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Com interlocução do pré-candidato Thadeu Santana, vereadores brumadenses têm reunião em Salvador com o chefe de gabinete da SETRE

  • Redação Brumado Urgente
  • 16 Abr 2019
  • 15:48h

(Foto: Brumado Urgente)

Em visita a Salvador nesta terça-feira (16), os vereadores brumadenses Rey de Domingão (PSB) que é o líder do prefeito na Casa Legislativa; Wanderley Amorim (PDT) e Palito (PSD) tiveram um encontro com o chefe de gabinete da SETRE - Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Everaldo Augusto, que exerce a presidência do PC do B na Bahia. O encontro teve como interlocutor o jovem advogado brumadense Thadeu Santana (PC do B), que confirmou que irá lançar a sua pré-candidatura a prefeito de Brumado. Muito habilidoso politicamente e com ótimo relacionamento entre as lideranças da capital do minério, Thadeu, que é filho do ex-prefeito Agamenon Santana, vem sendo um bom anfitrião para os políticos de Brumado que vão em busca de avanços e conquistas para o município. Com livre trânsito na política estadual, Santana mostra uma habilidade no diálogo, o que facilita a sua interlocução. Atualmente filiado ao PCdoB, Thadeu Santana, iniciou a sua carreira política na gestão pública estadual, onde atuou na coordenação de Esporte da Bahia e recentemente na coordenação administrativa da Sudesb. Na oportunidade os edis brumadenses conheceram mais de perto os vários projetos da SETRE em especial na economia solidária, na qualificação profissional e na área de esportes. Os vereadores saíram satisfeitos da visita e otimistas sobre a possibilidade de obterem, por meio de projetos apresentados, novas conquistas e investimentos para Brumado.

32% não aprovam e 22% aprovam atuação do Congresso, diz Datafolha

  • 14 Abr 2019
  • 18:01h

Pesquisa Datafolha, publicada na madrugada deste sábado (13) no site do jornal “Folha de S.Paulo”, aponta que 32% dos brasileiros acham que a atuação do Congresso Nacional é ruim ou péssima, 22% aprovam e 41% consideram regular. Segundo o instituto, o índice de aprovação é o maior patamar já aferido em início de legislatura. Em 2015, 11% aprovavam. Em 2007, percentual era de 16%.

Atuação do Congresso

  • Ótimo ou bom: 22%
  • Regular: 41%
  • Ruim ou péssimo: 32%
  • Não sabem: 5 %

O Datafolha ouviu 2.086 pessoas nos dias 2 e 3 de abril em 130 municípios de todo o Brasil. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Em dezembro, o Datafolha perguntou o que a população esperava do novo Congresso: 56% afirmaram ter expectativa ótima ou boa; 28% regular e 8% ruim ou péssima. 8% não souberam responder.

Bolsonaro tem 62% de aprovação entre seus seguidores em redes sociais, aponta Datafolha

  • 09 Abr 2019
  • 20:27h

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (9) pelo jornal "Folha de S.Paulo" aponta que a aprovação do governo Jair Bolsonaro quase dobra quando são considerados apenas os seguidores do presidente nas redes sociais.Neste recorte, 62% dos entrevistados afirmaram ao instituto que consideram até agora o governo "ótimo" ou "bom". Entre os usuários das redes que não acompanham os perfis de Bolsonaro, a taxa de "ótimo/bom" é de 23%. Ao ouvir a população em geral – considerando-se quem segue e quem não segue Bolsonaro em redes sociais, além dos entrevistados que não estão conectados nessas mídias digitais –, 32% disseram que o governo até agora é ótimo/bom, 33%, regular, e 30%, ruim/péssimo. O Datafolha ouviu 2.086 pessoas entre os dias 2 e 3 de abril. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desde a campanha, Bolsonaro aposta na estratégia de se comunicar diretamente com seus eleitores por meio das redes sociais, inclusive, por meio de transmissões ao vivo.

Pesquisa Datafolha: 40% têm expectativa de aumento da corrupção; para 35%, vai diminuir

  • 09 Abr 2019
  • 11:08h

Após três meses do governo Jair Bolsonaro, pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (8) pelo jornal "Folha de S.Paulo" indica que,

  • para 40% dos entrevistados, a corrupção vai aumentar;
  • para 35%, vai diminuir;
  • para 21%, vai continuar como está;
  • 3% disseram que não sabem.

O instituto ouviu 2.086 pessoas entre os últimos dias 2 e 3. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.Em dezembro, a menos de um mês da posse de Bolsonaro e ainda no governo Michel Temer (MDB), o Datafolha apurou que, naquele momento, 58% julgavam que a corrupção iria diminuir e 19% consideravam que iria aumentar.

Por região

A percepção sobre o aumento da corrupção é maior na região Nordeste, segundo a pesquisa Datafolha:

  • Nordeste: 51%
  • Sudeste: 38%
  • Sul: 35%
  • Centro-Oeste/Norte: 35%

Segundo voto declarado

De acordo com o Datafolha, 54% dos que declararam voto em Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial do ano passado julgam que a corrupção vai diminuir; entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), 59% consideram que vai aumentar.

Eleitores de Jair Bolsonaro

  • Vai diminuir: 54%
  • Vai aumentar: 25%
  • Vai ficar como está: 18%
  • Não sabe: 3%

Eleitores de Fernando Haddad

  • Vai aumentar: 59%
  • Vai ficar como está: 24%
  • Vai diminuir: 15%
  • Não sabe: 2%

Votaram em branco, nulo ou nenhum

  • Vai aumentar: 54%
  • Vai ficar como está: 25%
  • Vai diminuir: 18%
  • Não sabe: 3%

“É cada vez mais necessário gritar Lula Livre”, afirma Daniel Almeida

  • Assessoria Parlamentar
  • 08 Abr 2019
  • 10:34h

(Foto: Divulgação)

Um ano após a prisão de Lula, o líder da bancada comunista na Câmara, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), protesta contra o encarceramento político do ex-presidente. “Uma prisão injusta, sem qualquer prova de que o Lula tenha cometido crime. Calaram Lula para tentar calar o nosso povo. É cada vez mais necessário gritar Lula Livre para mostrar que não aceitamos que o Brasil seja vendido”, afirma. O parlamentar denuncia que direitos fundamentais foram negados a Lula. “O direito de concorrer à eleição presidencial ficando cada vez mais evidente que esse era o objetivo daqueles que o condenaram. Não deixam Lula falar com advogados, que tratam do seu processo. Lula também não dá entrevistas, como muitos presos fazem. Cometeram violação de direitos humanos quando não permitiram, que o ex-presidente acompanhasse o velório do seu irmão”. Daniel, que é coordenador da bancada da Bahia na Câmara, fala da importância na formação de uma frente que aglutine os movimentos sociais, populares, forças progressistas em prol do Lula Livre e contra o projeto do atual governo, de conteúdo fascista, que estimula o ódio e  violência e ataca a previdência pública.“Não temos nada o que comemorar nestes 100 dias de governo Bolsonaro, existe um cenário de desconfiança, sem popularidade, que trabalha com uma agenda privatista. É neste momento que estamos, mais do que nunca, nas ruas dialogando com o povo para dizer que Lula é o âncora de um projeto democrático e popular, símbolo da defesa da democracia, dos direitos do trabalhadores e dos mais pobres. Não vamos abandonar essa luta”.

32% aprovam e 30% desaprovam o governo Bolsonaro, diz Datafolha

  • 08 Abr 2019
  • 09:09h

Foto: Isac Nóbrega/PR

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (7) pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL):

  • Ótimo/bom: 32%
  • Regular: 33%
  • Ruim/péssimo: 30%
  • Não sabe/não respondeu: 4%

A pesquisa ouviu 2.086 pessoas com mais de 16 anos, em 130 municípios, nos dias 2 e 3 abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. É a pior avaliação para um presidente da República no início de primeiro mandato desde 1990. Fernando Collor (então no PRN) tinha 19% de reprovação após três meses, contra 16% de FHC (PSDB), 10% de Lula (PT) e 7% de Dilma (PT). A ex-presidente é quem tinha a melhor avaliação: 47% de ótimo/bom em 2011. Lula tinha 43%, contra 39% de FHC e 36% de Collor. Na manhã deste domingo, na entrada do Palácio da Alvorada (residência oficial da Presidência, em Brasília), Bolsonaro foi questionado sobre o resultado da pesquisa. "Datafolha? Não vou perder tempo para comentar pesquisa Datafolha que disse que eu ia perder para todo mundo no segundo turno. Tem um item lá que diz que Lula e Dilma são mais inteligentes do que eu. Valeu Datafolha", afirmou.

Vice Hamilton Mourão diz que 'conta' irá para as Forças Armadas se governo 'errar demais'

  • 07 Abr 2019
  • 20:24h

Foto: Guilherme Mazui/G1

O vice-presidente Hamilton Mourão disse neste domingo (7) em evento nos Estados Unidos que, se o governo Jair Bolsonaro "errar demais", a "conta" irá para as Forças Armadas.Ele fez a afirmação em resposta a uma pergunta sobre a presença de militares no governo durante um painel da Brazil Conference, em Boston, evento organizado por estudantes da Universidade de Harvard e do Massachussetts Institute of Technology (MIT). Neste domingo, foi divulgada pesquisa do instituto Datafolha, segundo a qual a avaliação do governo é a pior de um presidente em início de mandato desde 1990. Questionado por um estudante sobre a possibilidade de a presença de vários militares em cargos e funções de governo "corroer" a “unidade” e a “legitimidade” das Forças Armadas, Mourão afirmou que o governo não pode errar demais. “Se o nosso governo falhar, errar demais – porque todo mundo erra –, mas se errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas. Daí a nossa extrema preocupação”, declarou o vice. Ele também se referiu a uma conversa com Bolsonaro no dia do segundo turno da eleição, depois de confirmada a vitória nas urnas. "E as palavras que o presidente falou no domingo à noite, no dia 28 de outubro, quando fomos eleitos. Ele olhou pra mim e disse assim: ‘Nós não podemos errar’”, afirmou Mourão. O vice-presidente disse que as Forças Armadas "não estão no poder", embora dois militares tenham sido eleitos [Bolsonaro e ele]. “O presidente Bolsonaro, 30 anos fora das Forças Armadas, ele é um político, mais político do que um militar, mas carrega dentro de si obviamente toda aquela formação que nós tivemos”, afirmou. Segundo Mourão, os militares chamados a compor o governo estão todos na reserva, e as Forças Armadas “continuam com a sua missão constitucional de defesa da Pátria”.

Governo Bolsonaro remodela Bolsa Família; programa terá novo nome e 13º salário

  • Bahia Notícias
  • 06 Abr 2019
  • 10:09h

O programa Bolsa Família será remodelado pelo governo Bolsonaro. Entre as mudanças sofridas está a incorporação do décimo-terceiro salário, como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, além de um novo nome. Segundo a Veja, o programa também será expandido.

Receita identifica acesso ilegal a dados de Bolsonaro e familiares e aciona a PF

  • 06 Abr 2019
  • 08:06h

Bernardo Caram | Folhapress

A Receita Federal informou nesta sexta-feira (5) que abriu sindicância para apurar as circunstâncias do acesso de dois servidores a informações fiscais do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal "O Globo". De acordo com a nota da Receita, após ter sido identificado o acesso às informações de Bolsonaro e de familiares do presidente, foi aberta uma sindicância, que concluiu não haver motivação legal para a iniciativa."Por esta razão, a Receita notificou a Polícia Federal ao mesmo tempo em que iniciou procedimento correicional, visando apurar responsabilidade funcional dos envolvidos", diz o texto da nota.Em fevereiro, a Receita Federal abriu investigação interna para apurar o vazamento de documentos em que auditores propunham uma investigação fiscal do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e da mulher dele.

Íntegra da nota

NOTA À IMPRENSA

A Receita Federal informa que, após identificar o acesso a informações fiscais do Sr. Presidente da República e de integrantes de sua família, por dois servidores, o órgão abriu sindicância para apurar as circunstâncias em que esse acesso foi realizado.

A sindicância concluiu que não havia motivação legal para o acesso e, por esta razão, a Receita notificou à Polícia Federal ao mesmo tempo em que iniciou procedimento correicional, visando apurar responsabilidade funcional dos envolvidos.

Não nasci para ser presidente, nasci para ser militar, diz Bolsonaro

  • Daniel Carvalho | Folhapress
  • 06 Abr 2019
  • 07:04h

Daniel Carvalho | Folhapress

Em discurso a servidores durante a inauguração de uma ouvidoria no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (5), Jair Bolsonaro pediu desculpas pelas "caneladas", disse não ter nascido para ser presidente e que seu cargo "é só problema"."Desculpem as caneladas, não nasci para ser presidente, nasci para ser militar. Mas, no momento, estou nesta condição de presidente e, junto com vocês, nós podemos mudar o destino do Brasil. Sozinho não vou chegar a lugar nenhum", afirmou Bolsonaro.Aos funcionários do Planalto, o presidente afirmou que, "daqui a um tempo" será "mortal como todos" e que, em seu cargo, "é só problema"."Não tenho qualquer ambição. Não me sobe à cabeça o fato de ser presidente. Eu me pergunto, eu olho pra Deus e falo: o que eu fiz para merecer isso? É só problema, mas temos como ir em frente, temos como mudar o Brasil."Bolsonaro comentou as declarações em entrevista após a cerimônia. Ele afirmou que sabia das dificuldades do cargo e brincou quando questionado se já havia aprendido a ser presidente."A gente tem que se virar, né? Para não ser engolido."Ainda no discurso, o presidente disse que nunca esperou chegar no posto em que está. Disse que, na eleição, tinha contra ele "imprensa, fake news, tempo de televisão, recurso de campanha".Ouviu de servidores gritos de "amém" e "glória a Deus" e reagiu."Eu até queria fazer uma sugestão, já que falaram amém. Eu sei que o estado é laico, eu sei disso, mas se puder colocar aí o João 8:32, eu agradeceria. Aqui é o local adequado. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", afirmou, antes de cortar a fita de inauguração da ouvidoria.O presidente disse que o Brasil vai deixar de ser "o país da chacota" e criticou a esquerda."Acredito, sem querer ser o salvador da Pátria, apesar de me chamar Messias, que se fosse outro presidente aqui, estaria uma hora dessas conversando com [o ditador Nicolás] Maduro lá na Venezuela. Quando nossos irmãos nem rato tem para comer mais", afirmou o presidente.Bolsonaro também falou que é preciso lutar pela democracia -"temos que lutar pelo bem maior que nós temos, que é a nossa liberdade"- e valorizar "os valores da família"."Quem não quer ter família, sem problema nenhum. Agora, a família existe, é a célula da sociedade. Uma família sadia é uma sociedade sadia, é um país com perspectiva de futuro. Da maneira como vinha sendo tratado até pouco tempo não tínhamos perspectiva de mudar o Brasil", disse Bolsonaro.

De herói a vilão, Lula e seu mandado de prisão são marcos da história do Brasil

  • Fernando Duarte
  • 05 Abr 2019
  • 14:09h

Foi há um ano, no final de um 5 de abril, que os rumos políticos do Brasil tiveram um marco decisivo para as eleições que aconteceriam em outubro de 2018. Um dia antes o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão de que condenados em segunda instância poderiam ser presos para a execução penal. Próximo às 17h daquele dia, o então juiz Sérgio Moro determinou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse preso para cumprir a pena de 12 anos e um mês. As consequências desse episódio ainda não foram totalmente digeridas. O ex-presidente foi preso dois dias depois, após o prazo determinado por Moro, em um apoteótico ato em São Bernardo do Campo, construído com muitos simbolismos para transformá-lo em um mártir. A construção narrativa de que havia perseguição política contra Lula ganhou corpo, porém não tomou a proporção esperada pelo seu entorno. Encarcerado em Curitiba (PR), Lula assistiu de longe a ascensão de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, enquanto a esquerda viu ruir as investidas de um Fernando Haddad tardiamente apresentado como candidato e incapaz de controlar o ímpeto da direita conservadora, que chegou ao poder, pela primeira vez, pela via democrática. Ao longo dos últimos meses, Lula não deixou de ser o maior líder político da história recente do Brasil. No entanto, perdeu completamente a aura mítica que durante tanto tempo teve, ao menos para a esquerda. Os feitos da história do ex-presidente não foram esquecidos. Assim como os eventuais mal feitos durante o tempo em que esteve no poder ou muito próximo a ele. Por essas razões existe tanta controvérsia em torno dele.Se Lula estivesse livre, seria ele presidente do Brasil? Se Lula pudesse ter sido candidato, Bolsonaro chegaria tão forte nas urnas? Se Lula fosse inocente, o Judiciário brasileiro estaria cometendo um irreparável erro? Se Lula fosse culpado, estariam todos aqueles que acreditam nele ludibriados pelo canto de uma sereia? Essas perguntas talvez nunca sejam completamente respondidas. São tantas versões para a verdade – e tantas verdades escondidas – que será preciso gerações para entender o que aconteceu em 2018 no país. O ex-presidente nunca foi apenas um vilão ou um herói. Nesse ponto, ele pode ser equiparado a todos os outros nomes envolvidos nesse trecho da história recente do Brasil. Sérgio Moro, depois de determinar a prisão de Lula, aceitou ser ministro daquele tratado como maior beneficiário do encarceramento do petista. É “bandido” para uns e “mocinho” para outros. Bolsonaro se aproveitou do cenário de terra arrasada da esquerda para chegar ao poder. Enquanto uns o tratam como herói, outros o consideram vilão. Fernando Haddad, considerado a marionete eleitoral de Lula, está do lado “certo” ou “errado”? São tantos questionamentos difíceis de responder. No futuro, quando tivermos amadurecido o suficiente para entender tudo o que se passou, passaremos por revisionismos históricos? Tomara que isso não aconteça. Uma coisa é certa: quando dormimos no dia 4 de abril de 2018, não tínhamos a plena noção do quanto o dia seguinte seria relevante para o Brasil. Este texto integra o comentário desta sexta-feira (5) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM e RB FM.

Bolsonaro sinaliza que pode demitir ministro da Educação na semana que vem

  • 05 Abr 2019
  • 11:13h

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta sexta-feira (5) que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, pode deixar o cargo na segunda-feira (8). "Segunda-feira vai ser o dia do 'fico ou não fico'", disse o presidente na manhã desta sexta em um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. Bolsonaro também declarou à imprensa que "está bastante claro que não está dando certo" o trabalho de Vélez no Ministério da Educação. Segundo ele, "está faltando na gestão" da pasta. "Na segunda tira a aliança da mão direita e, ou vai para a esquerda ou vai para a gaveta." (Jair Bolsonaro) Após a divulgação das declarações de Bolsonaro aos jornalistas, o ministro da Educação foi questionado se sairia do ministério. Em um evento no interior de São Paulo, Vélez disse que "agora não". Sobre a declaração de Bolsonaro, Vélez disse que não tinha sido informado. "Eu, pessoalmente, não tenho notícia disso. Pergunta a quem é de direito, quem falou isso", declarou Vélez.

Ex-prefeito Geraldo Azevedo lança slogan pessoal em seu perfil do Facebook

  • Brumado Urgente
  • 04 Abr 2019
  • 11:31h

O ex-prefeito Geraldo Azevedo vem deixando patente que as suas intenções de irem para a disputa eleitoral em 2020 são irreversíveis (Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O ex-prefeito Geraldo Azevedo que vem despontando como um dos principais nomes da oposição em Brumado fez um lançamento, por meio do Facebook, do seu novo slogan pessoal. “Mudar para Melhor”, foi a frase escolhida o que sugere um claro enfrentamento ao atual prefeito Eduardo Vasconcelos. Azevedo vem dinamizando a sua agenda de visitas, mostrando, como já afirmamos anteriormente, que a sua pretensão de disputar a chefia do executivo brumadense em 2020 é irreversível. O ex-prefeito também irá ampliar o diálogo com todas as correntes oposicionistas no intuito de criar uma coalizão de forças para o pleito municipal. A repercussão do anúncio nas redes sociais foi interpretada por alguns como se Azevedo já estivesse em plena campanha, já que a nova marca se assemelha muito à uma peça publicitária eleitoral., o que gerou a leitura de propaganda antecipada. Ele desmentiu qualquer possibilidade nesse sentido.

Audiência na Câmara termina em tumulto após bate-boca entre Paulo Guedes e deputado

  • 04 Abr 2019
  • 07:04h

A animosidade entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e deputados da oposição levou ao encerramento, na noite desta quarta-feira (3), da audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara destinada à apresentação para os parlamentares da reforma da Previdência.(Na reunião, Guedes defendeu a reforma, dizendo que o governo gasta dez vezes mais com Previdência do que com educação. Afirmou ainda que o sistema atual está "financeiramente condenado" e é "perverso". Também falou sobre o plano de cobrar grandes devedores. A audiência foi encerrada após mais de seis horas de duração, depois de uma confusão que se formou quando o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) afirmou que o ministro age como "tigrão" em relação a aposentados, idosos e pessoas com deficiência, mas como "tchutchuca" em relação à "turma mais privilegiada do nosso país".Imediatamente, deputados começaram a cobrar decoro por parte de Zeca Dirceu. O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), pediu aos parlamentares respeito com o ministro.Fora do microfone, Paulo Guedes se dirigiu a Zeca Dirceu e respondeu: "Você não falte com o respeito comigo. Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a vó".Antes de encerrar a sessão, Felipe Francischini pediu a Paulo Guedes e a Zeca Dirceu que retirassem as palavras.Ainda fora do microfone, o ministro da Economia se dirigiu a Zeca Dirceu e afirmou, apontando o dedo indicador: "Eu respeito quem me respeita. Eu respeito quem me respeita, e você não me respeita. Se você não me respeita, você não merece respeito", afirmou."Infelizmente, tive de encerrar em função de alguns desencontros. No entanto, muitos oradores falaram, muitas perguntas foram feitas, o ministro respondeu a muitos questionamentos. Acredito que a reunião foi muito produtiva, mas infelizmente tive de encerrar um pouco mais cedo em virtude de algumas brigas internas ali", afirmou Francischini.Antes, Guedes e oposicionistas já tinham protagonizado conflitos em outros momentos.Em um desses momentos, houve reclamações e gritaria quando Guedes afirmou que era preciso "internar" quem não considera necessária a reforma da Previdência."Quem acha que não é necessária? É um problema sério. É caso de internamento. Tem que internar", disse.Em outro momento de confusão, Guedes tinha sido questionado sobre os seguintes pontos: o impacto sobre as mulheres mais pobres das mudanças nas regras de aposentadoria; a tributação de lucros e dividendos que incide sobre a parcela mais rica da população; benefícios fiscais para empresas; e regras diferentes para militares.Ao responder às perguntas dos parlamentares, ele se referiu a um exemplo dado por um deputado de uma empregada doméstica e afirmou que, pela regra atual, ela se aposentaria aos 61,7 anos e, pela proposta do governo, aos 62.Quando ainda falava, o ministro foi interrompido pelo líder do PSOL, Ivan Valente (SP). O deputado perguntou desde quando uma empregada doméstica no Brasil consegue ter registro em carteira por tempo suficiente para conseguir 20 anos de contribuição.Nesse instante, se iniciou um tumulto no plenário devido à reação de Paulo Guedes.O ministro afirmou que os oposicionistas estiveram por quatro mandatos no poder e indagou por que eles não votaram a tributação sobre dividendos, e por que “deram dinheiro para empresários” e para a empresa JBS, empresa que esteve no centro de escândalos apontados pela Operação Lava Jato.“Vocês estão há quatro mandatos no poder. Por que é que não botaram imposto sobre dividendo? Por que é que deram benefícios para bilionários? Por que é que deram dinheiro para a JBS? Por que é que deram dinheiro para o BNDES?”, questionou Guedes.Em seguida a essa declaração, parlamentares governistas aplaudiram Guedes, mas ninguém foi ao microfone para defendê-lo. Enquanto isso, oposicionistas gritavam com o ministro.Ao reagir, Guedes afirmou: “Vocês estiveram no governo. Vocês são governo. Nós estamos há três meses. Vocês tiveram 18 anos, 18 anos no poder e não tiveram coragem de mudar, não pagaram nada, não cortaram dividendos. O PSOL nasceu porque eles [PT] fecharam questão”.Em seguida, instalou-se uma confusão na CCJ, com deputados de oposição gritando com o ministro, que, por sua vez, respondeu: “Eu ouvi, eu respeitei a Casa. A Casa não está me respeitando. A Casa não me dá o direito de falar”.Depois de insistir com os deputados para permitir que Guedes falasse, que estava com a palavra, o presidente da comissão, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), ameaçou encerrar a audiência. "Deputados, eu vou encerrar a audiência pública se não houver respeito neste momento", disse Francischini. Sobre militares, o ministro afirmou que, se há privilégios na proposta em relação aos trabalhadores do setor privado e dos civis, que sejam cortados pelo Congresso Nacional. “Cortem vocês. Vocês são o Congresso Nacional. Têm medo de fazer isso? Eu vou dizer para vocês o que eu acho. Eu penso o seguinte: passou o tempo em que a Previdência poderia ter sido um mecanismo, uma fábrica de desigualdades”, declarou. Logo no início da audiência pública, por volta das 15h, houve momentos tensos. O ministro disse que a Previdência é uma “fábrica de desigualdades” e citou os exemplos dos estados de Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, e Minas Gerais, que já enfrentam dificuldades para pagar salários de servidores e aposentados. Nesse instante, ele foi aparteado por parlamentares de oposição – que citaram o sistema previdenciário chileno, cuja previdência social, com sistema de capitalização (similar ao proposto por Guedes), paga benefícios de baixo valor. Na proposta do ministro, porém, está assegurado ao menos um salário mínimo de benefício. O ministro, então, respondeu aos deputados de oposição: “Chile, US$ 26 mil de renda per capita, quase o dobro do Brasil. Acho que a Venezuela está bem melhor”, disse, em tom irônico. “Eu vou falar na hora em que você falar também. Fala mais alto do que eu. Fala alto. Eu não estou ouvindo. A palavra é dos senhores”, disse, enquanto parlamentares de oposição gritavam. Em seguida, porém, o ministro afirmou ter cometido o erro de responder aos deputados. “Eu cometi um erro sério quando respondi a uma indagação de Gleisi [Hoffman, deputada e presidente do PT], mas tentei ser atencioso e respondi. Sou muito respeitoso. Os senhores têm muita familiaridade com esse ambiente, eu não. Os senhores poderiam considerar que eu posso cometer erros. Eu cometi o erro de interagir, eu só deveria ter falado. Então, eu não vou interagir”, afirmou.

Temer, Moreira Franco e mais 12 viram réus na Lava-Jato

  • 02 Abr 2019
  • 19:13h

Foto : Antonio Cruz/Agência Brasil

O ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro e ex-governador do Rio Moreira Franco e outros 12 investigados pela força-tarefa da Lava Jato por desvios na Eletronuclear viraram réus nesta terça-feira (2).O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou duas denúncias feitas pelo Ministério Público Federal na última sexta-feira (29) – nesta terça, outra denúncia foi feita contra Temer e a filha dele, Maristela, pelo MPF de São Paulo (entenda).No total, as denúncias aceitas por Bretas no Rio incluem 14 réus. Seis deles respondem em ambas as denúncias, incluindo Temer, seu amigo João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, e Othon Luiz Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear:

Réus por peculato e lavagem:

  1. Michel Temer
  2. Coronel Lima
  3. Othon Luiz Pinheiro da Silva
  4. Maria Rita Fratezi
  5. José Antunes Sobrinho
  6. Carlos Alberto Costa
  7. Carlos Alberto Costa Filho
  8. Vanderlei de Natale
  9. Carlos Alberto Montenegro Gallo
  10. Carlos Jorge Zimmermann
  11. Ana Cristina da Silva Toniolo
  12. Ana Luiza Barbosa da Silva Bolognanni

Réus por corrupção e lavagem:

  1. Michel Temer
  2. Moreira Franco
  3. Coronel Lima
  4. Othon Luiz Pinheiro da Silva
  5. Maria Rita Fratezi
  6. José Antunes Sobrinho
  7. Carlos Alberto Costa
  8. Rodrigo Castro Alves Neves

Michel Temer chegou a ser preso, em São Paulo, no último dia 21 de março, pela força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro, que investiga o caso. Os agentes também prenderam o ex-ministro Moreira Franco no Rio e o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, e mais sete acusados. Temer ficou preso quatro dias em uma sala da sede da PF, no Centro do Rio. Na última segunda-feira (25), a Justiça determinou a soltura do ex-presidente, a pedido dos advogados entraram com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Na mesma decisão, o desembargador Ivan Athié mandou soltar os outros presos na mesma operação. Sobre a denúncia de desvios na Eletronuclear, a defesa de Michel Temer disse que nada foi provado contra ele e que a prisão "constitui mais um, e um dos mais graves, atentados ao Estado Democrático de Direito no Brasil".