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VAI TER "SÃO JOÃO"? | Rui Costa condiciona São João a vacina e status da Covid-19

  • Sudoeste Digital
  • 03 Fev 2021
  • 10:40h

(Foto: Divulgação)

O governador Rui Costa pediu cautela na avaliação sobre a realização de festas na Bahia, em especial o São João. A declaração foi feita durante o Papo Correria nessa terça-feira (2). Ao responder uma pergunta de um internauta, Rui condicionou a decisão às variáveis de disponibilidade de vacinas, imunização da população e status da Covid-19 quanto aos números de casos, mortes e rede instalada para atendimento à população.

Bacurau é indicado a prêmio internacional na categoria Melhor Filme

  • Redação
  • 27 Jan 2021
  • 13:04h

O Film Independent Spirit Awards é uma espécie de 'Oscar indie', para filmes considerados cults | Foto: Divulgação/ Bacurau

Quase dois anos após o lançamento, o filme Bacurau continua colhendo os frutos do sucesso, desta vez de forma internacional. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, foi indicado ao 36ª Film Independent Spirit Awards, na categoria Melhor Filme Internacional. A premiação é uma espécie de ‘Oscar indie’, para filmes considerados cults, que não tem o apelo de um blackbuster. A produção não é a única representante brasileira na disputa. O país aparece ainda com indicações para o diretor brasileiro Edson Oda com o filme ‘Nine Days’, seu primeiro longa-metragem, nas categorias de “Melhor Primeiro Filme” e “Melhor Ator Coadjuvante”. A cerimônia acontece de forma online no dia 22 de abril.

Kannário defende urgência do projeto da volta do entretenimento na pandemia

  • BN
  • 12 Jan 2021
  • 13:50h

(Foto: Reprodução)

O cantor e deputado federal Igor Kannário (Democratas) colocou, na manhã desta terça-feira (12), mais lenha na fogueira envolvendo a pauta do retorno do entretenimento durante a pandemia da Covid-19. A ação acontece um dia após o secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, não enxergar possibilidade de realização de festas tradicionais na Bahia, como o São João, o Carnaval, em 2021 e ter sido criticado pelo Presidente da Associação Brasileira de Produtores de Eventos na Bahia (Abrape-BA), o empresário Marcelo Britto.

O político defendeu a votação em regime de urgência do projeto de lei (PL 5638/2020) que cria o Programa Emergencial de Recuperação do Setor de Eventos (PERSE). Para o parlamentar, a situação deste setor é grave e deve ter maior atenção do poder público. "Os problemas vão muito além dos empresários e empreendedores, que foram muito afetados. Estamos falando de um setor que gera milhões de empregos, diretos e indiretos, pelo Brasil e que movimenta a economia. São pais e mães de família que estão sem condições de sustentar suas famílias", lembrou.

Dentre outras medidas, o programa aborda temas como a concessão de crédito, ações voltadas para preservação de empregos, financiamento de tributos e desoneração fiscal para o setor de eventos. Kannário alertou que estas medidas serão fundamentais para que este grupo consiga, mesmo com as dificuldades, superar o momento.

"Embora a gente tenha um avanço no sentido da vacina, provavelmente ainda teremos um ano de 2021 muito difícil para o setor de eventos, uma vez que uma imunização em massa da população brasileira não deve ocorrer no curto prazo. Então, é preciso que este socorro seja dado para preservar empregos e garantir que o setor de eventos possa enfrentar esta crise e retomar quando for seguro", defendeu.

O projeto é de autoria do deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE), o mesmo que debateu nas redes sociais com a cantora Anitta, em maio do ano passado, por ter proposto uma emenda na Medida Provisória 948/20 que afetaria os compositores. A MP trata dos prejuízos nos setores de cultura e turismo em função da pandemia. 

'Fest Off': Carnaval e São João na Bahia só devem acontecer a partir de 2022, declara secretário de Cultura da Bahia

  • Jade Coelho
  • 11 Jan 2021
  • 14:55h

(Foto: A TARDE)

O secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, não vê possibilidade de realização de festas tradicionais na Bahia, como o São João, o Carnaval e as festas de largo em 2021. A folia de momo em Salvador já foi cancelada neste ano, mas especulações sobre a realização da festa em outra data vêm sendo levantadas. O prefeito da cidade, Bruno Reis (DEM), já afirmou que considera a possibilidade de realização em julho, caso a vacina contra a Covid-19 já esteja disponível.

Já Franco lamenta, mas afirma que é pouco provável que as festas ocorram da maneira como todos conhecem, com aglomeração de pessoas. Fausto foi o entrevistado desta segunda-feira (11) no Bahia Notícias no Ar, na rádio Salvador FM 92,3.

O turismo é parcela importante da economia baiana. A pasta do setor e a da Fazenda ainda não fecharam os cálculos, mas Fausto adiantou durante a entrevista que os prejuízos pela não realização do Carnaval, por exemplo, passam de R$ 1 bilhão. Em relação a toda a pandemia o número é muito maior. 

O setor de turismo foi um dos mais afetados pela pandemia da Covid-19. Foi um dos primeiros a parar, teve serviços suspensos por meses, e agora retoma aos poucos, mas sofre com baixos números se comparados a anos anteriores.

Apesar do impacto causado pela pandemia, Fausto Franco considera que em dezembro e nesse início de janeiro o setor de turismo da Bahia apresenta bons números e dá sinais de recuperação. “Teve um bom fim de ano, apesar das aglomerações que muita gente insiste em fazer. Mas a ocupação foi boa. As pessoas não puderam viajar pro exterior, além da pandemia e o medo tem a alta do dólar. Além disso somos o estado do Nordeste mais próximo do eixo Rio – São Paulo, então a gente teve um dezembro e vai ter um janeiro bom, mas muito aquém de outros anos”, disse Fausto.

O secretário ainda citou que na Bahia houve até o momento 80% de recuperação de voos.

Coletivo de editoras baianas incentiva valorização da leitura e do mercado local

  • Vitor Rosa
  • 23 Dez 2020
  • 10:40h

(Foto: Reprodução)

Com objetivo de valorizar do mercado literário na Bahia, o Coletivo de Editoras Baianas promove uma série de ações para fortalecer o cenário no estado e manter a média de publicações de autores locais. Formado pelas editoras Caramurê, Casarão do Verbo, Duna, Ogum’s Toques Negros, Mondrongo, Paralelo 13S, Pinaúna, P55, Segundo Selo/Organismo e Solisluna, o coletivo planeja ações para difundir e ampliar o alcance dos livros produzidos na Bahia, visando fortalecer o mercado editorial. De acordo com o editor da Caramurê, Fernando Oberlaender, é importante que editoras locais se unam, principalmente em um período dificultado pela pandemia do novo coronavírus. “Essa união pode mostrar para população que elas [editoras] estão fazendo um trabalho relevante”, pontua. A importância do coletivo também é destacada pela coordenadora da livraria Boto-Cor-de-Rosa e do selo Paralelo 13S, Sarah Rebecca Kersley. Livreira britânica radicada na Bahia, Sarah acredita que unidas as editoras conseguem mostrar aos leitores, de maneira eficiente, o que está sendo produzido no estado.

Campanha de Natal

O grupo de editoras criou a campanha de Natal ‘Livro é o melhor presente! É para sempre!’, que busca incentivar o movimento do mercado literário local através do livro como presente.

Sarah frisa a importância da campanha para que as pessoas possam procurar e conhecer os livros publicados pelas editoras baianas.

“Existem livros excelentes nos catálogos das editoras do coletivo, além de uma variedade enorme, com livros de escritores de diversas origens, idades, e estilos”, diz a coordenadora da Paralelo 13S.

Além de conhecer as editoras baianas, a campanha também incentiva a leitura. Para Valéria Pergentino, da Solisluna Editora, apesar da pandemia da Covid-19 trazer uma dificuldade para o mercado, o período de isolamento também aproximou ainda mais o leitor do hábito frequente de leitura.

“O livro, patrimônio cultural que acompanha o desenvolvimento da humanidade ao longo de sua história, tem sido um grande aliado nesta travessia dos tempos difíceis de isolamento que estamos vivendo.Tem sido um amigo que nos faz companhia, preenche nossos vazios e nos alimenta de conhecimentos. Esta amizade com os livros é um direito de todos! Neste Natal dê um livro-amigo de presente”, enfatiza Valéria.

Apesar da campanha ser lançada com objetivo de incentivar o objeto livro como presente de Natal, o editor da Caramurê, Fernando Oberlaender, acrescenta que é uma campanha atemporal.

“A campanha é para o ano todo. A ideia é fazer a população entender o livro como um objeto, como um bom presente, para ter em casa. Ou seja, fazer a valorização do objeto livro como algo para ser ter para a vida inteira e que marca nossa vida”, frisa Fernando.

Editor da Caramurê, Fernando Oberlaender destaca que campanha é para o ano todo | Foto: Márcio Garcez | Instituto Marcelo DedaEditor da Caramurê, Fernando Oberlaender destaca que campanha é para o ano todo | Foto: Márcio Garcez | Instituto Marcelo Deda

Fim da Corrupio

Após 41 anos de funcionamento, a editora Corrupio, que também fazia parte do Coletivo de Editoras da Bahia, encerrou suas atividades em 2021.

Em entrevista para o caderno Muito, a fundadora da editora - que iniciou as atividades em 1979 -, Arlete Soares, de 80 anos, disse que “tudo que começa tem fim. Entre o começo e o fim, você constrói uma história”.

A editora iniciou com objetivo de publicar obras do fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger no Brasil, já que o artista era amigo de Arlete. Em 1980, foi lançado o livro ‘Retratos da Bahia’, com fotografias feitas por Verger no período de 1946-1959. Também neste ano que Rina Angulo, 75, natural de El Salvador, assumiu o comando da livraria da editora e posteriormente virou sócia.

Rina Angulo e Arlete Soares mantiveram a editora Corrupio por 41 anos | Foto: Olga Leiria | Ag. A TARDERina Angulo e Arlete Soares mantiveram a editora Corrupio por 41 anos | Foto: Olga Leiria | Ag. A TARDE

Ainda em entrevista para a revista Muito, Arlete Soares e Rina Angulo informaram que o fechamento da Corrupio já estava no planejamento e que vão seguir com novos projetos.

“Eu quero agradecer muitíssimo a todo o pessoal que passou pela Corrupio, todos os colaboradores, somos amigos de todos eles, aos nossos clientes e um salve para os autores da Corrupio. Nunca tivemos disputas, nada, sempre foi tudo de uma amorosidade incrível. E me orgulho muito de ter publicado autores tão importantes. A Corrupio não tem um grande catálogo, mas todo o catálogo da Corrupio é precioso. Aqueles livros precisavam acontecer, eles precisavam existir”, agradeceu Arlete.

“Eu sou grata a Arlete primeiro, porque me chamou para trabalhar, e também a todas as pessoas que passaram por aqui. A imprensa sempre nos tratou muito bem. E a Corrupio foi constituindo um catálogo muito forte, que é referência. Então, a gente foi muito agraciada pelas pessoas que trabalharam conosco, os funcionários, os leitores. Eu acho que a gente fez uma bela carreira. E o mais importante, Arlete e eu nunca brigamos como sócias. Como amigas podemos já ter brigado, mas como sócias, jamais”, completou Rina.

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Atraso em aprovações da Lei Rouanet deve gerar apagão na cultura no ano que vem

  • João Perassolo | Folhapress
  • 18 Dez 2020
  • 18:10h

(Foto: Reprodução)

Há um clima de medo entre os produtores culturais neste final de ano. Responsáveis por projetos nas áreas de teatro, dança, artes visuais e economia criativa estão receosos de que a Secretaria Especial da Cultura do governo federal não dê a aprovação final a suas propostas a tempo e que, dessa forma, eles percam os patrocínios já acertados com as empresas. Se isso acontecer, haverá no ano que vem um apagão de espetáculos culturais financiados pela Lei de Incentivo à Cultura - a LIC, o novo nome da Rouanet, principal mecanismo federal de incentivo à cultura no país -, aumentando o desemprego num dos setores que mais sofreu com a paralisação econômica durante a pandemia e que, com a segunda onda do vírus, não tem previsão de voltar a funcionar integralmente. Segundo pessoas próximas aos trâmites, há mais de 200 projetos incentivados parados no gabinete do secretário André Porciúncula, só à espera de sua assinatura para que possam receber as verbas acertadas com a iniciativa privada e serem executados. Na fila estão uma grande exposição com apoio do Sesc no estado de São Paulo e um evento com palestras e entrevistas online com personalidades das artes, por exemplo.

Mas o prazo está se esgotando -- o capitão da Polícia Militar que ocupa a cadeira principal do setor federal de fomento à cultura precisa assinar os projetos logo, porque a data limite para o depósito do dinheiro na conta dos produtores, por parte dos patrocinadores, é 30 de dezembro."Até 2018, a aprovação era super-rápida. Quando havia alguma solicitação por parte deles [o então Ministério da Cultura], era fácil de resolver, porque tinha técnicos especializados do lado de lá. Esse sistema não está funcionando mais como funcionava", diz a gestora Rose Meusburger, que elabora projetos para inscrição na LIC.

Propostas que levam meses para mudar de status no sistema, pedidos de informação repetidos e sem sentido aos proponentes e arquivamento arbitrário de projetos por parte dos servidores da secretaria se tornaram comuns neste ano, de acordo com quatro produtores que falaram sob anonimato por medo de verem os seus projetos empacados de vez.

Um deles, por exemplo, que realiza há anos um conhecido evento de economia criativa na cidade de São Paulo, relata ter recebido da secretaria federal uma resposta afirmando que sua iniciativa não tinha histórico na área nem sinergia com o setor da cultura.

A principal causa de todos esses problemas, de acordo com uma produtora que trabalhou por mais de uma década com uma importante companhia de dança, foi a exoneração em julho de Odecir Prata da Costa, apontado como um dos maiores especialistas na Lei Rouanet do país.

Servidor na área da cultura desde 1988, Prata da Costa fazia, com sua equipe, um mutirão todo fim de ano para que os projetos fossem aprovados a tempo. Segundo essa mesma produtora, parecia haver uma certa boa vontade do então ministério em relação aos produtores culturais.

O processo desandou com a chegada de Porciúncula e as seguidas trocas de comando na pasta da Cultura neste ano, ela acrescenta. O cargo está no seu quarto ocupante, o ator Mario Frias, ex-galã da novela "Malhação", afastado agora, em licença médica.

Procurado, Prata da Costa não quis falar. Porciúncula nãrespondeu aos contatos. Ignorando os questionamentos da reportagem, a secretaria se limitou a dizer em nota que para "não gerar acúmulo no imenso passivo das prestações de contas dos projetos de incentivo tributário, a admissibilidade de novas propostas está atrelada à capacidade operacional da análise das prestações de contas".

De acordo com um dos produtores e Meusburger, a gestora, a falta de pareceristas --profissionais que avaliam os projetos depois da captação de 10% da verba-- também tem contribuído para a lentidão. A reportagem teve acesso a imagens de uma conversa que um produtor teve por WhatsApp com Ronaldo Gomes, coordenador do Programa Nacional de Apoio à Cultura da Funarte, a Fundação Nacional de Artes.

No diálogo, Gomes diz que a Fundação Biblioteca Nacional, a FBN, está sem pareceristas desde agosto e dá a entender que a própria Funarte está desfalcada desses profissionais. Procurado, o servidor não se manifestou. A FBN afirmou que o assunto compete à Secretaria Especial da Cultura mas que seus pareceristas estão, sim, trabalhando.

A demora na liberação dos projetos fez com que a Vale - um dos maiores investidores privados em cultura no ano passado, com ao menos R$ 55 milhões aportados, segundo o governo-- adiasse duas vezes a divulgação dos selecionados de seu edital deste ano e pusesse em seu site um aviso dizendo que "algumas propostas ainda estão em avaliação pelo órgão federal". Dos projetos pré-selecionados, 80% ainda aguardam a assinatura de Porciúncula, informa a empresa. Não há data para a divulgação dos resultados.

O dinheiro da mineradora ajuda a manter de pé o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Brasileira e o Instituto Inhotim, entre outros equipamentos culturais. A previsão da empresa é distribuir, com o edital deste ano, R$ 25 milhões em projetos a serem executados via LIC a partir de janeiro.

Nenhum porta-voz da Vale quis comentar os atrasos. Um gigante do varejo que tem projetos incentivados em artes visuais à espera de aprovação também não aceitou falar.

O alinhamento ideológico do governo Bolsonaro também preocupa os produtores, que são unânimes em afirmar que existe desprezo do Executivo com a cultura e que a demora na tramitação dos projetos na secretaria parece ser de propósito, para prejudicar um setor que tradicionalmente se posiciona à esquerda.

Uma produtora diz que a administração federal pensa que só há comunistas em cima do palco e esquece a cadeia econômica do teatro, que inclui o diretor, o contrarregra, o camareiro, o administrativo e outros profissionais. No ano passado, Bolsonaro chamou a Lei Rouanet de "desgraça" e afirmou que o mecanismo servia para arrebanhar artistas para apoiar os governos do Partido dos Trabalhadores.

Só no primeiro semestre deste ano a captação de recursos via Lei Rouanet despencou 35%, a maior queda da última década, em parte devido à pandemia. A tendência para o ano que vem é de mais queda nos aportes das empresas, segundo fontes.

Quem parece não sair perdendo na jogada, por outro lado, é o setor privado, que pode descontar até 4% do imposto de renda via LIC. Horácio Olandim, sócio da agência de captação CX Projetos, diz que as empresas costumam ter duas outras propostas suplentes para o caso de o primeiro não ser aprovado a tempo.

Devido ao atraso na tramitação, por exemplo, o produtor do evento de economia criativa que estava entre as centenas de proponentes à espera de aprovação perdeu os R$ 750 mil em patrocínio que havia acordado previamente com uma investidora. O dinheiro acabou pulverizado em projetos de educação e responsabilidade corporativa, só indiretamente ligados à cultura.

APAGÃO ONLINE E OFFLINE

O apagão se estende também ao site da Lei de Incentivo à Cultura. Na página, ainda consta que a Secretaria Especial da Cultura é subordinada ao Ministério da Cidadania, quando na verdade está sob a pasta do Turismo desde maio. Na seção de notícias do site, o último post foi publicado em junho, ou seja, há quase seis meses. Uma versão do aplicativo Salic Mobile, onde os proponentes podem acompanhar a tramitação de seus projetos, não existe mais; a versão de Android segue ativa.

No primeiro semestre de 2020, a captação de recursos via Lei Rouanet caiu 35%, a maior queda da última década, atingindo R$ 199 milhões, contra R$ 306 milhões no mesmo período do ano passado. Como o ano não terminou, ainda não é possível saber o saldo de 2020, mas a tendência é de queda nos aportes das empresas, segundo fontes Um dos maiores investidores privados em 2019, para projetos com com execução neste ano, a Vale aportou ao menos R$ 55 milhões via lei de incentivo, segundo o governo; a mineradora já prevê para 202 R$ 25 milhões de aporte para a cultura pela lei. Com aporte de R$ 33 milhões, o Banco do Brasil foi a estatal que mais investiu em cultura no ano passado, seguido da Petrobras, com cerca de R$ 25 milhões; neste ano, o banco aportou até agora quase R$ 20 milhões, e a petrolífera, R$ 7,6 milhões.

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'Humanizar a figura da drag', justifica Gloria Groove ao dar espaço para seu 'lado masculino'

  • Júnior Moreira Bordalo
  • 12 Dez 2020
  • 11:47h

(Foto: Reprodução)

No ano em que quase tudo ao redor do mundo parou como forma de tentar conter o avanço da Covid-19, os artistas precisaram - mais do que nunca - recorrer ao meio digital para seguir trabalhando. E um dos destaques de êxitos é a cantora Gloria Groove. Após dominar as paradas de sucesso ao lado de Manu Gavassi, com a música e clipe de “Deve Ser Horrível Dormir Sem Mim” - projeto que chegou ao top 2 do Spotify Brasil e Top 200 do Spotify Global, traçando marco inédito na carreira de ambas - a drag se reinventou no final do ano e montou um quebra-cabeça com o projeto “Affair”, que foi completamente disponibilizado na última semana com o single “Radar”.  

“Me vi num momento onde a única coisa que fazia sentido para mim era investir em algo que me desse a sensação de realização pessoal. Já era um sonho, só fui atrás de realizá-lo. Ainda tô besta que realmente entreguei uma era completa no meu estilo musical favorito. Que baita realização pessoal”, confessou em entrevista ao Bahia Notícias.

Somando já mais de 19 milhões de execuções - entre YouTube e Spotify - o projeto com cinco faixas trouxe a artista no estilo R&B em que o destaque se virou para sua voz. “A performance vocal é o fio condutor desta história. O R&B sempre esteve e sempre vai estar em minha vida. Isso não quer dizer que parei de fazer pop, ou que só vou fazer R&B... só quer dizer que esse é o meu momento agora”, confessou.

Ao todo, “Affair” conta com “Vício”, que traz o envolvimento; “Suplicar”, destacando a paixão; “A Tua Voz”, evidenciando a desilusão; “Sinal”, apresentando a esperança; e finaliza com “Radar”, mostrando a superação. O nome veio através dessa busca de achar uma palavra que expressasse ao mesmo tempo a tensão sexual presente nas composições, e também a ‘finesse’ que traz a sonoridade estilo musical escolhido. Porém, nos vídeos, o que tem chamando atenção são as aparições de Daniel Garcia, o criador de Gloria Groove. “Existe uma importância enorme em humanizar a figura da drag queen diante da sociedade. Me sinto livre, confortável e artista dos dois jeitos. E de vários outros jeitos também”, destacou.

 

No ano em que quase tudo ao redor do mundo parou como forma de tentar conter o avanço da Covid-19, os artistas precisaram - mais do que nunca - recorrer ao meio digital para seguir trabalhando. E um dos destaques de êxitos é a cantora Gloria Groove. Após dominar as paradas de sucesso ao lado de Manu Gavassi, com a música e clipe de “Deve Ser Horrível Dormir Sem Mim” - projeto que chegou ao top 2 do Spotify Brasil e Top 200 do Spotify Global, traçando marco inédito na carreira de ambas - a drag se reinventou no final do ano e montou um quebra-cabeça com o projeto “Affair”, que foi completamente disponibilizado na última semana com o single “Radar”.  

“Me vi num momento onde a única coisa que fazia sentido para mim era investir em algo que me desse a sensação de realização pessoal. Já era um sonho, só fui atrás de realizá-lo. Ainda tô besta que realmente entreguei uma era completa no meu estilo musical favorito. Que baita realização pessoal”, confessou em entrevista ao Bahia Notícias.

Somando já mais de 19 milhões de execuções - entre YouTube e Spotify - o projeto com cinco faixas trouxe a artista no estilo R&B em que o destaque se virou para sua voz. “A performance vocal é o fio condutor desta história. O R&B sempre esteve e sempre vai estar em minha vida. Isso não quer dizer que parei de fazer pop, ou que só vou fazer R&B... só quer dizer que esse é o meu momento agora”, confessou.

Ao todo, “Affair” conta com “Vício”, que traz o envolvimento; “Suplicar”, destacando a paixão; “A Tua Voz”, evidenciando a desilusão; “Sinal”, apresentando a esperança; e finaliza com “Radar”, mostrando a superação. O nome veio através dessa busca de achar uma palavra que expressasse ao mesmo tempo a tensão sexual presente nas composições, e também a ‘finesse’ que traz a sonoridade estilo musical escolhido. Porém, nos vídeos, o que tem chamando atenção são as aparições de Daniel Garcia, o criador de Gloria Groove. “Existe uma importância enorme em humanizar a figura da drag queen diante da sociedade. Me sinto livre, confortável e artista dos dois jeitos. E de vários outros jeitos também”, destacou.

 

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Humorista Dadá Coelho diz que foi demitida da Globo por ser ‘nordestina demais’

  • Redação
  • 08 Dez 2020
  • 14:39h

A humorista, que agora faz parte das integrantes do programa 'A Culpa é da Carlota', contou que o profissional não está mais na emissora | Foto: Arquivo Pessoal

A humorista Dadá Coelho, que atualmente integra a equipe do programa ‘A Culpa é da Carlota’, no Comedy Central, revelou ter sido demitida da Globo por preconceito. A piauiense chegou a ter um quadro no Fantástico, mas a atração foi cancelada pelo até então chefe do programa jornalista por ser “nordestina demais”. “Só eu, Deus e meu biógrafo sabem o que passei. Tive um quadro no Fantástico, ‘A Gente Ganha Pouco, mas Se Diverte’. O chefão cancelou alegando, ‘você é muito nordestina para ter um quadro no Fantástico’. Chorei copiosamente lágrimas velhas”, contou a humorista no Twitter. Segundo Dadá, o profissional não está mais na emissora. Apesar da situação, a humorista contou que não deixou o episódio a abalar. “Como você faz o caminho de volta ao ser demitida com um argumento desses? Nunca abaixei minha cabeça nem para pagar b**** para esses escrotos. Ai de mim se não fosseeu! Autoestima é minha religião”, acrescentou.

Modelo baiana estampa capa de revista internacional com 'dreadlocks': 'Meu símbolo de resistência'

  • Informações do G1/BA
  • 28 Nov 2020
  • 14:00h

Modelo baiana estampa capa de revista internacional com 'dreadlocks' — Foto: Divulgação/Assessoria

Aos 22 anos, a modelo baiana Samile Bermannelli estampa, neste mês, a capa da edição de aniversário de uma grande revista internacional. Com dreadlocks como símbolo de resistência, ela conversou com o G1 e falou sobre a mensagem que tenta levar aos jovens negros.

Como muitas crianças pretas, Samile também passou pelo processo de alisamento capilar para tentar se sentir parte de uma sociedade que não enxerga beleza nos traços negros. Tudo mudou no final da adolescência, quando ela precisou assumir os cabelos ao natural, por causa da carreira.

"Eu comecei a alisar meu cabelo por volta dos 9 anos de idade. Eu queria poder deixar os meus cabelos soltos, só que os fios crespos não eram bem aceitos pela sociedade. Então eu fiquei refém do relaxante químico por oito anos, até que, após um ano e meio na minha carreira de modelo, minhas agências decidiram cortar o meu cabelo".

A modelo então passou por um processo muito conhecido por pessoas crespas e cacheadas, quando resolvem assumir a textura natural de seus cabelos: o big chop. O termo significa basicamente um grande corte, definitivo. Quando a pessoa corta toda a parte do cabelo que recebeu química.

Artistas baianos demostram preocupação com folião em polêmica sobre Carnaval 2021

  • Júnior Moreira Bordalo
  • 21 Nov 2020
  • 11:32h

(Fotocomposição: BN)

Um dos símbolos da retomada do carnaval de rua do Rio de Janeiro, a cantora Preta Gil virou assunto em diversos portais do Brasil ao defender o adiamento da folia em 2021 por conta da permanência da pandemia da Covid-19. Em uma live com Zeca Camargo para o UOL, disse: "Não tem como. Só depois da vacina. É burrice insistir, se martirizar e ficar sofrendo por uma coisa que é tão óbvia". "Deveria cancelar. Pular mesmo e, em 2022, quem sabe. É complicado nesse momento. Como vamos celebrar a vida com tanta gente morrendo? Como viver a maior festa popular com tantos doentes?", indagou, Em setembro, Ivete Sangalo já tinha comentado sobre esta dúvida. "Faz parte da etiqueta da empatia eu não me deprimir com a ausência do Carnaval, porque esse definitivamente não é o maior problema que nós temos. É preciso ter distanciamento crítico e alguma maturidade", falou  Claudia Leitte, por sua vez, colocou a esperança "no divino". "Só se Deus não quiser, também estou com saudades", comentou durante uma live em maio. A discussão está em alta aqui na Bahia. Se, por um lado, empresários do entretenimento estudam a realização de festas privadas na capital caso a festa momesma realmente não ocorra, por outro o governador Rui Costa (PT) voltou a dizer que Réveillon e outras comemorações que gerem aglomeração não serão autorizadas enquanto uma vacina não estiver disponível. Já o prefeito ACM Neto prometeu bater o martelo sobre a situação até o final de novembro. 

E o que será que pensam outros artistas baianos a respeito deste impasse? O Bahia Notícias entrou em contato com alguns dos nomes que fazem a festa por aqui. Apesar da declaração anterior de Ivete, desta vez, sua equipe informou que a baiana só irá comentar quando tiver certeza de como ficará o cenário. Léo Santana, Tony Salles - cantor do Parangolé - e Denny Denan seguirão a mesma linha de posicionamento. Já outros decidiram se manifestar e expressaram preocupação com a doença e com a proteção da população. Artistas como Márcio Victor (Psirico), Bell Marques, Rafa e Pipo Marques foram procurados, mas não responderam até o fechamento da matéria. Confira:

 

FELIPE PEZZONI, CANTOR DA BANDA EVA

"Entendemos que a saúde da população é importante e não podemos colocar as pessoas em risco. Preservar vidas é o principal objetivo. Lamentamos todo o contexto, pois o carnaval é gerador de renda para milhares de pessoas, centenas de empresas, movimenta a economia da cidade, gera arrecadação de tributos importantes para as políticas públicas. Sem falar que a nossa maior festa proporciona momentos de felicidades para baianos e turistas e é uma importante manifestação cultural. Torcemos para que a vacina chegue logo e medidas de valorização da vida sejam tomadas para que possamos retomar para as nossas atividades com segurança e muita alegria".

TATAU

"Estamos vivendo um momento de muita incerteza, insegurança e medo, né? Esse vírus está apavorando todo mundo e a gente não tem ainda um prazo definido, apenas especulações sobre o começo da vacinação. Então, Carnaval é uma festa de segurança; é um momento muito mais de lidar com a segurança DO POVO! Acho que o adiamento nesse momento seria a coisa mais sensata de se fazer. Eu sou a favor da alteração de datas para a retomada dos eventos, principalmente um evento de grandiosidade como o Carnaval".

LINCOLN SENNA, DO DUAS MEDIDAS

"Acredito que qualquer demonstração de modificação de datas já mostra uma questão de humanidade e preocupação com a integridade da população, a integridade do seu público. O que a gente torce é que, seja em qual data venha a acontecer, que aconteça na data em que a integridade física de todos nós esteja salvaguardada".

BRUNO MAGNATA, DA LA FÚRIA

"Acredito que a festa deve ocorrer quando tivermos a certeza de que todos os envolvidos nela estejam seguros e protegidos. Se trata da maior festa popular do mundo, então é preciso pensar no coletivo, é preciso que a saúde de todos não seja colocada em risco. Se houver a vacina e todos puderem estar protegidos, acredito que poderemos voltar a ter nossa alegria compartilhada".

KATTÊ

"Nós amamos o Carnaval, mas não podemos fazer uma festa popular gigantesca e colocar tantas pessoas em risco, num momento onde tantos já morreram por conta do vírus. Estamos esperando ansiosamente pela vacina e pelo momento que teremos segurança para comemorarmos com um grande e esperado Carnaval. Estou na torcida para que isso aconteça ainda em 2021".

ALEXANDRE PEIXE

"Por mais que estejamos extremamente ansiosos para o retorno normal aos shows, acredito que falar do Carnaval de rua nos moldes tradicionais, sem uma data estabelecida para vacina, é simplesmente especular".

DAN MIRANDA, DO ARA KETU

"Acho que, com a população em segurança, o Carnaval deve ser feito em 2021. Em uma nova data, talvez num formato reduzido. Muita gente precisa do Carnaval. Família, pessoas que estão sem trabalhar desde fevereiro/março. É preciso olhar para o nosso setor também. Eu torço todos os dias pela aprovação das vacinas para ter um passo mais otimista".

DANNIEL VIEIRA

"Esse é um problema da humanidade nesse momento. Covid não é brincadeira, não é apenas uma gripezinha, ela está matando muita gente e o risco do contágio quando se tem uma aglomeração é muito maior. Então eu acho que infelizmente é necessário, sim, adiar. Acho que não tem pra onde correr. É muito melhor a gente adiar felicidade do que antecipar tristezas e mortes".

 

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Tirulipa faz apelo por humorista baiano internado após problemas respiratórios: ‘Quero clamar pela vida do Jotinha’

  • Redação
  • 05 Nov 2020
  • 17:18h

(Foto: Divulgação)

O humorista e locutor José Luiz Almeida da Silva, conhecido como Jotinha, segue internado em um hospital particular de Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano. Segundo familiares, Jotinha está em coma.

A família dele pediu transferência para um hospital público porque não tem condições de pagar a diária do hospital particular, mas a equipe médica que está atendendo Jotinha informou à família que ele precisa de estabilidade clínica, para então ser transferido.

Enquanto isso, amigos e colegas estão fazendo apelo nas redes sociais para que a transferência de Jotinha aconteça assim que ele tenha a estabilidade. Entre os amigos, está o comediante Tirulipa.

“Quero clamar pela vida do Jotinha. Eu sou considerado como o pai da internet do Jotinha e, como pai, eu peço a você, autoridade, que tem um filho, você que é autoridade da Bahia, você que é um político renomado, você que pode fazer muito mais do que eu e muito mais do que todo mundo. A gente não vai conseguir pagar esse hospital particular, porque a conta não fecha, são R$ 23 mil por dia. Quantos R$ 23 mil vão dar? Porque não é só um dia que Jotinha vai ficar”, disse o artista.

Morre, aos 90 anos, o ator Sean Connery, o eterno James Bond

  • O TEMPO
  • 31 Out 2020
  • 10:02h

Fãs do ator já manifestam o luto em redes sociais | Fotos: Reprodução

Faleceu Sean Connery, lendário ator escocês que foi um dos mais célebres intérpretes do persongem James Bond, da saga 007. As informações são da BBC News. Sir Thomas Sean Connery nasceu em Edimburgo, em 25 de agosto de 1930. Ao longo de sua carreira, amealhou um Oscar, três Globo de Ouro e dois prêmios BAFTA. Atuou em filmes como "Outubro Vermelho", e fez grande sucesso em "O Nome da Rosa" (1986), de Jean-Jacques Annaud, baseado no icônico romande do escritor italiano Umberto Eco. Nele, dividiu o set com Christian Slater. Interpretou o papel de Guglielmo de Baskerville, No ano seguinte, encarnava Jimmy Malone, na obra-prima de Brian de Palma, "Os Intocáveis", filme que, vale lembrar, tinha a trilha assinada pelo maestro italiano Ennio Morricone, também falecido recentemente.

Neto pede paciência para definição sobre Réveillon e Carnaval: ‘99% fechado’

  • Bianca Andrade / Matheus Morais
  • 30 Out 2020
  • 14:39h

O democrata garantiu que dará uma resposta antes de dezembro e confirmou o desejo de fazer uma festa depois de fevereiro | Foto: Alfredo Filho/Secom

O prefeito ACM Neto anunciou nesta sexta-feira (30) que os últimos detalhes do Réveillon estão sendo definidos e deve ser compartilhado com a população ainda no mês de novembro.

Durante a coletiva para anunciar os protocolos sobre retomada das aulas na capital baiana, o democrata garantiu que dará uma resposta antes de dezembro, mas não adiantou detalhes sobre a festa ou a não realização do evento.

“Estamos muito próximo de ter uma definição. Estou com o Réveillon 99% fechado, nós estamos apenas intimando os detalhes do Réveillon e eu quero ver se anuncio tudo junto de uma vez só, então já já a gente vai tratar do assunto, será ainda no mês de novembro”.

Quanto ao Carnaval, o prefeito afirmou que não deseja seguir o modelo aplicado no Rio de Janeiro, que não irá realizar a festa em nenhuma data em 2021.

“Por favor, um pouquinho mais de paciência. Eu vi a decisão do Rio de Janeiro, ela veio acompanha de que não vai ter nenhum Carnaval em 2021, esse não era o nosso desejo inicial, o nosso é deixar a porta aberta para a possibilidade de um evento depois de fevereiro”.

Governo do Estado anuncia editais para setor cultural

  • Juliana Rodrigues
  • 30 Set 2020
  • 13:11h

Previsão é de que mais de R$ 50,7 milhões em recursos sejam destinados à área em toda a Bahia | Foto: Camila Souza/GOVBA

O governo do Estado anunciou ontem (29), em videoconferência transmitida pelo YouTube, o lançamento de editais para minimizar os impactos da pandemia de coronavírus no setor cultural. Dois deles já foram publicados no Diário Oficial de hoje (30), enquanto outros seis devem ser divulgados nos próximos dias. Ao todo, mais de R$ 50,7 milhões em recursos serão destinados à área de cultura em toda a Bahia. Os dois primeiros são da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). O Edital Prêmio Jorge Portugal, da Funceb, é voltado para incentivo a projetos artísticos e culturais que estimulem a criação, formação, produção, difusão, memória e pesquisa das artes no território baiano, estando dividido em sete categorias: artes visuais, circo, dança, audiovisual, literatura, música e teatro. O prazo de inscrição vai até 19 de outubro, nos sites da fundação e da própria Secretaria de Cultura da Bahia. O Prêmio vai contemplar 380 propostas, sendo 46 de artes visuais, 48 de audiovisual, 44 de circo, 43 de dança, 46 de literatura, 56 de teatro e 97 de música (dentre as quais 40 são destinadas às filarmônicas), com um montante total de R$ 24 milhões. Nos próximos dias, será publicado o Edital Prêmio de Exibição Audiovisual, que oferecerá uma premiação total de R$ 1 milhão para obras audiovisuais de curta, longa metragem e seriados, de produção independente, na categoria ficção, documentário e animação. Já as ações do Ipac vão contemplar projetos de salvaguarda do patrimônio imaterial por meio de chamada pública, com R$ 6 milhões em recursos. Os editais seguintes serão publicados através dos Centros de Cultura Populares e Identitárias (CCPI), Fundação Pedro Calmon (FPC) e dos Pontos e Pontões de Cultura.

 

Decreto do governo determina que 50% dos recursos da Lei Aldir Blanc na BA sejam destinados a grupos culturais negros

  • Informações do G1/BA
  • 27 Set 2020
  • 14:06h

Decreto determina que 50% dos recursos vão para grupos de manifestação cultural da população negra — Foto: Sérgio Pedreira/ Ag. Haack

Um decreto publicado na edição deste sábado (26) do Diário Oficial do Estado da Bahia determina que 50% dos recursos vinculados à Lei Aldir Blanc, no estado, sejam destinados a grupos de manifestação cultural da população negra. A lei Aldir Blanc, do governo federal, regulamenta ações emergenciais destinadas ao setor cultural durante a pandemia do novo coronavírus. A União entregará para estados, Distrito Federal e municípios R$ 3 bilhões para aplicação nas ações. Espaços artísticos vão receber subsídios mensais que variam de R$ 3 mil a R$ 10 mil. Trabalhadores terão direito a três parcelas de R$ 600. Na Bahia, de acordo com a Secult, serão disponibilizados recursos de R$ 110 milhões. Deste total, 80% será destinado ao auxílio da renda emergencial e 20% para a realização de editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural. Para conseguir o benefício, é necessário fazer cadastro no site da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult). Ainda segundo o texto do decreto deste sábado, a medida entrou em vigor na data da da publicação.