BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"

Petrobras encerra inscrições de concurso com 1.232 vagas nesta segunda (17)

  • Da Redação
  • 17 Mar 2014
  • 06:49h

(Foto: Reprodução)

A Petrobras encerra nesta segunda-feira (17) as inscrições do concurso público com um total de 1.232 vagas para cargos de níveis médio e superior. As vagas são para contratação imediata e formação de cadastro de reserva. Ao todo, estão sendo oferecidas  89 oportunidades imediatas e 1 mil em cadastro para os cargos de nível médio nas funções de técnico em diversas especialidades (como exploração de petróleo, de inspeção de equipamentos, de logística de transporte, de operações e de segurança, entre outros, e com exigência de cursos técnicos) com salários de R$3.400,47. Já as vagas de nível superior são para médicos do trabalho e engenheiros (de ambiente e de produção), com 11 vagas imediatas e 132 em cadastro e salários de R$7.501,06 e R$8.081,98, respectivamente. As oportunidades são para as cidades de Salvador, Rio de Janeiro, Macaé, São Paulo, Santos, Belo Horizonte, Curitiba, Mauá, Paulínia, São José dos Campos e São Mateus do Sul.  Os interessados podem se inscrever na página da Fundação Cesgranrio, organizadora do certame. As taxas são de R$40 (para cargos de nível médio) e de R$58 (superior). As provas estão previstas para serem aplicadas no dia 18 de maio. O concurso terá validade inicial de seis meses, que pode ser prorrogada uma única vez e pelo mesmo período.

Operadoras começam a bloquear sinal de celular e tablet piratas

  • Correio
  • 16 Mar 2014
  • 12:16h

Imagem Ilustrativa

As operadoras de telefonia móvel começam a testar, a partir da segunda, um novo sistema que irá bloquear chamadas feitas por celulares piratas. O bloqueio, no entanto, só será efetivo a partir de setembro. Até lá, nessa fase “pré-operacional”, os aparelhos devem continuar funcionando normalmente. Quando identificar um aparelho falsificado ou original, mas sem homologação no Brasil, o sistema deverá efetuar o bloqueio, que também vale para tablets. O objetivo do bloqueio é não só garantir a segurança dos clientes - expostos a riscos de radiação excessiva e de explosão das baterias dos aparelhos -, mas também melhorar os índices de qualidade das teles. Todo aparelho móvel sai da fábrica com um número de registro chamado IMEI. É o RG do equipamento. O chip, que é habilitado pela operadora, também tem um código, batizado de IMSI. Assim, sempre que um aparelho é ligado, ele transmite às operadoras os dois números que permitem identificar quem está falando e em que aparelho. Hoje, essas informações possibilitam, por exemplo, identificar um cliente em roaming internacional. Agora, haverá um cadastro nacional de IMEIs que será cruzado com o dos chips (IMSI). Assim, toda vez que um cliente estiver fazendo uma chamada, a operadora saberá se o aparelho é ou não legítimo. Isso será possível porque também existe um catálogo mundial com todos os IMEIs válidos produzidos pelos diversos fabricantes. As operadoras sabem que um celular é pirata porque seus sinais são captados pelas antenas, mas sua identidade não aparece no “radar” das teles. Quando aparece, ela é duplicada (igual à de outro telefone) ou apresenta um número inexistente no catálogo mundial de celulares. O novo sistema das operadoras cruzará a lista de registros nacionais e estrangeiros para saber qual é autêntico. Caso seja pirata, o sistema decidirá, automaticamente, pelo bloqueio dos sinais.

Os olhos dos homens nas eleições de 2014

  • Por Eugênio Bucci / OI
  • 16 Mar 2014
  • 11:46h

“Os homens, universalmente, julgam as coisas mais com os olhos do que com as mãos, porque todos podem ver, mas poucos podem sentir. Todos veem aquilo que pareces, mas poucos sentem o que és; e esses poucos não ousam opor-se à opinião da maioria, que tem, para defendê-la, a majestade do Estado” (Nicolau Maquiavel, em O Príncipe, tradução de Maria Julia Goldwasser, 4ª edição, São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010, pág. 87). Entre os enganos frequentes – e são tantos – das análises que se ocupam de investigar a confluência entre a política e a comunicação está o de supor que o engenho de seduzir o olhar alheio tenha sido um produto do século 20 ou, vá lá, uma invenção do final do século 18, no bojo das revoluções que culminariam por fabricar nos comuns do povo a ilusão de que seriam eles os protagonistas da História. Claro que o século 20 massificou a propaganda política, assim como massificou tudo o mais. Claro, também, que a Revolução Francesa não se cansou de “jogar para a plateia”, a ponto de usar o teatro da guilhotina como a prova sangrenta de que o novo poder, não sendo condescendente com os nobres, não seria condescendente com mais ninguém (nem mesmo com Danton, o revolucionário que foi executado aos 34 anos de idade, ou Robespierre, decapitado aos 36).

Vista como um fenômeno de comunicação política, podemos dizer que, em seu início, a Revolução Francesa triunfou porque soube proclamar a si mesma, nos panfletos parisienses, como a emissária da liberdade, da igualdade e da fraternidade. No final, malogrou porque lhe restou apenas a imagem de ser a lâmina do terror e nada além do terror. A comunicação também esteve no centro da estratégia que levou à criação dos Estados Unidos da América: foi com uma série de artigos de jornal que os federalistas ganharam os bons olhos da opinião pública para a causa de que a união faria a força dos  As técnicas de propaganda na política, a partir do século 18, são bem conhecidas de todos. Mas elas não foram inventadas ali. Esse tipo de comunicação é bem anterior à Revolução Francesa. Em 1515, quando entregou a Lorenzo o texto com seus conselhos, Nicolau Maquiavel alertava para isto: os homens julgam mais com os olhos do que com o juízo, quer dizer, formam o juízo a partir do que veem. Em O Príncipe ele ensina que política é jogo de cena. “A um príncipe não é necessário ter de fato todas as qualidades (ele fala de “piedade, fé, integridade, humanidade, religião”), mas é bastante necessário parecer tê-las.” Nesse ponto, o pensador florentino ecoa Júlio César – que teria dito, no ano 63 a.C., que “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta” –, mas o faz com uma distinção crucial: para ele, a honestidade da mulher de César seria um dado de pura irrelevância: se ela realmente parecesse honesta, não teria necessidade alguma de ser honesta. Desde Júlio César – e desde muito antes, na verdade – a conquista, o exercício e a manutenção do poder envolvem a construção, o uso e a manutenção da imagem. A política se faz pelas armas e pela comunicação, num combinado que conjuga força e circo (e pão também, ocasionalmente), para erguer e entronizar uma imagem. É bem verdade que o século 20 trouxe rupturas estruturais nessa fórmula, com o aprimoramento e agigantamento industrial das ferramentas de sedução (dos olhos dos homens) pela imagem. A partir da indústria cultural a comunicação passou a exercer funções que antes (em Maquiavel também) cabiam à violência direta. Mais: o uso da violência converteu-se numa forma ultraelaborada de espetáculo a serviço da comunicação política. Hoje, muito mais do que antes, os atentados terroristas (que sempre foram atos de propaganda perversa), as manifestações de rua (propaganda relativamente benéfica) e mesmo as guerras são atos (espetaculares) de comunicação, cujo objetivo é fixar ou destruir imagens que disputam o imaginário em torno do poder. O terrorismo e a guerra passaram a ser não mais a continuação da política por outros meios (Clausewitz), mas o prolongamento da comunicação política por meio de signos de exceção. Política, enfim, é comunicação – e essa comunicação pode lançar mão da força para tocar as retinas dos homens que não sabem conhecer o mundo pela própria ação. Do mesmo modo, e com os mesmos propósitos, lança mão das atividades circenses de maior envergadura, como os grandes festivais de rock e as jornadas esportivas de visibilidade planetária. Na comunicação política os rituais carnavalescos e festivos são equivalentes comunicacionais dos bombardeios redentores. É o que veremos em breve. Como bem sabe o leitor, dentro de cem dias, ou um pouco menos, será aberto no Brasil um celebrado Campeonato Mundial de Futebol, que contará com a participação de um time composto de atletas brasileiros especialmente selecionados para isso. O plano de comunicação em que esse campeonato se vai desenvolver é o mesmíssimo em que as eleições presidenciais vão transcorrer logo em seguida (lembremos que a campanha eleitoral vai começar, oficialmente, em julho). As telas eletrônicas serão as mesmas. Os destaques do noticiário serão os mesmos. Os lugares físicos também: ruas, praças, aglomerações humanas. Os signos da nacionalidade – que servirão de âncora para a opinião crédula da maioria – atravessarão os dois eventos sem ter de mudar a fantasia. As eleições nacionais serão a continuação da Copa do Mundo – e pelos mesmos meios. A partir de junho, a majestade do Estado estará a serviço da imagem dos governos (federal e estaduais). Vem aí uma artilharia de guerra publicitária sob a forma de um circo de congraçamento. O alvo serão os olhos dos eleitores. Maquiavel entrará no picadeiro, encarnado por marqueteiros e candidatos que, sem ter lido o que ele escreveu, sabem de cor as lições que ele deixou.

***

Eugênio Bucci é jornalista e professor da ECA-USP e da ESPM

CONTINUE LENDO

Insônia atinge 40% da população mundial

  • Da Redação
  • 16 Mar 2014
  • 09:46h

Imagem Ilustrativa

Uma noite inteirinha bem dormida é o que todo mundo deseja. Porém, problemas como insônia, ronco e apneia têm tirado o sono de mais de 40% da população, como aponta a Organização Mundial de Saúde (OMS). Foi pensando nesse assunto que a cirurgiã-dentista com certificado em Odontologia do Sono, Kenya Felicíssimo, decidiu montar uma palestra gratuita, aberta ao público, em Salvador, que será realizada no próximo dia 24. Na ocasião, a profissional ensinará dicas para você ter um sono tranquilo. "Medidas simples adotadas horas antes de dormir, como deixar de comer alimentos pesados que demoram para digerir e ficar longe da televisão e do computado podem fazer com que a pessoa durma melhor", explica a especialista. De acordo com Kenya, a emissão de luz forte nos olhos faz com que o cérebro analise o ambiente como se ainda fosse dia, dificultando o sono. Para quem ronca, é melhor dormir de lado. "Essa posição evita que as vias aéreas fiquem obstruídas, o que causa o ronco". "Junto com outros profissionais, falaremos ainda sobre os distúrbios do sono, como identificá-los, o que pode causá-los e quais são os tratamentos".

CPI do Tráfico de Pessoas é prorrogada por mais 30 dias

  • Informações da Agência Brasil.
  • 14 Mar 2014
  • 07:43h

(Imagem Ilustrativa)

A Câmara dos Deputados decidiu hoje (13) prorrogar por mais 30 dias os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas. O presidente da comissão, Arnaldo Jordy (PPS-PA), pediu a ampliação dos trabalhos até 30 de abril, pois, de acordo com o parlamentar, apesar dos esforços, não foi possível alcançar as metas propostas pela CPI. A comissão investiga causas, consequências e os responsáveis pela prática do tráfico de pessoas no país no período de 2003 a 2011. Em fevereiro, a CPI pediu o indiciamento de representantes da organização não governamental (ONG) Limiar por suspeitas de envolvimento da organização com um esquema de intermediação ilegal de adoções. Com sede nos Estados Unidos e filial na capital paulista, a organização não governamental também atua no Paraná. A Limiar é acusada de intermediar ilegalmente adoções de crianças brasileiras por famílias norte-americanas. O tráfico humano também foi o tema escolhido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Campanha da Fraternidade 2014, cujo tema é Fraternidade e Tráfico Humano. O objetivo, segundo a CNBB, é fazer um chamado para que a sociedade se conscientize da importância do combate ao tráfico de pessoas. 

Câmara aprova PEC da Defensoria Pública

  • Informações da Agência Brasil.
  • 13 Mar 2014
  • 07:40h

Por 424 votos a favor e apenas 1 contra, a Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC 247/13) que estabelece que a União, os estados e o Distrito Federal devem contar, em até oito anos, com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais. A PEC da Defensoria foi aprovada por consenso, após acordo das lideranças partidárias. O único voto contrário foi do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ). Houve ainda uma abstenção. Pela proposta, a União, os estados e os municípios devem contar, até o final desse período, pelo menos um defensor público nas unidades da Justiça Federal e da Estadual. “O número de defensores públicos na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda pelo serviço da Defensoria Pública e à respectiva população”, diz o texto. Enquanto isso, os defensores que forem contratados deverão preencher, prioritariamente, as vagas nas regiões com maiores índices de exclusão social e concentração populacional. O texto também amplia a definição de Defensoria Pública na Constituição, classificando-a como instituição permanente e instrumento do regime democrático. O texto segue agora para o Senado.

Homem diz que deixou R$ 1,3 milhão em carro porque era perseguido

  • Da Redação
  • 11 Mar 2014
  • 18:04h

Foto: Reprodução/ TV Globo

O homem que deixou cerca de R$ 1,3 milhão dentro de um carro no Aeroporto de Santa Genoveva, em Goiânia, na última terça-feira (4), afirmou em depoimento que o dinheiro é fruto de agiotagem, operações em casas de câmbio e compra e venda de imóveis e carros. Segundo entrevista do delegado Marcel de Oliveira ao G1, não foi preciso perícia para comprovar a identidade do homem. "Ele confirmou e nós olhamos juntos as imagens [da câmera de segurança do aeroporto]. É ele mesmo. Agora, tem que provar a origem desse dinheiro”, disse. O carro foi encontrado com chaves e documentos pela Polícia Militar após denúncia anônima. Além dos US$ 507 mil, outros R$ 95 mil estavam dentro de uma bolsa. De acordo com a conversão feita pela polícia, o dinheiro somado corresponde a R$ 1,36 milhão. “Pelo depoimento, ele já fala que o dinheiro tem origem ilícita, mas tem vários níveis de ilícito.Estou investigando se há relação com o tráfico de drogas ou com outras formas. Ele já foi condenado pela Justiça de Minas Gerais por tráfico de entorpecentes”, detalhou o delegado. 

Preço do Tomate dispara novamente é quilo já chega a ser vendido por R$ 20

  • Da Redação
  • 11 Mar 2014
  • 12:49h

(Foto: Reprodução)

Os efeitos da forte seca e das altas temperaturas que atingiram o Sudeste do País desde o início deste ano já começaram a aparecer nas feiras livres de São Paulo. Em algumas feiras livres da Capital, como a da Rua Oscar Freire na estação Sumaré do Metrô, o quilo do tomate já chega a R$ 20,00 para uma variedade holandesa. O tomate caqui, para salada, foi vendido a R$ 10 o quilo no último domingo, 9. Para estimular a freguesia que estava assustada com o custo do tomate para salada e macarronada, o feirante avisava que na próxima semana o quilo do tomate que hoje é vendido a R$ 10 pode chegar a R$ 15. O índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo – que mede a variação das cotações de alimentos in natura no atacado – indica alta de 9,07% em fevereiro. Nos itens pesquisados pela Ceagesp, os legumes registraram elevação de 33,89%. A principal alta foi a do tomate, de 67,4%.

Senado paga plano de saúde até de parlamentar cassado

  • Erich Decat e Fabio Fabrini | Agência Estado
  • 11 Mar 2014
  • 08:11h

(Foto: Reprodução)

As benesses oferecidas pelo plano de saúde do Senado, pago exclusivamente com dinheiro do contribuinte, são estendidas até mesmo a senadores que foram cassados por suspeita de envolvimento em corrupção. Documentos obtidos pelo Estado mostram que nas tabelas de reembolso constam três notas fiscais apresentadas em nome do ex-senador Demóstenes Torres que somadas chegam a R$ 5.362,80. Na planilha a data referente aos recibos é de 20 de dezembro de 2012, cerca de seis meses após o parlamentar ter perdido o mandato no plenário da Casa por quebra de decoro. Outro caso de político que deixou o cargo sob suspeita de desvios é o do ex-senador Expedito Júnior (PSDB-RO). O tucano teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral sob acusação de compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Em junho de 2009 a decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em outubro do mesmo ano pelo STF.

 

Júnior foi reembolsado em R$ 19.238,6 pelo Senado após apresentar em junho de 2012 notas referentes a um tratamento médico e odontológico para ele e a esposa. "Fiz uma cirurgia de hemorroida. Foi só essa cirurgia e minha esposa fez um check-up. Mas foi autorizado, passou antes por uma junta médica e foi feito. Acho que o Senado que pagou, né", afirmou ao Estado o tucano. O ex-senador Demóstenes foi procurado na sexta-feira e no fim de semana, mas os dois celulares que habitualmente utiliza estavam fora de área de cobertura. O plano de saúde vitalício da Casa também agracia ex-senadores e cônjuges que ocupam cargos públicos em órgãos que oferecem plano médico. O deputado federal Francisco Escórcio (PMDB-MA) em 2011 apresentou ao Senado três notas que totalizam R$ 1.800. "Utilizei até 2011 porque não tinha uma definição, que era feita por mim. Ou podia usar a Câmara ou o Senado. Não tinha nenhuma determinação contrária a isso. Preferi o plano de saúde do Senado, que era muito melhor do que o da Câmara. Mas hoje só uso a Câmara", afirma o peemedebista.O deputado Esperidião Amin (PP-SC) também recorreu ao Senado para o pagamento de R$ 15 mil referentes a tratamentos médicos e odontológicos dele e da mulher, Angela Amin. "Se o ex-senador tem direito, por que o ex-senador investido momentaneamente em um mandato de deputado federal perde o direito?", ponderou Amin. "Eu digo que tenho o direito. E desafio, como advogado, que alguém escreva que eu não tenha. Quero ver escrever." Os documentos também mostram que há casos em que algumas mulheres de senadores, mesmo no cargo de deputadas federais, também preferem ser atendida no plano do Senado. Entre março de 2012 e setembro de 2013, a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) fez despesas em hospitais e clínicas de referência no País que chegam a somar R$ 18 mil. Janete é casada como o senador João Capiberibe (PSB-AP). Por meio da assessoria, a deputada informou que só faz uso da assistência à saúde do Senado quando o procedimento não pode ser feito no Departamento Médico da Câmara ou quando seu plano particular não cobre. De 2010 a até setembro de 2013, a deputada Nice Lobão (PSD-MA) gastou R$ 9 mil como dependente do marido e ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que é senador licenciado. Em nota, a assessoria do ministro afirma que o ressarcimento de despesas médicas de Nice está de acordo com a legislação.

CONTINUE LENDO

Governo paga R$ 5,7 milhões para consultoria ‘suspeita’ da Copa

  • Da Redação
  • 11 Mar 2014
  • 06:53h

(Foto: Reprodução)

Com quase todos os itens da Copa-2014 atrasados, o Ministério do Esporte contratou uma consultoria para planejar, monitorar e supervisionar o evento. Pagará R$ 5,7 milhões para a Price Waterhouse Coopers. Curioso é que o contrato começou em novembro de 2013 e acabará em maio de 2015, ou seja, os serviços serão prestados na maior parte do tempo com o Mundial encerrado. Essa é a terceira consultoria contratada pelo ministério para apoio na organização da competição. Uma delas, o Consórcio 2014, gerou acusações de irregularidades por parte do TCU (Tribunal de Contas da União) e foi encerrada no meio de 2013. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) chegou a monitorar o andamento de obras dos estádios. Ficou claro que nenhuma dessas contratações foi suficiente para cumprir cronogramas de projetos e obras do Mundial. Há atrasos severos em estádios (ainda não concluídos), mobilidade urbana (a maior parte das obras sequer vai ficar pronta), aeroportos (haverá reformas improvisadas), entre outros itens.
 

Meu Brasil Brasileiro: Site vende saco de pipoca a R$ 139 e irrita torcida

  • Informações do Terra
  • 11 Mar 2014
  • 06:48h

A venda online de itens com a licença oficial da Copa do Mundo de 2014 causou estranheza nesta segunda-feira entre internautas brasileiros. No site varejista Americanas.com, itens de festa eram vendidos por preços que superavam os R$ 100. Um pacote com oito unidades de embalagem para cachorro-quente era vendido por R$ 84,90 (ou R$ 10,61 por unidade), enquanto um pacote de saco de pipocas, também com oito unidades, saía por R$ 139,00 (cada um por R$ 17,48). O item mais caro: um pacote com oito pratos cartonados por R$ 169,90 - a unidade saía por R$ 21,23.

Perdas no setor elétrico somam R$ 32 bi em um ano

  • 09 Mar 2014
  • 10:08h

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A combinação entre chuvas escassas, nível baixo de reservatórios, preços elevados e decisões polêmicas do governo conseguiu estragar a festa dos dez anos do modelo elétrico. Em pouco mais de um ano, o setor saiu de um quadro de estabilidade para desequilíbrio. Entre indenizações pela renovação das concessões e prejuízos com a falta de chuvas, a conta do setor já soma R$ 32,4 bilhões. Pior: se for considerada a perda de valor das companhias na Bolsa de Valores a conta já supera R$ 60 bilhões e pode aumentar ainda mais, dependendo do humor de São Pedro nas próximas semanas. Em algum momento, essa crise poderá pesar no bolso do consumidor. Na avaliação de especialistas, a origem do problema se deve à intempestividade do governo na renovação das concessões de geração e transmissão, que venceriam em 2015. Crente de que todas as empresas aceitariam a proposta, a presidente Dilma prometeu, em rede nacional, que a conta de luz cairia 20% a partir de 2012. A equação era baseada no fato de que os contratos, que respondiam por 22% da geração do País, seriam renovados a preços módicos. "Como algumas empresas (Cesp, Cemig e Copel) não aceitaram, as distribuidoras ficaram sem contrato de fornecimento de energia para honrar 100% de seu mercado", explicou o professor do Grupo de Estudos do Setor de Energia Elétrica da UFRJ, Nivalde Castro. Uma das bases do modelo começou a cair, já que a regra de que as distribuidoras teriam de estar 100% contratadas, com fornecimento garantido, foi quebrada. Para piorar a situação, a falta de chuvas deteriorou o nível dos reservatórios das hidrelétricas, elevou o preço no mercado à vista (a R$ 822 o MWh) e obrigou o governo a pôr todas as térmicas caras - usadas apenas em emergências - em operação. O uso das usinas, aliado à falta de contratos das distribuidoras, que tem obrigado as empresas a comprar energia ao custo atual, provocaram um rombo de R$ 11,4 bilhões, que pode chegar a R$ 25,6 bilhões até dezembro. Na sexta-feira, o governo publicou decreto autorizando que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) pague pela descontratação das distribuidoras, mas não mencionou se vai incluir na conta os gastos com as térmicas. Ou seja: não está descartado o repasse dos valores para os consumidores. A conta para bancar os 20% de redução nas tarifas é salgada. Além do rombo das distribuidoras, o governo gastou R$ 21 bilhões para indenizar ativos não amortizados. O valor foi retirado de fundos setoriais formados com o dinheiro dos consumidores. O governo vai pagar ainda cerca de R$ 10 bilhões em indenizações por investimentos das transmissoras feitos antes de 2000.

Ministro da Saúde levou mulher em jato da FAB para Carnaval em Salvador

  • Correio
  • 09 Mar 2014
  • 08:05h

(Foto: Reprodução)

Com um mês à frente do Ministério da Saúde, o ministro Arthur Chioro levou sua mulher, Roseli Regis dos Reis, para o Carnaval de três capitais utilizando avião da Força Aérea Brasileira. O ministro se deslocou de São Paulo para Recife, Salvador e Rio de Janeiro nesta semana para participar de ações do ministério de mobilização e promoção do uso da camisinha durante as festas. "Fiz uma maratona de quatro dias a serviço do ministério em prol da prevenção da Aids, percorrendo os quatro maiores Carnavais do país. Fiz questão de ter minha esposa ao meu lado para evitar qualquer situação de exposição indevida", disse o ministro.

O decreto 4.244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". O decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades. Na capital baiana, o casal foi ao badalado camarote Expresso 2222, comandado pelo ex-ministro da Cultura Gilberto Gil e sua mulher, Flora Gil. A assessoria da pasta diz que o Expresso 2222 foi parceiro do ministério na campanha, "para a qual contribuiu com apoio à distribuição de preservativos e veiculação de peças e depoimentos da campanha publicitária". O ministro também passou no camarote do governador Jaques Wagner (PT). No Rio, esteve no bloco Sargento Pimenta para participar de ação de prevenção a Aids. A assessoria de Chioro afirma que a mulher do ministro o acompanhou nos compromissos oficiais "sem qualquer custo adicional aos cofres públicos". Segundo a pasta, os hotéis foram pagos com as diárias de R$ 2.541,88 recebidas pelo ministro. Além da mulher, a comitiva oficial foi composta por assessores do gabinete do ministro e do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais da pasta, totalizando 11 pessoas, segundo a previsão de passageiros registrada pelo site da FAB. Na agenda oficial do ministro, porém, Roseli não aparece entre os integrantes da comitiva. No dia 1º, no trajeto de Recife para Salvador, a lista registra quatro assessores e um fotógrafo. No dia seguinte, de Salvador para o Rio, uma assessora e um fotógrafo. Não há agenda na página do ministério para o dia de volta da comitiva, em 4 de março. Quando assumiu o ministério, Chioro teve que se afastar de sua empresa de consultoria, que atuava na área de saúde e da qual ele era sócio-diretor desde 1997. Cedeu suas ações para a mulher, que é agora a sócia majoritária. A carona a familiares em jato oficial tem precedentes. No Carnaval de 2013, o ministro Aldo Rebelo (Esporte) levou a mulher, o filho e assessores para Cuba, onde ele teria compromissos oficiais. A Comissão de Ética Pública arquivou o caso de Aldo sob o argumento de que a ida dos familiares não gerou gastos a mais para o governo, já que o ministro iria para Cuba de qualquer forma. Mas a Comissão propôs alterações em decreto que estabelece normas para transporte de autoridades e de seus familiares na frota da FAB com o objetivo de regulamentar o ressarcimento para casos como esse.

CONTINUE LENDO

Mega-Sena: duas apostas levam R$ 16 milhões cada

  • Da Redação
  • 09 Mar 2014
  • 07:59h

(Foto: Reprodução)

Duas apostas acertaram as seis dezenas sorteadas na noite deste sábado pelo concurso 1.580 da Mega-Sena. Cada uma levará R$ 16.776.243,36. Confira os números sorteados: 01 - 06 - 14 - 17 - 33 - 36. Outras 378 apostas acertaram a quina e vão levar, cada, R$ 9.474,63. Outras 20.400 acertaram a quadra e levam R$ 250,79, cada.

Ação policial e racismo institucional no Brasil

  • Por Pedro Jaime / OI
  • 09 Mar 2014
  • 01:04h

(Imagem Ilustrativa)

Quinta-feira, 27 de fevereiro. O site do jornal Folha de S.Paulo veicula uma matéria intitulada: “Aposentada é condenada a quatro anos de prisão por racismo“. O texto traz informações sobre o desfecho do julgamento de um caso de injúria racial num shopping da Avenida Paulista, em São Paulo.

A aposentada Davina Castelli, de 72 anos, foi condenada a quatro anos de prisão em regime semiaberto. O motivo: as injúrias proferidas em 2012 a três negros que estavam no centro comercial. “Macaca, eu não gosto de negro; negro é imundo; a entrada de negros no shopping deveria ser proibida; odeio negros, negros são favelados”, teria dito Castelli segundo o jornal. 

Além do encarceramento, ela deverá pagar 28.960 reais a cada um dos três indivíduos a quem agrediu verbalmente: a corretora Karina Chiaretti, a vendedora Suelen Meirelles e o supervisor predial Alex Marques da Silva. A reportagem apurou que a condenada é conhecida na região da Paulista e segundo frequentadores do local são recorrentes as ofensas que dispara contra negros e nordestinos.

“Há muitos Vinícius lá dentro”

Segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014. Vinícius Romão, negro, vendedor de um shopping center no Rio de Janeiro, formado em Psicologia e com participação em novela da Rede Globo, foi preso por suposto roubo. O motivo: a vítima, Dalva da Costa Santos, encontrada por uma viatura policial nervosa e chorando em um ponto de ônibus, foi levada pelos policiais, que no caminho cruzaram com Vinícius voltando a pé para casa após um dia de trabalho. Abordado pela polícia, ele teria sido reconhecido por Dalva. Na bolsa da vítima, além de celular, cartões de banco e documentos, havia 10 reais e um bilhete de ônibus. Desde então, talvez em razão de certa celebridade de Vinícius, mas também por uma campanha na internet liderada por amigos de Romão, o caso ganhou boa cobertura da grande mídia.

No dia 25 de fevereiro o site da Folha de S.Paulo publicou uma matéria com o seguinte título: “Polícia do Rio confirma que ator foi preso por engano“. Segundo as fontes entrevistadas pelo jornal, nenhum objeto da vítima foi encontrado com o ator, que ademais estava trajado com roupas distintas daquelas usadas pelo verdadeiro assaltante, fato detectado por uma câmara de vídeo localizada no trecho em que aconteceu o assalto.

Preso por 16 dias na Casa de Detenção Patricia Acioli, para onde foi levado após passagem pela 25ª DP, de São Gonçalo, Vinícius Romão foi solto no dia 26 de fevereiro. A vítima do roubo, que o havia identificado, voltou atrás em seu depoimento. Sendo assim, no dia 25 de fevereiro o Tribunal de Justiça concedeu liberdade provisória a Romão, em resposta a pedido que fora protocolado pelo seu advogado três dias após a prisão. A reportagem “‘Senti-me acolhido pelos detentos’, diz ator preso por engano no Rio“, igualmente publicada no site da Folha de S.Paulo, mostra Vinícius Romão, que usava black power, deixando a unidade prisional com cabelo raspado e visivelmente abatido. Já em sua casa, um apartamento próprio no bairro do Méier, ele recebeu amigos, vizinhos e jornalistas. O texto traz algumas de suas declarações à imprensa. ‘Há muitos Vinícius lá dentro, e me senti acolhido pelos detentos’, afirmou sobre a estadia na penitenciária; ‘Ela foi vítima’, disse da mulher que o acusou, de quem declarou não ter mágoas ou rancor. ‘Quando me mudaram de cela ontem, não me avisaram que eu ia ser solto, mas falaram que a minha prisão estava repercutindo em todo o país, e esta foi a informação que eu precisava para manter a calma e a única coisa que eu não poderia esquecer, a esperança’, declarou sobre suas expectativas de sair da situação na qual se encontrava.”

De que justiça estamos falando?

Na matéria “Ator confundido com assaltante denuncia péssimas condições na cadeia onde ficou“, veiculada no site de O Globo, também constam algumas afirmações suas referentes à abordagem policial e à questão racial.

Sobre a interpelação da polícia, ele disse que este foi o momento mais tenso. Contou que os policiais o mandaram ficar calado e colocar a mão na cabeça. Acrescentou que procurou argumentar que estavam pegando a pessoa errada, mas não teve jeito e então lembrou que teve medo de levar um tiro. Relatou ainda que, já na delegacia, foi levado para uma cela sem ser ouvido e só pôde ligar para o pai no dia seguinte. Quanto às perguntas a respeito do fato de ter sofrido racismo, a matéria afirma que ele “titubeou, mesmo quando a questão se referia especificamente à mulher que o acusou e ao policial que o prendeu”. Esta talvez tenha realmente sido vítima, mas não apenas dos policiais que, segundo matérias veiculadas na imprensa, não levando em conta a situação de abalo emocional em que ela se encontrava, a constrangeram a reconhecer apressadamente Vinícius como seu agressor; como também da ideologia racista, que desde o século 19 classifica as pessoas a partir da cor de sua pele e de outros traços morfológicos e associa essas características biológicas a atributos estéticos, comportamentais e morais.

Romão teria acrescentado: “Racismo, existe. Mas o que posso dizer é que todos os meus amigos que estão aqui nunca colocaram um apelido em mim, nada. Sempre estudei em colégio particular e todos me respeitaram, sempre me dei ao respeito também. Dos 17 vendedores temporários que havia na loja de roupas onde eu trabalho, eu era o único negro. E só eu fui contratado. Meu chefe me diz que sou muito competente.” Porém, a cobertura da mídia aponta que Vinícius, que não possuía antecedentes criminais, não quis fazer maiores comentários sobre a ação policial, reservando essa tarefa para seu advogado Rubens Nogueira. Aponta também que ele ainda não sabe se moverá ação contra o Estado e que acredita que a justiça vai ser feita. De qual justiça estamos falando? Simplesmente do fato de Vinícius Romão, que daqui em diante poderá aguardar o desfecho do caso em liberdade assistida, terá no final da história a sua inocência provada, ou será que há uma justiça maior a ser feita?

Racismo institucional continua presente

No final do ano passado, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Afrodescendentes divulgou um comunicado referente à sua visita oficial ao Brasil, que ocorreu entre os dias 3 e 13 de dezembro de 2013. Neste comunicado, apresentado numa reunião com a imprensa e disponibilizado no site da ONU no Brasil(ver aqui), o grupo apresentou uma avaliação preliminar sobre a situação dos negros (pretos e pardos) no país.

O documento apresenta uma série de preocupações dos especialistas da ONU quanto às expressões do racismo brasileiro, que passam pela repartição dos gastos públicos segundo a cor/raça; pelo acesso diferencial de negros e brancos à infraestrutura básica, habitação, educação e saúde; pelos indicadores socioeconômicos e pelo ingresso subordinado de pretos e pardos nos empregos dos setores público e privado; pela elevada proporção de mulheres afro-brasileiras que trabalham em condições precárias, principalmente no serviço doméstico; pelo baixo nível de participação dos negros na administração pública e de sua representação na vida política; pelos estereótipos e preconceitos raciais difundidos nos meios de comunicação de massa; pela intolerância com as religiões de matriz africana; pela presença excessiva de negros na população carcerária e seu acesso desigual à justiça.

Quanto a esse aspecto, os especialistas afirmam: “Fomos informados de graves violações de direitos humanos perpetradas pelas forças de segurança, em particular pelas Polícias Civil e Militar, contra os jovens e adolescentes negros. Muitas dessas violações ficam impunes.” E ressaltam que “o racismo institucional continua presente no sistema de justiça e segurança em todos os níveis. É ele que impede a igualdade de acesso à justiça para afro-brasileiros quando vítimas de violações”.

A gramática das relações raciais

A meu ver, é disso que as situações que retomei aqui falam: do racismo institucional, isto é, da natureza discriminatória, ainda que não intencional, de organizações de grande escala ou sociedades inteiras, algo que está presente no sistema judiciário e na corporação policial no Brasil. Karina Chiaretti e Alex Marques da Silva foram aconselhados pelos servidores da Delegacia de Polícia a não prestar queixa da injúria racial da qual haviam sido vítimas. Vinícius Romão foi algemado no momento da detenção sem que apresentasse qualquer resistência e permaneceu por mais de duas semanas preso por um crime que não cometeu. Esperamos que, provada judicialmente sua inocência, apoiado pelos movimentos negros, por políticos progressistas, por pesquisadores, jornalistas e outros profissionais comprometidos com a luta antirracista no Brasil, tal como Karina e Alex, Vinícius vá até o fim, o que neste caso significa processar o Estado pelo racismo presente na atuação policial.

Atos dessa natureza podem ajudar a despertar a sociedade brasileira e suas várias organizações para a necessidade de combater o racismo institucional. Quem sabe, assim, os muitos outros Vinícius, Alexes e Karinas, dentro ou fora das unidades prisionais, possam ter outros desfechos para dramas racistas que continuam vivendo. Quanto a isso, lembro que durante a pesquisa de campo para a realização da minha tese de doutorado em Antropologia, na qual investiguei o racismo no mundo empresarial a partir das trajetórias profissionais de executivos negros, um dos meus interlocutores me contou uma situação por ele vivida, parecida com a de Vinícius, ainda que menos trágica. Ao deixar o prédio da sede em São Paulo de uma corporação transnacional na qual trabalhava, Renato (nome fictício) foi interpelado por policiais. Mandaram-no voltar-se contra a parede, revistaram-no e pediram-lhe documentos. Embora estivesse de terno e caminhasse tranquilamente, a abordagem foi agressiva. Um dos policiais perguntou-lhe em tom ofensivo o que estava fazendo ali. Respondeu simplesmente que saía de uma reunião de trabalho e apresentou a identidade funcional. Mas os policiais sugeriram que havia participado de um assalto ao Metrô. Como não encontraram nenhuma prova, o liberaram, porém sem nenhum pedido de desculpas. Limitaram-se a afirmar que se parecia com um dos assaltantes.

Já em seu carro, numa descarga emocional que misturava nervosismo, indignação e revolta, Renato chorou por todo o caminho até a agência em que trabalhava. Esta é a gramática das relações raciais no Brasil. Nela, o negro aparece como alguém sobre quem paira sempre a suspeita; se escapa a ela, sorte sua, nenhuma necessidade de retratação. Uma gramática que reproduz lógicas discriminatórias independente de intenções racistas.

***

Pedro Jaime é doutor em Antropologia e Sociologia e professor universitário

CONTINUE LENDO