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Eclipse lunar acontece sobre o Brasil esta noite

  • Informações da Agência Brasil.
  • 14 Abr 2014
  • 11:35h

(Foto: AFP)

Para os amantes da astronomia, a madrugada de amanhã (15) é esperada com ansiedade, pois acontece um eclipse total da Lua. O fenômeno poderá ser visto em todo Brasil, mas será melhor percebido na fase final, nas localidades mais a Oeste do país. A Lua, a Terra e o Sol estarão em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra. O astrônomo Jair Barroso, pesquisador do Observatório Nacional, explica que o evento vai começar às 3h, horário de Brasília, quando a Lua já está no lado poente. “O pico do eclipse total acontece por volta das 4h45 e o final [do fenômenos] não vai ser visto em algumas regiões a Leste, porque o dia vai clarear, como no Rio de Janeiro”, diz Barroso. A duração do eclipse total, enquanto a Lua ficar totalmente imersa na sombra da Terra, será de 78 minutos. O nosso satélite natural estará entre a estrela Espiga, a mais brilhante da Constelação de Virgem, e o planeta Marte e apresentará uma tonalidade avermelhada. “Os raios do Sol que atingem a atmosfera da Terra serão refratados e atingirão a Lua. A atmosfera, então, retém o azul violeta no nosso espectro e passa a iluminar a Lua com uma coloração alaranjada escura”, explica o astrônomo do Observatório Nacional. O fenômeno é chamado de Lua Vermelha ou Lua Sangrenta. As pessoas nas localidades mais a Oeste do continente, como os estados de Mato Grosso e Amazonas e o Chile poderão acompanhar o eclipse até o final, antes de clarear o dia. As ilhas do Pacífico e a Austrália também terão uma visão privilegiada do fenômeno. Para Barroso, o desconhecimento sobre o universo é o que desperta essa fascinação pelos eventos astronômicos. “Apesar de toda tecnologia, de termos conseguido mandar naves para o espaço, conhecemos apenas um pedacinho do que nos cerca. Somos muito pequenos e a astronomia nos permite, a cada dia, uma descoberta nova”, conclui o astrônomo.

Esotéricos e religiosos acreditam que o Apocalipse se iniciará na noite desta terça-feira (08)

  • Brumado Urgente
  • 08 Abr 2014
  • 17:52h

(Foto: Reprodução)

Marte, Terra e Sol vão se alinhar no Espaço na noite desta terça-feira (08), um evento conhecido também como “oposição de Marte” que só acontece uma vez a cada 778 dias. Porém, o que faz o acontecimento cósmico marcante é ele anteceder as "luas de sangue", um fenômeno que poderá ser visto da terra na próxima semana e que é interpretado por muitos como um sinal bíblico do fim dos tempos. De acordo com a Nasa, a rara sequência de quatro eclipses lunares (as ”luas de sangue”) é conhecida como tétrade, e será seguida por seis luas cheias. O ciclo começa na semana que vem, no dia 15 de abril, e terminará apenas em 28 de setembro deste ano. Ainda segundo a Nasa, as quatro luas de sangue só foram vistas por três vezes em mais de 500 anos: a primeira vez na Idade Média, em 1493, quando os judeus foram expulsos pela Inquisição Católica na Espanha; a segunda, em 1949, quando o Estado de Israel foi estabelecido na Palestina, e a terceira em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias entre Árabes e Israelenses. Para alguns fiéis, as luas de sangue significam mais que um evento cósmico raro: são um presságio para o “fim do mundo” e o retorno de Cristo à Terra para o Juízo Final. Na passagem bíblica do Livro de Joel, no Antigo Testamento, diz: “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (Joel, 2:31). 

Número de execuções por pena de morte cresce 15% no mundo

  • Da Redação
  • 07 Abr 2014
  • 06:03h

Foto: Reprodução

Relatório divulgado pela ONG Anistia Internacional mostra que as execuções resultantes de pena de morte relatadas ao redor do mundo subiram cerca de 15% no ano passado. Foram 774 pessoas executadas em 22 países. A China lidera a lista, mas o estudo não computa as mortes de centenas de pessoas no país, cujas informações são confidenciais. Uma das nações com maior número de mortos é o Irã, com ao menos 369 execuções. Em seguida, aparecem Iraque (pelo menos 169), Arábia Saudita (79 pelo menos) e Estados Unidos (39).

Sinal dos Tempos: Jovem esfaqueia amiga por ter foto nua publicada no Facebook

  • Informações do Correio
  • 27 Mar 2014
  • 14:31h

(Foto: Reprodução)

Uma jovem mexicana foi morta a facadas em seu quarto no último dia 19, na Cidade do México. Anel Baez, 16 anos, recebeu pelo menos 65 facadas. A suspeita pelo crime é a melhor amiga dela, Erandy Elizabeth, da mesma idade, que foi presa no velório da jovem. A vítima teria publicado uma foto da amiga nua no Facebook. Elizabeth já havia ameaçado Anel pelo Twitter. Ela publicou mensagens como "Posso parecer muito calma, mas, na minha cabeça, eu já matei pelo menos três vezes" e " Eu vou enterrá-la antes que o ano acabe". Amigos de Anel disseram à polícia que elas não se davam bem há algum tempo. Mas, no dia 19, Elizabeth foi até a casa da amiga após saber que ela estava sozinha. Elizabeth pediu para ir ao banheiro e pegou uma faca na cozinha. Anel recebeu 65 facadas em diversas partes do corpo. Segundo o jornal Excelsior, em depoimento, adolescente afirmou que cometeu o crime por vingança. Amigos e familiares da vítima fizeram um protesto para exigir uma punição mais severa contra Elizabeth. Em outubro de 2012, Anel publicou uma foto no Facebook em que dizia "amar" a amiga.

ONU: população precisará de 40% a mais de água em 2030

  • Da Redação
  • 21 Mar 2014
  • 08:06h

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Água (22 de março), a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, em 2030, a população global vai necessitar de 35% a mais de alimento, 40% a mais de água e 50% a mais de energia. Neste ano, as celebrações giram em torno do tema Água e Energia e a relação arraigada entre esses dois elementos foi destaque na reunião da ONU, em Tóquio, para celebrar o dia. Água e energia estão entre os desafios globais mais iminentes, segundo o secretário-geral da Organização Meteorológica Global e membro da ONU-Água, Michel Jarraud, em nota divulgada pela organização. Atualmente, 768 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada, 2,5 bilhões não melhoraram suas condições sanitárias e 1,3 bilhão não têm acesso à eletricidade, de acordo com a ONU. A situação é considerada inaceitável por Jarraud. Segundo ele, outro agravante é que as pessoas que não têm acesso à água tratada e a condições de saneamento são, na maioria das vezes, as mesmas que não têm acesso à energia elétrica. O Relatório Global sobre Desenvolvimento e Água 2014, de autoria da ONU-Água, reforça a necessidade de políticas e marcos regulatórios que reconheçam e integrem abordagens sobre prioridades nas áreas de água e energia. 

Explosão em prédio causa incêndio e isola área em Nova York

  • Yahoo Notícias
  • 12 Mar 2014
  • 11:51h

(Foto: Reprodução/ABC)

Policiais e bombeiros trabalham na cena de uma explosão em um prédio na 116th Street, em Nova York, Estados Unidos. O colapso ocorreu por volta das 9:30 local, 10:30 no horário de Brasília.Até o momento as autoridades anunciaram que pelo menos 11 pessoas se feriram durante a explosão e o incêndio, mas seus estados de saúde não foram divulgados. Os oficiais trabalham no isolamento da região por conta do perigo de desabamentos do prédio incendiado. Por conta da explosão e do incêndio, a linha de metrô que passa pelo local foi desativada e não tem previsão de volta. As causas do incidente ainda não foram divulgadas. Veja transmissão ao vivo (Clique)

Skype diz que informações de usuários estão a salvo de ataque sírio

  • Informações da Reuters
  • 04 Jan 2014
  • 08:19h

Um dia após o Syrian Electronic Army, grupo hacker que apoia o governo sírio, atacar contas do Skype, o serviço de chamadas pela Internet disse que sabia ter sido alvo de um ataque na quinta-feira, mas que nenhuma informação de usuário foi comprometida. Uma mensagem postada na página oficial do Skype no Twitter na quarta-feira dizia: "Não use emails da Microsoft (hotmail, outlook). Eles estão monitorando suas contas e vendendo dados para governos. Mais detalhes logo. #SEA". Mensagens similares foram postadas nas páginas oficiais do Skype no Facebook e em um blog em seu website antes de serem derrubadas mais tarde naquele mesmo dia. O Skype pertence à Microsoft. O Syrian Electronic Army, grupo que suporta o presidente sírio Bashar al-Assad, assumiu depois a autoria pelo ataque. "Nós recentemente tomamos conhecimento que fomos alvo de um ataque cibernético ... Mas isso foi rapidamente restabelecido", disse uma porta-voz do Skype em comunicado na quinta-feira. "Nenhuma informação de usuário foi comprometida", acrescentou. 

Papa admite a importância da internet para a igreja Católica

  • Metro1
  • 07 Dez 2013
  • 16:48h

Foto: Reprodução

O papa Francisco afirmou durante discurso neste sábado, no Vaticano, a importância da internet para a missão da igreja Católica. Para o pontífice, é "indispensável" que a igreja faça uso da internet para difundir o evangélio e encontrar "homens e mulheres reais, que muitas vezes estão feridos ou se sentindo perdidos".O papa Francisco, que já possui uma página nas redes sociais twitter e Facebook, declarou ainda que a igreja deve estar presente na internet, sobretudo para a população mais jovem. De acordo com informações da Agência Estado, Francisco sugeriu à Igreja usar a web para "despertar as perguntas do coração sobre o sentida da existência" e como ponto de encontro entre os cristãos. 

Morre Nelson Mandela, ícone da luta pela igualdade racial

  • Do G1, em São Paulo
  • 05 Dez 2013
  • 20:47h

(Foto: Reprodução)

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, anunciou nesta quinta-feira (5) o atual presidente, Jacob Zuma. Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa. “Ele partiu, ele se foi pacificamente na companhia de sua família”, afirmou o presidente. “Ele descansou, ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.” Conhecido como “Madiba” na África do Sul, ele foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 a 1993. Foram quatro internações desde dezembro. Em abril, as últimas imagens divulgadas do ex-presidente mostraram bastante fragilidade – ele foi visto sentado em uma cadeira, com um cobertor sobre as pernas. Seu rosto não expressava emoção. Em março de 2012, o ex-presidente sul-africano havia sido hospitalizado por 24 horas, e o governo informou, na ocasião, que Mandela tinha sido internado para uma bateria de exames rotineira.

Em dezembro, porém, ele permaneceu 18 dias hospitalizado, em decorrência de uma infecção pulmonar. No fim de março de 2013, ele passou 10 dias internado, também por uma infecção pulmonar, provavelmente vinculada às sequelas de uma tuberculose que contraiu durante sua detenção na prisão de Robben Island (ilha de Robben), onde ficou 18 anos preso, de 1964 a 1982.

Histórico

Ele ficou preso durante 27 anos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, sendo eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais do país. Mandela é alvo de um grande culto em seu país, onde sua imagem e citações são onipresentes. Várias avenidas têm seu nome, suas antigas moradias viraram museu e seu rosto aparece em todos os tipos de recordações para turistas.

Havia algum tempo sua saúde frágil o impedia de fazer aparições públicas na África do Sul - a última foi durante a Copa do Mundo de 2010, realizada no país. Mas ele continuou a receber visitantes de grande visibilidade, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

Mandela passou por uma cirurgia de próstata em 1985, quando ainda estava preso, e foi diagnosticado com tuberculose em 1988. Em 2001, foi diagnosticado com câncer de próstata e hospitalizado por problemas respiratórios, sendo liberado dois dias depois.

Biografia
Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 no clã Madiba no vilarejo de Mvezo, no antigo território de Transkei, sudeste da África do Sul. Seu pai, Henry Gadla Mphakanyiswa, era chefe do vilarejo e teve quatro mulheres e 13 filhos - Mandela nasceu da terceira mulher, Nosekeni. Seu nome original era Rolihlahla Mandela.

Após seu pai morrer em 1927, ele foi acolhido pelo rei da tribo, Jongintaba Dalindyebo. Ele cursou a escola primária no povoado de Qunu e recebeu o nome Nelson de uma professora, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às crianças. Conforme as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental. Na adolescência, praticou boxe e corrida.

Mandela ingressou na Universidade de Fort Hare para cursar artes, mas foi expulso por participar de protestos estudantis. Ele completou os estudos na Universidade da África do Sul. Após terminar os estudos, o rei Jongintaba anunciou que Mandela devia se casar, o que motivou o jovem a fugir e se mudar para Johanesburgo, em 1941.

Em Johanesburgo, ele trabalhou como segurança de uma mina e começou a se interessar por política. Na cidade, Mandela também conheceu o corretor de imóveis Walter Sisulu, que se tornou seu grande amigo pessoal e mentor no ativismo antiapartheid. Por indicação de Sisulu, Mandela começou a trabalhar como aprendiz em uma firma de advocacia e se inscreveu na faculdade de direito de Witwatersrand.

Mandela começou a frequentar informalmente as reuniões do Congresso Nacional Africano (CNA) em 1942. Em 1944, ele fundou a Liga Jovem do Congresso e se casou com a prima de Walter Sisulu, a enfermeira Evelyn Mase. Eles tiveram quatro filhos (dois meninos e duas meninas) – uma das garotas morreu ainda na infância.

Em 1948, ele se tornou secretário nacional do Congresso Nacional Africano (CNA) – no mesmo ano, o Partido Nacional ganhou as eleições do país e começou a implementar a política de apartheid (ou segregação racial). O estudante conheceu futuros colegas da política na faculdade, mas abandonou o curso em 1948, admitindo ter tido notas baixas - ele chegou a retomar a graduação na Universidade de Londres, mas só se formou em 1989 pela Universidade da África do Sul, quando estava preso.

Em 1951, Mandela se tornou presidente do CNA. Em 1952, ele abriu com o amigo Oliver Tambo o primeiro escritório de advocacia do país voltado para negros. No mesmo ano, Mandela foi escolhido como líder da campanha de oposição encabeçada pelo CNA e viajou pelo país, em protesto contra seis leis consideradas injustas. Como reação do governo, ele e 19 colegas foram presos e sentenciados a nove meses de trabalho forçado.

Em 1955, ele ajudou a articular o Congresso do Povo e citava a política pacifista de Gandhi como influência. A reunião uniu a oposição e consolidou as ideias antiapartheid em um documento chamado Carta da Liberdade. No fim do ano, Mandela foi preso juntamente com outros 155 ativistas em uma série de detenções pelo país. Todos foram absolvidos em 1961.
Em 1958, Mandela se divorciou da enfermeira Evelyn Mase e ele se casou novamente, com a assistente social Nomzamo Winnie Madikizela. Os dois tiveram dois filhos.

Em março de 1960, a polícia matou 69 manifestantes desarmados em um protesto contra o governo em Sharpeville. O Partido Nacional declarou estado de emergência no país e baniu o CNA. Em 1961, Mandela tornou-se líder da guerrilha Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), após ser absolvido no processo da prisão de 1955. Logo após a absolvição, ele e colegas passaram a trabalhar de maneira escondida planejando uma greve geral no país.

Ele deixou o país ilegalmente em 1962, usando o nome de David Motsamayi, para viajar pela África para receber treinamento militar. Mandela ainda visitou a Inglaterra, Marrocos e Etiópia, e foi preso ao voltar, em agosto do mesmo ano. De acordo com o jornal “Telegraph”, a organização perdeu o ideal de protestos não letais com o tempo e matou pelo menos 63 pessoas em bombardeios nos 20 anos seguintes.

Mandela foi acusado de deixar o país ilegalmente e incentivar greves, sendo condenado a cinco anos de prisão. A pena foi servida inicialmente na prisão de Pretória. Em março de 1963, ele foi transferido à Ilha de Robben, voltando a Pretória em junho. Um mês depois, diversos companheiros de partido foram presos.         

Em 1963, Mandela e outras nove pessoas foram julgadas por sabotagem, no que ficou conhecido como Julgamento Rivonia. Sob o risco de ser condenado à pena de morte, Mandela fez um discurso à corte que foi imortalizado.

“Eu lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Este é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”, afirmou.

Em 1964, Mandela e outros sete colegas foram condenados por sabotagem e sentenciados à prisão perpétua. Um deles, Denis Goldberg, foi preso em Pretória por ser branco. Os outros foram levados para a Ilha de Robben.

27 anos de prisão

Mandela passou 18 anos detido na ilha de Robben, na costa da Cidade do Cabo, e nove na prisão Pollsmoor, no continente – a transferência ocorreu em 1982. Enquanto esteve preso, Mandela perdeu sua mãe, que morreu em 1968, e seu filho mais velho, morto em 1969. Ele não foi autorizado a participar dos funerais.

Durante o período em que ficou preso, sua reputação como líder negro cresceu e sedimentou a imagem de liderança do movimento antiapartheid. A partir de 1985, ele iniciou o diálogo sobre sua libertação com o Partido Nacional, que exigia que ele não voltasse à luta armada. Neste ano, ele passou por uma cirurgia na próstata e, ao voltar para a prisão, passou a ser mantido em uma cela sozinho.

Em 1988, Mandela passou por um tratamento contra tuberculose e foi transferido para uma casa na prisão Victor Verster. Em 2 de fevereiro de 1990, o presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk reinstituiu o Congresso Nacional Africano (CNA). No dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto e, em um evento transmitido mundialmente, disse que continuaria lutando pela igualdade racial no país.

Prêmio Nobel e presidência

Em 1991, Mandela foi eleito novamente presidente do CNA. Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz em 1993, por seus esforços para trazer a paz ao país.

Mandela encabeçou uma série de articulações políticas que culminaram nas primeiras eleições democráticas e multirraciais do país em 27 de abril de 1994.

O CNA ganhou com 62% dos votos, enquanto o Partido Nacional teve 20%. Com o resultado, Mandela tornou-se o primeiro líder negro do país e também o mais velho, com 75 anos. Ele tomou posse em 10 de maio de 1994. A gestão do presidente foi marcada por políticas antiapartheid, reformas sociais e de saúde.

Em 1996, Mandela se divorciou de Nomzamo Winnie Madikizela por divergências políticas que se tornaram públicas. Em 1998, no dia de seu 80º aniversário, ele se casou com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Em 1999, não se candidatou à reeleição e se aposentou da carreira política. Desde então, ele passou boa parte de seu tempo em sua casa no vilarejo de Qunu, onde passou a infância, na província pobre do Cabo Leste.

Causas sociais

Após o fim da carreira política, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos.

Participou de uma campanha de arrecadação de fundos para combater a Aids que tinha como símbolo o número 46664, que carregava quando esteve na prisão.

Em 2008, a comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows em Londres, que contou com a presença de artistas e celebridades engajadas na campanha. Uma estátua de Mandela foi erguida na Praça do Parlamento, na capital inglesa.

Em novembro de 2009, a ONU anunciou que o dia de seu aniversário seria celebrado em todo o mundo como o Dia Internacional de Mandela, uma iniciativa para estimular todos os cidadãos a dedicar 67 minutos a causas sociais - um minuto por ano que ele dedicou a lutar pela igualdade racial e ao fim do apartheid.

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Violência contra a mulher é 'drama' do nosso tempo, diz ONU

  • Efe
  • 25 Nov 2013
  • 17:09h

Foto: Reprodução

A violência contra as mulheres é um dos “grandes dramas de nosso tempo”, uma “escandalosa” situação que ainda afeta muitas mulheres e meninas, denunciou neste domingo, 24, a ONU por causa do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, realizado nesta segunda-feira, 25 de novembro.“É escandaloso que ainda hoje em dia, para muitas mulheres e meninas, a violência se encontre à espreita, nas esquinas, nos lugares de trabalho ou em suas próprias casas. E frequentemente, a justiça está ausente”, alertou a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Segundo Pillay, em muitos lugares “as mulheres são humilhadas ou intimidadas por denunciar à polícia a violência, particularmente a sexual” e quando o fazem “enfrentam cruéis e insensíveis reações oficiais, que de maneira efetiva impedem todo o acesso à justiça”.

Por isso, a ONU pede aos Estados que, baseado no direito internacional, garantam que seus sistemas de justiça penal “estejam livres de ranços de gênero” em todas as fases de um processo, a investigação, a perseguição, os interrogatórios, a proteção das vítimas e testemunhas, e o pronunciamento de sentenças. “A insinuação de que as mulheres têm uma propensão a mentir e que seu testemunho deve ser tomado com cautela deve ser eliminada, assim como a ideia de que as mulheres incitam a comissão da violência sexual por estar fora à noite ou por se vestirrem de uma maneira em particular”, advertiu a alta comissária. Pillay pediu que o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher seja aproveitado para acabar com “os danosos estereótipos de gênero que ajudam a perpetuar um clima no qual a violência contra as mulheres é considerada aceitável ou merecida”. Segundo a responsável da ONU, a violência contra mulheres ou meninas se perpetuou por séculos de dominação masculina e de discriminação de gênero, uma violência “cimentada em normas profundamente arraigadas socialmente”. “Estas normas só reconhecem valor às mulheres a partir de noções discriminatórias de castidade ou ‘honra’ e são frequentemente usadas para controlar e humilhar não somente as vítimas, mas também suas famílias e comunidades”, explicou.

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