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Governo propõe recondução de conselho da Petrobras, mas executivos analisam renúncia

  • por Nicola Pamplona | Folhapress
  • 20 Fev 2021
  • 17:17h

Foto: André Motta de Souza / Agência Petrobras

O Ministério de Minas e Energia enviou ofício à Petrobras nesta sexta-feira (19) solicitando a convocação de uma assembleia geral de acionistas para substituir no conselho de administração da empresa o atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna.

O governo também indicou a recondução de todos os atuais integrantes do conselho, o que gerou uma pressão em boa parte do colegiado formado por integrantes do mercado, que considera positiva a gestão atual e demonstrou insatisfação com a ingerência na empresa.

O general foi indicado por Bolsonaro para assumir também o comando da companhia, em um movimento que gerou pânico entre investidores. Castello Branco começou a ser fritado pelo presidente na quinta (19) após novos reajustes nos preços da gasolina e do diesel.
 

O grupo de conselheiros ligados ao mercado financeiro considera pedir a renúncia na próxima reunião do conselho, prevista para a terça-feira (23) em que discutirão a troca da diretoria da petroleira. Os mandatos dos executivos vencem em 20 de março, inclusive o do atual presidente.

Nomeações para o conselho têm que ser aprovadas em assembleia de acionistas. No caso da Petrobras, como o governo tem a maior parte das ações com direito a voto, não há possibilidade de derrota na votação. A avaliação do nome de Silva e Luna para a presidência da empresa só deve ocorrer após a sua nomeação ao conselho.

Com Luna e Silva, o conselho da Petrobras passa a ter três militares: o atual presidente, almirante Eduardo Leal Bacellar Ferreira e Ruy Schneider. Este último, porém, tem longa experiência executiva, já tendo atuado na administração de diversas empresas.

Os diretores da empresa também analisarão a ideia de uma renúncia. Dos nove membros da diretoria atual, cinco foram recrutados por Castello Branco em outras empresas.

A forma com que Bolsonaro conduziu o caso gerou críticas entre investidores do mercado financeiro. Sem citar a Petrobras, o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) divulgou comunicado sobre "processos de nomeação e destituição de diretor-presidente em empresas estatais".

O IBGC destaca que competência para nomear diretores é do conselho de administração, que deve fazê-lo "de forma independente e protegida de interesses político-partidários".

O texto frisa ainda artigo da Lei das SA que classifica como "abuso de poder de controle as decisões que não tenham por finalidade o interesse da companhia, mas que beneficiem o acionista controlador em detrimento da sociedade, terceiros ou acionistas minoritários".

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Prisão de deputado bolsonarista também foi recado para militares, avaliam ministros do STF

  • 19 Fev 2021
  • 13:57h

Foto: Divulgação

A determinação da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) não foi apenas uma punição pelos ataques que ele proferiu contra ministros do Supremo Tribunal Federal  (STF). Para magistrados da Corte, a medida (veja aqui) serviu também como um recado para os militares que defendem a pressão do general Eduardo Villas Bôas sobre a Corte.

Na última semana, Villas Bôas deu detalhes sobre os bastidores de uma postagem feita por ele na véspera do julgamento da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2018. Na ocasião, ele disse que o Exército compartilhava um "anseio de repúdio à imunidade" e, agora, revelou que a mensagem foi escrita com ajuda de outros integrantes das Forças Armados.

Diante da repercussão desses novos fatos, o general ainda ironizou o ministro Edson Fachin, ao dizer que ele só reagiu à mensagem "três anos depois" (saiba mais aqui). Com isso, os magistrados avaliam que a atitude do general e a do deputado fazem parte de um mesmo movimento antidemocrático e de ameaça às instituições.

MPF é acionado após diretor do Iphan realizar live de igreja em gabinete

  • Bahia Notícias
  • 19 Fev 2021
  • 12:47h

Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) foi acionado para apurar supostas irregularidades cometidas pelo diretor de Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Tassos Lycurgo. 

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro, formado por 19 instituições, pediu ao MPF que instaure inquérito para apurar as supostas infrações, porque o dirigente do Iphan, que é pastor da igreja do Ministério da Defesa da Fé, gravou uma live no gabinete da instituição pública, em janeiro deste ano. 

Segundo a coluna, na representação protocolada nesta quinta (18), o fórum destacou que, além de fazer a live da igreja em órgão público, o pastor Lycurgo convidou os participantes a contribuir com dízimo. Consultado, o Iphan decidiu não se pronunciar.

Bolada de R$ 29 milhões será sorteada pela Mega-Sena nesta quarta-feira (17)

  • Redação
  • 17 Fev 2021
  • 09:02h

Apostas podem ser feitas até as 19h; dezenas serão sorteadas em São Paulo, em evento realizado às 20h | Foto: Reprodução

Uma bolada de R$ 29 milhões será sorteada nesta quarta-feira (17) pelo concurso 2345 da Mega-Sena. As apostas podem ser feitas nas lotéricas ou pela internet até as 19h. O sorteio ocorrerá ás 20h, em evento realizado na cidade de São Paulo (SP). Aposta mínima custa R$ 4,50.

Motoristas bêbados podem ter que ressarcir custos ao SUS pelo tratamento de vítimas

  • 16 Fev 2021
  • 06:49h

Aproximadamente 40 mil pessoas perdem a vida em acidentes de carro no país | Foto: Reprodução

Um projeto de lei (PL) que está em análise na Câmara dos Deputados prevê que os motoristas bêbados tenham que ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) pelo tratamento de vítimas no trânsito. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, os custos diretos e indiretos com acidentados de trânsito chegam a R$ 50 bilhões anuais. Em uma enquete realizada pelo Instituto DataSenado, 89% dos entrevistados disseram apoiar o PL 32/2016. A relatora da proposta na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a senadora Mailza Gomes (PP-AC) disse à Rádio Senado que todos os anos cerca de 40 mil pessoas perdem a vida em acidentes de carro no país, o que torna o Brasil o quarto do mundo em mortes no trânsito. “Um grande número desses ainda é causado pelo fato de dirigir pela influência de álcool ou outra substância psicoativa. É o suficiente para exigir uma contrapartida financeira pelos serviços prestados pelo SUS às vítimas da imprudência dos motoristas”, afirmou Mailza.

'Precisamos atingir Lula na cabeça', diz procuradora da Lava Jato em mensagens

  • por Mônica Bergamo | Folhapress
  • 12 Fev 2021
  • 18:22h

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (12), uma petição com um novo pacote de mensagens que mostram procuradores discutindo a necessidade de "atingir Lula na cabeça" para "vencermos as batalhas já abertas" pela Operação Lava Jato.

 A troca de mensagens ocorreu no dia 5 de março de 2016, um dia depois de Lula ser conduzido coercitivamente para depor na Polícia Federal.

 Nos diálogos, obtidos pela Operação Spoofing de um hacker que invadiu celulares de autoridades, os procuradores falam ainda que, se tentassem "atingir ministros do STF" naquele momento, poderiam comprar brigas "com todos ao mesmo tempo".

 O melhor seria, segundo mensagem da procuradora Carolina Rezende, "atingirmos nesse momento o ministro mais novo do STJ [Superior Tribunal de Justiça]". Carol, como está identificada, integrava a equipe do então procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Em dezembro do ano anterior, o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do STJ, ficou sob fogo cruzado da Lava Jato depois que Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, afirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República) ter "ouvido" do então senador Delcídio Amaral que havia uma "movimentação política" para que seu pai obtivesse um habeas corpus por intermediação de um ministro de sobrenome "Navarro".

Navarro tinha sido nomeado meses antes para o STJ e era então o relator da Lava Jato na corte. Ele acabou sendo afastado do caso, sob pretexto de que havia sido voto vencido em decisões sobre a Lava Jato. O ministro Felix Fischer assumiu a relatoria e votou invariavelmente a favor de todas as decisões dos procuradores da Lava Jato e do juiz Sergio Moro.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) também aparece como alvo preferencial dos investigadores. Na fala, transcrita pela defesa de Lula e incluída na petição ao STF, a procuradora Carol afirma: "Pessoal, fiquei pensando que precisamos definir melhor o escopo pra nós dos acordos que estão em negociação. Depois de ontem, precisamos atingir Lula na cabeça (prioridade número 1), pra nós da PGR, acho q o segundo alvo mais relevante seria Renan. Sei que vcs pediram a ODE [empreiteira Odebrecht] que o primeiro anexo fosse sobre embaraço das investigações. Achei excelente a ideia mas agora tenho minhas dúvidas se o tema é prioritário e se é oportuno nesse momento. Não temos como brigar com todos ao mesmo tempo. Se tentarmos atingir ministros do STF, por exemplo, eles se juntarao contra a LJ, não tenho dúvidas. Tá de bom tamanho, na minha visão, atingirmos nesse momento o min mais novo do STJ. acho que abrirmos mais uma frente contra o Judiciário pode ser over. Por outro lado, aqueles outros (lula e Renan) temas pra nós hj são essenciais p vencermos as batalhas já abertas"

 As grafias foram mantidas como na mensagem original.

No mesmo dia, segundo diálogos da petição enviada ao STF por Lula, os procuradores da força-tarefa combinam a divulgação de uma nota a favor do ex-juiz, questionado por determinar a condução coercitiva do petista. Um dos procuradores afirma que ela era necessária para "não deixarmos um amigo apanhar sozinho". A procuradora Carol completa: "Coitado de Moro.. Não ta sendo fácil. Vamos torcer pra esta semana as coisas se acalmarem e conseguirmos mais elementos contra o infeliz do Lula".

 A defesa do ex-presidente afirma ainda, baseada nos diálogos, que a Lava Jato "atuava não apenas com o objetivo de devassar e produzir qualquer coisa"contra Lula, como ainda escondia "provas de sua inocência". Em uma das mensagens, procuradores da Lava Jato revelam que Paulo Dalmazzo, ex-diretor da Andrade Gutierrez, afirmara que Lula tinha feito uma palestra para a empresa e que saiu dela "ovacionado". "Não botei o termo", diz um dos procuradores que investigava palestras dada a empresas pelo ex-presidente.

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Congresso e governo sinalizam para auxílio de até quatro meses e necessidade de reformas

  • por Mauricio Leiro I Bahia Notícias
  • 12 Fev 2021
  • 17:19h

Foto: Reprodução I TV Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizaram que o auxílio emergencial poderá ir até junho. Após reunião, nesta sexta-feira (12), em entrevista coletiva, eles afirmaram também que o país necessita de reformas estruturantes para manter o equilíbrio fiscal para a continuação do benefício durante a pandemia. 

"Vacina e auxílio emergencial só deixarão de ser prioridade quando a pandemia acabar. Nossa expectativa é que haja um auxílio suficiente, com uma responsabilidade fiscal e que no mês de março, abril, maio e eventualmente no mês de junho. Para que isso aconteça é necessário que o congresso faça um esforço. Vamos fazer um esforço para apreciar a reforma tributária e a reforma administrativa que está na Câmara. No início do mês de março devemos ter uma definição disso. É conciliar o interesse público com a responsabilidade de protocolos fiscais", disse Rodrigo Pacheco.

Lira reforçou que a Câmara irá promover esforços para acelerar a tramitação e votar as reformas. "Precisamos conseguir alargar as filas de vacinação. O nosso esforço será feito para dialogar com os líderes para que todos juntos possamos aprovar as pautas que o Brasil precisa", comentou. 

"Avançamos bastante no compromisso com a saúde. Vacinação e auxílio, além do compromisso com a responsabilidade fiscal, com o pacto federativo com a cláusula de calamidade pública", comentou Guedes.

Bancos não terão expediente na segunda e na terça-feira de Carnaval

  • Redação
  • 11 Fev 2021
  • 09:27h

Expediente será retomado na Quarta-Feira de Cinzas, às 12h | Foto: Brumado Urgente

Mesmo com a suspensão do Carnaval este ano, os bancos não terão expedientes na segunda (15) e na terça-feira (16). A decisão vale também para estados e municípios que revogaram os pontos facultativos do feriado. De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febrabab), cumprindo a resolução do Banco Central, o calendário de feriados bancários está mantido e nos dias 15 e 16/02. Sendo assim, não haverá atendimento ao público nas agências. O expediente só será retomado na Quarta-Feira de Cinzas, dia 17 de fevereiro, às 12h.

Bancários do BB paralisam as atividades nesta quarta-feira (10) contra plano de restruturação

  • Rayllanna Lima
  • 10 Fev 2021
  • 07:58h

(Foto: Divulgação)

Os bancários que atual no Banco do Brasil (BB) decidiram paralisar as atividades nesta quarta-feira (10) para reivindicar contra o plano de reestruturação anunciado pela instituição financeira. Um protesto foi marcado para as 8h30, em uma agência que fica situada na Avenida Manoel Dias, no bairro da Pituba. “Aprovamos a paralisação em assembleias por todo país. Vamos realizar também manifestações nas principais cidades do estado”, disse ao bahia.ba o presidente do sindicato da categoria, Augusto Vasconcelos. De acordo com ele, o plano do BB não foi bem aceito porque prevê a demissão de milhares de trabalhadores em meio à pandemia de Covid-19, bem como o fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios. “O Banco do Brasil é fundamental para economia brasileira. É o principal financiador da Agricultura e atua também no financiamento de obras de infraestrutura. Trata-se de uma empresa sólida, rentável e que boa parte dos lucros retornam para a sociedade, através do pagamento de dividendos ao tesouro. Não faz sentido desmontar essa instituição”, afirmou Vasconcelos.

Vacina contra HIV será testada no Brasil

  • Por Ludmilla Souza - Repórter da Agência Brasil - São Paulo
  • 06 Fev 2021
  • 18:32h

Estudo vai recrutar cerca de 3,8 mil voluntários em diversos países

Em conjunto com centros de pesquisa de diversos países, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aderiu ao estudo para testar a eficácia de vacina contra o vírus HIV, que interfere na capacidade do organismo de combater infecções. Trata-se do estudo Mosaico, que vai avaliar dois imunizantes projetados para fornecer proteção contra diferentes variedades do vírus em todo o mundo. 

O professor da Faculdade de Medicina Jorge Andrade Pinto, coordenador do Grupo de Pesquisa em HIV/Aids em Crianças, Adolescentes e Gestantes e responsável pelos testes em Minas Gerais, explicou em vídeo para a UFMG as características da vacina e das etapas da pesquisa.

“O estudo Mosaico é um estudo de fase três de eficácia, que busca responder às seguintes perguntas: a vacina nessa população é segura? Há algum desconforto ou reação adversa? A vacina é capaz de produzir uma resposta imune, efetiva e protetora contra o HIV? E por último se essa vacina é, portanto, capaz de prevenir infecção na população vacinada?”. 

O coordenador do estudo explicou ainda qual é o tipo de imunizante. “São duas vacinas, uma vacina é de vetor viral contendo um vetor que é o adenovírus, em que são inseridos os componente imunogênicos do HIV, e uma vacina de proteína - de sequências proteicas do HIV”. 

Segundo Pinto, o estudo de fase três é um estudo duplo cego. “Nem a pessoa que está recebendo, nem a pessoa que aplica a vacina sabe qual está recebendo. Um grupo será vacinado e outro recebe um placebo, que é uma substância inerte que serve como grupo de comparação”.

No Brasil, a pesquisa vai recrutar participantes em cinco capitais. Além de Belo Horizonte, por meio da Faculdade de Medicina da UFMG, o ensaio clínico será realizado em São Paulo (Hospital das Clínicas da USP), no Rio de Janeiro (Fiocruz e Hospital Geral de Nova Iguaçu), em Manaus (Fundação Medicina Tropical) e Curitiba (Centro Médico São Francisco).

O estudo é parte de iniciativa desenvolvida pela HIV Vaccine Trials Network (HVTN) – financiada pela farmacêutica Janssen - e pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos. Serão 3,8 mil recrutados homens gays ou bissexuais e pessoas transgênero entre 18 e 60 anos, HIV negativo, não usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) e que não apresentem comorbidades que contraindiquem o uso da substância a ser testada. 

“Este é um estudo de longa duração, de cerca de 3 anos de acompanhamento, então é necessário que os voluntários que estejam interessados estejam dispostos também a permanecer neste segmento por esse período. O estudo mosaico será realizado no Brasil e também nos Estados Unidos, na América Latina, na Europa e busca, com isso, refletir a diversidade geográfica do vírus HIV”, finalizou o coordenador do estudo no Brasil.

Os interessados em participar do ensaio e obter outras informações podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones/WhatsApp (31) 99216-0407 e (31) 99331-3658.

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Equipe econômica prepara 'cláusula de calamidade' para voltar do auxílio emergencial

  • Bahia Notícias
  • 06 Fev 2021
  • 16:36h

A cláusula já citada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como necessária para recriar o auxílio emergencial deve ser incluída na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, informou nesta sexta-feira (5), o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal.

A PEC do Pacto Federativo está parada no Senado desde 2019 e propõe a descentralização, a desindexação e a desvinculação de gastos, com o objetivo de abrir espaço no Orçamento e dar maior autonomia para estados e município.

Na última quinta-feira (4), após receber a visita do novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Guedes afirmou que o auxílio emergencial poderá ser recriado para pelo menos metade dos beneficiários que receberam o pagamento em 2020, segundo o G1.

O auxílio emergencial — programa de transferência de renda motivado pelos efeitos econômicos da crise sanitária do coronavírus — se encerrou em 31 de dezembro. Primeiro, o programa concedeu — principalmente para trabalhadores informais e desempregados — R$ 600 mensais entre abril e agosto; depois, R$ 300 entre setembro e dezembro.

Segundo Bruno Funchal, o novo mecanismo a ser incluído na PEC do Pacto Federativo seria uma espécie de "cláusula de calamidade", conforme havia informado o blog de Ana Flor.

Essa cláusula permitiria, em momentos de emergência, a suspensão temporária da chamada "regra de ouro" — que impede o governo de aumentar a dívida pública para pagar despesas correntes — e o aumento da despesa, por meio da abertura de créditos extraordinários — os quais não se sujeitam ao teto de gastos, criado em 2016 e que limita o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior.

Como contrapartida, informou o secretário, seriam acionados gatilhos a fim de conter o aumento dos gastos obrigatórios do governo. A necessidade da cláusula de calamidade se justifica porque as três PECs consideradas pelo governo como prioritárias no Senado – do Pacto Federativo, dos Fundos Públicos e a PEC Emergencial – só abrem espaço fiscal para a União a partir de 2022.

Com isso, o governo teria que se endividar mais este ano, dentro do escopo da regra de ouro, que, por sua vez, exige autorização do Congresso Nacional. Com a cláusula de calamidade, o governo ficaria desobrigado dessa regra fiscal e não precisaria mais desse aval dos parlamentares.

Porém, segundo Bruno Funchal, mesmo com a cláusula de calamidade, o governo federal ainda precisaria cumprir a meta fiscal, que prevê um déficit de até R$ 247,1 bilhões para 2021, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Como o crédito extraordinário deverá dificultar o cumprimento da meta, o governo precisaria pedir ao Congresso a alteração do valor da meta previsto para este ano por meio do envio de um projeto de lei complementar.

Alta de combustível é culpa da Petrobras, e não de estados, dizem secretários de Fazenda

  • por Bernardo Caram | Folhapress
  • 06 Fev 2021
  • 12:10h

Foto: Reprodução / Tododia

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciar que pretende mudar a cobrança de imposto estadual sobre combustíveis, o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda) afirmou nesta sexta-feira (5) que a culpa pela alta de preços é da Petrobras, e não da tributação nos estados.

Na manhã desta sexta, Bolsonaro afirmou que o governo estuda apresentar um projeto de lei ao Congresso para que o ICMS (um imposto estadual) passe a ser cobrado sobre o preço nas refinarias, e não nos postos de gasolina.

"Não houve ou há alteração, por parte dos estados, na incidência dos seus impostos ou na política e administração tributária dos combustíveis. Os expressivos aumentos nos preços dos combustíveis ocorridos a partir de 2017 não apresentam qualquer relação com a tributação estadual. Foram frutos da alteração da política de gerência de preços por parte da Petrobrás", disse o Comsefaz em nota.

Desde outubro de 2016, a Petrobras passou a praticar preços internacionais. Em julho de 2017, a estatal decidiu que as alterações poderiam ser diárias, alegando que estava perdendo mercado para importações de companhias privadas.

Com a escalada do preço do petróleo e da taxa de câmbio, os frequentes reajustes passaram a ser questionados e motivaram a paralisação dos caminhoneiros em 2018, que levou o governo a conceder subvenções ao preço do diesel.
Neste ano, caminhoneiros voltaram a se articular para uma paralisação nacional, mas o movimento acabou enfraquecido.
Bolsonaro costuma jogar para os estados a responsabilidade sobre problemas relacionados ao preço dos combustíveis.

Em fevereiro do ano passado, ele criticou os estados falando que o valor do tributo prejudicava o consumidor e que uma possível medida seria uma lei complementar para o ICMS passar a ter um valor fixo por litro, e não mais um percentual aplicado à média de preços nas bombas.
Os secretários de Fazenda afirmam que a volatilidade de preços é o real problema nessa área.

"Desde 2018, as Fazendas estaduais têm divulgado notas públicas sobre a necessidade de se reparar as disfunções da atual política de preços, porquanto a sua volatilidade característica inflige ao setor produtivo uma carga de imprevisibilidade que não tem favorecido aos empreendimentos nacionais", afirmam.
No documento, os secretários dizem que somente uma reforma tributária ampla poderá reorganizar o sistema e decidir sobre novas formas de incidência dos impostos.

Eles ainda criticam as reclamações recentes de Bolsonaro sobre a necessidade de o governo compensar eventuais cortes de tributo com novas receitas em outras áreas.
"As Fazendas dos estados se colocam à disposição para dialogar sobre este tema, respeitando-se as premissas postas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê que, para toda renúncia de receita, deve haver respectiva e proporcional compensação", afirmam.

Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta quarta-feira (03)

  • Redação
  • 03 Fev 2021
  • 08:55h

(Foto: Divulgação)

O concurso 2.341 da Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta quarta-feira (03). O sorteio será realizado a partir das 20h, no Espaço Loterias CAIXA, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo (SP). As apostas do concurso 2.341 da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio nas lotéricas, pelo portal Loterias CAIXA, pelo app Loterias CAIXA e pelo Internet Banking CAIXA. Caso apenas um apostador leve o prêmio da Mega-Sena e aplique todo o valor na Poupança da CAIXA, receberá R$ 28,9 mil de rendimento no primeiro mês. Caso o apostador prefira investir o valor do prêmio em imóveis, terá dinheiro suficiente para comprar 62 casas, investindo R$ 403,2 mil em cada. O valor de uma aposta simples na Mega-Sena é de R$ 4,50.

Inmet desmente previsão de onda intensa de calor em fevereiro

  • Virgínia Alves
  • 02 Fev 2021
  • 16:10h

Informação tem sido compartilhada nas redes sociais desde a semana passada | Foto: Brumado Urgente

O Insituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou neste início de semana, um comunicado oficial desmentindo a previsão de uma forte onda de calor para o mês de fevereiro. O texto tem sido compartilhado nas mídias sociais desde a semana passada.  "INMET esclarece que o texto recentemente vinculado nas redes sociais sobre uma PREVISÃO DE FORTE ONDA DE CALOR NO MÊS DE FEVEREIRO não procede. Essa informação não possui qualquer fundamento técnico/científico e nenhuma base de estudo ou pesquisa climatológica ou de previsão climática, tratando-se, portanto, de NOTÍCIA FALSA", destacou a publicação oficial.  Em entrevista ao Notícias Agrícolas, na segunda-feira (1), o meteorologista Mamedes Luiz Melo destacou que apenas estado do Rio de Janeiro vem registrando temperaturas acima da média, com previsão de queda no termômetro a partir do dia 4, próxima quinta-feira. Ainda segundo o especialista, para caracterizar "onda de calor", é necessário que a região apresente por, pelo menos, cinco dias, temperaturas acima da média esperada. Nas demais regiões do Brasil, segundo Mamedes, as condições estão dentro do previsto para o verão. 

'Houve sensibilidade por parte da categoria', diz ministro sobre greve de caminhoneiros

  • FolhaPress
  • 02 Fev 2021
  • 11:42h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, avalia que a baixa adesão à greve dos caminhoneiros revela "sensibilidade" do setor, que tem enfrentado problemas como outras categorias por causa da pandemia do novo coronavírus.

Entre as reivindicações da classe estão a falta de efetividade da aplicação do piso mínimo de frete, o preço do óleo diesel e as regras para a aposentadoria de motoristas.

"Está ruim para o transporte escolar. Está ruim para o setor de serviços. Enfrentamos uma pandemia. Houve sensibilidade por parte da categoria, que está muito mais madura", disse o ministro.

O movimento, que teve início nesta segunda-feira (1º), registrou poucos problemas nas rodovias federais. "O caminhoneiro não se sentiu representado por essas entidades. Ele entende a sua relevância dentro de um cenário maior. Sabemos que a situação está ruim para o caminhoneiro", disse.

O ministro avalia ainda que a solução para a demanda dos caminhoneiros não depende somente do governo federal. Segundo Tarcísio, é preciso uma organização maior da categoria e uma busca por um modelo de negócio mais profissional.

"Uma busca pelo equilíbrio nas relações entre entes privados. E isso só será possível com o crescimento da economia. O caminhoneiro entende isso. Essa é a diferença entre toda uma classe que está disposta a dialogar e que encontra as portas abertas no governo e alguns dirigentes que tentaram criar um movimento sem qualquer sintonia com o setor", afirmou.

A declaração foi dada ao jornal Folha de S.Paulo na noite desta segunda-feira após o primeiro dia de greve, que contou com baixa adesão no país. Dos 871 km percorridos de carro no estado de São Paulo entre o início da manhã e o começo da tarde desta segunda nenhum bloqueio de via foi encontrado ao longo do percurso. A reportagem da Folha viajou até Taubaté, Atibaia e Santos. Circulou também por trechos das rodovias Presidente Dutra, Régis Bittencourt, Castello Branco, Bandeirantes, Anchieta, Fernão Dias e o pelo Rodoanel.

As Justiças de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Paraná proibiram o bloqueio de vias em seus respectivos territórios. A própria Polícia Federal Rodoviária esperava maior movimentação e montou uma operação especial para esta segunda.

"A PRF está monitorando tudo a partir do centro integrado de controle em Brasília, todas as rodovias federais do país inteiro. O monitoramento é feito tanto pela equipe que está no centro, quanto pelas equipes que estão nos estados, e a comunicação é constante", afirmou Anderson Poddis, da comunicação da força.

Apesar da baixa adesão, José Roberto Stringasci, presidente da ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil), uma das entidades que convocou a paralisação, disse que o movimento ainda vai aumentar. "Creio que até o fim da semana a gente já tenha um bom volume de caminhões parados em todo o Brasil".

A greve dos caminhoneiros teve início sem um consenso de toda a categoria e enfrenta oposição de grupos patronais e do setor produtivo. O presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutorets de Veículos Automotores) e um dos principais líderes da greve de 2018, Wallace Landim, conhecido como Chorão, não aderiu à paralisação.

"Grupos aproveitam o movimento de luta de garantia e cumprimento da lei dos caminhoneiros e redução dos impostos dos combustíveis para incluir pautas políticas, como fora Doria, fora Bolsonaro e fechamento do STF. Dessa maneira a Abrava não participará da paralisação".

A lista de reivindicações ao governo chegava a dez itens e a expectativa era que em até três dias, 80% dos motoristas autônomos embarcassem em um movimento semelhante ao de 2018, que durou 11 dias, parou o país e ainda ajudou a eleger o então candidato do PSL. No entanto, não foi o que se viu pelas estradas, nem no discurso do presidente, que pede que a categoria não se mobilize.

O general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), se manifestou nas redes sociais sobre a greve desta segunda, prometendo buscar recursos legais para ajudar o setor. "Governo Federal respeita as aspirações dos caminhoneiros. Pres Rep e Min da Infraestrutura têm grande apreço pela categoria. Vão buscar, junto à área econômica, recursos legais para reduzir despesas que recaem sobre esses abnegados trabalhadores, essenciais ao dia a dia do país", disse na publicação.

Alguns petroleiros se mobilizaram contra o preço dos combustíveis, a venda de refinarias, terminais e demais ativos, além de pedidos de vacinação e críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Eles organizaram atividades em unidades da Petrobras no estado, se concentrando principalmente na Ilha do Governador.