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Ministério diz que, se Bolsonaro der aval, mínimo vai para R$ 1.045

  • 14 Jan 2020
  • 17:12h

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (14) que o governo vê uma brecha para reajustar o salário mínimo pelo menos no mesmo índice da inflação de 2019.Inicialmente, o governo fixou o salário mínimo para 2020 no valor de R$ 1.039, o que representou um reajuste de 4,1%. O aumento ficou abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou alta de 4,48% em 2019. O Ministério da Economia informou que, se Bolsonaro autorizar, o valor do mínimo vai para R$ 1.045. Nessa conta entra não só o reajuste pelo INPC, mas também o repasse de resíduos de 2018 (os resíduos são a porcentagem que ficou faltando naquele ano para o mínimo repor o INPC). O presidente afirmou que vai ter uma conversa na parte da tarde com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir o tema. "Vou me reunir com o Paulo Guedes agora à tarde. Eu acho que tem brecha para a gente atender. É porque a inflação de dezembro foi atípica, por causa do preço da carne. Então vai ser duas da tarde, tenho um despacho com o Paulo Guedes para decidir esse assunto", disse Bolsonaro a jornalistas na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada. Em seguida Bolsonaro, foi questionado se a ideia era recompor pelo menos o valor do INPC. O presidente respondeu que sim. "É, a ideia. No mínimo isso aí. Agora, cada R$ 1 no salário mínimo são mais ou menos R$ 300 milhões [de impacto] no Orçamento. A barra é pesada, mas a gente tem que... Apesar de ser pouco o aumento, R$ 4 ou R$ 5, tem que recompor", concluiu. O valor do mínimo inicialmente estipulado pelo governo, de R$ 1.039, foi proposto em uma medida provisória enviada ao Congresso. O valor ficou menor que o INPC porque, ao redigir a MP, no fim de dezembro, o governo usou como base uma previsão para a inflação de 2019, que ainda não estava consolidada. O resultado oficial saiu em janeiro. Uma das possibilidades para viabilizar o reajuste do salário mínimo acima da inflação é o governo propor ao Congresso uma alteração da medida provisória, que ainda não começou a tramitar no Legislativo. Os parlamentares estão de recesso e voltam ao trabalho no início de fevereiro.

Petrobras reduzirá em 3% preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias

  • 13 Jan 2020
  • 16:10h

(Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias em 3% a partir desta terça-feira (14), informou a companhia, após ter mantido os valores de ambos os combustíveis estáveis por semanas.A gasolina não sofria um reajuste desde 1º de dezembro, enquanto o diesel tinha a cotação estável desde 21 de dezembro, quando houve um aumento de 3%. Nos preços da gasolina, houve um aumento de 4% no dia 27 de novembro.A Petrobras tem reiterado que sua política de preços para a gasolina e o diesel segue o princípio da paridade de importação, formada pela cotação internacional dos produtos mais os custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio, destaca a Reuters.A redução do preço dos combustíveis nas refinarias ocorre após um acomodação dos preços internacionais do petróleo.O petróleo Brent (referência internacional) fechou abaixo dos US$ 65 por barril na sexta-feira (10) e registrou a primeira queda semanal (-5,3%) desde o final de novembro, em patamares inferiores aos registrados antes do início das tensões no Oriente Médio. No dia 6, o preço do barril do tipo Brent chegou a bater US$ 70, valor mais alto desde setembro.Nesta segunda-feira, os preços de referência da commodity caíam cerca de 1% no início da tarde.No dia 3, após os ataques dos Estados Unidos que mataram um comandante militar do Irã e elevaram a tensão no Oriente Médio, a Petrobras divulgou comunicado em que já afirmava que não faria um reajuste imediato nos preços dos combustíveis.A estatal destacou na ocasião que, "de acordo com suas práticas de precificação vigentes", não há periodicidade pré-definida para reajustes dos valores dos combustíveis nas refinarias."Os reajustes estão bem em consonância com o que aconteceu no mercado internacional. As cotações devolveram bastante depois do pico da crise no Oriente Médio, e eles (o mercado) já tiraram praticamente todo o risco do preço do petróleo", afirmou à Reuters o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva."Na semana passada, a Petrobras já poderia ter reduzido o preço, mas eu acredito que eles esperaram a situação se acalmar, passar o fim de semana, para ver se não haveria nenhum repique na crise lá fora."Em meio a preocupações com os possíveis efeitos de tensões no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis, o governo federal tem estudado alternativas para aliviar repasses de altas do petróleo aos combustíveis.O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse durante na semana passada que o governo avalia utilizar recursos de royalties e participações especiais cobradas sobre a produção de petróleo para compensar eventuais impactos dos preços internacionais nas bombas.O presidente Jair Bolsonaro tem reiterado que seu governo não irá intervir na política de preços da Petrobras.

Com resultado do INPC de dezembro, reajuste do salário mínimo fica abaixo da inflação

  • 11 Jan 2020
  • 16:03h

(Foto: Reprodução)

salário mínimo de R$ 1.039 fixado pelo governo federal para este ano não repõe a inflação do ano passado. Como o mínimo do ano passado de R$ 998 aumentou em 4,1%, o ajuste para 2020 ficou abaixo do Índice Nacional de Preços ao Mercado (INPC) de 2019, de 4,48%, divulgado nesta sexta-feira (10).O INPC serve como base para correção do salário mínimo e é diferente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial e também foi divulgado nesta sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, se levada em conta a variação do INPC, o salário mínimo deveria ter chegado pelo menos a R$ 1.042,70 em 2020. Para definir o valor de R$ 1.039, o governo federal usou a previsão do mercado financeiro para o INPC em dezembro do ano passado, que estava em 0,62%. O INPC, no entanto, acabou ficando acima do previsto. (Leia mais abaixo sobre o valor do mínimo e o INPC) A inflação oficial, também anunciada nesta sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que:

Bancos e empresas poderão consultar informações do Cadastro Positivo a partir deste sábado

  • 11 Jan 2020
  • 11:09h

(Foto: Reprodução)

A partir deste sábado (11), bancos, comerciantes e empresas que emprestam dinheiro poderão consultar o Cadastro Positivo para decidir se concedem ou não crédito aos clientes.Por enquanto, o mercado poderá consultar cinco tipos de informações sobre o consumidor:

  • nota de crédito (score), utilizada pelas empresas para avaliar a capacidade de pagar o empréstimo;
  • índice de pontualidade de pagamento (quantidade de contas quitadas, vencidas ou canceladas);
  • índice de comportamento de gastos (principais gastos categorizados por tipo de crédito, como cartão, empréstimos, financiamentos, contas de consumo e outros);
  • quantidade de consultas que o CPF do consumidor tem, categorizada por segmento de empresas;
  • histórico consolidado de compromissos assumidos (que inclui valores e datas de pagamento de faturas de cartão de crédito, crediário, financiamentos e empréstimos, por exemplo), desde que tenha havido consentimento do consumidor.

As consultas só poderão ser feitas por empresas nas quais o consumidor buscar crédito.

Não podem ser acessados:

  • quais bens o consumidor comprou;
  • nome da instituição na qual ele tomou empréstimo;
  • informações de saldo em conta corrente ou investimentos.

Essas informações não serão enviadas nem mesmo aos gestores do banco de dados. A Serasa vai permitir os acessos já neste sábado. O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) vai disponibilizar as consultas somente a partir da próxima quarta (15).

Fila do INSS: situação deve ser 'absolutamente regularizada' em seis meses, diz presidente

  • 11 Jan 2020
  • 09:09h

(Foto: Murillo Gomes)

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Renato Vieira, afirmou nesta sexta-feira (10) que espera regularizar a situação do serviço nos próximos seis meses.O serviço não tem dado conta da demanda de requerimentos de benefícios. Hoje, cerca de 1,9 milhão de pedidos de aposentadorias e outros benefícios aguardam uma resposta do INSS há mais de 45 dias, prazo limite considerado normal. Renato Vieira disse não haver como fixar um prazo específico para que essa fila zerada e argumenta haver variáveis que não dependem apenas do instituto. O fluxo de requerimentos de benefícios, por exemplo, pode variar ao longo do ano. "A seguir o atual fluxo, a atual produtividade do INSS, que tem demonstrado resultados positivos, sobretudo no último semestre de 2019, nós esperamos que nos próximos 6 meses a situação esteja absolutamente regularizada", afirmou. Segundo o INSS, 500 mil pedidos aguardam a entrega de documentos complementares pelo segurado. Outros 1,3 milhão estão parados por falha no sistema do instituto. Todos os pedidos estão na mesma fila. Benefícios de assistência ao idoso, por incapacidade, para deficientes de baixa-renda, auxílio-doença, pensão por morte, além das aposentadorias, são ordenados apenas por ordem cronológica. O governo diz que tenta reduzir o estoque de pedidos encalhados, reconhece que isso está muito devagar, e argumenta que a fila única é para evitar o uso político. Em agosto de 2019 chegaram a ser anunciadas medidas para tentar reduzir a espera. Técnicos da Secretaria da Previdência do Ministério da Economia, do INSS e da Dataprev – estatal que processa os dados do INSS –estudam soluções que agilizem o serviço e já estejam adequadas às novas regras previdenciárias. À TV Globo, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que as propostas devem ser apresentadas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta segunda-feira (13). A expectativa, afirma, é anunciar as medidas na quarta-feira (15). Marinho admite, no entanto, que a fila não será zerada antes de julho. A expectativa do próprio governo era zerar a fila até dezembro do ano passado. Era para o sistema estar pronto para atender à população já dentro das novas regras da previdência. A reforma da Previdência está valendo desde novembro. Com as mudanças nas regras das aposentadoria, a corrida pelo benefício cresceu quase 6% no ano passado na comparação com o ano anterior. O presidente do INSS defende a criação de uma estrutura permanente, que consiga atender à demanda de pedidos e não seja uma solução paliativa. "É importante buscar soluções permanentes e uma delas é a concessão automática de benefícios, é fazer com que o INSS conceda o benefício, analise um requerimento sem qualquer servidor. O próprio sistema faz o cálculo se o cidadão preenche os requisitos e concede o benefício já apresentando o valor que seja devido", explica Vieira. De acordo com o presidente do instituto, no ano passado 800 mil aposentadorias e outros benefícios foram concedidos automaticamente.

Com inflação de 2019, defasagem da tabela do IR chega a 103%, dizem auditores da Receita

  • 10 Jan 2020
  • 17:12h

(Foto: Fernanda Zauli/G1)

Com o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019, uma alta de 4,31%, a defasagem da tabela do Imposto de Renda em relação à inflação chegou a 103% e superou a marca dos 100% pela primeira vez, segundo levantamento do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco).Entre 1996 e 2019, período considerado no estudo, a variação do IPCA somou 327,37%, muito superior aos reajustes realizados pelo governo nas faixas de cobrança do tributo, que ficaram em 109,63%. Isso gerou uma defasagem de 103,87% nos valores da tabela. O ano inicial do estudo é 1996 porque foi a partir de quando a tabela começou a ter os valores em reais.Nos últimos 23 anos, em apenas cinco as correções superaram a inflação: 2002, 2005, 2006, 2007 e 2009. A última atualização nos valores da tabela foi feita em 2015.

Com carne mais cara, cesta básica tem alta em 16 capitais em 2019

  • 09 Jan 2020
  • 17:10h

(Foto: Voz Comunicação/Divulgação)

O conjunto de itens da cesta básica subiu em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese) no ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9).As altas mais expressivas foram observadas em Vitória (23,64%), Goiânia (16,94%) e Recife (15,63%). Na outra ponta, Salvador (4,85%) e Aracaju (-1,89%) registraram os melhores resultados no ano passado.Levando-se em conta apenas o dado de dezembro as maiores altas foram observadas em todas as cidades, com destaque para Goiânia (13,64%), Rio de Janeiro (13,51%) e Belo Horizonte (13,04%).No mês passado, o maior custo da cesta foi apurado no Rio de Janeiro (R$ 516,91), seguido por Florianópolis (R$ 511,70) e São Paulo (R$ 506,50). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 351,97), Salvador (R$ 360,51) e João Pessoa (R$ 373,56).

Destaques de alta

Na análise por produtos, os destaques de alta no ano passado ficaram para a carne bovina de primeira, óleo de soja e feijão.O preço da carne bovina de primeira aumentou 12,05% em Aracaju e 47,45% em Vitória.“Este resultado deveu-se ao alto nível de exportação ao longo de 2019, principalmente para a China. Somou-se a isso, no segundo semestre, entressafra e maior custo de reposição dos bezerros, o que acarretou a elevação expressiva de preços”, informou o Dieese.Já o óleo de soja registrou a maior alta em Vitória (18,77%), Belém (18,51%) e Goiânia (16,13%).Por fim, o preço do feijão avançou em 16 capitais. O tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, registrou aumento de preço em todas as cidades, com destaques para Goiânia (71,31%) e Recife (25,81%).Já o feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, acumulou alta de 6,96%, em Curitiba e de 14,26% no Rio de Janeiro.

Cesta x salário mínimo

Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a do Rio de Janeiro, o Diesee estima que o salário mínimo deveria ser de R$ 4.342,57 para a manutenção de uma família com quatro pessoas.Em novembro, eram necessários R$ 4.021,39.

Tarifa do gás natural é reduzida pela Bahiagás

  • Bahia Notícias
  • 08 Jan 2020
  • 18:10h

(Foto: Divulgação/Bahiagás)

A Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) realizou, em um intervalo de dois meses, a segunda redução das tarifas do gás natural. Desde o dia 1º de janeiro de 2020, a taxa aplicada no estado está 8,15% menor. O reajuste decorre de um novo regramento de preços, definido no mais recente contrato firmado entre a Bahiagás e a Petrobras. Em decréscimo anterior, realizado em novembro de 2019, o percentual foi de 4,36%, consolidando o equivalente a 7,12% de redução na modalidade GNV (Gás Natural Veicular), utilizado no abastecimento de veículos automotivos.  De acordo com a Bahiagás,  o reajuste da tarifa de GNV é aplicado sobre o valor do energético comercializado pela concessionária aos postos de combustíveis e que cada um deles é livre para definir o preço que praticará aos seus respectivos consumidores, não tendo a companhia, ingerência sobre a definição de tal valor. 

O Irã parece estar recuando e ninguém ficou ferido, diz Trump em discurso

  • 08 Jan 2020
  • 16:14h

(Foto: Reprodução)

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que após os ataques contra bases americanas, o Irã parece estar recuando. Em discurso na Casa Branca, Trump também disse que vai impor novas sanções econômicas ao país do Oriente Médio e que, enquanto estiver no poder, o Irã nunca poderá ter arma nuclear.

Veja o resumo do que Trump falou:

  • Nenhum americano ou iraquiano morreu durante os ataques de terça-feira (7) e os danos foram "mínimos";
  • As forças dos EUA estão "preparadas para tudo";
  • Ele vai impor novas sanções econômicas que vão continuar "até que o Irã mude seu comportamento";
  • Os países que ainda estão no acordo nuclear (Alemanha, China, Reino Unido, Rússia e França) devem abandoná-lo;
  • O Irã é o principal patrocinador de terrorismo no mundo, e a busca por armas nucleares ameaça o mundo civilizado;
  • Enquanto estiver no poder, nunca deixará o Irã possuir armas nucleares;
  • Qassem Soleimani, que os EUA mataram na semana passada, era responsável pelas piores atrocidades cometidas pelo regime iraniano e estava planejando novos ataques quando foi assassinado –"ele [Soleimani] deveria ter sido eliminado há muito tempo";
  • Vai pedir que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tenha um papel mais ativo no Oriente Médio;
  • Que os EUA aumentaram a sua produção de óleo e gás, que o país é o maior do mundo nesse campo e que não depende mais tanto do Oriente Médio para esses recursos;
  • Os americanos e os iranianos têm um inimigo em comum, o Estado Islâmico, e os dois deveriam trabalhar em conjunto nessa e em outras prioridades

Preço do petróleo tem alta no mercado futuro, após Irã atacar bases dos EUA

  • G1
  • 08 Jan 2020
  • 09:06h

( Foto: AP Photo/Nasser Nasser)

O preço do petróleo subia no mercado futuro na noite desta terça-feira (7), depois que duas bases que abrigam forças americanas e iraquianas foram atingidas por mísseis disparados pelo Irã. O ataque também repercutia no mercado acionário dos EUA. Os principais índices futuros recuavam. Por volta das 22h (horário de Brasília), o petróleo dos Estados Unidos negociado para fevereiro subia mais de 4%, após recuar levemente na sessão regular desta terça. Os três principais índices acionários dos EUA - Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq - perdiam mais de 1% no mercado futuro. No mercado asiático, o mau humor também predominava entre os investidores. O índice Nikkei, do Japão, recuava mais de 2%.O mercado acionário global monitora a tensão entre Estados Unidos e Irã desde o fim da semana passada, depois que um ataque aéreo dos EUA no Iraque matou o comandante militar iraniano Qassem Soleimani, aumentando as preocupações sobre uma escalada nos conflitos no Oriente Médio e o possível impacto das tensões sobre o fornecimento de petróleo.

Impacto no Brasil

A equipe econômica tem monitorado o agravamento da crise entre Irã e Estados Unidos para dimensionar qual pode ser o impacto da alta do preço do petróleo nos combustíveis. Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com integrantes da equipe econômica. Uma das possibilidades em estudo é a criação de um mecanismo de compensação para proteger o mercado interno das variações do petróleo.

Pedidos de aposentadoria ficam parados à espera de adaptação de sistema às novas regras da Previdência

  • 07 Jan 2020
  • 13:43h

(Foto: Reprodução)

Quase dois meses após entrar em vigor a reforma da Previdência, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não tem previsão de quando os trabalhadores que fizerem o pedido de aposentadoria pelas novas regras passarão a receber o benefício.De acordo com o instituto, todos os sistemas de concessão de benefícios da Previdência Social estão tendo que ser ajustados às novas regras, já que nenhum cálculo ou definição de valores de benefícios concedidos são feitos de forma manual pelos servidores.

Entenda:

  • Sistema de concessão de aposentadoria passa por ajustes por causa de novas regras da Previdência
  • Governo não tem prazo para finalizar a atualização dos sistemas para a concessão e pagamento da aposentadoria
  • O prazo de 60 dias para analisar os pedidos de aposentadoria continua em vigor
  • Quem já possuía direito adquirido antes da entrada em vigor das novas regras não está sendo afetado

O órgão informou que não tem o número de pedidos de aposentadoria que foram feitos desde a entrada em vigor da reforma que estão à espera de concessão, mas que irá informar ao G1 assim que tiver as informações. Em outubro do ano passado, o presidente do INSS, Renato Vieira, informou ao G1 que a reforma da Previdência havia levado muitos segurados a correrem com os pedidos de aposentadoria mesmo sem ter direito.Últimos dados do INSS mostram que, até o dia 25 de setembro de 2019, dos 1.613.541 pedidos de aposentadoria, 713.428 foram concedidos, ou seja, 55,8% foram recusados e 44,2% aprovados. Os índices de pedidos rejeitados seguem dentro da média registrada nos últimos dois anos, quando a reforma da Previdência começou a ser debatida, segundo o instituto.

 

IPVA 2020: veja calendário e como consultar valores por estado

  • 06 Jan 2020
  • 20:11h

( Foto: Júnior Maciel/Sefaz/Divulgação)

A cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) começa em janeiro em boa parte do país.O pagamento é obrigatório e a alíquota varia conforme o modelo e a "idade" do veículo e também o estado em que o contribuinte mora. Alguns estados oferecem desconto para pagamento em cota única. Para elaborar o guia do IPVA 2020, o G1 consultou os governos estaduais. Nem todos tinham definido calendário e valores até a data da publicação. A reportagem continuará sendo atualizada.

Veja abaixo prazos para pagamento e como fica o imposto nos que já divulgaram:

IPVA no Acre

IPVA em Alagoas

IPVA na Bahia

IPVA no Ceará

IPVA no Distrito Federal

IPVA no Espírito Santo

IPVA em Goiás

IPVA no Maranhão

IPVA em Minas Gerais

IPVA em Mato Grosso

IPVA no Pará

IPVA na Paraíba

IPVA no Paraná

IPVA em Pernambuco

IPVA no Piauí

IPVA no Rio de Janeiro

IPVA do Rio Grande do Norte

IPVA no Rio Grande do Sul

IPVA em Rondônia

IPVA em Roraima

IPVA em Sergipe

IPVA em Santa Catarina

IPVA em São Paulo

IPVA no Tocantins

Começam a valer limite de juro e novas regras do cheque especial

  • G1
  • 06 Jan 2020
  • 10:29h

(Foto: Reprodução)

Começam a a valer a partir desta segunda-feira (6) o limite de 8% para a taxa mensal de juros do cheque especial e também novas regras que permitem a cobrança de tarifa pelos bancos para disponibilizar esse crédito.A cobrança de tarifa só será permitida nesse primeiro momento para novos contratos. Para quem já tem cheque especial, a mudança nas regras passará a valer a partir de 1º de junho.Essas alterações foram definidas em novembro do ano passado pelo Banco Central. Até então, não havia um limite para a taxa do cheque especial – uma das modalidades de crédito mais caras do país e utilizadas sobretudo pela população de menor renda –, e os bancos só eram remunerados quando os clientes de fato faziam uso da modalidade.

Tarifa mensal

Quem tem até R$ 500 de limite no cheque especial não poderá ser cobrado por isso. Quem tiver mais pagará até 0,25% sobre o valor que exceder esses R$ 500. A tarifa poderá ser cobrada até mesmo se o cliente não utilizar o limite do cheque especial.Assim, um cliente que tem limite de R$ 10.000 no cheque especial pagará todos os meses 0,25% sobre R$ 9.500 – o equivalente a R$ 23,75. Caso ele use o crédito, essa quantia será descontada do valor que ele terá de pagar em juros.Alguns dos principais bancos do país anunciaram que irão isentar seus clientesOutros informaram que não irão cobrar a tarifa nesse primeiro momento. Os clientes que têm limite de crédito superior a R$ 500 e que não querem ser taxados em 0,25% ao mês precisam contatar seus bancos para checar se haverá isenção ou pedir a redução do valor do crédito disponível. O Procon orienta que essa solicitação seja feita por escrito e com registro de protocolo. O Banco Central não determinou como os bancos devem avisar os clientes da cobrança da taxa. Em nota, a Federação Brasileira de Bancos disse que eles seguirão uma norma da autoridade monetária que manda que qualquer nova cobrança de tarifa seja comunicada por cartazes nas agências com 30 dias de antecedência."Adicionalmente, os bancos utilizam outros canais para informar os clientes sobre a mudança, como mobile bank e internet bank", afirmou a entidade em nota.

Natura conclui compra da Avon e cria 4ª maior empresa de beleza do mundo

  • G1
  • 03 Jan 2020
  • 17:13h

(Foto: Taís Laporta/G1)

A Natura & Co anunciou que espera concluir nesta sexta-feira (3) a compra da Avon Products, em um negócio que criou o quarto maior grupo de beleza do mundo e avaliou a rival norte-americana de 130 anos em cerca de US$ 2 bilhões. Em comunicado, a Natura informou irá nomear Roberto Marques como presidente-executivo do conselho de administração da empresa combinada. O executivo comandou em 2017 a compra da rede internacional de lojas The Body Shop pela Natura e vai chefiar os esforços de integração com a Avon. As ações da Natura eram uma das poucas que subiam nesta sexta-feira, em meio a uma baixa generalizada do mercado por conta de preocupações com a situação no Oriente Médio após ataque norte-americano que matou importante autoridade no Irã. Os papéis da companhia brasileira subiam 1,67% por volta de 12h, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 0,47%. A Natura tem atualmente valor de mercado de cerca de R$ 33,5 bilhões. Mais cedo, o presidente-executivo da Avon Products, Jan Zijderveld, deixou a fabricante norte-americana de cosméticos, em sequência ao processo de venda da companhia. O lugar de Zijderveld será ocupado por Angela Cretu, que comandará as operações da Avon fora da América Latina. Com a aquisição da Avon, a Natura criou quatro unidades operacionais, cada uma com seu presidente-executivo. A operação Natura & Co América Latina, que além da marca Natura e Avon reúne as bandeiras The Body Shop e Aesop, será liderada por João Paulo Ferreira. A presidente-executiva da Avon, agora dentro da Natura & Co, será a romena veterana da companhia norte-americana Angela Cretu, sendo responsável pelas operações da marca fora da América Latina. O comando da The Body Shop continuará com David Boynton, o mesmo ocorre com Michael O'Keefe na Aesop. A Natura recebeu aval de autoridades concorrenciais para a compra da Avon em 19 de dezembro e na ocasião havia estimado a conclusão da operação para esta sexta-feira. A companhia brasileira anunciou a compra da Avon em maio do ano passado, em um negócio realizado por meio de troca de ações. A companhia combinada tem valor estimado em US$ 11 bilhões.

Venda de veículos novos cresce 8,7% em 2019 e alcança melhor resultado em 5 anos

  • 02 Jan 2020
  • 20:11h

( Foto: Fábio Tito/G1)

A venda de veículos novos cresceu 8,65% em 2019, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (2) pela Fenabrave, a associação das concessionárias. É o melhor número do setor em 5 anos.Foram emplacados 2,78 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em todo o país. Como comparação, em 2018, foram 2,56 milhões.O resultado é o melhor para um ano desde 2014, quando foram vendidos 3,49 milhões de veículos.Ainda assim, os números ainda estão distantes de 2012, ano em que a indústria vendeu mais veículos no Brasil, com 3,80 milhões. Os números de produção de veículos, exportações e importações serão divulgados na próxima terça (7), pela associação das montadoras, a Anfavea. Em nota, o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Junior afirmou que o “desempenho positivo se deve a alguns fatores econômicos, como taxa de juros menores e à queda nos índices de inadimplência e de desemprego”. Considerando apenas o mês de dezembro, foram emplacadas 262.737 unidades, 12% mais em relação ao mesmo mês de 2018, quando foram vendidos 234.505 veículos.