BUSCA PELA CATEGORIA "Economia"

Devido à crise, oito prefeitos já reduziram salários na Bahia

  • 28 Set 2015
  • 11:22h

(Foto: Reprodução)

A crise econômico-financeira que assola os municípios da Bahia tem levado prefeitos a reduzirem os salários para tentar amenizar os problemas, como a suspensão de serviços à população. Além dos salários, verbas de gabinete anteriormente aprovadas também receberam a navalha na carne. Na maioria dos casos, as iniciativas partiram dos próprios gestores, outros por pressão popular.  Desde o início do ano, já são oito dos 417 prefeitos que anunciaram redução dos vencimentos: Ademar Delgado (PT), em Camaçari; Eures Ribeiro (PV), de Bom Jesus da Lapa, Luzinar Medeiros (PSD), de Mundo Novo; Antônio Dessa Cardozo (PSD), de São Gonçalo dos Campos; Márcio Paiva (PP), de Lauro de Freitas; Jabes Ribeiro (PP), de Ilhéus; e o prefeito de Cairu, Fernando Brito (PSD).  Na semana passada, o prefeito do município do Baixo Sul baiano, que arrecada cerca de R$ 85 milhões por ano, implementou uma medida que corta o salário em 20%. O mesmo percentual foi estendido aos vencimentos do vice-prefeito. A redução dos subsídios atinge em 10% também os secretários municipais e os servidores que ocupam cargos comissionados. Pelos cálculos da gestão municipal, a ação resultará em uma economia de mais de R$ 1 milhão para os cofres públicos até o final do ano. O decreto estabeleceu, também, outras iniciativas como redução das diárias, gratificações e horas extras dos servidores.

 

Uma das cidades mais ricas e economicamente mais importante do Estado, Camaçari também enfrenta queda na arrecadação. Este ano, conforme a administração camaçariense, o orçamento, com estimativa de quase R$ 1 bilhão, foi reduzido em R$ 30 milhões. Por conta disso, o prefeito Ademar Delgado (PT) determinou o corte em 20% do próprio salário, da vice-prefeita, de secretários, subsecretários e cargos de chefia, além da redução de 10 a 30% em todos os cargos comissionados. A medida, segundo o gestor, é para evitar que serviços essenciais como Saúde, Educação e Limpeza Urbana sejam afetados. Conforme cálculos da prefeitura, as medidas resultarão em uma economia de R$ 47 milhões até dezembro. “O objetivo é não sacrificar os serviços imprescindíveis à população, como saúde, educação e limpeza pública. A preocupação é com os 287 mil habitantes do Município”, justificou o gestor petista na época, em nota enviada à imprensa. Com quase 30 mil habitantes, Mundo Novo, no centro baiano, recebe cerca de R$ 3,5 milhões por mês. No início do mês, o prefeito Luzinar Medeiros decretou corte de 15% nos rendimentos de secretários e em 10% nos subsídios de assessores. “O Executivo municipal precisa dar o exemplo nesse momento de crise e de perda de arrecadação em Mundo Novo. Preciso respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e essa medida se fez necessária para adequar nossas despesas a esta difícil realidade”, afirmou na época a sites da região. O último a anunciar o corte no próprio salário foi o prefeito de Irecê, Luizinho Sobral. O gestor decretou a redução de 20% dos seus subsídios a partir de outubro deste ano. A redução também vai valer para os cargos de vice-prefeito, secretários e subsecretários municipais. “Irecê hoje é uma referência em todo o país. Precisamos nos precaver e nos organizar, pois não sabemos até quando essa crise vai durar. Como gestor público, outra alternativa não me resta senão agir de maneira preventiva”, defendeu o gestor. Segundo Sobral, todos os projetos e programas municipais seguirão normalmente e o atendimento ao público não será afetado. De acordo com informações da União dos Municípios da Bahia (UPB), que neste último fim de semana se reuniu com prefeitos em luxuoso resort do litoral norte baiano e foi alvo de críticas, quase 200 prefeituras baianas estão com salários atrasados e muitas delas terão dificuldade de cumprir com o pagamento do 13º salário do funcionalismo público. 

CONTINUE LENDO

Alta do dólar faz Globo trocar veteranos por correspondentes 'mais em conta'

  • 27 Set 2015
  • 09:05h

(Fotos: Reprodução)

Considerados “medalhões”, todos serão substituídos por jornalistas menos conhecidos, que ganham no máximo 30% do que eles.O anúncio foi feito na sexta-feira (25) à noite, em comunicado interno, por Ali Kamel, diretor-geral de Jornalismo da Globo _encerrando uma semana em que o dólar passou dos R$ 4,00. Renato Machado (acima) não será substituído em Londres, onde está há quatro anos. Suas funções serão acumuladas por Cecília Malan, que passará a fazer entradas diárias ao vivo no Bom Dia Brasil, telejornal que Machado apresentou até 2011. De volta ao Brasil, ele será repórter exclusivo do Globo Repórter. Já Kovalick (dir.), que antes de Londres passou por Nova York e Tóquio, atuará como repórter especial em São Paulo. Na capital britânica, terá dois substitutos: Ernani Lemos assumirá suas funções de coordenador do escritório e Pedro Vedova, atualmente em Berlim, tomará seu lugar nas reportagens. Assim como Vedova, outro correspondente da GloboNews substituirá Helter Duarte em Nova York. Será Sandra Coutinho.

Efeitos da Crise: Prefeito de Ribeirão do Largo exonera secretários e cargos de confiança

  • 27 Set 2015
  • 07:15h

Segundo informações, pessoas com cargos em segundo escalão também serão demitidos, na próxima semana (Foto: Ribeirão Notícias)

Na última sexta-feira (25), o prefeito de Ribeirão do Largo, Valdomiro Guimarães Brito, surpreendeu seus aliados com uma medida administrativa. Por meio de um Decreto Municipal o prefeito exonerou diversos cargos comissionados. Segundo a prefeitura a medida faz parte das ações de contenção de despesas, por conta da crise econômica que atinge o município. As exonerações atingiram as administrações diretas e indiretas da prefeitura. Entre os exonerados estavam: Secretário de Administração, Chefe de Gabinete, Secretário de Esportes e Lazer, Secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Secretária de Atribuições Econômicas, Construção Civil, Juventude, Meio Ambiente, Guarda Municipal, entre outras. Segundo informações nas próximas semanas serão exonerados mais alguns cargos de segundo escalão.

Aposentados começam a receber primeira parcela do 13º

  • 24 Set 2015
  • 12:21h

(Foto: Reprodução)

Cerca de 28 milhões de aposentados, pensionistas e demais segurados da Previdência Social começam a receber nesta quinta-feira, 24, a primeira parcela do décimo terceiro. O pagamento ocorre até 7 de outubro. Os primeiros a receber o décimo terceiro serão os beneficiários que ganham um salário mínimo com cartão de final 1, desconsiderando o dígito. Para quem recebe mais de um salário, a parcela começa a ser depositada em 1º de outubro. Segundo o Ministério da Previdência Social, o adiantamento injetará R$ 16 bilhões na economia. Desde 2006, o décimo terceiro aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é pago em duas etapas. A primeira parcela não vem com o desconto do Imposto de Renda, que só incide na segunda parcela sobre todo o valor do décimo terceiro. Neste ano, a segunda parcela será paga de 24 de novembro a 7 de dezembro. Inicialmente, a intenção da equipe econômica era pagar o décimo terceiro em três vezes - 25% em setembro, 25% em outubro e 50% no fim de novembro. No fim de agosto, no entanto, a presidenta Dilma Rousseff decidiu pagar integralmente a primeira parcela em setembro. O decreto que garantiu o adiantamento este mês foi publicado no último dia 4, no Diário Oficial da União . Os beneficiários podem conferir as datas em calendário divulgado pelo Ministério da Previdência Social.

Corte no sistema do Senai e Sesi chega a R$ 79 milhões na Bahia

  • 22 Set 2015
  • 07:07h

(Foto: Divulgação)

A redução em 30% dos recursos repassados pela União ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ao Serviço Social da Indústria (Sesi), instituições que integram chamado o Sistema S, vai comprometer a qualificação profissional de pelo menos 10,2 mil jovens baianos. Em um ano,   6,2 mil vagas em cursos de educação profissional  no  Senai-BA podem ser fechadas caso a medida, que faz parte do novo pacote fiscal do governo, seja aprovada no Congresso. Na instituição, o impacto da medida pode chegar a R$ 34 milhões por ano. Já no Sesi Bahia, o corte de R$ 45 milhões por ano resultará na desativação do ensino fundamental e na redução de 20% das matrículas de adolescentes do ensino médio, comprometendo a abertura de 4 mil novas vagas.

 

ADVERTISEMENT

Segundo o diretor regional do Senai, Luís Breda, os cortes no Sistema S na Bahia vão inviabilizar a formação de estudantes dos níveis básico e médio e impedir a qualificação de milhares de profissionais para a indústria. “Teremos que deixar de ofertar cursos técnicos, de qualificação, que são gratuitos e essenciais para a formação dos profissionais na Bahia”, disse. De acordo com ele, um terço das duas unidades do Senai será fechado. “A maioria  fica no interior,  o que é negativo, pois queríamos expandir justamente para esta área. Isso significará interromper o futuro de jovens que, em sua maioria, têm nesses cursos sua única chance de acesso ao emprego”, afirmou ele, complementando que os cortes vão afetar diretamente a produtividade da indústria. Entre os impactos negativos para o Senai, ele também cita o cancelamento de investimentos em 12 escolas de formação profissional no interior do estado, além de cancelar investimentos de R$ 90 milhões em três anos para expansão e da redução do atendimento em mais de 30 cidades. O superintendente do Sesi-BA, Armando Costa, também diz que o atendimento das unidades da instituição no interior será  prejudicado. “É uma perda enorme para os trabalhadores, seus dependentes, e micro e pequenas empresas. Vai inviabizar uma série de atendimentos e colocar em risco diversos  serviços na área de educação”, garantiu. Entre os impactos dos cortes no orçamento para o Sesi, ele cita o  fechamento de unidades nas áreas de Educação e Saúde, Lazer e Cultura, bem como o comprometimento na construção e ampliação de novas unidades. “Adicionalmente, a modificação na Lei do Bem, transferindo para o Sistema S os custos do benefício fiscal dado às empresas que investirem em pesquisa e tecnologia, eleva para 50% as perdas no orçamento no Sesi”, observou o superintendente. Ele explicou ainda que o orçamento do Sistema S é gerado pelas contribuições do próprio setor privado, revertidas exclusivamente para o trabalhador e à comunidade em geral, não derivando de tributos pagos pela sociedade. “Os resultados mostram que esse é um Sistema que dá certo. O aperto será muito grande e teremos que reduzir de forma imensa nossa atuação na área de segurança e educação. Temos duas escolas que terão que ser fechadas e o nosso Teatro pode encerrar suas atividades”.

Principais Reflexos
Redução de recursos no Senai-BA 
- Redução de 30%  das vagas gratuitas em cursos técnicos e de qualificação, afetando  6,2 mil matrículas anuais
- Cancelamento de investimentos em 12 escolas de formação profissional no interior do estado, além de cancelar investimentos de R$ 90 milhões em três anos para expansão
- Fechamento de 6 unidades
- Redução do atendimento em mais de 30 municípios baianos
- Redução das atividades de apoio à inovação para a indústria e de projetos de apoio à micro e pequenas empresas  em função da redução da oferta de cursos gratuitos

 Redução de recursos no Sesi 
- Desativação do ensino fundamental para dependentes de industriários 
- Redução de 20% das matrículas no ensino médio articulado com educação profissional Sesi/Senai e inviabilizando a abertura de 4 mil vagas
- Desativação da Educação do Trabalhador da Indústria, com a oferta da Educação Básica de Jovens e Adultos, presencial e a distância, afetando 10 mil trabalhadores em três anos
- Coloca em risco a viabilidade do Teatro Sesi Rio Vermelho
- Redução do atendimento às micro e pequenas empresas e das a

CONTINUE LENDO

Receita libera consulta ao 4º lote de restituição do IR 2015 nesta terça (08)

  • 08 Set 2015
  • 07:36h

(Foto: Ilustração)

Receita Federal libera nesta terça-feira (8), a partir das 9h, a consulta ao 4º lote de restituição do Imposto de Renda 2015. Serão contemplados 2.119.640 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,4 bilhões. As consultas poderão ser feitas no site da Receita, em: http://idg.receita.fazenda.gov.br/ Também poderão ser feitas pelo telefone 146 (opção 3) ou por aplicativo para dispositivos móveis (smartphones e tablets). As restituições virão corrigidas em 5,35%, índice correspondente à variação da taxa básica de juros (Selic) entre maio e setembro de 2015. Geralmente, são liberados sete lotes do IR a cada ano, entre junho e dezembro. Os valores das restituições do Imposto de Renda são corrigidos pela variação dos juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano. Em 2015, o Fisco recebeu 27,8 milhões de declarações de Imposto de Renda até 30 de abril – o prazo legal.

 

Lotes residuais
O lote multiexercício de restituição do IR  da pessoa física contempla também restituições dos exercícios de 2008 a 2014. O crédito bancário para 2.155.086 contribuintes será realizado no dia 15 de setembro, totalizando o valor de R$ 2,5 bilhões. Desse total, R$ 81 milhões se referem ao quantitativo de contribuintes de que trata o Art. 69-A da Lei nº 9.784/99, sendo 22.109 contribuintes idosos e 2.847 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. Para o exercício de 2014, a correção pela Selic será de 16,27%, de 2013 será de 25,17%, 2012 será de 32,42%, 2011 de 43,17%, 2010 de 53,32%, 2009 de 61,78% e 2008 de 73,85%.

Como saber se está na malha fina?
A Receita Federal lembra que os contribuintes podem saber se sua declaração do Imposto de Renda caiu na malha fina por conta de erros, omissões ou inconsistências. Para isso, é preciso acessar a página da Receita Federal e consultar o chamado "extrato" do Imposto de Renda – disponível no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Nesse local, o contribuinte consegue saber quais pendências ou inconsistências foram encontradas pelo Fisco na sua declaração do IR. Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. Em posse da informação sobre pendências e inconsistências, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora ao Fisco e, deste modo, sair da malha fina. Quando a situação for resolvida, caso tenha direito à restituição, ela será incluída nos lotes do IR.

Restituição
A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

CONTINUE LENDO

Tarifa da bandeira vermelha na conta de luz cai 18%

  • 28 Ago 2015
  • 14:22h

(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou nesta sexta-feira (28) a redução de 18% no valor da tarifa da bandeira vermelha, o indicador que engloba os usuários que pagam o custo mais alto de energia. Com a decisão, o valor adicional para cada 100 kWh consumidos cai de R$ 5,50 para R$ 4,50. Para os consumidores, o novo valor corresponderá a uma redução de dois pontos percentuais no custo da conta de luz. A mudança entra em vigor a partir de 1 de setembro até 31 de dezembro. A decisão foi adotada em razão da redução no custo de produção de energia decorrente do desligamento de 21 termoelétricas com custo variável unitário maior que R$ 600MWh, aprovada no início deste mês. Segundo a Agência Brasil, apesar de o pedido das distribuidoras para que o valor seja mantido, devido ao aumento dos custos da geração, a diretoria da Aneel entendeu que o uso das bandeiras deve refletir  o cenário de disponibilidade da geração de energia e não os problemas de caixa das distribuidoras.

Governo propõe dividir parte do lucro do FGTS com trabalhadores

  • 14 Ago 2015
  • 11:53h

(Foto: Reprodução)

O governo vai apresentar ao Congresso uma proposta para mudar a forma de remuneração da conta dos trabalhadores no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com a iniciativa, tenta evitar a aprovação de um projeto apadrinhado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que corrige o FGTS pelo índice da caderneta de poupança e, na prática, dobra a remuneração do Fundo para os depósitos feitos a partir de janeiro de 2016. Cunha afirmou que colocará esse projeto para votação na semana que vem. A proposta do governo para barrar o avanço do projeto de Cunha é fazer com que parte do lucro obtido pelo Fundo de Garantia seja distribuído entre os trabalhadores, com cada um recebendo um valor proporcional ao seu saldo. Hoje, o lucro é reaplicado no próprio Fundo. Só no ano passado, o ganho chegou a R$ 13 bilhões.

 

O receio do governo é DE que a proposta do presidente da Câmara esvazie os cofres do FGTS, principal fonte de recursos para os financiamentos nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura. Hoje, o rendimento do FGTS é de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). O projeto apadrinhado por Cunha prevê remuneração de 6,17% ao ano mais TR para os depósitos feitos a partir do ano que vem. Pela proposta do governo, a remuneração da conta dos trabalhadores melhoraria, mas não tanto como prevê o projeto apadrinhado por Cunha, e haveria um limite para esse aumento de despesas do FGTS. Um exercício mostra que, se a proposta do governo já estivesse em vigor, a remuneração média das contas do Fundo de Garantia nos últimos três anos teria sido de 5,8%. O projeto do governo prevê um escalonamento para a divisão dos lucros. No primeiro ano de vigência da lei, em 2016, 30% dos ganhos obtidos pelo FGTS em 2015 seriam divididos pelas contas dos trabalhadores. Em 2017, seriam 40% e, a partir daí, seriam rateados 50% do lucro do ano anterior. A proposta para o FGTS, elaborada pelo Ministério do Planejamento, é semelhante ao anteprojeto apresentado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que tem apoio do setor da construção, de movimentos sociais por moradia popular, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de prefeitos. Mas tem uma diferença fundamental. O deputado propôs que o resultado do Fundo de Garantia a ser distribuído aos trabalhadores levaria em conta o lucro e também o que foi gasto em subsídios. No ano passado, o gasto com subsídios foi de R$ 8 bilhões - ou seja, somado ao lucro de R$ 13 bilhões, o resultado a ser considerado na distribuição aos trabalhadores seria de R$ 21 bilhões.

Conselho

Outro ponto da proposta apresentada pelo deputado que o governo não deve referendar é a mudança na composição do conselho curador do FGTS, responsável por decidir os aportes do Fundo. Hoje, o governo é responsável por indicar 12 dos 24 integrantes do conselho. A outra metade é formada por representantes dos trabalhadores e de associações patronais. Pela proposta do deputado Marun, o órgão seria formado por 18 integrantes, sendo 6 do governo, 6 dos trabalhadores e 6 dos patrões. A presidência, atualmente ocupada pelo ministro do Trabalho, seria rotativa entre os segmentos representados. Cabe ao presidente o voto de minerva quando há empate nas votações.

CONTINUE LENDO

Caixa financia 13º para micro, pequenas e médias empresas

  • 14 Ago 2015
  • 09:58h

Banco destinou R$ 10 bilhões, com juros a partir de 1,51% ao mês e prazo de até 60 meses

Caixa Econômica Federal abriu linhas de crédito especiais para as empresas financiarem o pagamento do 13º salário de seus empregados. As operações são destinadas às empresas com faturamento fiscal anual de até R$ 150 milhões, e podem ser contratadas até 29 de fevereiro de2016. A expectativa é financiar R$ 10 bilhões no período, superando o montante de R$ 8,1 bilhões aplicado no ano passado. A CAIXA mantém a estratégia de oferecer as melhores condições do mercado, com taxa de juros a partir de 1,51% ao mês, e tem como diferencial o prazo de até 60 meses, com carência para pagamento da primeira prestação de amortização. Segundo o superintendente nacional de Negócios com Médias Empresas da CAIXA, Henrique Holtz de Almeida Junior, o pagamento do 13º salário é um desafio para as empresas. “A CAIXA está preparada para disponibilizar o suporte necessário para à manutenção do equilíbrio do fluxo de caixa dessas empresas, contribuindo para o continuo crescimento do negócio”, afirmou. Além do 13º salário, os recursos podem ser usados para pagamento de férias, impostos ou para equilibrar o fluxo de caixa e os estoques, conforme a necessidade de cada empresa. “A CAIXA oferece, aos empresários, acesso ao crédito e soluções financeiras para apoiá-los na manutenção dos empregos e geração de renda. Nosso objetivo é ter o melhor pacote de valor para as empresas, promovendo a gestão financeira”, complementou Eugênia Regina de Melo, superintendente nacional de Estratégia de Micro e Pequeno Empreendedorismo.

Produtos:
O Giro CAIXA Fácil é um limite pré-aprovado, disponível para utilização conforme a necessidade. Os recursos podem ser liberados na conta corrente pelo Internet Banking ou no autoatendimento. A linha possui prestações fixas, durante todo o contrato, que pode ser de até 48 meses, com taxas a partir de 1,70% a.m., sem indexador. Já o Crédito Especial Empresa possibilita o pagamento em até 60 meses, com taxa a partir de 1,51% a.m. + TR. Já o Crédito Especial Empresa com juros flutuantes possui taxa atrelada ao CDI, com prazo de até 48 meses. Outra opção é a linha de crédito Giro CAIXA, que oferece como diferencial até 6 meses de carência. A CAIXA também possui linha com Fundo Garantidor de Operações (FGO), possibilitando crédito às empresas que não possuem garantias para oferecer além do aval dos empresários.

CONTINUE LENDO

Receita anuncia consulta ao 3º lote de restituições do Imposto de Renda

  • 03 Ago 2015
  • 11:26h

(Foto: Ilustração)

A Receita Federal deve anunciar a liberação da consulta ao terceiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2015 nesta semana. O dinheiro estará disponível para os contribuintes, na rede bancária, no dia 17 de agosto. As informações sobre o lote poderão ser consultadas na internet ou por meio do Receitafone 146. A Receita disponibiliza aplicativo para tablets e smartphones, que permite a consulta às declarações para quem usa os sistemas Android e iOS. O número de contribuintes e os valores dependem sempre da disponibilidade do Tesouro Nacional. O contribuinte que tem dúvida sobre possíveis problemas na declaração deve consultar o extrato no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), na internet, para verificar eventuais pendências e acompanhar a situação perante o Fisco. Caso encontre algum tipo de divergência nos dados envidados, deve fazer a retificação para não permanecer na malha fina. Para consultar o extrato, o contribuinte precisa ter um código de acesso gerado na própria página da Receita e, para isso, terá que informar o número de entrega das duas últimas declarações. A opção é ter certificado digital. (Fonte: Agência Brasil). 

Pagamento do PIS começa hoje (22)

  • 22 Jul 2015
  • 09:15h

(Foto: Ilustração)

O pagamento do abono salarial do PIS/Pasep começa a ser feito nesta quarta-feira (22) para quem não é correntista da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil e fazem aniversário em julho. Atualmente, o dinheiro é pago a quem tenha exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não, no ano, mas o governo queria limitar o pagamento a quem tivesse trabalhado ao menos seis meses. A mudança, no entanto, foi derrubada no Congresso.

 

Como receber
Os trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) recebem o abono salarial nas agências da Caixa – no caso de correntistas, o crédito é feito na conta. Os inscritos no PIS que tiverem o Cartão do Cidadão com senha cadastrada também podem fazer o saque em lotéricas, caixas de autoatendimento e postos do Caixa Aqui. Os inscritos devem apresentar um documento de identificação e o número do PIS. No início deste mês, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) decidiu que metade dos benefícios do Abono Salarial que seriam pagos este ano só serão concedidos em 2016. A mudança segue orientação do Ministério da Fazenda, como parte do ajuste fiscal. Segundo o Codefat, a primeira parte dos benefícios será paga mensalmente, de julho a dezembro deste ano. O restante será concedido de janeiro a março de 2016. Desta forma, o governo irá economizar R$ 10 bilhões este ano. Antes, a previsão era que todos os benefícios fossem pagos até outubro de 2015. Os pagamentos feitos em 2016 já levarão em conta o salário mínimo aprovado para o próximo ano. O Ministério do Trabalho e Emprego afirmou que a mudança pretende "garantir a saúde financeira do Fundo e proteger um patrimônio dos trabalhadores". "Mais pessoas, nos últimos 12 anos, ingressaram no mercado de trabalho, saltando de 23 milhões para 41 milhões de [trabalhadores] formais. Isso passou a exigir um aumento progressivo e concentrado do desembolso do FAT para atender ao benefício", informou a pasta. Como o FAT já está no vermelho, caso o calendário fosse mantido, seriam necessários quase R$ 18 bilhões adicionais. O abono salarial é uma espécie de 14º salário para uma faixa específica de trabalhadores. O benefício, que equivale a um salário mínimo, é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos.

Orçamento
Mais cedo, o Codefat já havia aprovado a proposta de orçamento do fundo para 2016, de R$ 76,48 bilhões. Para isso, seria necessário um aporte do Tesouro Nacional de cerca de R$ 4,02 bilhões. Do Fundo de Amparo ao Trabalhador saem os recursos para o pagamento do Seguro-desemprego e do Abono Salarial dos brasileiros. A proposta ainda será avaliada pelo governo federal, podendo sofrer cortes. A previsão é de que serão gastos R$ 17,12 bilhões com pagamento do Abono Salarial a 23,4 milhões de trabalhadores e R$ 34,88 bilhões com o Seguro-desemprego para um total de 7,9 milhões de trabalhadores em 2016. O FAT tem previsão de repassar R$ 22,3 bilhões ao BNDES, por força do artigo 239 da Constituição – que destina 40% da arrecadação do FAT ao Banco.

CORRENTISTAS DA CAIXA

NASCIDOS EM

CRÉDITO EM CONTA

JULHO

14/07/2015

AGOSTO

18/08/2015

SETEMBRO

15/09/2015

OUTUBRO

14/10/2015

NOVEMBRO

17/11/2015

DEZEMBRO

15/12/2015

JANEIRO/FEVEREIRO

12/01/2016

MARÇO/ABRIL

11/02/2016

MAIO/JUNHO

15/03/2016

 

NAS AGÊNCIAS DA CAIXA (NÃO CORRENTISTAS)

NASCIDOS EM

RECEBEM A PARTIR

RECEBEM ATÉ

JULHO

22/07/15

30/06/2016

AGOSTO

20/08/15

30/06/2016

SETEMBRO

17/09/15

30/06/2016

OUTUBRO

15/10/15

30/06/2016

NOVEMBRO

19/11/15

30/06/2016

DEZEMBRO

17/12/15

30/06/2016

JANEIRO/FEVEREIRO

14/01/16

30/06/2016

MARÇO/ABRIL

16/02/16

30/06/2016

MAIO/JUNHO

17/03/16

30/06/2016

CONTINUE LENDO

Receita paga hoje R$ 2,3 bilhões em restituições do 1º lote de restituição do Imposto de Renda

  • 15 Jun 2015
  • 08:20h

(Foto: Ilustração)

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (15), na rede bancária, os valores do primeiro lote de restituições do IRPF 2015 (Imposto de Renda Pessoa Física 2015). Ao todo, 1.495.850 contribuintes terão direito à restituição neste lote, com correção de 1,9%, totalizando mais de R$ 2,3 bilhões. Saiba se você tem direito à grana no site da Receita Federal. Os contribuintes idosos, com doença grave ou deficiência física, que não tenham cometido erros ou omissões na hora de enviar os dados, são a maioria no lote. Serão liberadas também restituições dos exercícios de 2008 a 2014 que foram retiradas da malha fina, elevando para R$ 2,4 bilhões o valor total de liberações.  As informações sobre o primeiro lote estão disponíveis na página da Receita na internet ou por meio do Receitafone 146. Por meio de aplicativo para tablets e smartphones com sistemas Android e iOS também é possível consultar o lote. O supervisor do Programa do Imposto de Renda, Joaquim Adir, tem alertado para que os contribuintes que não são listados nos lotes de restituição verifiquem sempre o extrato da declaração para ver se não há pendência ou inconsistências no documento enviado à Receita e realizar a correção para evitar cair na malha fina. O procedimento pode ser feito no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC). Se não for cadastrado, é só informar os números dos recibos de entrega das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (Dirpf) dos exercícios referentes às declarações ativas das quais o contribuinte seja titular. A restituição ficará disponível durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio do Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF, na página da Receita Federal na internet. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800 729 0001 (demais localidades) e 0800 729 0088 (telefone especial exclusivo para pessoas com deficiência auditiva), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Desde o sábado, 6, tarifas de água e esgoto estão mais caras

  • Mirian Neto I ConquistaUrgente
  • 08 Jun 2015
  • 11:30h

(Foto: Ilustração)

Os consumidores baianos passam a pagar 9,97% a mais pela água e esgoto neste sábado (6). No dia 1º de maio, a Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa) divulgou resolução que autoriza o reajuste anual das tarifas de água e esgoto da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Com o reajuste, a tarifa residencial social terá um aumento de 90 centavos, passando de R$ 9,40 para R$ 10,30. Já o valor para a residência intermediária subirá de R$ 18,40 para R$ 20,20 e a tarifa da residência normal será elevada de 20,90 para R$ 23. Os novos valores passarão a valer a partir do dia seis de junho. A resolução será publicada no Diário Oficial do Estado no dia seis de maio. De acordo com a Agersa, o reajuste se dá com base na variação da inflação e outros parâmetros de elevação de custos fixos, como energia elétrica, que sofreu, pelo menos, dois aumentos em menos de seis meses. Além disso, o consumidor está pagando, desde fevereiro, a tarifa extra da bandeira vermelha. As bandeiras tarifárias entraram em  vigor em janeiro de 2015 e custam R$ 5,50 para cada 100 quilowate consumido. O primeiro reajuste autorizado pela Aneel, de 5,4%,  foi em 2 de março. Foi um reajuste extraordinário para cobrir custos com a geração de energia por usinas térmicas. Com o novo aumento, uma residência que consumia 100 kWh por mês e pagava uma conta de R$ 50,79 vai passar a pagar algo em torno de R$ 56,05 - uma diferença de R$ 5,25. Caso o consumo seja de 300 kWh, o gasto com energia, que era de R$ 156,91, pula para R$ 173,14, aumento médio de R$ 16,23. 

Onde e como investir em 2015?

  • Felipe Miranda | Empiricus Research
  • 19 Abr 2015
  • 17:01h

(Imagem: Reprodução)

Este é um conteúdo menos técnico do que o habitualmente fornecido aos assinantes da Empiricus. Fala de ideias. Transmite basicamente nossas principais convicções de investimento para 2015, de forma simples e direta, num tom de conversa. Como se pudéssemos, quase sem filtro, fazer com que os leitores entrassem dentro de nossas cabeças. São sete temas devidamente escolhidos. Poderiam ser oito ou seis. Nenhuma predileção específica pelo número - selecionei apenas aquelas de maior convicção. O objetivo maior é a proteção do patrimônio num ano para o qual temos prognóstico bastante desafiador.

Grosso modo, a perspectiva de crescimento do PIB em 2015 tem momentum nulo, efeitos nocivos dos ajustes fiscais (corte de gastos, representando menor demanda agregada), uma crise política já existente derivada da Operação Lava Jato/Petrolão e um cenário externo adverso, marcado por futura subida dos juros nos EUA e queda no preço das commodities.


Esse é o panorama permeando as recomendações a seguir, que partem do mais simples para questões mais sofisticadas - não pretendo convencer o leitor a seguir cada uma das ideias. Há diferentes perfis de investimento, que podem se identificar com ideias diferentes, portanto. Meu objetivo com este texto é de que a implementação de um dos itens, seja ele qual for, já coloque o investidor numa posição melhor.


1. Dólar


Há uma coisa, em particular, que eu gostaria de convencer o leitor: de que o dólar deve ocupar parte relevante de suas economias. Primeiramente, por uma questão de diversificação e substancial diminuição do risco da carteira.


Se o sujeito compreende que deve diversificar entre os variados mercados brasileiros (ações, renda fixa, imóveis, etc), a lógica sugere também o entendimento da necessidade de diversificar entre moedas. Se o dólar vai mal, esse investimento em si, irá mal - mas significa que as coisas, no geral, vão bem; portanto, todo o resto da sua carteira vai andar bem. Dólar tem um caráter de hedge formidável para proteção de patrimônio.


Mas não é só isso. Há também o prognóstico de valorização propriamente dita.


Destarte, por uma razão trivial: a força da economia norte-americana - uma ilha de recuperação vigorosa entre os países desenvolvidos.


O Employment Report divulgado em 05/12 é emblemático nesse sentido. Foram criados impressionantes 321 mil postos de trabalho, com uma taxa de desemprego de 5,8% - a expectativa era de criação de 228 mil.

O dado é sinalização inequívoca da resiliência da economia dos EUA. Além da referência per se ser importante, sinaliza possível antecipação do ciclo de alta do juro básico norte-americano.


A diferença de política monetária entre EUA (restritiva) e Europa/Japão (expansionista) abre um claro prognóstico de apreciação da moeda norte-americana contra as principais moedas globais.


E para além do movimento global, os fundamentos econômicos domésticos também apontam uma moeda excessivamente apreciada. Segundo nossos cálculos, a taxa de câmbio de equilíbrio - grosso modo, aquela que equilibra as contas externas - está em R$ 3,50.


Havemos de lembrar que o déficit em transações correntes é superior ao Investimento Estrangeiro Direto, de tal sorte que estamos dependentes de capitais de curto prazo para fechar nosso balanço de pagamentos. O capital de curto prazo é muito volátil e sensível a qualquer soluço da economia mundial.


Em termos absolutos, o Brasil tem o terceiro maior déficit em transações correntes do mundo, inferior apenas àqueles de EUA e Reino Unido. Nos 12 meses até outubro, o saldo negativo montou a US$ 84,4 bilhões, equivalente a 3,73% do PIB. De janeiro a outubro, o déficit monta a US$ 70,7 bilhões.


Enquanto isso, o investimento estrangeiro direto monta a US$ 51,194 bilhões nos 10 primeiros meses do ano, representando 2,71% do PIB.


Note que mesmo pequenos investidores podem - e devem, no meu entendimento - ganhar exposição ao dólar, sobretudo através de fundos cambiais.


Os demais, sofisticados e com poupança mais robusta (> USD 100 k para investir lá fora), podem recorrer à abertura de contas no exterior e recorrer, por exemplo, a bons fundos de High Yield e outros ETFs.


Como devo fazer para descobrir os demais investimentos recomendados para 2015?


Simples. Tudo o que você deve fazer é receber nossa sequência de relatórios gratuitos em seu endereço de e-mail, preenchendo o cadastro no campo abaixo. Nós te enviaremos 5 relatórios, um a cada dia, sendo o primeiro de imediato, já contendo 2 outros investimentos que recomendamos fortemente, além do dólar, já exposto aqui.


Apresentaremos também uma análise detalhada sobre o mercado imobiliário brasileiro no relatório que você receberá amanhã, caso se cadastre agora, para que saiba se estamos ou não em uma bolha imobiliária, bem como identifique boas oportunidades de compra e venda no setor.

CONTINUE LENDO

Economistas dizem que não dá para prever quanto dólar ainda pode subir

  • 14 Mar 2015
  • 17:17h

Foto: AFP

Os brasileiros que precisam comprar dólar para viajar ou para outros compromissos têm acompanhado com apreensão a valorização da moeda americana, principalmente nas últimas semanas. Apesar de ter subido também em relação a outras moedas, por conta de uma expectativa de aumento dos juros da economia americana, o que pode levar à redução do fluxo de capital para países emergentes, é na comparação com o real que o dólar apresenta uma de suas maiores altas.


Desde o início do ano, a moeda subiu cerca de 5% frente ao peso mexicano e ao peso chileno, 8% em relação ao rand, da África do Sul, e 13% sobre a lira, da Turquia. Na comparação com o real, a alta chegou a 22,2% em 2015, sendo 13,76% somente em março. Nesta semana, a valorização acumulou 6,3%, sendo 2,7% somente na sexta-feira (13).


O professor de economia de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, credita a “alta desmedida” do dólar ao receio de que o ajuste fiscal proposto pelo governo, de R$ 66 bilhões, não se concretize, o que poderia levar o país a perder seu grau de investimento e impactar a inflação. “Basicamente, eu resumiria essa disparada [do valor do dólar] como resultado do que a gente chama de aversão ao risco. A alta do dólar acaba refletindo essa maior aversão ao risco, esse medo de que as coisas fujam ao controle, e, então, o dólar parece ser um porto seguro diante disso”.


Segundo o economista da FGV, a alta mais acentuada da moeda americana nas últimas duas semanas está relacionada ao cenário político do país: manifestações nas ruas, divulgação da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com nomes de parlamentares envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras e crise entre poderes Executivo e Legislativo. “Tudo isso ajudou a formar um cenário muito mais turbulento, que gera a aversão ao risco. Depende muito de como os fatos vão se desenrolar em termos políticos para saber que impacto isso pode ter sob o câmbio. A questão política está em aberto”.

O economista Carlos Eduardo de Freitas, conselheiro presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF) e ex-diretor do Banco Central, explica que a alta do dólar tem uma vertente estrutural de realinhamento dos preços, reduzindo os custos de produção e aumentando a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. Mas ele também acredita que a desconfiança sobre a implementação do ajuste fiscal anunciado, depois do Congresso devolver a medida provisória que tratava do assunto, gerou uma pressão maior nos últimos dias.


“Faltam um discurso e um comportamento do governo que tragam de volta essa credibilidade que foi arranhada. Essa desconfiança está evoluindo para uma incerteza, que é quando não se consegue medir os riscos, e aí há uma saída de capital”, disse Freitas.


Segundo ele, é natural que, num primeiro momento, o mercado exagere na especulação, retornando em seguida, mas o componente conjuntural de preocupação dificulta previsões sobre a trajetória da moeda. “Não dá para saber até que ponto subirá o dólar e onde ele encontraria o equilíbrio econômico. Acho que a alta está um pouco acentuada nos últimos dias, muito por força da insegurança com a posição do governo. Em economia, e na vida, a expectativa, às vezes, é mais importante até do que a ocorrência das coisas”.


Apesar de considerar a cotação atual, de R$ 3,24, “bastante elevada”, Rochlin, da FGV, também afirma que é difícil dizer qual é o novo patamar da moeda americana. “Não estou dizendo que hoje a gente viva um momento exatamente como esse, mas num momento de extrema incerteza a alta acaba estimulando novas altas e pode gerar mais procura. A pessoa fica vendo que o dólar só sobe e pode, daqui a pouco, achar que o dólar a R$ 3,28 está barato”.


Para Rochlin, à medida que o ambiente político melhorar, o governo conseguir provar coesão com a base aliada no Congresso, aprovar medidas de ajuste fiscal, se os números de inflação não forem tão ruins e o cenário se mostrar menos turbulento, a alta do dólar pode ser revertida.


“Eu não digo reversão para R$ 2,80, mas talvez se estabilizando num patamar um pouco mais baixo, ao redor de R$ 3 ou R$ 3,10, que seja. Eu acho que isso é possível. Depende do desenrolar dos fatos”, disse Rochlin. Para quem terá compromissos em dólar em breve, então, o economista da FGV ressalta que o recomendável sempre é comprar aos poucos, ao longo de semanas e meses: “Assim, por mais que aumente o dólar, você terá comprado o dólar a um preço médio, diluindo os riscos”.