BUSCA PELA CATEGORIA "Curiosidades"

Projeto de lei proíbe tatuagens em animais domésticos na BA, prática crescente na Europa

  • Mari Leal
  • 09 Abr 2021
  • 08:44h

(Foto: Curiosidades da Terra)

Que o universo PET cresce e se especializa cada vez mais, não é novidade nem mesmo para pessoas que, como eu, não possuem nenhuma companhia animal no ambiente doméstico. No entanto, projetar a possibilidade de aplicação de piercings e tatuagens em cachorros e gatos, por exemplo, é de causar imediatamente reação de espanto, parece fugir do pensamento lógico. Por sorte, a prática não é comum no Brasil e, muitos menos, na Bahia. 

Apesar de remontar para uma realidade distante, já que ocorrências do tipo vêm sendo registradas em países europeus, segundo o presidente da Associação de Tatuadores e Perfuradores do Brasil, Ronaldo Sampaio, foi protocolado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), na terça-feira (6), o Projeto de Lei N° 24.146/2021. A divulgação consta na edição do Diário Oficial do Legislativo, publicado nesta quinta-feira (8).

A proposta, de autoria do deputado estadual Capitão Alden (PSL), prevê a proibição “de tatuagens em animais com fins estéticos no Estado da Bahia e dá outras providências”. O texto prevê a “perda da guarda do animal e proibição de obter guarda de outros animais pelo prazo de 5 (cinco) anos, além de multa correspondente a R$ 5 mil” para o dono do animal que for submetido a tais práticas. Em caso de reincidência o valor da multa poderá dobrar de valor.

No caso do executor da intervenção, o dispositivo prevê multa pecuniária de R$ 5 mil, assim como a “cassação da eficácia da inscrição no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS)". 

A Bahia, no entanto, não está sozinha neste tipo de proposição. No último dia 3 de abril, os deputados estaduais do Rio de Janeiro aprovaram uma medida semelhante. De igual forma, o Distrito Federal aprovou a proibição da prática no dia 30 de março. No Mato Grosso do Sul, como divulgado nesta quinta-feira pela imprensa local, um texto semelhante foi protocolado na Assembleia Legislativa daquele estado. Também tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4206/20, de autoria do deputado Fred Costa (Patriota-MG). No geral, as justificativas se baseiam na impossibilidade do animal de “escolher” passar pela dor associadas aos procedimentos invasivos. 

Na justificativa, Fred aponta que “tatuagem parece ser uma tendência para pets, segundo a imprensa americana, mas não enxerga outra razão no ato a não ser satisfazer as preferências estéticas dos donos de animais". "Além da dor, os animais tatuados são expostos a outras complicações, como reações alérgicas à tinta e ao material utilizado no procedimento, infecções, cicatrizes, queimaduras e irritações crônicas”. 

Em conversa com o Bahia Notícias, Alden também citou as reações alérgicas nos animais como um dos fatores que motivou a submissão de uma versão baiana do texto. Ele relata ter recebido pessoalmente reclamações e apelos de associações de proteção aos animais e veterinários com atuação no estado. Ambos teriam relatado a recepção de ocorrências concretas. 

Em contato com a reportagem, a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde afirmou jamais ter recebido qualquer tipo de denúncia relativa à feitura de tatuagens ou outros procedimentos invasivos em animais domésticos. Responsável pela fiscalização de locais destinados à realização dos procedimentos em humanos, a Vigilância Sanitária de Salvador também desconhece qualquer tipo de denúncia ou relato sobre a prática em animais. 

À frente da Associação de Tatuadores desde 2016, Ronaldo Sampaio é taxativo ao afirmar que é absolutamente condenável imaginar esse “desvio” da atividade profissional. “No final do ano 2000 tivemos relatos de que um tatuador, aqui em São Paulo, fazia tatuagem e piercing em animais e imediatamente acionamos a defesa animal. Somente esse caso. Pelo que a gente acompanha, a gente vê essa prática mais na Europa”, conta. Ele trabalha na área há 24 anos. 

“A presente proposta visa tutelar os animais com o objetivo de proibir a realização de tatuagens para fins estéticos em animais no Estado da Bahia e afastar a ideia utilitarista dos animais, tendo em vista a necessidade de tratarmos como seres sencientes, que sentem dor, emoção, e que se diferem do ser humano apenas nos critérios de racionalidade e comunicação verbal”, diz Alden ao justificar a proposição.

E segue: “Além do sofrimento causado pela dor na realização de tatuagens, os animais tatuados são expostos a diversas outras complicações, como reações alérgicas à tinta e ao material utilizado no procedimento, infecções, cicatrizes, queimaduras e irritações crônica, podendo, em alguns casos, levar o animal à morte”. 

“Na minha rotina e na das pessoas que conheço, isso não é comum. Posso até ouvir outros profissionais, mas acredito que não é comum. Eu nunca tive acesso a relatos e sei que assusta boa parte da população. É algo que tem cunho meramente estético e busca satisfazer ao dono do animal”, avalia o médico veterinário e membro da Comissão de Bem Estar Animal do Conselho regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV), Marcos Borges. 

Para ele, mesmo não fazendo parte do cenário convencional no rol de procedimentos dedicados aos animais, a proposta de lei pode ser benéfica para prevenir, deixar transparente possíveis punições antes mesmo que passem a acontecer. 

Do ponto de vista clínico, Borges alerta para a possibilidade de reações adversas, já que a fisiologia animal, neste caso da pele, menos resistente que a humana, não é formatada para receber qualquer tipo de intervenção.  

Diferente do humano, como destaca Borges, uma imagem desenhada em um animal doméstico pode chegar a cobrir a quase totalidade do corpo do bicho.

CURIOSIDADE

Em 30 de abril de 2013, uma publicação do Portal Terra citou a "tatuagem de cachorro" como uma nova moda do mundo pet norte-americano. De acordo com a publicação, no enanto, não era necessariamente a introdução de pigmentos na pele animal por meio do microagulhamento, tal qual as tatuagens fixas dos humanos. Tratava-se do uso de tinta com pequenos cristais, aplicada sobre os pelos do animal. As tattoos eram, na verdade, uma pintura feita com uma tinta brilhante que formavam desenhos de flores, borboletas, corações e formas variadas sobre o pelo dos cães e que não causavam reações do ponto de vista da saúde ou dor.  

Inédito no Mundo: bebê nasce com 3 pênis

  • Redação
  • 06 Abr 2021
  • 09:14h

(Foto: Reprodução)

Um bebê iraquiano surpreendeu a comunidade médico-científica internacional ao nascer com três pênis. Este é o primeiro caso no mundo de ‘triphallia’. “Até onde sabemos, este é o primeiro caso relatado com três pênis ou ‘triphallia’”, escreveu o médico Shakir Saleem Jabali, num artigo publicado no International Journal of Surgery Case Reports, nesta segunda-feira (5). O menino, que nasceu na cidade iraquiana de Duhok, foi levado ao hospital pelos pais quanto tinha três meses devido a um inchaço no escroto. Quando o analisaram, os médicos perceberam que o bebê tinha dois pênis extra, um membro de 2 centímetros perto do pênis principal e outro membro de um centímetro junto da bolsa testicular. A anomalia, defendem os especialistas, não era expectável porque a criança não foi exposta a drogas durante a gestação e não tinha histórico de anomalias genéticas. Como os dois pênis extra não tinham uretra, onde passa a urina -, os médicos decidiram removê-los cirurgicamente. A cirurgia foi um sucesso e, um ano depois, a criança acabou por ter alta clínica. Até à data apenas eram conhecidos casos de ‘diphallia’, uma condição em que uma criança nasce com dois pênis e que afeta um em cada seis milhões de meninos. A condição foi relatada pela primeira vez em 1609, pelo médico suíço Johannes Jacob Wecker, quando este analisou um cadáver. Até então, foram reportados mil casos de ‘diphallia’.

‘Eu trepo porque me permito’, diz Xuxa sobre vida sexual com Junno Andrade

  • Redação
  • 12 Mar 2021
  • 19:21h

Xuxa ainda contou que o casal gosta de ousar na relação para apimentar o sexo e não vê problema em usar brinquedos na hora H | Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal

A apresentadora Xuxa Meneghel abriu o jogo sobre sua intimidade com o namorado, Junno Andrade, em entrevista para o canal de Sabrina Sato no YouTube. De Rainha dos Baixinhos para ‘Rainha dos Maiores’, a ex-global revelou que a vida sexual melhorou com o passar dos anos por ter se permitido mais na cama. “Se eu transasse com o Junno (namorado da apresentadora) aos 17 anos, não teria dado valor para o que a gente faz agora. A maturidade faz a gente dar mais valor a tudo que faz. Antes, eu fazia sexo. Hoje, faço amor, sexo, trepo, todos os nomes que se dá para uma relação, porque me permito a isso”. Xuxa ainda contou que o casal gosta de ousar na relação para apimentar o sexo e não vê problema em usar brinquedos na hora H. “Para um relacionamento durar, tem que fazer o que todo mundo faz e, depois, inventar, criar, descobrir outras coisas, ver vídeos. Eu me descobri muito tarde. Isso de se conhecer, se tocar… Como é uma coisa cara, as pessoas que não têm a possibilidade de ter esses brinquedinhos podem usar o chuveirinho. A água batendo lá é uma maravilha, resolve da mesma maneira”, disse a loira.

Idoso parado em blitz apresenta ‘carteira de habilitação’ de Padre Cícero e Frei Damião

  • Informações do G1
  • 12 Mar 2021
  • 16:45h

(Foto: Reprodução)

Um idoso de 62 anos parado em uma blitz de trânsito na AL-210, em Paulo Jacinto, nesta quarta-feira (10), apresentou “carteira de habilitação” com nomes e fotos de Frei Damião e Padre Cícero. Segundo a polícia, ele pilotava uma motocicleta sem capacete, sem placa e sem retrovisor.

De acordo com o tenente-coronel Liziário, comandante do Batalhão de Polícia Rodoviário (BPRv), ao ser informado de que a carteirinha dos religiosos não valia como Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o idoso explicou que tinha ido a Juazeiro do Norte (CE) há oito meses e viu uma barraca que vendia objetos religiosos. Na barraca, o vendedor disse a ele que o documento era válido em todo o território nacional.

“As equipes orientaram que aquilo ali [a carteira] não existia, que ele foi enganado. Mas o homem alegou que estava certo e discutiu com a guarnição. Ele fez a maior confusão com a equipe achando que o vendedor estava certo. Acho que o rapaz vendeu a carteira porque viu que o homem era de certa idade, um pouco ingênuo”, disse o coronel Liziário.

O “documento” é uma peça única com dois lados diferentes. Em um deles há nome, foto e ano de nascimento do Frei Damião, frade italiano radicado no Brasil que faleceu em 1997. Do outro lado, informações semelhantes referentes a Padre Cícero, sacerdote brasileiro que faleceu em 1934. Ambos são muito reverenciados por católicos do Nordeste.

Segundo a polícia, o idoso ainda levava com ele na moto a neta de apenas 7 anos. Ele recebeu apenas notificações de trânsito, mas não foi preso por uso de documento falso porque os policiais entenderam que a carteirinha era apenas uma lembrança religiosa.

O idoso também não tinha o documento da motocicleta, mas tinha uma nota fiscal que comprovava que ela tinha sido comprada por ele.

“Ele recebeu todas as notificações que preconizam o CTB [Código de Trânsito Brasileiro], mas como nós estávamos sem o guincho, nós não recolhemos a moto dele. E como a gente viu a situação, já um senhorzinho com criança, a gente colocou a moto em cima da caminhonete, colocamos os dois na viatura e levamos até a residência dele”, informou o comandante do BPRv.

Você sabia? Beber café todos os dias pode mudar a estrutura do seu cérebro

  • Redação
  • 01 Mar 2021
  • 16:49h

Estudo da Universidade de Basileia aponta mudança na massa cinzenta após 10 dias de consumo diário de cafeína | foto: Reprodução

Beber uma xícara de café todos os dias pode aumentar o volume da massa cinzenta no cérebro por um tempo, pelo menos é o que diz um novo estudo publicado pela revista Cerebral Cortex, conduzido por cientistas da Universidade de Basileia, na Suíça. De acordo com os pesquisadores, o consumo da cafeína não parece ter efeito na qualidade do sono, o que contradiz a crença popular. A pesquisa analisou 20 voluntários saudáveis, todos habituados a beber café diariamente. Durante dez dias, eles foram instruídos a tomar três cápsulas de cafeína de 150 miligramas por dia, ao mesmo tempo em que se abstinham de todas as outras fontes de cafeína. Em seguida, o protocolo foi repetido por mais dez dias, nos quais os participantes receberam comprimidos de placebo. Ao final de cada período, os participantes tiveram os cérebros escaneados, além de terem a sua atividade cerebral medida enquanto dormiam. Os resultados indicaram que os volumes de massa cinzenta diminuíram após o uso regular de cafeína, mas aumentaram após dez dias de abstinência. “Nossos resultados não significam necessariamente que o consumo de cafeína tenha um impacto negativo no cérebro. […] Mas o consumo diário de cafeína evidentemente afeta nosso ‘hardware’ cognitivo, o que por si só deveria dar origem a mais estudos”, afirma um dos autores do estudo, a Dra. Carolin Reichert, do Centro de Cronologia de Basileia, em comunicado.

O que é a Lua de Neve? Conheça evento que acontece neste fim de semana

  • Marcella Duarte para Tilt
  • 27 Fev 2021
  • 11:47h

Imagem: iStock

A lua cheia, que se inicia na noite de hoje (26) para amanhã (27), é conhecida como "Lua de Neve". Ela estará bem brilhante em nosso céu durante o final de semana, e traz simbologias para diversos povos. De acordo com tradições dos nativos norte-americanos, toda lua cheia de fevereiro recebe o nome de Lua de Neve, devido às nevascas que ocorrem em algumas regiões do mundo nesta época. Algumas tribos também a chamavam de "Lua da Tempestade" ou "Lua da Fome", por causa da escassez de alimentos trazida com o inverno rigoroso. Aqui no Brasil, a Lua de Neve poderá ser observada no céu durante as noites de sexta, sábado (ápice) e domingo. Não haverá nada de diferente na luz dela - estará tão brilhante e esplendorosa quanto qualquer lua cheia. No calendário hebreu, esta lua cheia marca a festa do Purim, em que as pessoas se fantasiam e trocam presentes, celebrando a salvação dos judeus do extermínio durante o Império Persa. Ela acontece na noite que antecede a lua cheia de Adar (fevereiro/março). Na cultura oriental, esta sexta-feira marcará o festival das lanternas - a primeira noite de lua cheia do Ano Novo chinês, iniciado no último dia 12, o ano do boi de metal. Para a tradição Purnimanta, do calendário do calendário hindu, em que os meses terminam na lua cheia, hoje é o Magha Purnima - último dia do mês de Magha. Para os budistas, esta lua cheia corresponde ao M?gha P?j?, um dos festivais mais importantes do ano, que celebra o encontro de Buddha com 1.250 de seus primeiros discípulos e a criação de uma comunidade ideal. Também é chamado de Sa?gha Day ou M?gha-p?ra?am?, uma espécie de "dia de todos os santos" budista. Se perder esta observação, a próxima lua cheia acontece em 28 de março - mas não terá tantos significados especiais...

Descubra o mistério dos cachorros azulados que invadem as redes sociais

  • Redação
  • 19 Fev 2021
  • 08:54h

(Foto: Reprodução)

Imagens de cachorros com pelos na cor azulada viralizaram nas redes sociais, despertando a curiosidade de muita gente e a preocupação por parte de ativistas da causa animal e de autoridades. Os cães foram fotografados, na semana passada, nas ruas da cidade russa de Dzerzhinsk, a 370 km da capital Moscou. As imagens foram compartilhadas na rede social russa VK. Na região, há uma fábrica abandonada de polímeros e, de acordo com o antigo gerente, o local abrigava diversos compostos químicos usados na fabricação dos polímeros, como o ácido cianídrico e também o sulfato de cobre. A empresa decretou falência em 2015 e alguns dos produtos foram deixados na instalação. A explicação seria que os cães acharam restos de sulfato de cobre e rolaram sobre o produto. O ácido cianídrico e o sulfato de cobre são conhecidos na indústria química por sua forte coloração azulada e também por suas características altamente tóxicas. Para se ter uma ideia, no passado, o composto já foi utilizado em conflitos como arma química.

O leite condensado está em alta nas páginas dos jornais

  • MF Press Global
  • 13 Fev 2021
  • 14:29h

(Foto: Reprodução)

O leite condensado está em alta nas páginas dos jornais! Mas, ao mesmo tempo em que o singelo objeto se tornou destaque nas páginas de política, é importante lembrar que o seu consumo exagerado pode trazer sérios problemas para a saúde. A médica dermatologista Dra. Hellisse Bastos explica estes problemas e quais os riscos para a pele da pessoa. Alvo dos noticiários nos últimos dias, o leite condensado pode ser um grande vilão para o organismo. Se as notícias recentes apenas tratam da questão política do produto, por outro é importante deixar as brincadeiras e os comentários jocosos de lado e prestar atenção no quanto o consumo exagerado deste produto pode trazer sérios danos ao corpo. Não, não é em relação ao estômago que está o perigo, e sim em relação à pele da pessoa, como explica a médica dermatologista Dra. Hellisse Bastos. “Além de levar ao pico da insulina no organismo, o leite condensado faz uma degradação do nosso colágeno em um meio chamado glicação. Isso pode afetar principalmente aquelas pessoas que têm um baixo índice glicêmico”, conta. Um grande problema para a pele da pessoa é que, “além de acelerar o processo de envelhecimento, devido à degradação do colágeno, o leite condensado acaba estimulando as glândulas sebáceas a produzirem mais sebo”. O resultado disso, ela destaca, é que “a pele fica mais oleosa, a pessoa fica com mais acne”, completa Dra. Hellisse. Por outro lado, com a pandemia e o isolamento social, as pessoas estão ficando mais sedentárias. Sem poder se exercitar, acabam ficando com essa energia gerada por este alimento presa ao corpo, o que leva ao adoecimento. “Para quem quer desacelerar o processo do envelhecimento e melhorar das acnes, por exemplo, é fundamental que a alimentação melhore”. Vale lembrar que a mulher começa a diminuir a produção do colágeno a partir dos 25 anos de idade, e isso pode se agravar com este consumo de alimentos inadequados. Uma solução para reverter o quadro, explica Dra. Hellisse Bastos, é “estimular essa produção com laser hérbio-colágeno, ultrassom microfocado, e tudo que for para estimular a fibroblasto para produzir o colágeno, como retinóides e estes ativos rejuvenescedores do dia a dia”. Além disso, outra dica é usar “a aplicação de bio-estimuladores de colágeno em áreas específicas que é possível observar um envelhecimento mais precoce, por exemplo a face, o pescoço, o colo e as mãos”, completa a dermatologista.

BBB 21 gera emoções negativas em 86% dos brasileiros, diz pesquisa

  • Hibou
  • 11 Fev 2021
  • 14:22h

(Foto: Reprodução TV Globo)

A cultura do cancelamento em rede nacional está incomodando e despertando gatilhos nos brasileiros. Em pesquisa independente realizada pela Hibou, empresa de monitoramento de consumo, com mais de dois mil respondentes, 87% dos brasileiros acredita que sim, o que acontece dentro da casa do BBB21 é cancelamento. Dos 52% dos brasileiros que estão acompanhando o reality, 86% já sentiram emoções negativas fortes em duas semanas de programa, em ordem de expressividade, são mais comuns os sentimentos de raiva, tristeza, preconceito, humilhação, indignação, nojo, repúdio e falta de empatia. 6,7% dos entrevistados está pensando em parar de assistir ao programa, sendo 50% por achar o conteúdo pesado.

A pesquisa mediu a presença da cultura do cancelamento no dia a dia dos brasileiros. O significado da expressão "cancelamento" foi reconhecida por 61,8% dos brasileiros e as opiniões variam. Após a explicação do termo para todos os entrevistados, 44% entendem que cancelar não é algo novo, mas o que é novo é o repúdio ao ato por meio das redes sociais.

Antes de sair cancelando, 55,1% dos brasileiros acredita que é preciso entender os dois lados da história e para 54,7% isso pode se tornar uma arma na mão de pessoas mal intencionadas.

38% dos brasileiros sofreu algum tipo de cancelamento em algum momento da vida. Entretanto, mesmo com a indicação de repúdio ao ato, 50,7% das pessoas já ocuparam o papel de "cancelador" contra uma marca ou empresa, 52,7% com artistas ou páginas nas redes sociais e 48,6% com pessoas da sua relação direta.

O que merece ser cancelado segundo os brasileiros

Seja na mesa do almoço, no escritório ou em casa, 74,5% entende que o ato de cancelar é o mesmo que bullying. Dentre os temas que justificariam essas atitudes 88,6% acredita que maus tratos a animais merecem cancelamento, 86,8% maus tratos a crianças, 86,1% estupro, 82,7%, maus tratos a idosos, 80,6%, violência doméstica, 78,1% assédio sexual, 75,5% racismo, 68,6% desvio de dinheiro público, 65,7% discriminação sexual é cancelável, entre outros.

Mas afinal, por que o brasileiro assiste BBB?

De maneira geral, sobre o entretenimento que esse tipo de programa proporciona: para 51,4% o que chama mais atenção é a possibilidade de bisbilhotar o comportamento das pessoas, 49,4% gosta mesmo é dos conflitos por opiniões e atitudes distintas e 39,8% adora as provas de líder e anjo. Uma fatia de 25,3% relaxa assistindo ao BBB, 22,5% gosta mesmo é das festas, 19,9% assiste para ter assunto com os amigos, 19,6% simplesmente acompanha a rotina do dia a dia na casa e 8,5% fica de olho nos casais que se formam.

"Apesar de ser um conteúdo de grande entretenimento, com as últimas polêmicas da casa, consideradas as mais pesadas e complexas de todas as edições, 6,7% dos entrevistados está pensando em parar de assistir ao programa, principalmente, em função da ausência de um clima feliz (51,3%), conteúdo pesado (50,6%), muita discussão boba e pouca diversão (43,8%) e cansaço do assunto de cancelamento (36,9%)", conclui Ligia Mello, sócia da Hibou e coordenadora da pesquisa.

Metodologia

Um total de 2467 pessoas responderam de forma digital, entre 5 e 6 de fevereiro, em território nacional, garantindo 95% de significância e 2% de margem de erro nos dados revelados. A faixa etária é acima de 20 anos, englobando o público ABCD, sendo 56% casados e 58% mulheres.

Batata doce gigante de mais de três quilos vira atração no sudoeste da Bahia

  • Redação
  • 01 Fev 2021
  • 07:39h

(Foto: G1 | BA)

Moradores de Vitória da Conquista, município no sudoeste da Bahia, colheram uma batata doce gigante, com 3,464 kg e medindo 33 centímetros de altura. As informações são do portal G1. Jobs dos Santos Nascimento conta que arrumou a muda e plantou no quintal da casa da mãe dele, Dona Isabel, onde a família tem uma criação de galinhas e um pé de banana. "Essa muda, ela veio da zona rural da região de Vitória da Conquista. A minha esposa trouxe da casa dos familiares dela. Ela comeu a batata e ficou uns pedaços de uns quatro centímetros na fruteira. Eu cheguei do trabalho um dia, estava olhando e vi que estava como se fosse uma muda e plantei", contou Jobs. "É inesperado. Creio que poucas pessoas tenham visto uma batata tão grande como essa. Não é normal, é especial por não ter nenhum produto químico, 100% orgânico", disse Jobs dos Santos. Segundo ele, foram seis meses até chegar nesse ponto. Ele nunca tinha colhido uma batata tão grande como essa. Quem retirou a batata doce do pé foi a sobrinha de Jobs, Jamile Nascimento. A reação dela foi de surpresa. "Eu estava indo colocar água para as galinhas e quando cheguei vi uma batata bem grande. Eu fiquei surpresa, porque nunca tinha visto", disse a adolescente. O engenheiro agrônomo Fábio Martins gravou um vídeo explicando que as chuvas no local e possibilidade da terra ter muito potássio, que favorece o plantio de batata, podem ter contribuído para que o alimento tivesse esse tamanho. "Isso é um indicativo de que a batata foi plantada em uma época que tinha uma boa quantidade de chuvas fracionadas aliado a uma característica natural desse solo, que possivelmente tem uma boa fertilidade”, afirmou. "Entre os nutrientes que a batata necessita para o desenvolvimento, temos um que chama potássio, que seria um indicativo de que esse solo tem uma quantidade significativa desse elemento, proporcionando um pleno desenvolvimento dessa batata e um alongamento maior", concluiu. Para ninguém duvidar da história da batata doce gigante, ela foi fotografada pelos moradores. Depois, ela foi dividida entre a família.

Governo Bolsonaro gastou R$ 15 milhões em leite condensado em 2020

  • Redação
  • 26 Jan 2021
  • 15:17h

A pizza e o refrigerante também apareceram na lista e no cardápio do governo, custando R$ 32,7 milhões aos cofres da União | oto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Entre os gastos anuais do Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), um item acabou chamando mais atenção que todos os outros da lista de compras: o leite condensado. De acordo com levantamento do (M)Dados, do site Metrópoles, com base no Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia, todos os órgãos do Executivo federal gastaram juntos mais de R$ 15 milhões com o ingrediente só em 2020, exatamente R$ 15.641.777,49. No início de seu governo, o presidente viralizou nas redes sociais ao revelar que o leite condensado com pão era seu café da manhã favorito. O fato foi associado ao gasto desenfreado do condimento. Outros valores também soltaram aos olhos de quem conferiu a lista, como o gasto de R$ 2.203.681,89 em goma de mascar e R$ 14 milhões na compra dos molhos shoyo, inglês e de pimenta. A pizza e o refrigerante também apareceram na lista e no cardápio do governo, custando R$ 32,7 milhões aos cofres da União. Enquanto a batata frita embalada custou R$ 16.582.463,23.

Possível traição teria gerado ‘chuva de grana’ na Barra

  • Redação
  • 18 Jan 2021
  • 16:06h

m protesto inusitado, no sábado hóspede de hotel na Avenida Oceância literalmente jogou pela janela cerca R$ 14 mil | Foto: Reprodução/ Aratu ON

Ciúmes ante uma suspeita de traição, misturados com bebidas alcoólicas. Estas são as mais prováveis causas de um protesto inusitado ocorrido no último sábado, na Bahia. Um hóspede do hotel Monte Pascoal literalmente jogou pela janela cerca de R$ 14 mil em notas de R$ 50 e R$ 100. (veja vídeo) A explicação para o caso não é oficial nem por parte da Polícia nem pela adminstração do hotel. O relato é de um motorista de aplicativo que se apresenta como Atan. Ele assistiu à chuva de dinheiro, que causou aglomeração de pessoas que tentaram ficar com parte da quantia. Ao Aratu online, Atan relatou que foi procurado pela pessoa que jogou o dinheiro. “Ele me disse que não se arrepende porque pelo menos ajudou as pessoas” que estavam próximas ao prédio

Perfis falsos para vigiar o parceiro, até quando é saudável para a relação?

  • Fabiano de Abreu Rodrigues
  • 15 Jan 2021
  • 11:58h

Foto: Divulgação / MF Press Global

Ciúmes? Falta de confiança no parceiro? Medo de outras pessoas invadirem a relação? Essas são algumas das hipóteses que podem surgir para justificar uma pessoa que cria um perfil falso nas redes sociais com o propósito de espionar o parceiro. Porém, para o consultor de relacionamentos Rafael Lopes, o Nerd Sedutor, a atitude reflete a falta de confiança em si próprio e baixa autoestima. 

“Quando uma pessoa é extremamente ciumenta e desconfiada, percebemos que essas atitudes dizem mais sobre ela, do que sobre o parceiro. Elas mostram que essa pessoa que está sempre em alerta, sempre à procura de algo suspeito, e isso reflete uma falta de confiança em si mesmo, que acaba sendo transferido para o outro”, afirma. “Para tentar lidar com esse medo de que o parceiro possa cometer traição, ou até mesmo, que outra pessoa se intrometa negativamente na relação, algumas pessoas criam perfis falsos nas redes sociais para vigiar o parceiro. Em alguns casos, essas pessoas até incitam o companheiro a coisas erradas para ‘testar’ a fidelidade”, completa.

A atitude pode até parecer inofensiva ou correta para alguns, mas para o especialista, que possui mais de 82 mil seguidores no Instagram e no Youtube - canal onde posta dicas e orientações para relacionamentos de sucesso - , a medida pode ser extremamente danosa.

“Ninguém gosta de ser vigiado e ser colocado à prova a todo instante. Além disso, mesmo quando estamos em um relacionamento, precisamos manter nossa individualidade e personalidade. Existem coisas que gostamos e devemos fazer sozinhos e isso não deve mudar só porque nos comprometemos com alguém”, ressalta. “Por outro lado, a pessoa que cria perfis falsos para ‘vigiar’ o outro precisa entender que relacionamentos são para proporcionar coisas boas, caso contrário, não vale a pena. Se você desconfia de algo, acredita que o outro possa estar te traindo, a melhor solução é o diálogo. Tente conversar, mostrar seus sentimentos, sua desconfiança”, afirma.

Ainda segundo o especialista, em casos extremos de ciúmes e desconfiança, é importante buscar ajuda de um profissional. “Ciúmes em certas doses são até normais, mas quando ele toma controle da sua vida, é hora de procurar um psicólogo e pedir ajuda”, finaliza.

A triste geração que se estressa e se frustra por tudo

  • Cristiane Soares Galdino
  • 11 Jan 2021
  • 14:15h

(Foto Ilustrativa)

“Me deixa! Estou estressado!” A geração que se estressa e se frustra por tudo. Que se consideram eternamente infelizes. O que buscam esses meninos? O que lhes prometeram? Que o importante é ser feliz? Que ele pode ser o que quiser, no lugar que quiser? Que se cursar a faculdade X vai se realizar, que se estudar na escola Y vai passar direto e depois é só correr para o abraço?

Jovens que vão aos consultórios com demandas frágeis e de muito sofrimento. A dor da falta do não faltar. Sensação de não pertencimento, de estar perdido, de não saber o que quer da vida, nem saber se quer alguma coisa. Geração de poucos adjetivos.

O show das três bandas foi TOP, a viagem à Disney foi LEGAL. O aniversário no buffet foi NORMAL. O casamento da melhor amiga foi CHATO. E se sentem frustrados, mas não identificam o que lhes falta.

Choram pelo golfinho ferido, mas não tiram seu prato da mesa do shopping.

Colaborar em casa é “favor”, arcar com despesas? Nem pensar! Participar de tarefas, seja para fazer compras no supermercado, alimentar os dogs, ir ao banco, cartório, farmácia… tudo é postergado, é exaustivo.

Geração das polpas de frutas, não descasca laranja, não chupa caroço de manga. Vive de sonhos áureos, mas não quer pisar no chão quente para alcançá-los.

Começar a trabalhar sem muito ganhar, nem pensar. Quem marca suas consultas, médicos, dentistas?

Não visita avós, não sai de seus quartos vivendo no mundo irreal do Instagram. Aponta defeitos com comentários maldosos nas redes sociais. Não elogia. Acredita que todos exigem muito deles. Não oferecem seus préstimos. Reclamam do mínimo obstáculo. Culpam os pais por “forçarem a barra”.

Na escola, solucionaram problemas matemáticos em turmas avançadas e não conseguem solucionar problemas reais como tirar segunda via de boletos, ir à repartição pública e lidar com burocracias…

Querem respostas rápidas, fáceis e ficam aborrecidos sempre, mesmo quando essa resposta vem. Entediam-se. Trocam de escola, de curso, de emprego, de parceiros, de amigos, nada e nem ninguém os compreende. Nada os preenche.

Culpam o sistema, a família, o amigo difícil, o porteiro chato, a coordenadora do curso, a lei, o chefe que exige. Reclamam do almoço, de não ter roupa pra sair, de não ter dinheiro. Passam o dia no ar-condicionado, consumindo o salário dos pais.

Andam de carro, uber, táxi… Não lavam suas cuecas, nem suas calcinhas. Não buscam conhecimento. Nem espiritualidade.

Não se encantam com decorações natalinas, nem com um ipê florido no meio da avenida. Reivindicam direitos de expressão e não oferecem nada em troca. Nenhuma atitude.

Consideram-se vítima dos pais. Julgam.

Juízes duros! Impiedosos! Condenam.

Choram pelo cachorro maltratado e desejam que o homem seja esquartejado.

Compaixão duvidosa.

Amorosidade mínima.

“Preciso disso! Tem que ser aquilo!” E haja insatisfação! Infelicidade. Descontentamento. Adoecimento. Depressão. Suicídio…

Geração estragada. Inconformada. Presa em suas desculpas. Acomodada em suas gaiolas de ouro.

Inertes, não assumem a responsabilidade de viver, de se mexer, de traçar seu caminho, de enfrentar o que está fora da caverna de Platão.

Postam sorrisos, praias paradisíacas, mas não se banham no mar curador. Limpam o lixo na praia com os amigos e não arrumam a própria cama. Em casa, estampam tristeza, sofrimento, dor… a dor de ter que crescer sem fazer por onde… merecer.”

CONTINUE LENDO

Bebidas ficam mais caras em 2021 e lata ganha espaço para aliviar preço

  • Amanda Lemos | Folhapress
  • 02 Jan 2021
  • 12:02h

(Foto: Correio)

Quem quiser manter o happy hour em 2021 precisa preparar o bolso. Sim, nesse quesito, será pior que 2020. Também deverá encarar um número cada vez maior de versões enlatadas daquelas bebidas que sempre desfilam em garrafas de vidro e taças. Vinho, gim e espumante, para citar os tradicionais. E, se preferir importados, estar preparado para incorporar os produtos nacionais ao dia a dia. O setor de bebidas sofreu um baque múltiplo na estrutura de preço. A disparada do dólar (a moeda subiu 29% no ano) representou uma explosão de custos para toda a cadeia produtiva. Enquanto importadores digerem uma tabela de preço bem mais salgada que muito amendoim de aperitivo, produtores compram insumos pelo dobro do preço, e a indústria sofre com a falta de embalagens.

"O lúpulo, o malte, as embalagens, tudo depende do dólar", afirma Marcelo de Sá, diretor-executivo do Grupo Petrópolis, responsável por rótulos como Itaipava, Petra e Crystal. A venda para bares e restaurantes, principalmente de vasilhames, representava uma fatia considerável para o setor.

De acordo com pesquisa da Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) realizada no fim de 2019, 61% do consumo de bebidas alcoólicas acontecia em locais de convívio social. Esse comportamento mantinha espaço para o uso das garrafas. A pandemia mudou a dinâmica.

"Para nós, a lata representava 78% das vendas, e a garrafa, 22%", afirma Sá. "Nos meses de março e abril chegamos a ter um consumo de 92% em lata, e foi aí que entendemos que o consumo ficou em casa."

Até agosto, a empresa perdeu rentabilidade com a queda nas vendas da embalagem retornável, diz o executivo. "Mas o consumidor continuou a comprar no mercado, então o volume não caiu."

"O que nos ajudou nesse período foi o auxílio emergencial. Mas, quando diminuiu para R$ 300, o faturamento caiu em duas semanas e depois voltou ao normal", afirma Marcelo de Sá.

O ano de 2020 para o mercado de bebidas pode ser dividido em dois momentos bem distintos, diz Rodrigo Mattos, analista da Euromotior. Segundo ele, no primeiro semestre, com as incertezas sobre como seria o distanciamento social, o consumo foi todo deslocado para casa. As empresas que tinham uma estratégia online mais estruturada conseguiram se manter mais saudáveis. Quem não tinha uma estratégia digital pré-crise patinou para se adaptar ao novo cenário.

Já no segundo semestre, avalia Mattos, com a flexibilização do distanciamento, o consumo fora de casa foi retornando aos poucos, mas acompanhado da inflação e do declínio da renda. Foi aí, ele relembra, que as empresas começaram a sofrer com os impactos do câmbio e com a falta de embalagens. Problemas com o vidro já eram sentidos havia pelo menos cinco anos, mas a pandemia agravou a deficiência.

Para Mattos, daqui para a frente, as classes médias e as mais baixas vão ser as mais impactadas. "Para essas camadas, existem dois caminhos: ou diminuir no volume ou na qualidade", diz o analista. "Já os importadores de vinhos e destilados vão procurar opções mais baratas lá fora para vender com o mesmo preço aqui."

Segundo a Euromonitor, o mercado de alcoólicos já estava mudando desde 2017. O consumidor passou a beber menos, mas com mais qualidade. O setor viu o lucro aumentar e o volume diminuir gradualmente. Foi nesse momento que gim e vinho começaram a ter um crescimento significativo entre os brasileiros.

"Aqui também tem brecha para a cerveja zero álcool, que tem sido bem recebida no mundo. Essa ideia de 'bebidas não alcoólicas para relaxar' está sendo bem aceita na Europa, por exemplo."

Para escapar da crise atual, Mattos diz que as marcas devem investir em novas embalagens para reduzir o gargalo da falta de insumo e trazer inovações.

"É um momento em que vamos ver mais versões em lata. A pessoa não precisa comprar uma garrafa de vinho, que é muito mais cara. A lata tem uma dosagem perfeita para beber e manter qualidade", afirma.

Mas há quem veja oportunidades em todo esse desarranjo. Existe a percepção de que, enquanto o dólar aumenta o preço das bebidas importadas, o fabricante nacional tem espaço para avançar.

"É uma oportunidade para o brasileiro finalmente valorizar o produto nacional", diz Rodrigo Marcusso, fundador da Draco, destilaria paulista de gim fundada em 2016.

Antes da pandemia, a marca tinha foco em vendas para bares e restaurantes e se viu empurrada a fazer uma adaptação rápida para o e-commerce. Marcusso diz que o ano que passou foi um período para expandir o portfólio. "Também sofremos com o câmbio. Se é complicado para o grande, imagina para pequeno produtor", diz.

Marcusso conta que enfrentou a falta de caixa de papelão, de vidro e até de álcool. "Quase todos os botânicos são importados. O zimbro dobrou de preço desde o começo do ano. Nosso maior concorrente é a falta de matéria-prima."

Ele afirma que o preço não foi repassado para o consumidor. A estratégia foi ganhar nas vendas. O preço mínimo de uma garrafa da Draco é R$ 72, enquanto marcas importadas não artesanais saem por no mínimo R$ 100.

Na avaliação de Rodrigo Mattos, a pandemia promove um movimento duplo no mercado de bebidas, com uma certa polarização do consumo local. Enquanto boa parte do brasileiro médio se viu obrigada a reavaliar o que consome, a venda de bebidas premium pouco foi afetada, já que o público-alvo não teve perda significativa de renda.

Desde a reabertura, o movimento no Fel, coquetelaria premiada que ocupa o térreo do icônico edifício Copan, no centro de São Paulo, é descrito pelos funcionários como satisfatório. Seguindo todos os protocolos de segurança, o lugar pequeno e com poucos lugares manteve os preços dos drinques em R$ 37.

"O que fazemos para não ter um aumento de custo é ter bons parceiros, tanto fornecedores quanto marcas", diz Felipe Rara, bartender da casa.

A tabela de preços para os bares pode ser um revés para o setor. A tabela para os bares costuma ser anual. Então, até o momento, não houve um impacto forte da variação do câmbio na compra de bebidas. Fica para o proprietário buscar um bom fornecedor e fazer um bom negócio com a virada do ano.

Durante o período mais duro da quarentena, um sócio-investidor fez um aporte e não dependeu do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

"Mas temos dívidas a pagar", afirma Bruno Bocchese, sócio do Fel e do Cama de Gato, também na região central paulistana. O Mandíbula, outro bar de Bocchese, não sobreviveu à crise e fechou no início de abril.

"No Cama de Gato, tenho parceria com a Ambev, sendo a Becks o carro-chefe", afirma o empresário. A situação do bar é diferente do Fel. Com um público mais jovem, o Cama de Gato sentiu o impacto na diminuição da renda dos clientes. "O movimento caiu cerca de 30%, são perfis bem diferentes de consumidor", diz.

CONTINUE LENDO