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Brumado Urgente entrevista a jovem poetisa da Chapada Diamantina, a piatãense Mirian Matos

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 12 Out 2014
  • 13:03h

Mirian Matos é um dos novos talentos desta nova geração de poetas do Nordeste do Brasil (Foto: Arquivo Particular)

Há quem diga que a Poesia é a mais nobre das artes, pois consegue exprimir de uma forma muito singular sentimentos intrínsecos da alma humana. Mesmo em meio aos avanços tecnológicos e a “automatização” da sociedade contemporânea, a Poesia resiste bravamente, se mostrando impávida e colossal, provocando risos e choros, fazendo o coração do homem bater numa dimensão muito especial. No Brasil centenas de novos poetas vêm surgindo, trazendo uma renovação muito significativa para esta arte milenar, que atravessa gerações e que faz a dura realidade se tornar numa grande fantasia. A belíssima Chapada Diamantina, encravada no estado mais eclético do país, a Bahia de todas as artes, tem também a sua representante nesta nova geração de poetas e poetisas, a jovem piatãense Mirian Matos, que já mostra um talento incrível em suas obras que retratam o cotidiano deste paraíso incrível, que realmente é uma fonte inspiradora para os poetas. O Brumado Urgente descobriu essa poetisa em suas incursões pelo mundo digital e a entrevistou para que ela contasse um pouco da sua história, da sua carreira e dos projetos. Confira essa entrevista muito interessante e também, no final, um pouco da obra desta artista promissora. (CLIQUE)

Há quem diga que a Poesia é a mais nobre das artes, pois consegue exprimir de uma forma muito singular sentimentos intrínsecos da alma humana. Mesmo em meio aos avanços tecnológicos e a “automatização” da sociedade contemporânea, a Poesia resiste bravamente, se mostrando impávida e colossal, provocando risos e choros, fazendo o coração do homem bater numa dimensão muito especial. No Brasil centenas de novos poetas vêm surgindo, trazendo uma renovação muito significativa para esta arte milenar, que atravessa gerações e que faz a dura realidade se tornar numa grande fantasia. A belíssima Chapada Diamantina, encravada no estado mais eclético do país, a Bahia de todas as artes, tem também a sua representante nesta nova geração de poetas e poetisas, a jovem piatãense Mirian Matos, que já mostra um talento incrível em suas obras que retratam o cotidiano deste paraíso incrível, que realmente é uma fonte inspiradora para os poetas. O Brumado Urgente descobriu essa poetisa em suas incursões pelo mundo digital e a entrevistou para que ela contasse um pouco da sua história, da sua carreira e dos projetos. Confira essa entrevista muito interessante e também, no final, um pouco da obra desta artista promissora. 

 

1)Qual sua idade e naturalidade?

Sou Mirian Matos, tenho 21 anos. Nasci e atualmente moro em Piatã-Chapada Diamantina-Bahia.  


2) O que lhe levou a ingressar no mundo da poesia?

Escrevo desde os meus 13 anos de idade, eu sempre gostei de escrever, adorava colocar no papel tudo o que eu estava sentindo, momentos de alegria, momentos de tristeza, tudo mesmo, adorava escrever em meu diário, passava horas com ele, era meio que um desabafo. Aí depois com o passar do tempo fui escrevendo poesias, e assim tomando cada vez mais, gosto pela escrita. Creio que a leitura me ajudou bastante, tenho amor aos livros desde pequena, ler me prende, o livro é para mim um pequeno mundo neste imenso universo, é motivo do meu foco e atenção, de horas de pura doação. Há um sentimento cordial neste relacionamento.


3)Como você encara o desafio de ser uma poetisa em pleno sertão baiano?

Estudos comprovam que o Nordeste é líder em precariedade cultural, municípios ainda estão muito carentes de uma atendimento nesta área por parte do Estado, 1.560 cidades não contam com qualquer patrocínio público para serviços de cultura. Não tem como ficar muito feliz com esses cálculos. Creio que escrever hoje em dia não é uma tarefa muito valorizada, em meio a tecnologia, televisão, internet e outros avanços. As pessoas não dão o valor necessário a este universo aprazível e bem construtivo que é o mundo dos poemas. Seja na Bahia ou em qualquer outro estado brasileiro.


4)Qual a essência da tua obra?

Gosto de escrever poemas líricos, eles são mais exatos, mais evidentes, assim como a literatura de cordel, a qual  faz parte também do meu trabalho.Tento simplificar tudo o que escrevo. Envolver e fascinar as pessoas com o que há de mais simples na vida, as coisas simples são as mais sinceras e duradouras que alguém pode obter.“O simples é divino, o simples me cativa, sempre tento simplificar tudo o que crio”.


5)Quais são suas fontes inspiradoras?

Minha família me inspira, momentos me inspiram, pessoas especiais me inspiram. Os poemas surgem no decorrer do dia a dia, em meio a momentos especiais, havendo uma inspiração ou até mesmo da vontade de escrever. Uma vez, ao lerem um dos meus poemas, me disseram que era o que eu estava sentindo, escrito ali. Neste mesmo momento eu respondi: “As vezes me finjo de apaixonada, para colocar nas minhas poesias o que os ditos cujos precisam ouvir”.  Escrever para os outros, para conseguir com que as pessoas se identifiquem com o momento em que vivem, não é de certa maneira difícil, tento me passar pelo mesmo momento, tento me colocar no lugar de cada pessoa, cada apaixonado, coisa que me fascina, pois sou apaixonada pela vida e amo escrever.

 

 

6)Já lançou algum livro ou isso está ainda em projeto?

Está em projeto. Comecei escrever um livro, “O amor de Eliza”, uma linda história de amor entre dois adolescentes que vão descobrir um novo mundo ao sentir esse sentimento imane e avassalador que é o amor. Vai ser um livro bem interessante.


7)A cultura tem a atenção que merece por parte do governo?

Não! Há uma escassez imensa se tratando deste assunto, o governo deveria investir mais na cultura do país, levando projetos de incentivos a esta arte tão maravilhosa. Deveria se incentivar muito mais a leitura, a grande riqueza que é oferecida em nossas escolas, as crianças precisam saber deste nosso valor, precisam valorizar mais o que há de bom no nosso país. Mais teatros, mais bibliotecas, mais museus, ou qualquer outro local público formal de prática cultural. Mais de 2.000 cidades no nosso país, vivem sem algum lugar cultural como esses. Cultura e Educação andam lado a lado, ou deveriam andar lado a lado, um país sem Cultura é um país sem Educação, da mesma maneira que um país sem Educação é um país sem Cultura. Por isso digo que este assunto merece bem mais atenção das autoridades. A cultura deve ser vista como uma essência para um novo mundo, para um novo projeto de crescimento e de desenvolvimento do país, só assim haverá mudança.


8) A literatura de cordel está em extinção?

Posso lhe dizer que está quase em extinção, não vemos mais a Literatura de Cordel como antigamente, com a mesma frequência que havia antes, a riqueza que traz a Literatura de Cordel é tão rara, tão valiosa, pelo fato de surgirem com menos frequência que antes.


9) Como as pessoas podem conhecer mais do seu trabalho e fazer contatos com você?

Quem quiser conhecer meu trabalho, tenho uma página no facebook: “Minhas Poesias”. Agradeço a todos que dedicaram um pouco do seu tempo para ler esta matéria! Deus os abençoe.

 

Conheça alguns poemas da artista Miran Matos: 

 

Conta teus contos...
enquanto os contos ainda têm encantos.
Admira-os como nos primeiros encontros
na mesma melodia de teus cantos.
Afaste-os dos desencontros
senão seus contos virarão desencantos...
e ficarão jogados pelos cantos. 

Mirian Matos

 

Incógnita

Quem inventou o amor me diga por favor onde o encontrar
Nas lindas frases ou nas lindas flores
onde hei de procurar?
Como achar esses amores?

O amor tem cor?
Seria verde, vermelho ou amarelo?
ou pode ser incolor
Porém muito belo?

Ele tem algum sabor?
É doce, salgado ou amargo?
Amargo quando há dor
E doce quando há afago?

Mas se ele mesmo existir
Ele virá por aqui?
Haverá alguém que poderá distinguir?
Ou você só o fez descobrir? 

Mirian Matos

 

NUVEM NEGRA


Não adianta tentar mudar o presente
Se as oportunidades do passado não foram aproveitadas
Nem tente mudar essa dor vigente
Quando suas atitudes foram tresloucadas.

Perder faz parte, esquecer é um presente
Só continua sofrendo quem é fraco
Mesmo a fraqueza sendo eminente
Ou as recaídas estiverem no prato.

Perder pode ser também livrar
Pode ser liberdade ou até oportunidade
Você não perde o que realmente aprendeu amar
Talvez não era amor, era compaixão ou piedade.

Deixe esta nuvem negra partir
Alguém preencherá este vazio
Deixe o seu novo amor o conduzir
Quem sabe esta tempestade dê vida ao rio.

Mirian Matos

 

 

Te amar cada vez mais intenso
Como se o amor fosse meu único alimento.

Sentimento impecunioso mas de uma riqueza imane
Você me preenche com aptidão, então apenas me ame.

Me ame, me queira, me ame, me sinta, me ame, me chame.
Me ame, me ame, me ame... Apenas me ame.

Mirian Matos

 

ACORDA!!!

Fome, corrupção, miséria
Até onde isso vai parar?
Luxúria, soberba, avareza
O ser humano aos poucos se acabar.

A violência está virando moda
Transformando em “orgulho” da nação
Se preocupem com guerras, fomes, enchentes
Esqueçam um pouco a seleção.

Vivemos de promessas, queremos empregos,
Dinheiro, comidas, mas fugimos de explicação
Representantes hipócritas, egoístas, mentirosos
O mundo lado a lado com a destruição.

Estádio, luxo, conforto, carnaval
A esperança ficou na avenida
Precisam de roupas, carros e joias 
Enquanto alguns mendigam apenas comida.

Mirian Matos

 

JOÃO DE BARRO

 

João de barro é passarinho
que não quer viver sozinho
no amor é eterno aprendiz
passarinho trabalhador e inteligente
para sua amada faz uma casinha todo contente
e assim com ela ser feliz.

 

Não se aborrece...
em cedo madrugar
para aquela que tanto ama...
faz a casa sempre a cantar.

 

Mas por ironia do destino
enquanto ele estava a trabalhar
a sua amada ingrata
vivia a lhe enganar.

 

Mas nada fica oculto
João de barro já é adulto
sua honra irá salvar
fecha a porta da casa o pobre João
prendendo lá dentro a sua paixão
para sempre....Até se findar.


       Mirian Matos

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Valor Arte: Monalisa pode ser vendida por R$ 4 trilhões

  • Informações do IBahia
  • 04 Set 2014
  • 14:54h

(Composição: Brumado Urgente | Foto: Reprodução)

Uma das obras mais famosas do mundo pode ser vendida para ajudar a quitar as dívidas da França. A Monalisa, de Leonardo da Vinci, que fica exposta no Museu do Louvre, em Paris, deve ser repassada para salvar o país europeu, que possui uma dívida muito alta. De acordo com informações do Daily Mail, a obra chegou a ser avaliada em 1963 e, à época, custava US$ 100 milhões, o equivalente a cerca de R$ 223 milhões. A cada ano, a obra de arte fica ainda mais valorizada. Atualmente a pintura francesa é considerada de "valor inestimável" e foi apontada pelo Guiness Book como o quadro que possui o seguro mais caro do mundo. A venda da obra serviria para salvar a França, que tem uma dívida externa e interna avaliada em US$ 2 trilhões, que equivale a mais de R$ 4 trilhões. A venda da Monalisa ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades francesas, mas a imprensa europeia já dá como certa a transação.

O jornalismo e o mercado de notícias

  • Por Norma Couri | OI
  • 24 Ago 2014
  • 09:20h

(Foto: Reprodução)

O Mercado de Notícias, a peça, tem 389 anos, escrita por um contemporâneo de Shakespeare, Ben Johnson, três anos depois do nascimento do primeiro jornal em Londres. O Mercado de Notícias, o filme, acaba de estrear com trechos da peça montada pelo diretor gaúcho Jorge Furtado e depoimentos de 13 jornalistas. Peça e depoimentos entrecortados, parece que Ben Johnson é contemporâneo, vive aqui ao lado. A profissão mais antiga do mundo, tirando aquela, é representada e relatada no documentário com as mesmas qualidades e defeitos de quase quatro séculos atrás. A manipulação da informação, a relação promíscua do jornalista com a fonte, as fofocas, o jornalismo de celebridades, o jornalista interferindo, às vezes alterando, às vezes intermediando o encontro do leitor e o fato.

 

É o primeiro documentário do cineasta que não terminou nenhuma das faculdades que cursou, incluindo as de Jornalismo e de Medicina, que entre direção e roteiro acumula cerca de 50 títulos na filmografia de curtas, longas e séries de TV, além de nove livros.Ilha das Flores, de 1989, uma obra-prima sobre um lixão frequentado por porcos e humanos, ganhou o Urso de Prata no festival de Berlim, e os outros filmes, duas dúzias de prêmios.


Mas por que logo agora que a profissão como a conhecemos quase despenca, e muda os contornos para alguma coisa desconhecida, Jorge Furtado resolveu tratar dela?


O documentário ouviu Janio de Freitas, Mino Carta, José Roberto Toledo, Fernando Rodrigues, Bob Fernandes, Cristiana Lobo, Geneton Moraes Neto, Leandro Fortes, Luis Nassif, Maurício Dias, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira e Renata Lo Prete.


E cita, por exemplo, Millôr Fernandes: “Jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”; Jorge Luis Borges: “Jornalismo é um museu de miudezas efêmeras”; o historiador britânico Arnold Toynbee, sobre a cobertura política: “Quem não gosta de política está condenado a ser governado por quem gosta”; o editor-chefe da revistaPeople Richard Stolley, sobre matérias que atraem o público: “Jovem é melhor do que velho, rico é melhor do que pobre, bonito é melhor do que feio, música é melhor do que cinema, qualquer coisa é melhor do que política e nada é melhor do que uma celebridade morta”.


Furtado mantém atualizado o site www.omercadodenoticias.com.br, onde estão as entrevistas, a peça completa em inglês e português e a pesquisa de oito anos ao custo de R$ 660 mil bancados pelo Ministério da Cultura e a Casa de Cinema de Porto Alegre. Mas não perca o filme.

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'Cidão está de parabéns pelo grande sucesso do São Pedro de Iguatemi', afirma deputado José Rocha

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 29 Jun 2014
  • 16:05h

O deputado José Rocha

O deputado federal José Rocha (PR) esteve presente à sexta edição do São Pedro do Distrito de Iguatemi e fez questão de parabenizar o idealizador e realizador do evento, o vereador Cidão Aracatu, que segundo ele “mostrou uma grande competência na realização de um evento grandioso, que mantém uma das tradições culturais mais importantes de nossa região”. Falando ao Brumado Urgente ele destacou que “é um grande prazer estar aqui participando de uma festa tão maravilhosa como essa, que, com certeza, é uma das maiores da região. Somos parceiros de nosso amigo Cidão, que merece mesmo todo o nosso reconhecimento, já que consegue, sozinho, realizar um evento dessa envergadura”. Com a camisa do Brasil e se mostrando um torcedor muito convicto na conquista do Hexa, José Rocha ainda declarou que “realmente o jogo contra o Chile foi teste para cardíacos, mas estou muito confiante que o Brasil irá erguer a taça e conquistar o Hexa, porque vimos que a sorte está do nosso lado, apesar do time ainda não estar jogando o futebol ideal que todos esperamos”. Questionado sobre o atual quadro político da Bahia, que irá rumar para o período eleitoral, Rocha citou que “realmente teremos uma eleição muito disputada e, acreditamos que o nosso trabalho será mais uma vez bem avaliado e iremos para mais um mandato, visando, acima de tudo, continuar a nossa jornada para que a Bahia continue se desenvolvendo”. 

O vereador Cidão Aracatu muito satisfeito com a presença no São Pedro de Iguatemi do deputado federal Zé Rocha (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

Sexta edição do São Pedro do Distrito de Iguatemi vem confirmar tradição e sucesso

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 28 Jun 2014
  • 08:22h

(Divulgação)

Algumas localidades são marcadas pelas suas tradições culturais e pelos seus festejos, os quais servem para simbolizar a alegria de seu povo. O Distrito de Iguatemi, que pertence ao município de Livramento de Nossa Senhora é um desses locais, que neste ano de 2014 confirma uma recente tradição a da festividade de São Pedro, que em sua 6ª edição vem trazer grandes atrações, numa festa muito bem produzida, onde a organização é um dos pontos altos. Tendo como idealizador o vereador Cidão Aracatu, o evento este ano está trazendo Dedim Gouveia, o grupo KiAudacia e a Banda Cacau com Leite, que irão fazer a galera dançar durante toda a noite. Também acontecerá um grande show pirotécnico com a “Queima da Maria Branca”. O evento acontecerá neste sábado (28), a partir das 21 horas no Parque de Vaquejada Zé Mesquita e a entrada é franca. 

Condenados do Mensalão são satirizados em tradicional festa de São João

  • Da Redação
  • 25 Jun 2014
  • 08:02h

Forró do Jegue completou 20 anos com tema polêmico (Foto: Raimundo Mascarenhas)

Em ano de eleição, o tradicional forró do jegue no distrito de Aroeira, em Conceição do Coité, completou 20 anos e resolveu fazer uma paródia com os condenados no processo do mensalão. Na letra da musica, o jeque esquerdista que pregava Che Guevara e conhecia de cor o Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, teóricos fundadores do socialismo científico, vai para Brasilia conhece Marcos Valerio e acaba na Presídio da Papuda preso ao lado de José Dirceu e José Genoino. O refrão da música diz o seguinte: “Cadê o jegue / que andava aqui curtindo / cadê o jegue / que saudade eu estou sentindo / Cadê o jegue / o boato ta surgindo que ele está lá na papuda com Dirceu e Genoino”. Os coordenadores do Forró do Jegue resolveram usar personagens  para representar o ministro do STF Joaquim Barbosa, responsável pela condenação na ação penal 470. Ele que desfilou sobre uma gaiola representando a penitenciaria da Papuda em Brasília, dentro da grade um homem representando a figura da Marcos Valério e o jegue, e do lado de fora,  mas com farda de presidio, dois homens caracterizados de José Dirceu e José Genoino puxavam a charrete. “Este ano pensamos no Jegue Rei, pois são 20 anos de reinado, até fizemos a música, mas numa reunião com a coordenação a maioria entendeu que o assunto do mensalão foi de maior repercussão no ano e optamos por trazer como tema da festa”, justificou Edevaldo Santiago Ramos, um dos responsáveis pelo Forróo do Jegue. O forró jegue já teve como personagem no meio político a figura do presidente Fernando Henrique comparando ele a Fernando Collor e Fernandinho Beira-Mar,

Brumado irá sediar Festival de Rock Underground Regional

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 29 Mai 2014
  • 07:52h

(Divulgação)

O Rock é um dos gêneros musicais que mais ganhou adeptos em Brumado e região nos últimos anos, atraindo principalmente a juventude alternativa que foi magnetizada pelo estilo de vida mais agressivo que é inerente a esse estilo musical que é tido como o mais possante de todos. Mesmo diante desse desenvolvimento faltam os eventos para dimensionar ainda mais a tribo roqueira, mas a galera, principalmente a que gosta do hard rock, ou seja, o rock mais agressivo tem um grande motivo para comemorar já que no dia 14 de junho, Brumado irá sediar o 1ª Edição do Agressão Sonora Underground Festival, que acontecerá no Espaço da União Recreativa, às 19:00Hrs. O festival contará com as bandas:  Bastard - Unholy Death Metal (SAMAVI); Assault - Speed/Heavy Metal (Vit. da Conquista); Ragnarocker - Rock n' Roll (Guanambi); Banda Sex Drive - Punk Rock (Guanambi); Chaos conspiracy - Death Metal (Jequié) e Apollo 18 - Hardcore/Punk (Brumado). 

Morre Jair Rodrigues aos 75 anos

  • Informações do G1
  • 08 Mai 2014
  • 12:49h

O Brasil perde um de seus grandes artistas (Foto: Frases da Vida)

Morreu Jair Rodrigues, aos 75 anos. De acordo com a JRC Produções, o cantor estava em casa, em Cotia (SP), e a família aguarda a chegada da perícia. Não foi divulgada a causa da morte. Ao G1, uma pessoa que se identificou como empregada doméstica de Jair afirmou por telefone que ele morreu "provavelmente de um mal súbito". Segundo ela, o cantor foi dormir normalmente na noite desta quarta-feira (7) e foi encontrado morto, na cama, já na manhã desta quinta-feira (8).  Por volta das 11h10, ainda era esperada a equipe do Instituto Médico Legal (IML). A funcionária não quis informar se ele estava sozinho em casa. "Está todo mundo desesperado, porque ninguém estava esperando", disse.

Corpo de Gabriel García Márquez será cremado no México, diz família

  • 18 Abr 2014
  • 08:45h

Gabriel García Márquez (Foto: Divulgação)

O corpo do escritor colombiano Gabriel García Márquez, que morreu nesta quinta-feira, será cremado “em particular” e na segunda-feira acontece uma homenagem no Palácio de Belas Artes da capital mexicana. Assim disse a diretora do Instituto Nacional de Belas Artes (Inba), María Cristina García Cepeda, em comunicado que leu em nome da família em frente à casa do Nobel de literatura, no sul da capital mexicana. “O Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta), a pedido da família de Gabriel García Márquez, informa que o corpo do escritor será cremado em particular. Na segunda-feira a partir das 16 horas será realizada uma homenagem no Palácio de Belas Artes, onde o público poderá homenagear seu legado”, finalizou María Cristina. A diretora do Inba foi acompanhada de Jaime Abello, diretor-geral da Fundação Gabriel García Márquez, que afirmou que esta é a única informação que vai ser divulgada sobre a morte do escritor colombiano. O autor de “Cem Anos de Solidão” morreu nesta quinta às 14h (horário local,16h em Brasília) em sua residência da capital mexicana, após estar doente desde as últimas semanas.

Iniciado credenciamento de artistas para espaços culturais da Secult

  • JC
  • 19 Mar 2014
  • 08:28h

As inscrições podem ser realizadas até o dia 3 de abril para grupos com atividades ligadas à música, dança, circo, teatro, manifestações populares e voltadas para o público infantil | FOTO: Reprodução

A Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por intermédio da Diretoria de Espaços Culturais (DEC), começou credenciamento de artistas para apresentações artístico-culturais nos projetos e eventos dos espaços culturais da capital e do interior. As inscrições podem ser realizadas até o dia 3 de abril para grupos com atividades ligadas à música, dança, circo, teatro, manifestações populares e voltadas para o público infantil. A iniciativa faz parte do conjunto de ações para consolidação de uma política pública democrática para a cultura baiana e é destinada a pessoas físicas (maiores de 18 anos) e jurídicas, inclusive proponentes que representem, no máximo até cinco artistas, grupos e bandas residentes ou com sede no estado. As propostas serão avaliadas, habilitadas e classificadas por uma Comissão Permanente formada por servidores da Secult e devem ser apresentadas por meio de formulário e enviadas pelos Correios, via Sedex, em envelope lacrado e identificado, ou protocoladas diretamente na Secult. As inscrições também podem ser realizadas nos 11 espaços culturais do interior, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12h e das 14 às 17h. É necessário anexar os documentos especificados no regulamento, disponíveis no site da secretaria, onde podem ser obtidas mais informações.

Matthew McConaughey, Cate Blanchett e 12 anos de Escravidão levam Oscar

  • Correio
  • 03 Mar 2014
  • 09:36h

(Foto: Reprodução)

“12 Anos de Escravidão”, do diretor Steve McQueen, levou o prêmio de melhor filme na 86ª edição do Oscar, na noite deste domingo (2), em Los Angeles. “Dedico este prêmio a todos os que sofreram com a escravidão e que sofrem ainda hoje”, disse McQueen. Este foi o primeiro filme dirigido por um negro a ganhar o prêmio. O ator Brad Pitt subiu ao palco para receber o filme. Ele foi o produtor do longa. O filme também levou as estatuetas de atriz coadjuvante, com a queniana Lupita Nyong'o, e roteiro adaptado. “Foi a alegria da minha vida”, disse a queniana. O maior premiado da noite foi “Gravidade”, que levou sete estatuetas, incluindo a de melhor diretor, para Alfonso Cuarón, além de efeitos visuais, montagem, fotografia, edição de som, mixagem de som. Primeiro latino-americano a ganhar o prêmio, o mexicano desbancou Martin Scorsese, Steve McQueen, David O. Russell e Alexander Payne.  Cate Blanchett venceu como melhor atriz, por “Blue Jasmine”. “Fico feliz por saber que ainda existem pessoas que se interessam por fazer filmes com mulheres”, afirmou a australiana, que agradeceu ao diretor Woody Allen. Matthew McConaughey confirmou o favoritismo e ganhou como melhor ator por “Clube de Compras Dallas”. O ator, casado com a modelo brasileira Camilla Alves, emagreceu 17 quilos para viver um texano que contrai o vírus da Aids. O filme ainda levou o prêmio de ator coadjuvante, para Jared Leto. Leto dedicou o prêmio às vítimas da Aids e falou sobre os acontecimentos na Ucrânia e na Venezuela. “Estamos pensando em vocês nesta noite.” 

Deputada entra com representação no MP contra banda Abrakadabra por apologia ao estupro

  • Correio
  • 07 Fev 2014
  • 08:16h

(Foto: Reprodução)

A deputada estadual Luiza Maia (PT) ingressou com uma representação contra a banda Abrakadabra, motivada pela letra e videoclipe da música “Tigrão Gostoso”. No documento, protocolado junto ao Ministério Público da Bahia, na quarta-feira (5), a deputada afirma que o conteúdo da música “traz indistinta discriminação contra mulheres, com violação à imagem e dignidade destas”. Para Luiza Maia, o clipe também incita, “sem chance de dúvida, a prática de crimes contra a liberdade sexual, como os de estupro e atentado violento ao pudor, previstos nos arts. 213 e 214 do Código Penal”. O vídeo, que foi lançando em dezembro e já ultrapassava 60 mil visualizações, foi removido do Youtube. No último dia 27, a Marcha Mundial das Mulheres divulgou uma nota de repúdio contra a banda.

Municípios têm até junho para solicitar o Canal da Cidadania

  • Informações da UPB
  • 06 Fev 2014
  • 20:19h

O Canal oferece possibilidade de os movimentos sociais falarem diretamente à população por meio da TV aberta Segundo o Ministério das Comunicações apenas 160 dos 5570 municípios realizaram pedido de outorga para receberem o canal da cidadania, que integrará numa só rede emissoras mantidas por órgãos públicos e por instituições comunitárias. O prazo limite para as prefeituras solicitarem o Canal é 18 de junho de 2014. O Canal da Cidadania fará parte do conjunto de canais explorados por entes da administração pública dentro do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Com isso, poderá usar a multiprogramação possibilitada pela TV digital, com uma faixa de conteúdo específica para os poderes municipais, uma para os estaduais,e duas para associações comunitárias, responsáveis por veicular programação local. Dentre os principais objetivos a serem atendidos pelo Canal estão a busca pelo exercício da cidadania e da democracia, a expressão da diversidade social e o diálogo entre as diversas identidades culturais do Brasil, e a universalização do direito à informação, comunicação, educação e cultura. Além disso, pretende-se incentivar a produção audiovisual independente, de caráter local e regional e atuar na prestação de serviços de utilidade pública. Passado o período da outorga aos entes públicos, o Ministério das Comunicações vai abrir avisos de habilitação para selecionar as associações comunitárias, que ficarão responsáveis pela programação em cada localidade. 

Eduardo Coutinho e Philip Seymour Hoffman: Perdas lamentáveis para o cinema, aqui e lá

  • por Orlando Margarido
  • 03 Fev 2014
  • 06:19h

(Foto: Reprodução)

A essa altura vocês já devem saber: morreu nosso maior documentarista, Eduardo Coutinho. A perda não é menos dolorosa, mas também se foi o ator Philip Seymour Hoffman. As notícias dão conta de possível overdose no caso deste. Mas vamos esperar pelas averiguações. No caso de Coutinho, a tragédia já parece estar esclarecida. Foi morto a facadas e o suspeito é seu filho, ao que tudo indica com problemas mentais, e que está internado depois de ser operado. Teria tentado se matar a facadas. A mulher de Coutinho também foi atacada e está em estado grave. Lamentável para um realizador que aos 80 anos vivia uma fase muito produtiva. Ele que redefiniu nossa veia documental com Cabra Marcado para Morrer e ainda era original o suficiente para produzir um longa como Um Dia na Vida, o último trabalho dele a que assisti, em sessão lotada na última Mostra de Cinema de São Paulo. No ano anterior ele fez a estréia do filme, que de tão procurado não consegui lugar. Coutinho filmou durante um dia inteiro a programação dos canais abertos de TV. Postos numa montagem com seu olhar tão atento os programas se tornam absurdos, quase surreais. Parece simples, e assim era o seu cinema. Somente ele sabia arrancar depoimentos impactantes e emocionantes de seus entrevistados. Lembram do aposentado que dizia ter conhecido Frank Sinatra e cantava My Way para a câmera? Inesquecível. Em todo projeto, Coutinho se renovava e nos impressionava, como em Jogo de Cena, uma nova virada.Ainda sob o impacto de sua morte, fica difícil fazer a homenagem que merece. Amanhã sigo a Berlim e vou rabiscar algo no caminho que faça jus ao talento. Quanto a Hoffman, não vou esconder que tinha pouca simpatia por seus trabalhos, algo um tanto gratuito, mas o loiro gordinho, de jeito boa praça, estava amadurecendo na carreira e fez bons trabalhos recentes, como em The Master. Também se mostrou talentoso diretor e pelo que sei preparava novo filme. Hollywood por vezes me parece uma máquina angustiante e enlouquecedora, e nem sempre todos aguentam. Teria sido esta a situação de Hoffman? Ou um mero vacilo? Domingo de cão este.

(Foto: Reprodução)

Novo jornalismo entrega-se ao véu da liberdade

  • Por Leandro Marshall / OI
  • 02 Fev 2014
  • 11:14h

(Foto: Reprodução)

Não é mais nenhuma novidade o fato de que todo cidadão pode ser produtor de informação neste mundo de tecnologias digitais e de redes sociais. O tempo do jornalismo governado pelos jornais e pelos jornalistas profissionais deu lugar a um sistema descentralizado, desterritorializado e multifacetado, em que qualquer indivíduo pode atuar como protagonista do processo da informação e da comunicação. A verdade dos tempos está na evidência de que o novo imperativo transforma, de maneira radical, os pressupostos e os fundamentos do modo clássico do fazer jornalístico. Isto posto, verificamos que, além de instituir o regime de liberdade no sistema de codificação e de codificação dos discursos, o jornalismo-cidadão estabelece uma mudança generalizada na estrutura dos sistemas de lógica, de causalidade e de conhecimento. A partir do momento em que qualquer indivíduo pode dizer qualquer coisa para qualquer audiência – do sujeito ao grupo ou à massa indeterminada –, a essência da nova ordem informacional deixa de ter o compromisso formal com a ética, com a verdade e com qualquer nexo causal. A realidade transforma-se no discurso da realidade e a veracidade dos fatos é substituída pelo discurso de verossimilhança. Não há, em linhas gerais, necessidade de obediência a um sistema de causa ou de consequência na construção das narrativas.

O mais importante neste processo passa a ser falar, contar, revelar, comunicar, compartilhar. Não há, portanto, dentro deste sistema de construção social dos discursos, qualquer tipo de ligação ou de relação entre o produtor da informação com os princípios lógicos da dialética, ao modo como Hegel, Marx, Kant e tantos outros pensadores defendiam. Em sua essência, na forma clássica, a dialética pressupunha (a) contradição, no sentido de que tudo existe, ao mesmo tempo, em um estado de ausência e de permanência. Compreende, ainda, ao modo grego antigo, (b) a arte do diálogo, e o natural processo de (c) transformação de todas as coisas, no sentido de que nada permanece sempre como é, mas que vive em uma condição de (d) fluidez, onde o ser é sempre um vir-a-ser. Além disso, existem os pressupostos universais (e) da passagem da quantidadeàqualidade, (f) da interpenetração dos contrários (g) e da negação da negação. O comum entre todos estes princípios ativos da dialética envolvem os fenômenos da transformação, do movimento e da fruição, onde a conexão entre causa e efeito vive em um estado intransitivo de ebulição, de tensão e de inquietação. A tese pressiona e exaspera a antítese que pulsa, freme e se alarga, com todas as forças, até gerar uma síntese líquida, fluída, incandescente, pronta para misturar e combinar todas as causas e consequências e, com isso, acender e reacender a dinâmica viva da contradição. Isto corresponde, de modo muito intenso, ao que a nova ordem comunicacional e informacional das mídias digitais e virtuais oferecem à sociedade humana. A priori, podemos dizer que as TICs estabeleçam um universo sem totalidade (Levy), sem centro e sem origem e organicidade. Não há uma estrutura que funcione de maneira sistêmica para todos os indivíduos e para a sociedade, à medida que não é mais a mídia que governa e controla o acesso, a mediação e o consumo dos discursos sociais. O cidadão pode fazer ou desfazer o que quiser, da forma que melhor julgar, os caminhos da informação e da comunicação neste novo universo tecnológico.

As estruturas das verdades mais profundas

Desta forma, não podemos mais falar, dentro de uma visão escatológica moderna, numa organização fundada no princípio da origem, da causa ou determinação. Tudo está assentado na lógica da dispersão e está sempre à disposição para ser trabalhado de acordo com os pressupostos inalienáveis da liberdade, segundo a percepção e a vontade do produtor da informação e da comunicação. Note-se, aliás, que não há absolutamente nenhum pecado nesta prática. Todos sonhamos, afinal, com o dia em que os impérios midiáticos e a tirania da comunicação seriam mortalmente abalados pela insurreição da tecnologia e da sociedade, empoderada pelo exercício irrevogável da liberdade de expressão e da liberdade de comunicação.Não podemos esquecer McLuhan. A tecnologia transformou este sonho em realidade. O que antes estava nas mãos de poucas pessoas, no totalitário sistema de um-para-todos, assistiu a assunção e a vingança do modelo do todos-para-todos. Neste sentido, mais uma vez a tecnologia ditou o rumo da história humana, apesar de todos os paroxismos que possa ter gerado na estrutura social, cultural e comunicacional. Como diria o velho ditado, não há almoço grátis. Tudo tem seu preço. Não há inovação sem transformação assim como não há movimento histórico sem reformas na própria essência do indivíduo e da sociedade. A universalização da informação e da comunicação, com sua lógica de democratização e de socialização, mexe com as estruturas das verdades mais profundas da sociedade. Uma delas parece ser aquela que prioriza a geração e a distribuição da informação em detrimento da compreensão e do sentido desta mesma informação. O pêndulo da realidade oscila do governo, do controle e da administração da verdade para o polo da emissão da informação.

A lógica interna de cada pequena realidade

Em poucas palavras, podemos dizer que, ao que parece, não há mais zelo ou cuidado no relato social da realidade. Qualquer um diz o que quer dentro daquilo que ele acredita ser a verdade objetiva ou subjetiva dos fatos. A necessidade da explicação, da contextualização, do detalhamento e do respeito ao nexo causal em todas as coisas do mundo deixou de ser um fundamento da informação. O efeito mais imediato é o desaparecimento do porquê na estrutura da informação jornalística, formal ou informal. Nem o jornal nem o cidadão buscam orientar a informação a partir de uma organização lógica e orgânica dos fatos sociais. O que importa agora é utilizar e exercitar o poder da fala e, com isso, participar do universo da informação e da comunicação. A necessidade da causalidade, da origem e da natureza ontológica dos fatos foi abolida de forma quase universal e absoluta. Os fatos passaram a falar por si próprios. Não há mais sentido ou qualquer tipo de explicação para os fatos terem emergido, no espaço humano, de uma hora para outra do modo como emergiram. O porquê deixou de ser uma prerrogativa e passou a ser uma mera circunstância. A inclusão do porquê na informação demandaria, afinal de contas, a necessidade da busca da contextualização e da explicação para os acontecimentos humanos. Num mundo sem paradigmas, sem referências e sem verdades universais, os novos produtores da informação dedicam-se coerentemente apenas a informar. A razão dos fatos não diz respeito, em tese, ao comunicador. Ele já está encarregado de comunicar. Gerar lógica e explicação não lhe dizem mais respeito. Vê-se que há uma nítida obsolescência do jornalismo interpretativo em razão do triunfo social do jornalismo informativo e do jornalismo opinativo. Ninguém precisa mais interpretar nada, isto é, ninguém está interessado em aprofundar, detalhar, contextualizar e explicar a origem e a natureza dos discursos sociais. Não há mais porque buscar-se o sentido das coisas e dos fenômenos sociais. O jornalismo clássico mal conseguia fazer isso. Não será agora o cidadão que tratará de anunciar os fatos e de, ao mesmo tempo, explicá-los para a sociedade. Isto agora é da conta apenas do receptor das mensagens. Na nova ordem comunicacional e informacional, se o cidadão quiser, ele que trate de buscar entender a lógica interna de cada pequena realidade empacotada pela informação. Senão a informação valerá apenas como informação. Sem qualquer compromisso com a lógica da verdade.

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