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Jerônimo Rodrigues diz que protocolo de retorno às aulas será anunciado nos próximos dias

  • Redação
  • 27 Out 2020
  • 11:22h

Segundo secretário estadual de Educação, turmas do ensino infantil devem ser as últimas a retornarem às atividades | Foto: Reprodução

O secretário de Educação da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (27) que o protocolo sanitário para o retorno das aulas presenciais na Bahia será fechado nos próximos dias. A expectativa, segundo o secretário, é que o anúncio das medidas seja feito após as eleições, cujo primeiro turno ocorrerá no de 15 de novembro. Ainda não há uma data definida para a possível retomada do calendário letivo.

Ao bahia.ba ele confirmou escalonamento prevê inicialmente a liberação do ensino superior, conforme o governador Rui Costa (PT) afirmou na segunda-feira (26).  No planejamento a ser desenhado, as turmas do ensino infantil devem ser as últimas a retornarem às atividades.

“O aceno do governador é justamente iniciarmos com quem tem a idade maior pela facilidade em equilibrar o respeito às regras de distanciamento, de máscara etc. Isso é sempre mais difícil com as crianças, com os menores, que não têm a noção ainda. A intenção nossa é pensar num protocolo, mas nós não temos ainda aqui agora a data. Estamos fechando isso nas próximas horas, nos próximos dias”, declarou Rodrigues.

Governador diz que volta às aulas começará pelo nível superior

  • Eduardo Dias / Matheus Morais
  • 26 Out 2020
  • 11:05h

Instituições terão auntonomia para seguir e definir seu cronograma de retorno, segundo Rui | Foto Gov/BA

O retorno das atividades escolares na Bahia está próximo, segundo o governador Rui Costa (PT), que afirmou na manhã desta segunda-feira (26) que o protocolo será iniciado de forma escalonada, iniciando com a liberação das universidades. Rui disse que vai autorizar as aulas presenciais por pelo menos duas semanas para “ver o comportamento”, e só depois irá analisar os demais níveis da educação, como médio e fundamental.

“Ainda não temos novidade, estamos avaliando. Tivemos uma reunião e essa semana ainda a gente deve tomar alguma posição. Devemos fazer, como eu já disse antes, o processo de forma escalonada. Inicialmente, nós pretendemos liberar para funcionar o nível superior. Ou seja, as universidades e deixar rodar por uma ou duas semanas para ver o comportamento. Depois, vamos gradualmente liberando”, disse, em coletiva após visita às obras do tramo 3, da Linha 1 do metrô, próximo ao viaduto de Campinas de Pirajá..

O governador, no entanto, disse que o protocolo de retorno não deve ser encarado pelas universidades como uma determinação e que cada uma deve seguir e definir seu cronograma de retorno.

“Quando digo isso, estou dizendo que vão voltar, necessariamente, mas cada universidade, cada faculdade define o seu programa e tem autonomia para definir a sua volta. O que não significa que é uma determinação para retornar. Apenas do ponto de vista sanitário e de saúde estaria liberado para retornar. Nós avançamos para esse conceito de liberar por grupos. E o primeiro a ser liberado deve ser o grupo das universidade”, explicou o governador.

Cirurgião-dentista livramentense morre por complicações do coronavírus em Salvador

  • Livramento Manchete
  • 26 Out 2020
  • 10:15h

LinkedIn Foto: Reprodução / Facebook

O jovem cirurgião-dentista Welber Santos Magalhães, natural de Livramento de Nossa Senhora faleceu no último sábado em decorrência do vírus covid-19, em Salvador. Conforme informações obtidas pelo Livramento Manchete, o dentista era discente do Programa de Pós-Graduação em Medicina e Saúde, ele morava em Salvador e faleceu por complicações do coronavírus. Welber formou-se em odontologia pela Universidade Federal da Bahia no ano de 2014, foi residente multiprofissional do Complexo Hospitalar Professor Edgard Santos de 2016 a 2019. Era um jovem dedicado ao estudo da saúde bucal em pacientes psiquiátricos. 

Campanha está liberada. Aula presencial não

  • Fernando Duarte
  • 26 Out 2020
  • 09:49h

(Foto: Reprodução)

O governo da Bahia confirmou a suspensão das aulas presenciais na rede pública e privada até o dia 15 de novembro. É a atitude mais adequada, em um cenário de pouco controle da disseminação do novo coronavírus. Porém a nova data ser a mesma do primeiro turno das eleições de 2020 é uma infeliz coincidência - e vamos tratar como coincidência para não fazer juízo de valor. Campanha eleitoral pode acontecer. Aulas presenciais, não. É uma inversão de valores, mas ninguém vai admitir isso. O governador Rui Costa é apenas um elemento nessa disputa narrativa. É certo que há uma pressão grande para o retorno das aulas presenciais, porém as comunidades escolares são um eixo muito mais fragilizado para modificar o status quo da classe política. Veio dela a força para que a eleição fosse mantida em 2020. E vem dela a pressão para que a campanha eleitoral aconteça como se não tivéssemos uma pandemia. É uma sucessão de erros que o país pagará no médio e longo prazo. O fio da meada foi dado pelo secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues, antes mesmo da publicação do decreto que manteve a suspensão das aulas. “Escola é aglomeração de forma presencial. Até o dia 15 de novembro vamos ver muitos eventos de aglomeração eleitoral e as escolas não podem ser mais uma”, disse. Sim, escolas geram aglomerações. Campanhas eleitorais também. No entanto apenas as primeiras estão com atividades limitadas. Os candidatos a prefeito e a vereador em todo o estado agem como em outros anos, ignorando as recomendações sanitárias e de saúde. Se não é possível reabrir as salas de aula presenciais, não há porque autorizar a realização de atos políticos, sejam comícios, caminhadas ou reuniões públicas. Mas não foi o que aconteceu desde o início da campanha eleitoral. No final de semana inicial, o limite de pessoas para eventos subiu para 100. Agora, ainda com escolas sem atividade, esse limite cresceu para 200. Até quando podemos tapar o sol com a peneira e não enxergar que há certo nível de incoerência nessa ação? Candidatos a cargos públicos precisam ser responsabilizados também por agirem de maneira tão errática. Seja com a pressão para seguir com a campanha, seja com o endosso para que as aulas presenciais sigam suspensas. Enquanto assistimos a mais um episódio do circo político, os estudantes seguem prejudicados pela pandemia. E a sociedade também se omite. Aulas presenciais deveriam ser liberadas? Não. Mas campanhas eleitorais também não.

 

 

'Escola é aglomeração', diz secretário de Educação; suspensão das aulas será prorrogada

  • Lucas Arraz
  • 23 Out 2020
  • 12:59h

(Foto: Reprodução)

O decreto que suspendeu as aulas presenciais em escolas de toda a Bahia, com prazo de vencimento para o próximo domingo (25), será prorrogado. Segundo o secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues (PT), o governador Rui Costa ajusta os últimos detalhes de uma nova ordem de suspensão para a próxima semana. 

O secretário comparou o retorno às aulas a aglomerações que devem ser evitadas durante a pandemia. “Escola é aglomeração de forma presencial. Até o dia 15 de novembro vamos ver muitos eventos de aglomeração eleitoral e as escolas não podem ser mais uma”, disse o secretário. 

Jerônimo foi o entrevistado desta sexta-feira (23) do programa Isso é Bahia, do Bahia Notícias em parceria com A Tarde FM (103.9). 

“Não temos uma data firme para o retorno das aulas e essa não é uma postura apenas da Bahia. No Brasil, volta e meia, a gente assiste a uma iniciativa de retorno às aulas com participação muito baixa de alunos. O governador Rui Costa não gosta de anunciar uma coisa para não acontecer”, completou. 

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), anunciou nesta quinta-feira (22) que a prefeitura e o governo da Bahia iniciaram a elaboração de protocolos para retomada das aulas presenciais na capital baiana.

Segundo Neto, a expectativa é de que, “em breve”, ele e o governador Rui Costa (PT) anunciem conjuntamente qual serão as regras para volta das atividades escolares em toda a Bahia, paralisadas por causa da pandemia de coronavírus. A atuação unificada foi discutida em reunião entre os dois, realizada nesta quarta (21)

ACM Neto admite risco de 2ª onda de contaminações e faz apelo por uso de máscara

  • Alexandre Santos / Eduardo Dias
  • 23 Out 2020
  • 11:29h

"Por que está acontecendo lá, e não vai acontecer aqui", questionou o prefeito ao se referir ao avanço da pandemia na Europa | Foto: Divulgação

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse na manhã desta sexta-feira (23) não descartar a possibilidade de uma segunda onda de contaminações por Covid-19 atingir a capital baiana. Segundo o gestor, o avanço de novos casos e mortes em decorrência da doença na Europa é um alerta importante do que poderá ocorrer nos Brasil. “É preciso ver o que está acontecendo aí fora, porque de fato há risco de segunda onda. Porque está acontecendo em outros lugares. Por que está acontecendo lá, e não vai acontecer aqui? Se aqui nós vivemos e passamos por tudo o que passamos”, disse o prefeito em uma entrevista coletiva. ACM Neto afirmou estar preocupado ao ver parte da população ignorando o uso de máscaras nas ruas. “Infelizmente, eu tenho visto muita gente sem máscara, Isso é o que está me preocupando mais hoje. Não dá pra gente relaxar”, declarou ele. “Por favor usem máscaras. Isso é o mínimo que a gente possa fazer”, apelou o prefeito.

Coronavírus em Conquista: “Estou muito preocupado com aumento de casos, a cidade está abandonada”, diz secretário estadual de saúde

  • Redação
  • 23 Out 2020
  • 07:41h

(Foto: Reprodução)

O Secretário Estadual de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, afirma que está muito preocupado com a situação da pandemia em Vitória da Conquista. “É lamentável que o prefeito não tome nenhuma providência para combater o coronavírus. A cidade está abandonada e eu fico muito preocupado com o que vai acontecer com Conquista”, disse Vilas-Boas, em entrevista concedida a jornalista Joana Rocha no programa Conquista de Todos, da Brasil FM. Em outro momento desta entrevista ao programa Conquista de Todos, ancorado por Elton Becker, o secretário disse que Vitória da Conquista é uma das cidades com maior taxa de contaminados da Bahia. “Lamentavelmente, esses últimos anos foram anos de desastre para a saúde pública de Conquista. E nós esperamos que o gestor que vier a ganhar volte a ter uma visão social de como deve ser a saúde do município“, finalizou.

Linha de frente: a realidade dos atendimentos odontológicos durante a pandemia

  • Central Press
  • 22 Out 2020
  • 15:07h

Relatório do Ministério da Saúde aponta que dentistas representam o menor índice de contaminados entre profissionais da saúde na linha de frente contra Covid-19 | Foto: Divulgação

Se as máscaras e luvas descartáveis já faziam parte da rotina dos dentistas ao atender os pacientes, essa realidade se intensificou com a Covid-19. Protetores faciais, desinfecção mais intensa e ainda mais cuidados nos consultórios e salas de espera, utilização de máscaras especiais, redução nos números de agendamentos e constante aplicação de álcool em gel são algumas das medidas adotadas pelos profissionais da saúde bucal durante a pandemia. E alguns estudos têm mostrado que essas mudanças têm sido efetivas na proteção dos dentistas. De acordo com o Conselho Federal de Odontologia (CFO), cirurgiões-dentistas, auxiliares e técnicos em saúde bucal representam o menor índice de contaminados entre os profissionais da saúde que estão na linha de frente contra a Covid-19 no Brasil. O relatório divulgado no início do segundo semestre pelo Ministério da Saúde apontava que, do total de pessoas infectadas, 0,17% eram cirurgiões-dentistas, o que representava 2.737 profissionais contaminados, do total nacional de 1.603.055 pessoas infectadas entre os meses de março e junho.

Outro estudo divulgado recentemente pelo The Journal of the American Dental Association mostra que, nos Estados Unidos, menos de 1% dos dentistas foram infectados pelo novo coronavírus. Em março, o jornal The New York Times havia colocado a odontologia como uma das profissões com maior risco de contágio da Covid-19, segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA.

O baixo número de profissionais infectados mostra que protetores faciais e desinfecção mais intensa têm auxiliado na proteção tanto dos dentistas quanto dos pacientes. Segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Odontologia, com 40 mil cirurgiões-dentistas, 82% dos profissionais continuam atendendo os pacientes em consultórios odontológicos com base nos cuidados de biossegurança recomendados pelo Conselho.

Essa foi a realidade do cirurgião-dentista e gerente de novos produtos e práticas clínicas da Neodent, Sérgio Bernardes, que manteve operando e seguindo todos as orientações e protocolos de segurança durante a pandemia. Ele faz parte de um universo de 328 mil cirurgiões-dentistas brasileiros, de acordo com números do CFO, que precisaram adaptar procedimentos com a chegada do novo coronavírus. A categoria foi diretamente impactada pela pandemia, já que a saliva e a propagação de aerossóis são os principais meios de transmissão da Covid-19.

Ele conta que atender os pacientes em meio a uma pandemia é uma experiência nova, desafiadora e de muita responsabilidade, visto que, além dos atendimentos de emergência, a rotina dos cuidados com a saúde bucal não pode parar. “Mesmo os consultórios sendo ambientes reconhecidamente preparados para evitar qualquer tipo de transmissão de doenças, nós tivemos que reforçar e criar novas rotinas de segurança. Novos EPIs foram incluídos e uma rotina mais rigorosa de cuidados foi implantada”, afirma. 

O presidente científico da Neodent, Geninho Thomé, também é professor no Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico e esteve à frente da criação de um manual com orientações de biossegurança para consultórios odontológicos dentro do movimento “Conta Comigo”. Ele avalia que a busca pela atualização de conhecimentos foi algo fundamental para os profissionais nesse período. “É uma realidade que ninguém nunca tinha vivenciado, então tudo é muito novo. O compartilhamento de informações e tomadas de decisões criteriosas foram armas extremamente importantes nesses meses”, explica.

O manual foi uma das principais iniciativas de suporte aos dentistas elaboradas durante a pandemia. “É um momento de união do setor, como forma de resgatar a confiança do brasileiro na saúde, para que o paciente se sinta seguro ao visitar um dentista, sem medo de ser contaminado” conta Matthias Schupp, CEO da Neodent. “A proposta é tão efetiva e necessária, que foi adaptada em nível internacional e traduzida para diversos idiomas”, comenta.

 Força do setor

Segundo o CFO, o setor de odontologia tem movimentado, em média, R$ 38 bilhões por ano. É a segunda profissão mais rentável no país, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), reflexo principalmente do avanço tecnológico e de especializações na área. Novas tecnologias que têm sido observadas de maneira bastante consistente na odontologia estética. A área também sentiu os reflexos da pandemia com o aumento considerável da busca por procedimentos, como alinhamentos e implantes. 

No consultório da cirurgiã-dentista e especialista da ClearCorrect Caroline Aranalde, a procura por alinhadores transparentes deu um salto. “A pandemia trouxe uma busca pela saúde em todos os seus aspectos. Hoje, recebo em meu consultório pacientes que se viram motivados a conhecer alternativas que podem trazer melhorias tanto na autoestima quanto na qualidade de vida”, conta. A média de vendas dos alinhadores da ClearCorrect, marca utilizada pela dentista, teve um crescimento de quase 60% durante a pandemia. Para atender a demanda, a empresa adquiriu uma nova linha de impressoras 3D, um terceiro turno de operações foi implantado e o volume de produção dobrou em três meses.

“A nova realidade vivida pelos dentistas reforça a dedicação e o comprometimento dos profissionais da saúde bucal com os pacientes, mantendo os atendimentos necessários com segurança e eficiência durante a pandemia da Covid-19”, finaliza Matthias.

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Morre o pastor Romualdo Prates, vítima do coronavírus

  • Informacões do Blog Itororó Já
  • 22 Out 2020
  • 09:47h

(Foto: Reprodução)

O Evangelista da Igreja Assembléia de Deus Madureira Romualdo Prates Brito de 44 anos faleceu na cidade de Ilhéus, em decorrência de complicações causadas pelo Coronavírus. Familiares informaram que após ser diagnoaticado com Covid 19 Romualdo chegou a ficar internado na Fundação Hospital e Maternidade de Itororó, mas, precisou ser transferido para a cidade de Ilhéus onde permaneceu na UTI. Após sofrer 3 paradas cardiorrespiratórias Romualdo acabou não resistindo e veio a óbito na tarde desta quarta feira, 21. O enterro ocorreu no Cemitério local de Itororó as 19h. O Evangelista deixa esposa e quatro filhos.

 

STF está disposto a garantir isenção da Anvisa em aprovação de vacinas, diz coluna

  • Redação
  • 22 Out 2020
  • 09:07h

Ministros conversaram sobre o assunto na quarta-feira (21) | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) conversaram na quarta-feira (21) e concordaram que, se chegarem ao tribunal ações que peçam a garantia de que a Anvisa seguirá critérios técnicos para aprovar as vacinas, a corte é obrigada constitucionalmente a atender. A informação é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época. Segundo a publicação, caiu mal entre alguns dos ministros o comportamento de Bolsonaro, politizando a escolha das vacinas e submetendo novamente o Ministério da Saúde às desavenças políticas. A avaliação é que assegurar uma Anvisa técnica, neste cenário, é fundamental

Morre voluntário brasileiro em testes de vacina da Universidade de Oxford

  • Com informações de O Globo e da revista Exame
  • 21 Out 2020
  • 16:55h

Vacina do laboratório Astrazeneca (Foto: Paul Biris/Getty Images)

Voluntário em testes clínicos da vacina da Universidade de Oxford (ING) e do laboratório Astrazeneca, um médico brasileiro morreu de complicações de Covid-19. O óbito ocorreu na quinta-feira (15) e divulgada nesta quarta-feira (21) pelo jornal O Globo. A vítima fatal, que também não teve a identidade revelada, tinha 28 anos e não apresentava comorbidades. Participou do teste em setembro, mas não foi divulgado se ele recebeu a vacina ou o placebo. O método usado nos testes é o duplo-cego – metade recebe a substância em teste e a outra metade um placebo. Nem pesquisadores e nem voluntários sabem em quem foi aplicada a vacina. Segundo a revista Exame, o falecimento não interromperá os testes. O Comitê Internancional de Avaliação de Segurança sugeriu a sua continuidade. A Anvisa foi comunicada do falecimento do brasileiro. Desde março, o médico e voluntário participava do atendimento às vítimas do novo coronavírus no Rio de Janeiro, inclusive em UTIs. 

Covid-19 é uma Sindemia

  • FolhaPress
  • 21 Out 2020
  • 14:31h

(Foto: Reprodução)

Cientistas publicaram, no final de setembro, na revista científica The Lancet um artigo que propõe definir a Covid-19 como uma sindemia. O texto é assinado pelo editor-chefe da revista, Richard Horton. Na publicação, o pesquisador diz que a doença alcançou um patamar diferente de qualquer outra pandemia já enfrentada pela humanidade na História. Tratada inicialmente como uma 'pneumonia desconhecida' quando os primeiros casos começaram a surgir em Wuhan, na China, a Covid-19 foi classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 11 de março. O termo se refere a uma epidemia - quando surtos de uma doença ocorrem em várias regiões - que se estende a níveis mundiais. A palavra sindemia nada mais é do que a junção das palavras “sinergia” e “pandemia”. “Sinergia” significa algo que, quando somado, o todo é maior do que a soma das partes. Ou seja, diversos impactos da Covid-19, como os fatores socioeconômicos atrelados à doença e até mesmo outras morbidades, acabam tornando o cenário pior. Em resumo, é como se a soma de 1+1, nesse cenário sinérgico, desse mais do que 2.

"A natureza sindêmica da ameaça que enfrentamos exige não apenas tratar cada aflição mas também abordar urgentemente as desigualdades sociais subjacentes que as afetam, ou seja, a pobreza, a moradia, a educação e a raça, que são fatores determinantes poderosos da saúde", diz Horton no artigo. O termo, portanto, pretende explicar de uma maneira mais aprofundada o comportamento e as consequências do vírus no mundo.

A definição de “sindemia” foi dada pelo antropólogo americano Merrill Singer, nos anos 1990. Segundo ele, a sindemia é definida como “quando duas ou mais doenças interagem de tal forma que causam danos maiores do que a mera soma dessas duas ou mais doenças”. 

Desde o surgimento da Covid-19, pessoas com doenças como obesidade, diabetes e hipertensão foram incluídas no grupo de risco, e se sabe que o impacto nelas é especialmente grave.  O vírus portanto, não age sozinho, e, quando combinado com outras doenças especialmente desencadeadas pela desigualdade social traz ainda mais complicações.

Richard Horton afirma que a pandemia da Covid-19 não é apenas uma pandemia, mas várias juntas. Embora as doenças cardiovasculares e idade sejam os principais fatores de risco associados ao agravamento do quadro e morte por Covid-19, outros fatores, como socioeconômicos, afetam como as populações sobrevivem à crise sanitária do coronavírus.

O editor acrescenta ainda que a Covid-19 é uma "emergência de saúde crônica agravada" e seu impacto no futuro está sendo ignorado.

"As doenças não transmissíveis têm desempenhado um papel crítico no mais de um milhão de mortes causadas pela Covid-19 até o momento, e continuarão a influenciar a saúde de todos os países depois que a pandemia for embora. À medida que retomarmos nossos sistemas de saúde à raiz de doenças como a Covid-19, este estudo sobre a carga mundial de morbidade e mortalidade oferece um meio de direcionar qual a maior emergência e como isso difere entre os países."

Estudo

No estudo publicado em The Lancet, desenvolvido pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME, na sigla em inglês), da Universidade de Washington, os pesquisadores avaliaram 286 causas de morte, 369 doenças e lesões e 87 fatores de risco em 204 países e territórios em todo o mundo.

Os dados mostram como o mundo, em especial os sistemas de saúde pública, não estavam preparados para uma pandemia e, pior, como fatores de risco tratáveis e evitáveis, como obesidade e hiperglicemia, não têm recebido a devida atenção dos programas de saúde globais.

Apoiado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o estudo que avalia a carga global das doenças é realizado anualmente como forma de analisar quais as principais causas de morte e de perda de qualidade de vida, bem como a mudança de expectativa de vida nos últimos 30 anos.

O impacto da Covid-19 na saúde das pessoas não será apenas sentido em 2020 e em 2021, afirmam os pesquisadores, mas nos anos seguintes também.

Entre os fatores que agravaram a crise está a ineficácia da saúde pública para impedir o aumento de fatores de risco, como programas nacionais de conscientização e prevenção para as chamadas doenças não transmissíveis (obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol alto).

Para Christopher Murray, diretor do IHME e principal autor do estudo, o aumento da expectativa de vida no mundo é um indicativo positivo ao avaliar doenças infecciosas que assolavam países da África subsaariana até meados dos anos 2000, como Aids e tuberculose. No entanto, a maior perda de expectativa de vida global hoje está relacionada a fatores de risco como doenças cardiovasculares, dietas desequilibradas e poluição do ar.

Em parte, as melhoras em cuidado neonatal e de assistência materna elevaram a sobrevida e diminuíram o risco de morte prematura, principalmente em crianças menores de dez anos, mas a mesma atenção não foi dada às faixas etárias mais velhas.

"Não estamos conseguindo mudar comportamentos pouco saudáveis, em particular aqueles relacionados à qualidade da alimentação e atividade física, em parte devido à falta de atenção regulatória e de financiamento para pesquisas sobre comportamento e saúde pública", afirma Murray.

As principais diferenças observadas entre os países desenvolvidos e as nações de renda média ou baixa em relação aos fatores de risco estão no tratamento de água e esgoto e atenção neonatal e pós-parto.

Em grande parte da América Latina, na América do Norte, na Ásia e Europa, a hipertensão, o colesterol alto, o excesso de peso e o tabagismo são as principais causas de problemas de saúde. Na Oceania, a desnutrição e a poluição do ar estão entre os principais riscos. Já a África subsaariana lida com desnutrição, poluição da água e poluição do ar.

A doença metabólica, que alia obesidade, diabetes e colesterol alto, é apontada como um dos principais fatores de perda de vida saudável nos últimos 30 anos na Europa ocidental e América do Norte.

Para Emmanuela Gakidou, pesquisadora e coautora do estudo do IHME, apenas a informação dos fatores de risco não é suficiente, é preciso agir. "A incidêndia da doença metabólica passou de 10,4% em 1990 para 20%, em 2019. Com base nas lições aprendidas em décadas de controle do tabagismo, quando há um risco significativo para a saúde da população, como a obesidade, pode ser necessário que o governo aja por meio de regulamentação, impostos e subsídios."

No Brasil, cerca de 55,4% da população em 2019 apresenta sobrepeso, segundo dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis), do Ministério da Saúde.

Embora a primeira e segunda principais causas de morte por doença no País sejam doenças vasculares (cardíacas e cerebrais, respectivamente), o aumento de peso ocupa o primeiro lugar nas doenças não transmissíveis associadas à perda de vida saudável.

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Vilas-Boas alerta para crescimento de casos de coronavírus e descarta vacinação em janeiro

  • Paloma Teixeira
  • 21 Out 2020
  • 07:56h

Segundo secretário, países do Hemisfério Norte devem ter prioridade por causa do inverno | Foto: Reprodução)

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, alertou para o possível crescimento de casos de coronavírus no interior do estado em virtude das aglomerações realizadas em movimentos políticos com carreatas, passeatas e paredões móveis. Durante o Papo Correria, na noite desta terça-feira (20), ele afirmou que apesar da queda no número de óbitos e de pacientes internados, a queda nos novos casos registrou redução nos últimos 20 dias. Vilas-Boas ainda comentou sobre a possibilidade de vacinação da população já em janeiro de 2021 e afirmou que “é algo muito pouco provável de acontecer”. De acordo com o secretário, o inverno pode agravar a situação dos casos da Covid-19 e, por causa disso, os países que ficam no Hemisfério Norte devem ter prioridade para o início das aplicações da vacina. Com isso, o Hemisfério Sul, onde se encontra o Brasil, deve ter a vacinação iniciada em um segundo momento.

Profissionais de saúde recebem cartas de apoio em ação da RHI Magnesita

  • 19 Out 2020
  • 15:40h

Empresa mobilizou colaboradores e projetos sociais para levar mensagens de carinho à mais de 100 profissionais de saúde de Brumado, Contagem e Uberaba (Foto: Divulgação RHI Magnesita)

O reconhecimento ao importante e difícil trabalho que vem sendo realizado pelos profissionais de saúde de todo o Brasil, ganhou um novo capítulo nesta última semana. Mais de 100 deles receberam em mãos cartas de apoio escritas por colaboradores voluntários da RHI Magnesita e por crianças atendidas por projetos sociais apoiados pela empresa nas cidades de Brumado (BA), Contagem e Uberaba (MG).

A iniciativa da RHI Magnesita contemplou profissionais de três instituições de saúde: Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brumado, Santa Casa de Misericórdia, em Belo Horizonte, e do Hospital São Domingos, em Uberaba. Para Anderson Cardoso, responsável pela UPA de Brumado, o gesto teve grande significado e deu novo fôlego à rotina intensa da unidade. “Estavam todos precisando desse afago. Deu um novo ânimo ao pessoal e cada leitura de carta era uma lágrima”, afirmou Cardoso.

De acordo com a coordenadora de projetos sociais da RHI Magnesita, Lucilla Soledade, a mobilização começou internamente, pelo programa de voluntários que a empresa mantém junto aos colaboradores, e depois foi ampliada também para que as crianças e jovens dos projetos Cidadão do Futuro, de Brumado, Casa de Apoio, em Contagem, e Curso de Idiomas de Ponte Alta, em Uberaba, também pudessem transmitir seu agradecimento e carinho, alcançando ainda mais profissionais. “É tempo de agradecer a esses guerreiros que vem desempenhando um lindo papel junto às nossas comunidades”, ressalta a coordenadora.

Foto: (Divulgação RHI Magnesita)

Por enquanto, nada que indique uma 2ª onda de coronavírus, diz Rui Costa

  • Redação
  • 19 Out 2020
  • 09:57h

Em apelo a prefeitos do interior, governador sugeriu que testagem da população seja ampliada |

O governador Rui Costa (PT) afirmou na manhã desta segunda-feira (19) que os indicadores epidemiológicos, por enquanto, não apontam para a possibilidade de uma segunda onda de contaminações por Covid-19 na Bahia. Em entrevista coletiva, o governador disse que, embora tenha sido verificado um aumento na taxa de ocupação dos leitos de UTIs pediátricas, a situação está sob controle. “Os números de [pacientes] internados continuam estáveis, com tendência de redução, tanto é que nós desativamos a Fonte Nova. Os leitos infantis, esses qualquer variação eles impactam muito percentualmente. Como até aqui [o coronavírus] não foi uma doença que chegou às crianças, o número de leitos reservados a crianças foi muito pequeno. Então, quando você tem dez leitos, se aparecem duas crianças a mais, cresceu 20%. Se você tinha cinco, apareceram duas, vai para 70%. Se apareceram três crianças, 80%. Então os números desde o início da pandemia dedicados a crianças sempre foram números, comparados com adulto, muito pequenos. Chegaram  ser menos de 10% os leitos dedicados a crianças. Por enquanto nada que indique uma segunda onda”, afirmou Rui Costa. Na entrevista, o governador também fez um apelo para os prefeitos de cidades do interior continuarem testando a população. “Nós temos testes PCR disponíveis. Estamos fazendo testes hoje, infelizmente, abaixo da capacidade do Lacen., porque nós diminuímos muito a testagem dos municípios”, pediu o chefe do Executivo estadual.