BUSCA PELA CATEGORIA "Política"

Huck se reuniu com líderes do DEM para discutir candidatura em 2018

  • 27 Set 2017
  • 11:34h

(Foto: Reprodução)

Lideranças do DEM se reuniram com o apresentador Luciano Huck para discutir a filiação dele mirando as eleições de 2018. Segundo informações do jornal O Globo, o encontro aconteceu no mesmo dia em que a cúpula do partido jantou com Doria, na última quinta-feira (21). Participam do evento, realizado no Rio de Janeiro, o prefeito de Salvador e o ministro da Educação, Mendonça Filho. Não foi a primeira reunião com a sigla e ao menos outras dois encontros já aconteceram nos últimos meses. Democratas que acompanham a negociação com o apresentador afirmaram que as reuniões têm discutido os termos de uma filiação de Huck e a viabilidade de uma candidatura dele à Presidência da República, mas a adesão ainda foi fechada. Os nomes cogitados atualmente pela agremiação não tem interesse na disputa: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer tentar a reeleição e ACM Neto prefere concorrer ao governo da Bahia. Internamente, há alguns integrantes que avaliam que Huck poderia ser um “excelente” candidato a vice, caso o DEM não lance uma candidatura própria.

 “Mas primeiro precisa convencer o Huck a ser vice”, brincou um dirigente democrata. A sigla não descarta a filiação do prefeito de São Paulo, João Doria e sua candidatura à Presidência de São Paulo, caso o PSDB escolha o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como representante. Os líderes da legenda acreditam, no entanto, que a definição não deve ocorrer antes de abril, quando termina o prazo de filiação. Huck confirmou, por meio de sua assessoria, a participação no encontro. “O Luciano segue conversando com todos que queiram trocar ideias de como podem influenciar positivamente o debate eleitoral do ano que vem. Mas, não está filiado e nem discutiu o assunto com ninguém nas últimas semanas”.

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Janot dá parecer contrário ao recurso de Dilma para anular processo de impeachment

  • 15 Set 2017
  • 18:00h

O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, deu parecer contrário ao recurso apresentado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o processo de impeachment e retomar a Presidência. Na avaliação de Janot, segundo a Veja, o rito foi "autorizado e conduzido com base em motivação idônea e suficiente". Na peça, o advogado de Dilma, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, questiona a falta de motivos jurídicos para o afastamento da petista. O mandado de segurança de Dilma retoma a tese de que houve "desvio de poder" por parte "da ação degenerada e ilícita" do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), bem como de um "conjunto muito mais amplo de parlamentares, deputados e senadores" durante o processo de impeachment. Na avaliação de Janot, se as provas produzidas contra Dilma não fossem suficientes aos olhos dos senadores, "muito provavelmente não haveria condenação por tão expressiva maioria" - na ocasião, o impedimento foi aprovado por 61 dos 81 votantes. O ministro Teori Zavascki, morto em janeiro deste ano, já havia rejeitado o pedido de Dilma ao Supremo. A decisão sobre o recurso apresentado está agora sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, substituto de Zavascki na Corte.

José Dirceu será julgado hoje no RS e pode voltar para cela

  • R7
  • 13 Set 2017
  • 09:01h

Preso em 2015, o petista pode voltar para a cadeia (Foto: Divulgação)

O ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu, está fora da cadeia desde maio, porém, usando uma tornozeleira eletrônica de monitoramento. Condenado pelo crimes de corrupção e lavagem de dinheiro o ex-líder petista pode voltar para uma cela dependendo do resultado do julgamento que acontece hoje, às 13h30, no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª região), em Porto Alegre (RS). Ao contrário do ex-presidente Lula, que depõe hoje no mesmo horário em Curitiba, Dirceu não deve contar com o apoio da militância petista no julgamento em Porto Alegre. A sessão não terá transmissão ao vivo pela Justiça. Dirceu, que foi ministro da Casa Civil no governo Lula, entrou com um pedido de apelação contra a sentença do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava Jato. Moro condenou Dirceu por ter recebido cerca de R$ 15 milhões de propina da empreiteira Engevix. Se a 8ª Turma do TRF-4 mantiver a decisão de Moro, o ex-presidente do PT deve voltar para a cadeia. Dirceu já tem duas condenações na Lava Jato que somam 31 anos de prisão. Ele estava fora da cadeia por conta de uma decisão da 2ª turma do STF, que acatou o pedido de relaxamento da pena.

Geddel Vieira Lima chega a Brasília e ficará preso no presídio da Papuda

  • G1.com
  • 09 Set 2017
  • 08:36h

Foto: Reprodução

O avião da Polícia Federal transportando o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso em Salvador na manhã desta sexta-feira (8), pousou no aeroporto de Brasília por volta das 16h. No início da noite, depois de ser submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal de Brasília, o ex-ministro foi levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, nos arredores de Brasília, onde ficará preso. Geddel foi para a capital federal depois de ter a prisão preventiva determinada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, em uma nova fase da Operação Cui Bono, que investiga fraudes na Caixa Econômica Federal. Amigo pessoal do presidente Temer, Geddel ocupou a Vice-Presidência de Pessoa Jurídica do banco público no governo Dilma Rousseff, indicado pelo PMDB. A decisão de prender Geddel foi tomada após a PF apreender cerca de R$ 51 milhões em um imóvel supostamente utilizado pelo peemedebista. Ele cumpria prisão domiciliar desde julho

O advogado de Geddel Vieira Lima, Gamil Föppel divulgou nota, segundo a qual somente se manifestará depois que tiver acesso aos autos e documentos que embasaram a prisão. "A defesa técnica de Geddel Vieira Lima informa que somente se manifestará quando, finalmente, lhe for franqueado acesso aos autos, especialmente aos documentos que são mencionados no decreto prisional. Pesa dizer que o direito de defesa e, especialmente, as prerrogativas da advocacia, conferidas por lei, sejam tão reiteradamente desrespeitadas, impedindo-se o acesso a elementos de prova, já documentados nos autos", diz a nota.

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Empresário diz que entrou como 'laranja' e saiu como 'pato'

  • R7.com
  • 07 Set 2017
  • 20:29h

Foto: Ilustração

O empresário Demerval de Souza, dono da construtora DAG, que confirmou ter comprado o terreno em São Paulo para a construção da sede do Instituto Lula, disse ter entrado como ‘um laranja’, e acabou sendo ‘um pato’ nas negociações. Segundo o empreiteiro, o petista desistiu do negócio e ele teve de receber R$ 7,2 milhões por meio de uma ‘triangulação’ envolvendo a Odebrecht e outra empresa. Demerval se diz enganado por ver, nos autos, que a construtora pagou uma offshore fora do País a título da compra do terreno. O depoimento do empresário ocorreu nesta quarta-feira (6), na Justiça Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato. O empresário tentou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato, mas um dos procuradores na audiência esclareceu que as tratativas foram interrompidas porque ele não atende a requisitos de um colaborador. Demerval é réu acusado de usar sua empresa para intermediar a compra, pela Odebrecht, de terreno onde seria sediado o Instituto Lula, que, segundo o Ministério Público Federal, teria sido custeado com recursos ilícitos oriundos de contratos da Petrobras. Ele afirmou a Moro que comprou o terreno onde seria a sede do Instituto Lula a pedido da Odebrecht e lembrou ter sido avisado que o imóvel seria destinado ao petista.

 

 

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Planalto contabiliza 220 deputados para evitar que Temer vire réu

  • 04 Jun 2017
  • 12:00h

Foto: Reprodução

A contabilidade feita pelo Palácio do Planalto indica que o governo conta na Câmara com 220 deputados para evitar que o presidente Michel Temer vire réu. Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar o presidente, uma comissão da Câmara precisará analisar o pedido e, em seguida, o plenário. Como num processo de impeachment, Temer precisaria, então, de 171 votos para evitar que a denúncia tenha andamento e siga para o Supremo. Mas o Planalto não conta com o apoio de deputados tucanos nesse número de 220 aliados. Além do PMDB, a tropa de Temer está concentrada no PP, PR, PTB, PRB e Solidariedade. "Isso tem um preço alto. Esse apoio já começa a ser cobrado pelos aliados", reconheceu um deputado que integra a articulação política do governo. "Mas agora é tudo ou nada". A avaliação no Planalto é que, com a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), por corrupção e obstrução de Justiça, a sinalização é a de que Janot deverá agilizar uma denúncia também contra Temer. Há forte preocupação no núcleo do governo com a velocidade com que a PGR está dando aos desdobramentos das delações do empresário Joesley Batista e de outros executivos da JBS.

Disputa acirrada no PT mobiliza plenárias regionais

  • Joana D'Arck | Assessoria Parlamentar
  • 03 Abr 2017
  • 08:58h

(Foto: Divulgação)

A uma semana da realização do Processo de Eleições Diretas(PED) para a renovação do comando da sigla petista, deputados federais, estaduais e dirigentes partidários visitaram as diversas regiões da Bahia mobilizando centenas de filiados em plenárias massivas, para debater as teses das chapas que se apresentam para eleger delegados ao congresso estadual da agremiação que será realizado nos dias 04, 05 e 06 de maio, quando será eleito o próximo diretório estadual e a nova presidência.  A frente política reunida em torno das ideias do movimento Muda PT e da candidatura do Deputado Federal, Waldenor Pereira, para a presidência do Partido, conseguiu reunir o maior número de militantes em plenárias territoriais realizadas nas cidades de Serrinha, Salvador, Candeias, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Itabuna, Itaberaba, Alagoinhas e Lauro de Freitas. 

A chapa Muda PT reúne os deputados federais Afonso Florence, Jorge Solla, Nelson Pellegrino, Robinson Almeida e Waldenor Pereira, os deputados estaduais Bira Coroa, Gika Lopes, Joseildo Ramos, José Neto, José Raimundo, Maria Del Carmen, Marcelino Galo e Neusa Cadore, a Vereadora de Salvador Marta Rodrigues, os ex-Veradores Gilmar Santiago e Vânia Galvão, os ex-deputados Amauri Teixeira e Yulo Oiticica, além de metade da direção da executiva estadual do PT da Bahia.  Segundo o deputado Waldenor Pereira, “a chapa Muda PT representa os ideais de renovação partidária que são desejados pela ampla maioria dos petistas e necessários para que o PT esteja à altura da tarefa de eleger Lula e reconduzir Rui Costa ao governo da Bahia em 2018”. Pontuou o parlamentar. A expectativa da coordenação da campanha é eleger Gilmar Santiago para a presidência do PT de Salvador já no primeiro turno e ser a chapa mais votada no âmbito estadual. No entanto, para assegurar a vitória de Waldenor Pereira já no dia 9 de abril, antecipando a tendência congressual, a chapa Muda PT terá que lutar para ter mais da metade dos votos o que acirrará mais ainda a disputa pelo comando do partido nesta reta final.

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Propina era paga em parcelas de R$ 500 mil para caber em mochila, diz ex-Odebrecht

  • 24 Mar 2017
  • 15:13h

(Foto: Reprodução)

O ex-diretor da Odebrecht Hilberto Mascarenhas relatou ao Tribunal Superior Eleitoral que uma das regras para o pagamento de propina a políticos e intermediários era que o pagamento máximo feito em dinheiro não poderia ultrapassar R$ 500 mil. Ele explicou que a regra se devia ao fato de que a quantia era o máximo que cabia em uma mochila.No início de março, o executivo falou ao TSE como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014.Mascarenhas era o responsável pelo Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, setor que ficou conhecido como departamento de propina.Ao narrar como se dava o repasse de propina, o ex-executivo afirmou que, ao tomar conhecimento dos pagamentos a serem feitos, ele e sua equipe tinham que "criar uma alternativa" para disfarçar o montante."Se eu tenho um pagamento de R$ 2 milhões, isso é uma mala. Ninguém pode estar transitando na rua com uma mala com R$ 2 milhões. Então, existiam também regras como, por exemplo, o valor máximo a ser pago era de R$ 500 mil, que cabia dentro de uma mochila", afirmou o ex-dirigente da Odebrecht."Se você tinha R$ 2 milhões a receber, você ia receber quatro vezes 500 [mil]. E aí tinha que ser combinado alguma coisa. Mas nem sempre, ministro, com o interessado final. Às vezes, tinha muito preposto", explicou.Durante o depoimento, Mascarenhas também relatou que os pagamentos em dinheiro eram feitos em "todos os lugares", desde hotéis a "cabaré"."Em todos os lugares. Você não tem ideia dos mais lugares absurdos se encontra, no cabaré...".

 

Ao TSE, Marcelo Odebrecht diz que Dilma sabia de todas as doações por caixa 2

  • 24 Mar 2017
  • 08:07h

(Foto: Reprodução)

O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira Odebrecht, afirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de março que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia da "dimensão" das doações por meio de caixa 2 feitas pela empresa à campanha da petista à reeleição.A informação foi divulgada pelo site "O Antagonista" e confirmada posteriormente pela TV Globo.O executivo falou ao TSE como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014.Em nota, a ex-presidente Dilma negou as informações, chamou a declaração de "leviana" e pediu que o empresário comprove o que disse ao tribunal (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).Ao ser questionado pelo juiz auxiliar Bruno César Lorencini sobre se teria conversado com Dilma a respeito da campanha de 2014, Marcelo Odebrecht negou.

Ele, porém, disse que a então presidente e candidata à reeleição sabia da "dimensão" das doações e que os pagamentos não constavam da prestação de contas do PT."A Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem doá... quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para [o marqueteiro] João Santana. Isso ela sabia", disse Odebrecht no depoimento.Questionado novamente sobre as doações, dessa vez pelo ministro Herman Benjamin, Marcelo Odebrecht afirmou:"O que Dilma sabia era que a gente fazia, tinha uma contribuição grande – a dimensão da nossa contribuição era grande, ela sabia disso – e ela sabia que a gente era responsável por muitos pagamentos para o João Santana. Ela nunca me disse que sabia que era caixa 2, mas é natural, é só fazer uma... ela sabia que toda aquela dimensão de pagamentos não estava na prestação do partido", disse o empresário.

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Deputados protocolam pedido para criar CPI da Carne Fraca

  • 23 Mar 2017
  • 09:13h

(Foto: Reprodução)

deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Júlio Delgado (PSB-MG) e Ivan Valente (PSOL-SP) protocolaram nesta quarta-feira (22) requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os fatos relacionados à Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.Segundo a PF, fiscais do Ministério da Agricultura recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada em frigoríficos.O pedido de CPI terá que ser analisado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que decidirá se instala a comissão ou se arquiva o requerimento.Pelo regimento interno da Câmara, os pedidos têm que ser despachados por ordem cronológica. O requerimento da CPI da Carne é o oitavo na fila.As regras estabelecem que somente cinco CPIs podem funcionar simultaneamente na Câmara. Atualmente, há duas comissões em andamento, a CPI da Lei Rouanet e a CPI da Funai.O pedido para criar a CPI da Carne Fraca recebeu o apoio de 208 deputados, incluindo integrantes da base aliada.O líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), já havia criticado a articulação da oposição. Para ele, a criação da CPI poderá desgastar o Congresso e atrapalhar o andamento das reformas trabalhista e da Previdência. "Isso pode trazer uma paralisia para o parlamento", disse.

Câmara aprova projeto que permite terceirização irrestrita

  • 23 Mar 2017
  • 06:58h

(Foto: Reprodução)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) por 231 votos a favor, 188 contra e 8 abstenções o texto-base do projeto de lei que autoriza o trabalho terceirizado de forma irrestrita para qualquer tipo de atividade.Os principais pontos do projeto são os seguintes:A terceirização poderá ser aplicada a qualquer atividade da empresa. Por exemplo: uma escola poderá terceirizar faxineiros (atividade-meio) e professores (atividade-fim).A empresa terceirizada será responsável por contratar, remunerar e dirigir os trabalhadores.A empresa contratante deverá garantir segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores terceirizados.O tempo de duração do trabalho temporário passa de até três meses para até 180 dias, consecutivos ou não.Após o término do contrato, o trabalhador temporário só poderá prestar novamente o mesmo tipo de serviço à empresa após esperar três meses.A oposição apresentou seis destaques (proposições para modificar pontos do texto), todos rejeitados. Com isso, o projeto seguirá para sanção presidencial.Dentre os 188 votos contrários à proposta, muitos foram de deputados governistas. Em sete dos principais partidos da base aliada, por exemplo, houve 56 votos contrários. Na bancada do PSDB, 11 votaram contra. No PMDB, partido do presidente Michel Temer, foram 10, além de 7 do DEM, 7 do PP, 10 do PR, 5 do PPS e 6 do PSD, todas legendas da base aliada do governo Enviada ao Congresso pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1998, a proposta já havia sido aprovada pela Câmara e, ao passar pelo Senado, sofreu alterações. 

De volta à Câmara, o texto aguardava desde 2002 pela análise final dos deputados.Em 2015, durante a gestão do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O texto foi enviado para análise do Senado, mas ainda não foi votado.Atualmente, não há legislação específica para regular a terceirização. O entendimento da Justiça do Trabalho é que a prática só é possível em atividades secundárias das empresas, também chamadas de atividades-meio. Atualmente, não são terceirizados trabalhadores das atividades-fim (as atividades principais das empresas).

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Temer recua e exclui servidores estaduais da reforma da Previdência

  • 22 Mar 2017
  • 10:08h

(Foto: Reprodução)

O presidente Michel Temer anunciou nesta terça-feira (21) que a reforma da Previdência atingirá somente servidores federais e trabalhadores do setor privado. Segundo ele, a reforma das previdências estaduais ficará a cargo dos governos dos estados.Após reunião no Palácio do Planalto, ele fez o anúncio ao lado de ministros; do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); dos líderes do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB); e de deputados, entre os quais Carlos Marun (PMDB-MS) e Arthur Maia (PPS), presidente e relator, respectivamente, da Comissão Especial da Reforma da Previdência.A exclusão dos servidores estaduais foi a primeira concessão do governo em relação a mudanças na reforma da Previdência. Integrantes da equipe econômica do governo vêm defendendo a aprovação do projeto no Congresso sem alterações."Surgiu com grande força [na reunião] a ideia de que deveríamos obedecer a autonomia dos estados", disse Temer, após reunião com líderes partidários no Palácio do Planalto. "Reforma da Previdência é para os servidores federais", declarou.O projeto de reforma da Previdência atualmente em tramitação na Câmara só exclui militares das Forças Armadas, bombeiros e policiais militares.De acordo com o presidente, vários estados já começaram a reformular a Previdência estadual.

"Seria uma invasão de competência, que não queremos levar adiante", afirmou. "Sendo assim, funcionários estaduais dependerão da manifestação do seu governo estadual ou governo municipal", complementou."Estou passando ao relator [Arthur Maia] e ao presidente da comissão [Carlos Marun] que logo no dia de amanhã [quarta, 22] todos transmitirão aos membros da comissão que a partir de agora trabalharão com uma previdência voltada para os servidores federais", afirmou Temer.Ao encerrar a fala, Temer deixou o Salão Leste do Palácio do Planalto, local do pronunciamento, sem responder a perguntas. Jornalistas gritaram, indagando se o anúncio era uma "derrota" da equipe econômica, mas o presidente ignorou a pergunta.Pela manhã, durante discurso em um evento voltado a empresários, Temer afirmou que o governo conseguirá aprovar a proposta no Congresso mesmo que com “uma ou outra adequação”.“O Congresso Nacional é o senhor dessa matéria agora. Até porque ela será, virá à luz, por uma emenda à Constituição, que depende apenas da atuação do Congresso Nacional. Mas nós vamos aprová-la. Vamos aprová-la com uma ou outra adequação, quem sabe, mas vamos aprová-la”, declarou.

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Temer diz que reforma da Previdência 'não vai tirar direito de ninguém'

  • G1
  • 15 Mar 2017
  • 14:10h

(Foto: Reprodução)

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (15) que a reforma da Previdência proposta por seu governo e que está em tramitação no Congresso vai evitar que o INSS entre em "colapso" e que, se aprovada, "não vai tirar direito de ninguém.""Nós apresentamos um caminho para salvar a Previdência do colapso, para salvar os benefícios dos aposentados de hoje e dos jovens que se aposentarão amanhã. Isso, parece ser coisa 'será que é para tirar direitos de pessoas?'. Em primeiro lugar, não vai tirar direito de ninguém. Quem tem direito já adquirido, ainda que esteja no trabalho não vai perder nada do que tem", disse Temer durante evento do Sebrae, em Brasília.A declaração foi feita no dia em que várias cidades do país registram protestos contra a reforma da Previdência. Em São Paulo, e na região metropolitana da capital paulista, por exemplo, ônibus e metrô pararam no início da manhã (circulação voltou a funcionar parcialmente por volta das 8h30). O metrô funciona parcialmente ao longo do dia e rodovias foram bloqueadas.

Janot pede ao STF 83 inquéritos para investigar políticos citados por delatores

  • 15 Mar 2017
  • 09:10h

(Foto: Reprodução)

ocurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta terça-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) 83 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos citados nas delações de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht e da petroquímica Braskem (empresa do grupo Odebrecht).Não foram divulgados os nomes dos alvos dos pedidos porque a solicitação tem caráter sigiloso. O procurador-geral pediu a retirada do segredo de Justiça de todo o material entregue nesta terça ao STF, sob o argumento de que é necessário promover transparência e atender ao interesse público.Sete funcionárias da Procuradoria Geral da República chegaram às 17h06 ao Supremo Tribunal Federal com as 11 caixas de documentos para serem protocolados, segundo informou a GloboNews.Os pedidos de abertura de inquérito foram enviados ao Supremo Tribunal Federal porque entre os alvos há autoridades com foro privilegiado, isto é, que só podem ser investigadas (e depois julgadas, se for o caso) com autorização do STF. São os casos de deputados e senadores, por exemplo. Governadores são investigados e julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ).Para os casos de políticos e demais pessoas que perderam o foro privilegiado – integrantes do governo passado, por exemplo –, o procurador-geral fez 211 pedidos de remessa de trechos das delações para instâncias inferiores da Justiça (o chamado "declínio de competência").

No total, a Procuradoria Geral da República fez ao Supremo 320 pedidos, dos quais:83 pedidos de abertura de inquérito 211 pedidos de remessa de trechos das delações que citam pessoas sem foro no STF para outras instâncias da Justiça7 pedidos de arquivamento19 outras providênciasA TV Globo confirmou com várias fontes que a PGR solicitou que o STF autorize abertura de investigações de pelo menos cinco ministros, seis senadores, um deputado e ex-integrantes dos governos Lula e Dilma, inclusive os dois ex-presidentes. Os nomes são os seguintes:

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Idade mínima igual na aposentadoria busca 'equilíbrio' entre sexos, diz Maia

  • 14 Mar 2017
  • 20:07h

(Foto: Reprodução)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta terça-feira (14) a proposta do governo de estabelecer uma idade mínima igual para homens e mulheres se aposentarem como forma de dar às mulheres o equilíbrio que buscam na relação entre os sexos.A reforma da Previdência Social está em discussão em uma comissão especial da Câmara. Pelo texto, os trabalhadores e trabalhadoras só terão direito a aposentadoria a partir dos 65 anos.Contrários a esse ponto alegam que a mulher exerce dupla jornada ao cuidar mais dos afazeres domésticos do que o homem e, por isso, deveria se aposentar mais cedo.“As mulheres querem uma participação mais efetiva no mercado de trabalho, na sociedade, na política, e estão certas, e na hora que o governo caminha para uma reforma da Previdência, é óbvio que o correto é que se caminhe para esse equilíbrio em que homens e mulheres tenham a mesma idade mínima para a aposentadoria”, disse o presidente da Câmara.A reforma da Previdência foi tema de café da manhã que ele ofereceu na residência oficial da presidência da Câmara a um grupo de deputados da base aliada que integram a comissão. Também estava presente o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy.Para Rodrigo Maia, o ideal é que o equilíbrio na relação entre homens e mulheres seja “para tudo”. “Quando se exige maior participação das mulheres no mercado de trabalho, na política, eu acho que, quando se quer caminhar para esse equilíbrio, tem que ser um equilíbrio para tudo”, afirmou.

Maia defendeu os demais pontos da reforma da Previdência e reiterou que espera que o texto seja aprovado no plenário da Câmara (após tramitar pela comissão) até o final de abril. “É um tema polêmico, difícil, mas não podemos fugir a nossa responsabilidade”, sustentou.