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Lei Aldir Blanc e os desafios para o setor cultural

  • Lorena Oliva
  • 12 Set 2020
  • 15:44h

Se o setor cultural já vinha sofrendo com algumas decisões antes da pandemia, como a extinção de uma pasta própria para a cultura - sendo incorporada, em um primeiro momento, como uma secretaria especial à pasta da Cidadania e, posteriormente, ao Ministério do Turismo -, com escassez de políticas públicas para a área, entre outras situações, nesse período de pandemia a situação só piorou. Pesquisas realizadas por algumas instituições (FGV, SEBRAE, universidades públicas, Secretarias de Cultura etc.) concluem que este é um dos setores mais afetados pela crise de saúde atual. Foi um dos primeiros a terem que parar com as atividades e será um dos últimos a retornarem às atividades presenciais. Um dos agravantes da situação é que grande parte dos profissionais desse setor não contam com uma renda fixa ou carteira assinada, desenvolvendo suas atividades de forma autônoma ou informal. Muitos podem pensar que este setor abrange apenas atores ou músicos, mas há muitos outros componentes, como artistas populares, pessoal que trabalha diretamente com o setor, como áreas de publicidade e marketing, design, softwares, diretores, maquiadores, figurinistas, técnicos de audiovisual, funcionários ou proprietários de casas de espetáculo, de cinemas ou museus, entre tantos outros. Além de todos estes trabalhadores, há também os próprios espaços culturais, que estão vazios há meses, fechando suas portas momentaneamente ou para sempre. Toda a área está parada desde meados de março e só em 18/08/2020 foram publicadas no Diário Oficial da União as regras para distribuição do auxílio emergencial de três bilhões de reais provindos de recursos federais. Tais recursos provêm da implementação da Lei nº 14.017, sancionada em 29 de junho de 2020 - que ganhou o apelido de Lei Aldir Blanc para homenagear o compositor brasileiro que faleceu em decorrência da COVID-19 em maio deste ano - e originada do Projeto de Lei 1075/20, da deputada Benedita da Silva. O auxílio é destinado a I) trabalhadores da área cultural; II) espaços, empresas, cooperativas ou organizações culturais e artísticas que tiveram suas atividades interrompidas em decorrência da pandemia; III) editais, prêmios, chamadas públicas e aquisição de bens e serviços relacionados ao setor cultural. Para além da lei de auxílio emergencial direto para o setor, o que deveria ser pensado é em como formar e capacitar trabalhadores desta área para lidar com o dito “novo normal”, em que se prevê um mercado/demanda em um novo formato – on-line, ou até mesmo híbrido, a partir do momento em que os espaços culturais puderem receber seus públicos novamente. Com relação à digitalização das artes e do entretenimento, à exceção da área musical, outras áreas da cultura podem não conseguir se adaptar de forma tão simples. O setor terá que ser repaginado e há muito trabalho pela frente, com muitos desafios a serem superados. Uma das principais tarefas é a de oferecer suporte àqueles que, por exemplo, não têm habilidade e tampouco espaço ou ferramentas para fazer arte on-line.

 

Lei Aldir Blanc: Prorrogado período de cadastramento dos espaços e/ou coletivos culturais de Brumado

  • Ascom | PMB
  • 11 Set 2020
  • 16:24h

(Divulgação)

De acordo com comunicado da Secretaria Municipal de Cultura de Brumado, o período para cadastramento dos espaços e/ou coletivos culturais para fins de mapeamento e habilitação para recebimento do Benefício Emergencial concedido pelo Governo Federal através da Lei Aldir Blanc foi prorrogado até o dia 16 de setembro, próxima quarta-feira. Os interessados devem acessar o link https://forms.gle/MeE2ocFh3faKykAG6 e preencher o formulário. O cadastramento é etapa primordial para repasse do recurso.

Após a efetivação do cadastro, os documentos obrigatórios listados a seguir devem ser enviados para o e-mail [email protected] 

• RG e CPF do responsável legal;

• Comprovante de endereço;

• Cartão do CNPJ (Caso não possua CNPJ, enviar CPF do responsável pelo espaço);

• Foto do espaço cultural.

O formulário para o referido cadastramento também está disponível no site da prefeitura, no http://transparencia.brumado.ba.gov.br.

Caruru Ameaçado: escassez e preço do dendê inviabilizam tradição

  • Correio 24h
  • 08 Set 2020
  • 12:33h

(Foto: Correio)

Quando chega setembro, um produto costuma ser o vilão dos carurus que alegram Cosme e Damião: o quiabo! Mas, como 2020 não está para brincadeira, uma outra matéria prima fundamental para os carurus está ameaçando de vez as tradicionais homenagens que todos os anos acontecem no mês dos santos gêmeos ou, no caso do candomblé, os ibejis. O dendê, que enfrenta uma escassez nunca antes vista na Bahia, teve seu preço aumentado em mais de 140% no último mês, o que vai reduzir e muito a produção do caruru, seja ele de preceito religioso ou não.


 

Aliado a isso, a impossibilidade de aglomerar também vai contribuir para não haver confraternizações regadas a comida baiana. Ou seja, o aumento de consumo de dendê, que, segundo os distribuidores, chegava a 30% em setembro, deve cair.

A cozinheira e baiana de acarajé Angelimar Trindade Sousa costuma fazer carurus de encomenda e já percebeu que esse ano a coisa vai ser fraca. Primeiro porque as pessoas não vão se reunir em suas casas. Segundo porque os preços das matérias primas da iguaria, especialmente o dendê, estão os olhos da cara.

"Vai ser um mês de setembro fraco para caruru, infelizmente. O preço do dendê subiu demais. O camarão também. São dois elementos que não podem faltar. E nos dias próximos a São Cosme e Damião o preço do quiabo também triplica de valor", observa Angelimar. Todos os anos ela recebia algumas encomendas, uma delas para 50 pessoas. 

Dessa vez, essa mesma encomenda vai ser para apenas 20 pessoas e as quentinhas de caruru serão entregues nas casas. Ou seja, os "convidados" vão receber a iguaria nas residências. "Vou fazer e entregar delivery. O número de encomendas diminuiu bastante e as que confirmaram eu vou levar as quentinhas até as pessoas", explica Angelimar.

Se estivéssemos em um ano normal, certamente muita gente já estaria prevendo fazer ou marcar presença em um caruru. "Normalmente caruru você convida uma pessoa e aparece cem. Isso ninguém vai poder fazer esse ano. Essa época você já tava ouvindo dizer: 'vai ter o caruru de fulano, de beltrano e de sicrano'. Esse ano não tô ouvindo dizer nada", observa a cozinheira. Mas, quem faz caruru de preceito não vai deixar de homenagear os gêmeos e ajudar a população carente, ainda que em menor quantidade.

Dos principais distribuidores de azeite de dendê na Bahia, a empresa Sabor Baiano confirma que o óleo de palma que é produzido no Pará continua chegando em poucas quantidades. Isso porque boa parte da produção paraense tem sido usada para o mercado interno e até para exportação. Marcos Parente, proprietário, diz que em setembro o aumento das vendas costumava ser de cerca de 30%, o que aconteceria entre o meado e o fim do mês. Ele diz não ter certeza se vai ter dendê para a demanda de setembro, ainda que essa seja reduzida. 

"A vendagem do azeite aumenta uns 30% em setembro. Não sei dizer se vai chegar a faltar porque dependemos da situação do azeite feito no estado do Pará. Tá chegando muito pouco, por isso os preços não vão baixar a curto prazo. Lá tem azeite, mas a exportação e venda para Petrobras são prioridades. Então são fatores que não temos controle", explica Marcos. 

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‘Alguns artistas perdem sua humildade’, diz mulher que quebrou obra de Romero Britto

  • Redação
  • 15 Ago 2020
  • 09:25h

Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal

A mulher que destruiu uma obra do artista brasileiro Romero Britto na frente do artista, voltou a ser assunto nas redes sociais, desta vez pelo vídeo completo da confusão envolvendo o pernambucano. Ainda sem nome revelado, no vídeo completo a dona do restaurante Tapelia, em Miami Beach, Estados Unidos, afirma que a peça de R$ 26 mil foi um presente de aniversário dado pelo marido e que ela admirava muito o artista antes do acontecido. “Senhor Britto, boa tarde. Eu sou a dona do restaurante Tapelia, na frente da sua loja. Meu esposo veio aqui e me comprou esta obra de arte de presente de aniversário. Porque o mantinha em um pedestal e te admirava como artista. Eu achava que você era um homem admirável, mas me enganei. Não preciso que você me autografe nada”, falou a moça antes de despedaçar a obra. No perfil do restaurante, que já conta com 79 mil seguidores, a moça, agora identificada como Maellen e seu esposo, Juan Miguel Perez, que durante o furacão Irma, em 2017, chegou a distribuir quentinhas a desabrigados nas ruas, registraram o descontentamento com o brasileiro. “Alguns artistas perdem sua humildade e ganham o rechaço de seus admiradores. Seu grande ego, personalismo e falta de educação visam humilhar a família do Restaurante Tapelia de Miami. Esse foi o resultado”.

Municípios baianos começam a realizar o cadastro para pagamento do auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc

  • Redação
  • 13 Ago 2020
  • 08:38h

O cadastramento é gratuito e os interessados devem comprovar a realização de atividades culturais nos últimos dois anos | Reprodução

A Prefeitura de Lauro de Freitas iniciou o cadastramento de artistas, grupos e espaços culturais do município com o objetivo de inserir os trabalhadores do segmento nos benefícios da lei emergencial “Aldir Blanc” e também realizar o mapeamento cultural da cidade. O lançamento foi feito por meio das redes sociais nesta quarta-feira (12), através do canal da Secretaria de Cultura de Lauro de Freitas, no Youtube e do Instagram (@assmusicosdeitinga). O encontro virtual busca esclarecer todas as dúvidas da população sobre a lei emergencial. O mediador será Sidnei Zapata, diretor do Sindicato de Músicos da Bahia, com participação de Zazá Sousa, secretária da Cultura de Lauro, membros da Associação dos Músicos de Itinga e da Associação dos Músicos de Lauro de Freitas. Os formulários ficarão disponíveis no site da Prefeitura até o dia 27 de Agosto. O cadastramento é gratuito e os interessados devem comprovar a realização de atividades culturais nos últimos dois anos. Além disso, deverão anexar fotos ou outros registros que validem a realização das suas funções profissionais. Os contemplados pelo benefício receberão três parcelas no valor de R$ 600,00, que poderá ser concedido para até duas pessoas da mesma família. Mães solo receberão o valor de R$ 1.200,00. As pessoas jurídicas também terão direito a este auxílio. Estão inclusos no grupo: Espaços culturais e artísticos, escolas de capoeira, museus e bibliotecas comunitárias, centros artísticos e culturais afro-brasileiros, espaços de povos e comunidades tradicionais, comunidades quilombolas e festas populares. O valor a ser recebido varia entre R$ 3 mil e R$ 10mil. De acordo com Ivanildo Souza, presidente da Associação dos Músicos de Lauro de Freitas, esta lei surge como um suporte positivo para os artistas locais que tiveram suas rendas impactadas durante o período de pandemia. “A lei emergencial é de suma importância para a classe artística. Já são cinco meses sem trabalho, sem renda. No encontro de hoje, vamos ponderar as diversas situações e esclarecer todas as dúvidas dos artistas da nossa cidade”, comentou. Para mais informações sobre o cadastramento, a Secretaria Estadual de Cultura disponibiliza os seguintes canais de comunicação: (71) 99688-1460/ [email protected]

Liberação de R$ 3 bi da Lei Aldir Blanc será por meio de plataforma

  • 02 Ago 2020
  • 20:01h

Foto: Reprodução /Agência Brasil

Estados, municípios e o Distrito Federal terão acesso aos R$ 3 bilhões de recursos da Lei Aldir Blanc, destinados a ações emergenciais de apoio ao setor cultural e seus trabalhadores durante a pandemia de covid-19, por meio da Plataforma +Brasil.

O recurso foi estabelecido pela Lei 14.017/2020, mais conhecida como Lei Aldir Blanc, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 29 de junho. O dinheiro será repassado aos estados e municípios que têm a responsabilidade de fazer a distribuição, de acordo com a Agência Brasil. 

Instituída pelo Decreto nº 10.035/2019, a Plataforma +Brasil é um sistema integrado que busca reunir as diferentes modalidades de transferências de recursos da União. Até 2022, a Plataforma operacionalizará todas as 31 modalidades de transferências da União, totalizando a gestão de aproximadamente R$ 380 bilhões por ano.

De acordo com a lei, metade dos R$ 3 bilhões é destinada aos estados e Distrito Federal. Segundo o Ministério do Turismo, o valor foi definido por uma equação que considerou: 20% dos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e 80% em relação à proporção da população. Já o cálculo dos valores que serão passados aos municípios considerou: 20% de acordo com os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e 80% em relação à proporção da população.

O recurso poderá ser usado para pagamento de renda emergencial mensal aos trabalhadores da cultura – R$ 600 pelo período de três meses -, subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais – entre R$ 3 mil e R$ 10 mil – e iniciativas de fomento cultural, como: editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural e outros instrumentos destinados à manutenção de agentes, espaços, iniciativas, cursos, produções, entre outros. Para as ações de fomento foi definido um percentual mínimo de 20%, o equivalente a R$ 600 mil.

Os valores serão transferidos do Fundo Nacional da Cultura, administrado pelo Ministério do Turismo, preferencialmente para os fundos estaduais, municipais e distritais de cultura. No caso de não haver fundo para a realização da transferência, o dinheiro poderá ser repassado para outros órgãos responsáveis pela gestão desses recursos.

Toda a operacionalização dos repasses será feita por meio da Plataforma + Brasil. O Ministério do Turismo ressalta que o gestor de convênios deve estar atento para “em breve” entrar na plataforma, cadastrar o plano de ação e indicar a agência de relacionamento no Banco do Brasil para onde será feita a transferência. O estado/município deverá enviar um relatório de gestão e recolher os recursos não aplicados em um prazo de até 180 dias.

Bahia receberá R$ 203 milhões para apoio à cultura durante à pandemia

  • Redação
  • 01 Ago 2020
  • 08:28h

Distribuição dos R$ 3 bi da Lei Aldir Blanc foi divulgada nesta sexta-feira, pelo Ministério do Turismo | Foto: Reprodução

A Bahia receberá R$ R$ 223.250.179 dos R$ 3 bilhões destinados pela Lei Aldir Blanc para apoio das atividades culturais durante a pandemia. O estado terá a maior cota entre os estados nordestinos, sendo seguido por Pernambuco (R$ 143.366.542), Ceará (R$ 138.604.782) e Maranhão (R$ 114.656.261). Somando os nove estados, o Nordete ficará com R$ 908.407.979. A distribuição dos recursos foi divulgada nesta sexta-feira (31) pelo Ministério do Turismo, pasta a qual a Secretaria da Cultura é vinculada. Conforme a Lei 14.017/2020 (Aldir Blanc), o valor repassado para cada estado, além do Distrito Federal, foi definido por uma equação que considerou: 20% dos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e 80% em relação à proporção da população. O recurso poderá ser usado para pagamento de renda emergencial mensal aos trabalhadores da cultura – R$ 600 pelo período de três meses -, subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais – entre R$ 3 mil e R$ 10 mil – e iniciativas de fomento cultural, explicou o ministério, em nota.20

Câmara rejeita mudanças à MP que regulamenta auxílio a setor cultural

  • 30 Jul 2020
  • 07:54h

Matéria vai a sanção presidencial, conforme texto aprovado pela Câmara, já que as modificações propostas no Senado foram rejeitadas pelos deputados | Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (29), a tramitação da Medida Provisória 986, que prevê prazo de 120 dias para que estados e municípios repassem R$ 3 bilhões de recursos federais para ações emergenciais no setor cultural. Os valores do auxílio que não forem utilizados devem ser devolvidos à União.

A matéria será enviada a sanção presidencial, conforme texto aprovado pela Câmara, já que as modificações propostas no Senado foram rejeitadas pelos deputados para acelerar a tramitação da proposta.

A MP reafirma que a aplicação dos recursos está limitada aos R$ 3 bilhões liberados pela União. Caso municípios, estados e Distrito Federal queiram aumentar os valores, deverão fazer a complementação com recursos próprios. Uma regulamentação deve informar a forma e o prazo para devolução ao governo federal.

A medida complementa a Lei Aldir Blanc, sancionada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro, e prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural, além de um subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais.

Contrapartidas

Em contrapartida ao auxílio emergencial estabelecido pela Lei Aldir Blanc, após a reabertura, os espaços beneficiados com subsídios deverão promover atividades gratuitas a alunos de escolas públicas, prioritariamente, ou para a comunidade. Não poderão receber o benefício espaços culturais criados pela Administração Pública de qualquer esfera, bem como aqueles vinculados a grupos empresariais e espaços geridos pelos serviços sociais do Sistema S.

Trabalhadores do setor cultural, micro empresas e empresas de pequeno porte também terão acesso a linhas de crédito específicas para fomento de atividades e aquisição de equipamentos e condições especiais para renegociação de débitos, oferecidas por instituições financeiras federais.

De acordo com a lei, poderão ser realizados editais, chamadas públicas e prêmios, entre outros artifícios, para a manutenção e o desenvolvimento de atividades de economia criativa e economia solidária, cursos, manifestações culturais, produções audiovisuais, bem como atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou por meio de plataformas digitais.

Lei Aldir Blanc

  • Ascom | PMB
  • 04 Jul 2020
  • 10:09h

(Imagem Ilustrativa)

No último dia 29 de junho de 2020, o Governo Federal sancionou a Lei nº 14.017, denominada Lei Aldir Blanc, que dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública provocado pela pandemia da Covid-19. A lei proporcionará ao Poder Executivo Municipal conceder aos trabalhadores da cultura uma renda emergencial de R$ 600,00, por 3 meses, em parcelas sucessivas. Também um subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social, bem como outras atividades especificadas pela referida lei. Desta forma, a partir do dia 06 de julho de 2020, todos os artistas e agentes culturais de Brumado que quiserem receber o benefício e se enquadrarem nas condições estabelecidas pela lei federal deverão realizar o cadastramento no site www.portaledu.info/brumado e clicar no banner “Mapeamento Artístico-cultural”. Após o preenchimento dos dados e o envio das informações, a documentação comprobatória deverá ser encaminhada ao e-mail [email protected]

‘Só se Deus não quiser’, diz Claudia Leitte sobre realização do Carnaval em 2021

  • Redação
  • 28 Mai 2020
  • 15:31h

(Foto: Reprodução)

A cantora Claudia Leitte tentou se mostrar positiva quanto ao cenário do país nos próximos meses levando em conta a pandemia do novo coronavírus. Em seu perfil no Instagram, a artista respondeu alguns fãs e falou sobre sua expectativa para o Carnaval de 2021, ameaçado de acontecer devido a doença. “Tem alguma noção do Carnaval 2021? Vai rolar? Saudades”, escreveu o admirador da cantora Claudinha foi direta em sua resposta: “Só se Deus não quiser, também estou com saudades”. Em entrevista ao programa Poder em Foco, no SBT, o prefeito ACM Neto afirmou que para a festa acontecer de forma normal é necessário o desenvolvimento de uma vacina. “Claro que se até lá houver uma vacina, e a gente espera que haja uma vacina, esse assunto vai estar inteiramente resolvido. Se não houver, vai ser preciso analisar num momento mais próximo do futuro quais são as condições de transmissão do vírus, quais são as restrições que ainda precisarão acontecer em 2021”, disse. Porém, afirmou que não tem como ser completamente positivo com o cenário enquanto os números não diminuírem e a vacina comece a ser desenvolvida. “Se a gente for fazer uma avaliação com o cenário de hoje, é impossível pensar em eventos com aglomerações de pessoas, com junção de pessoas, principalmente numa escala como o Carnaval. Mas eu espero que as coisas melhorem muito até lá. As pessoas se abraçando, se beijando, é muito contato físico. Aliás, essa é uma característica de Salvador e dos baianos o contato físico. Eu tenho alertado a população que infelizmente, neste momento, não é possível ter perspectivas otimistas”

Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro

  • Informações do G1
  • 20 Mai 2020
  • 10:21h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20) a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Em publicação em uma rede social, o presidente afirmou que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo. A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura. "Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", afirmou Bolsonaro. Regina Duarte assumiu a pasta em 4 de março, com a missão de "pacificar" o embate entre a classe artística e a indústria da cultura com o governo federal.

Paralisação da cultura deve gerar prejuízo de R$11,1 bilhões em 3 meses

  • Redação
  • 01 Mai 2020
  • 14:24h

(Foto: Reprodução)

O estudo de um grupo de economistas da cultura divulgado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedepar-UFMG) mostra que a paralisação das atividades culturais como cinema, shows, teatro e visitas a museus, causará um prejuízo de R$ 11,1 bilhões em três meses no Brasil. De acordo com os pesquisadores, para cada R$1 perdido na cultura, perde-se R$ 1,6 na economia como um todo. Segundo reportagem do jornal O Globo, o cálculo foi realizado em cima do gasto médio do brasileiro com consumo cultural feito em atividades ao ar livre ou em espaços culturais nos últimos anos. É o que difere a pesquisa de outra estimativas que tentam prever o impacto negativo do setor levando em conta as perdas com cancelamento de grandes eventos por exemplo. Nestes cenários, o prejuízo calculado é ainda maior, como a estimativa de R$34,5 bilhões de perdas apenas em São Paulo, feita pela secretaria de cultura e economia criativa do estado. De acordo com os dados do IBGE e PNAD mais recentes usados na pesquisa da UFMG, as atividades de cultura e lazer, que envolvem consumo ao fora do domicílio, representam em média 14,36% dos gastos em cultura das famílias brasileiras. Ao dividir esses gastos por classe social, fica clara uma diferença significativa: nas classes de renda mais baixa o gasto mensal é de 8,52%, enquanto nas mais ricas é de 21,7%. Com o corte total dessas despesas devido as medidas de isolamento social, o pesquisadores projetaram um cenário de três meses de paralisação completa dessas atividades chegando até o montante de R$ 11,1 bilhões de impacto negativo na economia brasileira. Porém, a pesquisa alerta que o encolhimento do setor já vem de antes da pandemia. Nos últimos dez anos, o número de empresas no setor caiu de 353 mil 325mil, uma redução de 7,9%.

Embolar São João com Papai Noel; será que o bom velhinho vai deixar?

  • Levi Vasconcelos
  • 21 Abr 2020
  • 11:25h

(Foto Ilustrativa)

E já que estamos em tempo de contramão, o deputado Marcell Moraes (PSDB) entrou com um projeto que transforma o 12 de dezembro (sábado) em feriado, e pontos facultativos nos dias 10 e 11, quinta e sexta-feira anteriores, respectivamente. Quer que o São João, suspenso neste ano, aconteça em dezembro, argumentando que o prejuízo é pesado. Ainda que o vírus deixe e Papai Noel aceite, já pensou em dezembro São João com eleição? Tem tudo para não dar.

Luto na Literatura: escritor Rubem Fonseca, aos 94 anos

  • Luciana Freire
  • 15 Abr 2020
  • 14:58h

onseca sofreu um infarto hoje, perto da hora do almoço, em seu apartamento, no Leblon. Foi levado imediatamente ao hospital Samaritano, onde morreu | Foto : Zeca Fonseca/Divulgação

No início da tarde de hoje (15) morreu no Rio de Janeiro um dos maiores escritores do Brasil, Rubem Fonseca. Fonseca sofreu um infarto hoje, perto da hora do almoço, em seu apartamento, no Leblon. Foi levado imediatamente ao hospital Samaritano, onde morreu. A informação foi divulgada pela coluna do Lauro Jardim. Rubem Fonseca é autor, entre outros, de "Feliz ano novo" (1976), "A cólera do cão" (1963), "O cobrador" (1979). Seu último livro de contos inéditos foi lançado há dois anos, "Carne crua".

Festival de Lençóis é adiado para o final do ano

  • Redação
  • 16 Mar 2020
  • 16:42h

O evento, que aconteceria entre os dias 30 de abril e 2 de maio, teria uma presença estimada em 10 mil pessoas por dia | Foto: Rita Barreto/ Setur

A 20ª edição do Festival de Lençóis, que acontece na Chapada Diamantina, foi adiado para o mês de outubro. De acordo com a produtora do evento, Pau Viola Cultura e Entretenimento e a Eco Show Produções, em consonância com a Prefeitura Municipal de Lençóis estão seguindo recomendações governamentais em adiar eventos com grandes públicos em razão da epidemia do novo coronavírus. O evento estava previsto para acontecer entre os dias 30 de abril a 02 de maio, mas foi transferido para o período de 09 a 12 de outubro. Segundo a produção, a programação prevista para o evento continuará a mesma. “Estamos fazendo a nossa parte em prevenir a disseminação do novo coronavírus, adiando o maior festival do interior da Bahia. Em 19 anos de evento, a Pau Viola sempre se preocupou pelo conforto e a segurança da população local e de milhares de turistas que se deslocam para Lençóis”, comenta Paula Resende, diretora da Pau Viola. O Festival de Lençóis é realizado com base na fomentação da cultura, sustentabilidade e fortalecimento da cidadania através das artes e práticas do turismo cultural. O público diário estimado do evento é de 10 mil pessoas. Nas edições anteriores, o festival reuniu nomes de artistas locais e consagrados, como Rita Maria, Gilberto Gil, Gal Costa, Lenine, Ana Carolina, Luís Melodia, Flávio Venturini, Adriana Calcanhoto, Elza Soares, Nando Reis, Vanessa da Mata, Mart’nália, Lazzo, Ju Moraes, Russo Passapusso e Baile do Bem (Sandra de Sá, Serjão Loroza e Negra Li).