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Ensino híbrido é tendência para o mercado da educação no pós-pandemia

  • Fernanda Glinka
  • 02 Dez 2020
  • 18:33h

(Foto: Divulgação)

A Educação foi um dos setores mais impactados pela pandemia em todo o mundo. Escolas fecharam e, do dia para a noite, professores precisaram repensar suas estratégicas pedagógicas e alunos tiveram de se manter engajados mesmo sem a interação presencial. Diante desse cenário, o mercado da educação se viu forçado a utilizar tecnológicas já anteriormente disponíveis para viabilizar aulas de forma remota aos estudantes, mesmo sem planejamento prévio.

Para 2021, a discussão vai além da dúvida entre retornar às aulas presencias ou permanecer 100% no digital, mas sim em como estabelecer um esquema de ensino híbrido. “Os encontros presenciais ainda serão necessários, mas não mais para assistirmos aulas conteudistas como costumávamos fazer. Terão um viés muito mais humano, de convívio, relacionamento social, troca de ideias e ativação de ambientes criativos”, diz Paula Abbas, Consultora de Inovação e Docente nas áreas de Pesquisa de Tendências e Design Thinking do ISAE Escola de Negócios.

Segundo a especialista, a pandemia acelerou algumas tendências determinantes à transformação da educação, como a aprendizagem baseada em problemas (problem based learning), o desenvolvimento de soft skills e a inovação dentro das áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Ou seja, foco educacional voltado às ferramentas que envolvem trabalho em grupo e uso de metodologias ativas. “Otimizando os encontros presenciais apenas para momentos realmente necessários, minimizamos até mesmo o impacto ambiental. Nos acostumaremos a menos deslocamentos físicos e mais deslocamentos digitais”, afirma.

Para o próximo ano, veremos grandes inovações acontecendo no setor da educação. Como negócio, ganharão relevância as salas de aula virtuais, que eram periféricas e hoje se encontram sob holofotes. Já como planejamento pedagógico, será necessário ter claro em mente como engajar o aluno através da tecnologia. “Vale o alerta em relação ao acesso da população à internet. Hoje, apenas 60% da população está online, e a pandemia escancarou as desigualdades socioeconômicas. Se não nos atentarmos a esses detalhes, a falta de acesso às tecnologias pode inviabilizar o ensino à distância”, complementa Paula Abbas. 

MEC determina retorno das aulas presenciais a partir de janeiro de 2021

  • Redação
  • 02 Dez 2020
  • 08:47h

Medida vale para as instituições federais de ensino superior; Ufba, contudo, já anunciou que suspensão continua no próximo ano | Foto: Reprodução

O Ministério da Educação (MEC), por meio de publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira (2), determinou a retomada das aulas presenciais para instituições federais do ensino superior a partir do dia 4 de janeiro de 2021.

Conforme portaria, para o retorno, as instituições devem adotar um “protocolo de biossegurança” contra a propagação do novo coronavírus (Covid-19).

O documento estabelece ainda a adoção de recursos educacionais digitais, tecnologias de informação e comunicação ou outros meios convencionais, que deverão ser “utilizados de forma complementar, em caráter excepcional, para integralização da carga horária das atividades pedagógicas”.

O texto da portaria diz, também, que as “práticas profissionais de estágios ou as que exijam laboratórios especializados, a aplicação da excepcionalidade”, devem obedecer as Diretrizes Nacionais Curriculares aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), “ficando vedada a aplicação da excepcionalidade aos cursos que não estejam disciplinados pelo CNE”.

O documento estabelece, que, especificamente, para o curso de medicina, “fica autorizada a excepcionalidade apenas às disciplinas teórico-cognitivas do primeiro ao quarto ano do curso, conforme disciplinado pelo CNE”.

Ufba mantém suspensão

Antes do anúncio do MEC, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) já havia anunciado que as aulas presenciais continuarão suspensas na instituição em 2021.

Além da suspensão das atividades acadêmicas, a Ufba também decidiu manter suspensa as atividades administrativas no primeiro semestre do próximo ano, que começa no dia 22 de fevereiro e segue até 22 de junho.

Baianos aumentam em 32% os gastos com educação na comparação com janeiro

  • Redação
  • 30 Nov 2020
  • 11:04h

Depois de queda em abril, quando começou a quarentena no Brasil, gastos voltaram a subir a partir de maio, dando um salto maior em outubro | Foto: Agencia Brasil

Startup de gestão de finanças pessoais, a Mobills analisou dados de mais de 99 mil usuários do aplicativo entre os meses de janeiro e outubro de 2020, e constatou que os gastos com educação cresceram 36% do que a média registrada em janeiro deste ano. Analisando o recorte desta análise sobre 1,2 mil usuários da Bahia, foi possível concluir que neste estado os gastos com educação foram em outubro 32% maiores do que em janeiro.

Janeiro costuma ser o mês de férias escolares e fevereiro o mês de volta às aulas, período em que os gastos com educação tendem a ser maiores, por isso, na Bahia o aumento entre esses meses foi de 24%. Em março, início da quarentena no Brasil, os gastos registrados com educação tiveram uma queda de 7% em comparação com fevereiro, mas os valores ainda foram 15% maiores do que em comparação com janeiro. No mês seguinte, abril, o valor registrado com educação atingiu a maior baixa do período, no total 11% menor do que em janeiro.

Para o CEO da Mobills, Carlos Terceiro, essa queda entre março e abril demonstra que os baianos, com o reforço das medidas de isolamento social no Brasil, reduziram os gastos com educação, muito provavelmente de cursos e escolas que tinham aulas presenciais e que não adaptaram nos primeiros meses para o sistema de educação à distância.

A partir de maio, os gastos com educação voltaram a apresentar um crescimento gradual, mas foi em outubro que os gastos tiveram um salto. Em comparação com janeiro, os gastos foram 32% maiores nesta categoria. “Podemos supor que essa alta se dá principalmente devido à volta das aulas presenciais em escolas particulares e universidades, que vem ocorrendo gradualmente no último mês”, explica Terceiro.

Ticket médio

Apesar do aumento de gastos, durante os dez meses analisados pela startup, o ticket médio registrado em outubro foi 8% menor do que o registrado em janeiro, com uma média de R$ 414,83 .

Carlos Terceiro comenta que esse comportamento representa que entre março e junho muitos usuários do Mobills cortaram essa despesa do orçamento, então de julho a outubro eles voltaram a ter gastos com educação e por esse motivo o valor total aumentou, enquanto o ticket médio reduziu.

Aulas presenciais continuarão suspensas em 2021, decide Ufba

  • Redação
  • 29 Nov 2020
  • 08:01h

(Foto: Reprodução)

As aulas presenciais na Universidade Federal da Bahia (Ufba) continuarão suspensas em 2021, conforme anunciou a instituição após realizar uma reunião com o Conselho Universitário (Consumi) na sexta-feira (27).

Além da suspensão das atividades acadêmicas, a Ufba também decidiu manter suspensa as atividades administrativas no primeiro semestre do próximo ano, que começa no dia 22 de fevereiro e segue até 22 de junho.

A universidade explicou que o conselho decidiu pela realização em formato semelhante ao semestre letivo suplementar que foi realizado neste ano, após as aulas terem sido suspensas como forma de tentar conter o avanço do novo coronavírus.

Devido aos efeitos da pandemia, o semestre não contará para tempo máximo de conclusão dos curso. também será permitido trancar o semestre a qualquer momento.

A resolução aprovada prevê que o período seja regular e especial ao mesmo tempo, porque aos colegiados poderão definir a oferta de disciplinas, em diálogo com os departamentos.

O fator especial será determinado por causa das limitações tecnológicas, condições de trabalho e de acessibilidade impostas pela pandemia, com o ensino à distância.

A universidade disse ainda que ações de capacitação serão intensificadas, bem como as iniciativas de inclusão digital direcionadas aos estudantes em maior vulnerabilidade socioeconômica. Com informações do portal G1.

Inep intensifica monitoramento após ataque hacker a sistema do TSE

  • Agência Brasil
  • 20 Nov 2020
  • 15:08h

Avaliação digital está marcada para 31 de janeiro e 07 de fevereiro, após a versão tradicional, marcada para 17 e 24 de janeiro | Foto: Reprodução

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) está em alerta com os ataques hacker aos sistemas federais nas últimas semanas. Isso porque pela primeira vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será feito de forma online, além do modo presencial.

O exame está previsto para acontecer nos dias 17 e 24 de janeiro na versão tradicional, impressa. A avaliação digital está marcada para 31 de janeiro e 07 de fevereiro.

Ao O Globo, o presidente interino e diretor de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais, Camilo Mussi, afirmou que o órgão intensificou monitoramento depois do ataque ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no final de semana. Por outro lado, o gestor garantiu que o modelo de segurança do Enem é baseado em dados criptografados. Dessa forma, ainda que as provas sejam atacadas, não será possível decodificar as informações em tempo hábil para a avaliação.

“Depois do dia 29, o principal acontecimento envolvendo tecnologia é o Enem digital. A gente está fazendo o máximo para não ter nada. A cada momento estamos nos preparando mais. A responsabilidade do Inep, devido aos acontecimentos que tivemos no início de novembro e nas eleições, aumentou muito”, explicou Mussi, se referindo ao segundo turno das eleições municipais.

Além da criptografia, o sistema usado para o Enem digital tem como característica a conexão à internet apenas no momento de carregar as provas em cada computador. Antes disso, todos os computadores são alvo de um programa que apaga qualquer ferramenta existente na máquina, como calculadoras e outras funcionalidades.

O Inep informou também que tem um servidor específico para rodar as provas, além de reservas. Se houver problemas técnicos no dia do Enem digital, os candidatos poderão trocar de computador durante a avaliação. Se o tempo exceder 15 minutos de falha, poderá ser solicitada reaplicação.

SEC/BA lança nesta terça-feira (17) edital 2020 do Programa Universidade para Todos

  • SH
  • 17 Nov 2020
  • 12:21h

O UPT é desenvolvido em parceria com a UNEB, a UEFS, a UESB, a UESC e a UFRB, com o objetivo de contribuir para o acesso de estudantes ao Ensino Superior. (Foto: Cindi Rios / UPT-UNEB)

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC/BA) promove, nesta terça-feira (17), às 9h, o lançamento do edital do Programa Universidade para Todos (UPT), pelo canal do YouTube do Instituto Anísio Teixeira. A atividade contará com a participação do secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues. O UPT é desenvolvido em parceria com as universidades públicas UNEB, UEFS, UESB, UESC e UFRB, com o objetivo de contribuir para o acesso de estudantes ao Ensino Superior. Durante a live, serão repassadas informações sobre o número de vagas ofertadas e as principais mudanças do programa devido à suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia do novo Coronavírus (SARS-COV-2), causador da Covid-19.  O Programa Universidade Para Todos é voltado para estudantes matriculados, em 2020, no 3º ano do Ensino Médio Regular estadual ou municipal (ou suas modalidades correspondentes) ou no 4º ano da Educação Profissional integrada ao Ensino Médio das redes estadual ou municipais (ou suas modalidades correspondentes), além de egressos do Ensino Médio estadual ou municipal do Estado da Bahia.

UESB não retoma aulas presenciais neste ano; reunião ainda decidirá retorno presencial

  • Redação
  • 03 Nov 2020
  • 12:33h

(Foto: Correio)

Na última sexta (30), o Governo do Estado da Bahia publicou a autorização da retomada das atividades letivas presenciais nas Instituições de Ensino Superior da Bahia, a partir do dia 3 de novembro. No entanto, cada universidade deverá estabelecer esse retorno, de acordo com seu planejamento e calendário acadêmico.

Em declaração oficial, o professor Luiz Otávio de Magalhães, reitor da Uesb e presidente do Fórum das Universidades Estaduais da Bahia, lembra que a medida não é voltada apenas para as universidades estaduais, mas para todas as instituições que atuam no Ensino Superior no estado. “Na verdade, esse Decreto altera o Decreto 19.586, publicado em março, no qual o Governo do Estado suspendeu todas as atividades letivas, em todos os níveis, no âmbito do estado da Bahia”, pontua.

Diante das restrições às atividades letivas presenciais, a Uesb elaborou um plano emergencial de desenvolvimento por meio do Ensino Remoto Emergencial, aprovado em julho pelo seu Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). Assim, a Universidade seguirá com seu Calendário Acadêmico de 2019.2, com o formato adotado, até o dia 23 de dezembro, incluindo provas finais.

Para o primeiro semestre letivo de 2020, a Uesb reunirá seu Conselho Superior, ainda neste mês de novembro, visando discutir e definir o formato que será adotado para desenvolver as atividades letivas em seus cursos e campi. Na reunião, os conselheiros poderão avaliar as condições estruturais da Universidade, o perfil dos seus estudantes, os índices da Covid-19 na região onde a Uesb está inserida, bem como a autorização publicada pelo Governo.

Segundo o reitor, hoje, cerca de 75% das disciplinas previstas estão sendo atendidas pelo modelo de Ensino Remoto Emergencial. Além disso, existe a possibilidade da adoção de um sistema híbrido para o próximo semestre letivo, no qual as atividades práticas serão oferecidas de forma presencial.

“O decreto estabelecido pelo Governo é uma autorização para que as universidades programem atividades letivas presenciais, não é uma obrigatoriedade, nem poderia ser, porque a função de instituições como a universidade é, dentro de sua autonomia, estabelecer os seus planos de atuação acadêmica. Esses planos têm que levar em conta não apenas autorizações, aquilo que é permitido realizar, mas também aquilo que é viável, visando a qualidade das nossas ações acadêmicas e a segurança da nossa comunidade universitária”, conclui o reitor.

Governo antecipa crédito de mais de R$ 4 milhões do Mais Futuro para estudantes das universidades estaduais

  • Redação
  • 30 Out 2020
  • 18:46h

(Foto: Reprodução)

O Governo da Bahia antecipa, mais uma vez, o crédito do auxílio-permanência do Mais Futuro para 10.440 mil estudantes das universidades públicas estaduais baianas (Uneb, Uefs, Uesb e Uesc) beneficiários do programa. O valor, que é pago até o 10 dia útil de cada mês, já está na conta dos estudante nesta sexta-feira (30). O novo investimento do Governo do Estado é de R$ 4.062.300 milhões. Entre janeiro e outubro deste ano já foram pagos R$ 40.873.200 milhões diretamente aos estudantes ligados ao Mais Futuro.

O coordenador executivo de Programas e Projetos Estratégicos da Secretaria da Educação do Estado, Marcius Gomes, destaca a importância do programa, especialmente neste momento de pandemia. “O auxílio chega em um momento importante para os nossos estudantes do Ensino Superior, considerando que temos um grau de excepcionalidade apontado, agora, com o retorno das atividades acadêmicas nas universidades estaduais e entendendo que, nesse último período, este recurso tem ajudado, certamente, milhares de famílias na manutenção de suas condições básicas de vida”.

Criado em 2017, pelo Governo do Estado, para garantir a permanência dos estudantes das universidades públicas estaduais que se encontram em condições de vulnerabilidade socioeconômica, o Mais Futuro oferece uma bolsa de R$ 300 para quem estuda a até 100 quilômetros de onde mora e de R$ 600 para os que vivem a uma distância maior, pois, para estes, há a necessidade de moradia temporária na cidade onde estudam.

Desde que foi implantado, o programa de assistência estudantil já beneficiou 17.931 estudantes. O total do investimento no programa, compreendendo o período entre junho/2017 a outubro/2020, foi de R$ 126.677.900 milhões.

Estado decreta férias coletivas para professores da rede estadual a partir de terça (02)

  • M1
  • 30 Out 2020
  • 10:22h

Decisão considera o estado de calamidade pública e a situação de emergência devido à pandemia da Covid-19 | Foto : Paula Fróes/GOVBA

O governo da Bahia decretou férias coletivas para os professores da rede estadual de ensino, a partir da próxima terça-feira (3). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado de hoje (30).

A decisão considera o estado de calamidade pública em todo o território baiano e a situação de emergência devido à pandemia decorrente da Covid-19. As férias serão de 30 dias seguidos, até o dia 2 de dezembro.

A medida se aplica a 33.391 servidores, sendo professores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos do quadro do magistério público estadual, além de contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e outros profissionais da Educação.

Em todo o país, 17 estados concederam períodos de 15 dias de férias para os professores. Outros três estados deram férias de 30 dias.

UNEB oferta 307 vagas de mestrado e doutorado em programas de pós-graduação

  • Redação
  • 29 Out 2020
  • 08:44h

Das vagas, 139 estão disponíveis para Salvador e 168 para os campi do interior do estado | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

Treze programas de pós-graduação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) estão com inscrições abertas para seleção de aluno regular dos cursos de mestrado e doutorado, nas áreas de Ciências Humanas, Exatas e da Natureza. Estão sendo ofertas 307 vagas: 139 para Salvador e 168 para os campi do interior do estado.

Na capital baiana, o Programa de Pós-Graduação em Educação de Jovens e Adultos (MPEJA) inscreve até o dia 6 de novembro para o curso de mestrado. Estão sendo ofertadas 30 vagas e as inscrições devem ser realizadas, no site.

O Programa de Pós-Graduação de Educação e Contemporaneidade (PPGEduC) do Campus I abriu seleção para 24 vagas do curso de doutorado e 35 vagas para o curso de mestrado. As inscrições devem ser realizadas até o dia 30 de novembro, no site.

O Programa de Pós-Graduação em Estudos Territoriais (Proet) seleciona 25 estudantes para o curso de mestrado. Os interessados podem realizar inscrição no site até o dia 20 de novembro.

Com previsão para selecionar 10 estudantes para o curso de mestrado, o Programa de Pós-Graduação em Química Aplicada (PGQA), vai abrir inscrições, entre os dias 11 de novembro e 11 de dezembro, no site do Sistema de Seleção Discente de Pós-graduação (SSPPG) da UNEB.

Já o Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGFARMA), vai ofertar 15 vagas para o curso de mestrado. Os interessados devem se inscrever entre os dias 16 de novembro e 12 de janeiro de 2021. As inscrições serão realizadas no site.

Oferta no interior do estado 

Já nesta quinta-feira (29), o Programa de Pós-Graduação em Intervenção Educativa e Social (MPIES) do Campus XI da universidade, em Serrinha, vai abrir 20 vagas para o curso de mestrado. As inscrições vão ocorrer até o dia 13 de novembro e devem ser realizadas no site do programa.

No Campus II da instituição, em Alagoinhas, o Departamento de Linguística, Literatura e Artes (DLLARTES), por meio do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural (Pós-Crítica), está oferecendo 22 vagas para o curso de doutorado e 16 vagas para o curso de mestrado. As inscrições ocorrem até o dia 6 de novembro no site do programa.

Ainda em Alagoinhas, o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), está oferecendo 15 vagas para o curso de mestrado. Segundo o edital, as inscrições podem ser realizadas até esta sexta-feira (30), no site.

No Campus VI da UNEB, em Caetité, o Programa de Pós-Graduação em Ensino, Linguagem e Sociedade (PPGELS), está com inscrições abertas, até o dia 10 de novembro, para o curso de mestrado. Estão sendo oferecidas 20 vagas e as inscrições devem ser realizadas no site.

No Campus III da instituição, em Juazeiro, o Programa de Pós-Graduação em Agronomia: Horticultura Irrigada (PPGHI) está oferecendo nove vagas para o curso de mestrado. As inscrições seguem abertas até o dia 16 de novembro, no site.

Com oferta de 16 vagas, o Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Vegetal (PPGBVeg) da universidade inscreve para o curso de mestrado até o dia 6 de dezembro, no site.

Também o Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (PPGESA) do Campus III, em Juazeiro, vai abrir inscrições para o curso de mestrado. O programa oferece 20 vagas e as inscrições deverão ser realizadas no site, entre os dias 9 e 23 de novembro.

O Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAFIN), do Campus XVI, em Irecê, vai abrir inscrições, entre os dias 16 e 30 de novembro, para o preenchimento de 30 vagas para o curso de mestrado. As inscrições deverão ser realizadas no site.

Todas as informações sobre áreas de concentração, linhas de pesquisa e documentação exigida podem ser consultadas nos editais de seleção que estão disponíveis no site www.selecao.uneb.br.

Médicos e deputados defendem volta imediata às aulas presenciais no Brasil

  • Agência Câmara de Notícias
  • 28 Out 2020
  • 15:02h

POLÍTICA Publicado em 28/10/2020 às 14h08. Médicos e deputados defendem volta imediata às aulas presenciais no Brasil Líder do governo na Câmara defende retorno à “normalidade”, para que “imunidade de rebanho” à Covid-19 seja adquirida | Foto: Reprodução

Médicos ouvidos pela Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19, nesta quarta-feira (28), defenderam a volta imediata às aulas presenciais no Brasil. Não participaram do debate especialistas ou parlamentares com opinião divergente.

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), que pediu a reunião, defende o retorno “à normalidade” no Brasil, com “isolamento vertical”, ou seja, com cuidados especiais só para idosos e imunodeprimidos. “Dessa forma adquiriríamos imunidade de rebanho, encerraríamos a pandemia e faríamos um plano de retorno à economia sustentável a médio e longo prazo”, afirmou. Segundo ele, o Brasil já estruturou o sistema de saúde, e o número de óbitos vem caindo.

Imunidade de rebanho
Médico na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe se mostrou preocupado com o uso do termo imunidade de rebanho –  conceito usado por infectologistas para definir o percentual da população que teve contato com o vírus e desenvolveu imunidade à doença e, dessa forma, protegeria o restante da população.

Ele disse que não há como medir esse percentual e ressaltou que especialistas divergem sobre qual percentual deveria ser atingido para proteger o restante da população, com variações entre 20% e 80% da população.

“Por isso, a discussão que tem que ser feita é a da flexibilização responsável”, opinou. Isso significa, conforme ele, expor primeiro as pessoas de menor risco. “Temos que retomar a economia e discutir a volta responsável às aulas”, continuou. O médico ressaltou o baixo risco de adoecimento e complicações em crianças por Covid-19.

Saúde mental
Presidente da comissão, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ) também defende a retomada com segurança das aulas, especialmente por conta do abalo psicológico das crianças e adolescentes e a falta da alimentação escolar. Ele salientou que nenhum país fechou as escolas por tanto tempo como o Brasil.

A relatora do colegiado, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), também acredita que é preciso estruturar as escolas para que o retorno às aulas seja feito com segurança.

O diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da USP, Anthony Wong, é defensor do isolamento vertical desde o início da pandemia, sem fechamento das escolas, e considera o chamado lockdown “uma política insensata”. Ele disse que alguns países asiáticos adotaram de forma bem sucedida essa estratégia do isolamento apenas vertical, com o uso de máscaras generalizado. Também favorável à volta imediata das escolas, Wong destacou que as crianças são menos suscetíveis à infecção e conseguem eliminar o vírus mais rapidamente.

Segunda onda
O médico ressaltou que, na segunda onda de contaminações na Europa, o número de mortes é proporcionalmente menor e avaliou que, se ocorrer uma segunda onda de Covid-19 no Brasil, ela ocorrerá em maio. “Temos seis meses para nos preparar  e para desenvolver imunidade coletiva”, afirmou.

Ele acrescentou que a exposição ao sol e a saúde mental ajudam na imunidade, assim como o uso de máscaras, já que, dessa forma, as pessoas recebem quantidade menor de vírus e vão adquirindo imunidade.

Imunidade celular
Anthony Wong chamou a atenção para estudo da universidade britânica Imperial College de Londres, divulgado pela imprensa nesta quarta-feira, indicando que a quantidade de anticorpos adquirida contra o novo coronavírus pelas pessoas que contraíram a Covid-19 diminui substancialmente em poucos meses. Mas, segundo Wong, a “imunidade celular,” não detectada por meio de exames laboratoriais, é permanente.

Essa também é a visão do infectologista Paolo Zanotto, que acrescentou que casos de reinfecção por novo coronavírus devem ser raros.  Ele disse que há queda de anticorpos contra a doença, sim, depois de um tempo, mas isso não quer dizer que as pessoas não estejam protegidas, já que “as células de memória serão reativadas” com nova exposição ao vírus.

Fies: inscrições para vagas remanescentes são retomadas hoje

  • 26 Out 2020
  • 09:45h

(Foto: Agência Brasil)

As inscrições para vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2020, serão retomadas nesta segunda-feira (26). De acordo com o Ministério da Educação (MEC), há cerca de 50 mil inscrições ainda não preenchidas nas edições de 2020 dos processos seletivos regulares do fundo.

As inscrições serão realizadas exclusivamente na página do Fies na internet. Nessa etapa, poderão se inscrever tanto os candidatos não matriculados em instituição de educação superior, como também os já matriculados, mas que buscam uma oportunidade para financiar a continuidade dos estudos.

CURSOS

Segundo o MEC, hoje e amanhã (27) a oferta será exclusivamente para os cursos de áreas do conhecimento prioritárias, como cursos de Saúde, Engenharias, Licenciaturas e Ciência da Computação.

De acordo com a Agência Brasil, as inscrições de candidatos não matriculados em instituição de educação superior poderão ser realizadas até as 23h59 do dia 3 de novembro. “E para quem já está matriculado no curso, turno e instituição para a qual deseja se inscrever para tentar o financiamento, o prazo termina às 23h59 do dia 27 de novembro”, complementa a nota divulgada pelo MEC.

A centenas de pessoas que tentaram se inscrever para as vagas remanescentes acabaram gerando instabilidade no sistema eletrônico usado para a inscrição no Fies. Diante dessa situação, o MEC optou por prorrogar o cronograma do processo de ocupação dessas vagas.

O Fies é o programa do governo federal que facilita o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

Brasil é o país com menor valorização dos professores, indica estudo internacional

  • FolhaPress
  • 22 Out 2020
  • 19:33h

(Foto: Reprodução)

O Brasil é o país onde os professores têm menor prestígio na sociedade. A profissão é vista como sendo desrespeitada e mal paga.

O estudo foi feito pela Varkey Foundation, organização educacional, para avaliar a percepção da população de 35 países sobre a carreira docente. O levantamento considera como os professores são avaliados em relação a outras profissões e percepções implícitas e explícitas.

Na comparação com profissionais de outras áreas, os brasileiros são os que pior avaliam os professores. Em uma escala de 0 a 14 para indicar o status da carreira docente, o Brasil tem nota 5. Na China, a nota é 9. Nos lugares em que os alunos têm melhor desempenho escolar, há maior prestígio.

"Existem muitas razões para explicar porque o status do professor é tão baixo no Brasil. Salário é apenas uma peça de um grande e complexo quebra-cabeça", diz a fundação.

Para a avaliação sobre a percepção implícita, a pesquisa pediu aos entrevistados para que respondessem para escolher uma palavra que associam mais à condição do professor. As palavras apareciam em pares, por exemplo, confiável/não confiável, bem/mal pago, trabalha muito/pouco, muito/pouco inteligente.

Nesse tipo de avaliação, o Brasil aparece em 25º lugar, à frente de países como Espanha, Colômbia, Argentina, Chile. "Em geral, encontramos que os professores têm baixo status em toda a América Latina, abaixo do restante do mundo."

A pesquisa foi feita com 42 mil pessoas nos 35 países, em cada local foram 1.200 entrevistados, sendo 200 deles professores. O levantamento busca identificar os fatores que podem melhorar o prestígio da profissão.

"Descobrimos que há uma correlação moderada entre como as pessoas avaliam o salário dos professores em seu país e o quanto os respeitam", diz o relatório. Gana e Uganda, por exemplo, estão entre as cinco nações em que a percepção é mais positiva.

Uma das correlações encontradas é de que os professores são mais mal avaliados em países em que a profissão é mais fortemente ocupada por mulheres. No Brasil, 64,3% dos professores de ensino médio são do sexo feminino - a proporção é ainda maior nos anos iniciais e na educação infantil.

"Estereótipos de gênero ou sexismo prejudicam o status do professor. Essa descoberta coincide com o que outros estudos já mostraram, que o status das profissões e o valor médio dos salários tende a cair em áreas que são mais ocupadas por mulheres". O levantamento não encontrou diferenças significantes entre escolas públicas e privadas.

O relatório destaca que aumentar o prestígio e garantir mais respeito aos professores é importante para melhorar o desempenho dos alunos e para que permaneçam na escola. "Se o professor é visto como alguém respeitado e valorizado pela sociedade, isso se reflete em sala de aula".

A Arte de Ensinar a Aprender

  • MF Press Global
  • 15 Out 2020
  • 08:27h

(Foto: Reprodução)

No dia 15 de outubro, é comemorado o Dia do Professor, data em que se homenageiam os responsáveis pelo desenvolvimento da educação e do conhecimento no país, abrangendo um grupo de profissionais que trabalham desde a educação infantil até o ensino superior. Trata-se de uma das mais importantes profissões praticadas no mundo. Neuropsicóloga mostra que, sem ela, a transmissão de conhecimentos e a correta apreensão destes pelas pessoas seriam praticamente impossíveis. A origem do Dia do Professor se deve ao fato de, na data de 15 de outubro de 1827, o imperador Dom Pedro I ter instituído um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil, com a instituição das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país. Além disso, o decreto estabeleceu a regulamentação dos conteúdos a serem ministrados e as condições trabalhistas dos professores. Tempos depois, mais precisamente no ano de 1947, o professor paulista Salomão Becker, em conjunto com três outros profissionais da área, teve a ideia de criar nessa data um dia de confraternização em homenagem aos professores e também em razão da necessidade de uma pausa no segundo semestre, até então muito sobrecarregado de aulas.

Mais tarde, em 1963, a data foi oficializada pelo decreto federal nº 52.682, que, em seu art. 3º, diz que “para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”. O responsável por aprovar esse decreto foi o presidente João Goulart.

Nesse cenário pandêmico, a neuropsicóloga Leninha Wagner explica que os professores se deparam com desafios “não só da ordem pedagógica, no sentido de mediar saberes e conhecimentos através de plataformas digitais, mas, principalmente, necessitaram usar da compreensão da afetividade que se estabelece na relação professor-aluno, para manter a ‘conexão’, entre esse par, de quem ensina e de quem aprende”. Assim, é possível “continuar a transmitir uma educação de excelência, em momentos de dúvidas e tantas instabilidades e completa vulnerabilidade social”, completa.

A transferência é um dos conceitos utilizados pelos psicanalistas e que, detalha Leninha, consiste na “atualização de desejos inconscientes originalmente experimentados, nas primeiras relações, geralmente com pais, e outros membros da família”. Além disso, a transferência pode estabelecer-se em outros contextos intersubjetivos, ela ressalta: “a relação professor-aluno – por sua proximidade histórica com as primeiras relações, pela duração do processo de ensino-aprendizagem que vai da infância até a fase adulta e pela função de transmissão do conhecimento de que são investidos a instituição escolar e os educadores”.

A transferência psicanalítica nos remete a ideia de "transporte", ou seja, transportar o saber de um mestre para seu pupilo. Sendo assim, Leninha Wagner lembra que “a transferência ocorre com todos os sujeitos, partindo do desejo reprimido à uma lembrança ou experiência vivida no passado. Já a que ocorre na relação professor–aluno é despertada por um desejo, é por isso que o aluno atribui ao professor algo especial, o que determina o seu desejo. O professor é depositário de algo que foi lhe direcionado pelo desejo do aluno. Quando o aluno se encontra revestido por esta transferência ele é marcado no seu percurso intelectual por seu professor, não esquecendo que é o próprio desejo que torna o seu professor excelente”. 

Vale lembrar que essa transição, detalha Leninha, “não é apenas uma repetição do passado, consiste em um papel dado ao professor pelo aluno onde ele cria um cenário na sua imaginação, é a sua própria verdade. É dessa relação que o aluno desperta inúmeras capacidades, desde referentes ao conhecimento até principalmente potencialidade de vivência como ser social”. Feita a transferência, o professor assume, do ponto de vista afetivo, um poder de influir no seu aluno. Nesse contexto, ela salienta, “o aluno encontra no professoro seu amparo, é a partir daí que a transferência será colocada em prática, a admiração, o desejo, o afeto que o aluno tem para com o professor se passa através da transferência”. 

Dentre todos os acontecimentos que fazem parte da relação professor-aluno, a neuropsicóloga reforça que “não podemos deixar de falar sobre o processo de ensino-aprendizagem, no qual estudos feitos por Freud mostraram que à medida que a criança aprende a desejar ela começa a querer saber. Portanto, cabe ao professor a responsabilidade de ‘ensinar a aprender’, a querer assimilar conhecimentos, articular pensamento e derivar saberes para a longa trajetória do ciclo vital”.

Além disso, professores necessitam ser reconhecidos e validados, como pessoas de importância primordial na vida dos nossos pequenos. “Não deve ser coincidência a proximidade do dia das crianças com o dia dos professores, é uma relação muito próxima, criança e professor”, comenta Leninha. Para celebrar o dia destes profissionais, Leninha deixa uma mensagem parabenizando pela data: “Que nossos mestres recebam todas as homenagens pelos seus esforços em inspirar e formar toda as outras profissões”, finaliza.

Saúde física e emocional dos professores precisa deixar de ser negligenciada

Neurocientista e psicanalista Fabiano de Abreu alerta que a saúde física destes profissionais vem definhando junto da saúde mental, cada vez mais afetada pela ansiedade e pelo estresse

O mês de setembro é marcado pelo Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre o suicídio, Dia de Combate ao Estresse (23/09) e o Dia do Coração (29/09). Logo em seguida, no dia 15 de Outubro, vem o Dia do Professor. A proximidade destas datas poder ser coincidência, mas são assuntos diretamente ligados. Estresse, depressão e falta de cuidados físicos, como boa alimentação e exercícios, são uma combinação fatal e frequente entre professores de todo o Brasil, em especial, os que trabalham com alunos da Educação Básica. O Brasil está no segundo lugar entre os países mais estressados do mundo, segundo a Associação Internacional de Controle do Estresse e da Tensão, sendo o Estresse uma das principais causas de afastamento da sala de aula. Apenas no estado de São Paulo, 30 mil professores faltam diariamente em decorrência deste problema, de acordo com reportagem publicada no Portal do Centro do Professorado Paulista, que ouviu o psicanalista, neurocientista e filósofo Fabiano de Abreu sobre o assunto. 

O pesquisador faz um alerta sobre a saúde destes profissionais destacando a relação entre ansiedade e saúde cardíaca. “O estresse pode afetar a vida trazendo desde sintomas psíquicos como físicos, podendo levar à depressão. Acne, dores de cabeça, dores crônicas, dores no estômago, alergias e problemas na pele, baixa imunidade facilitando doenças, fadiga, queda de cabelo, taquicardia, bruxismo, sudorese, tensão muscular e alguns outros sintomas que, em última análise, aumentam também os riscos de ataque cardíaco”, explica Abreu. O pesquisador destaca que a ansiedade e o estresse prejudicam o coração porque os neurotransmissores, que são mensageiros químicos no cérebro, sofrem um desequilíbrio quando estão em situações de ansiedade continuada. “A produção de adrenalina e noradrenalina, produzidas também nas glândulas suprarrenais, aumentam quando estamos ansiosos ou estressados, refletindo-se num aceleramento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, podendo levar ao ataque cardíaco”, explica. Ainda há o cortisol, hormônio regulador do estresse produzido nas glândulas suprarrenais, que pode causar a morte em pessoas que já tiverem doenças cardiovasculares.

Jornada de trabalho exaustiva, com aulas presenciais e online, somada à baixa remuneração, à falta de oportunidades para se capacitar, aos materiais de trabalho insuficientes e à indisciplina dos alunos, que em diverso casos chegam a agredir os profissionais de maneira verbal e até física, formam um quadro grave que desencadeia os males citados. “Hoje o professor não pode fazer nada que logo terá que responder pelos atos, por menores que sejam, mesmo que realizados na tentativa de educar. Os alunos não respeitam os professores como antigamente, agredindo-os com palavras e, em alguns casos, até fisicamente”, destaca Fabiano de Abreu. Junto a isso, a baixa remuneração obriga os docentes e procurarem atividades extras, o que os sobrecarrega.

A solução existe, de acordo com o psicanalista. São comportamentos simples: 

Dormir oito horas à noite, fazer exercícios físicos, ter convívio social, boa alimentação, leituras, filmes e séries que melhorem o humor e evitem excesso de informações e pensamentos negativos. Mesmo que isso pareça impossível na correria do dia a dia, é necessário se forçar a parar em algum momento. “Resolver os problemas em ordem de prioridade e sem pressa, já que um problema bem resolvido e em mais tempo vale mais que um problema mal resolvido rapidamente”, aconselha.

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Escolas particulares terão que preencher protocolo sanitário online

  • Agência Brasil
  • 13 Out 2020
  • 07:21h

Decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do município | Foto: Reprodução

A Subsecretaria de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, publicou, em edição extra do Diário Oficial do município, o formulário de autodeclaração de protocolo sanitário (Faps) para os estabelecimentos da rede particular de ensino. Criado por meio de portaria, o documento é de preenchimento obrigatório para creches e escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio que queiram retomar as atividades de ensino presenciais.

De acordo com a Fase 6B do plano de flexibilização do município, escolas particulares estão autorizadas a voltar com as aulas presenciais de forma voluntária desde 1º de outubro. Diante disso, a decisão tem como objetivo colher informações sobre quais procedimentos foram adotados pelas unidades de ensino como medidas de prevenção da covid-19, como as Regras de Ouro e os protocolos higiênico-sanitários específicos desenvolvidos para essas atividades.

A nota informa que as escolas e creches devem preencher os formulários eletrônicos em sete dias corridos a partir da data da publicação, sob o risco de penalidade. A partir de novembro, a autodeclaração deverá ser preenchida mensalmente, até o quinto dia útil de cada mês, e será obrigatória enquanto estiverem vigentes as medidas de prevenção para o enfrentamento da pandemia no município. A documentação está disponível na página da Vigilância Sanitária.

Uma vez declaradas, as informações dos formulários serão avaliadas pela Vigilância Sanitária, que poderá direcionar as ações de educação e fiscalização para estabelecimentos que estejam funcionando de maneira inadequada ou apresentando dificuldade para cumprir os protocolos estabelecidos para prevenir o risco de contaminação.

O documento diz ainda que diante da proporção da rede de educação privada do município, a autodeclaração é uma forma de proporcionar celeridade no processo e favorecer o desenvolvimento de ações eficientes de educação e fiscalização, com base nas informações prestadas pelos próprios administrados, que são completamente responsáveis pelo que foi relatado.

As penalidades para aqueles que não preencherem o formulário ou que o fizerem com informações falsas pode variar de R$ 593,60 a R$ 2,6 mil, além da possibilidade de interdição e cassação da licença sanitária.