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Selecionados no Sisu podem fazer matrícula a partir de hoje (12)

  • Redação
  • 12 Jun 2019
  • 09:27h

(Foto: Divulgação)

Os estudantes selecionados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) podem, a partir desta quarta-feira(12), fazer matrícula nas instituições de ensino para as quais foram selecionados. O prazo vai até o dia 17. Cabe aos candidatos verificar os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição em edital próprio.

O resultado da chamada única do Sisu foi divulgado segunda-feira (10) e está disponível no site do programa.

Os estudantes selecionados podem pleitear auxílio para pagar transporte, moradia e outras despesas nas próprias instituições de ensino superior, de acordo com determinados critérios, como renda familiar. Os programas de assistência estudantil são implementados diretamente pelas instituições.

Lista de espera

As vagas que não forem preenchidas serão ofertadas para os estudantes em lista de espera. Quem não foi selecionado em nenhuma das duas opções de curso feitas na hora da inscrição na chamada única e quiser integrar a lista tem até o dia 17 para fazer a adesão, no site do Sisu.

O candidato deve acessar o sistema e, em seu boletim, clicar no botão que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu. O estudante poderá manifestar interesse para a primeira ou segunda opção de curso. Ao finalizar a manifestação, o sistema emitirá uma mensagem de confirmação.

Esses estudantes serão convocados a partir do dia 19. A convocação para a matrícula será feita pelas próprias instituições de ensino. Nessa etapa caberá aos próprios candidatos acompanhar a convocação na instituição na qual estiverem pleiteando uma vaga.

Sisu 2019

Nesta edição, o Sisu oferece 59.028 vagas em 76 instituições públicas de ensino em todo o país. A seleção é feita com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. Para participar é preciso ter obtido nota acima de zero na redação do exame. Ao todo, 640.205 estudantes se inscreveram no programa, de acordo com balanço divulgado. 

Deputada baiana do PLS propõe projeto para expulsar alunos envolvidos com facção criminosa

  • bahia.ba
  • 06 Jun 2019
  • 14:28h

A autora da proposta, a deputa Tania Oliveira do PSL | Foto: Luiza Lopes/bahia.ba

Deputada estadual do PSL de Bolsonaro, Talita Oliveira apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) que propõe a expulsão de alunos que estejam matriculados na rede estadual e envolvidos com o crime organizado.

A proposta apresentada na quarta-feira (5) também institui o procedimento de desligamento para estudantes que cometam outros crimes de indisciplina, como agressão física a professores ou colegas, uso de drogas ilícitas dentro da escola, atos de violência sexual e destruição ou danificação, consumada ou tentada, de propriedade usada pelo estabelecimento de ensino ou de bem dos professores.

A assessoria de comunicação da parlamentar informou que o projeto foi feito por pedido dos docentes e alunos da rede pública.

“O projeto foi apresentado em decorrência de contatos com professores e estudantes. A medida foi pensada para que os alunos bons não sejam prejudicados por conta de uma minoria”, explica a assessoria.

Critério inusitado para identificar

O critério adotado para achar os possíveis alunos envolvidos com facções criminosas é inusitado. Segundo a assessoria da deputada, a identificação poderá ser feita pelas roupas e corte do cabelo dos estudantes.

“Essa parte do projeto está mais generalizada. A identificação será feita na vestimenta e no corte de cabelo. A identificação que a PM [Polícia Militar] faz também seria um método aplicado, mas todo mundo vai ter direito ao contraditório”, informou a assessoria.

Escola pode fazer papel de polícia?

Para o pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Crime e Sociedade (Lassos) da Ufba, Luiz Cláudio Lourenço, o critério utilizado para identificar os alunos é perigoso.

“Esse tipo de identificação por vestimenta é preocupante. Eu vejo com muita preocupação esse tipo de atitude, porque a roupa e o corte de cabelo não tem nada a ver com o crime. Não existe nenhum tipo de comprovação e não tem nada de objetivo nisso”, argumenta o professor.

Segundo Lourenço, não é papel da escola identificar ou punir os alunos. “Eu acho que a gente tente tem que descriminalizar essas coisas e não estimular a violência. A escola tem que ser entendida como um espaço de civilidade. Acho que é muito mais do que tentar identificar potenciais pessoas envolvidas com grupo A ou B. Quem tem que investigar crime é a polícia. O jovem tem que ser amparado e cuidado”, afirma.

Professores da rede estadual acampam na Secretaria de Educação

  • Redação
  • 05 Jun 2019
  • 10:33h

Foto: Ascom/Aduneb

Professores das universidades estaduais estão acampados na frente da Secretaria de Educação (SEC), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), por tempo indeterminado. Segundo a Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb), a decisão foi tomada no início da noite desta terça-feira (4), após representantes do grupo terem sido impedidos de entrar no prédio. Na tarde da terça, mais de 300 manifestantes realizaram uma plenária unificada em frente à SEC. O objetivo do encontro, segundo a associação, era debater os problemas das universidades estaduais e, posteriormente, protocolar junto àquela secretaria a nova contraproposta com as reivindicações da categoria docente. “A partir desse novo documento, a expectativa era a reabertura das negociações. Porém, invés de diálogo o grupo encontrou portas fechadas, grades de contenção e, no interior do prédio, a Tropa de Choque da PM”, afirma a Aduneb. Ainda conforme a Aduneb,  os professores só devem  sair do local após o avanço nas negociações da greve, que já dura 58 dias.

MEC diz que professor deve ser denunciado se divulgar atos

  • Natália Cancian | Folhapress
  • 31 Mai 2019
  • 11:05h

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

O Ministério da Educação divulgou nota na tarde desta quinta-feira (30) em que afirma que professores, servidores, funcionários, alunos e até mesmo pais e responsáveis "não são autorizados a divulgar e estimular protestos durante o horário escolar". Em seguida, orienta que sejam feitas denúncias por meio do site da ouvidoria do MEC. A medida representa mais uma ofensiva da pasta em meio a um novo dia de manifestações pelo país contra o bloqueio de verbas do setor. O primeiro dia de protestos ocorreu em 15 de maio.

Na nota, a pasta justifica a medida dizendo que "nenhuma instituição de ensino pública tem prerrogativa legal para incentivar movimentos políticos partidários e promover a participação de alunos em manifestações". Questionado pela reportagem a respeito do amparo legal das medidas e sobre o que levou a pasta a citar que até mesmo pais não estão autorizados a divulgar os protestos, o ministério ainda não respondeu.

Além de vetar a divulgação dos atos em horário escolar, o ministério também diz em nota que servidores públicos que participarem dos eventos podem ter o ponto cortado. "Vale ressaltar que os servidores públicos têm a obrigatoriedade de cumprir a carga horária de trabalho e podem ter o ponto cortado em caso de falta injustificada. Ou seja, os servidores não podem deixar de desempenhar suas atividades nas instituições de ensino para participarem desses movimentos", diz a nota.

Na véspera dos protestos, em vídeo nas suas redes sociais, o ministro Abraham Weintraub havia dito que há "coação" por parte de professores pela participação dos estudantes nos atos.

"Estamos recebendo aqui no MEC [Ministério da Educação] cartas e mensagens de muitos pais de alunos citando explicitamente que alguns professores, funcionários públicos, estão coagindo os alunos e que serão punidos de alguma forma caso eles não participem das manifestações", disse o ministro.

"O MEC está fazendo um esforço muito grande para que o ambiente escolar não seja prejudicado por uma guerra ideológica que prejudica o aprendizado dos alunos", disse. No dia do primeiro ato contra os bloqueios na educação, em 15 de maio, o presidente Jair Bolsonaro chamou quem foi às ruas de imbecis e "idiotas úteis" usados como "massa de manobra". No entanto, uma semana após a mobilização o governo repôs parte da verba contingenciada da área.

Com o uso de recursos de uma reserva, destinou ao MEC um total de R$ 1,6 bilhão --21% do valor que havia sido contingenciado (R$ 7,4 bilhões). Nas universidades federais, o corte chega a R$ 2 bilhões -- 30% da verba discricionária (que não inclui gastos obrigatórios como salários).

Também nesta quinta, o Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal do Rio Grande do Norte contra Weintraub e a União por danos morais coletivos. Segundo o MPF, a ação busca responsabilizar as falas consideradas ofensivas do chefe do MEC desde que ele assumiu a pasta, em abril.

A ação pede R$ 5 milhões em caso de condenação e será analisada pela 10ª Vara Federal de Mossoró.Os procuradores ressaltaram entre as muitas declarações de Weintraub, uma dada em entrevista no dia 30 de abril, quando ele disse que "universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia terão verbas reduzidas".

O MEC disse em nota que não foi comunicado oficialmente sobre a ação. "Até porque ela está com data de hoje. Portanto, sequer foi distribuída a uma das varas da Justiça Federal de Natal (RN). Em pesquisa no site da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, não consta nenhuma ação judicial ainda contra o ministro da Educação", disse a pasta.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou vídeo nesta quinta (30) em que nega que o governo tenha reduzido verbas destinadas à recuperação do Museu Nacional e atribui a decisão à bancada federal do Rio. No vídeo, publicado em sua página no Twitter, munido de um guarda-chuva e com gestos que imitam o clássico "Singing in the rain", Weintraub diz que "está chovendo fake news". "Novamente um veículo de comunicação das pessoas que estão de mal com a vida tenta macular a imagem do MEC", afirma.

"Essa última fake news alega que a paralisação da recuperação do Museu Nacional, aquele que o reitor da UFRJ não conseguiu explicar, estaria sendo feito pelo MEC. Fake news", disse ao citar reportagem publicada nesta quinta-feira (30) pela Folha de S.Paulo.

Na quarta (29), dados divulgados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil apontaram que o bloqueio do governo Bolsonaro envolve verbas para a reforma do Museu Nacional no Rio de Janeiro, atingido por incêndio em setembro de 2018.

Nesta quinta, porém, Weintraub negou que os cortes tenham relação com o governo. "O que acontece é que havia emendas parlamentares de R$ 55 milhões para recuperar o museu. A bancada do Rio de Janeiro resolveu reduzir em R$ 12 milhões, sobrando R$ 43 milhões para as obras. Nada a ver com o MEC", afirma.

"Mas mesmo que não tivessem reduzido e o dinheiro estivesse prontamente disponível para ser gasto, o projeto ainda não está protocolado e não daria para começar as obras. Mais uma mentira. Não para de chover no MEC", disse, girando o guarda-chuva. No início do mês, Weintraub usou chocolates para contestar o impacto do bloqueio. A cena gerou memes e críticas nas redes sociais.

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Sindicalistas anunciam Greve Geral contra bloqueios na Educação no dia 14 de junho

  • Redação
  • 30 Mai 2019
  • 10:52h

(Foto: Paulo Pinto)

No ato contra os cortes nas universidades e instituições públicas na manhã desta quinta-feira (30), no Campo Grande, sindicalistas anunciaram que no dia 14 de junho haverá uma Greve Geral no país. “Nós vamos dar um grito retumbante contra o governo Bolsonaro”, disse o presidente do Sindicatos dos Bancários, Augusto Vasconcelos. Presidente da APLB, Rui Oliveira endossou: “Nós vamos parar este país em defesa da Educação”, salientou. Se a greve se confirmar, a data vai marcar o terceiro dia de protestos contra o contingenciamento de verbas para a Educação em todo o Brasil. Manifestantes já lotaram as ruas das maiores cidades do país no último dia 15 e prometem repetir o feito ao longo do dia de hoje. 

Conquista: estudantes estariam fazendo saudação nazista dentro de colégio

  • Informações do Blog do Giordando Lima
  • 24 Mai 2019
  • 07:19h

(Foto: Ilustrativa

Poderia ser apenas mais uma foto inofensiva, em que jovens trolam outros com uma brincadeira do momento. Poderia ser um beijo e shalow now ou até, não tanto inofensiva, mas muito comum, a expressão de alegria em uma festa de camisa, com garrafas long neck de cerveja nas mãos. Mas, não, os rapazes, aparentemente menores de idade, estavam em uma sala de aula e ao invés de uma camisa de festa, vestiam farda de um colégio particular da cidade. E não jogavam beijo ou se davam um abraço festivo, estavam com os braços esticados, imitando a saudação nazista, e um deles tinha uma faixa branca enrolada no braço direito onde aparece desenhado o símbolo do nazismo, a suástica. A imagem foi postada em uma rede social e causou indignação, principalmente da Comunidade de Estudos Judaicos de Vitória da Conquista, que, no dia 15 deste mês, ofendida, fez uma nota de repúdio, que fez circular pelo WhatsApp, e levou sua indignação ao conhecimento da escola e do Ministério Público. Na nota, a entidade condena a apologia ao nazismo praticada dentro do colégio e lembra que o nazismo foi o “regime que dizimou milhões de judeus, ciganos, homossexuais, deficiente físicos, entre outros grupos minoritários, o que, por si só, causa absoluta indignação, ainda mais vindo de dois jovens estudantes em um ambiente conhecido como ‘casa do saber’ – escola”. Também a Clínica de Direitos Humanos (CDH), coordenada pela professora Luciana Silva, vinculada ao Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCSA), com a participação de estudantes do curso de Direito da Uesb, se solidarizou com a comunidade judaica e expressou seu repúdio “diante da postura dos dois estudantes de determinada escola da cidade, que postaram foto aparentemente fazendo apologia ao nazismo”. Apesar de usar o termo “aparentemente” em sua nota, a CDH/Uesb descreve a fotografia dizendo que na “imagem, dois jovens posam com a insígnia suástica e com os braços na posição de saudação típica do nazismo”. Na sequência, a CDH produziu e publicou em seu perfil no Instagram um vídeo educativo, como parte  da campanha “Lembrança do Holocausto: exija e defenda os seus Direitos Humanos”.

CCJ do Senado aprova PL que amplia Lei Maria da Penha para atender mulheres trans

  • Redação
  • 23 Mai 2019
  • 16:46h

(Foto: Reprodução)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou um projeto de lei que coloca mulheres transgênero e transexuais sob proteção da Lei Maria da Penha. O colegiado votou o texto na tarde dessa quarta-feira (22), sob relatoria da senadora Rose de Freitas (Pode-ES), que apresentou parecer favorável. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a parlamentar argumentou que é a hora de o tema avançar no Poder Legislativo, a fim de equiparar "em direito todos os transgêneros". O PL foi proposto pelo hoje ex-senador Jorge Viana (PT-AC), em 2017. Ao apresentar o texto no Senado, ele justificou que "o ordenamento jurídico deve acompanhar as transformações sociais". "Nesse contexto, entendemos que a Lei Maria da Penha deve ter o seu alcance ampliado, de modo a proteger não apenas as mulheres nascidas com o sexo feminino, mas também as pessoas que se identificam como sendo do gênero feminino, como é o caso de transexuais e transgêneros". De acordo com a publicação, a proposta de alteração na lei é simples: o artigo 2º da Lei Maria da Penha passa a informar que "toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, identidade de gênero, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas às oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social". Agora que foi aprovado na CCJ, o PL vai a plenário e, se não houver recursos, segue para apreciação na Câmara.

Daniel Almeida reúne deputados e reitores das Universidades Estaduais

  • Assessoria Parlamentar
  • 23 Mai 2019
  • 11:50h

(Foto: Divulgação)

Acontece nesta sexta-feira (24), às 8h30, na sede da Universidade Estadual da Bahia, um café da manhã com parlamentares baianos e reitores (as) das Universidades Estaduais. A iniciativa, proposta do deputado federal e coordenador da bancada da Bahia, Daniel Almeida (PCdoB/BA), visa promover um espaço de diálogo entre parlamentares e representantes da comunidade acadêmica para tratar principais temas que envolvem a área de educação no estado.  “Estamos enfrentando muitos embates que envolvem a educação brasileira e não podemos nos furtar de fazer essa importante discussão. A nossa ideia é fortalecer o compromisso com as pautas que envolvem a área, que exerce um papel fundamental na formação dos cidadãos. Com isso, reafirmamos a mobilização que acontece em todo o país em torno de uma educação pública de qualidade”, justificou Daniel.  Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) estão paralisados desde o dia 9 de abril e cerca de 50 mil estudantes estão sem aula.

A um dia do fim do prazo, 35,9% dos inscritos do Enem tiveram pagamento confirmado

  • Redação
  • 22 Mai 2019
  • 16:52h

(Divulgação)

Apenas 35,94%, dos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tiveram o pagamento confirmado no banco até a manhã desta quarta-feira (22), de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). A porcentagem corresponde ao número de 6.384.957 inscritos para a edição 2019 do exame. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), contudo, esse número é semelhante aos dos outros anos. As inscrições para o Enem terminaram na última sexta-feira (17), mas os inscritos têm até esta quinta-feira (23) para pagar a taxa de R$ 85. O número final de inscritos será divulgado pelo MEC na próxima terça-feira (28). Vale lembrar que as pessoas com direito à isenção da taxa, e que concluíram a inscrição no prazo, já tem participação garantida no exame. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de dezembro, dois domingos.

Estudantes da Uefs interditam BR em protesto contra bloqueio de verbas

  • Redação
  • 22 Mai 2019
  • 15:29h

Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

Um protesto de estudantes da Uefs [Universidade Estadual de Feira de Santana] criticou os bloqueios de verbas dos governos federal e estadual nesta quarta-feira (22). Munidos de cartazes, os estudantes queimaram pneus e interditaram um trecho da BR-116 Norte [sentido feira-Serrinha]. Segundo o Acorda Cidade, cerca de 80 estudantes participaram do protesto. Os estudantes levaram um caixão para mostrar a morte simbólica da educação conduzida pelos governos. Professores das universidades estaduais em greve também marcaram presença no protesto. Um engarrafamento chegou a ser gerado devido à interrupção do tráfego na via. A manifestação foi encerrada por volta das 10h.

Discutir o financiamento das universidades públicas é um mal necessário

  • por Fernando Duarte
  • 22 Mai 2019
  • 13:39h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

A discussão sobre o financiamento das universidades públicas é urgente. Não apenas por conta dos recentes contingenciamentos vividos pelas instituições federais, determinados pelo governo Jair Bolsonaro. Há muito tempo se posterga no Brasil um debate sério sobre outras formas de financiamento das universidades, tal qual acontecem em outros países no mundo. E quando alguém com voz fala sobre o tema, como aconteceu com o governador Rui Costa ao defender que se discuta a cobrança de mensalidade a depender da faixa de renda, é alvo de críticas. Não é novidade que uma parcela da esquerda brasileira vive em um mundo de fantasia. Tanto que essa parcela contribuiu de maneira incisiva – ainda que indireta – para que o conservadorismo extremo tomasse corpo e chegasse ao Palácio do Planalto. Porém sugerir que o debate sobre financiamento das universidades públicas é o mesmo que privatizá-las chega a ser um insulto à inteligência alheia. É um erro achar que cabe ao Estado brasileiro bancar as benesses da elite apenas sob a ótica de que a universidade pública deve ser universal. São duas coisas distintas, mas jogadas em um mesmo bolo.

O governador baiano sabia que sua fala seria polêmica. Tanto que hesitou quando foi questionado em um primeiro momento sobre outras formas de financiamento. Dando um contexto prévio, Rui falou inicialmente sobre a necessidade de uma maior participação da sociedade civil nos conselhos deliberativos das universidades. Sob a justificativa da autonomia universitária, instituições de ensino decidem gastos sem a fiscalização de quem banca seus custos. O exemplo dado pelo governador surgiu de uma universidade que decidiu dobrar gastos com segurança e ninguém pode questionar o poder discricionário do reitor. Não havia nada de ilegal, porém o valor na rubrica segurança poderia ter tido outro direcionamento. Outro ponto abordado por Rui foi o financiamento privado do desenvolvimento de pesquisas pelas universidades. Ele trouxe o exemplo de um túnel de vento da Universidade de Madrid, contratado por construtoras e empresas de design para verificar a viabilidade de seus projetos. De acordo com o governador, a instituição espanhola, mesmo pública, ganha milhões a partir desse equipamento. Tente fazer algo similar por essas bandas. À época em que estudava na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia sobraram críticas a um professor que conseguiu um laboratório para estudar o mercado online por meio de uma parceria com uma agência de publicidade. Por fim, após uma provocação de um repórter, Rui falou o que muita gente pensa: enquanto abastados que gastam rios de dinheiro no ensino básico por causa do sucateamento da educação pública entram nas universidades sem pagar nada, quem deveria ter acesso gratuito ao ensino superior acaba fora por causa do mesmo sucateamento da educação pública. É o círculo vicioso que o sistema de cotas propõe diminuir. Rui pode até se afastar mais das bandeiras do PT quando assume posições assim. No entanto, ao se aproximar de uma posição mais central, o governador baiano consegue transitar bem por campos até então desconhecidos por correligionários. É estratégico. Mas também é uma voz importante para puxar um debate relevante como o financiamento das universidades públicas. Basta saber até que ponto vão deixar ele falar.

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Aduneb: professores mantêm greve após Rui jogar ‘combustível em fogueira’

  • Redação
  • 21 Mai 2019
  • 08:49h

Foto: Ascom / Aduneb

Professores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) decidiram pela manutenção da greve, em assembleia realizada na segunda-feira (20), após declarações do governador Rui Costa (PT), que serviram como “combustível em uma fogueira” (veja aqui e aqui), conforme nota da Seção Sindical dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb). Segundo a entidade, a fala do governador, “além do desrespeito à categoria, demonstrou que o gestor não conhece a realidade das universidades estaduais baianas”. A Aduneb reconheceu os esforços do comando de greve e dos interlocutores do governo na negociação, mas considerou que os avanços conseguidos até então não são satisfatórios. Entre as reivindicações da categoria, estão um reajuste de 25,64% no salário base, com pagamento escalonado durante o atual governo, e o retorno imediato do artigo 22 do Estatuto do Magistério Superior, que permite carga horária mínima de 8h em sala de aula para atuação maior em atividades de pesquisa e extensão.

Rui defende discussão sobre cobrança de mensalidade em universidades públicas

  • Fernando Duarte / Lucas Arraz
  • 20 Mai 2019
  • 19:47h

(Foto: Divulgação)

O governador Rui Costa defendeu, em almoço com jornalistas nesta segunda-feira (20), uma maior discussão sobre a cobrança de mensalidade em universidades públicas do país para alunos de famílias “que têm condições”. Para o petista, o assunto ainda é um tabu que precisa ser discutido. “Uma família que pagou educação privada a vida inteira não tem condições de contribuir com a universidade? Qual o problema disso?”, perguntou o petista. O governador entende, no entanto, que a atual polarização política do país pode prejudicar o debate e criar atritos no próprio PT.  “Quem tem renda maior, deve pagar. Acho que deveria ser assim, mas isso é considerado um tabu. Ninguém é contra que rico pague universidade pública, mas teme que isso seja o início da privatização do ensino superior”, sinalizou Rui.

Exame para obtenção de diploma de primeiro e segundo grau abre inscrições nesta segunda (20)

  • Redação
  • 20 Mai 2019
  • 10:41h

(Divulgação)

Com o fim das inscrições para o Exame do Nacional do Ensino Médio (Enem), começa um novo processo de certificação. A partir desta segunda-feira (20), interessados em realizar o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2019 já podem se inscrever. As provas, que garantem um diploma de conclusão do primeiro ou do segundo grau para aqueles que não puderam concluir seus estudos na idade apropriada, será aplicada no dia 25 de agosto em 611 municípios do país. Para solicitar a certificação do ensino fundamental, é preciso ter pelo menos 15 anos. Já para pedir o diploma do ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos. Em ambos os casos, a inscrição é gratuita e pode ser feita até o dia 31 de maio, pelo página oficial do Encceja no site (veja aqui) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Neste ano, o destaque entre as novidades do exame é a acessibilidade: pela primeira vez, o edital tem uma versão na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Além disso, o esquema de segurança durante a aplicação das provas será mais rígido. Por exemplo, todos os lanches serão revistados e quem deixar aparelhos eletrônicos emitirem sons durante o exame será eliminado. Um detalhe positivo é que quem atingir a nota máxima em pelo menos uma das áreas de conhecimento, vai receber uma declaração de proficiência naquele setor. Sendo assim, o candidato será dispensado de fazer uma nova prova sobre a área em questão, caso precise voltar a fazer o exame nas próximas edições.

UFSB vai reduzir investimento em pesquisa para pagar água e energia

  • Redação
  • 18 Mai 2019
  • 08:15h

Foto: Mateus Pereira/Secom

A Universidade Federal do Sudoeste da Bahia teve o maior percentual de bloqueio orçamentário do Ministério Público e terá agora que reduzir investimentos em pesquisa e extensão para poder efetuar o pagamento de contas de energia e água. Segundo a instituição, o corte “ameaça, pela inviabilização iminente, serviços básicos e cumprimento de contratos de serviços”. O chamado orçamento discricionário, referente aos recursos que a gestão da universidade pode decidir como utilizar a partir de suas demandas próprias, é de R$ 31.529.663,00 para a UFSB em 2019. Desse total, que inclui tudo o que pode ser aplicado em termos de custeio e investimento, foram bloqueados R$ 17.014.631,00, o que equivale ao percentual de 54% — não fazem parte do orçamento discricionário o pagamento de salários, encargos trabalhistas, aposentadorias e pensões. Os bloqueios orçamentários sobre as despesas não obrigatórias variam de 15,82%, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a 54%, na UFSB, segundo dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes). A média era de 29,74%, segundo a associação. Além da UFSB, os bloqueios orçamentários atingem a Universidade Federal da Bahia (Ufba), a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Ufrb), a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) e o Instituto Federal da Bahia (IFBA).