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Vazão de usina pode evitar contaminação de óleo no Rio São Francisco, diz ANA

  • Redação
  • 12 Out 2019
  • 08:21h

Nesta semana, foram encontradas manchas de óleo na foz do Rio São Francisco, em Alagoas |Foto: Wikipédia

A Agência Nacional de Água (ANA) disse nesta sexta-feira (11) que existe a possibilidade de se usar as águas do Rio Francisco para evitar a contaminação do próprio rio pela mancha de petróleo avistada em diversas localidades do litoral da Região Nordeste. Nesta semana, foram encontradas manchas de óleo na foz do Rio São Francisco, em Alagoas. Segundo a ANA, existe a possibilidade de aumentar a vazão da usina hidrelétrica de Xingó no Rio São Francisco, na divisa entre Alagoas e Sergipe, de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s), para 1.300 m³/s, caso seja identificado risco de contaminação da água do rio na região próxima à foz pelo óleo disperso no litoral nordestino. Cabe ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificar a possibilidade de contaminação da água do São Francisco. A distância entre a hidrelétrica de Xingó e a foz do rio é de 179 quilômetros. O aumento de volume de água na foz será percebido 50 horas após o aumento da vazão. “Para que o aumento da vazão em Xingó possa acontecer, a água precisará ser liberada pela barragem da hidrelétrica de Sobradinho (BA), a maior na calha do Rio São Francisco, que está a montante [acima] de Xingó e a 747,8 km da foz”, diz nota da ANA. A ANA assegura que o eventual aumento da vazão em Xingó causará incremento na geração hidrelétrica na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, “sem comprometer a segurança hídrica na região”.

Inema e Sema discutem ações para conter óleo no litoral baiano

  • Redação
  • 12 Out 2019
  • 07:48h

Foto: Tiago Dantas/Sema

O Comando Unificado de Incidentes discutiu nesta sexta-feira (11) a limpeza das praias e instalação de barreiras de proteção, evitando o avanço de óleo principalmente em áreas de manguezais e estuários, em resposta às manchas de óleo que chegam ao litoral baiano desde o último dia 4. A criação do grupo é resultado de encontro promovido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). “As equipes técnicas da Sema e do Inema estão acompanhando as ações de mitigação dos danos ambientais, com sobrevoos para identificação de áreas afetadas, resgate de animais atingidos e fornecimento de equipamentos para os colaboradores das limpezas das praias oleadas. A criação deste comando unificado se dá no intuito de juntarmos esforços e potencializarmos nossas ações”, afirmou o secretário da Sema, João Carlos. A proposta do grupo é que as medidas sejam adotadas de forma estratégica, com diversas frentes de ação, incluindo orientação técnica especializada para limpeza dos corais; apoio intensivo aos municípios com menor capacidade de investimento humano e material; estudo para identificar a origem e deslocamento das manchas de óleo; fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) e ferramentas; além de alinhamento sobre o destino adequado do material coletado nas praias.

Área de alertas de desmatamento da Amazônia entre janeiro e setembro é quase o dobro do mesmo período de 2018

  • G1
  • 11 Out 2019
  • 20:02h

Foto: Nacho Doce/Reuters

O ano de 2019 já é o pior desde 2016 na comparação da área com alertas de desmatamento na Amazônia registrados pelo sistema Deter-B, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Divulgado publicamente pela plataforma Terra Brasilis na sexta-feira (11), os dados de setembro mostram que, nos primeiros nove meses do ano, a área com alertas chegou a 7.853,91 km². Esse número é quase o dobro da comparação do mesmo período de 2018: o aumento foi de 92,7%. Considerando todo o ano de 2018, o balanço parcial de 2019 também é maior: o avanço foi de 58,7% – os dados do Inpe mostram que o total da área incluída em alertas entre janeiro e dezembro do ano passado foi de 4.947,40 km². O sistema Deter-B não representa uma estatística oficial de desmatamento; sua função desde que foi criado, em 2004, é produzir alertas expeditos para alimentar as equipes de combate ao desmatamento nas regiões da Amazônia e do Cerrado brasileiros. Os dados do balanço atual, porém, só são comparáveis a partir de 2016, porque em agosto de 2015 o Inpe reformulou a metodologia do sistema, usando satélites com resolução mais alta. Procurados pelo G1, seis dos nove estados da Amazônia Legal afirmaram que tomaram novas medidas em 2019 para conter o desmatamento e também as queimadas, que passam pela decretação de estado de emergência à interiorização de bases de fiscalização e a criação de seus próprios órgãos de geoprocessamento e monitoramento local. Em dois estados, Acre e Amazonas, os governos chegaram a decretar situação de emergência por causa das queimadas (leia mais abaixo). O G1 também procurou o Ministério do Meio Ambiente, mas o órgão não deu retorno até a publicada desta reportagem. Diferenças regionais Apesar de os dados de 2019 já superarem os da série histórica, considerando as realidades locais dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, o avanço dos indícios de desmatamento variou – em dois deles, por exemplo, a área dos alertas caiu na comparação com o ano passado.

Os motivos que levam ao desmatamento também são diferentes em cada local. Autoridades e especialistas ouvidos pelo G1 explicam que, como a Amazônia Legal tem um território de dimensões continentais, as razões por trás da decisão de promover ou não um desmatamento ilegal podem ir desde as condições climáticas à alta do dólar, passando ainda por variações na política de fiscalização e pelo desestímulo à exploração econômica da floresta em áreas que estão sob impasse judicial. "Tem muita gente tomando decisões individuais em uma área do tamanho da Europa que a gente tenta entender em um único número", explica Gilberto Câmara, pesquisador do Inpe na área de geoinformática, análise espacial e ciência do uso da terra. Segundo o especialista, que já foi diretor do Inpe e atualmente dirige o Secretariado do Grupo de Observações da Terra (GEO) em Genebra, na Suíça, nos últimos 25 anos, os dados de monitoramento do órgão mostram que dois picos históricos de desmatamento coincidem com outros eventos da sociedade brasileira: em 1995, 2004 e 2003 – na época, o Deter não existia, e o desmatamento era monitorado apenas uma vez ao ano, por meio do sistema Prodes, também do Inpe. No primeiro caso, Câmara explica que um dos motivos por trás do aumento expressivo de abate de árvores foi a estabilidade econômica do Plano Real. Já em 2003 e 2004, uma das razões apontadas por especialistas é uma reação ao novo governo, que indicava a adoção de novos aparatos de combate aos crimes ambientais. "Foi justamente aí quando o governo disse que não podia ficar refém do Prodes, que vem um ano depois. Ele precisava de um dado quente. Daí nasceu o Deter. O grande objetivo dele é ajudar na fiscalização", diz o especialista.

 

Óleo que atinge litoral nordestino chega à praia de Piatã

  • Informações do Correio 24h
  • 11 Out 2019
  • 08:42h

De acordo com o Secretário Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sérgio Guanabara, a prefeitura de Salvador já aguardava a chegada da substância |Foto: Reprodução/TV Bahia

O derramamento de óleo que atinge litoral nordestino chegou a Salvador. Na manhã desta sexta-feira (11), foram encontradas manchas escuras na praia de Piatã. Ao Correio, o Secretário Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sérgio Guanabara, disse que a prefeitura de Salvador já aguardava a chegada da substância e organizou equipes da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) nas praias de Stella Maris e Itapuã desde às 5h. Diretor de Fiscalização do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Marcos Machado, em entrevista à TV Bahia, informou que o óleo que chegou à capital baiana é o mesmo que atinge outras praias do Nordeste. “O óleo é o mesmo, petróleo cru”, disse. Além da capital, outros sete municípios foram atingidos pelo óleo: Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra. Análise realizada por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) aponta que o material foi produzido na Venezuela. O governo venezuelano, entretanto, nega.

 

Governo brasileiro vai rejeitar ajuda de US$ 20 milhões do G7 para a Amazônia

  • Redação
  • 27 Ago 2019
  • 08:11h

Anúncio da oferta foi feito pelo presidente da França, Emmanuel Macron; Bolsonaro tem discutido com ele nos últimos dias (Foto: Reprodução)

O Palácio do Planalto confirmou na noite da segunda-feira (26) que o governo Jair Bolsonaro decidiu rejeitar a oferta de US$ 20 milhões dos países do G7 (grupo dos países ricos) para ajudar no combate às queimadas na Amazônia. A informação é do jornal O Globo. O anúncio da oferta de dinheiro foi feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Desde a semana passada, Macron e Bolsonaro estão discutindo sobre as queimadas na floresta. A decisão do governo contradiz o que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, havia afirmado na tarde desta segunda. Mais cedo, ele afirmou que toda a ajuda era bem-vinda. — Quem vai decidir como usar recursos para o Brasil é o povo brasileiro e o governo brasileiro. De qualquer forma, a ajuda é sempre bem-vinda — disse em evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi).

Amazônia: governo libera R$ 38,5 milhões para combate a queimadas

  • informações do G1
  • 25 Ago 2019
  • 07:43h

Foto: Reprodução/Youtube Foto: Reprodução/Youtube

Foi aprovada no sábado (24), pelo Ministério da Economia, a liberação de R$ 38,5 milhões para o combate de queimadas na região da Amazônia. O descontingenciamento, de acordo com a pasta, atende a um pedido feito na sexta-feira (23) pelo Ministério da Defesa e será imediato. O ministério afirmou em nota que “está acompanhando a evolução do tema e tomará as providências necessárias, em conjunto com a Defesa, para atender plenamente o comando presidencial”, citando o decreto de Bolsonaro que autorizou uso das Forças Armadas no combate aos incêndios. Segundo o portal G1, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, havia dito que esperava um desbloqueio de R$ 28 milhões. O dinheiro foi reservado para ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), como é o caso do combate ao fogo na Amazônia. “Esse dinheiro, se descontingenciar, dá para o início, para o primeiro mês”, afirmou Azevedo e Silva. “Está combinado [o desbloqueio]. Eu estou numa fase que só acredito quando abro o cofre e vejo”, ressaltou.

Brasil vira manchete pela destruição, diz Rui Costa sobre a Amazônia

  • Redação
  • 23 Ago 2019
  • 15:34h

(Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

O governador Rui Costa (PT) afirmou nesta sexta-feira (23) lamentar a repercussão negativa do Brasil mundo afora em razão da destruição da Amazônia e da postura do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de relativizar o crescente desmatamento na região. “Enquanto o mundo clama por resoluções sustentáveis, o Brasil vira manchete pela destruição da Amazônia, um dos mais importantes biomas do planeta. A Bahia lamenta e une-se ao mundo em defesa desse patrimônio. Pedimos soluções urgentes e oferecemos nosso apoio e oração”, escreveu o governadorem suas redes sociais. Para Rui Costa, a floresta amazônica não deve ser tratada como uma questão político partidária. “É uma questão nacional. É mesmo uma questão mundial. Temos que estar atentos e buscar soluções responsáveis. O Brasil deve se unir em defesa da vida”, acrescentou Rui Costa.

 

"Não estamos ficando doentes, estamos sendo envenenados"

  • VivaGreen | Brasil sem Vacinas
  • 09 Jul 2019
  • 09:36h

Nas últimas semanas, duas grandes organizações médicas emitiram avisos separados sobre substâncias químicas tóxicas nos produtos que nos rodeiam. As substâncias não estão regulamentadas, dizem eles, e estão ligadas ao câncer de mama e próstata, deformidades genitais, obesidade, diabetes e infertilidade. “A ampla exposição a produtos químicos tóxicos ambientais ameaçam a reprodução humana saudável”, diz a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, advertiu em um comunicado no mês passado. Os avisos são um lembrete de que a indústria química herdou o manto da indústria do tabaco, minimizando a ciência e a resistência à regulação de maneira que causam danos devastadores para os cidadãos inocentes. Na década de 1950, os pesquisadores achavam que os cigarros causavam câncer, mas o sistema político demorava a dar uma resposta. Agora, o mesmo está acontecendo com produtos químicos tóxicos. O foco da federação ginecológica é sobre os produtos químicos que imitam os hormônios sexuais e muitas vezes confundem o corpo. Desreguladores endócrinos são encontrados em pesticidas, plásticos, cosméticos, xampus e recibos dos registo de dinheiro, alimentos e inúmeros outros produtos.

“A EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS TÓXICOS DURANTE A GRAVIDEZ E LACTAÇÃO É ONIPRESENTE”, disse a organização, acrescentando que as mulheres

grávidas quase em todos nos Estados Unidos tem pelo menos 43 contaminantes químicos diferentes em seu corpo. Um relatório do Instituto Nacional do Câncer constata que “UMA QUANTIDADE PREOCUPANTE DE BEBÊS NASCEM PRÉ-POLUÍDOS”.

Este aviso foi escrito por especialistas do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, a Organização Mundial de Saúde, o Royal College de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha e outros grupos similares. Estes profissionais médicos estão na linha de frente. Eles são aqueles que tratam as mulheres com cancro da mama. Ambas são condições associadas à exposição precoce aos desreguladores endócrinos. Casos crescentes de hipospadia, um defeito de nascença em que as crianças nascem com uma abertura uretral no lado do pênis.

A outra grande organização emitiu recentemente um aviso, a Endocrine Society, a associação internacional de médicos e cientistas que trabalham com o sistema hormonal. “Novas evidências ligam distúrbios endócrinos a exposição de químicos, e estão entre as maiores ameaças à saúde pública enfrentados pela sociedade – DIABETES E OBESIDADE”, disse ele a Endocrine Society ao anunciar um relatório de 150 páginas.

Ele acrescentou que há “evidência crescente” que os produtos tóxicos geram a infertilidade, câncer de próstata, testicular, da mama, uterino, do ovário e problemas neurológicos. Às vezes, esses problemas surgem aparentemente em adultos por causa de exposições décadas anteriores em fases fetais.

“A AMEAÇA É PARTICULARMENTE GRANDE QUANDO EXPOSTOS NASCITUROS”, disse o Endocrine Society. Tracey J. Woodruff, da Universidade da Califórnia, San Francisco diz: “Um mito sobre produtos químicos é que o governo dos EUA garante que eles são seguros antes de entrar no mercado.” Na verdade, a maioria são considerados seguros, a menos que se prove o contrário.

Dos 80.000 ou mais produtos químicos em produção hoje no comércio mundial, apenas uma pequena parte foi analisado de forma rigorosa para a segurança. Mesmo quando uma substância foi removida por razões de saúde, o produto de substituição pode ser tão ruim quanto antes. “É frustrante ver a mesma história uma e outra vez”, disse o professor Woodruff. “Os estudos em animais, in vitro e estudos em humanos testes iniciais mostram que os produtos químicos causam efeitos adversos A indústria química diz.” Esses estudos não são bons, e pedem para ser exibido com a evidência humana. A evidência humana leva anos e exige que as pessoas fiquem doentes. “Nós não devemos ter que usar o público como cobaias”.

Europa está se movendo para testar produtos químicos antes de entrar no mercado, mas nos Estados Unidos é muito lento por causa do poder do lobby químico. A legislação de segurança química depende do Senado que exigiria a EPA para iniciar uma avaliação da segurança de produtos químicos apenas 25 nos primeiros cinco anos – e legislação da Câmara não é muito melhor. “Há quase infinita o paralelismo com a indústria do cigarro”, diz Andrea Gore, professor de farmacologia na Universidade do Texas em Austin e editor da revista Endocrinology.

Por agora, os especialistas dizem que a melhor abordagem é que as pessoas tentam se proteger. Especialmente as mulheres que estão grávidas ou podem se tornar grávidas e para as crianças jovens, tentem comer alimentos orgânicos, reduzir o uso de plásticos, recibos de caixa registadora toque tão pouco quanto possível, tentar evitar retardadores de chama sofás e ver as guias para consumidor http://www.ewg.org.

O Lobby químico lançou o equivalente a U$D 121.000 para cada membro do Congresso no ano passado, por isso esperam que as empresas químicas ganhem muito dinheiro, enquanto que mais meninos nascem com hipospádia e mais mulheres morrem desnecessariamente de câncer de mama.

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Brumado: Moradores da Fazenda Sucuruiú fazem grave denúncia de crime ambiental; veja vídeo

  • Brumado Urgente
  • 28 Jun 2019
  • 14:47h

O local onde o suposto crime ambiental estaria ocorrendo (Foto: Brumado Urgente)

Os crimes ambientais continuam sendo um dos grandes vilões das comunidades rurais da região do semiárido, já que, os mesmos são responsáveis pela degradação do bioma da caatinga. Em Brumado, devido à falta de uma fiscalização ambiental, esse tipo de ação devastadora é praticado de forma avassaladora, tanto que em alguns locais do município já não se encontram mananciais, provocando uma grande procura às empresas que perfuram poços artesianos. A redação do Brumado Urgente recebeu uma nova denúncia de crime ambiental, desta feita na Fazenda Sucuruiú, que fica próximo ao Distrito de Umburanas. 

As marcas do maquinário que está sendo utilizado para a retirada da areia estão patentes (Foto: Brumado Urgente)

Segundo os moradores do local, autores da denúncia, um proprietário rural vem retirando, por meio de um maquinário, um grande volume de areia do leito do Rio Brumado, o que irá causar um eminente assoreamento, que trará grandes prejuízos ambientais para a região. Ainda segundo eles já foi feita uma denúncia ao Ministério Público que foi apurar o caso, mas mesmo com a notificação do acusado, ele continua a pegar a areia, só que agora no período noturno. Eles apelam aos órgãos ambientais e ao INEMA para que medidas urgentes sejam tomadas antes que a destruição ambiental possa ser irreversível. Eles enviaram um vídeo que mostra bem a gravidade da situação, assista:

MPF abre procedimento para apurar possível contaminação do Rio São Francisco, na BA, por rejeitos de Brumadinho

  • informações do G1 Bahia
  • 27 Jun 2019
  • 17:32h

Rio São Francisco, na Bahia — Foto: Edgardo Pessoa Filho / SAAE

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para apurar possíveis impactos no Rio São Francisco e afluentes, na Bahia, decorrentes do rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em janeiro de 2019. O procedimento foi instaurado na última segunda-feira (24), conforme portaria publicada no Diário Eletrônico, assinada pelo procurador da República, Adnilson Gonçalves da Silva. O inquérito foi instaurado após a realização de uma audiência pública em Bom Jesus da Lapa, na região oeste do estado, em abril. Na ocasião, segundo o MPF, se discutiu a “situação de Brumadinho, com potenciais impactos no Rio São Francisco e afluentes no território baiano”. O órgão aponta que ficou esclarecido que os rejeitos (lama) da barragem de Brumadinho não haviam atingido, naquele momento, o Rio São Francisco na altura dos municípios baianos, mas que, por outro lado, haveria monitoramento constante de diversos órgãos. A instauração do procedimento administrativo, conforme o MPF, tem o objeto de acompanhar a situação para apurar se houve ou ser haverá alguma contaminação do rio futuramente.

Universidade cria técnica que identifica uso de agrotóxicos em frutas

  • Redação
  • 26 Mai 2019
  • 07:31h

Foto: Carol Garcia/ GOVBA

Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG) possibilitará, a produtores e autoridades sanitárias, identificar e mensurar o uso de agroquímicos – em especial pesticidas e fungicidas – nas frutas e legumes consumidos no país. Segundo pesquisadores, a técnica poderá ser usada também para checar se os produtos enviados ao exterior estão em conformidade com a legislação estrangeira no que se refere a agrotóxicos. O orientador da tese, professor do Instituto de Química da UFG, Boniek Gontijo, explica que a técnica permite, também, evitar “as discrepâncias entre a quantidade sugerida nos rótulos de agrotóxicos e a quantidade suficiente para que o agroquímico exerça sua função. Em geral, eles sugerem uma quantidade maior do que a necessária, com o objetivo de aumentar seus lucros”, justificou o professor.

Desenvolvida em parceria com a Louisiana State University (EUA), a técnica foi usada, inicialmente, para identificar o nível de penetração do fungicida imazalil em maçãs.

“Constatamos que a substância penetra além da casca da fruta, atingindo em pouco tempo suas estruturas internas, o que pode prejudicar a saúde do consumidor, mesmo que a casca seja lavada”, disse à Agência Brasil o orientador do estudo.

Molécula não é degradada pela luz

“Ao contrário do que é dito nas especificações do fungicida, sua molécula não é degradada pela luz e, com isso, acaba penetrando na fruta”, acrescentou, referindo-se especificamente ao imazalil, utilizado para inibir o desenvolvimento de fungos, postergando o apodrecimento do produto.

Contatada pela Agência Brasil, a Associação Brasileira dos Produtores de Maça (ABPM) informou que este fungicida não é usado nos produtos nacionais.

“O ingrediente ativo Imazalil, apesar de estar registrado para uso em pós-colheita, não é utilizado na cultura da maçã no Brasil. Ademais, segundo relatório da Anvisa, publicado em 2016, de 764 amostras enviadas para análise de resíduos, apenas 0,65% ou 5 amostras detectaram a presença de resíduos de Imazali”, explica o diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque.

Ele acrescenta que, para fazer o levantamento, a Anvisa coleta amostras na gôndolas de supermercados, o que inclui maçãs nacionais e importadas. “Portanto, relacionamos a detecção da substância em 5 amostras à fruta importada”, afirmou. Segundo Moisés Albuquerque, de cada 10 maçãs consumidas no Brasil, 9 foram produzidas em solo brasileiro.

A Agência Brasil confirmou que as maçãs usadas no estudo da UFG não foram produzidas no Brasil. “Usamos, no estudo em parceria com a universidade norte-americana, maças comercializadas naquele país para avaliar como se dá a penetração de pesticidas em frutas. Trata-se de um estudo piloto no sentido de identificarmos maneiras mais fáceis de avaliar a penetração de fungicidas em frutas e legumes”, disse Boniek Gontijo.

“Apesar de o Brasil não fazer uso deste fungicida, a técnica desenvolvida permite desenvolvermos métodos sobre a aplicação de outros pesticidas, fungicidas ou agroquímicos em outros hortifrutis. Inclusive, já estamos trabalhando com tomate em uma abordagem similar”, acrescentou.

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Reunião define otimização dos sistemas da dessalinização nas comunidades rurais em Brumado

  • Ascom | PMB
  • 15 Abr 2019
  • 17:14h

A reunião definiu as novas ações que serão realizadas no Programa Água Doce em Brumado (Foto: Ascom | PMB)

Buscar soluções que levem a um caminho mais sustentável, devem levar em conta a conservação da água, do solo, e da vegetação nativa, de uma forma integrada, no contexto da bacia de captação onde os processos ocorrem. Não se trata simplesmente de buscar aumento de produção ou produtividade, mas encontrar o sistema de produção adequado às características ecológicas e socioambientais de cada região, aliados às práticas conservacionistas e às tecnologias sociais já disponíveis. Neste contexto foi criado o Programa Água Doce (PAD) que está em andamento e tem enorme capilaridade no semiárido brasileiro é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil). O PAD tem por objetivo estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas. Neste quesito dessalinização, os avanços do programa vêm sendo estabelecidos e, em Brumado, uma equipe do PAD realizou uma reunião com a administração municipal onde participou o prefeito Eduardo Vasconcelos, o secretário de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Danilo Viana e membros da secretaria para comunicar as novas ações visando a otimização dos serviços de dessalinização nas comunidades rurais de Brumado. Segundo o secretário foram comunicadas as novas adequações que serão feitas ao programa, que incluem ações de otimização da infraestrutura, o acompanhamento periódico dos sistemas para que os reparos sejam feitos com celeridade; bem como a capacitação de 3 membros de cada comunidade para operar o sistema, o que garantirá ainda mais a qualidade dos serviços.

Outono começa nesta quarta-feira (20)

  • 20 Mar 2019
  • 11:01h

O outono, que começa nesta quarta-feira (20), às 18h58, deve sofrer influência moderada do El Niño.De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a probabilidade de o fenômeno atingir algumas regiões do Brasil é de 70%, ocorrendo em intensidade fraca até o início do inverno. Ainda segundo o instituto, "as condições climáticas frequentemente associadas ao El Niño, como excessos de chuvas sobre a região Sul e a diminuição sobre a parte Norte e Nordeste do país, bem como uma tendência de aumento moderado das temperaturas médias na parte central, não estão descartadas e podem ocorrer de maneira irregular em alguns locais".

Canudos plásticos estariam com os dias contados na Bahia

  • 19 Fev 2019
  • 09:31h

A deputada estadual Mirela Macedo (PSD) protocolou um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) que pretende proibir a utilização de canudos de plástico – exceto os biodegradáveis – em restaurantes, bares, quiosques, ambulantes e hotéis na Bahia. Caso seja aprovada, a lei estabelece um prazo de 180 dias para que os estabelecimentos se adaptem a nova regra. Na justificativa do projeto, Macedo relembra um levantamento do jornal Folha de S.Paulo sobre o uso dos canudos plásticos. “Se o processo de contaminação dos oceanos por resíduos sólidos continuar a ser executado como atualmente, em 2050 haverá mais lixo do que peixes nos mares de todo o mundo”, escreveu. “A buscar por alternativas menos degradantes e a criação de dificuldades à utilização de canudos plásticos certamente cooperará para a adoção de novas formas de fabricação de canudos”, justificou a parlamentar estadual. Aprovada no Rio de Janeiro, a lei contra os canudos de plástico gera elogios de ambientalistas, mas o revés de estabelecimentos que se queixam do baixo prazo para a implementação da regra.

Prefeitura de Brumado faz retirada das gameleiras do Hospital Magalhães Neto; recomposição será efetuada em seguida

  • Brumado Urgente
  • 09 Fev 2019
  • 10:44h

A retirada das gameleiras foi uma necessidade estrutural, mas serão replantadas novas árvores adaptadas ao clima semiárido (Foto: Brumado Urgente)

No passado o plantio de árvores em Brumado por meio do poder público era feito sem um estudo de impacto ambiental, onde vários tipos de árvores eram plantadas sem essa devida observação. O tempo passou e muitas delas, principalmente as da espécie Gameleira, se tornaram um grande empecilho para o setor de infraestrutura, já que, na busca por água, as raízes causam grandes estragos em praças e outros equipamentos públicos. Essa é a situação encontrada no setor antigo do Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, onde, gradativamente a atual gestão está fazendo a retirada periódica das gameleiras, já que as raízes das mesmas já invadiram banheiros e outras instalações, quebrando o chão e até os vasos sanitários, impedindo assim a utilização dos mesmos, que tiveram, inclusive, que ser interditados. Na manhã deste sábado (09), uma nova ação nesse sentido foi realizada, o que deverá resolver por completo o problema. Mas, mostrando uma grande consciência ambiental, a prefeitura de Brumado realizou um estudo de reposição e, na sequência serão plantadas novas espécies muito mais adaptadas ao clima semiárido, ou seja, são muito mais resistentes à seca, não precisando buscar água por meio de suas raízes. A arborização da cidade é uma das prioridades do setor, que vem combatendo cada vez mais a pode irregular, assim como a devastação de árvores sem que seja feito a devida substituição.