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Mais de 50% dos jovens brasileiros interrompeu os estudos devido à pandemia, aponta pesquisa

  • Redação
  • 16 Jun 2021
  • 13:54h

O número de estudantes que passaram a trabalhar para complementar a renda familiar também cresceu entre 2020 e 2021 | Foto: Reprodução/Pixabay

A 2ª edição da pesquisa Juventudes e a Pandemia do Coronavírus aponta que 56% dos jovens entre 15 e 29 anos interromperam os estudos por causa da pandemia de Covid-19. O estudo ainda revela que um em cada quatro entrevistados também admitiu ter pensado em desistir de vez dos estudos por causa da pandemia. Entre as motivações que levaram os jovens a deixarem o Ensino Médio ou a universidade está a questão financeira. O número de estudantes que passaram a trabalhar para complementar a renda familiar passou de 23%, em 2020, para 38% em 2021. O levantamento foi realizado pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) entre os dias 22 de março e 16 de abril, Foram ouvidos 68.144 jovens de todo o país.

UNINTER, há 25 anos transformando muitas histórias

  • 14 Jun 2021
  • 19:26h

Foto: Divulgação

A Uninter completa 25 anos com mais de meio milhão de vidas transformadas pela Educação a Distância. Brasileiros que contaram com a mais intuitiva plataforma de ensino e com  exclusivos  laboratórios portáteis para praticar em casa. Professores  mestres e doutores comprometidos com o sucesso dos alunos.

E ainda: 

Mais de 400 cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e extensão.

Mais de 2.200 colaboradores a serviço de mais de 300 mil alunos.

São 25 cursos com nota máxima (5) e 20 com nota 4 (conceito ótimo).

Presente em mais de 700 cidades.

A Uninter é a instituição de ensino recredenciada para EAD com nota máxima  pela avaliação do Ministério da Educação (MEC), sendo a marca mais lembrada em EaD por 8 anos consecutivos.

Venha SER o que você quiser com a Educação UNINTER!

Grandes investimentos na Educação da Bahia geram clima de otimismo sobre o setor

  • Redação
  • 03 Jun 2021
  • 17:40h

(Foto: Reprodução)

O anúncio do investimento de R$1 bilhão na reestruturação de mais de 300 escolas públicas da Bahia, na  última terça-feira (1/6) pelo governador Rui Costa, veio com outras notícias que apontam boas perspectivas para o ensino público na Bahia. O secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues, confirmou a convocação de 300 profissionais concursados e pediu estudo da PGE – Procuradoria Geral do Estado – sobre a possibilidade de contratação via Reda de mais professores para suprir o déficit da rede estadual de ensino.

O secretário falou das novas contratações ao participar da live “A Bahia em debate”, a terceira edição promovida pelos mandatos dos deputados Waldenor Pereira (federal) e Zé Raimundo ( estadual). A live aconteceu nesta terça (1o.) e reuniu quase 170 lideranças políticas, sendo transmitida pelo Facebook dos dois deputados, além de estrear também no canal Youtuber.

Jerônimo Rodrigues esteve acompanhado de quatro dos seus coordenadores da sua equipe:  Helder Amorim (Articulação de Projetos para a Educação), Marcius Gomes (Projetos Estratégicos), Ricardo Lopes (Infraestrutura da Rede Física) e Matteus Guimarães Martins (Planejamento e Gestão). Eles responderam às perguntas sobre pleitos apresentados pelos deputados Waldenor e Zé Raimundo, em atenção aos municípios de sua atuação parlamentar e distribuídos nas regiões Sudoeste, Serra Geral, Chapada Diamantina, Médio São Francisco e Bacia do Paramirim.

Apesar das notícias “alvissareiras”, como ressaltou Waldenor ao manifestar a satisfação com os investimentos e contratações para a educação no estado, a primeira questão da live, sobre a volta às aulas, teve resposta taxativa do secretário: “Queremos voltar, mas não temos condições reais de voltar presencialmente.Não agora, quando infelizmente estamos à beira de uma terceira onda da contaminação e faltando apenas 40 mil para o país completar o doloroso patamar de meio milhão de mortos pelo coronavírus”, lamentou.

O secretário e a sua equipe da SEC enalteceram a iniciativa de Waldenor e Zé Raimundo de promover a live “A Bahia em debate” de um modo bastante participativo, com efetiva intervenção das lideranças, entre prefeitos, vice, ex-prefeitos, vereadores, sindicalistas e representantes partidários e de movimentos sociais.“Nós nos orgulhamos muito desses dois mandatos, porque eles conversam com a população e suas lideranças, independente de ano eleitoral”, elogiou Jerônimo Rodrigues.

Como promotores da  programação de lives sobre ações do Governo do Estado, Waldenor e Zé Raimundo ressaltaram não só os investimentos financeiros na estrutura física das escolas, mas também ações para a melhoria da qualidade do ensino. Nesse ponto, o secretário destacou a criação da coordenação pedagógica nas escolas, voltada exclusivamente para questões do ensino, enquanto a direção cuida do funcionamento e administração da estrutura física, além da implantação de vários programas especiais.

Rui afirma que governo estadual investirá R$ 1 bilhão em reforma de escolas

  • Redação
  • 02 Jun 2021
  • 08:30h

(Foto: Reprodução)

O governador Rui Costa (PT) anunciou nesta terça-feira (1º), no bairro de São Caetano, em Salvador, a reestruturação de mais de 300 escolas públicas na Bahia. “Estamos fazendo um volume gigantesco de obras no estado, na área da educação, pra transformar a infraestrutura das escolas e, com isso, dar um salto na qualidade de ensino. A ideia é transformar mais de 300 escolas de uma vez só em escolas de ensino em tempo integral, com no mínimo sete horas de aula. Estamos investindo forte. Esse ano vamos ter, em andamento, licitações da ordem de R$1 bilhão”, afirmou. O governador tem visitado escolas públicas na capital, região metropolitana e interior do estado. De 2015 a 2021, 19 novas escolas já foram entregues e três Complexos Poliesportivos Educacionais. De acordo com Rui Costa, para manter o aluno na escola o dia todo “é preciso ter uma infraestrutura que o aluno possa fazer atividade cultural, com auditório e teatro, locais adequados para práticas esportivas com piscina, campo society, grama sintética, quadra coberta, espaços para exercício de lutas e artes marciais e também laboratório e biblioteca”.

#LINKNOFUTURO - Uma plataforma de relacionamento da Uninter com alunos e professores do ensino médio

  • ASCOM / Uninter
  • 24 Mai 2021
  • 18:58h

Foto: Divulgação

O projeto #LINKNOFUTURO nasceu com o propósito de levar um pedacinho da Uninter às escolas do Brasil, auxiliando no processo de escolha profissional por meio de iniciativas presenciais e on-line gratuitas.

Dessa forma, o estudante do Ensino Médio pode encontrar um caminho para a sua formação, aproveitando as oportunidades que disponibilizamos aqui. Responda a um Teste Vocacional e descubra quais áreas têm a ver com você.

Já para os professores e diretores, o projeto também oferece diferentes cursos de capacitação gratuita dentro da área educacional, justamente para tornar o ensino ainda melhor. São 22 cursos disponibilizados dentro do ambiente virtual de aprendizagem da Uninter, com cargas horárias diversas e temas dentro da área educacional, além de certificado de conclusão.

O #LINKNOFUTURO possui benefícios bem legais pra você sair na frente. Acesse http://www.linknofuturo.com/ e comece agora!

UNINTER Brumado: (77) 3441 3268

Jacaraci: Secretaria Municipal de Educação determina retorno às aulas sem diálogo com professores

  • Informações da APLB
  • 24 Mai 2021
  • 18:33h

(Foto: Ddez)

Professores da rede municipal de ensino de Jacaraci, no Sudoeste da Bahia, foram pegos de surpresa pela Secretaria Municipal, que determinou o retorno às aulas do ensino fundamental para o próximo dia 24 de maio, mas sem apresentar o calendário letivo para deliberação do Conselho Municipal de Educação e sem a realização de uma jornada pedagógica online. Para piorar a situação, no momento em que o número de casos de COVID aumenta na região, o Secretário de Educação, Alexandre Dijan Coqui, determinou que os professores retornassem às salas de aulas para dar aulas de reforço presencial sem que os professores tenham tomado a segunda dose da vacina. Segundo representantes dos docentes no Conselho Municipal de Educação, em nenhum momento os professores foram consultados a respeito da retomada das aulas presenciais, tampouco receberam quaisquer auxílios da prefeitura para a aquisição de recursos audiovisuais ou melhorias para conexão de rede de internet, sendo constantes os casos de extrapolação da carga horária sem a devida remuneração. A Secretaria Municipal ainda não se pronunciou. 

Uneb e Uefs: professores paralisam atividades contra PL que obriga retorno de aulas presenciais

  • Redação
  • 19 Mai 2021
  • 09:58h

O ato faz parte de um protesto nacional contra a matéria | Foto: Reprodução

Os professores que atuam na Uneb (Universidade do Estado da Bahia) e da Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana) decidiram paralisar as atividades nesta quarta-feira (19), em protesto contra um o Projeto de Lei (PL) 5595/20), que obriga o retorno imediato das aulas presenciais em escolas e universidades públicas e particulares. O ato faz parte de um protesto nacional contra a matéria. No caso da Uneb, a paralisação foi decidida em assembleia docente realizada na última quinta-feira (13). Já o ato dos professores da Uefs foi deliberado em assembleia ocorrida na quarta-feira (12). Segundo a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs), além do protesto contra a PL 5595/20, o ato também é em defesa da recomposição dos orçamentos das universidades que sofreram sucessivos cortes; defesa dos serviços públicos, do direito dos servidores e servidoras, contra a Reforma Administrativa; e pela revogação da Portaria 983 do MEC que transforma a hora-aula em hora-de-relógio o que, segundo a categoria, compromete as atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão

UFBA solta o grito: corte de verbas está matando a instituição de sufoco

  • Levi Vasconcelos
  • 17 Mai 2021
  • 19:22h

Se Bolsonaro pouco liga para as vítimas da Covid, vai ligar para a morte da ciência? Só há um jeito: gritar | Foto: Reprodução

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) deveria ter para este ano um orçamento de R$ 163,3 milhões, mas com corte imposto pelo governo, cai para R$ 133,8 milhões, ou R$ 30,4 milhões (18,7%) a menos.

O valor previsto para 2022 é bem próximo do de 2010, ou 11 anos atrás. É contra isso que terça (9h) professores, alunos e funcionários da instituição levantarão a voz no ato ‘Educação contra a bárbarie’, com apoio de 13 entidades nacionais (como OAB e Fenaj).

E por que o corte? Simples. Bolsonaro e seu governo acham que as universidades são o ninho da esquerda. E não fez segredo. logo de saída com o famigerado Abraham Weintrab, que tem a pretensão de sufocar o setor cortando verbas.

Desatinos

Se na pandemia Bolsonaro pouco ligou para o número de mortos que os desatinos do governo deixou rolar, imagine na educação, onde as vítimas, embora com danos para gerações, não baixam a sepultura.

Veja você. Desde que o Brasil é Brasil, até o governo Lula, a Bahia só tinha uma universidade federal, a própria UFBA. Hoje tem mais quatro, a Univasf, que se divide entre Bahia e Pernambuco; a UFOB, a UFSB e a UFRB.

Ora, o conhecimento com as oportunidades de acesso para todos é um bem tão precisoso quanto a vida. Mas se Bolsonaro pouco liga para as vítimas da Covid, vai ligar para a morte da ciência? Só há um jeito: gritar.

MEC admite que verba para aplicar Enem em 2021 é insuficiente

  • Redação
  • 17 Mai 2021
  • 08:03h

(Foto: Reprodução)

 Ministério da Educação (MEC) admitiu que a verba destinada para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é insuficiente para aplicar a prova para todos os participantes este ano. A informação foi enviada em documento ao ministro da Economia, Paulo Guedes. O MEC também estimou que faltará dinheiro para pagar bolsas de 92 mil cientistas. Segundo o Estadão, a pasta pediu dinheiro para “viabilizar projetos”, e alertou sobre a possibilidade de impactos pedagógicos “imensos”. No ofício, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu o desbloqueio de R$ 2,7 bilhões e a suplementação de R$ 2,6 bilhões. “Especificamente com relação ao Enem, a insuficiência orçamentária resultaria na inexecução dos serviços, tendo em vista a quantidade de participantes prevista para 2021. (…) O montante disponibilizado não atenderia a totalidade de aplicações/participantes previstas, o que de fato poderia trazer prejuízos às aplicações do Enem e ao Inep”, afirmou o MEC.

Precisamos parar de criticar a escola

  • Press 2 Play
  • 12 Mai 2021
  • 14:29h

Afinal, o que pensamos sobre a escola? De um lado, vemos essa instituição como a responsável pela educação de crianças e jovens, pelo desenvolvimento da humanidade e pelas soluções dos problemas sociais. De outro, ela é vista constantemente como problemática e obsoleta. Enfim, por que a criticamos tanto ao mesmo tempo em que apostamos todas as nossas fichas nela?

Precisamos primeiro refletir sobre o que consideramos problemático na escola. Ninguém ignora que há falta de estrutura, de recursos, de políticas públicas e existe desigualdade educacional.

Além disso, gestores escolares e educadores identificam outras questões, como a falta de parceria das famílias e a indisciplina dos estudantes. Por sua vez, famílias e governos criticam a escola dizendo que ela é uma instituição obsoleta e atrasada no que se refere às metodologias de ensino e a um currículo que forme cidadãos para um futuro cada vez mais tecnológico.

Fato é que a escola é uma instituição. E, como qualquer outra, é gerenciada e vivenciada por pessoas que trazem consigo conhecimentos, experiências e formações. Certamente, é construída por aqueles que nela atuam, mas também por toda a comunidade em seu entorno – que nem sempre reconhece a própria responsabilidade nessa construção.

Justamente por termos tanta expectativa com relação ao futuro, demandamos muito da escola lavando as nossas mãos, identificando-a como a única responsável pela educação e, aparentemente, nunca nos satisfazendo com seus resultados. 

Muito disso tem um motivo claro: não damos a devida autoridade aos seus profissionais. Professores e professoras estudaram para atuar na escola e sabem o que estão fazendo. Da mesma forma que experimentamos uma situação de vulnerabilidade quando deixamos um médico fazer uma cirurgia em nossos corpos, devemos confiar nos professores na hora de escolher os melhores caminhos para a educação de nossos jovens e crianças.

 

PÚBLICA E PRIVADA: DOIS OLHARES

Nas escolas públicas, muitas vezes é diferente: educadores são vistos como heróis e heroínas – o que significa, basicamente, que se empenham mesmo sem as condições necessárias para o trabalho. São os que fazem valer cada vez mais a função social da escola, tanto com relação à educação formal quanto no que diz respeito ao cuidado, à assistência e à formação humana. Enquanto isso, nas escolas privadas, docentes são questionados diariamente sobre suas escolhas pedagógicas. E desqualificados também – afinal, “o cliente tem sempre razão”. 

De uma forma ou de outra, ao que parece, o problema continua no outro. Apesar de reconhecermos que a escola funciona de forma precária e sucateada no Brasil, não nos solidarizamos com as condições de trabalho dos professores e das professoras, e muito menos os reconhecemos como autoridade quando o assunto é Educação. 

Pensar a escola é necessário, e as críticas e exigências são tão válidas quanto como seria com qualquer outra instituição. Mas precisamos parar de achar que sabemos mais do que os profissionais que a fazem existir mesmo em condições indesejadas. Em vez disso, lutemos por ela, demos a essa instituição o seu devido valor. Afinal, a boa escola é aquela que atua da melhor forma com o que tem, e é isso que seus profissionais fazem diariamente. Portanto, merecem nosso voto de confiança.

APLB acusa Smed de assediar pais e alunos e diz que vai acionar o MP-BA

  • Rayllanna Lima
  • 12 Mai 2021
  • 11:56h

Presidente da categoria, Rui Oliveira disse ao bahia.ba que possui provas para comprovar denúncia; secretaria nega todas as acusações | Foto: Reprodução

A APLB Sindicato (Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia) vai entrar com uma representação no Ministério Público da Bahia (MP-BA) acusando a Secretaria Municipal da Educação de Salvador (Smed) de assediar pais, mães e responsáveis de alunos para garantir que os estudantes compareçam às aulas presenciais.

Em entrevista ao bahia.ba nesta quarta-feira (12), o presidente do sindicato, Rui Oliveira, disse que há provas para embasar a denúncia. “Temos vídeos, áudios de mães denunciando que a Secretaria Municipal de Educação. É uma coisa muito grave, uma coação. Estamos tomando providências”, afirmou.

De acordo com ele, os responsáveis pelos alunos relataram que agentes da secretaria entraram em contato e sinalizaram a possibilidade de perda da Bolsa Família, de benefícios da Prefeitura (como cesta básica) e até perda de vaga nas escolas em caso de descumprimento da determinação de retorno às aulas presenciais.

“É assédio moral. Temos vídeos, áudios de diversas mães e pais denunciando esse assédio. Vamos intensificar cada vez mais essa luta em defesa da vida, de encontro ao corredor da morte que são as escolas municipais de Salvador”, acrescentou Rui Oliveira, destacando que a categoria tem uma reunião agendada para as 14h de quinta-feira (13).

Smed nega acusações

Procurada pelo bahia.ba, a Smed enviou nota negando todas as acusações e dizendo que trata-se de “uma acusação descabida”. “A chantagem jamais fez parte das práticas da gestão municipal, tanto da atual, quanto das duas anteriores. O órgão deixa claro que a distribuição de cestas básicas para os alunos da Rede Municipal, instituições conveniadas e Pé na Escola está ocorrendo normalmente, conforme o cronograma divulgado”.

De acordo com a pasta, a Prefeitura está na quarta rodada de entregas de alimentos do ano de 2021. “São cerca de 161 mil cestas básicas com 12 produtos. Contando com a etapa atual, só neste ano, somam-se 650 mil cestas básicas, que totalizam 9,1 mil toneladas de alimentos. Desde a suspensão das aulas, em março de 2020, contabilizam-se 2,4 milhões de cestas básicas e mais de 35 mil toneladas de alimentos”, informou.

Setor de eventos pede volta às aulas na Bahia

  • Redação
  • 10 Mai 2021
  • 18:22h

Em comunicado divulgado nesta segunda (10) é questionado o motivo dos professores não terem voltado a exercer suas funções nas salas de aula | Foto: Reprodução

Em nota divulgada nesta segunda-feira (10) assinada em conjunto pela ABRAPE-BA, Grupo Bahia, APE, ABEOC BRASIL-BA e a Comissão dos Empresários de Eventos Sociais, os grupos pedem a volta às aulas na Bahia.

No texto, é questionado o motivo dos professores não terem voltado a exercer suas funções nas salas de aulas, já que a prefeitura de Salvador anunciou a vacinação de todos os trabalhadores da educação após a decisão do juiz Ruy Eduardo de Almeida Britto.

“Todas as classes essenciais que foram priorizadas e estão sendo vacinadas, a exemplo dos rodoviários, trabalhadores da limpeza urbana, agentes de segurança e salvamento, dentre outras, seguem com as suas atividades normalmente. Já os trabalhadores da educação, mesmo com todas as medidas e protocolos sanitários e de segurança apontados e implementados pelas autoridades, se negam a retomar as suas atividades semipresenciais, o que faz com que a Bahia seja hoje, o único estado do país com dificuldade na retomada das aulas”.

O texto ainda fala sobre dados da UNICEF e Unesco, porém, não apresentam com precisão quais são eles, apenas tratam como “números alarmantes”. Confira na íntegra:

Aula à distância nunca foi uma realidade para a maioria dos brasileiros. O Brasil é o país que teve escolas fechadas por mais tempo em todo o mundo! Estudos do UNICEF e Unesco já alertavam que quanto maior o tempo afastado da escola, maior a chance do aluno não retornar. Segundo pesquisas, números alarmantes demonstram que teremos imensos desafios para reverter os impactos da pandemia na educação neste e nos próximos anos. Impactos que reverberam na aprendizagem, desenvolvimento do país, no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), na fome, na violência e desigualdade social.

Para garantir o retorno seguro da volta às aulas semipresenciais na Bahia, trabalhadores da educação foram inseridos na lista de prioridade e já estão sendo vacinados com agilidade.Todas as classes essenciais que foram priorizadas e estão sendo vacinadas, a exemplo dos rodoviários, trabalhadores da limpeza urbana, agentes de segurança e salvamento, dentre outras, seguem com as suas atividades normalmente. Já os trabalhadores da educação, mesmo com todas as medidas e protocolos sanitários e de segurança apontados e implementados pelas autoridades, se negam a retomar as suas atividades semipresenciais, o que faz com que a Bahia seja hoje, o único estado do país com dificuldade na retomada das aulas.

O estado e o município estão reunindo esforços, investindo na saúde e adotando todas as medidas necessárias para segurança e preservação da vida na retomada gradual das atividades econômicas e educacionais. A Bahia não pode parar! O retorno às aulas, mesmo que no modelo semipresencial, é fundamental para o desenvolvimento pleno das crianças e para o restabelecimento gradual de todas as atividades econômicas do estado. APLB, é trabalhando juntos que vamos progredir!

Em comunicado disponibilizado no site da UNICEF sobre a reabertura das escolas, o órgão fala sobre um retorno seguro como prioridade. Socorro Gross, representante da Opas/OMS no Brasil, afirma que é fundamental investir na adaptação e na melhoria das escolas. No protocolo da UNICEF, dividem o retorno às aulas em quatro fases e dá diferentes considerações para cada uma delas. Confira:

Nenhum caso: todas as escolas abertas e medidas de prevenção e controle da COVID-19 implementadas.
Casos esporádicos: todas as escolas abertas e medidas de prevenção e controle da COVID-19 implementadas
Transmissão em grupos: a maioria das escolas abertas e medidas de prevenção e controle da COVID-19 implementadas. As autoridades podem considerar o fechamento de escolas como parte de uma MSSP mais ampla nas áreas com expansão do número de grupos de transmissão que incluem escolas.
Transmissão comunitária: abordagem baseada no risco para o funcionamento da escola e outras MSSP para toda a comunidade, com o objetivo de garantir a continuidade da educação das crianças. É provável que MSSP mais amplas, incluindo o fechamento de escolas, estejam em vigor em áreas com tendências crescentes de casos, hospitalizações e mortes por COVID-19; quaisquer escolas que permanecerem abertas devem seguir estritamente as diretrizes de prevenção e controle da COVID-19.

Atualmente a capital baiana tem 194.871 casos ativos de Covid-19, conforme o site Informe Salvador – Coronavírus, da Prefeitura de Salvador. O portal ainda pontua que a ocupação de leitos de UTI na cidade é de 76%.

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Estude onde quiser e fique mais próximo da aprovação!

  • ASCOM/UNINTER
  • 10 Mai 2021
  • 11:41h

O Centro Universitário Internacional Uninter oferece gratuitamente para todo o país, o curso preparatório Pré – ENEM 2021, visando proporcionar aos alunos interessados em participar das provas do ENEM 2021 um curso que lhes permita entender a metodologia das aulas interdisciplinares e multidisciplinares, ressaltando as áreas de concentração de estudos, tendo como objetivo maior os melhores resultados na prova do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio.

A Uninter tem como objetivo ampliar os conhecimentos de cada um dos participantes com vistas a melhor consecução possível da avaliação no ENEM 2021.

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UNICEF e AVSI se unem para apoiar municípios no retorno seguro às escolas

  • Marcelo Moreira
  • 10 Mai 2021
  • 08:17h

Ação envolve 125 escolas de 39 municípios da Bahia, Pernambuco e Ceará | Foto: Reprodução

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a AVSI Brasil iniciam esta semana trabalho nos estados de Pernambuco, Bahia e Ceará para apoiar a gestão municipal na continuidade dos serviços essenciais às crianças e adolescentes nas áreas de saúde e educação, com foco especial em garantir um retorno seguro às escolas. 

O projeto alcançará 125 escolas e unidades básicas de saúde (UBS) de 39 municípios daqueles estados, incluindo as capitais e cidades da região do semiárido, com ações de informação, capacitação e engajamento de autoridades, profissionais de saúde e educação, pais, alunos e lideranças sociais. Serão também distribuídos kits de higiene e saúde (incluindo, em algumas cidades, lavadores de mãos) e materiais educativos. 

“O longo período de escolas fechadas e as dificuldades de meninas e meninos para ter acesso ao ensino não presencial estão empurrando o Brasil de volta para a situação de 20 anos atrás. É preciso garantir as condições para que as escolas voltem a receber estas crianças e adolescentes urgentemente”, afirma Dennis Larsen, coordenador do UNICEF para o semiárido. 

Para ele, o retorno seguro às aulas presenciais envolve um processo de mobilização e conscientização coletiva, em que as escolas devem se preparar, os profissionais de saúde e educação precisam ser treinados, e pais, alunos e comunidade precisam receber orientação adequada para que se sintam seguros.  

“Informação, envolvimento comunitário e preparação prévia permitirão que professores e funcionários trabalhem com tranquilidade e que os pais tenham a confiança de enviar seus filhos para estudar”, diz Christian Menin, da AVSI Brasil, que coordena as equipes de formação e mobilização que visitarão os 39 municípios do projeto. “Esse é um caminho que passa por todos nós”, comenta ele. 

A importância das escolas 

Segundo o estudo “Cenário da Exclusão Escolar no Brasil – um alerta sobre os impactos da pandemia da Covid-19 na Educação”, lançado dia 29 de abril pelo UNICEF e pelo Cenpec Educação, em novembro de 2020, mais de cinco milhões de meninas e meninos não tiveram acesso à educação no Brasil – número semelhante ao registrado no início dos anos 2000. Desses, mais de 40% eram crianças de seis a 10 anos de idade. 

Christian Menin, da AVSI Brasil, lembra que além de locais de aprendizado, as escolas promovem o compartilhamento de experiências, crescimento coletivo e geram proteção para crianças. “Elas reforçam as noções sociais e de valores, ensinam a resolução de conflitos e, em áreas socialmente frágeis, como o semiárido, elas são ainda fonte de alimentação e de segurança para as crianças”, afirma ele. 

Kits de saúde e higiene 

A iniciativa vai até setembro e está inserida na estratégia global SAFE, do UNICEF, que é dirigida a crianças, adolescentes e suas famílias, com foco na melhoria do acesso à água, promoção da higiene e proteção para prevenção e controle da Covid-19. A campanha SAFE pretende: apoiar a educação para a reabertura segura de escolas; apoiar a continuidade dos serviços de saúde de forma segura; facilitar as medidas de prevenção nos serviços de assistência social; e juntar esforços para garantir que famílias vulneráveis tenham acesso a itens de higiene e a informações sobre a prevenção da Covid-19. 

As secretarias de saúde e educação das cidades envolvidas já participaram de webinars informativos do projeto e, no último dia 26, equipes da AVSI iniciaram as visitas aos municípios. Nessa primeira fase, promoverão a mobilização, formação e a sensibilização de 390 profissionais de saúde e profissionais de educação representando 300 escolas. 

Serão distribuídos kits de higiene para as Unidades Básicas de Saúde (UBS), com aventais, máscaras, luvas e material de desinfecção, para que os profissionais continuem prestando serviços de saúde e de prevenção eficientes. As escolas receberão kits de higiene (sabonetes, álcool gel, máscaras, cartilhas, entre outros itens), para permitir a adoção de práticas preventivas por professores e alunos. 

Em 16 dos 39 municípios, a AVSI e o UNICEF darão um passo adicional: 77 escolas dessas cidades receberão estações de lavagem de mãos. Além disso, as equipes AVSI promoverão sessões locais de diálogo com pais, professores e alunos, além de lideranças da comunidade local, para discutir as condições necessárias para o retorno seguro às escolas e como todos podem contribuir para que elas sejam criadas. 

Municípios impactados 

O Ceará será o estado com o maior número de municípios beneficiados (23): Canindé, Cascavel, Itabira, Paraipaba, Salitre, São João do Curú, Trairi, Fortaleza, Acaraú, Aquiraz, Aratuba, Baturité, Catunda, Caucaia, Choró, Chorãozinho, Cruz, Itapipoca, Marco, Moraújo, Pacatuba, Tururu e Umirim. 

No estado de Pernambuco, 8 municípios serão contemplados: Brejo da Madre de Deus, Recife, Lagoa dos Gatos, Serra Talhada, Águas Belas, Jataúba, Riacho das Almas e Santa Cruz de Capiberibe. 

Na Bahia, serão 8 municípios: Aurelino Leal, Caatiba, Jequié, Simões Filho, Wenceslau Guimarães, Salvador, Uruçuca e Lauro de Freitas. 

Apesar de decreto, não há data para volta às aulas presenciais na rede estadual, diz SEC

  • Redação
  • 05 Mai 2021
  • 18:20h

(Foto: Reprodução)

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) afirmou nesta quarta-feira (5) que não há data para retomada das aulas presenciais na rede estadual de ensino. Um decreto assinado pelo governador Rui Costa (PT), publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta, permite a volta das atividades nas escolas estaduais em regime híbrido (remoto e presencial) em Salvador; Em nota enviada ao Bahia Notícias, a pasta informou que tem monitorado os indicadores da Covid-19 e o avanço na vacinação dos professores e trabalhadores da educação em todo o estado, “para a migração do ensino remoto para o híbrido nas regiões do Estado, envolvendo um maior número de municípios.” A reportagem também questionou a SEC sobre qual seria o efeito do decreto na prática, já que, apesar da autorização, não há prazo para a volta. O objetivo da pergunta é saber se a norma apenas deixa em aberto a possibilidade da retomada a qualquer momento ou se fixa parâmetros para o retorno - o decreto estabelece que o início do regime presencial se o município chegar a cinco dias consecutivos com 75% de ocupação de leitos de UTI adulto exclusivos para Covid-19. A assessoria de imprensa da pasta, entretanto, não respondeu a esse questionamento. Encaminhou à reportagem um arquivo em pdf com o decreto que já havia sido enviado pelo governo à imprensa no início da manhã, o mesmo que motivou a dúvida que levou a reportagem a buscar a secretaria.