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Conta de luz ficará mais cara na Bahia a partir desta segunda-feira

  • Redação
  • 21 Abr 2019
  • 15:00h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

Responsável pela regulamentação do setor elétrico no país, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou, na última terça-feira (16), um reajuste médio de 6,22% nas tarifas de luz para a Bahia. O valor já começa a valer nesta segunda-feira (22) para os cerca de seis milhões de clientes da Coelba. A taxa está acima da inflação oficial do país (IPCA - Índice de preços ao Consumidor) em 2018, que foi de 3,75%. O consumidor só irá perceber essa variação, de forma mais significativa, nas faturas recebidas a partir de maio. Para os clientes atendidos em baixa tensão, que inclui os clientes residenciais, o reajuste médio será de 6,67%. Já os clientes atendidos em alta tensão, como indústrias e comércio de médio e grande porte, o reajuste será de 5,09%. 

Cooperativas da Bahia apostam na produção de cafés especiais e gourmets para exportação

  • G1 | BA
  • 21 Abr 2019
  • 10:32h

Café orgânico é produzido em Seabra — Foto: Divulgação/SDR Bahia

Cooperativas da agricultura familiar da Chapada Diamantina, na Bahia, estão investindo na produção de cafés especiais, essencialmente o gourmet, e visam a exportação do produto para outros estados do país e até para o exterior. Os produtores relatam avanço na produção e, com isso, dizem ter motivos a mais para celebrar o Dia Internacional do Café, comemorado neste domingo (14). Uma das cooperativas é a Coopiatã (Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã), cujo café se mantém entre os dez melhores escolhidos no Cup of Excellence da BSCA – Brazilian Speciality Coffee Association, principal concurso de qualidade de café no mundo. Em Seabra, o café orgânico da Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio) é outro que se destaca. Produzido por agricultores produtores de café orgânico dos municípios de Abaíra, Bonito, Ibicoara, Piatã, Rio de Contas e Seabra, o café já é exportado para a Alemanha, Inglaterra e Austrália, e comercializado em cafeterias de Salvador, São Paulo e Brasília.

O governo estadual informou que tem investido R$ 3,2 milhões na cadeia produtiva do café, que vem possibilitando agregar valor à produção e alavancar a comercialização do produto. As ações são realizadas por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do projeto Bahia Produtiva, com recursos do Banco Mundial, e visam a qualificação do café, desde o plantio até o acesso ao mercado. Na Coopiatã, segundo o governo, foram investidos mais de R$1,2 milhão. O presidente da cooperativa, Rodolfo Moreno, destaca que, com o recurso, foi possível melhorar e aumentar as vendas. Já na cooperativa de Seabra, o governo diz que o investimento é feito nas unidades de armazenamento, de classificação de grãos de café, em utensílios para laboratório de provas e caminhão para escoamento da produção. “Os recursos são para expansão da cooperativa e para dar visibilidade aos cafés da agricultura familiar”, disse a presidente da Cooperbio, Brígida Salgado.


Capital do café

Conhecida como “Capital do Café”, Barra do Choça recebeu mais de R$1,5 milhão, aplicado na Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça (Cooperbac), para a melhoria do cultivo do grão de 155 agricultores familiares, diretamente, e 9.433, indiretamente, informou o governo.

Os investimentos, segundo a administração estadual, visam aumentar a qualidade da produção, com a oferta de assistência técnica e extensão rural, aquisição de equipamentos: cinco despolpadores e 20 estufas instalados nas propriedades dos agricultores, e o que resultará na linha gourmet da Cooperbac.

A cooperativa, informou o governo, também teve sua estrutura contemplada com máquina pesadora, modeladora e empacotadora a vácuo, ampliando o acesso ao mercado.

"A previsão é que, nos próximos quatro anos, o faturamento, que gira em torno de R$ 455 mil, com a linha gourmet chegue a mais de R$1,2 milhão”, afirmou a presidente da Cooperbac, Joahra Oliveira.

 

 

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Governo libera R$800 mi para evitar paralisação de obras do Minha Casa Minha Vida

  • Redação
  • 21 Abr 2019
  • 08:46h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O governo vai liberar R$ 800 milhões adicionais em recursos para evitar a paralisação das obras do Minha Casa Minha Vida (MCMV), informa reportagem publicada neste sábado, 20, pelo jornal Folha de S. Paulo. De acordo com o texto, a liberação da verba ocorre após pressão das construtoras que atuam no programa de habitação popular, que ameaçavam parar com as obras em maio. A maior pressão vinha das empresas que atuam na faixa 1, que se destina a famílias com renda até R$ 1,8 mil por mês, segmento em que 90% do valor do imóvel é subsidiado com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). De acordo com o texto, os R$ 800 milhões trarão algum alívio, uma vez que, segundo as empresas, há R$ 550 milhões em desembolsos atrasados, mas "não afastam as incertezas para empreendimentos a partir de junho". Empresários relataram ao jornal que a situação é "dramática" e que as construtoras suspenderam a busca por novos terrenos e estão revendo a estratégia para futuros lançamentos. Um deles afirmou que a situação é de "caos" porque o governo não está conseguindo honrar com o cerca de 1,5% da participação que tem no programa.

Mão no bolso: contas de energia terão reajuste a partir do próximo dia 22

  • Redação
  • 17 Abr 2019
  • 07:12h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

Um reajuste tarifário nas contas de luz de consumidores da Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará foi aprovado nesta terça-feira (16) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os novos valores passam a ser cobrados a partir do dia 22. Os consumidores residenciais baianos serão impactados por um reajuste médio de 6,22%, segundo a Agência Brasil. Para os consumidores atendidos em baixa tensão, o aumento médio, residenciais e comerciais será de 6,67%. Já para os consumidores atendidos em alta tensão, industriais, o aumento será de 5,09%. A empresa atende 6 milhões de unidades consumidoras. De acordo com a Aneel, a revisão tarifária periódica “reposiciona as tarifas cobradas dos consumidores após analisar os custos eficientes e os investimentos prudentes para a prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica”.

Empresa vai recolher cadeiras de ninar após mortes de bebês

  • 14 Abr 2019
  • 16:06h

Foto: Divulgação

O grupo americano Mattel anunciou nesta sexta-feira (12) que vai fazer um recall de 4,7 milhões de cadeiras de balanço de bebê da marca Fisher-Price disponíveis no mercado mundial, após as autoridades dos Estados Unidos indicarem que estas provocaram cerca de 30 mortes em uma década. A Fisher-Price "anuncia o recall de todas as unidades do modelo 'Rock'n Play Sleeper' devido aos casos reportados de mortes de crianças enquanto estavam se balançando (...) sem estarem atadas", informou a empresa em comunicado, acrescentando que estava agindo de acordo com a orientação da Comissão de Segurança de Produtos para o Consumidor dos Estados Unidos. No dia 5 de abril, a comissão emitiu uma advertência sobre o produto, citando a morte de 32 crianças desde 2009, ano do início da comercialização do produto, "após os bebês virarem de cabeça para baixo ou de costas, quando não estavam atados" pelo cinto de segurança da cadeira, destaca a France Presse. Segundo a Fisher-Price, a comissão pediu aos consumidores para deixarem de usar a cadeira a partir dos 3 meses de vida, ou "assim que os bebês começarem a se movimentar sozinhos". O recall do "Rock'n Play Sleeper" também foi solicitado pela Associação Americana de Pediatria.Em comunicado publicado em seu site, a empresa pede que todos os consumidores que tenham comprado o produto no mundo entrem em contato com a empresa para obter reembolso.

Guedes diz que é possível 'consertar' se Bolsonaro 'fizer alguma coisa que não seja muito razoável'

  • 14 Abr 2019
  • 14:08h

Foto: Fábio França/G1

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste sábado (13), em Washington, nos Estados Unidos, que ainda não conversou com o presidente Jair Bolsonaro sobre a decisão de suspender a alta do diesel pela Petrobras nas refinarias, mas disse concordar com as preocupações provocadas pelo recuo. "É evidente que aparentemente já houve um efeito ruim", afirmou o ministro, após participar de reuniões com autoridades do FMI (Fundo Monetário Internacional). Ao ser questionado pelos jornalistas sobre as razões e impactos da interferência do governo na política de preços da estatal, Guedes disse que prefere se "informar melhor" quando voltar ao Brasil, mas citou os caminhoneiros ao dizer que o presidente se preocupa com efeitos políticos do reajuste do diesel. "O presidente já disse para vocês que ele não é especialista em economia. Então é possível que alguma coisa tenha acontecido lá. Ele ao mesmo tempo é preocupado com efeitos políticos. Estavam falando em greve dos caminhoneiros, esse tipo de coisa", afirmou. Guedes disse ainda que ainda que é possível "consertar tudo", se "eventualmente" Bolsonaro fizer "alguma coisa que não seja muito razoável". "Acho que o presidente tem muitas virtudes, fez muita coisa acertada e ele já disse que não conhece muito a economia. Então, se ele eventualmente fizer alguma coisa que não seja muito razoável, tenho certeza que nós conseguimos consertar. Uma conversa conserta tudo", afirmou o ministro. Na véspera, Guedes, se negou a comentar a decisão de Bolsonaro. "Eu não sei nem do que vocês estão falando", disse o ministro.

Petrobras perde R$ 32 bi em valor de mercado após interferência de Bolsonaro

  • 13 Abr 2019
  • 09:14h

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

queda de mais de 8% nas ações da Petrobras nesta sexta-feira (12) fez a petroleira perder R$ 32,4 bilhões em valor de mercado após a suspensão da alta no preço do diesel. A empresa, que na véspera valia R$ 393,89 bilhões, de acordo com a Economatica, terminou a semana a R$ 361,49 bilhões – o valor corresponde à soma do valor de todas as suas ações.Apesar da perda expressiva no dia, a Petrobras ainda acumula ganho de R$ 45,4 bilhões em valor de mercado no ano. Em 31 de dezembro de 2018, a estatal valia R$ 316 bilhões.A queda de valor de mercado da Petrobras foi mais de sete vezes a sofrida pelo Banco do Brasil, de R$ 4,262 bilhões. As ações do BB também caíram por temores de intervenção – uma vez que o banco é estatal.

'Não sei nem do que vocês estão falando', diz Paulo Guedes sobre decisão de segurar o preço do diesel

  • GloboNews
  • 13 Abr 2019
  • 07:05h

Foto: Fábio França/G1

O ministro da Economia, Paulo Guedes, se negou a comentar, nesta sexta-feira (12), a decisão do presidente Jair Bolsonaro de suspender a alta do diesel pela Petrobras nas refinarias, determinada na véspera. "Eu não sei nem do que vocês estão falando", disse Guedes, questionado se havia sido consultado por Bolsonaro sobre a decisão. Guedes afirmou ter passado "o dia todo trabalhando", e não ter informação suficiente sobre o assunto. "Eu tenho um silêncio ensurdecedor para os senhores", disse o ministro, diante da insistência dos jornalistas.Ele afirmou, no entanto, ser "uma inferência razoável aparentemente" a afirmação de que ele não teria sido informado sobre o assunto.

'Não sou economista', diz Bolsonaro sobre decisão de intervir na Petrobras e cancelar aumento do diesel

  • John Pacheco
  • 12 Abr 2019
  • 20:05h

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Um dia após a Petrobras desistir de aumentar o preço do diesel, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não defende práticas "intervencionistas" nos preços da estatal, mas pediu uma justificativa baseada em números. Bolsonaro disse que telefonou para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco."Liguei para o presidente, sim. Me surpreendi com o reajuste de 5,7%. Não vou ser intervencionista e fazer práticas que fizeram no passado, mas quero os números da Petrobras, tanto é que na terça-feira convoquei todos da Petrobras para me esclarecer por que 5,7% de reajuste, quando a inflação desse ano está projetada para menos de 5%", afirmou o presidente nesta sexta-feira (12), durante inauguração do novo terminal de passageiros no Aeroporto Internacional de Macapá. "Se me convencerem, tudo bem, se não me convencerem tudo bem. Não é resposta adequada para vocês, não sou economista, já falei. Quem entendia de economia afundou o Brasil, tá certo? Os entendidos afundaram o Brasil", completou Bolsonaro.O presidente declarou que está preocupado com os caminhoneiros, que em maio do ano passado mantiveram bloqueios em rodovias por todo o país e causaram uma série de problemas de abastecimento. O principal motivo para a paralisação foi a alta do diesel. "Estou preocupado com o transporte de cargas, com os caminhoneiros, são pessoas que fazem o transporte de cargas, de riquezas, Norte a Sul, Leste a Oeste e tem que ser tratado com o maior carinho e consideração (sic). Nós queremos um reajuste, reajuste não, um preço justo para o óleo diesel", afirmou Bolsonaro. Ele disse ainda que quer conversar com a Petrobras sobre a política de preços. "Nós sabemos que a Petrobras não é minha, é do povo brasileiro. E eu quero conversar com eles sobre a política de preços, quanto custa o barril de petróleo tirado no Brasil, quanto custa lá fora, onde nós refinamos, com que preço, a que custo." Bolsonaro também criticou os impostos estaduais e disse que é preciso "mostrar à população que o ICMS é altíssimo, tem que cobrar de governador também, não só do presidente da República". "Então, essa política, de cada vez impostos mais altos, para tirar cada vez mais do posto de combustível, nós temos que ver, porque o Brasil não pode continuar nessa política de preços altos, mas não pelo 'canetaço' ou por imposição do chefe do Executivo."

Vendas de carros automáticos triplicam em 10 anos no Brasil

  • 12 Abr 2019
  • 10:12h

Foto: Divulgação

Os carros automáticos e automatizados ganharam espaço no Brasil: o número de emplacamentos em 10 anos triplicou no país, de acordo com a consultoria Jato. A oferta de modelos que dispensam o pedal da embreagem aumentou e tirou desse recurso o caráter de luxuoso, ainda que versões com esse tipo de transmissão custem mais. No ano passado, os modelos com transmissão automática ou automatizada representaram 47,9% do mercado brasileiro. Há 10 anos, detinham apenas 12,7% do total.A alta nas vendas aponta também para um novo comportamento do consumidor, em busca de conforto e praticidade. "Fico muito tempo parada no trânsito de São Paulo e trocar marchas acaba cansando muito", diz a publicitária Carla Rigolo, de 25 anos, que trocou um carro manual por um automático em maio de 2018.Para Vinicius Barreto, 26 anos e coordenador de marketing, a compra de seu Peugeot 2008 em fevereiro de 2017 foi motivada pelos longos trajetos ao volante: "Gosto de fazer viagens longas em feriados e já voltei com muita dor no pé por conta da embreagem".

Bolsonaro diz que vai anunciar o 13º salário do Bolsa Família nesta quarta-feira (10)

  • 09 Abr 2019
  • 16:10h

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (9) que vai anunciar na quarta (10) a implementação do 13º salário no programa Bolsa Família.Bolsonaro fez um discurso durante um evento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Brasília. A plateia era formada, em grande parte, por prefeitos de todo o país. "Nós somos defensores do Bolsa Família. Tanto é que anunciaremos o 13º amanhã (quarta)", afirmou o presidente. "Mas o que tira o homem da situação difícil que se encontra, ou a mulher, é o conhecimento”, completou. Incluir o 13º no pagamento do programa social era uma promessa de Bolsonaro desde a campanha eleitoral do ano passado.

Nova lei torna automática a adesão de consumidores ao cadastro positivo

  • 09 Abr 2019
  • 08:09h

O presidente Jair Bolsonaro sancionou sem vetos nesta segunda-feira (8) o projeto que altera o cadastro positivo. As mudanças devem entrar em vigor daqui a seis meses. O texto já havia recebido aprovação no Senado no último dia 13, após ter passado por mudanças na Câmara.O cadastro positivo funciona como um banco de dados para “reconhecer” os consumidores que são bons pagadores. Ele já existe desde 2011 e entrou em vigor em 2013, mas tem pouca adesão. Agora, os bancos e outras instituições financeiras podem incluir o nome de consumidores nessa lista sem a necessidade de autorização prévia. Isso já acontece com o cadastro negativo – ou seja, a lista de inadimplentes.

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o cadastro positivo e entenda o que muda:

O que é o cadastro positivo?

É um banco de dados que reúne informações de consumidores com um bom histórico de pagamentos. Ou seja, aqueles que costumam pagar suas dívidas em dia e não estão inadimplentes. É uma espécie de “currículo financeiro” do bom pagador.

Para que serve?

O cadastro positivo serve como referência para varejistas e credores (bancos ou financeiras) identificarem quem são os bons pagadores que buscam crédito. De posse dessas informações, o objetivo é que eles consigam separar quem atrasa as contas de quem paga os boletos em dia e, assim, decidir para quem vão emprestar dinheiro. Quando o risco de calotes é mais baixo, eles podem cobrar juros menores do consumidor.

Esse ‘selo de bom pagador’ já funciona no Brasil?

Sim. A Lei do Cadastro Positivo entrou em vigor em agosto de 2013, mas a adesão foi bem menor que o previsto. Hoje, a inclusão nesse cadastro é opcional, e quem quiser entrar precisa pedir para ser incluído.

O que muda com a aprovação do projeto?

A modificação faz com que os consumidores com bom histórico de dívidas sejam incluídos automaticamente.

Então a participação no cadastro positivo agora é obrigatória?

Não. Quem não quiser fazer parte pode pedir para sair.

Quais os principais pontos do texto que foi aprovado?

  1. Cadastro aberto: os gestores do banco de dados podem compartilhar as informações com empresas e bancos;
  2. Nota de crédito: quem tem as contas em dia recebe uma pontuação.
  3. Comunicação: quem for adicionado no cadastro deve ser comunicado da inclusão e dos canais disponíveis para sair do banco de dados em até 30 dias;
  4. Saída do cadastro: cancelamento e reabertura do cadastro somente serão feitos com um pedido do próprio consumidor. O gestor do cadastro terá dois dias úteis para atender ao pedido;
  5. Acesso aos dados: o consumidor poderá ver seu histórico e pontuação e pedir que informações erradas sejam corrigidas em até 10 dias;
  6. Proteção de dados: o projeto determina que a quebra do sigilo bancário pode levar a prisão de um a quatro anos.

Quem é responsável por coletar as informações?

Empresas especializadas em análise de crédito, como Serasa, Boa Vista e SPC. Hoje, essas empresas compartilham as informações com varejistas, financeiras e bancos, que vão avaliar se concedem crédito e sob quais taxas de juros, de acordo com a capacidade de pagamento dos clientes.

Quais informações estão nesse cadastro?

Não está claro como as empresas obtêm estes dados, mas sabe-se que lá está o histórico de pagamentos de dívidas, desde faturas de cartão de crédito, contas de luz e telefone, internet, empréstimos e financiamentos. Esse cadastro traz a data do início da dívida, o valor das prestações com datas de vencimento e a informação de que a dívida foi paga.

O que é nota de crédito (score)?

O score serve para medir o risco do consumidor em não pagar uma dívida aos credores. Ela é dividida entre baixo, médio e alto risco de inadimplência, de acordo com o histórico de pagamento de cada consumidor. Quanto mais alta a nota, maiores as chances de obter crédito a um custo mais baixo. Os dados no cadastro positivo influenciarão esse score.

O que faz a nota de crédito subir ou cair?

Cada bureau de crédito (Serasa, SPC etc) pode estabelecer seus critérios para essa nota. De modo geral, quando o consumidor paga as contas em dia e tem menos de 30% de sua renda comprometida com empréstimos, o score sobe. Na outra direção, quem atrasa o pagamento de dívidas, está com o nome sujo e comprometeu boa parte de seus ganhos com crédito tem sua pontuação reduzida.

Qual a diferença para o cadastro negativo?

As empresas no Brasil trabalham com a lógica inversa do cadastro positivo: avaliam o histórico de mau pagamento de consumidores e empresas (inadimplência ou atraso nas dívidas) para decidir se vão negar crédito ou cobrar taxas mais altas de quem estiver na “lista negra”. Hoje, quem tem o “nome sujo” entra automaticamente nessa base de dados.

O que dizem os defensores do cadastro positivo?

Espera-se que o consumidor que esteja na lista de bons pagadores tenha mais chances de obter taxas menores e prazos mais longos quando pedir empréstimo ou financiar um bem. É esperada ainda uma queda na inadimplência e o aumento do volume de crédito na economia.

O que defendem os críticos ao cadastro?

Órgãos de defesa do consumidor chegaram a ser opôr ao projeto de lei, alegando que não há transparência sobre como as informações serão coletadas, e que as empresas terão acesso a dados privados sem o prévio consentimento do cliente. Contudo, a aprovação da Lei de Proteção de Dados, que exige o prévio consentimento para o uso de informações pessoais, exclui a proteção de crédito dessa exigência, fortalecendo o argumento do “novo” cadastro positivo.

 

Ministro da Economia fala em 'travar' concursos públicos

  • 09 Abr 2019
  • 07:07h

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um discurso nesta segunda-feira (8) no qual falou em "travar" os concursos públicos.Paulo Guedes deu a declaração ao participar de um seminário promovido pelos jornais "O Globo" e "Valor Econômico", cujo tema era "E agora, Brasil?", sobre os 100 dias do governo Jair Bolsonaro. "Grande notícia: 50% do funcionalismo público se aposenta nos próximos cinco anos. A primeira coisa, concursos públicos. Trava esse negócio aí. Quero saber por que precisa, tem que ver os atributos", declarou o ministro. No mês passado, o governo editou um decreto para estabelecer critérios mais rígidos para abertura de vagas por meio de concursos públicos. As regras passarão a valer a partir de 1º de junho. De acordo com o governo federal, haverá "maior rigor na autorização de concurso público e na autorização de nomeação de aprovados".

Entre as mudanças:

  • os órgãos públicos deverão respeitar critérios mais específicos e rigorosos para justificar novos concursos;
  • o concurso não terá prazo de validade superior a dois anos (salvo se houver previsão no edital);
  • os órgãos públicos deverão provar que tentaram outras medidas para preencher as vagas, como remanejamento de pessoal.

Aposentadoria de servidores

De acordo com o ministro Paulo Guedes, a aposentadoria dos servidores públicos vai "desidratar pela metade" o efeito do funcionalismo público e, também, digitalizar os procedimentos.Segundo a proposta de orçamento de 2019, o governo federal prevê gastar R$ 326,87 bilhões com os servidores públicos neste ano. O valor inclui despesas com servidores ativos, inativos e pensionistas dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

INSS passa pente-fino nos empréstimos consignados

  • Clayton Castelani e Fernanda Brigatti | Folhapress
  • 08 Abr 2019
  • 08:13h

O INSS deu início a um pente-fino nas concessões de empréstimos a recém-aposentados para combater o vazamento de dados de segurados para bancos e outras instituições financeiras.Segurados que pedem aposentadorias e pensões têm recebido ofertas de empréstimo antes mesmo de serem comunicados pelo órgão de que os benefícios solicitados foram concedidos. O presidente do INSS, Renato Rodrigues Vieira, admitiu que há “inegável fuga de informações” e o “aproveitamento indevido” de dados de segurados por empresas do ramo de crédito.  A investigação, iniciada há cerca de um mês, busca identificar se os vazamentos ocorrem nas três etapas que envolvem as concessões de benefícios previdenciários: o tráfego de dados nos sistemas da Dataprev (empresa de tecnologia da Previdência), nas análises dos requerimentos realizadas por servidores do órgão ou no processamento dos pagamentos por meio da rede bancária. “Não podemos desconsiderar qualquer momento em que pode ocorrer fuga de informações, pois isso tornaria a nossa apuração precária”, disse Vieira. “No momento, temos a certeza de que as fugas de dados acontecem e há acesso a aposentados que nem sequer foram comunicados [da concessão do benefício]”, afirmou. Dados de segurados ou beneficiários do INSS devem ser mantidos em sigilo e, em nenhuma hipótese, podem ser fornecidos a terceiros. Mas a reportagem já flagrou o comércio de cadastros com nomes de aposentados e pensionistas nas ruas da capital paulista e na internet. Em fevereiro deste ano, uma página de compra e venda de produtos oferecia esse tipo de cadastro, sendo que o vendedor disponibilizava o seu número de telefone para combinar o preço. Em abril de 2015, o Agora denunciou a venda de CDs com milhares de dados de aposentados nas proximidades do viaduto Santa Ifigênia, região central da capital paulista, a poucos metros da sede da Superintendência do INSS em São Paulo. Além do vazamento de dados de segurados, o presidente do INSS afirmou que o órgão também promove a revisão de outros pontos considerados críticos em seu fluxo de informações, que são a prova de vida dos beneficiários (recadastramento de senha) e os contratos de prestação de serviço.

ALTA DO CRÉDITO

Os empréstimos consignados, que têm as parcelas descontadas diretamente dos salários de aposentados, têm crescido entre aposentados e pensionistas do INSS. Em 2018, essa modalidade de crédito foi concedida 16,2 milhões de vezes a beneficiários da Previdência. O número é 6,1% superior aos 15,3 milhões de consignados registrados em 2017, segundo dados do INSS. Quando considerado o valor total emprestado aos segurados, o crescimento é maior: o total acumulado em fevereiro deste ano é de R$ 129,3 bilhões, número 11% superior aos R$ 116,6 bilhões acumulados até o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Banco Central. Para reduzir o assédio de instituições financeiras a novos beneficiários, o INSS bloqueou a concessão desses empréstimos nos primeiros 90 dias após a concessão. A Febraban informou que “os bancos trabalham com critérios rígidos de confidencialidade de dados”.

Petrobras sobe preço da gasolina nas refinarias ao maior valor desde outubro

  • 05 Abr 2019
  • 08:06h

A Petrobras elevará o preço médio da gasolina em suas refinarias em 5,6% a partir de sexta-feira (5), para R$ 1,9354 real por litro, maior valor desde 30 de outubro de 2018, enquanto manteve o do diesel, conforme dados publicados pela petroleira em seu site nesta quinta-feira (4).O reajuste foi feito após a companhia ter mantido o valor estável da gasolina desde 19 de março, na maior série sem alteração de preço desde que a empresa anunciou em setembro uma política de hedge que permite manutenções de valores nas refinarias por um período de 15 dias sem que haja eventualmente perdas.Com o reajuste a ser aplicado na sexta-feira, a alta da gasolina nas refinarias da Petrobras é de 28,3% no acumulado do ano, segundo dados da estatal.A política de hedge da Petrobras busca evitar perdas em um período em que os preços internacionais do petróleo passam por fortes oscilações, sem necessariamente repassá-las aos clientes - o Brent vem subindo neste ano e atingiu nesta quinta-feira US$ 70 o barril, maior valor desde novembro. A Petrobras tem informado que sua política de preços busca a paridade de importação, tendo como referência indicadores internacionais como câmbio e dólar, em busca de rentabilidade. No caso do diesel, a empresa definiu na semana passada que o preço médio seria alterado em intervalos não inferiores a 15 dias. O anúncio foi feito após o preço do diesel nas refinarias ter tocado em meados de março o maior nível desde setembro de 2018. Atualmente, o diesel é vendido a um preço médio de R$ 2,1432 por litro, o mesmo valor desde 22 de março. O repasse dos preços dos combustíveis da Petrobras para a bomba depende de diversos fatores, como margens da distribuição e revenda, impostos e misturas de biocombustíveis. Nos primeiros três meses do ano, o preço médio da gasolina nos postos subiu 0,4%, segundo dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), enquanto nas refinarias foi registrado avanço de 21,5%. Já o diesel teve alta de 18,5% nas refinarias, contra 3% nos postos.