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Inscrições para o Sisu começam nesta terça-feira (07)

  • Redação
  • 07 Jul 2020
  • 08:02h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

Os estudantes que participaram da edição de 2019 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) devem ficar atentos porque as inscrições para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) começam nesta terça-feira (7). Até sexta-feira (10) serão oferecidas mais de 51 mil vagas em instituições de ensino superior do País, e, pela primeira vez, além dos cursos de graduação presenciais, o Sisu 2020.2 vai ofertar vagas na modalidade a distância (EaD). Além de ter feito o Enem de 2019, os interessados não podem ter zerado a redação. Estudantes que fizeram o exame na condição de treineiros também não podem participar. Inscrições podem ser feitas por meio do site do Ministério da Educação (MEC)

Desigualdades e baixo aprendizado são os maiores desafios na educação

  • Karine Melo | Agência Brasil
  • 02 Jul 2020
  • 15:27h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O baixo nível de aprendizado dos alunos, as grandes desigualdades e a trajetória escolar irregular estão entre as questões mais preocupantes em relação à educação pública brasileira. A constatação está no Relatório do 3º Ciclo de Monitoramento do Plano Nacional de Educação 2020, divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento do biênio 2018- 2019 do Plano Nacional de Educação (PNE), que tem 20 metas definidas para serem alcançadas entre 2014 – 2024, mostra que dificilmente o Brasil vai conseguir atingi-las no prazo. Na educação infantil, por exemplo, responsável por crianças até 3 anos, a cobertura chegou, em 2018, a apenas 36%. O maior número de crianças não atendidas – cerca de 1,5 milhão – pertencem à famílias de baixa renda. Para essa faixa de idade, o PNE prevê a redução da desigualdade entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos a um patamar menor que 10 pontos percentuais. Em 2018, no entanto, a desigualdade registrada foi bem superior a essa meta, e chegou a cerca de 25 pontos percentuais. A expectativa quanto à melhora desse indicador não é otimista. Segundo os pesquisadores, a tendência é de que até 2024 o Brasil não ultrapasse o índice de 45% de cobertura até 3 anos de idade, ficando bem aquém da meta. Já no ensino obrigatório – para a faixa etária de 4 a 5 anos – apesar de a cobertura ter chegado a 94% em 2018, é necessário incluir cerca de 330 mil crianças na pré-escola para se atingir a universalização.

Ensino fundamental

Quando o recorte é feito no ensino fundamental, a boa notícia é que em 2019 98% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos estavam matriculados com desigualdades praticamente inexistentes entre regiões e grupos sociais, diz o levantamento.

Segundo o Inep, nesse caso, o maior desafio é a conclusão do nono ano na idade recomendada. Somente 78% dos adolescentes aos 16 anos chegaram a concluir essa etapa, a meta estabelece que 95% dos jovens de 16 anos cheguem ao final do ensino fundamental de nove anos até 2024. “A análise tendencial sugere que, no ritmo atual, essa meta não será alcançada, sendo necessário triplicar a velocidade de melhora do indicador”, alerta o estudo.

As desigualdades regionais e sociais são apontadas como o grande problema para a melhoria dos indicadores do ensino fundamental. O relatório destaca que cerca de 1,9 milhão de jovens de 15 a 17 anos que frequentam a escola ainda estão matriculados no ensino fundamental. “Isso coloca o Brasil longe da meta do PNE de, até 2024, ter pelo menos 85% da população de 15 a 17 anos frequentando o ensino médio. Em 2019, esse indicador alcançou 73% dos jovens e apresentou expressivas desigualdades regionais e sociais”, diz o relatório.

Ainda no campo da qualidade educacional, o relatório destaca que o Brasil avançou na melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do ensino fundamental, mas apresenta “evolução ínfima e tendência à estagnação” em relação aos Idebs dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, respectivamente.

“A dívida histórica da educação nacional com o acesso escolar está marcada pelo grande contingente de jovens, fora da faixa etária de matrícula obrigatória, de 18 a 29 anos, que não possuem a educação básica completa, ou seja, pelo menos 12 anos de escolaridade. As desigualdades de acesso, que historicamente alijaram do direito à educação as populações do campo, das regiões menos desenvolvidas, de cor negra e dos grupos de renda mais baixa, são enfrentadas no PNE” , destaca do documento. Alcançar o mínimo de 12 anos de escolaridade para esses grupos e igualar a escolaridade entre negros e não negros é a meta para 2024.

Analfabetismo
Alcançar a redução em 50% do analfabetismo funcional e erradicar o analfabetismo absoluto até 2024 também está entre as metas do PNE. O relatório mostra que a meta intermediária de elevar a taxa de alfabetização para 93,5% foi praticamente alcançada em 2019, embora significativas desigualdades regionais e sociais ainda persistam. A meta de erradicação do analfabetismo adulto até 2024 está 6,6 pontos percentuais de ser alcançada, enquanto o analfabetismo funcional, embora em queda, ainda dista 5 pontos percentuais da meta.

“É fato que o Brasil ainda não alcançou uma articulação robusta em torno de um regime de colaboração entre União, estados e respectivos municípios, por meio de ações coordenadas e integradas dos poderes públicos dessas diferentes esferas federativas, que conduzam a esforços compartilhados para assegurar o acesso, a permanência, de forma integral e universal, e a efetividade dos sistemas educacionais. É um processo em curso. Porém, reconhecidamente, há uma convergência de atores em torno do PNE, que lhe confere sustentabilidade, continuidade e reconhecimento da imprescindibilidade do alcance das metas e da implementação de suas estratégias”, constata o relatório.

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Aumenta a discussão sobre o protocolo de volta às aulas na Bahia

  • Redação
  • 01 Jul 2020
  • 08:56h

(Foto: Secom / Bahia)

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) promoveu, nesta terça-feira (30), uma reunião virtual com dirigentes da SEC e representantes da APLB Sindicato, para dialogar sobre protocolos que podem ser implantados no retornos às aulas. As propostas estão voltadas para as áreas pedagógicas e de infraestrutura das escolas e, principalmente, para a garantia da saúde dos estudantes, professores e funcionários no acesso presencial às unidades escolares. O secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, reforçou que não há uma data definida para o retorno às aulas, mas que a SEC busca o diálogo frequente com os segmentos da Educação. “Temos que sempre realizar este exercício de avaliar os diversos cenários e propor alternativas que possam contribuir para a construção destas propostas. Por isso, o diálogo com a APLB, conselhos e fóruns de Educação, sindicatos, movimentos estudantis, secretários estaduais e universidades ajudam na construção coletiva”, explicou. O secretário Jerônimo Rodrigues ainda destacou as ações que vêm sendo realizadas. “Estamos no trabalho de execução dos protocolos de infraestrutura, com a recuperação e implantação de vasos sanitários e lavatórios, e com as primeiras testagens para o Coronavírus em escolas de Ipiaú, Itajuípe e Uruçuca, para avaliar a situação da comunidade escola.  Uma proposta pedagógica também está sendo desenvolvida e que queremos compartilhar nesta discussão com as entidades. Não podemos ficar parados, porque, em algum momento, vamos voltar”, afirmou. O presidente da APLB, Rui Oliveira, falou sobre este diálogo com a SEC. “É louvável o trabalho que o governador está fazendo no combate ao Coronavírus. Por isso, precisamos ter este diálogo com a SEC para que o retorno às aulas seja feito da maneira correta, sempre priorizando a vida”, disse.

Não deu nem para esquentar a cadeira: Decotelli deixa MEC após revelações falsas em currículo

  • Redação
  • 30 Jun 2020
  • 17:33h

(Foto: Reprodução)

O novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, anunciou nesta terça-feira (30) o seu pedido de demissão do Ministério após cinco dias de nomeação do cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo o site do jornal Folha de S. Paulo a demissão foi a maneira que o governo federal encontrou para encerrar a crise criada por causa das irregularidades no currículo lattes divulgado por Decotelli. Agora o MEC volta a cogitar para o cargo de ministro o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, o ex assessor do Ministério da Educação, Sérgio Sant’Ana e o conselheiro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Antonio Freitas. Antonio é pró-reitor da Fundação Getúlio Vargas e aparecia no currículo de Decotelli como orientador do doutorado que ele afirmou ter realizado, mas foi desmentido pela própria FGV. Em uma declaração na noite de segunda-feira (29), Decotelli negou que havia plágio em seu currículo e negou a saída do ministério.

76% dos brasileiros são contra retomada das aulas presenciais, diz Datafolha

  • Informações UOL
  • 27 Jun 2020
  • 10:52h

No Nordeste, 75% dizem que as escolas deverão permanecer fechadas ao menos até os próximos dois meses | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

A maioria dos brasileiros (76%) é contra a reabertura das escolas nos próximos dois meses por causa da pandemia do novo coronavírus. Em todas as faixas etárias e de renda e em todas as regiões do país, a maioria da população defende que as aulas presenciais ainda não sejam retomadas. No Nordeste, 75% dizem que as escolas deverão permanecer fechadas. Os dados são de uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 2.016 pessoas de todo o país na terça (23) e na quarta (24) por telefone, modelo que evita o contato pessoal entre pesquisadores e entrevistados e exige questionários mais rápidos. O resultado da levantamento mostra que, apesar de a maioria da população (52%) concordar com a reabertura do comércio em estados e municípios neste momento da pandemia, uma proporção bem menor (21%) defende a reabertura das escolas. Para especialistas em educação e infectologistas, o pouco apoio para a retomada das aulas presenciais pode ser pelo temor de que os alunos não sigam as regras de distanciamento, devido à infraestrutura das escolas ou por causa dos deslocamentos necessários para chegar às escolas. Nenhum estado decidiu retomar as aulas presenciais, mas alguns governadores, como os de Goiás e do Distrito Federal, estudam reabrir parcialmente as unidades em agosto. Em São Paulo, a previsão é de retomada em setembro. Na Bahia, o governador Rui Costa (PT), tem repetido que o ano letivo de 2020 não será cancelado. Ele afirma que haverá reposição de aulas, mas ainda não apresentou um plano para isso nem informou prazos.

 

 

Consulta sobre nova data do Enem começa hoje (20)

  • Redação
  • 20 Jun 2020
  • 09:37h

(Foto: Reprodução)

A consulta sobre a nova data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 poderá ser feita a partir deste sábado (20) na página do participante. Para participar, é preciso acessar a página, com CPF e senha utilizados no cadastro do portal único do Governo Federal, o gov.br, e indicar o período em que prefere fazer as provas.

São três opções disponíveis: Enem impresso: 6 e 13 de dezembro de 2020/Enem Digital: 10 e 17 de janeiro de 2021, Enem impresso: 10 e 17 de janeiro de 2021/Enem Digital: 24 e 31 de janeiro de 2021 e Enem impresso: 2 e 9 de maio de 2021/Enem Digital: 16 e 23 de maio de 2021.

A edição 2020 do Enem recebeu 6,1 milhões de inscrições e 5,7 milhões já estão confirmadas. As próximas etapas do Enem incluem a divulgação do resultado do recurso relacionado à solicitação de tratamento pelo nome social e a divulgação do resultado do recurso relacionado à solicitação de atendimento especializado do Enem impresso, ambas previstas para o dia 25.

Sisu, ProUni e Fies
Além do Enem, o Ministério da Educação (MEC) alterou a data das inscrições aos principais programas de acesso à universidade para atender a uma solicitação das instituições de ensino superior públicas e privadas.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre, que deveriam ter sido feitas entre os dias 16 e 19 deste mês, agora estão previstas para o período de 7 a 10 de julho. O prazo para inscrições no Programa Universidade Para Todos (Prouni), que seria de 23 a 26 de junho, agora será aberto no dia 14 de julho. E o Financiamento Estudantil (Fies), que teria inscrições efetuadas de 30 de junho a 3 de julho, passou para 21 a 24 de julho.

A mudança ocorre devido à suspensão de algumas atividades acadêmicas e administrativas nas universidades por causa da pandemia de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Educação se aproxima de colapso no orçamento

  • Paulo Saldaña | Folhapress
  • 14 Jun 2020
  • 10:26h

(Foto: Reprodução)

Queda de arrecadação, esforços de gastos com saúde e ausência da União em ações emergenciais indicam a redução de recursos disponíveis para a educação. Projeções de perdas apontam para cenário de colapso nos orçamentos de 2020 e 2021. Na pandemia do novo coronavírus, o governo Jair Bolsonaro não criou medidas de apoio de financiamento às redes de ensino. Elas já arcam com a maior parte dos gastos na educação básica. O baixo recolhimento de tributos, sobretudo do ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços), tem forte impacto no montante direcionado à educação. A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) já constatou queda de 24% do tributo em abril. A IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão ligado ao Senado, trabalha com uma projeção de redução de 30% do ICMS no ano.

Nesse cenário, nota técnica da Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação) e Campanha Nacional pelo Direito à Educação projeta perda de R$ 52,4 bilhões de recursos da educação. O estudo é ancorado em dados de 2018 e leva em conta estados e municípios.


Relatório do Movimento Todos Pela Educação e do Instituto Unibanco indica uma redução de R$ 28 bilhões somente nos recursos de estados. O estudo considera uma retração de 25% da carga tributária vinculada à educação.

Trata-se, nesse cenário, de perda de 25% dos R$ 101 bilhões disponíveis atualmente.

Procurado, o MEC (Ministério da Educação) não retornou. A pasta da Economia não respondeu por que não há auxílio emergencial para a educação, mas disse em nota que analisa alternativas para superação deste momento.

"Os estudos mostram que não temos recursos para fechar o ano", diz Salomão Ximenes, professor da UFABC. "Sem programa emergencial, corre-se um grande risco de colapso do sistema, inclusive que venha prejudicar qualquer implementação de plano de reabertura."

O Consed (conselho que reúne secretários estaduais de Educação) calculou custos extras com a pandemia de R$ 1,9 bilhão. Para garantir reabertura segura, as secretarias terão de providenciar distanciamento de alunos, materiais de higiene e continuidade da educação a distância -o que pressiona mais os orçamentos.

"Os danos da pandemia não são só de curto prazo, vão persistir por alguns anos, aprofundar desigualdade. Teremos de colocar mais recursos", diz Lucas Hoogerbrugge, gerente de Estratégia Política do Todos Pela Educação.

As escolas públicas têm 39 milhões de estudantes, da creche ao ensino médio. As redes já vivem com escassez de recursos e pouco apoio federal.

O apoio do União é visto como saída única. "Tem de ser dessa forma, porque estados e municípios não fazem política econômica, só gestão fiscal", diz Hoogerbrugge.

O ICMS é ainda o principal tributo da cesta do Fundeb, mecanismo mais importante do financiamento da educação básica. O fundo responde por R$ 4 de cada R$ 10 investidos em educação básica no país. O Fundeb vence no fim deste ano e até agora não foi votado no Congresso.

A urgência de renovação do dispositivo, com aumento do papel da União, já era antes consenso entre especialistas. Diante da pandemia e do cenário econômico para o próximo ano, se coloca com maior gravidade.

Para o próximo ano, o teto de gastos levanta preocupações. Prevista na Constituição, a regra determina que o crescimento das despesas federais no ano será limitado à inflação em 12 meses acumulada até junho do ano anterior.

O recente anúncio de queda da inflação vai deixar o teto cerca de R$ 20 bilhões mais baixo em 2021.

A previsão de despesas discricionárias do MEC (Ministério da Educação) para 2021 é 18,2% inferior do contido na lei orçamentária deste ano. A perda é de R$ 4,18 bilhões.

Especialista em finanças públicas, Elida Graziane defende a revogação do teto. "Há grande risco de termos em 2021 situação de colapso nos serviços essenciais", diz ela, que é procuradora do Ministério Público de Contas de São Paulo.

Se a própria manutenção do sistema é colocada em risco, o avanço em indicadores educacionais -como a ampliação de alunos em tempo integral ou o acesso à creche- é visto com ainda mais preocupação.

Graziane também insiste que as metas do PNE (Plano Nacional de Educação) sejam atreladas a medidas emergenciais, sob risco de retrocessos.

A meta do PNE é ter ao menos 25% dos alunos em tempo integral até 2024. O país registra menos de 15%. O Brasil tem 35,6% das crianças de até 3 anos matriculadas na pré-escola -a meta é de 50%.

Sem ter um projeto pronto para a educação infantil, o ministro Abraham Weintraub (Educação) deixou de usar no ano passado R$ 1 bilhão recuperados pela operação Lava Jato. Com o avanço da pandemia, perdeu definitivamente o recurso para a Saúde.

 

 

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TJ-BA determina que escolas reduzam mensalidade à metade durante pandemia

  • Redação
  • 06 Jun 2020
  • 16:05h

edução deve ser implementada de maneira retroativa e proporcional a março, quando houve a suspensão das aulas presenciais | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

A Justiça baiana determinou que as escolas Gurilândia e Land School, ambas pertencentes ao Educandário Nossa Senhora D’Ajuda, reduzam em até 50% as mensalidades durante o período de pandemia. A decisão favorável ao Instituto dos Direitos da Cidadania e do Consumidor do Estado da Bahia, autor da ação coletiva, foi proferida na última quinta-feira (4). A liminar estabelece a redução à metade das mensalidades para a educação infantil (Grupos 1, 2, 3, 4 e 5) e de 30% para os ensinos Fundamental I e II. A redução deve ser implementada de maneira retroativa e proporcional a março, quando houve a suspensão das aulas presenciais. O desconto deve valer até quando durar a pandemia do novo coronavírus. O juiz Roberto José Lima Costa determinou também que as duas escolas retirem do cadastro de restrição ao crédito nomes e dados pessoais dos pais e responsáveis que não conseguirem pagar a totalidade das mensalidades cobradas. A exclusão deve ser feita no prazo de 24 horas, mediante multa diária no valor de R$ 1 mil. A instituição autora da ação requereu à Justiça redução de 60% na mensalidade, considerando que os pais e responsáveis contrataram aulas presenciais e acesso a mobiliário, estrutura e educação emocional das escolas. No entanto, devido à pandemia, os estudantes tiveram inicialmente duas horas diárias de duração. O juiz entendeu que as escolas tiveram redução nos cursos fixos, como água, energia elétrica e insumos para atividades escolares, no entanto, esses descontos não representam os 60% pleiteados pela proponente. Além disso, é reconhecido que não houve interrupção das aulas, que seguem temporariamente em plataformas digitais. “Ou seja, a manutenção da prestação do serviço educacional, evitando a perda do ano letivo, continua a depender da contraprestação financeira dos pais dos alunos. Nesse trilho, exsurge, por inferência, a presença dos requisitos autorizadores da concessão da medida de urgência, sendo razoável admitir que não pode haver assunção integral do risco da atividade pelo consumidor, impondo-se a necessária alteração das disposições contratuais com o intuito de restaurar o equilíbrio entre as partes. Por outro lado, a redução abrupta da mensalidade no percentual de mínimo 60% poderá causar desequilíbrio às avessas, expondo a instituição de ensino a perigo de insolvência e comprometimento de sua capacidade de prestação de serviços em prol de toda a coletividade dos discentes”, disse o magistrado na decisão. As escolas têm 15 dias para apresentar contestações à decisão. Se apresentadas, a instituição autora da ação poderá apresentar réplica pelo menos prazo.

Alegando falta de recursos, MEC alerta para possível suspensão do Enem 2021

  • Redação
  • 06 Jun 2020
  • 14:30h

Em ofício assinado por Abraham Weintraub, MEC pediu complementação de R$ 6,9 bilhões ao Ministério da Economia | Foto: Reprodução

O Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício ao Ministério da Economia, em 4 de maio, alertando que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 pode ser suspenso devido à falta de recursos. Segundo o texto assinado pelo ministro Abraham Weintraub, os limites disponibilizados para despesas discricionárias – que não são obrigatórias e incluem os custeios de políticas educacionais – foram estabelecidos na ordem de R$ 18.780,1 bilhões para o próximo ano. Já para este ano, foram programados R$ 22.967,8 bilhões. No ofício, o MEC aponta que, caso os R$ 18 milhões sejam mantidos no Projeto de Lei Orçamentária de 2021, “deixarão sem cobertura orçamentária diversas demandas essenciais à área da educação, com repercussões negativas em toda a sociedade, além de comprometer o alcance de metas relevantes para as políticas educacionais do Governo”. De acordo com o documento, entre essas demandas estão a execução do Enem 2021, além de um possível fechamento de cursos, campi e até instituições: “Ressalta-se que, dentre os programas que correm risco de não serem continuados, encontra-se o consagrado Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, e soma-se a esse prejuízo o fechamento de cursos, campi e possivelmente instituições inteiras, comprometendo a educação superior e a educação profissional”. Para tentar solucionar esse problema, o MEC pediu ao Ministério da Economia uma complementação de R$ 6,9 bilhões ao que está previsto na proposta de orçamento para 2021, que ainda está sendo elaborada.

Volta às aulas em debate: propostas vão de 'apagar' primeiro semestre a corte de carga horária

  • Globo
  • 31 Mai 2020
  • 11:47h

(Foto: Reprodução)

Após o adiamento do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), já começaram os debates no país sobre o que acontecerá com o calendário letivo. Corte de 25% da carga horária de 2020, reinício em agosto e aproveitamento de horas não presenciais são algumas das opções colocadas na mesa. O dilema entre especialistas é conseguir reduzir ao máximo as desigualdades potencializadas pelo ensino remoto emergencial, que não abrange todos os estudantes brasileiros.— O alcance do ensino remoto é limitado e a efetividade é ainda mais restrita. É impossível, por exemplo, alfabetizar — afirma João Marcelo Borges, diretor de Estratégia Política do Todos Pela Educação. — Ele foi elaborado às pressas em uma situação de enorme estresse mental, sanitário, social e econômico. Se o Brasil passasse dois anos se preparando para iniciar aulas remotas em 2023, haveria soluções testadas, professores capacitados e materiais produzidos, condições que não existem atualmente.

Graças aos investimentos em tecnologia feitos pela Prefeitura de Brumado, UAB continua com todos os cursos em andamento em plena epidemia da Covid-19

  • Ascom | PMB
  • 29 Mai 2020
  • 18:03h

(Foto: Divulgação)

Considerado um dos maiores polos do Brasil, com alto índice de resolutividade e aprovação, a UAB – Universidade Aberta do Brasil, que foi implantada em Brumado no ano de 2006, em pouco tempo consolidou como um marco do setor, devido ao empenho e a visão futurista do prefeito Eduardo Vasconcelos, o qual, desde a sua primeira gestão priorizou a Educação. Atualmente o polo de Brumado é uma grande referência no ensino universitário à distância e, ao contrário da grande maioria das instituições educacionais, continua com suas atividades onlines, restrigindo somente o encontro presencial, graças aos grandes investimentos feitos pela Administração “Educar para Libertar”. Estão em plena atividade 11 cursos de graduação e 5 de pós-graduação. Então, além do ensino básico, a visão educacional é macro e dinamiza todas as etapas, promovendo assim uma inclusão social muito positiva.

Governador afirma que ano letivo das escolas não será cancelado na Bahia

  • Redação
  • 28 Mai 2020
  • 15:55h

(Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

Em transmissão pelas redes sociais, nesta quinta-feira (28), o governador Rui Costa conversou com profissionais da imprensa do recôncavo baiano e do baixo sul e afirmou que o ano letivo não será cancelado na Bahia. “Nós existe possibilidade de cancelamento. Muito provavelmente as aulas irão atravessar esse ano e serão concluídas em 2021. Iremos fazer um grande mutirão pela educação para superar esse período, com aulas extras, em turnos opostos e nos finais de semana. Será um ano atípico, mas não podemos prejudicar o ciclo escolar de nossos milhares de jovens e crianças”. Rui também falou sobre as estratégias de enfrentamento do novo coronavírus desenvolvidas pelo Estado na região. “Temos o hospital de Santo Antônio de Jesus no Recôncavo que conta com leitos de UTI e está equipado para receber os pacientes que necessitam de atendimento mais complexo, mas precisamos também de uma unidade que possa atender regionalmente, fazendo a triagem de pacientes. Estou conversando com os prefeitos e articulando uma ação unificada para a criação de uma unidade assim, como fizemos em outras regiões, transformando UPAs que estavam fechadas em unidades exclusivas de atendimento”. O governador falou ainda sobre a dificuldade de conseguir respiradores para implantar novos leitos de UTI na Bahia. “É hoje o equipamento mais raro no planeta. Nossa equipe tem buscado e entrado em contato com fábricas em todo mundo, mas é uma dificuldade porque a procura é muito grande e o produto está em falta. Nenhum sistema de saúde do mundo está preparado com leitos de UTI suficientes para lidar com uma pandemia dessas; estão faltando leitos, médicos e equipamentos nos países mais ricos com os melhores sistemas de saúde do mundo. Por isso eu faço o meu apelo para que as pessoas evitem criar aglomerações e fiquem em casa. O isolamento social é a única forma efetiva de combate ao vírus”. Em toda a Bahia, a estrutura que está sendo implantada pelo Governo do Estado para o enfrentamento ao novo coronavírus conta com 1.428 leitos na capital e 1257 leitos no interior. Para atender pacientes de baixa complexidade, que não tenham coronavírus, 285 leitos estão sendo instalados e 70 Unidades Pronto Atendimento (UPAs) irão realizar a classificação, manejo clínico, estabilização do paciente e, caso necessário, regulação para unidades de maior complexidade. Atualmente, o Governo da Bahia possui em estoque 879 mil luvas, mais de 922 mil máscaras cirúrgicas e 300 mil unidades da máscara N95. Além disso, o Governo do Estado adquiriu 32 milhões de luvas, nove milhões de máscaras cirúrgicas e um milhão de máscaras do tipo N95, o que são suficientes para atender a demanda por até seis meses.

Inscrições para o Enem terminam hoje (22)

  • Agência Brasil
  • 22 Mai 2020
  • 08:41h

Datas das provas foram adiadas pelo Ministério da Educaçao (MEC) devido à pandemia do novo coronavírus | Foto: Divulgação

As inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 terminam às 23h59 desta sexta-feira (22). As provas, entretanto, foram adiadas na quarta (20) por 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto inicialmente no edital, por determinação do Ministério da Educação, devido à pandemia do novo coronavírus. Na quinta (21), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo exame, mais de 4, 3 milhões de estudantes tinham feito a inscrição para participar desta edição do Enem. Neste ano, o Inep também oferecerá o Enem Digital, porém, desde a semana passada, as 101,1 mil vagas ofertadas para a versão informatizada do exame já haviam se esgotado. A aplicação do Enem Digital será em laboratórios de informática, em diversas faculdades brasileiras, e o candidato receberá um cartão de confirmação da inscrição no exame, com o endereço da faculdade e o laboratório de informática onde fará a prova, sob supervisão de fiscais.

 

Inscrições – Para evitar erros na hora da inscrição, o Inep recomenda que todos os participantes façam o procedimento com calma. O aluno deve, por exemplo, verificar cuidadosamente as informações declaradas, pois, após a conclusão, algumas não poderão ser modificadas. Os dados que constam na Receita Federal (nome, nome da mãe e data de nascimento) devem ser os mesmos declarados por quem vai fazer o Enem. Quando há divergência, o sistema informa que o participante precisa fazer a correção no órgão. A inscrição poderá ser concluída apenas após a atualização dos dados na Receita. O participante que já concluiu a inscrição tem a oportunidade de fazer modificações em alguns itens do sistema do Enem, mas somente ao final do prazo de inscrições. Os inscritos que se enquadram nos requisitos apresentados nos editais como beneficiários da gratuidade da taxa de inscrição ficarão isentos sem a necessidade de um pedido formal. Para os demais, a taxa de R$ 85 deve ser paga até 28 de maio, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), gerada ao final da inscrição.

Nova data – Nos próximos dias, o Inep fará uma consulta aos inscritos para definir novas datas para o exame, que estava previsto para os dias 1º e 8 de novembro (impresso) e 11 e 18 de novembro (digital). Os candidatos serão convidados a responder a uma enquete na Página do Participante, para que possam manifestar sua opinião em relação ao melhor momento para realizar as provas. As informações a respeito do Enem 2020 podem ser acompanhadas no portal do Inep e do Ministério da Educação, assim como nas redes sociais oficiais dos dois órgãos. Dúvidas relativas ao processo de inscrição podem ser sanadas pelo Fale Conosco, do Inep, por meio do autoatendimento online ou do 0800 616161 (somente chamadas de telefone fixo).

Tanto na versão impressa quanto na digital, os participantes farão provas de linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias, com 45 questões de múltipla escolha em cada área de conhecimento. A redação será manuscrita, em papel, nas duas modalidades.

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MEC e Inep anunciam adiamento do Enem por até 60 dias

  • Redação
  • 20 Mai 2020
  • 16:24h

Adiamento é válido para as versões impressa e digital do exame; enquete com inscritos está mantida para final de junho | Foto: Reprodução

A decisão foi publicada em nota no site da instituição, vinculada ao Ministério da Educação. Ainda de acordo com o Inep, está mantida a enquete direcionada para os inscritos no exame, em junho. O direcionamento da enquete não é informado na nota. No entanto, na terça-feira (19), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou uma consulta, via ‘Página do Participante’, para saber a opinião dos inscritos sobre adiamento ou não das provas. Também na terça, o Senado Federal aprovou o projeto que adia o Enem, devido à pandemia do novo coronavírus. O principal argumento é que, com a suspensão das aulas, as desigualdades nas condições de estudo e preparação foram potencializadas. Depois de apreciação no plenário do Senado, a matéria seguiu para votação na Câmara dos Deputados. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) entrou com requerimento de urgência para tramitação da matéria.

Pelo menos 15 universidades baianas são denunciadas ao Procon

  • Redação
  • 15 Mai 2020
  • 14:38h

Com as aulas suspensas por causa da pandemia, alguns alunos se queixam da falta de diálogos coom as instituições | Foto: Divulgação/Procon-BA

Com as aulas suspensas desde o mês de março por causa da pandemia mundial, alguns estudantes de universidades baianas não conseguem negociar as suas mensalidades. Pelo menos 15 universidades na Bahia foram denunciadas por não possuir um canal de comunicação direto com os alunos. O superintendente do Procon-BA, Filipe Vieira, disse ao G1 que existe uma diferença entre denúncia e reclamações. “Reclamação e queixa é individual, denúncia é aquilo que atinge a uma coletividade, como é o caso dos alunos. O conteúdo das denúncias trata de não abater o valor da mensalidade, não reduzir, ou fazer a readequação desse contrato no caso de suspensão das aulas, é o que mais preocupa a gente”, disse Filipe destacou que é importante denunciar para que o órgão possa agir e providenciar um acordo entre as partes. “O ideal é que todo aluno que esteja vivenciando uma dificuldade preste a denúncia ao Procon. Isso vai se transformar em número, estatísticas, e nos permitirá que nos voltemos para aquela faculdade que não está prestado o serviço.”, alertou o superintendente. Desde março as aulas foram suspensas pelo governo da Bahia e no início desde mês foi anunciada a prorrogação até o dia 18.