por questão de... Eu tenho dificuldade para ir em banco, andar na rua. Deixei para minha esposa. Lamento o constrangimento que ela está passando no tocante a isso, mas ninguém recebe ou dá dinheiro sujo com cheque nominal, meu Deus do céu", afirmou Bolsonaro.O presidente eleito comentou o caso após participar de uma cerimônia da Marinha, no Rio de Janeiro. Ele disse que era amigo de Queiroz e o auxíliou com empréstimos porque o ex-assessor do filho estava com problemas financeiros, versão apresentada ao site "O Antagonista" na sexta-feira.O depósito na conta da futura primeira-dama consta em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações bancárias "suspeitas" na conta de Queiroz, consideradas suspeitas, de mais de R$ 1,23 milhão, entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017.O relatório faz parte da investigação que prendeu dez deputados estaduais no Rio, no mês passado, e traz informações sobre 75 servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que apresentaram movimentação financeira suspeita, entre os quais o ex-assessor de Flávio Bolsonaro. De acordo com o relatório, Fabrício Queiroz era motorista de Flávio Bolsonaro e ganhava R$ 23 mil mensais."Foi na [conta da] minha esposa. Podem considerar na minha. Só não foi na minha conta por questão de mobilidade minha, que eu ando o atarefado o tempo todo. Pode considerar na minha conta", acrescentou.Questionado por jornalistas sobre o motivo de não der declarado as movimentações em seu imposto de renda, Bolsonaro explicou que o empréstimo a Queiroz foi “se avolumando” ao longo dos anos.“Se eu errei, eu arco com as minhas responsabilidades perante o Fisco”, disse.Sobre a movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz, Bolsonaro disse que espera que ele “se explique” e destacou que não há confirmação de que o ex-assessor do filho “seja culpado”.O presidente eleito atribuiu a divulgação do relatório pela imprensa aos advogados de parlamentares presos na Operação Furna da Onça, que apura irregularidades envolvendo a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Flávio Bolsonaro, filho do presidente, é deputado estadual e não está entre os alvos da operação.“O Coaf não vazou nada. Pelo que eu sei, foram advogados dos parlamentares que estão presos, que estão respondendo a processo que vazaram isso aí para desviar o foco da atenção deles para com o meu filho”, disse Bolsonaro.Bolsonaro também comentou a informação de que Queiroz recebeu depósitos de funcionários que foram ou estão lotados no gabinete de Flávio. Segundo o jornal “O Globo”, oito funcionários ou ex-funcionários do gabinete repassaram dinheiro a Queiroz.“É normal entre aqueles funcionários um ajudar o outro, e não foi diferente na Assembleia Legislativa. Eles se socorrem de gente que está ao seu lado e não de terceiros”, afirmou o presidente eleito.

'Já me resolvi com Deus', diz Onyx sobre investigação por suspeita de caixa 2

  • 07 Dez 2018
  • 18:22h

(Foto: Folha de S Paulo)

O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que não teme as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele por suspeita de caixa dois e que reitera a afirmação do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que disse que usará sua 'caneta Bic' e demitirá seu braço direito caso as denúncias sejam robustas.  "Se tem um cara tranquilo sou eu. Primeiro, já me resolvi com Deus, o que é importante para mim. Segundo porque, agora com a investigação autônoma, que não é nem inquérito, vou poder esclarecer definitivamente. Nunca tive envolvido com corrupção. A gente não pode ser hipócrita de querer misturar financiamento e o não registro de um recebimento de um amigo, que esse erro eu cometi", afirmou."Gosto tanto da caneta Bic dele [Bolsonaro] que subscrevo a declaração", completou o futuro ministro, que falou a jornalistas nesta sexta-feira (7), após discursar a uma plateia de empresários do grupo Lide, em um hotel de luxo em São Paulo.  Questionado sobre o relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que indicou movimentação financeira atípica de um ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), Lorenzoni se mostrou visivelmente irritado. O documento aponta que o ex-assessor parlamentar e policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Uma das transações seria um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. "Setores estão tentando destruir a reputação do sr. Jair Messias Bolsonaro. No Brasil, a gente tem que saber separar o joio do trigo. Nesse governo é trigo. (...) Onde é que estava o Coaf no mensalão, no petrolão?", disse ele.  Pressionado a esclarecer a origem do dinheiro, disse: "Eu lá sou investigador? Qual é a origem do dinheiro? Quando o senhor [repórter que havia feito a pergunta] recebeu este mês?"  Em seguida, Lorenzoni abandonou entrevista coletiva.  Mais cedo, em seu discurso durante o almoço com empresários o futuro ministro havia pedido uma trégua com a imprensa.  "Lamentavelmente, existem algumas áreas da imprensa brasileira que abriram francamente um terceiro turno", afirmou aos jornalistas. "É importante fazer um grande pacto pelo Brasil. Nós não recebemos um cheque em branco. Sabemos que temos oposição, que temos que respeitar. Sabemos que temos tido todo o respeito com a imprensa brasileira. Mas é importante, do ponto de vista do futuro do país, que possamos construir propostas." O encontro promovido pelo grupo Lide também teve a presença do governador eleito em São Paulo, João Doria (PSDB-SP) e da deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP).  O evento lotou um salão do hotel de luxo Four Seasons, na zona Sul de São Paulo. Antes de começar o almoço, a organização reproduziu na íntegra o hino nacional, acompanhado de uma projeção mostrando imagens da infraestrutura, agropecuária e pontos turísticos do país.  A ideia do encontro era mostrar as propostas econômicas do governo Bolsonaro. Durante sua fala e um debate posterior, Lorenzoni, que disse ter substituído a presença do futuro ministro da Economia Paulo Guedes, que estava doente, afirmou que a próxima gestão terá compromisso com o liberalismo econômico, a segurança jurídica e com reformas importantes para a economia. Também afirmou que Guedes poderia dar mais detalhes em um encontro futuro com o grupo. Em diversos momentos de sua fala, foi bastante aplaudido pelos empresários.

Temer afirma que tentaram 'desgraçar' a vida dele e diz não se preocupar com investigações

  • 07 Dez 2018
  • 09:06h

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Michel Temerdisse nesta quinta-feira (6) que "tentaram desgraçar" a vida dele desde que assumiu o Palácio do Planalto e afirmou não se preocupar com os processos que terá de enfrentar na Justiça após o fim do mandato. Temer deu as declarações no Palácio da Alvorada, em Brasília, após participar de um encontro com jornalistas de veículos estrangeiros. "Quando eu cheguei à Presidência, tentaram desgraçar a minha vida. E foi uma campanha feroz , uma campanha das pessoas se dedicarem, assim, 18 horas por dia. 'Vamos derrubar esse sujeito aí'. Não conseguiram. Nesse sentido me sinto injustiçado", afirmou. O mandato de Temer na Presidência acaba em 31 de dezembro. Isso porque em 1º de janeiro começará o mandato do presidente eleito Jair Bolsonaro. Quando deixar o Palácio do Planalto, Temer terá de enfrentar alguns processos na Justiça. No ano passado, ele foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas vezes. Na primeira denúncia, o crime atribuído a ele foi corrupção passiva; na segunda, os crimes foram organização criminosa e obstrução de Justiça. Nos dois casos, a Câmara dos Deputados rejeitou o prosseguimentodos processos ao STF e, com isso, o os processos ficarão parados até Temer deixar a Presidência. A partir de janeiro, os casos deverão ser remetidos à primeira instância da Justiça porque o presidente perderá o direito ao foro privilegiado. "Eles [processos] vão para o primeiro grau. É tranquilo, não tenho a menor preocupação, são coisas tão estapafúrdias que uma mente jurídica mais acurada, menos apaixonada, vai olhar aquilo e vai dizer: 'Essas tais denúncias aí são pífias, não é'. Portanto, eu não tenho a menor preocupação com isso", disse. Temer também é investigado no inquérito que apura supostos repasses ilícitos da Odebrecht a políticos do MDB e no inquérito que apura se empresas pagaram propina na edição de um decreto relacionado ao setor portuário. Temer nega todas as acusações e afirma que não cometeu irregularidades.

'Nós queremos Brasil sem aborto', diz futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos

  • 06 Dez 2018
  • 19:06h

(Foto: Reprodução/G1)

Indicada para o comando do Ministério de Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro, a pastora evangélica e advogada Damares Alves afirmou nesta quinta-feira (6) que deseja "um Brasil sem aborto" por meio de políticas que tratem de planejamento familiar.Assessora parlamentar do senador Magno Malta (PR-ES), a futura responsável pelas políticas públicas federais para mulheres disse que, na visão dela, o aborto "não desengravida nenhuma mulher". Ela foi indicada oficialmente para o primeiro escalão do próximo governo em uma entrevista coletiva concedida na tarde desta quinta pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni."Eu sou contra o aborto. Eu acho que nenhuma mulher quer abortar, as mulheres chegam até o aborto porque possivelmente não foi lhe dada uma outra opção”, declarou a futura ministra."O aborto não desengravida nenhuma mulher. A mulher caminha o resto da vida com o aborto. Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, eu digo para vocês que o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher”, acrescentou.Segundo ela, a nova pasta das Mulheres irá lidar com a "proteção de vidas", em vez de "mortes"."Nós queremos Brasil sem aborto. De que forma? Um Brasil que priorize políticas púbicas de planejamento familiar, que o aborto nunca seja considerado, e visto nessa nação, como um método anticonceptivo."Damares Alves defendeu que a legislação atual, que permite o aborto em condições específicas, não deve ser alterada."Quando é oferecido para a mulher uma outra opção, a mulher pensa duas vezes. [...] Dá para a gente trabalhar apenas essas situações e a gente lutar para salvar as duas vidas, a da mulher e a do bebê", observou.Atualmente, a legislação permite o aborto em três situações:

  • quando a gravidez é resultado de estupro
  • quando há risco de vida para a mulher
  • se o feto for anencéfalo