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Entidades denunciam à ONU violações contra parlamentares negras e trans

  • Mônica Bergamo | Folhapress
  • 30 Jan 2021
  • 14:23h

(Foto: Revista Época)

Um grupo de entidades e mandatos políticos enviou nesta sexta-feira (29) um apelo urgente ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciando violações sofridas por parlamentares negras e transexuais eleitas em 2020. O documento é assinado pelas entidades Coalizão Negra Por Direitos, Instituto Marielle Franco, Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra), Justiça Global e Terra de Direitos e pelos mandatos da vereadora Erika Hilton (PSOL), do coletivo Bancada Feminista e do coletivo Quilombo Periférico, todos com cadeira na Câmara Municipal da capital paulista.

O apelo cita denúncias feitas nesta semana pela vereadora Erika Hilton e pela covereadora Carolina Iara (PSOL), ambas eleitas no ano passado. Carolina afirmou que sua casa, na região de Itaquera, na zona leste da capital paulista, foi alvo de ao menos dois tiros na madrugada de quarta-feira (27). A covereadora é a primeira pessoa intersexo eleita no país e integra o mandato coletivo Bancada Feminista, composto por seis pessoas. Segundo imagens de câmera de segurança, um veículo branco chega em frente à casa de Carolina, às 2h07. Cerca de três minutos depois, é possível ver pés caminhando com pressa até o veículo, que é manobrado e sai do local. A vereadora Erika Hilton, por sua vez, abriu um boletim de ocorrência na última quarta-feira depois de ser surpreendida, em seu gabinete, por um homem que se identificou como "garçom reaça".

Esta foi a segunda vez em duas semanas que a parlamentar diz ter sua segurança ameaçada dentro da Câmara. No início de janeiro, a vereadora já havia protocolado uma ação contra 50 pessoas que teriam feito ameaças transfóbicas, racistas e machistas contra ela na internet. "Infelizmente, tais episódios representam um conjunto de atos sistêmicos de violência política que são cotidianamente praticados contra mandatos eleitos de mulheres negras, em especial mulheres negras transexuais, no Brasil", diz a carta enviada à ONU. O apelo ainda cita os casos da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), que foi notificada de pelo menos seis planos que tinham como objetivo sua execução, e o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, também do PSOL, cujos mandantes do crime seguem desconhecidos. "No Brasil, persiste um cenário de permissividade para que assassinatos como o de Marielle Franco continuem ocorrendo, não tendo o poder público agido desde a morte de Marielle para evitar a repetição de crimes políticos tão bárbaros quanto esse às mulheres negras e transexuais que têm sido eleitas para exercer mandatos políticos", segue o texto.

O apelo ao Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU solicita, entre outras demandas, que autoridades do estado de São Paulo providenciem esclarecimentos sobre os casos aos relatores especiais da ONU e que elas se comprometam com a adoção de políticas públicas que garantam a proteção e o exercício de direitos políticos. A ação pede ainda que sejam criados "mecanismos e políticas públicas com objetivo de extinguir a reprodução de todas as formas de violência política que dificultem o engajamento de mulheres negras e transexuais e travestis na política institucional brasileira."

Mais especulador: Presidente da Argentina questiona modelo do capitalismo atual

  • Redação
  • 29 Jan 2021
  • 06:44h

Fernández afirmou que coronavírus revelou e reforçou desigualdades e o modelo econômico vigente criou bloqueios antiéticos | Foto: Diário Vivi La Cidad

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, defendeu que o atual modelo capitalista seja questionado, devido ao caráter “mais especulador do que produtivo”. A declaração foi dada nesta quinta-feira (28), na edição virtual do Fórum de Davos. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, Fernández afirmou que a crise sanitária causada pelo coronavírus revelou e reforçou as desigualdades que temos no mundo e o modelo econômico vigente criou bloqueios antiéticos que vem se manifestado na guerra das vacinas. A Argentina tem negociado vacinas com diferentes laboratórios, embora já tenha iniciado a imunização com a Sputnik V. O presidente argentino aproveitou o momento no fórum para transmitir uma imagem positiva de seu governo em meio à crise. Segundo ele, foram criados 4,5 mil empregos na nova indústria, abertas linhas de crédito às pequenas e médias empresas e distribuído o Ingresso Familiar de Emergência para a população mais vulnerável. Fernández também falou sobre a renegociação da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo ele, em bom caminho, embora sem acordo finalizado. o desafio do presidente é tentar reestruturar o pagamento de dívida de US$ 44 bilhões (equivalente a R$ 238 bilhões) contraída por seu antecessor, Maurício Macri.

Twitter decide suspender conta de Donald Trump permanentemente

  • Redação
  • 09 Jan 2021
  • 11:48h

Conforme a rede social, a suspensão aconteceu 'pelo risco de mais incitação à violência' | Foto: Foto: Tia Dufour/Fotos Públicas

O Twitter decidiu suspender a conta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permanentemente nesta sexta-feira (08). Conforme a rede social, a suspensão aconteceu “pelo risco de mais incitação à violência”  por parte do republicano. Ainda de acordo o Twitter, o presidente desrespeitou as regras da rede. A decisão foi tomada após manifestantes pró-Trump, que não aceitam o resultado das eleições que deu a vitória a Joe Biden, invadirem o Capitólio, como é chamado o Congresso norte-americano. Horas após o episódio, o presidente divulgou um vídeo onde voltava a afirmar que o pleito nos EUA havia sido fraudado. Outras redes sociais, como Facebook e Instagram, também bloquearam as contas de Trump. A decisão seguiria até a transição presidencial, no entanto, Mark Zuckerberg anunciou na quinta (07) que a suspensão continuará até duas semanas após a entrada definitiva de Joe Biden na Casa Branca.

Papa Francisco reaparece em público no Vaticano e pede paz mundial

  • por Folhapress
  • 01 Jan 2021
  • 15:53h

Foto: Reprodução / Twitter

Depois de cancelar sua participação em dois eventos devido a uma dor ciática crônica, o papa Francisco voltou a aparecer em público nesta sexta-feira (1º) no Vaticano.

O pontífice não mostrou nenhum sinal de desconforto nem mencionou seu problema de saúde ao fazer um discurso e uma oração ao meio-dia (8h em Brasília) em um púlpito na biblioteca do Palácio Apostólico, ao lado de uma árvore de Natal e de imagens representando Maria, José e o menino Jesus.

A bênção do meio-dia normalmente é dada de uma janela com vista para a Praça de São Pedro, mas foi movida para um ambiente interno com o objetivo de evitar que qualquer multidão se reunisse e limitar a disseminação do coronavírus.

"A vida hoje é governada pela guerra, pela inimizade, por muitas coisas que são destrutivas. Nós queremos a paz. É um presente", disse Francisco, acrescentando que a resposta à crise global causada pela pandemia de Covid-19 mostra a importância do compartilhamento dos fardos entre a humanidade.

"Os dolorosos acontecimentos que marcaram a jornada da humanidade no ano passado, especialmente a pandemia, nos ensinaram o quanto é necessário nos interessar pelos problemas dos outros e compartilhar suas preocupações."

O líder católico não pôde comparecer às missas marcadas para a noite desta quinta-feira (31) e para a manhã desta sexta -esta foi a primeira vez que ele foi impedido por motivos de saúde de participar de um grande evento desde que se tornou papa em 2013.

Em seu primeiro evento público do ano, Francisco também destacou suas preocupações com Iêmen, país afetado por anos de violência entre uma coalizão liderada pela Arábia Saudita e o movimento Houthi, alinhado ao Irã.

Na última quarta-feira (30), ao menos 22 pessoas morreram e 50 ficaram feridas em um ataque ao aeroporto de Aden, capital temporária do país, que desencadeou novos conflitos entre os dois grupos.

"Expresso minha tristeza e preocupação com a nova escalada de violência no Iêmen, que está causando inúmeras vítimas inocentes", disse o papa. "Vamos pensar nas crianças do Iêmen, sem educação, sem remédios, famintas."

A preocupação com a saúde de Francisco é uma constante no Vaticano. Com seus 84 anos completados em dezembro, o pontífice argentino é considerado integrante dos grupos de risco da Covid-19.

Além da idade avançada, o papa teve uma doença em sua juventude e o tratamento envolveu a retirada de parte de seu pulmão direito, de acordo com informações do livro "Vamos Sonhar Juntos", biografia de Jorge Bergoglio produzida em colaboração com o jornalista britânico Austen Ivereigh.

Pouco antes do Natal, dois cardeais que fazem parte do círculo íntimo do papa, um polonês e um italiano, receberam diagnóstico de Covid-19. O Vaticano ainda não indicou quando Francisco deve ser vacinado contra o coronavírus.

Argentina aprova legalização do aborto

  • BBC News
  • 30 Dez 2020
  • 10:03h

A Argentina se soma ao pequeno grupo de países latino-americanos onde o aborto é descriminalizado | TOMAS CUESTA/GETTY IMAGES

O Senado argentino aprovou na madrugada desta quarta-feira o projeto de lei de legalização do aborto nas primeiras 14 semanas de gestação.

A proposta, que havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em 11 de dezembro, obteve 38 votos a favor, 29 contra e uma abstenção.

Até agora, a Argentina tinha uma das legislações mais restritivas da região sobre o aborto — a interrupção da gravidez só era permitida em casos de estupro ou quando a saúde da mãe estava em risco (permissões semelhante às da lei brasileira).

A votação parlamentar se estendeu pela madrugada, enquanto manifestantes a favor e contra a legalização protestavam em frente ao Congresso, em Buenos Aires.

A proposta tem o apoio do governo do presidente Alberto Fernández, que fez da legalização do aborto uma das promessas de sua campanha eleitoral em 2019.

Há dois anos, em 2018, o projeto passou na Câmara, mas foi rejeitado no Senado, durante a gestão do ex-presidente Mauricio Macri, opositor de Fernández.

A legalização do aborto é uma medida exigida há anos por muitos coletivos de mulheres na Argentina, mas também tem muitos opositores.

Seguro, legal e gratuito

Assim que a lei entrar em vigor, toda gestante poderá ter acesso ao aborto no sistema de saúde, de forma gratuita e segura, até a 14ª semana de gestação.

A nova lei também prevê a possibilidade de interrupção da gravidez por tempo indeterminado para as mulheres grávidas em decorrência de estupro ou que estejam correndo risco de vida, únicas condições em que era permitido até agora.

As menores de 13 anos podem ter acesso ao aborto acompanhadas de pelo menos um dos pais ou representante legal, enquanto adolescentes de 13 a 16 anos só precisarão de autorização se o procedimento comprometer sua saúde, e as maiores de 16 poderão decidir por conta própria.

Manifestantes pró-legalização do aborto comemoram aprovação do projeto de lei

CRÉDITO,FLOR GUZZETTI / REUTERS

Legenda da foto,

Toda gestante poderá ter acesso ao aborto no sistema de saúde, de forma gratuita e segura, até a 14ª semana de gestação

A lei também autoriza a objeção de consciência dos médicos que não queiram participar do aborto, mas desde que encaminhem rapidamente as pacientes para outros profissionais que realizem o procedimento.

Repúdio da Igreja

Um dos argentinos que pareceu se posicionar foi o papa Francisco, que, sem se referir ao debate em seu país, publicou um tuíte afirmando que "toda pessoa descartada é filho de Deus".

Os defensores do direito à interrupção da gravidez argumentam que a possibilidade de aborto legal reduz o risco representado por intervenções clandestinas para as mulheres e permite que tomem decisões conscientes e informadas.

Os países da América Latina têm no geral algumas das legislações mais restritivas sobre aborto.

Países onde é legalizado

Os países latino-americanos que permitem o aborto incondicional nas primeiras semanas de gravidez, de acordo com o prazo estabelecido em suas legislações, são:

- Uruguai;

- Cuba;

- Guiana;

- Guiana Francesa;

- Porto Rico.

Países em que é proibido sem exceções

A proibição sem exceção da interrupção voluntária da gravidez está prevista nos códigos penais de:

- El Salvador;

- Honduras;

- Nicarágua;

- República Dominicana;

- Haiti.

Países em que está sujeito a condições

No restante da América Latina, todos os Estados preveem condições em maior ou menor grau para a interrupção da gravidez.

Paraguai, Venezuela, Guatemala, Peru e Costa Rica têm algumas das leis mais restritivas e só descriminalizam o aborto no caso da vida ou a saúde da gestante estar em risco.

Os demais contemplam condições que vão além do risco de morte ou ameaça à saúde da mãe, embora também com nuances.

Alguns países, como Chile, Colômbia e Brasil, também incluem casos de ??estupro e inviabilidade do feto em seus códigos penais.

Atualmente, o aborto só é permitido no Brasil em caso de estupro, risco de vida para a mãe e feto com anencefalia (neste último caso a autorização foi dada pelo Supremo, em julgamento de 2012).

Além disso, a Bolívia acrescenta a ocorrência de incesto e, no caso de Belize, fatores socioeconômicos.

No Equador, há três causas em que o aborto é permitido: ameaça à vida ou à saúde da mulher, inviabilidade do feto e estupro de mulher com deficiência mental.

No México, cada um dos estados federativos tem sua própria legislação sobre aborto. As restrições variam por estado.

No entanto, apenas na Cidade do México e em Oaxaca é permitido o aborto gratuito e incondicional durante as primeiras 12 semanas de gestação

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Baiana morre em ataque terrorista na França; Rui e Neto lamentam

  • Paloma Teixeira
  • 30 Out 2020
  • 08:06h

Natural de Salvador, vítima tinha 44 anos e morava no país há 30 | Foto: reprodução/redes sociais

Um ataque terrorista com faca na Basílica de Notre-Dame, em Nice, no sul da França, nesta quinta-feira (29), deixou três pessoas mortas. Uma das vítimas era a baiana Simone Barreto Silva, que deixou Salvador há 30 anos para morar no país. Ela tinha 44 anos e deixou três filhos.

Além dela, a polícia também encontrou o corpo de uma mulher de 60 anos, que estava com a cabeça quase separada do pescoço, e ainda um homem de 55 anos. O sacristão da basílica foi identificado como Vincent e ele também quase foi decapitado.

De acordo com o prefeito de Nice, Christian Estrosi, o suspeito teria gritado diversas vezes “Allahu Akbar” (que significa Deus é grande) antes de ser baleado e detido. Ele é de origem tunisiana e havia se mudado para a França há pouco tempo.

Nas redes sociais, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), lamentaram o atentado e manifestaram solidariedade à família de Simone.

“Triste e indignado. Atentado terrorista na França matou Simone Barreto, baiana de Salvador. Ataque covarde contra a liberdade. Que Deus conforte familiares e amigos de Simone e das outras vítimas deste crime bárbaro. Solidariedade à França e ao mundo que defende o amor e a paz”, disse o governador.

“Fica a nossa imensa consternação diante desse crime bárbaro, condenado por todos os líderes mundiais, com os quais nos uniremos agora, na certeza de que o bom senso, a razão e a lucidez irão subjugar a irracionalidade, o fanatismo e a intolerância religiosa”, afirmou o prefeito.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também prestou condolências pela morte de Simone e “bem como aos das demais vítimas, e estende sua solidariedade ao povo e governo franceses”.

Triste e indignado. Atentado terrorista na França matou Simone Barreto, baiana de Salvador. Ataque covarde contra a liberdade. Que Deus conforte familiares e amigos de Simone e das outras vítimas deste crime bárbaro. Solidariedade à França e ao mundo que defende o amor e a paz.

— Rui Costa (@costa_rui) October 30, 2020

Fica a nossa imensa consternação diante desse crime bárbaro, condenado por todos os líderes mundiais, com os quais nos uniremos agora, na certeza de que o bom senso, a razão e a lucidez irão subjugar a irracionalidade, o fanatismo e a intolerância religiosa.

— ACM Neto (@acmneto_) October 30, 2020

Vacina contra Covid-19 não deve ser obrigatória na maior parte do mundo

  • por Folhapress
  • 26 Out 2020
  • 21:03h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

Após sete meses de pandemia, não há notícia de que algum país tenha declarado oficialmente que tornará obrigatória a aguardada vacina contra o coronavírus, que está sendo desenvolvida por 137 fabricantes.

Por ora, em boa parte dos lugares, a discussão sobre uma eventual obrigatoriedade da imunização tem sido vaga, especulativa e conceitual -o que pode, obviamente, mudar quando a vacina estiver disponível.

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, foi o que chegou mais perto: ainda em agosto, ele chegou a dizer que faria a vacina "ser tão obrigatória quanto possível". Mas voltou atrás horas depois, diante de uma torrente de reações negativas por parte da população.

Os vizinhos da Nova Zelândia fizeram circular uma informação de que a imunização seria imposta no país, mas a primeira-ministra, Jacinda Ardern, correu para confirmar que tratava-se de fake news.

Na Malásia, a imprensa especulou que o governo tornaria a vacina obrigatória, mas o ministro da saúde desconversou em mais de uma ocasião quando foi perguntado sobre isso.

Mesmo na Rússia, onde a Sputnik-V já está sendo distribuída, a vacina é obrigatória apenas para os militares. Também em agosto, enquanto o imunizante ainda estava em fase de testes, o governo de Vladimir Putin pressionou professores e médicos a serem imunizados, visando preparar as escolas para a reabertura no início de setembro.

 

Um sindicato de professores, no entanto, fez campanha contra a coação, levantando 1.400 assinaturas em um abaixo-assinado.

O próprio Putin foi vacinado e ofereceu imunização gratuita aos funcionários da Organização das Nações Unidas em seu discurso na Assembleia Geral da entidade, em setembro.

No país mais atingido pela crise sanitária no mundo, em que o presidente Donald Trump promete que vacina está disponível nas próximas semanas, tomá-la ou não também deverá ser uma decisão pessoal -não há leis federais nos EUA que obriguem ninguém a se vacinar, e uma eventual obrigatoriedade nacional ficaria a critério do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças).

Alguns estados americanos, no entanto, exigem que sejam vacinados contra doenças transmissíveis as crianças em idade escolar, os profissionais de saúde e os pacientes e residentes em instalações de saúde.

No Brasil, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chegou a decretar que a vacinação contra o coronavírus no estado seria obrigatória. Três dias depois, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores que a vacina "não será obrigatória e ponto final".

Os principais países da Europa também não devem tornar compulsória uma futura vacina contra a Covid-19, segundo as autoridades de saúde. A maioria deles adota como política recomendação e campanhas de informação para que cada cidadão tome sua decisão. Em alguns, a lei não permite vacinação obrigatória.

A Alemanha, que tem a maior população da União Europeia -82,2 milhões de habitantes-, não adota vacina obrigatórias.

Segundo o Ministério da Saúde, o Comitê Permanente de Vacinação do Instituto Robert Koch está discutindo que categorias serão vacinadas primeiro, e em que ordem.

O país, que tem o mais amplo e um dos melhores sistemas hospitalares da União Europeia, registra também um desempenho melhor que o dos vizinhos no combate à Covid-19.

Desde o começo da pandemia, foram 119 mortos por 1 milhão de habitantes, enquanto a França tem 508, a Itália 610, o Reino Unido, 663 e a Espanha, 732 mortos por 1 milhão de habitantes.

O Reino Unido, segundo país europeu mais populoso, com 66,7 milhões e habitantes, também não adota a vacinação obrigatória. "A ciência deixa claro que as vacinas salvam milhões de vidas e previnem inúmeros casos de doenças, mas operamos pelo sistema de consentimento informado", afirmou o governo britânico.

Segundo o Departamento de Saúde e Assistência Social, "é responsabilidade de todos buscar orientação do sistema público de saúde para obter informações corretas e fazer sua escolha".

O governo disse que, para isso, fornece orientações clínicas sobre todas as vacinas, destacando para quem são adequadas e quais as contra-indicações. "O histórico clínico de um indivíduo e as circunstâncias pessoais são levados em consideração antes de qualquer vacina ser oferecida", disse o departamento.

Na França, a Alta Autoridade de Saúde publicou em julho recomendações para a futura vacinação contra Covid-19, que projeta quatro cenários possíveis.

Em todos eles, os profissionais de saúde e serviço social, idosos e outras pessoas com maior risco de desenvolver formas grave da doença, que levam a hospitalização e morte, serão prioritárias quando houver uma vacina.

Com 63,8 milhões de habitantes, segunda maior população da União Europeia, a França é um dos poucos integrantes do bloco que exige a aplicação de algumas vacinas, de acordo com levantamento da ECDC (agência europeia de doenças transmissíveis).

Dentre os maiores membros da UE, a França é o único em que é compulsória a vacina contra pneumonia (peumoccocus) em crianças. Dos 27 países da União Europeia, só 7 adotam essa regra.

Nenhum dos grandes países obriga a vacinação contra gripe.

Mesmo em casos de vacinas comprovadas contra doenças que podem matar crianças, como sarampo, a maioria dos governos europeus prefere a recomendação incisiva e campanhas de informação.

Optam pela obrigatoriedade a Itália e a França, que, no entanto, diz que ainda é prematuro para discutir qual será a exigência em relação ao coronavírus.

Qualquer decisão sobre vacinação, segundo o governo francês, "será baseada em dados científicos de ensaios clínicos".

Itália, em que algumas vacinas infantis são exigidas, e Espanha não informaram sobre seus planos para a imunização contra a Covid-19.

Já em Portugal, a atual legislação não permite vacinas obrigatórias. O princípio, previsto na Lei de Bases da Saúde e no Código Penal, é o do "consentimento informado": cada cidadão tem a palavra final sobre o que entra no seu corpo.

Em agosto, a Diretoria-Geral da Saúde portuguesa havia levantado a possibilidade de vacinação compulsória como uma exceção num momento de pandemia, mas, segundo advogados do país, isso requer autorização do Legislativo.

Segundo o Ministério da Saúde, a agência nacional de medicamentos deve definir quem receberá as primeiras doses, quando um imunizante estiver disponível.

De acordo com a União Europeia, 12 dos 30 países do bloco e do Espaço Econômico Europeu exigem a vacinação de crianças contra algumas doenças, embora a lista varie.

Há membros com altas taxas de cobertura tanto entre os de vacinação voluntária quanto nos de compulsória. O melhor modelo, segundo a UE, depende de fatores como seus sistemas de saúde, sistemas jurídicos e normas culturais.

Entre as políticas de incentivo adotadas estão campanhas de conscientização, recompensas financeiras para pais ou profissionais de saúde e sanções financeiras ou negação de entrada na escola ou no jardim de infância para os que não se vacinaram, mesmo nos países com imunização voluntária.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que prefere "demonstrar o benefício e a segurança das vacinas, para sua maior aceitação possível, em vez de impor requisitos obrigatórios".

Robin Nandy, chefe de Imunização do Unicef (agência da ONU para a infância) também considera inadequado relacionar vacinação compulsória a um aumento da cobertura vacinal.

Em crítica a pesquisa publicada na revista da Academia Americana de Pediatria, ele afirma que boas campanhas são o principal fator para as altas taxas de vacinação.

Mesmo em países como a Hungria, que prevê multas para a abstenção, o sucesso da imunização se deve a "enfermeiros pediátricos fazem visitas domiciliares aos novos pais, mantêm os filhos registrados e acompanham sua vacinação", escreve Nandy.

"Em nossa opinião, a vacinação obrigatória é uma política que não avalia nem procura aliviar as causas profundas da baixa cobertura vacinal", diz o diretor.

Documento da União Europeia observa também que multas e regras surtem pouco efeito sobre cidadãos que relutam em se vacinar: antivaxxers preferem pagar multas a seguir as recomendações.

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Vantagem de Biden sobre Trump cai 2 pontos percentuais em uma semana

  • por Bruno Benevides | Folhapress
  • 26 Out 2020
  • 19:37h

Foto: Reprodução / Yahoo Notícias

As pesquisas de opinião mais recentes sobre a eleição americana indicam que a vantagem que o candidato democrata, Joe Biden, tinha sobre seu rival republicano, o presidente Donald Trump, encolheu ao longo da última semana.Segundo a média ponderada dos levantamentos calculada pelo site especializado FiveThirtyEight, a diferença entre os dois é de 8,7 pontos percentuais na manhã desta segunda-feira (26).

O democrata aparece com 51,8% das intenções de votos em todo o país, contra 43,1% do republicano. Isso significa que Biden perdeu 2 pontos de vantagem em uma semana — no dia 19, ele tinha 10,7 pontos sobre Trump, a maior diferença entre os dois durante toda a campanha. Apesar disso, o ex-vice de Barack Obama segue como favorito na disputa. Sua vantagem sobre Trump atualmente é 3 pontos superior a que Hillary Clinton tinha sobre o rival há quatro anos.

 

Segundo o mesmo site, o democrata tem 87% de chance de ser eleito o próximo presidente americano —há uma semana, ele tinha 88%—, contra 12% do rival,

Há ainda 1% de chance de nenhum dos dois conquistarem a maioria no Colégio Eleitoral, nome dado sistema indireto que escolhe o presidente americano.

O peculiar sistema eleitoral americano é sempre um desafio para quem quer entender a disputa, já que o vencedor não é obrigatoriamente o candidato mais votado pela população.

Trump, por exemplo, perdeu para Hillary em 2016 no voto popular, mas venceu em um número suficiente de estados para ser eleito presidente no Colégio Eleitoral.

Novamente segundo o FiveThirtyEight, a chance do republicano ser reeleito mesmo se perder o voto popular atualmente é de 9% —a possibilidade do mesmo acontecer com Biden é menor que 1%.

Assim, a chave para vencer a eleição é conquistar os chamados estados-pêndulo, que ora votam em republicanos, ora votam em democratas.

Biden está na frente na maioria deles, mas sua vantagem também caiu. É o caso da Pensilvânia, estado que tem a maior chance de decidir a eleição.

O democrata tem atualmente 5,6 pontos de vantagem sobre Trump ali -há 15 dias, a diferença era de 7,3 pontos.

O mesmo fenômeno ocorre em outros estados importantes, como o Arizona, a Flórida e a Carolina do Norte. Em todos, Biden viu sua vantagem se ampliar durante a primeira metade de outubro e, depois começar a cair.

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Papa Francisco defende união civil entre homossexuais

  • Raul Holderf Nascimento
  • 21 Out 2020
  • 15:39h

(Foto: Reprodução)

Desta vez, por causa de uma filme que entra em cartaz a partir de hoje, na Itália. Nele, o líder religioso diz que os homossexuais precisam ser protegidos por leis de união civil.

O documentário “Francesco” estreia em Roma nesta semana e nos Estados Unidos na semana que vem.

Para muitos, a declaração é a mais aberta que ele já teve até o momento sobre pautas LGBTIs.

“As pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso”, assegura.

“O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma eles são legalmente contemplados. Eu defendi isso”, afirma o líder religioso, em outro trecho.

Apesar da posição mais progressista do Papa Francisco, a doutrina da Igreja sobre o tema permanece igual.

“Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta [aos homossexuais] como depravações graves, a Tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”, trecho do Catecismo da Igreja Católica, número 2357.

Buscas no Google sobre transtornos mentais batem recorde na pandemia

  • Redação
  • 21 Set 2020
  • 10:18h

A expressão "como lidar" esteve presente entre as três perguntas mais buscadas em 2020 | Depressão (Foto: Igreja Plus)

Durante a pandemia da Covid-19 no Brasil, o número de buscas na internet por termos relacionados a transtornos mentais bateu recorde de 98%, em relação a média verificada nos anos anteriores, conforme dados obtidos com o Google pelo jornal O Estado de São Paulo. Recorde de interesse da última década, a pergunta “como lidar com a ansiedade?” obteve crescimento de 33% em relação a 2019. A expressão “como lidar” esteve presente entre as três perguntas mais buscadas em 2020, duas delas estão relacionadas a ansiedade e depressão. Outro questionamento dos brasileiros durante a pandemia que teve alta nas buscas foi sobre o significado de felicidade. Somente no mês de junho, a pergunta teve o maior volume de buscas dos últimos oito anos.

Serviço postal da Casa Branca intercepta correspondência com substância letal

  • 20 Set 2020
  • 07:38h

Foto: Joyce N. Boghosian / White House

Uma correspondência contendo a substância letal ricina e endereçada ao presidente Donald Trump, foi interceptada essa semana pelo serviço postal da Casa Branca. Segundo o G1, informações divulgadas pelo canal CNN revelaram que a carta, que tinha como origem o Canadá, passou por dois testes para atestar a presença da substância.   

Conforme apurado pelo jornal “The New York Times”, o envelope não chegou a ser levado para o centro de distribuição dentro da Casa Branca. Em contato com a agência Reuters, a polícia federal dos Estados Unidos garantiu que o caso não se configuraria como uma ameaça à segurança pública. As autoridades, no entanto, continuarão investigando.      Não é a primeira vez que uma carta contendo ricina é endereçada a um presidente norte-americano. Em 2013, uma correspondência semelhante tinha como destinatário o então presidente Barack Obama. Diante desses riscos, na sede de governo é feito um serviço de triagem para detecção de correspondências suspeitas. 

Equipe baiana vence maratona de programação da Agência Espacial Brasileira

  • Redação
  • 13 Set 2020
  • 08:19h

(Foto: Divulgação)

Formada pelos baianos de Vitória da Conquista, Gabriel de Paula Meira e Antonio Sena Meira, a equipe StrangerBots 404 venceu o Hackathon Espacial da Agência Espacial Brasileira (AEB), uma maratona de programação realizada entre 5 e 6 de setembro, com a participação de 93 grupos de diversos estados brasileiros. O segundo lugar ficou com a equipe RoverMP (GO), enquanto a IFSTARK (SE) garantiu a terceira colocação (clique aqui e veja o resultado completo).  Organizada pela AEB, autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a maratona virtual consistiu em uma experiência científica de controlar um robô em simulação de transporte de materiais para uma base lunar e funcionou como atividade introdutória da 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites do MCTI.  Os integrantes das três equipes terão seus nomes inscritos em um CubeSat (satélite miniaturizado) desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão que, após lançado, será utilizado como retransmissor de sinal para auxiliar na busca de embarcações perdidas no município de Raposa-MA.

Donald Trump anuncia proibição do TikTok nos Estados Unidos; será que o Brasil vai proibir também?

  • Redação
  • 01 Ago 2020
  • 09:49h

(Imagem Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (31) que vai proibir o uso do TikTok no país. As medidas que restringirão o uso da rede social devem ser anunciada neste sábado (1º). “No que diz respeito ao TikTok, estamos banindo-o dos Estados Unidos”, disse o presidente. De acordo com informações do G1, a declaração do presidente é uma reação à preocupação manifestada por autoridades americanas acerca da possibilidade de a plataforma ser usada como ferramenta para espionagem chinesa. Sem antecipar que medidas serão adotadas, Trump disse apenas que poderá usar poderes econômicos emergenciais ou uma ordem executiva parar banir o aplicativo da empresa ByteDance. O The Wall Street Journal e a agência Bloomberg já haviam informado ainda na sexta que Trump determinou a venda das operações americanas do TikTok diante da possibilidade de uso do serviço pela inteligência chinesa. Apesar de funcionários e membros do legislativo americano expressarem preocupação com o TikTok, a empresa responsável pelo aplicativo negou qualquer vínculo com o governo chinês.Nno Brasil ainda não há indícios de um possível bloqueio, mas há quem aposte que o  presidente Bolsonaro irá seguir Trump mais uma vez. É esperar para ver

Morre aos 104 anos Olivia de Havilland, atriz do clássico 'E O Vento Levou'

  • Bahia Notícias
  • 26 Jul 2020
  • 12:12h

Foto: Getty Images

 Morreu neste domingo (26), aos 104 anos, a atriz Olivia de Havilland, imortalizada pelo papel de Melania no filme “E O Vento Levou”, clássico hollywoodiano. Segundo o site da revista norte-americana Entertainment Weekly, a artista, que vivia em Paris, faleceu de causas naturais enquanto dormia.  
 
 Ela ganhou duas estatuetas de ouro do Oscar por sua performance como melhor atriz em "Lágrimas de Mãe" (1947 e "A Herdeira" (1950). Foi indicada outras três vezes, por "... E o Vento Levou" (1939), "A Porta de Ouro" (1941) e "Na Cova da Serpente" (1948).

 No clássico de 1939, ela interpretou Melanie, alvo da inveja da rebelde protagonista Scarlett O’Hara (Vivien Leigh), que cobiça o seu marido, Ashley (Leslie Howard).

 Além dos papéis marcantes na era de ouro do cinema, Olivia de Havilland ficou conhecida por derrubar o "studio system", esquema através do qual os grandes estúdios de Hollywood controlavam totalmente as carreiras dos atores, ditando quais papéis eles deveriam interpretar. 

 Insatisfeita com os filmes que a Warner Bros. a enviava, a atriz entrou com processo contra o estúdio em 1943 e venceu, se livrando do seu contrato e estabelecendo precedente para a ratificação de uma lei trabalhista que impede relações similares entre empregados e empregadores, conhecida até hoje como "Lei De Havilland".

Domínio Mundial: EUA determinam fechamento de consulado chinês; Pequim prepara retaliação

  • Redação
  • 22 Jul 2020
  • 13:12h

Governo norte-americana diz que decisão é para proteção de propriedade intelectual; país asiático vê provocação política | Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos determinou o fechamento do consulado da China em Houston, no estado do Texas, em meio à escalada de tensões entre os dois países. A ordem foi dada nesta quarta-feira (22), segundo informações do jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a publicação, o Departamento de Estado americano disse que a medida é uma resposta a uma série de ações feitas por Pequim que violaram a soberania dos EUA. Segundo o comunicado da pasta, o objetivo é “proteger a propriedade intelectual americana e as informações privadas dos americanos”. Autoridades chinesas condenaram o fechamento do consulado, classificado pelos diplomatas como uma “provocação política que viola gravemente o direito internacional”. “A China condena esta decisão escandalosa e injustificada”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin. Ele pediu que Washington recue na medida e prometeu uma retaliação caso isso não aconteça