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Natura conclui compra da Avon e cria 4ª maior empresa de beleza do mundo

  • G1
  • 03 Jan 2020
  • 17:13h

(Foto: Taís Laporta/G1)

A Natura & Co anunciou que espera concluir nesta sexta-feira (3) a compra da Avon Products, em um negócio que criou o quarto maior grupo de beleza do mundo e avaliou a rival norte-americana de 130 anos em cerca de US$ 2 bilhões. Em comunicado, a Natura informou irá nomear Roberto Marques como presidente-executivo do conselho de administração da empresa combinada. O executivo comandou em 2017 a compra da rede internacional de lojas The Body Shop pela Natura e vai chefiar os esforços de integração com a Avon. As ações da Natura eram uma das poucas que subiam nesta sexta-feira, em meio a uma baixa generalizada do mercado por conta de preocupações com a situação no Oriente Médio após ataque norte-americano que matou importante autoridade no Irã. Os papéis da companhia brasileira subiam 1,67% por volta de 12h, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 0,47%. A Natura tem atualmente valor de mercado de cerca de R$ 33,5 bilhões. Mais cedo, o presidente-executivo da Avon Products, Jan Zijderveld, deixou a fabricante norte-americana de cosméticos, em sequência ao processo de venda da companhia. O lugar de Zijderveld será ocupado por Angela Cretu, que comandará as operações da Avon fora da América Latina. Com a aquisição da Avon, a Natura criou quatro unidades operacionais, cada uma com seu presidente-executivo. A operação Natura & Co América Latina, que além da marca Natura e Avon reúne as bandeiras The Body Shop e Aesop, será liderada por João Paulo Ferreira. A presidente-executiva da Avon, agora dentro da Natura & Co, será a romena veterana da companhia norte-americana Angela Cretu, sendo responsável pelas operações da marca fora da América Latina. O comando da The Body Shop continuará com David Boynton, o mesmo ocorre com Michael O'Keefe na Aesop. A Natura recebeu aval de autoridades concorrenciais para a compra da Avon em 19 de dezembro e na ocasião havia estimado a conclusão da operação para esta sexta-feira. A companhia brasileira anunciou a compra da Avon em maio do ano passado, em um negócio realizado por meio de troca de ações. A companhia combinada tem valor estimado em US$ 11 bilhões.

Venda de veículos novos cresce 8,7% em 2019 e alcança melhor resultado em 5 anos

  • 02 Jan 2020
  • 20:11h

( Foto: Fábio Tito/G1)

A venda de veículos novos cresceu 8,65% em 2019, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (2) pela Fenabrave, a associação das concessionárias. É o melhor número do setor em 5 anos.Foram emplacados 2,78 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em todo o país. Como comparação, em 2018, foram 2,56 milhões.O resultado é o melhor para um ano desde 2014, quando foram vendidos 3,49 milhões de veículos.Ainda assim, os números ainda estão distantes de 2012, ano em que a indústria vendeu mais veículos no Brasil, com 3,80 milhões. Os números de produção de veículos, exportações e importações serão divulgados na próxima terça (7), pela associação das montadoras, a Anfavea. Em nota, o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Junior afirmou que o “desempenho positivo se deve a alguns fatores econômicos, como taxa de juros menores e à queda nos índices de inadimplência e de desemprego”. Considerando apenas o mês de dezembro, foram emplacadas 262.737 unidades, 12% mais em relação ao mesmo mês de 2018, quando foram vendidos 234.505 veículos.

Caixa avalia lançar crédito prefixado para casa própria em março, diz Pedro Guimarães

  • 02 Jan 2020
  • 19:08h

(Foto: Reprodução)

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta quinta-feira (2) que o banco pretende lançar em março deste ano uma linha de crédito imobiliário prefixada para compra da casa própria. Isso significa que a modalidade não terá correção pela Taxa Referencial (TR) ou pela inflação (IPCA). A declaração foi feita após reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. "Hoje, temos o crédito imobiliário ligado à TR, ligado ao IPCA, a inflação, e pelo que o BC falou são 16 bancos [que operam a linha de crédito corrigida pela inflação]. Quando a Caixa lançou há alguns meses, o mercado criticava muito, mas hoje 16 bancos já oferecem linhas pelo IPCA. Em março, faremos uma terceira linha, sem correção nenhuma. Sem TR e sem inflação. Vai poder contratar crédito imobiliário de 30, 35 anos e saber quanto você vai pagar", afirmou Guimarães. De acordo com o presidente da Caixa, a nova modalidade deve facilitar a renegociação com clientes que possuem créditos imobiliários mais antigos da própria Caixa, com juros mais altos, para a nova linha com taxas menores."Já fizemos várias [renegociações] e acreditamos que, a partir de março, quando lançaremos crédito imobiliário sem nenhum tipo de correção, isso vai multiplicar", disse.

Poupar é principal meta financeira do brasileiro em 2020, diz pesquisa

  • G1
  • 02 Jan 2020
  • 11:11h

(Foto: Reprodução)

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (2) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que, pelo segundo ano seguido, guardar dinheiro é a principal meta financeira do brasileiro para este ano (49%). Na sequência, foram citados o planejamento de uma viagem (30%), a compra ou reforma da casa (28%) e tirar as finanças do vermelho (27%). O levantamento constatou também que 83% dos entrevistados não conseguiram realizar alguma das metas planejadas para 2019, em especial juntar dinheiro (22%). "As justificativas passam pelo fato de 46% acharem o preço das coisas muito alto, de 38% afirmarem que o dinheiro mal deu para pagar as contas mensais e 30% apontarem o surgimento de imprevistos, com gastos extras ligados à saúde, consertos na casa ou carro. Além disso, 21% deixaram de alcançar suas metas por perderem o emprego ou terem alguém de casa na mesma situação", destaca a CNDL. A pesquisa apontou ainda que o percentual de brasileiros otimistas com o quadro econômico para 2020 ficou é de 72%, contra 61% que esperavam um ano antes um cenário melhor para 2019. Ainda assim, a maioria se mantém otimista. Já 19% acreditam em um ambiente igual e apenas 12% pior. Para os que têm boas expectativas, as razões apontadas são o sentimento de que as coisas podem melhorar apesar dos problemas (60%), a confiança de que haverá uma recuperação econômica (48%) e a expectativa de que o governo irá fazer as reformas que o país precisa (26%). Foram entrevistadas 600 pessoas, entre 25 de novembro e 04 de dezembro de 2019, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

 

 

Conta de luz pode ficar mais barata com a tarifa branca

  • G1
  • 02 Jan 2020
  • 07:05h

(Foto: Reprodução)

Um programa do governo vai permitir que consumidores paguem menos pela energia elétrica. Mas só é vantajoso para quem souber usar a energia na hora certa. Muita gente ainda não sabe como funciona a novidade. “Ouvir falar, eu já ouvi. Agora, o que falta muito é informação. Como funciona, como deve funcionar, quais os benefícios, quais os contras", diz um morador de Brasília. A tarifa branca foi criada para incentivar a redução do consumo de energia nos horários de grande demanda. Com ela, quem adotar o hábito de consumir fora dos chamados horários de pico vai pagar menos pela energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) diz que com essa modalidade de tarifa é possível reduzir a conta de luz em até 20%. O programa existe desde 2018. Inicialmente, para quem consome mais de 500kwh/mês. No início do ano passado, foi estendido para quem consome mais de 200kwh. Nessa nova fase, todos podem aderir. De acordo com a Aneel, mais de 40 milhões de casas e comércios estão aptos a participar. Consumidores de baixa renda não podem participar do programa porque têm a energia subsidiada, e não teriam vantagem com a mudança. Quem tiver interesse precisa pedir à companhia de energia elétrica a troca do medidor de energia da casa. Para conseguir reduzir a conta de luz é preciso evitar o consumo no horário de maior demanda, que, em geral, vai das 17h30 às 21h30. Nesse horário, o ideal é não usar os grandes vilões do consumo em casa, como ar-condicionado, chuveiro elétrico, máquina de lavar e ferro de passar roupa. Mas atenção: quem aderir à tarifa branca e concentrar o consumo de energia dentro do horário de pico, vai pagar mais caro, pois o custo é mais alto que o da tarifa convencional. A Aneel recomenda que o consumidor pese bem se a tarifa branca é vantagem para ele. “Aquele consumidor que conseguir mudar o seu hábito de consumo e deslocar o seu consumo para as demais horas do dia terá de fato economia. Agora, caso o consumidor não tenha essa flexibilidade, é mais interessante ele não fazer o uso da tarifa branca, ficar na tarifa convencional, porque ele corre o risco de pagar mais caro”, disse André Pepitone, diretor-geral da Aneel. Quem fizer a adesão e não perceber vantagem pode pedir para voltar ao sistema convencional.

Cai a multa de 10% sobre o FGTS na demissão sem justa causa

  • G1
  • 01 Jan 2020
  • 13:01h

(Foto: Reprodução)

A partir desta quarta-feira (1º), os empregadores estão isentos de pagar a multa de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ao governo ao dispensar o funcionário sem justa causa. Continua valendo o pagamento da multa de 40% para os trabalhadores. Essa multa paga ao governo foi criada foi criada em 2001 para compensar as perdas históricas causadas pelos planos Verão e Collor. Mas com o tempo passou a ser usada em programas sociais como Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, as empresas pagam 50% de multa sobre todos os depósitos de FGTS nas demissões sem justa causa. Desse total, 40% ficam com o trabalhador. Os 10% restantes vão para a conta única do Tesouro Nacional, de onde são remetidos para um fundo operado pela Caixa Econômica Federal e gerido por representes do governo, de trabalhadores e empregadores. Essa multa de 10% não incide quando o funcionário pede demissão. Segundo cálculos do Ministério da Economia, o fim da multa de 10% abrirá uma folga de R$ 6,1 bilhões no teto de gastos para o próximo ano. Isso porque o dinheiro deixará de passar pelo Tesouro Nacional e não será mais computado dentro do limite máximo de despesas do governo.

Três das 4 apostas vencedoras da Mega da Virada foram simples

  • G1
  • 01 Jan 2020
  • 11:27h

(Foto: Reprodução)

Três das quatro apostas ganhadoras da Mega da Virada foram simples, de uma só cota, e mínimas, com seis números com seis números. Já a quarta saiu para um bolão de 26 pessoas no Mato Grosso com 11 números, segundo o site da Caixa Econômica. As dezenas sorteadas nesta terça-feira (31) foram: 03 - 35 - 38 - 40 - 57 - 58. Cada aposta vencedora vai levar R$ 76.053.459,66. Na quina (acerto de cinco números), 1.031 apostadores vão levar R$ 57.537,06 mil cada um. Outros 77.055 apostadores que acertaram a quadra (quatro números) vão receber R$ 1.099,78 cada um.

Veja de onde são os ganhadores da Mega da Virada:

  • Juscimeira (MT) – 1 aposta ganhou o prêmio principal
  • Criciúma (SC) – 1 aposta ganhou o prêmio principal
  • São Paulo (SP) – 2 apostas ganharam o prêmio principal

Governo anuncia salário mínimo de R$ 1.039 em 2020

  • Redação
  • 31 Dez 2019
  • 20:07h

O novo valor inclui apenas a correção pela inflação, com base na previsão do INPC | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

O governo anunciou nesta terça-feira (31) que fixou o novo salário mínimo de 2020 em R$ 1.039. O novo valor começa a valer a partir de 1º de janeiro. O aumento representa R$ 8 a mais do que o aprovado na proposta orçamentária para o próximo ano, que era de R$ 1.031. O novo valor inclui apenas a correção pela inflação, com base na previsão do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para este ano, mas não tem ganho real em relação ao salário mínimo deste ano (R$ 998). Ou seja, apenas mantém o mesmo nível de antes, considerando a alta do custo de vida.

Trabalho em alta; desemprego é o menor desde 2016, mas atinge 11,9 milhões de brasileiros, aponta IBGE

  • 27 Dez 2019
  • 11:09h

(Foto: Reprodução)

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em novembro, atingindo 11,9 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a segunda queda seguida do indicador, que ficou em 11,6% nos três meses até outubro. Com isso, a taxa de desemprego é a menor desde o trimestre encerrado em março de 2016, quando foi de 10,9%. Em maio e abril de 2016, a taxa foi de 11,2%. Segundo o IBGE, contribuíram para a queda no desemprego no mês passado as vagas temporárias abertas no comércio para fazer frente às datas comemorativas de final de ano. Com isso, a população ocupada chegou ao recorde de 94,4 milhões de pessoas. Em nota, a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, aponta que o resultado confirma a sazonalidade esperada para essa época do ano e que foi retomada desde 2017. “Ficamos dois anos, em 2015 e 2016, sem ter a sazonalidade já que não havia geração de postos suficiente para atender à demanda por trabalho. Agora, o comércio mostra movimento positivo no trimestre fechado em novembro, o que achamos que está relacionado às datas comemorativas como Black Friday e a antecipação de compras de final de ano”, explicou. Na comparação com os três meses encerrados em agosto, o número de pessoas ocupadas cresceu em 785 mil. Destes, 338 mil foram no comércio, uma alta de 1,8%. Houve crescimento também no setor de alojamento e alimentação, com 204 mil ocupados a mais, seguido pela construção, com 180 mil vagas.

 

Mão no Bolso: Petrobras aumenta preço do gás de cozinha em 5% a partir desta sexta-feira (27)

  • Redação
  • 27 Dez 2019
  • 08:40h

Alta, que será nas refinarias, também vale para os produtos industrial e comercial; para o consumidor, aumento deve ser de até 3% | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

A Petrobras aumentará, em média, 5% os preços de venda do gás liquefeito de petróleo (GLP) em suas refinarias e bases a partir desta sexta-feira (27), informa o jornal O Globo. Segundo a publicação, o reajuste é válido para todos os tipos de GLP, desde o gás de cozinha nos botijões de 13 quilos até o industrial e comercial, vendidos em vasilhames de 20 kg, 45 kg e acima de 90 kg, incluindo a granel. Os preços do GLP, como dos demais derivados são livres. Mas, segundo um técnico do setor, considerando que a matéria-prima representa cerca de 54% do preço final do produto, o impacto final aos consumidores pode variar entre 2% a 3%, desde que seja feito apenas o repasse do aumento dos preços nas refinarias da Petrobras. De acordo com cálculo de um especialista do mercado, o GLP residencial vendido em botijões de 13kg teve, de janeiro até agora, um reajuste médio de 10% nas refinarias da Petrobras. Já o GLP vendido para indústria e comércio, que até novembro tinha preços diferenciados do gás de botijão, registrou uma redução média da ordem de 10% no ano nas refinarias.

Setor imobiliário sai do fundo do poço e deve impulsionar economia em 2020

  • Redação
  • 24 Dez 2019
  • 11:18h

(Imagem Ilustrativa)

O setor imobiliário brasileiro foi um dos poucos que deram sinais claros de recuperação em 2019. A expectativa é que a construção civil encerrará este ano com crescimento de 2%, o dobro da previsão para a expansão da economia, que gira em torno de 1%. Especialistas ouvidos pela reportagem estão otimistas. Desde 2013, a construção civil não crescia acima do PIB (Produto Interno Bruto). Segundo eles, o setor está sendo considerado o motor de crescimento da economia para o próximo ano. A expectativa é que o avanço da construção chegue a 3%. Pode parecer pouco, mas o mercado imobiliário está em recessão há seis anos. Atualmente, o setor está 30% abaixo do nível máximo verificado no início de 2014. Mas o otimismo é justificado com o desempenho crescente neste ano. Em 2019, o setor imobiliário foi responsável pela geração de 10% dos novos postos de trabalho com carteira assinada do país.

Na quarta-feira (19), o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgou que foram criados 948 mil postos de trabalho com carteira assinada neste ano. Segundo dados da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), a construção civil foi responsável pela criação de cerca de 117 mil novos postos de trabalho neste ano, o que corresponde a 13% de todas as vagas geradas em 2019.

Ainda de acordo com os dados do Caged e da Cbic, no mês de novembro o país tinha 39,4 milhões de pessoas com carteira assinada. Desse total, a construção civil foi responsável por 2,09 milhões. O que significa que representa 5,32% do número total de empregados. “O número pode parecer pequeno, mas precisamos lembrar que isso vem no primeiro momento em que o setor começa a repor suas atividades”, diz Ieda Vasconcelos, economista da Cbic.

A economista destaca que durante os anos de retração quase 1 milhão de postos de trabalho com carteira assinada foram perdidos no setor. “Em 2019, o setor começa a retomar sua atividades. Claro que é uma recuperação inicial, não é do patamar que foi perdido. Ainda assim, esse incremento de 2% deste ano já foi capaz de fazer essa movimentação no mercado de trabalho. Esse dado sinaliza a importância do setor”, afirma Vasconcelos.

Para ela, os dados evidenciam a força da construção na geração de emprego. “É por meio do emprego que é possível ter renda. O crescimento da economia provoca maior crescimento da construção, que provoca maior geração de emprego e renda, que provoca o crescimento da economia. Isso gera um círculo virtuoso”, afirma.

Outro fator importante para o crescimento do setor é a Selic (taxa básica de juros) no menor patamar histórico. Os juros a 4,5% ao ano reduziram o custo do crédito imobiliário.
A queda desses juros pode permitir a inclusão de milhares de pessoas no sistema de crédito.
Segundo estudo feito pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), a cada ponto percentual de redução nos juros imobiliários, pelo menos 2,8 milhões de famílias passariam a ter condições de contratar esse tipo de crédito. Mas não são só os canteiros de obras que justificam a alcunha de locomotiva da economia dada ao setor imobiliário.

Com a taxa Selic e a inflação nos patamares que se encontram atualmente, um investimento de renda fixa ou poupança pode ter taxa de rendimento próxima de zero ou até mesmo negativa. Por isso, os fundos imobiliários passaram a ser produtos mais atrativos. “Os fundos imobiliários são uma alternativa excelente de investimento, não só para quem investe mas para a economia como um todo e para desenvolver o mercado imobiliário com a injeção de capital”, diz Vasconcelos.

Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os fundos imobiliários tinham R$ 105 bilhões em patrimônio líquido em outubro de 2019. É o maior valor no levantamento histórico feito pela entidade. Em dezembro de 2018, por exemplo, o patrimônio líquido dos fundos imobiliários era de R$ 85 bilhões.

“A indústria de fundos imobiliários cresceu muito em 2019. Claramente isso tem a ver com a questão da baixa taxa de juros e com a retomada econômica, que ainda está tímida”, afirma Alessandro Vedrossi, sócio-diretor e responsável pela área Imobiliária da Valora Investimentos.
Segundo ele, a retomada da economia faz com que aumente o investimento no setor imobiliário, o que acaba refletindo nos fundos. “A economia é impactada positivamente a partir do momento em que se tem mais dinheiro nos fundos usados para comprar imóveis, mais dinheiro nos fundos que financiam a construção de novos prédios e mais dinheiro nos fundos que compram créditos imobiliários”, diz Vedrossi.

Os imóveis também podem ser usados como garantia para aquisição de empréstimos com juros mais baixos e prazos mais longos, os chamados home equity. No Brasil, esse tipo de crédito ainda é pouco conhecido e mais oferecido por fintechs. A média desse tipo de empréstimo é que o prazo seja de 15 anos, com taxas de 12% a 13% ao ano ou de 0,99% ao mês.

“Os grandes bancos estão começando a trabalhar com home equity agora, mas ainda de uma forma mais tímida”, diz Maria Teresa Fornea, presidente-executiva da Bcredi, fintech focada em crédito com garantia de imóveis.

Ela afirma que a participação desse tipo de crédito ainda é muito pequena no Brasil, de cerca de 10% do PIB. Para ter uma ideia, na Austrália representa 92,15%, nos EUA, 74,84%, e, no Chile, 25,09%.
Fornea afirma ainda que o Brasil tem 71 milhões de imóveis, dos quais cerca de 70% são desalienados, ou seja, potenciais garantias para alavancar créditos. “O brasileiro está endividado com cheque especial, que é um crédito com qualidade mais baixa, já que é muito caro e tem um prazo muito curto. Por isso, parte da renda fica comprometida para pagar esses juros. Quando é possível conseguir crédito mais vantajoso, essa renda é liberada para movimentar a economia”, afirma Fornea.

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Decreto do governo extingue mais 14 mil cargos e proíbe concursos para lista de outros

  • G1
  • 23 Dez 2019
  • 15:22h

(Foto: Reprodução)

Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado em edição extra do Diário Oficial da União da última sexta-feira (20) extingue 14.277 cargos efetivos que estão vagos na administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Com isso, o governo não irá repor os cargos atualmente não preenchidos. Além da extinção dos cargos já vagos, o decreto também determina que serão extintos outros 13.384 cargos quando vierem a vagar. A extinção dos cargos vagos começa a valer a partir de 26 de fevereiro de 2020. Ao todo, o decreto prevê a extinção de 27.611 cargos efetivos, contando os já vagos e os que venham a vagar. Segundo o ministério da Economia, entre os cargos que deixarão de existir estão o mateiro, discotecário, técnico de móveis e esquadrias, locutor e seringueiro. Segundo a pasta, essas funções não são mais condizentes com a realidade atual. Durante o processo que levou à essa extinção, a pasta teria analisado cerca de 500 mil cargos. O Ministério da Saúde será o órgão mais impactado com a medida. Na pasta estão cerca de 81% dos 27 mil cargos que serão extintos (22.476). Desse total, 10.661 são de agente de saúde pública – entre eles, 4.591 postos estão atualmente vagos e deixarão de ser repostos. Outros 6.070 estão ocupados, e serão extintos quando ficarem vagos. “Isso não terá repercussão no âmbito do Ministério da Saúde e se deve, em grande parte, à extinção de cargos de natureza operacional no combate e controle de endemias, e de cargos vagos de unidades hospitalares, que hoje já são de competência de outros entes federativos”, afirmou o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Wagner Lenhart. No mesmo decreto, o governo também proíbe, desde já, a realização de concursos públicos e o provimento de vagas adicionais em número superior ao estabelecido nos editais de abertura para 68 cargos constantes em uma lista publicada no DO – todos eles do plano de carreiras dos cargos técnico-administrativos em educação. Segundo o Ministério da Economia, a proibição impacta cerca de 20 mil cargos do Ministério da Educação e de suas instituições federais de ensino. São cargos como técnico em eletromecânica, técnico em ótica, técnico em química, entre outros. O decreto não prevê extinção desses cargos, mas veda novos concursos ou a convocação de aprovados em número superior ao das vagas previstas nos editais vigentes.

Mega da Virada 2019: valor acumulado de R$ 300 milhões é o maior da história

  • G1
  • 23 Dez 2019
  • 14:04h

(Foto: Reprodução)

O concurso 2.220 da Mega da Virada pode pagar R$ 300 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro, às 20 horas, em São Paulo. Este é o maior prêmio acumulado da história da Mega-Sena, tanto entre concursos regulares como Mega da Virada. O segundo maior valor acumulado é de R$ 280 milhões. O G1 considera os maiores concursos já acumulados da história e não os valores finais pagos aos ganhadores. Já em relação aos valores efetivamente pagos, o maior prêmio foi de R$ 306,7 milhões. O valor foi dividido entre 17 apostas que venceram a Mega da Virada em 2017. Cada uma recebeu R$ 18 milhões. As apostas para a Mega-Sena da Virada começaram no dia 11 de novembro, mas desde o último domingo (22) os jogos passaram a ser exclusivos para o concurso 2.220, da Mega da Virada. Como ocorre em todos os concursos especiais, o prêmio da Mega-Sena da Virada não acumula. Caso ninguém acerte os seis números, o prêmio será dividido entre os apostadores que acertarem cinco dezenas, e assim por diante. Em 2018, o valor estimado era de R$ 200 milhões, no dia do sorteio chegou a R$ 302,5 milhões e 52 apostas dividiram o prêmio. As apostas para a Mega da Virada custam o mesmo valor da Mega-Sena regular, R$ 4,50, e podem ser feitas com os volantes específicos do concurso da Virada.

Bolsonaro diz que, após conversa com Trump, EUA desistiram de sobretaxar aço brasileiro

  • G1
  • 20 Dez 2019
  • 19:10h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta sexta-feira (20) que os Estados Unidos desistiram de sobretaxar o aço e o alumínio brasileiros. Segundo Bolsonaro, ele e o presidente Donald Trump se falaram por telefone nesta sexta. Bolsonaro deu as informações ao fazer uma transmissão ao vivo em uma rede social acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do assessor da área internacional da Presidência, Filipe Martins. No último dia 2, Trump informou que o governo norte-americano iria reinstalar a taxa sobre o aço e o alumínio do Brasil e da Argentina porque os dois países, segundo ele, passaram a desvalorizar as moedas locais em detrimento do dólar. Na ocasião, Bolsonaro disse que não via a medida como retaliação e que, se fosse necessário, telefonaria para Trump. "Agora há pouco, então, tive a grata satisfação de receber um telefonema do senhor Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Uma conversa de aproximadamente 15 minutos, no espírito maior da cordialidade e respeito entre dois chefes de Estado", declarou o presidente nesta sexta-feira. "Entendo o que ele queria, pretendia fazer, e dei os meus argumentos para ele. Ele se convenceu dos meus argumentos e decidiu dizer a nós todos, brasileiros, que nosso aço e nosso alumínio não serão sobretaxados. Repito: não serão sobretaxados", acrescentou. Pouco depois, Trump publicou a seguinte mensagem uma rede social: "Acabei de ter uma boa conversa com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Nós conversamos sobre muitos assuntos, incluindo comércio. As relações entre Estados Unidos e Brasil nunca estiveram tão fortes."

 

 

 

 

Caixa libera nesta sexta-feira (20) saque complementar de até R$ 498 do FGTS

  • G1
  • 20 Dez 2019
  • 09:06h

(Foto: Reprodução)

A Caixa Econômica Federal libera nesta sexta-feira (20) o valor complementar do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para não correntistas nascidos entre janeiro e outubro, e para os correntistas nascidos em qualquer mês. Para os não correntistas nascidos em novembro e dezembro, o valor foi liberado na última quarta-feira (18), junto com o saque de R$ 500. Em setembro, a Caixa começou a liberar o saque de até R$ 500 por conta ativa ou inativa do FGTS. Mas este mês, o governo autorizou a liberação de saque da totalidade das contas que, em 24 de julho deste ano, possuíam saldo de até R$ 998. A parcela 'extra' liberada, assim, é de até R$ 498 por conta. Desde o começo dos saques até 10 de dezembro, a Caixa informou que já foram sacados cerca de R$ 22 bilhões por 51 milhões de trabalhadores, ou seja, 53% do total de contemplados (96 milhões) sacaram 56% do total previsto (R$ 40 bilhões). Os novos valores contemplam mais de 10 milhões de pessoas e trarão um incremento de aproximadamente R$ 2,6 bilhões em relação ao previsto inicialmente.