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PEC que proíbe reeleição na AL-BA pode ser derrubada, avalia deputado: 'Depende da Casa'

  • Lucas Arraz / Bruno Luiz
  • 18 Set 2020
  • 15:37h

(Foto: Reprodução)

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) acredita haver espaço para derrubar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe reeleição para presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na mesma legislatura.  Com ambição de permanecer no cargo, o atual comandante da Casa, Nelson Leal (PP), articula nos bastidores a votação de uma outra PEC que poderia restabelecer a possibilidade de dois mandatos na mesma legislatura, o que poderia agraciá-lo com mais dois anos na chefia do Legislativo, até 2022. Nesta manhã, ele admitiu que continuar no cargo "sem problemas" Ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Câmara, que conseguiu se reeleger, avalia que o entendimento da Casa sobre o assunto vai ser determinante na votação de eventual nova PEC. “Depende do entendimento da Casa. Eu fui reeleito porque a Câmara assim permitia. Agora a Assembleia não permite. Para isso, é preciso derrubar uma PEC. A Casa vai entender e se debruçar sobre o assunto”, afirma, em entrevista ao Bahia Notícias.  Para ele, no entanto, não é o momento de discutir o tema. “Vamos tratar desse assunto após as eleições. Acho um desrespeito discutir sucessão na Assembleia neste momento de Covid-19, uma coisa que é no ano que vem. Eu não me permito.” Ainda segundo ele, a bancada de oposição, da qual faz parte, não foi procurada por Leal e nem Adolfo Menezes (PSD), que assumiria a Casa a partir de 2021 conforme acordo selado pelo governador Rui Costa (PT), para debater o tema. Apesar disso, o parlamentar se mostra aberto a votar a favor do atual presidente.  “Tenho relação muito boa com o deputado Nelson Leal, como também tenho com Adolfo Menezes. Não participei desse acordo, não votei nenhum tipo de emenda para acabar reeleição.”

Eventual fracasso de Alcolumbre para reeleição no Senado pode rachar MDB

  • Iara Lemos | Folhapress
  • 13 Set 2020
  • 12:20h

(Foto: Correio Braziliense)

"Se o Davi [Alcolumbre] não puder ser candidato, vai abrir uma discussão forte na bancada do MDB. Hoje, eu vejo mais motivação no Eduardo Gomes e no [Eduardo] Braga para a disputa, mas se colocar a Simone [Tebet] piora a conta para mim e para outros também, que teremos de escolher", diz Bittar.

Eduardo Braga reforça que a única forma de o MDB não partir para a disputa pelo cargo é a manutenção de Alcolumbre no pleito interno.

"Obviamente que, não tendo o Davi, o MDB tem todo o direito de postular nomes para a disputa. É claro que ninguém é candidato de si próprio, mas nome é o que não falta ao MDB", afirma.

Simone Tebet e Eduardo Gomes não quiseram se manifestar. Na última disputa, em 2019, o MDB rachou entre as candidaturas de Tebet e de Renan Calheiros (AL), que acabou levando a melhor, internamente, mas foi derrotado por Alcolumbre.

A Constituição veda reeleições na mesma legislatura, como é o caso agora, mas o presidente do Senado e seus aliados tentam emplacar no Supremo Tribunal Federal outra interpretação, além de não descartarem a saída mais difícil de tentar aprovar uma emenda constitucional.

Ao longo dos últimos meses, Alcolumbre tenta se firmar como a opção de Bolsonaro para se manter por mais dois anos à frente da Casa -- seu mandato vence em janeiro. Ele tem falado constantemente com ministros do STF, ex-presidentes da Ccorte e ex-presidentes da República.

A advocacia do Senado já defendeu no STF que os presidentes da Casa e também da Câmara dos Deputados podem ser reeleitos. O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), no comando da Câmara já por três mandatos consecutivos, diz não ser candidato, mas parlamentares afirmam, nos bastidores, que ele concorrerá caso a Justiça dê sinal verde.

A manifestação do órgão do Senado foi feita numa ação em que o PTB questiona o tema no Supremo.

Já a opção de aprovar uma PEC teria que superar o pouco tempo, já que a eleição é em fevereiro, e a oposição de partidos que almejam não só a cadeira de Alcolumbre, mas a de Maia. Para que a Constituição seja emendada é preciso do voto de pelo menos 60% dos deputados federais e dos senadores, em dois turnos de votação em cada Casa.

A PEC já foi protocolada pela senadora Rose de Freitas (sem partido-ES). A proposta recebeu o apoio de 29 outros senadores, três a mais do que o necessário para que comece a tramitar. Entre os que assinaram estão os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e no Congresso.

A atitude da senadora na busca de assinaturas resultou em uma reação imediata do Podemos, partido que ela integrava, e que chegou a abrir um processo de expulsão da parlamentar.

A legenda é contra a reeleição na Casa. Diante da reação, Rose de Freitas pediu sua desfiliação do partido, e agora é cobiçada por legendas como o PSDB e, inclusive, o MDB.

A PEC que permite a reeleição é polêmica não só entre os parlamentares e tem gerado mobilizações externas. A consulta pública que estava aberta na página do Senado na internet foi retirada do ar na sexta-feira (11), após ser alvo de uma série de críticas.

Movimentos sociais como o Vem para a Rua usaram redes sociais para pedir que seus seguidores votassem contra a tramitação da proposta.

Diante da reação, a página do Senado retirou a consulta, e publicou uma mensagem dizendo que a ferramenta que permite o público votar está "em manutenção".

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'Rouba, mas faz': Padrão exposto por ex-prefeito do Piauí é retrato do Brasil

  • Fernando Duarte
  • 09 Set 2020
  • 08:29h

(Foto: Reprodução G1)

Rouba, mas faz. Essa máxima gerou muitas administrações no Brasil profundo e, infelizmente, deve continuar sendo uma regra nas próximas eleições. A exceção é quando uma gestão permanece incólume, sem qualquer denúncia de malfeito - mesmo que o responsável não esteja pessoalmente envolvido. O ex-prefeito de Cocal (PI), José Maria Monção (PTB), foi ao extremo. “Não roubei o tanto que esse aí”, disse numa referência ao atual prefeito da cidade, sob risos de quem assistiu ao vivo e perplexidade de quem acompanhou a repercussão.

Um daqueles que ri da afirmação do petebista é o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas e um dos avalistas do ingresso do Centrão na base aliada do presidente Jair Bolsonaro. É uma daquelas piadas prontas, que nem precisa de um Marcelo Adnet da vida para provocar gargalhadas de constrangimento. O responsável por ampliar a base do governo no Congresso para evitar eventuais imputações por crime de responsabilidade do presidente se diverte ao ver o sincericídio de Monção.

O ex-prefeito piauiense acabou escrachado nas redes sociais. E com razão. Não é admissível que um homem público trate de maneira tão jocosa o patrimônio de um município. O problema é que Monção é apenas um personagem dessa tragédia cotidiana que assola os rincões do país. A lógica do “rouba, mas faz” é tão parte do dia a dia do brasileiro que naturalizamos ao ponto de não enxergar o quão problemática é a afirmação. Para quem tem pouco acesso à educação - seja ela formal ou cultural -, escolher entre o sujo e o mal lavado não chega a ser uma opção viável.

Em um país cujas oportunidades são ceifadas o tempo inteiro, ouvir que um prefeito roubou menos que outro é algo tão natural que pode provocar burburinho, mas não necessariamente pode impedir que o acusador ou o acusado sejam eleitos reiteradas vezes. Vide a imensa lista de políticos “ficha-sujas” pelos tribunais de contas que conseguem concorrer sub judice e logram êxito nas urnas, independente de terem cometidos crimes contra o patrimônio público. É com pesar que admitimos isso como rotina. Porém em quantas cidades você já ouviu falar que houve uma situação similar?

O ex-prefeito de Cocal cometeu o pecado de ter sido gravado falando essa atrocidade. Caso não fosse disponibilizado nas redes sociais, talvez passasse despercebido. Assim como vai passar despercebido que Ciro Nogueira estava lá atrás, participando dessa festa de lançamento de candidatura. Definitivamente, é difícil prever os roteiros desse Brasil.

E Bolsonaro bota o pé na estrada para 2022. Descobriu que dar dinheiro dá voto

  • Levi Vasconcelos
  • 02 Set 2020
  • 17:49h

(Foto: O Hoje)

É lógico que Jair Bolsonaro já tomou posse pensando na reeleição. Não sinalizou pela mão, como manda a tradição, mas pela contramão, chutando aliados de 2018 que com ele se projetaram, mas poderiam se projetar mais.

E foi aí que nasceram as desditas dele com os governadores de Rio e São Paulo, Wilson Witzel (PSL) e João Dória (PSDB), o primeiro aliado de primeira hora e o segundo do segundo turno, ambos potenciais concorrentes futuros no olhar palaciano.

Witzel, governador do Rio, está hoje em desgraça, atribuindo seu mar de infortúnios a perseguições de Bolsonaro. E este, por sua vez… ‘O Rio está pegando…’, disse rindo.

Mapa da mina

Depois de ter ganhado a mídia por chamar jornalistas de ‘bundões’, ontem ele voltou para anunciar bondades, a extensão do auxílio emergencial.

Se a redução não é boa, a extensão, sim. Bolsonaro viu nas pesquisas que distribuir dinheiro compra simpatias. Era a mesma lógica do PT com o Bolsa Família, que, agora, vai ganhar o nome de Renda Brasil, para tirar a carga genética petista, ampliando o universo de atendidos de 14 milhões, o do Bolsa, para 20 milhões.

Detalhe: na era do PT, se dizia que Lula olhou para a barriga e esqueceu a educação. Se a direção é a mesma, nada de novo. Desde que o colonizador aqui chegou, educar as massas nunca foi prioridade. E No mais, a compra de voto já nasceu com o voto.

Ciro diz que Lula é ‘candidatíssimo’ a presidente em 2020

  • Redação
  • 31 Ago 2020
  • 09:01h

“Lula é especialista em engodo. Se aparecer alguém com mais voto do que o PT, ótimo", afirma | Foto: Reprodução

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) diz que não acreditou na firmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que seria possível ele não ser candidato a presidente em 2022, e vê neste discurso uma estratégia para manter em sua órbita antigos partidos aliados que vêm se afastando. A informação é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época. “Lula é especialista em engodo. Se aparecer alguém com mais voto do que o PT, ótimo. Não mudou nada. Ele diz que pode haver outro candidato se houver outro nome com mais voto. Ora, então Lula é candidatíssimo. Essa frase é aperfeiçoamento do engodo”, afirma o pedetista. Além dos partidos aliados, seria ainda um gesto para outros presidenciáveis. “Ele está percebendo dificuldade do PT nas eleições municipais e precisa disso para segurar a debandada de partidos na órbita do PT, como o PCdoB. Ao fazer isso, está sinalizando para Boulos, Rui Costa, Jaques Wagner, Flavio Dino e eu. São os que têm pretensão e todos estamos caminhando para isolar ele”, diz Segundo Ciro, se Lula for candidato fortaleceria Jair Bolsonaro.“A candidatura dele (de Lula) aperfeiçoa o antagonismo que Bolsonaro precisa para se eleger”, afirma. Sobre o presidente Jair Bolsonaro, Ciro minimiza o crescimento de sua popularidade. “Bolsonaro não sobrevive. Isso é ondinha. Ele permanece com a pior avaliação de todos os presidentes eleitos da redemocratização”.

Otto e Leão: pode haver racha com Rui em 2022? Os dois juram que não

  • Levi Vasconcelos
  • 24 Ago 2020
  • 17:16h

O pós-pandemia vai ser um bom teste. É quando estará em jogo a presidência da Assembleia, hoje com Nelson Leal do PP de Leão | Foto: Vitor Fernandes/Jornal da Grande Bahia

Se em 2022 Rui Costa, governador já reeleito, não poderá postular ao mesmo cargo, João Leão, o vice, também reeleito, idem nos direitos, não tem mais o de ficar onde está. E Otto Alencar acaba seu mandato no Senado.

Tem chances de isso aí dar num racha que vai desaguar em ACM Neto? A pergunta aí nos foi feita pela leitora Clara Santos Meira, da Pituba.

E nós, cara Clara, passamos a bola adiante. Ou melhor, aos protagonistas do caso. Com a palavra Otto Alencar.

— Eu sempre fui homem de construir as convergências, e tudo farei para que assim seja em 2022, marchando adiante com os mesmos aliados.

Com a palavra João Leão:

— Faço minhas as palavras do meu amigo Otto Alencar. Estamos satisfeitos como estamos. E saberemos nos entender bem.

Sem rusgas

Pois é, cara Clara, esse tipo de especulação emerge porque nos meios políticos muito se especula sobre Neto em 2022 como candidato a governador, muito mais competitivo do que já é se contasse com um racha no eixo principal das alianças do entorno de Rui Costa.

Claro que é só especulação (ou a esperança de alguns), mas o fato objetivo é que nem antes da pandemia nem agora, quando ela já está mais perto da vacina do que da agonia, havia qualquer nesga de discórdia.

O pós-pandemia vai ser um bom teste. É quando estará em jogo a presidência da Assembleia, hoje com Nelson Leal do PP de Leão.

Dono de agência de publicidade desafia deputado federal a sexo anal

  • Redação
  • 24 Ago 2020
  • 07:38h

Em live, Vicentinho Júnior (PL), que é pré-candidato a prefeito de Palmas (TO), trocou ofensas com publicitário em redes sociais | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

Uma discussao sobre política que terminou com um convite para sexo anal. Foi isso que ocorreu em uma live nas redes sociais, o deputado federal Vicentinho Júnior (PL), que é também pré-candidato a prefeito de Palmas (TO). Um publicitário que tem contrato com a Prefeitura da capital o desafiou a fazer sexo anal em live comandada por Cinthia Ribeiro (PSDB). Diretor da agência Public, Marcelo Silva respondeu a uma postagem de Vicentinho no Twitter. Na primeira mensagem, acusou o deputado de falar mentiras, que rebateu e confrontou o publicitário, fazendo referência a gastos com publicidade que teriam sido executados pela prefeitura de Palmas. A discussão dizia respeito à suspeita de R$ 12 milhões gastos pela prefeitura em publicidade durante a pandemia do novo coronavírus, enquanto faltavam equipamentos para a área de saúde. O publicitário então subiu o tom com o convite inusitado, mas o bate-boca público não parou por aí. “Deixe de ficar apostando seu fiofó ou desejando o fiofó dos outros aqui”, respondeu Vicentinho, no Twitter. A briga tem como pano de fundo a disputa eleitoral na capital. Vicentinho faz oposição à atual prefeita, que tenta a reeleição. Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Lula diz que PT pode não ter candidato à Presidência em 2022: ‘plenamente possível’

  • 20 Ago 2020
  • 16:40h

(Foto: Reprodução)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (20), em entrevista ao canal da TV Democracia na internet, que o Partido dos Trabalhadores pode não contar com um candidato à Presidência em 2022. “Plenamente possível”.“É plenamente possível que o PT não tenha candidato à Presidência. O PT pode ter candidato à vice. O PT pode ser candidato à outra coisa. Isso é plenamente possível […] É preciso ter um candidato (de esquerda) que tenha habilidade de tratar os partidos com o respeito que os partidos merecem. Não adianta querer brigar com o PT. Não podem querer que o PT abra mão dessa grandeza que o povo lhe deu (nas urnas) a troco de nada. Ou apresenta um candidato maior do que o PT ou não tem chance. As pessoas falam: ‘Olha, eu tenho uma pesquisa que mostra que no segundo turno tem (candidato com) mais voto que o Lula’. Ok, mas, para passar para o segundo turno, tem que passar antes pelo primeiro”, afirmou o ex-presidente.

Feira: Vereador faz ameaça de morte a colega durante sessão

  • BN
  • 07 Ago 2020
  • 11:13h

(Foto: Ascom | CMVFS)

Um vereador de Feira de Santana usou a tribuna da Câmara para fazer ameaça de morte. O caso ocorreu na sessão desta quinta-feira (6). Ao microfone, o edil Ronaldo Almeida Caribé (MDB), o “Ron do Povo”, se referia ao colega Roberto Tourinho (PSB) quando disse: “Se botar Ron para o caixão, depois aguarde que quem mandou não vai não, vai a família toda. Mandei o recado, tá? Deus abençoe e muito obrigado”, declarou. Segundo o Blog do Velame, Ron do Povo teria se incomodado com as críticas de Tourinho à falta de transparência da prefeitura de Feira de Santana. Ainda durante o pronunciamento, Ronaldo Caribé afirmou que Tourinho também seria “malandro” e chegou a fazer outra ameaça. “Se na Micareta você se bater comigo, vamos conversar”, bradou.  Depois que saiu da tribuna, Ron ainda se posicionou na frente de Tourinho, como se quisesse intimidá-lo, o que foi rebatido. “Confesso que não entendi o discurso de ameaças de morte de me bato lá fora. Sobre o atacadão já solicitei diversas vezes que se crie uma CPI e me convoquem, serei o primeiro a falar”, disse.  Ainda na sessão, Ron se desentendeu com o vereador Alberto Nery (PT). Esse não é o primeiro caso de “valentia” do edil. No ano passado, o edil declarou que teve vontade de “matar um” quando criticou o tratamento de agentes de fiscalização na cidade. (veja aqui)

 

Herzem defende Bolsonaro e diz que Rui está politizando o coronavírus: 'Se ele não estivesse, teria liberado a cloroquina e ivermectina'

  • brf
  • 07 Ago 2020
  • 08:47h

(Foto: Reprodução)

O Prefeito de Vitória da Conquista voltou ao rádio e concedeu entrevista a Rádio Sociedade de Salvador na manhã de hoje (sexta-feira). Na oportunidade, o gestor voltou a tecer críticas ao Governador Rui Costa e ao secretário estadual de saúde, Fábio Vilas Boas, com relação ao coronavírus. Segundo o prefeito, quem está politizando a doença é o mandatário petista. “Se ele não estivesse politizando teria liberado o tratamento precoce. Aqui em Conquista temos cerca de 200 médicos que assinaram um documento sendo a favor do tratamento com cloroquina e ivermectina”, explica Herzem, que declarou ser um defensor do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro.

Dívidas da campanha de 2014 do PT-BA podem chegar a R$ 10 milhões, diz jornal

  • BN
  • 29 Jul 2020
  • 10:17h

Foto: Divulgação / PT-BA

Uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil em atrasos de contratos passivos fiscais e tributários acendeu o alerta amarelo dentro do PT da Bahia.  Às vésperas da decisão do Diretório Nacional que definirá, na próxima sexta-feira, quanto será distribuído para cada estado do Fundo Eleitoral 2020, a gestão petista no estado teria sido notificada sobre ações judiciais relacionados a débitos de campanha de 2014. A soma, de acordo com o jornal Tribuna da Bahia, pode alcançar a casa dos R$ 10 milhões e é apontada como motivo da ausência do tesoureiro estadual da legenda, Tássio Brito, nas reuniões do partido.. Nacionalmente, a sigla mais endividada com débitos de campanha é também o PT, com um rombo de cerca de R$ 25 milhões, o que representa 78% do valor total devido por todas as outras agremiações do país. Além dos petistas, o ranking dos endividados apresenta na ponta o Avante (R$ 3,4 milhões), o MDB (R$ 1,1 milhão), o PSDB (R$ 848 mil) e o PCdoB (R$ 712 mil). De acordo com levantamento do Estado de S.Paulo, somente em 2017, os partidos desembolsaram mais de R$ 22,6 milhões com pagamento desse tipo de despesa.  Pela legislação eleitoral, os candidatos têm até a eleição seguinte, ou seja, quatro anos, para quitar todos os débitos de campanha. As diferentes esferas do partido - municipal, estadual e nacional - não têm obrigação legal de assumir essas dívidas, mas é o que costuma ocorrer. Procurado para comentar as dívidas no PT baiano, o presidente estadual Éden Valadares não foi encontrado. 

Acusado de ameaçar adversário, prefeito de Milagres alega ser vítima de armação

  • Redação
  • 27 Jul 2020
  • 16:56h

(Foto: Reprodução)

O prefeito de Milagres, Cézar de Adério (PP), alega ter sido vítima de armação no episódio em que é acusado de ameaçar de morte um pré-candidato a vereador da cidade, Jeferson Andrade, e sua esposa, Jerusa. Ele também nega que um de seus seguranças tenha dado disparo de arma de fogo - o barulho, contido em vídeos divulgados nas redes sociais seria de bombas, segundo o gestor. O caso ocorreu na noite de sábado (25). Em nota enviada ao Bahia Notícias, o gestor traz versão contrária ao que publicou Jeferson Andrade, o pré-candidato, nas redes sociais. Cézar relatou que estava transitando pela Avenida Santo Antônio na noite de sábado, onde reside, quando foi surpreendido com “gritos de ofensa” e parou o carro. “Foi onde Jerusa começou a me ofender com palavras de baixo calão, acabamos discutindo. Houve estouros de bombas, fiquei surpreso sem entender o que estava ocorrendo. Após isso, fui embora. No dia seguinte, tomei conhecimento através das redes sociais que tinha caído em uma armação política com um cenário armado para denegrir [SIC] minha imagem, porque em momento algum desci do carro e nem houve uso de arma de fogo como estão acusando. Foi uma cena totalmente orquestrada com bombas, filmagens”, conta na nota.  O prefeito diz ainda que o casal Jeferson e Jerusa possuem “histórico de armações no município”. Segundo ele, a mulher é funcionária pública do ex-prefeito Raimundo Silva, o Galego, adversário político dele. “O casal terá que provar na justiça as acusações que estão promovendo a meu respeito, salientando que Jeferson Braga é pré-candidato a vereador do município e que responde a várias ações no crime e no cível [SIC] por difamação e injúria sobre minha pessoa. O mesmo casal já praticou essa ação com outros políticos de situação do município”, segue a nota.  “O casal já tem um histórico de armações no município. Jerusa já participou de uma armação feita com o seu namorado, onde forjou uma tentativa de homicídio em uma briga de trânsito, levando a situação até o seu local de trabalho no Posto e Hotel Elite. Outra situação foi com um comerciante local, chamado Judival, onde ela forjou uma agressão feita pelo comerciante. Jerusa foi até o seu comércio e deu um tapa na cara do mesmo e saiu gritando pedindo socorro, como se tivesse sido agredida”, aponta o relato.  Ao Bahia Notícias, a assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que homens do 11º BPM foram acionados através de denúncia, para atender uma ocorrência de ameaça na Avenida Santo Antônio, Centro de Milagres, por volta das 00h, de domingo (26) “Quando chegaram ao local os militares, com apoio da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE)/ Chapada e Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT)/ Rondesp Chapada, fizeram rondas na tentativa de identificar os envolvidos, mas ninguém foi encontrado”, afirma a PM. Ainda de acordo com a corporação, a guarnição orientou que a vítima registrasse denúncia de ameaça na delegacia da cidade. Jeferson relatou à reportagem que não fez o boletim de ocorrência porque a Polícia Civil da cidade seria ligada ao prefeito. 

Após flagra de prefeito em passeata, Justiça proíbe Iguaí de promover eventos

  • 27 Jul 2020
  • 07:16h

Decisão atende a pedido do Ministério Público da Bahia; Ronaldo Moitinho dos Santos esteve em evento com dezenas de pessoas aglomeradas | Foto: Reprodução/TV Bahia

O prefeito de Iguaí, Ronaldo Moitinho dos Santos, foi proibido pela Justiça de realizar, organizar, estimular ou participar de quaisquer eventos que gerem aglomeração de pessoas na cidade do sudoeste da Bahia, enquanto durar a pandemia da Covid-19. A decisão atendeu um pedido do Ministério Público estadual, em ação civil pública ajuizada hoje. A ação, movida pela promotora de Justiça Solange Anatólio do Espírito Santo, traz fotografias e vídeos de evento realizado no último dia 19 no distrito de Altamira, zona rural de Iguaí, com ao menos dezenas de pessoas aglomeradas, cuja promoção teria sido realizada pelo atual chefe do Poder Executivo municipal. A decisão liminar do juiz Fernando Marcos Pereira, publicada na sexta-feira (24), estabeleceu multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento, “sem prejuízo das demais adoções de ações e sanções legais pertinentes, que o caso requer”. Segundo a ação, os boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram que o município apresentava dois dias antes do evento 290 casos confirmados de Covid-19 e oito mortes.  Já até ontem, dia 23, eram 310 pessoas infectadas e dez óbitos causados pela doença. Conforme a ação, o prefeito “promoveu a aglomeração de pessoas, por meio de carreatas e passeatas, sob o pretexto de realizar ações sociais em combate à Covid-19, com doação de alimentos, brinquedos, doces, cestas básicas, ‘Kit Covid’, testes rápidos, etc., contando para efetuar as ações citadas do efetivo auxílio de servidores e funcionários públicos municipais”. Segundo as informações apuradas pelo MP, a carreata contou com dois veículos plotados com a logomarca oficial da Prefeitura, além de carro de som que propagava o slogan “O trabalho não pode parar”. Também teria havido, ao final da manifestação, festa com bebidas alcoólicas, com pessoas dançando sem máscara. A promotora destacou que a manifestação reuniu mais de 50 pessoas, desrespeitando decretos municipal e estadual, e se configurou como “verdadeiro evento eleitoreiro, deixando a população exposta ao contágio pelo vírus, gerando enorme risco para a saúde pública da coletividade”.

Daniel Almeida é apontado como um dos 'cabeças' do Congresso Nacional

  • Redação
  • 17 Jul 2020
  • 10:09h

(Foto: Assessoria Parlamentar)

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) divulgou na quinta-feira (16) uma lista com os nomes dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. Seis parlamentares baianos aparecem na lista – o deputado Daniel Almeida (PC do B) é um dos mais influentes apontou a pesquisa. Também figuram na lista a deputada Alice Portugal (PCdoB), os deputados Afonso Florence (PT) e João Roma (Republicanos), além dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD). Na sua 27ª edição, a lista do DIAP classificou os parlamentares em cinco categorias, de acordo com as habilidades predominantes em cada atuação – debatedores, articuladores/organizadores, formuladores, negociadores e formadores de opinião. Segundo o levantamento, o PT foi considerado o partido mais influente no acúmulo das 27 edições, com 574 parlamentares na lista. Entre os parlamentares mais influentes, 37% são da oposição – PT com 15; PDT com sete, PCdoB, com seis, e do PSB e do PSOL com cinco parlamentares cada, e o REDE com um senador. Apesar de ter elegido a segunda maior bancada, o PSL figura em nono lugar na lista, com cinco parlamentares.

WhatsApp desativa contas ligadas ao PT por prática de spam político

  • Redação
  • 09 Jul 2020
  • 15:47h

(Foto: Reprodução)

O WhatsApp desativou nove contas ligadas ao Partido dos Trabalhadores por envio automatizado de mensagens, o que configuraria spam político. As ações são proibidas pela plataforma. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o PT confirmou ao UOL que as contas começaram a ser desativadas desde 25 de junho. De lá pra cá, quatro canais foram restabelecidos. A movimentação nas contas foi considerada suspeita pelos sistemas de aprendizado de máquina usados pelo WhatsApp. Pessoas de dentro da empresa afirmaram à publicação que cerca de 30 contas, também removidas, foram detectadas direcionando usuários para os perfis do PT. Tratava-se de um movimento coordenado. O Partido dos Trabalhadores disse que contratou uma empresa especializada em disparo em massa de mensagens pelo WhatsApp, a LEADWhats, de Curitiba. A presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, acusou o Facebook, responsável pelo WhatsApp, de ter “um lado”. A punição, então, seria reflexo do descontentamento da empresa diante do PL das Fake News, apoiado pelo PT. A proposta foi aprovada no Senado Federal, e aguarda apreciação na Câmara dos Deputados. Entre as medidas propostas está a obrigatoriedade de as redes sociais pedirem documento e telefone para quem se cadastrar na plataforma. Isso facilitaria o rastreamento da origem de mensagens que viralizem nas redes sociais. Por outro lado, o PL foi votado no dia 30 de junho, após o início do cancelamento das contas. Gleisi afirmou à Folha que o Facebook não é transparente, e o bloqueio das contas ocorreu dias após o início do abaixo-assinado pelo impeachment de Jair Bolsonaro. Em carta enviada à empresa na segunda-feira (6), a petista ameaçou acionar a Justiça, caso o Facebook não responda aos questionamentos sobre o motivo da exclusão das contas. “É importante sabermos do que estão nos acusando. Até agora, Facebook e WhatsApp não mandaram. Se há hipocrisia aqui é da parte deles, que acobertaram milhões de fake news na campanha de 2018, não denunciaram, fizeram vistas grossas a um monte de coisas e agora vem querer dar uma de lisura total. Acho que eles é que têm de explicar a lisura deles. Acho que são pouco confiáveis”, afirmou. Na quarta-feira (8), o Facebook excluiu dezenas de páginas vinculadas à família Bolsonaro e a deputados do PSL, partido pelo qual o presidente se elegeu.