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Governo prorroga inscrições de universitários para reforço escolar do programa 'Partiu Estágio'

  • 10 Abr 2019
  • 20:11h

Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

O governo da Bahia prorrogou as inscrições do programa "Partiu Estágio" para universitários dos cursos de educação física, letras vernáculas e matemática que desejam ensinar no reforço escolar da rede estadual de educação.Os estudantes interessados em uma das 4.390 mil vagas podem se candidatar até o dia 25 de abril. Anteriormente, o prazo encerraria na terça-feira (9). Podem participar da seleção, estudantes de cursos presenciais e da modalidade a distância, desde que a instituição tenha polo no estado. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do site do programa. O edital está disponível no portal da Secretaria da Administração (Saeb). O cadastro de cada candidato irá compor um banco, que terá validade de seis meses. Para participar, o candidato deve ter idade mínima de 16 anos e ter cumprido pelo menos 50% do curso de formação. Conforme o governo, podem participar estudantes universitários residentes na Bahia e que estejam regularmente matriculados em cursos presenciais e EAD. Os alunos da modalidade presencial devem concorrer a vagas ofertadas nas cidades onde residem ou estudam. Já os estudantes de cursos EAD poderão se candidatar apenas nas vagas disponíveis na cidade onde moram.

Prazo para pedir isenção da taxa de inscrição do Enem 2019 termina nesta quarta (10)

  • 10 Abr 2019
  • 14:08h

Foto: Arte/G1

Termina às 23h59 desta quarta-feira (10) o prazo para pedir isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019. O participante que deseja solicitar o direito de não pagar os R$ 85 da taxa e estiver dentro dos critérios do edital deve acessar a página do Enem 2019 e se inscrever. O resultado será divulgado no dia 17 de abril. As provas serão nos dias 3 e 10 de novembro. A isenção da taxa não significa a inscrição automática no exame. O candidato deverá voltar ao site do Enem 2019 e concluir a inscrição em maio.Até as 10h50 desta quarta, 3 milhões de pedidos de isenção já haviam sido feitos segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova.

Professores da Uneb, Uefs e Uesb iniciam greve e mais de 30 mil alunos ficam sem aulas

  • G1
  • 09 Abr 2019
  • 15:12h

Foto: Divulgação/Aduneb

Os professores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) iniciaram na manhã desta terça-feira (9) uma greve por tempo indeterminado. Diante da suspensão das atividades, os estudantes estão sem aula nos campi das três instituições estaduais.De acordo com as associações dos docentes das universidades, a paralisação foi aprovada em assembleia, realizada na última semana. Os professores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) não participa do ato, mas estão em estado de greve e podem deflagrar a paralisação ainda nesta semana. O G1 entrou em contato com o governo do estado e aguarda posicionamento. Os professores pedem aumento de investimento nas instituições de ensino, reposição salarial, promoções, entre outros. Após anúncio da greve dos professores, o governo do estado informou que o governador Rui Costa determinou a liberação de R$ 36 milhões para investimento nas quatro universidades estaduais baianas. O anúncio foi feito durante reunião na segunda-feira (8), em Salvador, com os reitores das instituições de ensino.O governo informou ainda que Rui Costa apresentou um levantamento feito pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb), que mostra um aumento de 19,35%, nos últimos quatro anos, na folha de pagamento dos servidores dessas instituições e que o estado está no limite da capacidade financeira para remuneração de pessoal, não podendo desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Na reunião com os reitores, Rui também anunciou que publicará projeto de lei redistribuindo 68 vagas do quadro do magistério da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), o que pode resultar na promoção de até 151 professores. Entretanto, não há informações sobre possíveis promoções nas demais universidades. Apesar da greve dos professores, 30% dos serviços estão mantidos nas três universidades, como núcleos de pesquisa, por exemplo. De acordo com a Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb), só a Uneb possui cerca 25 mil estudantes presenciais e mais de cinco mil no sistema de ensino à distância. Ainda de acordo com a Aduneb, são 24 campi da Uneb em toda a Bahia que contam com 2.400 professores e 1.500 técnicos. O campus da Uefs fica em Feira de Santana e a Uesb possui campi nas cidades de Jequié, Itapetinga e Vitória da Conquista.

Confira as reivindicações dos professores:

  • Destinação de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do Estado da Bahia para o orçamento anual das universidades estaduais. Atualmente, esse índice é de aproximadamente 5%, segundo categoria;
  • Reposição integral da inflação do período de 2015 a 2017, em uma única parcela, com índice igual ou superior ao IPCA;
  • Reajuste de 5,5% ao ano no salário base dos docentes para garantir a política de recuperação salarial, referente aos anos de 2015, 2016 e 2017;
  • Cumprimento dos direitos trabalhistas, a exemplo das promoções na carreira, progressões e mudança de regime de trabalho. Atualmente, conforme categoria, só na Uneb, mais de 400 professores possuem seus direitos à promoção negados pelo Estado;
  • Ampliação e desvinculação de vaga/classe do quadro de cargos de provimento permanente do Magistério Público das Universidades do Estado da Bahia.

A babá que aprendeu a ler sozinha e hoje faz pedagogia

  • 06 Abr 2019
  • 16:14h

Foto: Fabio Tito/G1

Todos os anos, cerca de 280 mil pessoas se matriculam na graduação em pedagogia no Brasil. Em 2019, uma delas é Maria das Neves, uma babá de 55 anos que só começou a estudar aos 45 e, no mês passado, finalmente conquistou o sonho de concluir o ensino médio. Agora, ela traça um novo plano, que ainda não está totalmente definido: ou trabalhará como professora do ensino infantil, ou com o ensino de jovens e adultos (EJA), onde poderá servir de inspiração. "Eu tinha um sonho de entrar na escola e estudar, mas chegar à faculdade era um sonho grande demais pra mim. Eu achava que era impossível", disse Maria das Neves ao G1, dias antes de começar o curso de pedagogia. No caso de Maria das Neves, que em 2019 virou caloura universitária do curso de pedagogia na FMU, em São Paulo, a trajetória até o ingresso no ensino superior levou dez anos e passou por diversos percalços, incluindo quatro tentativas de conseguir o certificado por meio do Enem. No entanto, ela contou com dois recursos que, segundo os dados mais recentes, estão cada vez mais escassos: tempo livre para estudar e um curso para jovens e adultos perto de casa ou do trabalho. A história de Maria integra a série de reportagens "Adultos sem diploma", na qual o G1 apresenta dados exclusivos sobre o Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) que mostram que, dois anos depois que o governo federal decidiu retomar a aplicação do Encceja do ensino médio, em vez de usar o Enem para esse fim, a taxa de candidatos que fizeram todas as provas na mesma edição e conseguiram nota suficiente em todas elas para conseguir a certificação subiu de 14% para 36%. As reportagens também analisaram os microdados históricos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Censo da Educação Básica, e mostram que, se todos os 5,8 milhões de participantes do Enem 2016 necessitassem da nota mínima exigida para conseguirem o diploma do ensino médio, 69,8% teriam sido "reprovados".Além disso, embora o total de escolas tenha crescido 12% entre 2009 e 2018, o número de escolas que oferecem EJA do ensino fundamental caiu 34%.Neves também representa um ponto fora da curva porque, na primeira vez em que fez o Enem, conseguiu pontuação suficiente para tirar o certificado. Mas, como não havia preenchido o campo do formulário de inscrição sobre a solicitação da certificação, ela não poderia aproveitar as notas. No ano seguinte, ela conseguiu novamente notas suficientes no exame, com exceção da prova de matemática, em que ficou apenas 2 pontos abaixo da pontuação mínima para pedir a certificação. Na terceira tentativa via Enem, em 2015, Neves ficou abaixo da nota mínima exigida. Já em 2016, ela chegou a se inscrever, mas, por causa de complicações em uma cirurgia, precisou ficar cerca de um mês internada e acabou faltado ao exame. "Eu fiquei mais triste no primeiro ano, que eu já tinha conseguido a nota e não consegui o certificado", relembra ela, em entrevista ao G1. "Pra mim foi muito triste, me isolei, chorei bastante... Dei uma sumida." Neves disse que, depois da primeira tentativa frustrada, ela chegou a pensar em desistir do sonho."No primeiro ano eu fiquei assim: 'Será que eu desisto?' No ano seguinte eu falei: 'Não, não vou desistir. isso não tá nos meus planos, eu vou continuar'", contou Maria das Neves.

Jovem que catou papelão 'pula' mestrado e é chamado para doutorado no exterior

  • 06 Abr 2019
  • 12:13h

Foto: Arquivo Pessoal

Um jovem de 24 anos da periferia de São Vicente, no litoral de São Paulo, conquistou uma vaga no curso de doutorado em Filosofia em uma universidade no Chile após ter que catar papelão na rua para pagar a passagem de ônibus para estudar. Jefferson Dionísio já começou o curso e, em entrevista ao G1, contou as dificuldades da trajetória.Jefferson é o primeiro da família a cursar uma faculdade. O jovem, que cresceu em um bairro da Área Continental da cidade, diz que sempre estudou em escola pública. Ainda adolescente, começou a trabalhar na Prefeitura de São Vicente por meio do Centro de Aprendizagem e Mobilização Profissional e Social (Camps) e, aos 18 anos, começou a cursar Filosofia em uma universidade em Santos."Eu ganhava R$ 668 de bolsa-auxílio e a faculdade era R$ 660. Todo o meu salário ia para os ­estudos, não sobrava nada. Cheguei a trancar a matrícula no primeiro ano pois não tinha mais como pagar. Um ano depois, em 2015, eu voltei para a universidade, mas então fiquei desempregado", conta.Sem trabalho, Jefferson conseguiu completar o primeiro e segundo semestre com abono temporário na mensalidade. Já no segundo ano, foi contemplado com uma bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos (ProUni). Apesar disso, o jovem tinha dívidas de mensalidades anteriores acumuladas."As mensalidades que eu devia somavam quase R$ 5 mil. Eu não tinha como pagar. Foi uma fase muito difícil, até mesmo constrangedora. Comecei a ir de bicicleta para a aula e até catei papelão na rua para vender. Um amigo viu a situação e disse que me ajudaria, que eu não precisava disso".Com a ajuda dos amigos, que chegaram até a fazer uma vaquinha, Jefferson conseguiu pagar a dívida com a universidade. "Eu ia sempre com a mesma roupinha, os mesmos sapatos. Todo dia igual, não tinha dinheiro para comprar mais nada", relembra.Ao se formar, Jefferson começou a dar aula em escolas públicas e, pelo seu destaque como bom estudante, professores da universidade deram a ideia dele tentar mestrado fora do país. O jovem, então, viajou de ônibus para o Chile, onde visitou universidades e foi incentivado a postular vaga para mestrado e doutorado.No fim de 2018, Jefferson recebeu a notícia de que havia sido aprovado no doutorado, sem ao menos passar pelo mestrado. "Meu nome estava na lista de aprovados, entre americanos, franceses, alemães e outros estrangeiros. Passei em terceiro lugar. Foi incrível".Com 24 anos, Jefferson já está morando no Chile e cursa doutorado em Filosofia na Pontificia Universidad Católica de Valparaíso (PUCV). A previsão é que o jovem conclua o curso em 2023 e, segundo ele, ainda é cedo para saber se volta ao Brasil ou se tentará seguir a vida fora do país."Tenho muito que agradecer a todos que acreditaram em mim. Minha família nunca duvidou da minha capacidade e sempre me apoiou. Hoje estou realizando um sonho graças aos professores, aos amigo e a todos que me incentivaram", finaliza.

Uefs se soma a Uneb e Uesb e entra em greve a partir de terça; Uesc vota por 'estado de greve'

  • Bahia Notícias
  • 05 Abr 2019
  • 12:11h

Foto: Divulgação / Adusf

A Uefs [Universidade Estadual de Feira de Santana] também vai paralisar as atividades. Em assembleia realizada nesta quinta-feira (4), professores da instituição decidiram deflagrar greve. Segundo a associação dos docentes da instituição [Adufsba], foram 103 votos a favor da greve contra 77. Doze pessoas optaram pela abstenção. O início do movimento ocorre nesta terça-feira (9) com a suspensão das aulas. A Uefs acompanha a Uneb [Universidade do Estado da Bahia] e Uesb [Universidade do Sudoeste da Bahia], que também decretaram greve. Nas reivindicações, os professores afirmam que há seis anos não têm aumento real no salário. O último reajuste acima da inflação foi em 2013, com acréscimo de 7% no salário base. Os docentes também apontam perdas de mais de 25% na recomposição dos vencimentos. Eles também criticam a alteração do Estatuto do Magistério Superior que retirou dos profissionais com Dedicação Exclusiva a possibilidade de usarem mais tempo à pesquisa e extensão. Ainda segundo a Adufsba, há cortes de verbas para o funcionamento da Uefs, e desde 2012 os professores cobram aumento do repasse do estado para 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI). Atualmente o valor é 4,9% da RLI. 

UESC

De forma mais cautelosa, os professores da Uesc [Universidade Estadual Santa Cruz], que tem campus em Ilhéus, decidiram pelo estado de greve. Segundo a TV Uesc, em assembleia, a proposta pelo estado de greve venceu com 114 votos contra 54 dos que queriam greve imediata a partir da terça-feira (9). À emissora universitária, o representante dos professores da Uesc [Adusc], José Luís França, disse que o estado de greve “é um ultimato” ao governo antes da possiblidade da greve.

MEC diz que resolveu falha do Fies e prorroga prazo pela 3ª vez

  • 05 Abr 2019
  • 09:09h

Foto: Reprodução/RBS TV

O Ministério da Educação prorrogou, nesta quinta-feira (4), o prazo para os estudantes já selecionados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), na modalidade Fies, validarem sua inscrição junto às faculdades e universidades privadas. O MEC também disse que "foi solucionado o problema que impedia a troca de informações com o agente financeiro e, consequentemente, a contratação do financiamento com a instituição bancária".Essa é a terceira vez que o prazo é prorrogado. Mas, em nota divulgada na segunda-feira (1º) pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Jornal Nacional, o fundo ressaltou que casos de erros ou problemas no sistema podem levar o MEC ou os bancos operadores do programa a prorrogarem o prazo de conclusão da inscrição até 30 de junho. Nesta quinta, Luiz Blumm, diretor de gestão de Fundos e Benefícios do FNDE, afirmou, segundo a nota do MEC, que as instituições não precisam cobrar mensalidade dos estudantes enquanto o contrato não é assinado. "Não há motivo de preocupação nem de cobrança dos estudantes por parte das instituições", afirmou Blumm, do FNDE. "Após a contratação, as instituições serão ressarcidas retroativamente. O prazo foi estendido até o dia 12 para que todos os alunos tenham a validação completa." Segundo o MEC, os estudantes foram informados sobre os novos prazos por e-mail e SMS. Mas Blumm advertiu que cabe a cada aluno fazer a "contratação adequada com o Fies". "O estudante tem que ter consciência de que, se ele não tem a contratação adequada com o Fies, ele se matriculou e assistiu às aulas, terá que fazer o ressarcimento à instituição", disse Blumm.

Ministro diz que não houve golpe em 1964 e que livros didáticos vão mudar

  • Folha de S. Paulo
  • 04 Abr 2019
  • 16:11h

Foto: Marcello Casal jr/Agência

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou que serão feitas mudanças no conteúdo dos livros didáticos do país no que diz respeito ao golpe militar de 1964 e a ditadura que se seguiu durante 21 anos. Para o ministro, não houve golpe, e o regime militar não foi uma ditadura. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Valor Econômico. "Haverá mudanças progressivas [no conteúdo dos livros didáticos] na medida em que seja resgatada uma versão da história mais ampla", afirmou Vélez. "O papel do MEC é garantir a regular distribuição do livro didático e preparar o livro didático de forma tal que as crianças possam ter a ideia verídica, real, do que foi a sua história." Segundo o ministro, o golpe em 31 de março de 1964 foi "uma decisão soberana da sociedade brasileira" e a ditadura um "regime democrático de força".O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), já tinham manifestado intenção semelhante, propondo uma revisão histórica do período em livros didáticos. "Um povo sem memória é um povo sem cultura, fraco. Se continuarmos no nosso marasmo os livros escolares seguirão botando assassinos como heróis e militares como facínoras", escreveu Eduardo em rede social, em janeiro. Nos últimos dias, devido à efeméride do golpe e o alinhamento do clã Bolsonaro com o período, foram feitas comemorações da data, determinadas pelo próprio presidente. O Planalto divulgou um vídeo no domingo em que comemorava o golpe. Um empresário assumiu nesta terça (2) a autoria do vídeo . A entrevista do ministro ao Valor é apenas mais uma polêmica envolvendo diretrizes da Educação no governo . O Ministério da Educação já tinha feito mudanças em edital para compra de livros didáticos que deixavam de exigir referências bibliográficas, abrindo brechas para erros e revisionismos. Pressionado, Vélez recuou. Logo após vencer a eleição presidencial, Jair Bolsonaro falou que tomaria conhecimento do conteúdo da prova do Enem antes do exame. O presidente havia contestado algumas perguntas  da prova de 2018, segundo ele, com "questões menores" — acerca de diversidade sexual. Vélez deu aval ao presidente.ministro-da-educacao.shtml) para ter acesso à prova antes de sua realização, o que desafia critérios técnicos e de segurança do exame. O filósofo Roberto Romano, professor de ética da Unicamp, diz que o ministro não pode tratar a história de um povo com essa leviandade. "O que o ministro diz não tem sentido nenhum. Há uma historiografia cientificamente estabelecida, testemunhos históricos, documentos, pessoas vivas que foram torturadas, cassadas, postas fora dos seus trabalho e exiladas", diz ele, autor de "Brasil: Igreja contra Estado". Para Romano, ele próprio torturado na ditadura militar, a fala de Vélez não condiz com alguém que ocupa o cargo do ministro da Educação. "Ele esta fazendo um trabalho de propaganda política exatamente da maneira que se tentou falar sobre a ditadura Vargas e a ditadura de 1964", diz. "O cargo de ministro deve ser de garantir a pesquisa cientifica e [produção de] evidências, e não slogan e ideologias. É má fé autoritária e inconstitucional. Ele não pode usar o cargo para mentir sobre a história". Para a historiadora Maria Helena Rolim Capelato, professora da USP, trata-se de negacionismo histórico. "Todos nós estamos nos empenhando em combater essa visão absurda. A história está mais do que provada, que houve um golpe civil-militar e que ele resultou numa ditadura de longa duração", diz ela, ex-presidente da Associação Nacional dos Professores Universitários de História. "Há pequenas discussões sobre se foi ditadura militar ou civil-militar, mas jamais pode se dizer se deixou de ser um golpe e que se instalou a partir dai uma ditadura por conta dos militares". Capelato ressalta a maior gravidade por se tratar de iniciativa que envolve livros didáticos. "Os livros didáticos são feitos por alguns especialistas e não se chega a fazer um debate profundo com os historiadores". Em meio às polêmicas relacionadas ao conteúdo, o Ministério da Educação passa por uma crise envolvendo seus servidores, divididos entre os de perfil técnico, oriundos em sua maioria do Centro Paula Souza, os indicados por militares e os indicados por Olavo de Carvalho, guru intelectual de Bolsonaro. O racha resulta em uma série de demissões e desencontros na pasta.

Estudante inadimplente com Fies pode pedir renegociação da dívida

  • A Tarde
  • 04 Abr 2019
  • 11:09h

Estudantes inadimplentes ou em atraso no pagamento de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem pedir renegociação da dívida com o banco no período de 29 de abril a 29 de julho de 2019. O prazo foi fixado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), gestor do Fies, e está formalizado em portaria no Diário Oficial da União (DOU).A possibilidade de renegociação do saldo devedor foi autorizada pelo Comitê Gestor do Fies em outubro do ano passado. Antes, o aluno que deixasse de pagar alguma parcela do financiamento teria apenas a opção de quitar o valor à vista. Segundo a resolução do comitê, o banco fica autorizado a repactuar dívidas com o Fies para os contratos de financiamentos concedidos até o 2º semestre de 2017 que estejam inadimplentes com atraso mínimo de 90 dias na fase de amortização. A renegociação poderá ser feita em uma das duas modalidades: reescalonamento ou novo parcelamento. Mas há uma condição para que os alunos possam aderir à medida: terão de pagar uma parcela de entrada, em espécie, correspondente a 10% do valor consolidado da dívida vencida ou no valor de R$ 1 mil, o que for maior. Segundo dados do FNDE, gestor do Fies, 500 mil estudantes poderão ser beneficiados com a renegociação. O saldo devedor que eles acumulam soma mais de R$ 10 bilhões.

  •  

'Crise no MEC deixou o Enem sem comando', diz Bacelar na Comissão de Educação

  • Bahia Notícias
  • 04 Abr 2019
  • 10:06h

O deputado federal Bacelar (Podemos) solicitou que a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados cobre do Ministério da Educação (MEC) providências para garantir a regularidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.  Nesta semana, a gráfica responsável por imprimir as provas do Enem desde 2009 decretou falência. O Inep declarou que vai manter o cronograma das provas. “Os estudantes precisam dessas respostas. A crise no MEC deixou o Enem sem comando. Serão 12 milhões de provas e não sabemos se o ministério já contratou outra gráfica para fazer o serviço, que não é oferecido por qualquer empresa, devido à grande quantidade”, discursou o parlamentar baiano nesta quarta-feira (3). “Não podemos permitir essa ameaça ao exame que abriu a porta da universidade para milhões de jovens”, completou.  O deputado cobrou também explicações do MEC sobre a mudança nas questões das provas do Enem. "Desde que foi criado, o exame sempre seguiu critérios técnicos na elaboração das questões. Agora, o ministro da Educação anuncia uma reavaliação do conteúdo, em segredo, que pode configurar censura. Precisamos de transparência nesse processo", falou. 

Número de alunos com autismo em escolas comuns cresce 37% em um ano; aprendizagem ainda é desafio

  • 03 Abr 2019
  • 14:06h

O número de alunos com transtorno do espectro autista (TEA) que estão matriculados em classes comuns no Brasil aumentou 37,27% em um ano. Em 2017, 77.102 crianças e adolescentes com autismo estudavam na mesma sala que pessoas sem deficiência. Esse índice subiu para 105.842 alunos em 2018. Os dados foram extraídos do Censo Escolar, divulgado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). São considerados tanto os estudantes de escolas públicas quanto de particulares. O G1 fez um levantamento específico sobre o transtorno nesta terça-feira, 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo.O aumento no número de matrículas acompanha uma exigência legal: pelos princípios constitucionais, nenhuma escola pode recusar a entrada de um aluno por causa de uma deficiência – nem mesmo as da rede privada. Há, inclusive, uma política nacional específica para pessoas com TEA, sancionada em dezembro de 2012. Pela Lei Berenice Piana, como é conhecida, é direito da pessoa com autismo o acesso à educação e ao ensino profissionalizante.

Pesquisadores financiados pelo CNPq podem ficar sem bolsas a partir de outubro, diz presidente

  • 03 Abr 2019
  • 12:06h

Foto: Marcelo Gondim/CNPq

O orçamento confirmado para 2019 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) só garante dinheiro para pagar as bolsas de pesquisa até setembro, afirmou em entrevista ao G1 João Luiz Filgueiras de Azevedo, presidente do órgão. Ele explica que, além de a verba para este ano ter sofrido redução em comparação com o ano anterior, parte do dinheiro para 2019 foi usada para o pagamento das bolsas referentes a dezembro de 2018.Azevedo estima que o CNPq necessite de cerca de R$ 300 milhões para conseguir fechar as contas de 2019, considerando tanto a redução orçamentária quanto os cerca de R$ 80 milhões do orçamento deste ano que foram usados para pagar contas do ano anterior. "Nesse momento, é correta a afirmação. [O orçamento] paga integralmente as bolsas até setembro. De outubro em diante certamente não paga tudo, provavelmente paga muito pouco", disse o presidente do CNPq. O problema, porém, pode ser ainda pior, já que, na sexta-feira (29), o governo federal anunciou um contingenciamento de R$ 2,13 bilhõesno Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A pasta foi a sétima que mais perdeu recursos com o anúncio.

Um dos marcos da Educação em Brumado, UAB abre vestibular para Biologia

  • Brumado Urgente
  • 03 Abr 2019
  • 10:40h

A UAB é uma das grandes conquistas para a Educação de Brumado (Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

Tendo a Educação como vetor principal de suas ações, o prefeito Eduardo Vasconcelos, desde a sua primeira gestão, ampliou e muito os investimos, que transcenderam a Educação Básica, contribuído de forma muito positiva no Ensino Médio e, principalmente, na Educação Superior e Cursos Profissionalizantes, tendo sido o interlocutor para a vinda do IFBA e da UAB para Brumado, que hoje oferecem um amplo portfólio, proporcionando a um grande número de jovens brumadenses a oportunidade de acesso ao ensino superior em sua cidade. A UAB que é o maior e mais bem estruturo polo do gênero no Brasil, foi implantada no segundo mandato de Eduardo, e sua logística e custos operacionais são totalmente mantidos pelo município, tendo como destaques os modernos laboratórios, equipamentos e um grande acervo bibliográfico que é o maior da Bahia. Atualmente são oferecidos cursos sob a chancela de seis universidades, sendo eles: 10 cursos da UNEB; 2 cursos da UESC; 1 curso da UESB; 1 curso do IFBA e mais cursos de especialização, sendo: 3 cursos da UNEB; 2 cursos da UESB; 1 curso da UNIVASF e 1 curso do UFBA. E dando sequência a esse planejamento de ampliação, a Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, publicou edital para seleção de alunos para cursos de graduação na Modalidade à Distância pelo sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB. Para o Polo da UAB em Brumado serão ofertadas 30 vagas no curso de Licenciatura em Biologia. As vagas são para o público em geral e as inscrições estarão abertas no período de 4 a 30 de abril e serão realizadas exclusivamente pela internet através do site http://www.uesc.br/processo_seletivo/vestibular_ead/

Após falha no Fies, MEC prorroga até sexta o prazo de conclusão da inscrição

  • 02 Abr 2019
  • 12:05h

As falhas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fizeram o Ministério da Educação (MEC) prorrogar até esta sexta-feira (5) o prazo para os estudantes selecionados na modalidade Fies conseguirem concluir sua inscrição no sistema. Milhares de universitários aprovados pelo programa estão sem poder ir à aula em universidades particulares por causa do problema, que tem impedido a conclusão do processo e a garantia da matrícula. "Diante das dificuldades verificadas, o MEC esclarece que não haverá prejuízo ao estudante para a contratação do Fies. O prazo para validação da inscrição pela instituição de ensino foi ampliado para o dia 5 de abril", afirmou o ministério, em nota. Karen Castro foi selecionada no dia 25 de fevereiro para cursar a faculdade. As aulas já haviam começado, mas ela levou ainda outros 20 dias para conseguir se matricular por causa da burocracia. No fim, perdeu um mês de aula e até hoje não assinou o contrato de financiamento com a Caixa. "Eu ainda não sei se vou perder ou não o semestre, se vai dar certo, e espero que dê. Eu tô perdendo dinheiro indo pra faculdade, comprando almoço, acordando cedo, tenho que pegar o ônibus 6h20. E sem a certeza se eu vou conseguir estudar ou não", afirmou Karen, que aparece como "desistente" nos registros da faculdade.

Falência de gráfica que imprime Enem coloca exame em risco

  • Folha de S. Paulo
  • 02 Abr 2019
  • 10:07h

O anúncio de falência da gráfica RR Donnelley, que desde 2009 imprime as provas do Enem, coloca em risco a realização do exame neste ano. O Enem ocorre em novembro e, para cumprir o cronograma, a impressão das provas deve ocorrer até maio, no máximo. O trabalho realizado para o Enem não é feito por qualquer gráfica, uma vez que a operação demanda reforçado sistema de segurança e tem entraves logísticos. Colabora para a insegurança a falta de liderança atual dentro do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo exame. Na semana passada, o presidente do instituto, Marcus Vinicius Rodrigues, foi demitido  pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez. Já o chefe da da diretoria de avaliação da Educação Básica dentro do Inep, Paulo Teixeira, pediu demissão em solidariedade ao demitido. Essa é a diretoria que cuida do Enem.Questionado, o Inep não se manifestou até a publicação deste texto sobre a falência da gráfica, revelada pelo jornal "O Estado de S. Paulo". De forma reservada, servidores e ex-funcionários do instituto falaram à Folha que há grande preocupação com as indefinições e com a ausência de uma pessoa capaz de liderar essa operação. No ano passado, o Enem recebeu 5,5 milhões de inscrições. No total, foram impressas 11 milhões de provas. O resultado é a porta de entrada para praticamente todas as universidades do país. A gráfica assumiu a impressão do Enem 2009, depois que a prova vazou naquele mesmo ano. O sistema de segurança e logística foi aprimorado ao longo dos anos, ao mesmo tempo em que órgãos de controle cobravam a realização de licitação para o serviço. A RR Donnelley tem contrato com o Inep para a realização da prova até este ano, segundo a Folha apurou. A ideia dentro do Inep era publicar um novo pregão neste ano, mas a medida não andou. Há um processo de licitação envolvendo outras avaliações educacionais, como o Saeb, que também segue parado —este por causa de questionamentos de empresas concorrentes. Segundo o presidente da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), João Scortecci, a RR Donnelley não é a única empresa capaz de atender às demandas do Inep, mas o número de companhias aptas não passa de cinco no Brasil. "Imprimir é fácil, o difícil é a logística. Exige segurança, fiscalização e muito bom senso", diz Scortecci. Além da impressão das provas, ocorre na gráfica toda a organização das provas antes do envio para os locais de prova, como a separação das malotes por cidade. A Polícia Federal ainda faz com antecedência uma vistoria no local para garantir a segurança do processo. O pedido de falência da RR Donnelley foi protocolado no domingo (31) na 1ª Vara Cível de Osasco. Em comunicado, a empresa afirma que "entre os fatores que levaram o grupo a tomar esta medida estão as atuais condições de mercado na indústria gráfica e editorial tradicional, que estão difíceis em toda parte, mas especialmente no Brasil". Diz ainda que recentemente perdeu um de seus principais clientes e registrou uma drástica redução no volume de trabalho contratado. De acordo com a nota, a empresa entrará em contato com o sindicato e avaliará a possibilidade de rescindir os contratos de trabalho nos próximos dias, o que permitirá aos funcionários ter acesso aos valores do FGTS e ao seguro-desemprego.