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Defensor público não precisa manter inscrição nem se submeter à OAB

  • Defensor público não precisa manter inscrição nem se submeter à OAB
  • 01 Ago 2014
  • 07:44h

Defensor público não pode ser obrigado a manter inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil nem precisa se submeter aos regulamentos da categoria. Por entender que tratam-se de classes profissionais diferentes, a 13ª Vara Federal em Minas Gerais determinou que a OAB-MG cancele as inscrições de quatro defensores públicos federais e não aplique qualquer medida disciplinar contra eles. Na ação, os defensores públicos contam que solicitaram ao presidente da OAB-MG a sua exclusão dos quadros da entidade, sem prejuízo das atribuições dos cargos públicos ocupados. No entanto, de acordo com o processo, os pedidos foram negados de imediato, com uma suposta ameaça de aplicação de sanções disciplinares previstas no Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994).

Defensor público não pode ser obrigado a manter inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil nem precisa se submeter aos regulamentos da categoria. Por entender que tratam-se de classes profissionais diferentes, a 13ª Vara Federal em Minas Gerais determinou que a OAB-MG cancele as inscrições de quatro defensores públicos federais e não aplique qualquer medida disciplinar contra eles.

Na ação, os defensores públicos contam que solicitaram ao presidente da OAB-MG a sua exclusão dos quadros da entidade, sem prejuízo das atribuições dos cargos públicos ocupados. No entanto, de acordo com o processo, os pedidos foram negados de imediato, com uma suposta ameaça de aplicação de sanções disciplinares previstas no Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994).

A OAB-MG condicionou o cancelamento do registro ao desligamento dos autores da Defensoria Pública. Para o juiz federal Valmir Nunes Conrado, o argumento da seccional é paradoxal: “O propósito dos defensores públicos é justamente obter medida em sentido inverso”.

Ao analisar Mandado de Segurança, Conrado concordou que os defensores públicos, além de não poderem receber honorários, estão proibidos de advogar fora de suas atribuições institucionais. “Mesmo porque as atribuições funcionais da Defensoria Pública gravitam em torno da orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados.”

Já os advogados, segundo a decisão, têm um espectro maior de atuação, como apresentar pedidos, sem restrições, a órgãos do Judiciário, prestar consultoria, assessoria e direção jurídica, além de liberdade de escolher a causa que quer atuar. O juiz conclui que se defensores e advogados têm direitos diferentes, a filiação compulsória à OAB atestaria que as duas categorias têm os mesmo direitos, mas prerrogativas distintas.

Conrado afirma que os defensores não podem ficar submetidos, ao mesmo tempo, a dois regimes administrativos e disciplinares diferentes — da OAB e da Defensoria Pública, com suas respectivas hierarquias. “De fato, a exposição do defensor público federal a dupla supervisão e, mais que isso, a um duplo código de ética, o exporia a uma insegurança jurídica e profissional que não se justifica”, escreveu.

Além das diferenças de natureza profissional, o ingresso na Defensoria Pública depende apenas da nomeação e posse no cargo público, conforme previsto no artigo 4º da Lei Complementar 80/1994, que organiza a instituição no âmbito da União e do Distrito Federal. Esse dispositivo, de acordo com o juiz, dissipou qualquer incerteza em relação à previsão de registro instituída pelo Estatuto da Advocacia em seu artigo 3º, parágrafo 1º.

Em sua manifestação, o Ministério Público Federal afirmou que a mesma lei complementar prevê, em seu artigo 26, a exigência de inscrição. O juiz apontou, no entanto, que o registro na Ordem é necessário apenas como pré-requisito de inscrição no concurso público.

“Tenho por evidente que a redação atual do parágrafo primeiro do artigo 3º da Lei no 8.906/94 viola a dicção do artigo 5º, XX, da Constituição Federal[ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado], porquanto obriga o defensor público federal a permanecer inscrito nos quadros da OAB sem qualquer causa que o justifique”, concluiu.

O juiz determinou, dessa forma, que as inscrições sejam canceladas com efeito retroativo a 3 de novembro de 2009, data em que foi apresentado o primeiro pedido administrativo, sem que seja aplicada qualquer punição aos autores.

Clique aqui para ler a decisão.
Processo: 0088514-58.2010.4.01.3800

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Judiciário começa processo para escolher advogados que concorrerão a vaga de juiz no TRE

  • Da Redação
  • 17 Jul 2014
  • 08:20h

(Foto: Reprodução)

Em meio ao clima de confronto entre desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) da Bahia, a Corte deflagrou ontem o processo para escolher o nome dos três advogados que concorrerão a uma vaga de juiz do TRE. Reservadamente, integrantes da cúpula do Judiciário no estado avaliam que a votação secreta, na qual será definida a lista tríplice de candidatos ao cargo, será movida pela disputa interna de poder no tribunal. Cobiçada por políticos, sobretudo em ano de sucessão, a nomeação para o TRE é exclusividade da presidente Dilma Rousseff, mas a formação do páreo cabe ao pleno do TJ, onde os magistrados costumam fazer campanha velada por nomes de suas preferências. Até o próximo dia 28, podem se inscrever profissionais inscritos na OAB que possuam, segundo critérios determinados por lei, “notório saber jurídico” e “reputação ilibada”.

MPF promove workshop para jornalistas sobre as eleições 2014

  • MPF
  • 17 Jul 2014
  • 08:12h

(Divulgação)

Por Dentro das Eleições 2014 é o tema do Workshop Ministério Público Federal para Jornalistas, que será realizado na sede do órgão na terça-feira, 29 de julho, das 8h30 às 12h30. Voltado para profissionais, estudantes de comunicação e o cidadão que desejar entender melhor o processo eleitoral, o evento está com pré-inscrição aberta até o próximo dia 25 de julho, basta preencher o formulário disponível no site, clicando no banner do evento. Apesar da pré-inscrição, a participação no evento está sujeita à lotação do auditório. 

O encontro vai favorecer a troca de informações com a mídia e aproximar o MPF desse que é um de seus principais públicos estratégicos. Na pauta, os temas que mais geram repercussão no período eleitoral: Lei da Ficha Limpa - O que diz a lei? Como está a aplicação da lei? O que a PRE está fazendo para impedir que fichas sujas disputem a eleição? -; registro de candidatura, abuso de poder econômico, compra de votos e favorecimento de aliados políticos por agentes públicos. O papel da imprensa nas eleições também será discutido no evento - Como a mídia pode contribuir para a lisura do processo eleitoral? O que pode e o que não pode ser publicado em ano de eleição? -são algumas questões a serem abordadas. Além de falarem sobre os temas do evento, o procurador Regional Eleitoral, José Alfredo de Paula Silva, e o procurador Regional Eleitoral Substituto, Ruy Nestor Bastos Mello, vão tirar as dúvidas dos presentes sobre o tema eleitoral. Também participarão do encontro os procuradores Regionais Eleitorais Auxiliares Mário Alves Medeiros, André Luiz Batista Neves e Samir Cabus Nachef Júnior. Ao fim do seminário, todos receberão um exemplar da cartilha “Por dentro das eleições: defesa da cidadania”, produzida pela Secretaria de Comunicação da Procuradoria-geral da República para apoiar o trabalho do jornalista. A publicação apresenta, de forma clara e transparente, a legislação eleitoral, as irregularidades mais frequentes, o funcionamento da Justiça Eleitoral e a forma de atuação do MPF.

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Advogado escreve receita de pamonha na petição para provar que juiz não lê os autos

  • Informações do N.E.D
  • 27 Mai 2014
  • 18:13h

(Reprodução)

Quando eu via as notícias de que um estudante havia escrito o modo de preparo de um macarrão instantâneo na redação do ENEM eu achei que seria o máximo que alguém poderia fazer, mas aí um cara escreveu o hino do Palmeiras. Em um delírio, eu pensei, será que algum advogado, um dia teria coragem de escrever isso em uma petição? TERIA! Um advogado que obviamente pediu para não ter o seu nome revelado, nos enviou esta petição em que ele prova por A + B que juiz não lê jurisprudência! Sim meus amigos, ele escreveu uma receita de pamonha na petição… E PASSOU BATIDO PELO JUIZ! Vale salientar que esse fato não aconteceu nem na região e nem na Bahia, 

Esta foi a petição (Reprodução)

Ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano tem direitos políticos cassados por cinco anos pelo TRE

  • 19 Mai 2014
  • 14:46h

(Foto: Carlos Augusto | Guto Jads)

Ex-prefeito de Camaçari, o petista Luiz Caetano teve os direitos políticos cassados por cinco anos de acordo com sentença do juiz César Augusto Borges de Andrade, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Camaçari, que acatou ação civil pública do Ministério Público Estadual que denunciou Caetano desvios de recursos dos cofres municipais quando este esteve à frente da prefeitura de Camaçari. Ainda de acordo com o processo 0011779-73.2007.8.05.0039, Caetano foi condenado a ressarcir aos cofres públicos a quantia de R$304.210,00 e pagamento de multa no mesmo valor, devidamente corrigidos, além das custas processuais. A sentença do juiz César Augusto determina ainda a imediata comunicação da suspensão dos direitos políticos de Caetano ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia a fim de impedir que o ex-deputado possa concorrer a qualquer cargo público já nestas eleições de outubro.

Prefeitos 'foragidos' sabiam da Operação da PF

  • Política Livre
  • 13 Mai 2014
  • 15:49h

Imagem de caminhão da PF no município de Fátima, onde prefeito escapou (Foto: Reprodução)

Não espanta que dois prefeitos baianos – José Idelfonso Borges dos Santos, de Fátima, e Cleigivaldo Carvalho Santa Rosa, de Sítio do Quinto, ambos do PDT – tenham escapado da prisão na Operação 13 de Maio, que a Polícia Federal desencadeou na manhã desta terça-feira (13) para combater crimes de desvio de recursos públicos e corrupção supostamente praticados em prefeituras de 20 municípios do Estado. Segundo fontes deste Política livre, políticos falavam abertamente da Operação desde a semana passada, num sinal evidente de que recebido informação privilegiada sobre a investigação da PF. Ontem, a central de informações sobre a 13 de maio teria sido a UPB (União dos Municípios da Bahia), por onde circulam alguns dos prefeitos e ex-gestores (ao todo, seis) que tiveram prisão decretada pela Justiça. Há informações não confirmadas de que um dos municípios que estaria na mira da Polícia Federal seria Cardeal da Silva, comandado pela presidente da entidade e prefeita Maria Quitéria, do PT. Os prefeitos “não encontrados” foram declarados “foragidos” pela Polícia Federal.

Presidente do TRE-BA critica indiferença política e conclama a população a comparecer às urnas

  • Ascom - TRE
  • 02 Abr 2014
  • 18:24h

(Foto: Divulgação)

A posse no cargo ocorreu em 13 de março, mas veio nesses dias o discurso – e em tom contundente. Na sessão solene comemorativa à chegada do novo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), o Desembargador Lourival Almeida Trindade mandou um recado direto às novas gerações, às mulheres e ao povo em geral, a quem convocou a participar das eleições de 2014. Aos corruptos, não poupou críticas pelo esvaziamento da ética na política brasileira. A solenidade ocorreu na Sala de Sessões do Tribunal e marcou simbolicamente a posse de Lourival Trindade, escolhido entre os pares para presidir a Corte Eleitoral até 13 de março de 2016. O magistrado falou para um salão repleto de políticos, autoridades da área do Direito, familiares, amigos e servidores da instituição, categoria que voltou a destacar pelo comprometimento com a condução das eleições. Trazendo uma série de referências de campos como a Ciência Política, a literatura e até a Música Popular Brasileira, o novo presidente do TRE-BA atacou as desigualdades sociais ainda imperantes no país e criticou a juventude brasileira pela falta de participação na política, o que vem sendo refletido nos altos números de abstenções das últimas eleições. O juiz condenou a hiper-valorização, pelos jovens, do consumismo e do culto ao corpo e ao prazer em detrimento de valores como a cidadania. “Precisamos crer que a participação política mediante o voto tem a força do pingo d’água que desgasta a pedra da injustiça”, enfatizou. Por outro lado, não deixou de atribuir o atual desencantamento com a democracia a fatores como os sucessivos escândalos de corrupção aliados à impunidade. O magistrado lembrou ainda da necessidade de se repensar a postura do judiciário e do próprio juiz, que devem ser garantidores do cumprimento da Constituição, destacando a importância da Justiça Eleitoral. “Esta é a Casa da cidadania do povo baiano, que irá exercê-la, este ano, no pleito que se avizinha”.O novo presidente foi homenageado pelos colegas de toga e demais presentes à sessão, que o destacaram por características como probidade, transparência, educação e firmeza. Entre outras autoridades, compareceram à solenidade o Presidente do Tribunal de Justiça (TJ-BA), Desembargador Eserval Rocha, a ex-presidente do TRE-BA, Desembargadora Sara Silva de Brito, além dos ex-juízes membros da Corte Eleitoral, Cássio Miranda e o Desembargador Roberto Maynard, e personalidades políticas baianas. 

Para Sinpojud, decreto do TJ-BA pode agravar situação do Judiciário no interior

  • Redação
  • 19 Fev 2014
  • 17:07h

(Divulgação)

A diretoria-executiva do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud) não viu com bons olhos a medida que impede a designação de servidores ocupantes de cargo permanente de nível médio para substituir ou responder por cargo permanente de nível superior, prevista no decreto baixado pelo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador Eserval Rocha, nesta terça-feira (18). A publicação desta terça determina medidas de controle de gastos com pessoal e custeio no âmbito do Poder Judiciário. O artigo 8º proíbe a substituição e, de acordo com o Sinpojud, pode agravar ainda mais a situação do Judiciário nas comarcas do interior, onde há maior incidência das substituições, em virtude da carência de servidores. A entidade sindical reconhece a necessidade das medidas editadas para que reduzam os custos da folha do TJ-BA, mas que o impedimento de substituição de servidores de nível médio em cargos de nível superior impedirá que os titulares de cartório tirem férias ou licença médica, diante da carência de servidores analistas para os substituírem. O sindicato ainda diz que os reflexos disso podem ser piores nos cartórios extrajudiciais que estão sob tutela da Corte. Segundo a entidade de classe, a maioria dos servidores extrajudiciais são técnicos que respondem por designação como titulares. “A medida prejudica a prestação de serviço jurisdicional, causando prejuízo à sociedade, inclusive vai na contramão do que está sendo discutido no CNJ, que é a eficiência do 1º grau”, afirma o diretor Zenildo Castro. Para ele, a medida só seria válida após a realização do concurso para preenchimento das vagas existentes. O Sinpojud afirmou que tomará providências para que o artigo seja reavaliado para preservar o direito de substituição até a realização do processo seletivo.

MPF/BA evita que mais de 177 casos de improbidade fiquem sem julgamento

  • MPF
  • 18 Fev 2014
  • 15:00h

Com o objetivo de evitar a ocorrência da prescrição de casos de improbidade administrativa, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou mais de 177 ações com risco prescricional em toda a Bahia em 2013. O número – que não inclui ações de improbidade sem risco de prescrição – integrou meta dos procuradores da República na Bahia, a fim de evitar a prescrição em relação às investigações que apuram irregularidades durante gestão de prefeitos municipais cujos mandatos encerraram-se no ano de 2008. As ações foram ajuizadas pelo MPF na capital e nos municípios de Alagoinhas, Barreiras, Campo Formoso, Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Ilhéus, Irecê, Jequié, Paulo Afonso, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista, abrangendo mais de 109 municípios baianos. Entre os crimes de improbidade investigados pelo MPF estão fraudes em licitação, malversação de recursos federais, ausência de prestação de contas, apropriação de recursos, aplicação irregular de recursos federais e desvio de verbas. Os ilícitos foram praticados, em sua maioria, com recursos da Educação, Saúde, Agricultura e Turismo.Somente pelo MPF em Guanambi foram ajuizadas 22 ações com risco de prescrição. Em Alagoinhas, Irecê e Teixeira de Freitas, unidades do MPF criadas em 2013, foram ajuizadas 33 ações. Na capital foram ajuizadas mais de 15 ações que buscam responsabilização por atos de improbidade em sete municípios diferentes. As 14 ações ajuizadas na unidade do órgão em Paulo Afonso somaram mais três milhões de reais em prejuízo ao erário. Apenas uma das 14 ações do MPF em Irecê, movida contra o prefeito do município de Gentio do Ouro, na região a Chapada Diamantina, busca reparar o prejuízo de quase um milhão de reais aos cofres públicos.

Autor de um dos piores crimes dos últimos tempos na região irá novamente a júri popular hoje (10)

  • Daniel Simurro / Brumado Urgente
  • 10 Fev 2014
  • 12:43h

(Foto Ilustrativa)

Um crime brutal, que aconteceu na cidade de Livramento de Nossa Senhora há 7 anos atrás, ainda não teve o seu desfecho final, mas, nesta segunda-feira (10), ao que tudo indica, será colocada uma pedra final na questão, já que está havendo um novo júri popular para Robson Assunção Cordeiro, que é acusado de ter envenenado, de forma fria, covarde e cruel suas duas filhas, sendo que uma tinha 2 anos de idade e a outra 3.  O Tribunal do Júri terá pela frente a missão de julgar, por mais uma vez, o acusado, o qual está esperando pelo julgamento em uma penitenciária da capital e que já tinha sido condenado em 2010, a 49 anos de reclusão em regime fechado, pelo crime de homicídio triplamente qualificado, mas acabou tendo a anulação da sentença, já que os advogados de defesa conseguiram comprovar que o advogado que atuou no caso era inexperiente e inábil, além do que o júri teria sido feito às pressas, sem que fossem observados critérios importantes, o que levou o Tribunal de Justiça da Bahia a marcar um novo julgamento.  O clima na cidade é de que seja feito a justiça, já que a sociedade livramentense vem demonstrando total repulsa pelo ato de barbaridade. O Tribunal do Júri desta segunda-feira terá como magistrado o Dr. João Lemos Rodrigues, atual juiz de Direito Titular da Vara Crime da Comarca de Livramento e a imprensa de toda a região estará com os olhos voltados para a cidade, já que o caso ganhou muito repercussão. 

Maioridade penal: Projeto deverá ser votado no próximo dia 19

  • Por Sudoeste Bahia
  • 09 Fev 2014
  • 14:19h

O Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Vital Rego, decidiu por em votação, um dos mais polêmicos projetos que tramita na casa: o que reduz a maioridade penal para dezesseis anos, a votação deverá ocorrer na quarta-feira (19). A proposta do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), permite que jovens maiores de dezesseis anos e menores de dezoito sejam julgados como adultos, de acordo com a gravidade do caso. O governo é contra o projeto. Recentes pesquisas apontam para uma estatística assustadora: basicamente, o número de crimes cometidos por menores dobrou no último ano.Nosso Código Penal, datado de 1940, dispõe que a responsabilidade criminal começa aos 18 anos.Menores de 18 anos estão sujeitos às normas estabelecidas em legislação especial. No Brasil, referimo-nos ao Estatuto da Criança e do Adolescente. O artigo 104 dispõe que: “São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às medidas previstas nesta lei”. No âmbito constitucional a maioridade penal vem regulada em nossa Constituição Federal de 1988, no Capítulo VII, que trata da família, da criança, do adolescente e do idoso, mais precisamente no artigo 228, in verbis: Art. 228 – São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às normas da legislação especial.

MPF em Vitória da Conquista expede recomendação para assegurar direito à acompanhante no parto

  • MPF
  • 05 Fev 2014
  • 14:19h

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, no último dia 27 de janeiro, que o diretor geral da Fundação de Saúde de Vitória da Conquista/BA, Edilberto Araújo Amorim, assegure às parturientes o direito à presença de um acompanhante de sua escolha, durante todo o processo que envolve o trabalho de parto, sem restrições. Segundo a recomendação, de autoria do procurador da República André Viana, a fundação deve promover, ainda, no prazo de 60 dias, as adaptações necessárias nas dependências do hospital visando resguardar a privacidade de outras gestantes, e afixar, no prazo de 15 dias, cartazes em locais de grande visibilidade nas unidade do hospital com o aviso informando sobre o direito. A recomendação é baseada na Lei 11.108/2005, que determina que os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de um acompanhante, por ela indicado, durante todo o período de trabalho de pré-parto, parto e pós-parto, não fazendo distinção entre o sexo do acompanhante. A fundação tem o prazo de 15 dias, contados a partir do recebimento do ofício, para informar se vai acatar ou não a recomendação expedida, sob pena de adoção das medidas judiciais cabíveis.

OAB cria comissão para apurar casos de corrupção no Judiciário baiano

  • Fábio Sena
  • 04 Fev 2014
  • 07:21h

Corregedor nacional e presidente da OAB-BA (Foto: Evandro Veiga)

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia, Luiz Viana Queiroz, participou na manhã desta segunda-feira (03), no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa, da posse do novo presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), desembargador Eserval Rocha. O corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, também participou da cerimônia. Falcão, que está em Salvador com uma equipe da Corregedoria Nacional de Justiça para dar continuidade ao trabalho de correição no TJBA instaurado em abril de 2013, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente Luiz Viana. O presidente da OAB da Bahia, Luiz Viana, anunciou que uma comissão está sendo montada junto com o CNJ para apurar casos de corrupção no Judiciário baiano. “Propus ao corregedor nacional do CNJ, ministro Francisco Falcão, um novo Pacto pela Legalidade, cujos pontos mínimos são: o fim da violação das prerrogativas dos advogados; o combate a corrupção no Judiciário baiano; e a eficiência da prestação jurisdicional em nosso estado”, declarou o presidente da OAB da Bahia, afirmando que já tratou do tema com o desembargador Eserval Rocha, durante visita do magistrado à OAB, e que apresentará a proposta oficialmente ao presidente do TJBA nos próximos dias.

P.M.Alto: Aberto inquérito pelo MP para apurar caso de abuso sexual por parte de professora

  • Informações da Folha do Vale
  • 03 Fev 2014
  • 09:08h

A representante do Ministério Público de Palmas de Monte Alto, sudoeste da Bahia, vai instaurar um inquérito para apurar a denuncia contra a professora e estudante de direito Mônica dos Santos Souza, (Mônica de Bel), acusada de fazer sexo oral com um menor de 13 anos, no último dia 29 de janeiro. Segundo apurou o portal, a promotora Tatyane Castro, já teria ouvido o menor J.I.N e seu pai. A filmagem foi feita pelo próprio menor, supostamente autorizado pela professora, que fala na gravação para ele não mostrar para ninguém. Segundo amigos do garoto, a filmagem teria sido feita na residência do menor. De acordo com o artigo 217 do Código Penal Brasileiro, o crime de estupro de vulnerável como o ato de pedofilia caracterizado pela relação sexual ou ato libidinoso com menor de 14 anos. O vídeo com duração de 7m31s é interrompido somente quando ele pede para o ato sexual ser consumado, depois não tem como afirmar se aconteceu a conjunção carnal.

O legado do juiz Cássio Miranda

  • Por Leandro Marshall / OI
  • 02 Fev 2014
  • 14:23h

Foto: Reprodução

O Juiz Cássio José Barbosa Miranda participou, nesta sexta-feira (31/1), de sua última sessão de julgamento como membro do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Reconduzido para exercer o segundo mandato em 1º de fevereiro de 2012, o magistrado encerrou oficialmente no sábado (1/2) o biênio como integrante da Corte Eleitoral. Lembrado pelos discursos dedicados aos pares e pela bagagem cultural, o Juiz Cássio Miranda se posicionou sempre como magistrado atuante, sendo escolhido o novo Presidente do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral (COJE), quatro meses após ser eleito Ouvidor do TRE-BA, em julho de 2012. Como membro do TRE-BA pela classe dos juízes de Direito compareceu em seu primeiro mandato – de 1º de dezembro de 2009 a 1º de dezembro de 2011 – a 234 sessões de julgamento, participando, como relator, do julgamento de 533 processos que tramitaram na Corte. No segundo biênio, compareceu a 223 sessões e participou, como relator, do julgamento de 1.337 feitos. Neste período, chegaram ao juiz 1.500 processos, tendo sido proferidos por ele 346 decisões monocráticas e 2.112 despachos.