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Conta de luz voltará a ter taxa extra e ficará mais cara em dezembro, anuncia Aneel

  • Redação
  • 01 Dez 2020
  • 07:26h

Diretoria aprovou a revogação do despacho de maio que mantinha as contas em bandeira verde | Foto: REprodução

A conta de luz voltará a ter bandeiras tarifárias e ficará mais cara em dezembro com o patamar vermelho 2. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em reunião extraordinária nesta segunda-feira (30). Por unanimidade, a diretoria aprovou a revogação do despacho de maio que mantinha as contas em bandeira verde.

A medida seguiria até dezembro em virtude da pandemia do novo coronavírus. Com a alteração, a tarifa agora terá um acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 kWh. (quilowatt-hora) consumidos.

Conforme o relator da proposta, Efrain Pereira da Cruz, o consumo de energia voltou a ser semelhante ao pré-pandemia já no mês de setembro e, no momento, o setor enfrenta uma grande seca. Por causa disso, a Aneel entendeu que a cobrança precisa ser retomada imediatamente.

“Naquele momento, a agência teve a sensibilidade de suspender o mecanismo de cobrança das bandeiras, mas neste momento, guardando a governança do setor elétrico brasileiro, se mostra necessário reativarmos a bandeira para conscientizarmos a população do uso racional e eficiente de energia elétrica”, afirmou Cruz.

Projeto de lei concede isenção de IPI e IOF para compra de motos por mototaxistas

  • Agência Câmara Notícias
  • 23 Nov 2020
  • 18:50h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O Projeto de Lei 5148/20 concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra de motocicletas nacionais de até 250 cilindradas por motoristas profissionais que atuem em serviços de mototáxi, motofrete ou entrega de mercadorias. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, altera a lei que já assegura as isenções na aquisição de automóveis por taxistas e pessoas com deficiência. “A diferença do tratamento tributário existente hoje entre o táxi e o mototáxi é resultado de um processo histórico, considerando-se que o serviço de táxi é muito mais antigo que o do seu irmão mais novo mototáxi”, observa o autor, deputado Mauro Nazif (PSB-RO). “Chegou o momento do Congresso Nacional corrigir essa distorção, aprovando e conferindo a mototaxistas e assemelhados o mesmo tratamento tributário dado atualmente aos taxistas”, completa.

Coelba disponibiliza pagamento da fatura de energia através do PIX

  • Redação
  • 22 Nov 2020
  • 09:19h

(Foto: Reprodução)

Na segunda-feira (16), entrou em operação o PIX, novidade criada pelo Banco Central que permite o pagamento de boletos de forma instantânea e transferências bancárias instantâneas e sem a cobrança de taxas. A Coelba disponibiliza o PIX para os clientes pagarem a fatura de energia. Neste primeiro momento, o pagamento via PIX poderá será feito pelos clientes que recebem a fatura por e-mail. A fatura digital conta com o QR-Code que direciona para pagamento via PIX. É só apontar a câmera do celular para o código ou copiar e colar o EMV do QR-Code. Quem ainda não é cadastrado na fatura digital pode solicitar o serviço pelo número de WhatsApp  71 3370-6350 ou pelo site www.coelba.com.br. Em 2021, o PIX vai ser ampliado e poderá ser utilizado também por quem recebe a fatura impressa.

Pix: novo sistema de pagamento instantâneo entra em funcionamento

  • Agência Brasil
  • 16 Nov 2020
  • 09:47h

Clientes de 762 instituições podem fazer pagamentos e transferências sem pagar taxa | Foto: Reprodução

Depois da fase de operação restrita, o Pix, sistema de pagamento instantâneo entra em funcionamento pleno nesta segunda-feira (16). Todas as pessoas e empresas com conta corrente, poupança ou conta de pagamento pré-paga em uma das 762 instituições aprovadas pelo Banco Central já podem fazer transferências pelo novo sistema que vai funcionar por 24h todos os dias.

Desde o dia 5 de outubro, pessoas e empresas estão fazendo o cadastro das chaves Pix, para identificar a conta para receber pagamentos e transferências. E a fase restrita de operação ocorreu de 3 a 15 deste mês, com horários específicos para fazer as transações, disponível apenas para alguns clientes selecionados pelas instituições financeiras.

Segundo o Banco Central, não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via Pix. As instituições que ofertam o Pix podem estabelecer limites máximos de valor para reduzir de riscos de fraude, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Para fazer transferência ou pagamento, bastar ter a chave de quem vai receber o dinheiro, em vez de informações sobre agência, conta e dados pessoais do recebedor.

A chave Pix previamente cadastrada pode ser CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou chave aleatória (uma sequência alfanumérica gerada aleatoriamente que poderá ser utilizada por usuários que não queiram vincular seus dados pessoais às informações de sua conta). O recebedor também pode gerar QR Codes.

O Pix deve ser gratuito para pessoas físicas nas operações de transferência e de compra. As exceções serão o recebimento de vendas de produtos e de serviços, que poderão ser tarifadas pelas instituições financeiras.

Também pode haver cobrança se os clientes (pessoas físicas e jurídicas) que, podendo fazer a transação por meio eletrônico (site ou aplicativo), preferir fazê-la presencialmente ou por telefone. Nesse caso, as instituições poderão cobrar tarifas.

Em relação às pessoas jurídicas, as instituições financeiras poderão cobrar tarifa tanto no envio como no recebimento de dinheiro por meio do Pix. Serviços acessórios ligados ao pagamento e ao recebimento de recursos também poderão ser tarifados.

No site do Banco Central, há perguntas e respostas sobre o novo sistema de pagamentos.

Influencer é acusado de causar perda de R$ 30 milhões após operação na Bolsa

  • Redação
  • 13 Nov 2020
  • 07:31h

Sob a promessa de retorno de até 10% ao mês, cerca de 200 pessoas foram afetadas com as perdas | Foto: Reprodução/EBC

Economista e influenciador digital do ramo de mercado financeiro, Vinicius Ibraim está sendo apontado por investidores como causador de um prejuízo financeiro de R$ 30 millhões após uma única operação não dar certo na Bolsa de Valores.

Sob a promessa de retorno de até 10% ao mês, cerca de 200 pessoas foram afetadas com as perdas, conforme reportagem do UOL.

A defesa de Vinicius Ibraim confirma que o trader financeiro realizou “uma operação malsucedida” na Bolsa de Valores que resultou na perda, mas nega que o economista tenha dado um golpe de estelionato nos investidores.

Com 164 mil seguidores somente no Instagram, sendo conhecido nas redes sociais por atrair investidores demonstrando transparência nas transações, Ibaim, segundo a Bolsa de Valores, estava impedido de operar desde outubro deste ano.

Segundo vítimas relataram ao UOL, o digital influencer realizava operações ao vivo pela internet. Os recursos seriam depositados direto na conta corrente física dele e, em uma dessas transmissões ao vivo, teria ocorrido o prejuízo aos investidores, em 27 de outubro.

Na transmissão, que podia ser acompanhada por membros restritos que tinham aplicações, o economista teria desligado a tela e sumido dos canais oficiais que tinha com os investidores. No mesmo dia do prejuízo milionário, Ibraim apagou todas as redes sociais, o canal no YouTube e os sites.

Ele também tirou do ar os cursos sobre aplicações financeiras disponíveis em plataformas educacionais online. Todos continuam fora do ar. “Ele operava na Bolsa de Valores ao vivo, fazendo muito dinheiro em tempo real, atraindo muitas pessoas. Com isso, ele pegou uma agência de marketing, vendeu salas fechadas, onde as pessoas o viam operando. Ele criou um fundo e as pessoas creditavam valores direto na conta dele [Vinícius], garantindo um rendimento de pelo menos 2% mensais. Na última sala, operando ao vivo, simplesmente desligou a transmissão e sumiu. No pós-feriado do Dia de Finados, caiu a bomba de que desapareceu e ninguém sabe o que aconteceu”, relatou um investidor de 40 anos, que preferiu não se identificar.

A suposta vítima diz que aplicou mais de R$ 60 mil em agosto e ainda não conseguiu reaver o dinheiro. Ela afirma que o clima no grupo de rede social composto pelos investimentos está bastante tenso em relação ao futuro sobre os ressarcimentos.

Neste sábado (07), Caixa abre 772 agências em todo o país para pagar auxílio e FGTS

  • Agência Brasil
  • 07 Nov 2020
  • 09:05h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

A Caixa abre 772 agências hoje (7), das 8h às 12h, para atendimento a 6,9 milhões de beneficiários do auxílio emergencial. Os beneficiários nascidos em janeiro e fevereiro dos Ciclos 3 e 4 poderão sacar o dinheiro em espécie. Ao todo foram creditados R$ 5,7 bilhões para este público.

Trabalhadores nascidos de janeiro a outubro também poderão sacar da poupança social digital os recursos ainda não utilizados do Saque Emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).A relação de agências que estarão abertas pode ser conferida no site do banco.

A Caixa afirma que todas as pessoas que procurarem atendimento durante o funcionamento das agências serão atendidas. Não é preciso chegar antes do horário de abertura.

Ao todo, neste sábado, terão sido pagos R$ 245,4 bilhões do auxílio Emergencial para 67,8 milhões de brasileiros, num total de 393,9 milhões de pagamentos.

Com cerveja em falta nos supermercados, setor tenta reequilibrar estoques

  • Redação
  • 04 Nov 2020
  • 07:23h

Escassez de matéria-prima, no entanto, é problema crônico nas cervejarias, segundo associação

Com casos de escassez nos supermercados, devido a problemas no fornecimento de embalagens a indústria cervejeira começou a reequilibrar seus estoques estre distribuidores, atacado e varejo. A informação é do diretor da CervBrasil (associação da indústria), Paulo Petroni. Segundo ele, com a reabertura de bares e restaurantes, o poder de barganha dos supermercados, que ganharam força nos meses de quarentena, começa a voltar ao patamar normal.Na pandemia,  de acordo com Petroni, a negociação dos supermercados para a indústria ficou mais agressiva, com exigências de preços baixos, prazo de pagamento estendido e maiores volumes, mas se não tivesse esse canal para escoar, a situação seria dramática. A falta de vidro para garrafas se sobressaiu neste ano por causa do desabastecimento de matéria-prima em outros setores, mas? o caso é crônico, de acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. “Estamos no limite da capacidade há alguns anos e não vemos o parque de fornecedores crescer como os fabricantes”, disse o cervejeiro.

Pagamentos pelo Pix começa nesta terça-feira (03) em fase restrita

  • Agência Brasil
  • 03 Nov 2020
  • 07:52h

(Foto: Reprodução)

A partir desta terça-feira (3), um grupo limitado de clientes poderá pagar e receber recursos pelo Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC). A ferramenta entra em fase restrita de funcionamento, para ajustes e correções de eventuais problemas, enquanto o BC faz a migração do serviço do ambiente de testes para o ambiente real.

O Pix funcionará em horários determinados para um grupo de 1% a 5% dos clientes de cada instituição financeira aprovada para operar a ferramenta. Os clientes autorizados a participar da fase restrita já foram comunicados pela instituição correspondente.

O novo sistema entrará em operação para todos os clientes no próximo dia 16. Na fase restrita, o Pix funcionará das 9h às 22h, de segunda a quarta-feira. Às quintas, o serviço reabrirá às 9h e só terminará de funcionar às 22h das sextas-feiras, para permitir o teste durante a madrugada.

A partir da próxima segunda (9), as instituições financeiras poderão elevar gradualmente o número de clientes aptos a participar do Pix, até que o sistema entre plenamente em operação, no próximo dia 16, com a possibilidade de fazer pagamentos e recebimentos 24 horas por dia por toda a população.

Registros

Desde 5 de outubro, os clientes podem registrar as chaves digitais de endereçamento. Segundo o balanço mais recente do BC, até a última quinta-feira (29) mais de 50 milhões de chaves tinham sido cadastradas. Como cada pessoa pode ter mais de uma chave, o número exato de pessoas registradas é desconhecido.

As chaves funcionarão como um código simplificado que associará a conta bancária ao número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), e-mail, número do celular ou uma chave aleatória de 32 dígitos. Em vez de informar o número da agência e da conta, o cliente apenas informa a chave para fazer a transação.

Uma pessoa física pode criar até cinco chaves por conta corrente. Para empresas, o limite aumenta para 20.

Instantaneidade

Por meio do Pix, o cliente pode pagar e receber dinheiro em até dez segundos, mesmo entre bancos diferentes. Diferentemente da Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou do Documento de Ordem de Crédito (DOC), que têm restrições de horário, o Pix funciona 24 horas por dia. Por questões de segurança, cada instituição financeira definirá um valor máximo a ser movimentado, mas o BC estuda criar modalidades para a venda e compra de imóveis e de veículos que permitam a movimentação instantânea de grandes quantias.

Para as pessoas físicas e para os microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro, como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

Ampliação

Na última quinta (29), o BC ampliou as funcionalidades do sistema. Com o Pix Cobrança, os comerciantes poderão emitir um QR Code (versão avançada do código de barras fotografada por smartphones) para que o consumidor faça o pagamento imediato por um produto ou serviço. Além disso, será permitido fazer cobranças em datas futuras, com atualizações de juros, multas ou descontos, como ocorre com os boletos.

O BC também obrigou as instituições financeiras que oferecerem o Pix aos usuários recebedores a usar interface de programação padronizada pelo órgão. A medida foi tomada para evitar que um empresário não consiga migrar a conta para outra instituição por causa dos custos de adaptação a um novo sistema de programação.

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Pix começará a funcionar no dia 3 de novembro para clientes selecionados

  • Agência Brasil
  • 30 Out 2020
  • 09:46h

Operações de pagamento e recebimento poderão ser feitas das 9h às 22h | foto: Brumado URgente

O Banco Central (BC) informou na quinta (29) que as primeiras operações do Pix, sistema instantâneo de pagamentos, vão começar no dia 3 de novembro e serão restritas a clientes selecionados pelas instituições financeiras.

De acordo com o órgão, a medida faz parte de uma fase de testes que será realizada até 15 de novembro. No dia seguinte, 16 de novembro, o sistema entrará em operação para todos os usuários.

Durante o período inicial, o horário de operação será restrito. As operações de pagamento e recebimento poderão ser feitas das 9h às 22h. Nos dias 5 e 12 de novembro, porém, o horário para realização das transferências será ampliado e ocorrerá de 9h às 24h. Nos dias 6 e 13, o sistema vai funcionar de meia-noite às 22h.

Hoje, o Banco Central também ampliou as funcionalidades do sistema. Com o Pix Cobrança, comerciantes poderão emitir um QR Code para que o consumidor faça o pagamento imediato por um produto ou serviço. Além disso, será permitido fazer cobranças em datas futuras, com atualizações de juros, multas ou descontos, como ocorre com os boletos.

O BC também definiu que as instituições financeiras que oferecerem o serviço de integração com os usuários recebedores deverão usar a interface de programação padronizada pelo órgão. A medida foi tomada para evitar que um empresário não consiga mudar sua conta para outra instituição em razão dos custos da alteração.

(Com Agência Brasil)

Governo pretende economizar R$ 97 milhões com licitação centralizada

  • Redação
  • 28 Out 2020
  • 19:53h

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Pela primeira vez, o governo federal unificará a contratação de empresas que prestam serviços de apoio administrativo, recepção e secretariado para 50 órgãos públicos no Distrito Federal. Em vez de licitar os serviços órgão por órgão, a terceirização será totalmente centralizada, numa operação que pode resultar na economia de R$ 97 milhões nos próximos 30 meses.

O edital do pregão foi publicado na terça-feira (27) no Diário Oficial da União, com valor de partida de R$ 1,595 bilhão. Segundo a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, a centralização reduzirá os gastos pela não realização de 49 licitações, pela possibilidade de obter descontos num único pregão para vários órgãos e pela padronização no processo de seleção.

A contratação de 10.584 postos de trabalho terceirizados será centralizada. O edital abrange seis funções: auxiliar administrativo, assistente administrativo, recepcionista, recepcionista bilíngue, técnico em secretariado e secretário-executivo. As terceirizações anteriores tinham 36 cargos para os mesmos tipos de serviço.

Para facilitar o acompanhamento da execução dos contratos e gerar economia para o governo, as empresas vencedoras terão de oferecer um aplicativo para que os gestores e os servidores públicos verifiquem o cumprimento das obrigações previdenciárias, sociais e trabalhistas pelo empregador terceirizado. Segundo o Ministério da Economia, a digitalização facilitará a fiscalização dos contratos e o combate a eventuais abusos nas relações trabalhistas pelas empresas terceirizadas.

Contas de água, luz e telefone poderão ser pagas pelo Pix em novembro, diz BC

  • Redação
  • 27 Out 2020
  • 16:59h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

O Banco Central afirmou algumas contas de água, luz e telefone já poderão ser pagas diretamente pelo Pix em novembro, quando o sistema for lançado. Segundo o chefe de subunidade no departamento de competição e de estrutura do mercado financeiro do BC, Breno Lobo, a expectativa é que, no médio prazo, o Pix seja obrigatoriamente ofertado como opção para pagamento das faturas. 

Desemprego na Bahia chega a 19,6% e atinge 1,2 milhão de pessoas; taxa é a maior do país

  • Redação
  • 23 Out 2020
  • 10:26h

Em setembro, por outro lado, índice da população ocupada teve leve avanço (1,99%), segundo o IBGE | Foto: Reprodução

Apesar de uma leve reação do mercado de trabalho, a taxa de desocupação na Bahia alcançou 19,6% da população em setembro, o maior índice do país — o que representa um contingente de 1,2 milhão de desempregados. Em agosto, o índice havia sido de 18,1%.

Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo o levantamento, a alta ocorreu porque, em relação a agosto, o aumento do número de pessoas ocupadas, ou seja trabalhando (+93 mil), foi inferior ao aumento no número de pessoas desocupadas (procuraram trabalho, mas não encontraram). Esse grupo cresceu 12,5%, passando de 1,078 milhão para 1,213 milhão, o que representou, em um mês, mais 135 mil pessoas.

De acordo com o IBGE, assim como já havia ocorrido no mês anterior, na passagem de agosto para setembro, o estado baiano obteve o maior aumento absoluto do país no número de pessoas procurando trabalho (+135 mil).

O contínuo aumento no número de pessoas desocupadas tem relação com a nova queda registrada no número de pessoas que não estavam trabalhando, queriam trabalhar, mas nem chegaram a procurar emprego por causa da pandemia ou por não haver oportunidades onde viviam.

Avanço discreto

Em setembro, o número de pessoas trabalhando (população ocupada) na Bahia mostrou seu primeiro crescimento estatisticamente significativo desde maio. Passou de 4,887 milhões em agosto para 4,973 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade no mês passado (+1,9%), o que representou mais 93 mil pessoas trabalhando.

Conforme o IBGE, esse aumento absoluto (+93 mil trabalhadores) foi o segundo maior entre os estados, abaixo apenas do verificado em São Paulo, onde a população ocupada cresceu em 130 mil pessoas de agosto para setembro (+0,7%), chegando a 20 milhões de trabalhadores no mês passado.

Com o maior número de pessoas trabalhando, o nível da ocupação (percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade que trabalham) voltou a crescer na Bahia e chegou a 41,4% em setembro.

Apesar da melhora, o indicador ainda não atingiu o patamar de maio (42,9%), e o número de trabalhadores no estado ainda está abaixo do existente naquele mês (5,1 milhões de pessoas ocupadas).

De agosto para setembro, 9 das 12 atividades econômicas têm saldo positivo de trabalhadores, puxadas pelo comércio (+51 mil ocupados)

A alta na população ocupada na Bahia foi puxada pelo comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas. O segmento teve os maiores crescimentos absoluto e relativo no número de trabalhadores entre agosto e setembro e respondeu por mais da metade dos novos postos de trabalho nesse período.

No mês passado, o comércio tinha 919 mil trabalhadores na Bahia, o maior número desde maio. Esse contingente cresceu 5,8% frente a agosto, o que significou mais 51 mil pessoas trabalhando no setor, em um mês.

Mas a passagem de agosto para setembro viu a população ocupada crescer em quase todas as atividades na Bahia: houve aumento do número de trabalhadores em 9 dos 12 segmentos pesquisados.

Além do comércio, tiveram altas importantes também os setores de construção (+16 mil pessoas ocupadas entre agosto e setembro) e a indústria de transformação (+15 mil trabalhadores).

Apenas serviços domésticos (menos 11 mil trabalhadores, -4,3%) e outras atividades (menos 13 mil pessoas, -35,3%) seguiram com redução nas suas populações ocupadas. Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais mostrou estabilidade.

Nível de confiança do empresário do comércio retorna ao otimismo

  • Redação
  • 22 Out 2020
  • 17:11h

Indicador da CNC teve quarta alta mensal consecutiva, no comparativo anual pontuação de outubro teve queda de 15,1% | Foto: Djalma Vassão/Fotos Públicas

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) cresceu 10,5% em outubro, quarta mensal consecutiva. Com esta melhoria na expectativa do setor, o indicador da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 103,1 pontos e voltou ao patamar de otimismo (acima de 100 pontos) após seis meses. “A percepção menos pessimista quanto ao nível atual de atividade econômica pode ser explicada pelos resultados recentes dos indicadores de atividade, que vêm apresentando dinamismo nos últimos meses, como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que cresceu pela quarta vez seguida em agosto”, avaliou Izis Ferreira, economista da CNC. A quarta alta mensal consecutiva ajudou o indicador a recuperar um total de 36,5 pontos desde junho, quando chegou a registrar a pior pontuação da série. O resultado de outubro representa queda de 15,1%. Os principais subíndices do Icec cresceram neste mês. Especificamente em relação à economia, os empresários do comércio se mostraram 37,7% mais satisfeitos do que em setembro. O presidente da confederação, José Roberto Tadros, destaca a percepção cada vez mais otimista dos comerciantescom a proximidade das festas de fim de ano. “Mesmo no contexto de pandemia, as perspectivas são de melhor desempenho do varejo no último trimestre, que será favorecido pelo aumento do faturamento com datas como a Black Friday e o Natal”, afirma Tadros.

Coelba vai aceitar o pagamento da conta de energia via PIX a partir de novembro

  • A TARDE
  • 21 Out 2020
  • 12:19h

(Foto: Reprodução)

A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) vai disponibilizar o pagamento da conta de energia por meio do PIX já no dia 16 de novembro, data marcada para estreia do serviço no País. O novo serviço digital para transferência de valores criado pelo Banco Central estará apto para uso por todos os clientes da empresa que são cadastrados na fatura digital de energia.

Além da Coelba, as outras distribuidoras da Neoenergia,? Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP/MS), também vão disponibilizar o serviço nas suas áreas de concessão.

Em agosto, quando foi anunciado o acordo entre o Banco Central e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para utilização do PIX em pagamentos da conta de luz, a Coelba e as outras distribuidoras da Neoenergia se prontificaram  a firmar parceria com o Banco Itaú para prover o serviço aos consumidores.

Como estratégia da companhia, a expansão do serviço para toda a base de clientes será faseada. Neste primeiro momento, poderão fazer o pagamento via PIX os clientes cadastrados na fatura digital da Coelba.

Como usar o PIX

Na primeira fase, o PIX ficará disponível, a partir do dia 16 de novembro, para todos os clientes da Coelba que recebem a conta de energia por e-mail, ou seja, aqueles que fizeram o cadastro para recebimento da fatura digital. Os consumidores que ainda não optaram pela digitalização da cobrança, podem solicitar pelo site de todas as distribuidoras.

Ao receber a fatura digital, será possível acessar o QR-Code no corpo da mensagem, no qual direcionará o cliente para o pagamento usando o PIX. Basta apontar a câmera do celular para o QR-Code, que a tecnologia encaminha o cliente diretamente para o sistema de pagamento utilizado, seja através da conta em banco ou pela carteira digital como Mercado Pago e Pic Pay.

No caso do acesso via celular, o redirecionamento é feito ao clicar no PIX Link, disponibilizado ao lado do QR-Code. Com o redirecionamento, basta digitar a chave escolhida durante o cadastro (CPF, número do celular, endereço de e-mail), que o pagamento é feito de forma instantânea.

A outra opção de pagamento pelo PIX é por meio de uma carteira digital. Com esse formato, não é preciso ter conta em banco e pode ser usado via cartão de crédito associado. O sistema de cadastramento de chave segue o mesmo formato do utilizado no banco.

Pandemia leva à bancarização de 9,8 milhões

  • Larissa Garcia | Folhapress
  • 19 Out 2020
  • 11:32h

(Foto: Reprodução)

O distanciamento social e o pagamento do auxílio emergencial por contas digitais aceleraram o processo de bancarização no Brasil. De acordo com dados do BC (Banco Central), 9,8 milhões de pessoas iniciaram relacionamento com instituição financeira de março para cá. A inclusão financeira, no entanto, ainda é um desafio, especialmente às vésperas do lançamento do sistema de pagamentos instantâneo, o Pix, que começará a funcionar em 16 de novembro. Atualmente, 175,4 milhões de pessoas têm relacionamento bancário. No fim de fevereiro, último mês cheio antes da chegada do coronavírus ao país, eram 165,6 milhões de brasileiros com conta em instituição financeira ou que consumiam algum produto financeiro (investimentos, por exemplo). O cruzamento do número de bancarizados com a estimativa da população brasileira do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para 2020, que está em 212 milhões, mostra que cerca de 36 milhões ainda ficam de fora do sistema financeiro.

 

O crescimento do número de clientes de instituições financeiras já era observado antes da pandemia da Covid-19. O ritmo, no entanto, era outro. No mesmo período do ano passado, 3,5 milhões de pessoas ingressaram no sistema.

Segundo especialistas, o pagamento do auxílio emergencial -- inicialmente em R$ 600 e agora em R$ 300 -- por meio de contas digitais da Caixa foi responsável por grande parte do processo. "A participação do auxílio nesse movimento foi grande porque ou você era bancarizado ou não recebia o recurso", diz Estevão Garcia, professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).

"Foi muito importante, alcançou especialmente pessoas de baixa renda, fora das grandes cidades", afirma.

Para ele, o processo de inclusão financeira é inevitável e foi acelerado pela pandemia. "A dependência do dinheiro físico vai diminuir cada vez mais. Hoje, existem smartphones acessíveis. Com o distanciamento social, mesmo os mais idosos, que não têm tanta familiaridade com a tecnologia, tiveram de se inserir".

Thaís Cíntia Cárnio, especialista em banking e professora de direito da Universidade Mackenzie, diz acreditar que muitos dos que tiveram conta aberta pela Caixa para recebimento de benefícios devem continuar usando o serviço após o término do auxílio.

"Depende do atendimento da instituição financeira. Se a conta se transformar em um obstáculo, ele não continua. Caso contrário, com certeza vai querer permanecer, é mais prático e mais cômodo", diz.

Segundo Cárnio, a inclusão financeira traz benefícios. "Há também um contexto social e educativo, existem oportunidades do mercado financeiro e a construção de educação financeira é superimportante".

"Seguramente milhões desses novos clientes manterão suas contas e tendem a consolidar seu relacionamento com os bancos", diz o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney. "Os bancos têm total interesse em atrair a população não bancarizada. O acesso a serviços financeiros constitui um passo crucial para a inclusão social e para o combate à desigualdade no país", afirma.

Segundo Sidney, as instituições financeiras vêm desenvolvendo, ao longo dos últimos anos, formas de ampliar a capilaridade de sua rede de atendimento para aumentar o alcance dos serviços. "Caixas eletrônicos, operações bancárias por telefone, correspondentes bancários, além de internet e mobile banking, são alguns exemplos dessas iniciativas", diz.

Mesmo com a digitalização de serviços financeiros, o acesso à internet ainda é um obstáculo. De acordo com a última pesquisa do IBGE sobre o tema, 20,9% das residências brasileiras não tinham internet em 2018.

Além disso, segundo dados do BC, o número de municípios sem atendimento bancário saltou nos últimos anos. Hoje, são 2.345 cidades sem agência, 22,3% a mais que em 2012.

Há municípios que, além de não terem agência, não contam com ponto de atendimento ou caixa eletrônico. Isso dificulta ainda mais o processo de inclusão financeira, especialmente para aqueles que não têm acesso à internet. Atualmente, 380 cidades não têm nenhum desses serviços.

O professor de finanças do Insper Ricardo Rocha critica a qualidade dos dados disponíveis. "É difícil quantificar quem é bancarizado. O dado do BC mostra quem tem qualquer relacionamento bancário", afirma.

"Para mim, o bancarizado precisa ter pelo menos conta-corrente ou poupança e movimentar, pelo menos parcialmente. Se isso fosse considerado, possivelmente seriam mais de 50 milhões fora do sistema financeiro", diz Rocha.

O BC afirmou, em nota, que, entre a população adulta, o percentual de bancarizados é expressivo, já que quase 174 milhões de brasileiros têm mais de 14 anos.

Segundo a explicação, restam apenas 13 milhões de brasileiros acima dessa faixa etária sem relacionamento bancário.

Os cálculos da autoridade monetária, segundo informado pelo BC, foram feitos com dados de julho deste ano e não com os últimos divulgados pela própria instituição, de setembro, e usados pela reportagem.

A justificativa, no entanto, não leva em conta a quantidade de crianças (abaixo de 14 anos) bancarizadas. Dados com abertura por idade são divulgados anualmente pela autarquia.

A última informação, de 2019, revela que 149 milhões de pessoas com relacionamento bancário tinham mais de 15 anos. No fim de dezembro, o total de bancarizados era 164,6 milhões. Assim, 15,6 milhões tinham 14 anos ou menos.

"Entre os cidadãos com relacionamento bancário, estão inseridos os relacionamentos ativos (não encerrados) que possuam saldos muito baixos ou que não registrem movimentações por longos períodos", diz o BC, em nota.

"Nesse sentido, espera-se que o Pix contribua para a bancarização, por ser um sistema de pagamentos aberto, que contará com mais de 700 instituições participantes, de uso fácil e barato, e que permitirá a maior utilização do sistema financeiro pela população", afirma.

O BC diz ainda que se compromete com inclusão financeira responsável. "Ou seja, que as pessoas possam ter acesso efetivo a serviços financeiros que se adequem às suas necessidades", diz.

"Portanto, não se trata de focar apenas que cada pessoa tenha uma conta ou financiamento, mas que essa conta e outros serviços sejam adequados às suas necessidades, contribuam para sua qualidade de vida e tenham custo justo", afirma a autarquia.

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