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Universidade do Sul da Bahia é instituição com maior corte de verbas do MEC

  • Redação
  • 17 Mai 2019
  • 10:26h

(Foto: Reprodução)

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) foi a instituição superior que sofreu o maior corte anunciado pelo governo federal. A entidade sofrerá bloqueio de 53,96%, segundo levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Em nota nesta quinta-feira (16), a UFSB informou que dos R$ 31.529.663 referente ao orçamento discricionário de 2019, R$ 17.014.631 foram bloqueados. No comunicado, a universidade disse que busca dialogar com o Ministério da Educação (MEC) sobre "os impactos e suas implicações na continuidade das atividades institucionais". A instituição conta com cerca de 4,5 mil estudantes. Depois da UFSB, a universidade federal que mais sofreu corte de verbas foi a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). Foram 36,5% de bloqueio de verbas. Em terceiro, com corte de 31,98%, está a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Estudantes têm até esta sexta para se inscrever no Enem 2019

  • Redação
  • 17 Mai 2019
  • 09:15h

(Divulgação)

Nesta sexta-feira (17) é o último dia para os estudantes se inscreverem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. As inscrições podem ser feitas pela internet, na Página do Participante, até as 23h59.

A dica do Ministério da Educação é não deixar para se inscrever na última hora, pois são comuns os picos de acesso ao sistema de inscrição nos últimos minutos.

Também termina hoje o prazo para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira. No dia 22 será divulgado o resultado do pedido de atendimento especializado e específico.

Taxa de Inscrição

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85. Quem não tem isenção deve fazer o pagamento, até o dia 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e Correios.

Provas

O Enem será aplicado em dois domingos, nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas serão divulgados até o dia 13 de novembro. O resultado sairá em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Decreto de Bolsonaro sobre nomeações preocupa dirigentes universitários

  • FolhaPress
  • 17 Mai 2019
  • 07:06h

(Foto: Reprodução)

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), publicado nesta quarta-feira (15), deixou preocupados dirigentes das universidades federais, que viram no texto a possibilidade de o governo interferir diretamente nas nomeações de cargos para segundo, terceiro e quarto escalões das instituições. O texto foi publicado na edição de quarta do Diário Oficial da União, mas só entrará em vigor no próximo dia 25 de junho. Entre as alterações feitas pelo decreto estão a transferência da avaliação de escolha de "dirigente máximo de instituição federal de ensino superior", ou seja, de reitores das federais, da Casa Civil para a Secretaria de Governo.  

Atualmente, as indicações apenas dos reitores das federais são encaminhadas pelas instituições ao MEC (Ministério da Educação) e depois para a Casa Civil, que dá a validação final para o nome do escolhido.Na visão de dirigentes universitários ouvidos pela reportagem, o novo texto pode submeter ao crivo do governo também as escolhas da equipe de confiança dentro das universidades, como pró-reitores e diretores de faculdades ou centros de ensino. O texto também fala da dispensa dos profissionais desses cargos.

A partir do novo decreto, as escolhas de pró-reitores ou de diretores de centros de ensino podem ser submetidas ao crivo do ministro-chefe da Secretaria de Governo. Preocupados com uma possível violação de suas autonomias, as procuradorias de institutos federais de educação já analisaram o teor do texto e consideraram que fere a autonomia das instituições.

Reitores ouvidos pela reportagem, que pediram anonimato por medo de represália, dizem que o decreto é preocupante porque poder resultar em pessoas nomeadas pelo Planalto sem afinidade com reitor e comprometer a administração da instituição. O Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica) encaminhou pedido de esclarecimentos para o MEC. 

Universidades consultadas pela reportagem informaram que encaminharam o decreto para análise de suas procuradorias para uma avaliação jurídica e técnica. A Andifes (entidade que representa os reitores das universidades federais) informou que também analisa o conteúdo.

Pelo texto do decreto, o ministro titular da pasta, hoje ocupada pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz, poderá "decidir pela conveniência e oportunidade administrativa quanto à liberação ou não das indicações submetidas à sua avaliação". O prazo máximo para essa tomada de decisão é de dez dias úteis após análise feita pela Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.

Se o prazo for excedido e não houver manifestação da Secretaria de Governo, "a indicação será considerada aprovada". A Casa Civil, responsável pela publicação do texto, nega que tenha havido a alteração da competência do presidente da República para nomeação dos reitores.

"Em relação aos demais cargos, o decreto faculta aos dirigentes das universidades e institutos federais de ensino a possibilidade de submeter os indicados à verificação de vida pregressa com base nas informações a serem registradas pelos órgãos de consulta, a saber, Abin e CGU, para auxiliar no processo de escolha dos nomes que irão o compor o quadro funcional de cargos em comissão e funções de confiança da instituição", disse a pasta por meio de nota divulgada na noite desta quinta-feira (16).

"A submissão ao fluxo proposto pelo decreto é uma opção, que em nada interfere na autonomia das instituições de ensino, mas apenas disponibiliza um instrumento útil à decisão da autoridade", afirma a Casa Civil.

Mais cedo, o secretário executivo do  MEC, Antonio Paulo Vogel, disse que o decreto instituiu uma prática já consolidada. As universidades questionam o fato de não estar muito claro a quem é delegado o poder de nomeações por parte do presidente da República e disseram que aguardam outras normativas até que o texto entre em vigor, daqui a mais de um mês.

Gera dúvidas ainda o fato de haver no decreto um trecho que diz que "a existência de delegação não afasta a possibilidade de o ato [de nomeação ou de exoneração] ser realizado pelo presidente da República." O decreto foi publicado no mesmo dia em que estudantes e professores organizaram protestos em pelo menos 170 cidades brasileiras contestando o bloqueio de verbas para a Educação, que paralisou bolsas de pesquisa e outros recursos para universidades e instituições de ensino.

A oposição ao governo vê no texto um ato de retaliação às manifestações e partidos como PSB e PSOL protocolaram decretos legislativos no Congresso para suspender o ato do Executivo.

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Emoção e alegria dominam as homenagens às mães da Escola Élcio José Trigueiro

  • Ascom | CMB
  • 16 Mai 2019
  • 19:42h

(Divulgação)

Neste ano de 2019 as homenagens às mães feitas nas escolas de Rede Municipal de Ensino de Brumado foram marcantes e estreitaram ainda mais a relação entre professores, funcionários pais e alunos. Uma das mais marcantes foi a da Escola Municipal Élcio José Trigueiro, que fez uma programação diferenciada levando os alunos e as mães para uma sessão especial de cinema no Cine Premier. Foi uma tarde cultural e de muita alegria, onde todos se emocionaram muito com o filme “A vida é uma festa”. A satisfação em cada sorriso deu o tom final à sessão, onde, mães e filhos abraçados e felizes celebraram a grandiosidade da maternidade. A direção da escola fez questão de agradecer à Secretaria de Educação, que concedeu esse momento único e especial, à altura do que as mães mereciam e esperavam.

Obras da Creche da Lagoa Funda estão em ritmo acelerado e inauguração pode acontecer ainda este ano

  • Ascom | PMB
  • 15 Mai 2019
  • 16:14h

As obras da Creche da Lagoa Funda estão bem adiantadas (Foto: Youtube)

As creches ocupam um lugar importante na formação da base educacional da população, já que são nelas que são transmitidos os primeiros passos do conhecimento. Diante disse o município de Brumado buscou expandir essa vertente educacional e, nesse planejamento, obteve sucesso, com a construção de novas unidades que ampliarão do ensino infantil. Uma delas fica localizada no Povoado de Lagoa Funda, a qual está na terceira laje, parte da cobertura e logo se entrará na fase de acabamento. A obra será inaugurada possivelmente ainda esse ano, o que trará um ganho educacional importante para os moradores, não só de Lagoa Funda, mas também das adjacências. O prefeito Eduardo Vasconcelos esteve visitando as obras, a qual foi registrada em vídeo, veja abaixo:

Bolsonaro diz que manifestantes contra cortes na educação são 'idiotas úteis'

  • FolhaPress
  • 15 Mai 2019
  • 15:45h

(Foto: EBC)

Ao chegar aos Estados Unidos nesta quarta-feira (15) Jair Bolsonaro afirmou que as manifestações que estão ocorrendo no país em defesa de recursos para a educação são feitas por "idiotas úteis", classificados pelo presidente como "militantes" e "massa de manobra". Indagado sobre os protestos que acontecem nas capitais e grandes cidades do Brasil, o presidente disse que os alunos que estão nas ruas "não sabem nem a fórmula da água" e servem de instrumento político para "uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais". "É natural [que haja protesto], mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil", afirmou o presidente na porta do hotel onde está hospedado em Dallas. Cercado de apoiadores, que gritavam "mito" enquanto o presidente concedia uma entrevista coletiva a jornalistas, Bolsonaro primeiro afirmou que não existe corte na educação para, em seguida, dizer que, por causa da crise econômica e da arrecadação baixa, foi preciso fazer o contingenciamento. "Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente também, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e, se não tiver esse contingenciamento, simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal. Então não tem jeito, tem que contingenciar", declarou. Os protestos são uma resposta à decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que reduziu o orçamento das universidades federais e bloqueou bolsas de pesquisa. O presidente disse ainda que não gostaria de fazer nenhum contingenciamento, em especial na educação, mas afirmou que o setor está "deixando muito a desejar". "Gostaria que nada fosse contingenciado, em especial na educação. A educação também está deixando muito a desejar no Brasil. Se você pega as provas, que acontecem de três em três anos, está cada vez mais ladeira abaixo. A garotada, com 15 anos de idade, na oitava série, 70% não sabe uma regra de três simples. Qual o futuro destas pessoas?". Na avaliação do presidente, a alta taxa de desemprego no país -cerca de 14 milhões de desempregados- vem da baixa qualificação dos trabalhadores. Bolsonaro afirmou que, durante os governos do PT, não havia preocupação com a educação.

Professores continuam com salários cortados após decisão da Justiça, diz Aduneb

  • Redação
  • 13 Mai 2019
  • 12:32h

(Foto: Reprodução)

O prazo de 72h dado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para que o governo estadual efetuasse o pagamento dos salários dos professores, em greve desde 09 de abril, encerrou neste final de tarde de sexta-feira (10), de acordo com a Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb). “Até o presente momento, a coordenação do sindicato não tem a informação sobre o cumprimento da liminar do TJ-BA. A Aduneb lamenta mais esse desrespeito à categoria docente e ao Tribunal de Justiça. A assessoria jurídica do sindicato tomará todas as medidas judiciais cabíveis em defesa dos professores”, diz nota. Após o corte dos salários dos docentes em greve, o governo e a Secretaria da Administração, na última terça-feira (07), foram notificados sobre a liminar favorável aos professores da Uneb.

Ataques às universidades federais vêm com duas bandas, a oficial e a marginal

  • Levi Vasconcelos
  • 11 Mai 2019
  • 09:28h

Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil

O anúncio do corte de 30% nas verbas das instituições de ensino superior pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub (foto), vem acompanhado da banda podre nas redes. Um bombardeio de memes, muitos nitidamente fakes, mostra gente nua andando pelos corredores, em protestos, nas salas.

Em síntese, uma intenção deliberada de qualificar os núcleos acadêmicos como ambientes de libertinagem tão explícita que num comparativo visual, os prostíbulos, nos seus áureos tempos, até parecem santuários.

Dizem os defensores das universidades que os ataques partem dos mesmos núcleos que durante a campanha eleitoral turbinaram as redes sociais pró-Bolsonaro.

Os ataques, os oficiais com o tempero dos marginais, apenas carimbam uma convicção: o viés ideológico presente. Bolsonaro e cia. acham que as universidades são ninhos da esquerda.

Heresia

Antes da era Lula, a Bahia só tinha uma universidade federal, a UFBA. Ganhou mais quatro (UFRB, UFSB, UFOB, Unilab e Univasf). Mesmo nesse tempo, se via setores como biologia marinha, nutrido com dinheiro da Petrobras, pujante, enquanto os laboratórios de genética, que estuda as deformações que os desatinos industriais e ambientais causam, à míngua.

Em suma, só produzir conhecimento a serviço das conveniências econômicas é uma heresia. Se o embalo for ideológico ou religioso, pior.

Sem dúvida que Weintraub e cia. prestam gigantesco desserviço ao país. Boicotam o progresso do conhecimento, aumenta a segregação social, premia o atraso. Como diz o poeta, ‘é triste, mas existe’.

 

Educar para transformar: quem é o líder do futuro?

  • *Por Norman Arruda Filho
  • 08 Mai 2019
  • 19:32h

(Imagem Ilustrativa)

“Não existe vento favorável para o marinheiro que não sabe aonde ir”. A famosa frase do filósofo Sêneca – um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano – se encaixa perfeitamente nas discussões sobre educação executiva responsável, uma vez que, encontrar seu valor vai muito além da simples propagação de princípios. As instituições focadas em formação de líderes responsáveis precisam despertar uma visão global das mudanças que são necessárias para impactar de forma positiva a sociedade.

 

O diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Nova York, Vinícius Pinheiro elenca os principais desafios relacionados à três áreas-chaves:

 

Economia digital: os avanços em tecnologia, robótica e automação podem contribuir positivamente para melhorar as condições de vida das pessoas. Por outro lado, podem ampliar as desigualdades sociais.

 

Mudanças climáticas e transição para a economia verde: representam uma mudança nos processos produtivos e uma releitura do uso dos recursos naturais disponíveis no planeta. Além disso, tem o potencial de geral 18 milhões de empregos no mundo, impactando os outros pilares do tripé da sustentabilidade: o social e o econômico.

 

Transição demográfica: considera a realidade inegável e já bastante discutida de que a população mundial em idade para trabalhar irá diminuir progressivamente. Com exceção da África que terá um incremento de 12% de pessoas nesse grupo, há uma previsão de redução de 14% para a Europa. É um cenário que precisa ser pensado e planejado.

 

Entre as inovações disruptivas há o receio de que as pessoas sejam dispensáveis perante a supremacia das máquinas. A alta tecnologia domina todos os setores produtivos: na indústria, no mercado, na saúde, nas linguagens, nas nossas escolas, na nossa casa. As novas formas de consumo questionam nossas referências, nosso próprio modelo de vida e são acompanhadas de um constante medo do desconhecido, como profissões que sequer existem ainda. E para atender a tudo isso, não podemos mais ficar sentados atrás de grandes mesas ou a frente de quadros negros das escolas sem olhar para o que está acontecendo no mundo ao redor.

 

A sala de aula como costumava ser tinha o professor como detentor do conhecimento. Hoje, um aluno com um celular na mão tem acesso a muito mais informações do que o professor é capaz de memorizar. A sala de aula deve fazer parte dessa transformação e se tornar um espaço para compartilhamento, no qual cada um dos envolvidos tem um potencial valioso que não pode ser limitado a formalidades, mas deve ser medido por sua capacidade de participação, articulação e contribuição para o aprendizado em comunidade.

 

Paulo Freire foi um grande educador, pedagogo e filósofo brasileiro que há décadas defende a necessidade de mudança no papel da educação. Como grande defensor do aluno protagonista do conhecimento, em suas colocações afirma que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção”.

 

Há vinte anos, o ISAE Escola de Negócios defende essa abordagem, acreditando no potencial de transformação da educação. Ao adotarmos um modelo educacional que associa teoria e a prática, valorizamos a experienciação, a avaliação por meio de resultados aplicáveis e o grau de comprometimento do aluno. Somos defensores do ensino transversal, do aluno como protagonista de seu próprio aprendizado e vemos o professor como facilitador desse processo e instigador da busca por mais conhecimento.

 

Nosso maior objetivo é honrar nosso compromisso de estar aqui para contribuir com a sociedade por acreditarmos na educação executiva responsável como grande fator de transformação social. No entanto, a transformação depende das pessoas. Se as pessoas não se mobilizarem, a educação sozinha não terá poder algum. Por isso, mais do que estar consciente das mudanças do mundo do futuro é preciso encará-las como oportunidades e instigar em nossos alunos a curiosidade, sendo provocador e despertando o interesse pelo aprendizado e a sede por conhecimento. Somente assim, quando conseguimos inspirar o outro, deixamos de ser espectadores passivos e nos tornamos verdadeiros agentes da mudança.

 

*Norman de Paula Arruda Filho é Presidente do ISAE Escola de Negócios, conveniado à Fundação Getulio Vargas, professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE/FGV, e Coordenador do Comitê de Sustentabilidade Empresarial da Associação Comercial do Paraná (ACP).

Ufba diz que bloqueio de recursos pelo MEC foi ampliado de R$ 37 milhões para mais de R$ 55 milhões

  • informações do G1 Bahia
  • 07 Mai 2019
  • 19:22h

(Foto: Divulgação)

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) informou, nesta terça-feira (7), que o bloqueio de recursos da instituição pelo Ministério da educação (MEC) foi ampliado de R$ 37 milhões para mais de R$ 55 milhões. A informação foi divulgada ao G1 pelo reitor da instituição de ensino, João Carlos Salles. Salles informou que o "bloqueio adicional" no orçamento ocorreu entre quinta (2) e sexta-feira (3) da semana passada. Ele diz que somente dos recursos para custeio, a verba bloqueada chegou a R$ 49.703.394. O dinheiro do custeio é destinado ao pagamento de contas como água luz, telefone, internet, limpeza e vigilância. O G1 entrou com contato com o Ministério da Educação, na tarde desta terça, para saber os motivos do bloqueio adicional no orçamento da Ufba e aguarda posicionamento do órgão. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse, nesta terça-feira (7), em uma audiência na Comissão de Educação no Senado, que não haverá corte no orçamento das universidades e instituições de ensino federais, mas sim um contingenciamento. Ele destacou, ainda, que o recurso poderá voltar a ser liberado se a reforma da Previdência for aprovada e se a economia do país melhorar no segundo semestre. O reitor da Ufba informou que viajará à Brasilia para participar de reunião da Comissão de Orçamentos da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil, onde tentará reverter o corte no orçamento da universidade. A Ufba anunciou o primeiro bloqueio de R$ 37,3 milhões no dia 30 de abril. Com o corte adicional, a situação na instituição deve ficar ainda mais delicada. A instituição prevê impactos significativos no funcionamento da universidade até o final de 2019, caso a situação não seja revertida. Atualmente, a Ufba tem 40 mil alunos, divididos entre os três campi da instituição, em Salvador, Camaçari, na região metropolitana, e Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. A universidade oferece 105 cursos de graduação e 136 de pós-graduação (54 doutorados e 82 mestrados). A instituição é a 1ª do Nordeste, a 10ª brasileira e a 30ª da América Latina no ranking Times Higher Education (THE), da revista inglesa Times, que avalia 1.250 universidades de 36 países.

Estudantes respondem com luta aos cortes de verbas da educação

  • Assessoria de Imprensa UBES
  • 07 Mai 2019
  • 10:09h

A UBES está convocando os estudantes a realizarem um tuitaço hoje, às 15h, com a hashtag #TiraAMãoDoMeuIF para chamar atenção da sociedade para o corte de verbas (Divulgação)

Mobilizados pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), mais de 100 institutos e colégios federais vestiram preto nesta segunda (6/5) para protestar contra o corte de 30% nas verbas das escolas e universidade federais.  Os estudantes realizaram assembléias, protestos e gravaram vídeos demonstrando a insatisfação com a redução de verbas. Para Pedro Gorki, presidente da UBES, “foi um ensaio para a greve da educação, que acontecerá no próximo dia 15 de maio”. A UBES registrou movimentação em ao menos 21 dos 26 estados. Em todos eles, a campanha #TiraAMãoDoMeuIF foi o motor da mobilização nos Institutos Federais. “Chamou nossa atenção a agilidade e abrangência da resposta secundarista, após o anúncio repentino dos cortes, o que mostra o descontentamento com essa medida. E também a participação de pais e professores nas manifestações", afirma o presidente da UBES.

Paralisação Nacional da Educação

A mobilização estudantil pela rede federal de ensino promete se estender em assembléias ao longo da semana. A ideia é unificar todo o Brasil em uma Paralisação Nacional da Educação, em 15 de maio.

O movimento dos estudantes secundaristas pode ser acompanhado pelos perfis da UBES no Instagram e no Facebook.

"Os cortes de R$ 740 milhões anunciados pelo governo Bolsonaro na rede federal de ensino médio e técnico impediria muitas destas instituições de terminar o ano letivo.  Com 642 unidades, os Institutos Federais oferecem ensino médio integrado ao técnico em capitais e no interior. Além de capacitação e formação cidadã, representam o desenvolvimento da ciência e pesquisa no Brasil”,  afirma o presidente da UBES, Pedro Gorki.

Inscrições do Enem 2019 começam hoje (06)

  • Redação
  • 06 Mai 2019
  • 15:37h

Divulgação

As inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 começam nesta segunda-feira (6) e vão até 17 de maio. O cadastro deve ser feito pelo site oficial da prova (clique aqui). A taxa de inscrição é de R$ 85. Quem não têm isenção devem pagar a taxa entre 6 e 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e correios. Neste ano, a prova será aplicada em dois domingos seguidos: 3 e 10 de novembro.

Governo Bolsonaro bloqueia R$ 40 milhões de mais três universidades baianas

  • Redação
  • 06 Mai 2019
  • 07:29h

(Foto: Divulgação URFB)

Após cortar verbas destinadas à Universidade Federal da Bahia (Ufba), o Ministério da Educação (MEC) bloqueou cerca de R$ 28 milhões do orçamento de mais três instituições federais de ensino superior do estado, informa reportagem do jornal Correio*. Segundo a publicação, a nova tesourada atinge a Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), que sofreu contingenciamento de 32% —o equivalente a 16,3 milhões—, enquanto a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), de 33,2% —correspondente a R$ 11,8 milhões— e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), de 38% —em torno de R$ 12 milhões. O reitor da UFRB, Silvio Soglia, disse ao jornal soteropolitano que, caso o corte não seja revertido, serviços como água, luz e telefone ficarão inviabilizados. “O bloqueio destes valores, se não for revertidos, inviabilizam ate o final do ano, o funcionamento de vários serviços da universidade, além de impactar diretamente no pagamento das contas de água, luz, telefone, limpeza e vigilância, por exemplo”, afirmou.

Com corte de R$ 24 milhões do MEC, Ifba só tem como pagar contas até setembro

  • Milena Teixeira
  • 05 Mai 2019
  • 09:34h

O Campus do IFBA em Brumado já acendeu o sinal de alerta (Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

Depois de cortar 30% da verba da UFBA, o Ministério da Educação (MEC) bloqueou 38% do orçamento do Instituto Federal da Bahia (Ifba) nesta sexta-feira (3). Com a redução, a escola perderá R$ 24 milhões este ano.

O reitor do Ifba, Renato da Anunciação, afirma que ficou sabendo do bloqueio quando abriu o sistema que dá acesso à informações sobre as verbas das instituições federais.

“A gente tinha uma noção que podia acontecer esse bloqueio por causa do corte de 24% que o MEC teve, mas não fomos informados pelo ministério”, disse o reitor.

Se o corte for mantido, segundo Renato, o instituto não terá como pagar despesas básicas, como água, luz e vigilância.

“As contas não se pagam sozinhas e nós gastamos muito com vigilância e outras despesas permanentes. Esse bloqueio pode causar um impacto muito grande pra escola […] A gente só vai conseguir pagar as contas até o mês de setembro”, declarou o professor.

O IF Baiano também sofreu redução de verbas. Em nota, o instituto informou que perdeu 30% do orçamento total deste ano.

Na publicação, o Ifba diz que para se adaptar aos cortes, a instituição deverá realizar uma revisão geral das ações que envolvem orçamento de custeio, tais como: reuniões, cursos de capacitação, eventos e viagens

Os contratos continuados, como os serviços de conservação e vigilância também deverão ser revisados, assim como os custos com as unidades educativas de produção deverão ser diminuídos.

O que diz o MEC?

Em nota, o MEC afirmou que  o critério adotado para o bloqueio do orçamento foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos, em decorrência da restrição orçamentária.

Ainda segundo o ministério, o bloqueio  foi de 30% para todas as instituições.

Greve em universidades estaduais entra em 25° dia; docentes cobram encontro com Rui

  • Francis Juliano
  • 03 Mai 2019
  • 16:04h

(Foto: Divulgação Aduneb)

A greve dos professores das universidades estaduais chega nesta sexta-feira (3) ao 25° dia. Conforme o comando de greve, até o momento não foi feita nenhum encontro com o governador Rui Costa. "A gente quer que ele sente conosco, olho no olho. É estranho que um governador que foi sindicalista trate o movimento assim", disse Lilian Machado, diretora executiva da Aduneb [Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia]. Entre as reivindicações dos professores, o movimento cobra promoções de carreiras de pelo menos 400 docentes que aguardam o benefício há quatro anos. Os docentes também tentam apoio de quadros próximos a Rui Costa, como o senador Jaques Wagner, abordado pelos grevistas durante ato no Dia do Trabalho, em Salvador, na última sexta-feira (1°). "Nós o procuramos e o senador acenou com a possibilidade de estreitar esse diálogo com o governo", disse a docente. Na próxima terça-feira (7), uma audiência pública viabilizada pelo deputado estadual Hilton Coelho discutirá na Assembleia Legislativa as pautas do movimento. Está marcada para as 11h. Já na terça à tarde, os professores farão nova assembleia para debater os rumos da paralisação. A greve atinge a Uneb, Uefs, Uesb e Uesc.