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Lula liberado, oposição a Bolsonaro ganha fôlego. E na Bahia, turbina Jaques Wagner

  • Levi Vasconcelos
  • 16 Abr 2021
  • 15:42h

Rejeição a Bolsonaro e a Lula abre espaço para uma terceira via, aposta que ACM Neto faz, já que não tem nada a ver com nenhum dos dois | Fotos Reprodução

O PT, que governa a Bahia há 14 anos e meio (oito de Jaques Wagner + seis e meio de Rui Costa), já dava sinais de exaustão, mas ontem ganhou um gás novo, com a decisão do STF que carimba a anulação das condenações de Lula.

Lula, por ironia do destino, volta à cena turbinado exatamente por seu inimigo maior, Bolsonaro com sua governança atabalhoada, vezes tresloucada, que na pandemia caminha a galope para o fundo do poço, com os 362 mil mortos do país numa circunstância que preocupa o planeta pelo desgoverno.

E se Lula lá está livre, os petistas baianos cá batem palmas. Jaques Wagner é amigo pessoal dele e admite que fala com ele toda semana. É o maior ganhador com a situação que se configurou.

Terceira via

Óbvio que o jogo está só começando, mas agora com ingredientes de peso. Lula, que já estava quase de malas prontas para morar em Lauro de Freitas, condenado como estava, seria mais estorvo do que ajuda. Desistiu do projeto, prefere ficar em São Paulo.

A rejeição a Bolsonaro e a de Lula na qual ele surfou abre espaço para uma terceira via, aposta que ACM Neto faz, já que não tem nada a ver com nenhum dos dois.

Dizem os aliados de Neto que um novo nome haverá de surgir. Quem? Sabe-se lá. Ciro Gomes aposta, como diz o deputado Félix Mendonça Jr., que Lula e Bolsonaro, um apontando os podres do outro, abrem espaço para isso. E abre. Fica para adiante saber quem o ocupará.

Lula venceria Bolsonaro no 2º turno com 18 pontos de diferença, diz pesquisa

  • Redação
  • 15 Abr 2021
  • 18:26h

(Foto: Reprodução)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um eventual segundo turno das eleições de 2022. Na disputa, o petista teria 52% contra 38% de Bolsonaro, uma diferença de 18 pontos percentuais. Os dados são da Pesquisa PoderData, divulgada nesta quarta-feira (15). O instituto ressalta que os cenários testados agora devem ser tomados com uma radiografia do momento, em que o país enfrenta o pior impacto da pandemia de coronavírus, muitos Estados mantêm negócios fechados e há incerteza sobre a recuperação da economia. Nesse contexto, Bolsonaro perdeu intenções de voto para o segundo turno, na comparação com 1 mês antes, quando apenas Lula e Ciro Gomes (PDT) venceriam o atual num eventual 2º turno. Agora, ele já não ganha de ninguém com segurança. Segundo o PoderData, Bolsonaro perderia hoje num confronto direto para Lula (52% x 34%) e para o empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck (48% x 35%). Contra outros três possíveis candidatos testados, Bolsonaro ficaria apenas em situação de empate técnico (a margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos): Bolsonaro 38% x 37% João Doria (PSDB); Bolsonaro 38% x 37% Sergio Moro (sem partido); Bolsonaro 38% x 38% Ciro Gomes. A pesquisa ouviu 3.500 pessoas entre os dias 12 e 14 de abril.

ACM Neto diz que DEM ‘quer distância’ de extremismos em 2022

  • Redação
  • 11 Abr 2021
  • 07:40h

Ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do partido anunciou, em convenção da juventude da legenda, a criação do "Democratas Diversidade", visando públicos que ainda sofrem preconceito | Foto: Divulgação/Assessoria

O ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou neste sábado (10), durante a convenção nacional da Juventude do partido, que não é o momento de antecipar as discussões sobre o processo eleitoral do próximo ano. No entanto, disse que o DEM quer distância de extremismos em 2022. Na ocasião, Neto anunciou a criação do do grupo “Democratas Diversidade”, visando públicos que ainda sofrem preconceito. “Não vamos nos conformar com polarizações. Existem caminhos diferentes e alternativos nesse país. Mas não vamos antecipar o que pode ou vai acontecer ano que vem, pois o momento é de enfrentarmos a pandemia”, afirmou. Segundo Neto, o Democratas Diversidade terá a missão de debater e elaborar políticas públicas de inclusão para públicos que ainda sofrem preconceito. O grupo será coordenado pelo jovem militante baiano, Bruno Alves. “Combater o preconceito e defender a inclusão são compromissos inafastáveis do Democratas. Não aceitamos que as pessoas sofram preconceito por causa de sua orientação sexual, religiosa, cor de pele ou qualquer outro. Por isso, estamos criando este grupo permanente que será referendado pela comissão nacional do partido por unanimidade”, disse Neto, que destacou que a Juventude Democratas tem um papel protagonista na discussão do Brasil do futuro, e deve estar atenta ao desempenho dos governantes neste momento de pandemia.

‘Lula não terá força para decidir eleição na Bahia’, provoca ACM Neto

  • Redação
  • 09 Abr 2021
  • 14:23h

"Nós conseguimos acabar com esse dicurso de chantagem de que o governador tem que ser aliado do presidente", frisa presidente nacional do DEM | Fotos: Valter Pontes/Secom PMS | José Cruz/Agência Brasil

Questionado sobre uma possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto em 2022, o presidente nacional do DEM, ACM Neto, avalia que o petista é um nome importante, mas que não decidirá a eleição para o governo estadual. “Ninguém pode menosprezar a força do ex-presidente Lula, ele é um player importante. Se Lula reunir as condições de elegibilidade, ninguém pode ficar contra isso. Ele é importante, mas eu acho que Lula não vai ganhar a eleição, nem que ele terá força para decidir a eleição na Bahia. Não estou subestimando ninguém”, opinou em entrevista coletiva virtual. “Nós conseguimos acabar com esse dicurso de chantagem de que o governador tem que ser aliado do presidente. Lula não vai decidir a eleição na Bahia. Reconhecendo o peso e importância de Lula, eu acho que aqui a eleição passa pela decisão do povo”, completou.

Ex-STF, Joaquim Barbosa cogita apoio a Lula para tirar Bolsonaro da Presidência em 2022

  • Redação
  • 07 Abr 2021
  • 15:41h

Ex-ministro tem dito a interlocutores que não quer se candidatar, mas não descarta essa possibilidade totalmente | Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF

Aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2014, o ex-ministro Joaquim Barbosa cogita apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tirar Bolsonaro da Presidência em 2022. A informação é da coluna da jornalista Carolina Brígido, do portal UOL. Segundo a publicação, Barbosa, que se filiou ao PSB em 2018, articula nos bastidores seu apoio ao líder petista, mesmo duvidando que ele saia candidato, para a disputa das eleições de 2022 com uma prioridade em mente: tirar o presidente Jair Bolsonaro do poder. Ainda segundo a coluna, a intenção do ex-ministro é dar o peso de seu nome à esquerda para derrubar Bolsonaro nas urnas. Barbosa é crítico ferrenho ao governo atual. O ex-ministro, por sua vez, tem dito a interlocutores que não quer se candidatar, mas que não descarta essa possibilidade totalmente. Uma decisão, porém, já foi tomada: se não for cabeça de chapa, não será vice de ninguém.

Todo mundo de olho no julgamento de Lula no STF. É o que vai definir 2022

  • Levi Vasconcelos
  • 07 Abr 2021
  • 12:23h

Se a decisão de Fachin for mantida, o cenário é um, Lula é candidato. Se não, ele está fora. E a aí a coisa muda | Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa da Bahia reabriu ontem os gabinetes dos deputados, e, embora o restaurante – grande ponto de convergência e fofoca – permaneça fechado, para além da pandemia e suas vítimas um papo que diz respeito a todos está em pauta, 2022.

Quarta da próxima semana, dia 14, o pleno do STF vai dar a palavra final sobre a decisão do ministro Edson Fachin que anulou as condenações que levaram Lula à prisão e o deixaram inelegível. E o mundo político do Brasil em geral, e da Bahia em particular, está ligadíssimo.

O xis da questão: se a decisão de Fachin for mantida, o cenário é um, Lula é candidato. Se não, ele está fora. E a aí a coisa muda.

Na Bahia

Hoje no país empresários desiludidos com Bolsonaro que não querem Lula já buscam uma terceira via. Ponderam que Sérgio Moro desidratou; João Doria, governador de São Paulo, está desgastado; e Ciro Gomes não decola. Esperam ver surgir um nome novo.

Na Bahia, Lula lá ou não tem uma influência decisiva. Se sim, turbina a candidatura de Jaques Wagner e deixa o PT, já com 14 anos e meio no poder no estado, mais uma vez altamente competitivo. Se não, zera o jogo. E ficam todos à espera das definições federais.

E quais são as chances de Lula no STF? Na Alba, as opiniões se dividem. Há quem ache que tem todas, que tem alguma ou nenhuma.

Dê no que der, tititi não vai faltar.

Lula tem todas as condições de voltar a ser presidente, diz Rui Costa

  • Matheus Morais
  • 06 Abr 2021
  • 11:44h

"O Brasil precisa de alguém que possa unir o país de novo", afirma o governador da Bahia | Foto: Reprodução / Twitter

Questionado em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta terça-feira (6) se Luiz Inácio Lula da Silva será o candidato do PT a presidente da República na eleição de 2022, o governador Rui Costa (PT) afirmou que o ex-presidente tem “todas as condições” de voltar ao cargo. “Quem pode definir isso é a direção nacional do PT, mas na minha opinião o Lula tem todas as condições de voltar a ser presidente. O Brasil precisa de alguém que possa unir o país de novo. Em seus governos, na época de Lula, o brasil uniu trabalhadores e empresarios, o Brasil viveu um boom e acho que é possível viver isso novamente”, disse. Rui ressaltou ainda que o ex-presidente não foi julgado com isenção pelo juiz Sergio Moro no âmbito da Operação Lava Jato.  “Eu sou defensor da lei, que quem erre pague pelos seus erros. Justiça tem que ser independente, isenta, e tudo que não houve nos processos do presidnete Lula foi isenção. Tem gerente da Petrobtras que devolveu R$ 100 milhões e quanto ficou com eles?”, questionou.

Ciro manda indireta para Lula: ‘Não me interessa o que fizeram no verão passado’

  • Redação
  • 03 Abr 2021
  • 08:09h

Ex-presidente não assinou manifesto pela democracia | Foto: Reprodução

O ex-governador do Ceará e virtual candidato à presidência em 2022, Ciro Gomes (PDT), alfinetou o ex-presidente Lula (PT) pelas redes sociais. Sem citar nomes, o pedetista justificou a assinatura do manifesto em defesa da democracia, ao lado do apresentador Luciano Huck, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), os governadores João Doria (PSDB-SP) e Eduardo Leite (PSDB-RS) e o ex-presidente do partido Novo, João Amoedo. “Quem puder, quiser, junte-se a nós nesta luta. Não me interessa o que fizeram no verão passado. Para o ano que vem, 2022, as tarefas são duas: Derrotar Bolsonaro e sua agenda genocida, antinacional, entreguista, corrupta, e antipovo e, mais importante: Reconciliarmos o povo brasileiro ao redor de um generoso Projeto Nacional de Desenvolvimento que nos tire do ambiente de terra arrasada – socioeconômica e de saúde pública – em que fomos atolados pelo ódio, pela falta de projeto e conversa mole travestida de esquerda”, escreveu Ciro em sua conta no Twitter. Em entrevista nesta quinta-feira (1º) para o jornalista Reinaldo de Azevedo, Lula alegou que não fez parte do manifesto porque ‘todos eles tiveram a chance em 2018 de deixar a democracia garantida votando no Haddad e preferiram votar no Bolsonaro’. O petista também criticou Ciro, que ele ‘foi para Paris e não votou’.

Cenário com Lula em 2022 embaralha costura política para disputas no Nordeste

  • João Pedro Pitombo e João Valadares | Folhapress
  • 29 Mar 2021
  • 16:34h

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

A retomada da elegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -com a anulação de suas condenações no âmbito da Lava Jato e a sua possível candidatura à Presidência da República em 2022- embaralhou costuras para disputa de governos estaduais, com impacto maior no Nordeste. A avaliação é que o petista, que tem alta popularidade e já era encarado como forte cabo eleitoral, ganhou ainda mais peso no tabuleiro político caso protagonize a disputa pelo Planalto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O novo cenário resultou em mudanças de estratégias, acelerou lançamento de pré-candidaturas no campo lulista e deixou alguns aliados de Bolsonaro do centrão em compasso de espera, aguardando as próximas movimentações para decidir qual rumo tomar. As costuras estarão amarradas ao cenário nacional e passam por fatores como a popularidade de Bolsonaro, o fôlego do crescimento político de Lula e a capacidade dos partidos de centro-esquerda e centro-direita em construir uma alternativa viável ao Planalto. "A retomada dos direitos políticos do presidente Lula impacta a política brasileira de maneira geral. Ele está com muita disposição e aberto para conversas com segmentos diversos da sociedade, compreendendo a complexidade do nosso país", diz o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

No Nordeste, a avaliação é de que o retorno do presidente ao tabuleiro político fortalece o PT e aliados nas disputas pelos governos estaduais: "Lula tem legado. É óbvio que ninguém vive só disso, mas o legado é um lastro, uma credencial", avalia Carvalho.

O PT, que governa quatro estados na região Nordeste, já tem pré-candidatos para as eleições estaduais em, ao menos, três locais: Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte.

Na Bahia, governada pelo partido há 15 anos, a decisão pela elegibilidade de Lula fez com que o PT antecipasse o anúncio do senador e ex-governador Jaques Wagner como pré-candidato ao governo.

Na costura definida, o governador Rui Costa (PT) ficaria até o fim do mandato e não seria candidato a nenhum cago, abrindo a vaga da disputa ao Senado para Otto Alencar (PSD) buscar a sua reeleição.

Wagner deve enfrentar nas urnas o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), em disputa que oporia dois dos principais protagonistas da política baiana na última década.

Com a alta rejeição de Jair Bolsonaro na Bahia, a tendência é que ACM Neto se coloque como oposição ao presidente. Por isso, dentro do DEM, ele defende a construção de uma terceira via que passa por conversas, inclusive, com nomes mais à esquerda, como Ciro Gomes (PDT).

Nas últimas semanas, o ex-prefeito de Salvador endureceu o tom das críticas a Bolsonaro, questionando a atuação do presidente no enfrentamento à pandemia. A estratégia é, desde já, tentar neutralizar um provável discurso do PT na campanha, que tentará ligar ACM Neto a Bolsonaro.

Aliados do ex-prefeito de Salvador avaliam que a provável candidatura de Lula à Presidência dificulta o objetivo de ACM de chegar ao governo do estado. Mas ponderam que o cenário poderia ser pior se o candidato petista ao Planalto fosse o atual governador baiano Rui Costa.

A tendência é que, ancorado em um candidato à Presidência de um partido de centro, o DEM baiano fuja da nacionalização da campanha e busque novos enfoques no discurso.

Um deles será uma espécie de embate geracional: com 42 anos, o ex-prefeito de Salvador buscará se apresentar como uma novidade frente a Jaques Wagner, 70, que junto com Lula, 75, reeditaria a mesma dobradinha das eleições de 2002 e 2006.

Os petistas, por sua vez, dizem acreditar que a alta popularidade de Lula e Rui Costa será suficiente para o grupo se manter no Governo da Bahia, sem maiores sobressaltos.

Já no Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra disputará a reeleição, enquanto no Piauí, o governador Wellington Dias trabalha o nome do secretário estadual da Fazenda, Rafael Fonteles. No caso de Sergipe, o pré-candidato é o senador Rogério Carvalho.

Nesse casos, contudo, a orientação é evitar movimentações políticas mais bruscas neste primeiro semestre, enquanto a pandemia permanecer em cenário mais crítico.

No Ceará, governado há sete anos por Camilo Santana (PT), a sucessão ainda depende das conversas com o PDT, principal aliado do governador petista. O partido ainda estudará possível candidatura em Pernambuco, com a deputada federal Marília Arraes.

No estado pernambucano, a volta de Lula ao tabuleiro estremeceu a aproximação de PSB e PDT em torno da provável candidatura de Ciro Gomes. Dirigentes do PSB já falam abertamente que uma possível composição com o PT não está descartada.

Parlamentares influentes do PSB pernambucano e pessoas próximas ao governador Paulo Câmara (PSB) avaliam que a entrada de Lula no jogo eleitoral de 2022 fragiliza a possibilidade de aliança do partido com o PDT.

Mesmo após uma campanha municipal bastante acirrada entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), na qual o antipetismo foi usado com intensidade, há entre os socialistas o sentimento de que é possível um reposicionamento.

A avaliação predominante é de que uma candidatura mais ao centro, a exemplo de Ciro Gomes (PDT), encontraria dificuldade para criar musculatura eleitoral. Por outro lado, a alta popularidade de Lula facilitaria o caminho para manutenção da hegemonia do PSB em Pernambuco, que já dura 14 anos. Nas redes sociais, após decisões que beneficiaram o ex-presidente Lula, Paulo Câmara fez postagem de apoio ao petista.

Historicamente, Pernambuco tem peso bastante elevado nas decisões do PSB. Em 2018, por exemplo, após entendimento entre Lula e Câmara, o PT conseguiu nacionalmente neutralidade do PSB no primeiro turno da eleição presidencial.

A oposição ao PSB em Pernambuco tende a apostar em nomes novos, mas de famílias com tradição na política, para construir discurso de renovação. O principal nome deles é do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). Há negociações em curso para que ele migre para o DEM. Outro nome é o da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), filha do ex-governador João Lyra Neto.

Dentre os partidos do centrão, a palavra de ordem é aguardar e analisar qual será o cenário daqui a um ano. "Tem que ver o que vai acontecer. A força do presidente Lula no Nordeste é inconteste, ninguém questiona isso. Mas o presidente Bolsonaro também terá trunfos se a vacinação avançar e se a economia voltar a crescer", resume o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).

Por enquanto, o PL tende a caminhar com Bolsonaro, mas nada impedirá uma revoada de parte dos parlamentares e candidatos majoritários em direção a Lula, especialmente no Nordeste.

No Piauí, o senador Ciro Nogueira (PP) é pré-candidato ao governo. Publicamente, diz que mantém o apoio ao presidente e chegou a afirmar que avalia a elegibilidade de Lula como benéfica a Bolsonaro na disputa eleitoral. Por outro lado, passou a fazer críticas pontuais a Bolsonaro, afirmando que ele "perdeu a narrativa" das vacinas.

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Luciano Huck não será candidato em 2022, diz coluna

  • Redação
  • 28 Mar 2021
  • 09:22h

Ideia do apresentador é continuar na TV em 2022 | Foto: TV Globo

Pretenso candidato a presidente em 2022, o apresentador Luciano Huck não deverá mais disputar a pleito do ano que vem, segundo a coluna de Guilherme Amado, da revista Época. Ainda de acordo com a coluna, a desistência de Huck já é dada como certa por interlocutores do apresentador. A ideia é que o marido de Angélica permaneça na televisão.

'Bolsonaro sabe que não se reelege e quer dar novo golpe militar', afirma senador Otto Alencar

  • Bruno Luiz
  • 22 Mar 2021
  • 16:48h

(Foto: Reprodução)

O senador Otto Alencar (PSD-BA) acredita que o presidente Jair Bolsonaro está forçando um novo golpe militar. Na avaliação do parlamentar, declarações recentes do presidente, como a de que poderia decretar estado de sítio no Brasil em resposta às medidas restritivas tomadas por governadores nos estados, são sinal de que Bolsonaro está acuado com a possibilidade de não se reeleger e quer rumar para a ruptura institucional. "O Bolsonaro, na minha opinião, não tem condições de renovar o mandato dele. Não tem por causa das mazelas, dos problemas, das crises gestadas por ele mesmo, pelos problemas que ele tem dentro da família dele. Na minha opinião, como ele tem espírito ditatorial e perverso, bem provável é que ele queira caminhar para a expectativa de um novo golpe militar", afirmou Otto, em entrevista ao Bahia Notícias. O senador ainda defendeu a instalação da CPI da Covid no Congresso, para investigar a atuação do governo federal na pandemia. Para ele, o presidente da República e o ministro da Saúde Eduardo Pazuello são os principais responsável pelo agravamento da crise sanitária e merecem ser punidos.  "O Pazuello não foi ministro da Saúde, o ministro foi o Bolsonaro. Pazuello repetiu o que o Bolsonaro dizia, foi apenas um executor de ordens. Esse desastre é culpa exclusiva de dois homens: em primeiro lugar, o presidente Bolsonaro e, em segundo, o ministro Pazuello. É evidente que esses dois nomes não podem sair impunes. O caminho para punir, hoje mais do que nunca, é a instalação da CPI Covid."

 

 

Questionado sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que anulou condenações na Operação Lava Jato e devolveu a elegibilidade ao ex-presidente Lula (PT), o senador preferiu não comentar. "Seria desumano falar sobre política na pandemia", disse o político. Leia abaixo a entrevista completa:

A morte do senador Major Olímpio, vítima da Covid-19, gerou um sentimento no Senado de que é preciso cobrar medidas mais duras e coordenação nacional do presidente Bolsonaro, em relação à pandemia. O senhor acha que vai aumentar a pressão pela instalação de uma CPI no Senado para investigar a atuação do governo?

O Pazuello não foi ministro da Saúde, o ministro foi o Bolsonaro. Pazuello repetiu o que o Bolsonaro dizia, foi apenas um executor de ordens. Esse desastre é culpa exclusiva de dois homens: em primeiro lugar, o presidente Bolsonaro e, em segundo, o ministro Pazuello. É evidente que esses dois nomes não podem sair impunes. O caminho para punir, hoje mais do que nunca, é a instalação da CPI Covid. Tem as assinaturas, o presidente Rodrigo Pacheco está avaliando. O presidente ainda não instalou porque fazer CPI com sessões remotas é sempre um risco. Não dá para fazer oitivas, audiências públicas, convidar pessoas que, talvez, não queiram comparecer, então isso dificulta a implantação da CPI. Na CPI, tem que ser mais presencial. 

Mas os senadores vão intensificar as cobranças ao governo após a morte do senador Major Olímpio, que trouxe aos senadores o sentimento de “poderia ser eu”?

Não é só pelo senador Major Olímpio, é por todo mundo que já foi contaminado ou morreu nesta pandemia. Nós estamos trabalhando, correndo risco de vida. inclusive eu. Já fui a reuniões presenciais no Senado, em Brasília. O presidente Rodrigo Pacheco alega que é difícil abrir uma CPI nessas condições. Você tem que ter prudência, mas não pode faltar coragem. Temos que enfrentar isso. A triste conclusão é que o presidente tem muita culpa pelas mortes que estão acontecendo hoje. Ele desqualificou a vacina, disse que só ia comprar vacina se tivesse demanda, desqualificou a máscara, chamou de gripezinha e depois disse que não falou. Ele briga com a verdade. O que o Bolsonaro diz sentado não dá para garantir que ele vai confirmar de pé. Ele não tinha a maior condição de ser presidente.

Nos últimos dias, o presidente tem intensificado o discurso contra medidas restritivas e contra os governadores. Como o senhor vê essa postura?

Eu vi hoje o Bolsonaro dizendo que pode decretar estado de sítio. O Bolsonaro, na minha opinião, não tem condições de renovar o mandato dele. Não tem por causa das mazelas, dos problemas, das crises gestadas por ele mesmo, pelos problemas que ele tem dentro da família dele. Na minha opinião, como ele tem espírito ditatorial e perverso, bem provável é que ele queira caminhar para a expectativa de um novo golpe militar. O que eu não sei é se as Forças Armadas vão ou não dar respaldo a ele.

O senhor teme essa guinada dele?

Não tenho nenhum temor dele. Não estou falando em temor, tenho coragem para enfrentar qualquer situação. Estou fazendo uma avaliação. Com a declaração anterior de que deve declarar estado de sítio, ele vai querer criar essa dificuldade para criar confronto entre quem defende isolamento, distanciamento, lockdown e aqueles que não querem, que, como ele, querem transformar a pandemia em uma guerra, em uma catástrofe nacional, como já está acontecendo, com milhares de pessoas morrendo na porta dos hospitais.

O presidente Jair Bolsonaro ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal para suspender decretos de toque de recolher na Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Como o senhor avalia essa medida?

Ele faz esse confronto com os governadores para colocar uma cortina de fumaça nos problemas. O que está acontecendo no Brasil é culpa do próprio Palácio do Planalto e do presidente. Essas coisas todas que estão acontecendo camuflaram coisas graves que ocorreram no país, gestados pelo próprio presidente.

Com a decisão do STF que devolveu a elegibilidade ao ex-presidente Lula, o senhor acha que o presidente Jair Bolsonaro, que estava surfando sem oposição, ganha um oponente à altura, que traz para ele o perigo de perder a reeleição? E, nesse sentido, como uma possível candidatura de Lula pode interferir nas eleições para o governo da Bahia em 2022?

É desumano falar em política na pandemia. Tratar disso é desumano, quando diz respeito a dor do povo baiano. Não tratarei desse assunto enquanto estivermos na pandemia, de uma doença que mata, deixa sequelas graves. É não ter espírito público, não ter caridade e espírito humanitário.

 

O senhor é membro de uma comissão especial no Senado para monitorar a situação da Covid-19 no Brasil. Quais ações o colegiado tem tomado neste momento em que a pandemia atingiu um nível de gravidade como nunca no país?

Nós já fizemos algumas sessões desta comissão. A última, na quinta (18), foi sobre o suprimento de oxigênio, ouvimos os principais fornecedores. Nós ficamos preocupados com a situação do suprimento de oxigênio. Todos eles disseram do aumento da demanda por oxigênio, do industrial e medicinal. A demanda aumentou muito e estão fazendo um esforço muito grande para atender os hospitais todos, públicos e privados. O grande problema é a falta de cilindros de oxigênio para atender os hospitais menores. Os estados de Rondônia, Amapá e Acre tem hospitais, por exemplo, com suprimento de oxigênio via cilindro. Levamos a situação ao conhecimento do Ministério da Saúde. Existe ameaça de falta de insumos, tais como medicamentos para intubar o paciente, pode ter dificuldade também de suprimentos individuais, equipamentos. Você veja a gravidade a que chegou ao país, por falta de previsibilidade do Ministério da Saúde.

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Maioria vê Lula culpado e acha que Fachin errou em anular condenações, diz Datafolha

  • Redação
  • 22 Mar 2021
  • 09:23h

57% dos entrevistados acreditam que sentença foi justa para o ex-presidente e 51% criticam ministro por decisão; outros 51% não querem petista candidato | Foto: Reprodução

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no caso do tríplex de Guarujá, foi justa, para 57% dos entrevistados de uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha. O levantamento também apontou que 51% dos brasileiros criticam o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por ter agido mal ao anular esta e outras sentenças contra o petista, tornando o ex-presidente elegível. De acordo com a Folha de São Paulo, o Datafolha ouviu 2.023 pessoas nos dias 15 e 16 de março. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou menos. Segundo a pesquisa, para 57%, a condenação dada pelo então juiz Sergio Moro a Lula, na Operação Lava Jato, foi justa. Apenas 38% dos entrevistados acham que a decisão foi injusta e 5% não souberam opinar. Segundo a publicação, em abril de 2018, o Datafolha havia feito a mesma questão, com resultados semelhantes: 54% viram justiça, 40%, injustiça, e 6% disseram não saber. Sobre Fachin, 51% dos ouvidos pelo Datafolha acham que o ministor agil mal em anular as condenações, enquanto 42% acreditam que ele fez o certo. 6% não souberam responder. Com Lula elegível, houve divisão entre os entrevistados, onde 51% apontaram que não querem que ele concorra as eleições em 2022, enquanto 47% querem.

Membros do PSB no Nordeste ensaiam aliança com PT após elegibilidade de Lula

  • Redação
  • 19 Mar 2021
  • 14:33h

Governador de Pernambuco já teria iniciado aproximação com petistas | Foto: Reprodução

Embora oficialmente se mostrando em busca de uma terceira via nas eleições de 2022, uma parte do Partido Socialista Brasileiro (PSB) já busca uma reaproximação com o PT após a volta da elegibilidade de Lula. De acordo com a coluna Radar, da Veja, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, já estaria iniciando movimentação para buscar apoio dos petistas. No plano nacional, o presidente da sigla, Carlos Siqueira, mantém conversas com aliados como Flávio Dino (PCdoB) e outros nomes do empresariado de todo o país. O ex-presidente, já avisou que vai percorrer o país para resgatar antigas alianças e construir seu projeto de retorno ao Planalto.

Rejeição a Bolsonaro na gestão da pandemia atinge recorde de 54%, diz Datafolha

  • Redação
  • 17 Mar 2021
  • 14:40h

Para 43%, presidente é maior culpado pela crise da Covid; avaliação geral negativa está no pior nível |

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (16) aponta que 54% dos brasileiros avaliam como ruim ou péssima o trabalho do governo Bolsonaro (sem partido) na gestão da pandemia de Covid-19. Trata-se do maior nível de rejeição desde que a crise sanitária começou, há um ano. O índice também é verificado na mesma semana em que foi apresentado o quarto ministro da Saúde de seu governo — o cardiologista Marcelo Queiroga.

No levantamento anterior, realizada em 20 e 21 de janeiro, 48% reprovavam a gestão de Bolsonaro na pandemia.

Na rodada atual do Datafolha, o índice daqueles que acham sua gestão da crise ótima ou boa passou de 26% para 22%, enquanto quem a vê como regular foi de 25% para 24%. Não opinaram 1%.

O instituto ouviu por telefone 2.023 pessoas nos dias 15 e 16 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Consideram o presidente o principal culpado pela fase aguda da pandemia, que já matou mais de 280 mil no país e vê um colapso nacional do sistema de saúde devido ao pico de infecções, 43% dos ouvidos.

Já os governadores de estado, que em grande parte têm se batido com o governo federal por defenderem medidas mais rígidas de isolamento social, são vistos como culpados por 17%. Prefeitos ficam com 9% das menções.

Efeito Lula?: Jair Bolsonaro decide se vacinar e entrará na fila, diz coluna

  • Redação
  • 16 Mar 2021
  • 07:51h

Presidente tem 65 anos | Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro decidiu se vacinar e entrará na fila para receber a imunização de acordo com a sua idade — ele tem 65 anos e completa 66 no próximo dia 21. A informaão é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época. O presidente, portanto, é do grupo de risco por idade e será vacinado, segundo disse na segunda-feira (15) o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, até maio. A XP Investimentos previu que o cenário mais provável é no mês de junho.