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GloboNews escala jornalistas negros para debater racismo após polêmica em programa

  • Bianca Andrade
  • 04 Jun 2020
  • 10:55h

A condução do jornalistico ficou por conta de Heraldo Pereira, Zileide Silva e Flávia Oliveira, Maju Coutinho, Aline Midlej e Lilian Ribeiro | Foto: GloboNews

A apresentação do programa ‘Em Pauta’ da GloboNews na última quarta-feira (3) colocou o jornalístico do canal por assinatura entre um dos assuntos mais comentados das redes sociais. Após a polêmica em levar apenas jornalistas brancos para falar sobre racismo e as manifestações motivadas pelo assassinato de George Floyd nos Estados Unidos, a emissora montou uma bancada apenas com jornalistas negros para debater o tema. A condução do jornalistico ficou por conta de Heraldo Pereira, apresentador do Jornal das Dez, com participações de Zileide Silva e Flávia Oliveira, Maju Coutinho, Aline Midlej e Lilian Ribeiro. Antes de dar início ao noticiário, o apresentador Marcelo Cosme fez uma autocrítica ao posicionamento da empresa, se desculpou e anunciou que Flavia Oliveira e Zileide Silva passam a fazer parte do time de comentaristas do ‘Em Pauta’. “A Globo tem a diversidade como valor e se orgulha dos profissionais negros que têm frente às câmeras e por trás delas. Profissionais de altíssimo nível, que comandam, alguns, a apresentação de telejornais na GloboNews e na TV Globo. E busca e continuará buscando ampliar essa diversidade. Mas, por razões históricas e estruturais de nossa sociedade também aqui na Globo os colegas ainda não são tantos quanto desejável”.

Ato pró-democracia em SP tem confusão e confronto entre manifestantes e PMs

  • BN
  • 31 Mai 2020
  • 17:57h

Foto: Reprodução I GloboNews

O ato pro-democracia organizado por integrantes de torcidas organizadas terminou em confusão na tarde deste domingo (31), na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo o G1, os participantes do ato entraram em confrontos com policiais militares e manifestantes que faziam outro protesto em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os policiais utilizaram bomba de gás lacrimogênio para dispersar os torcedores, que revidaram com pedras. Houve correria. Até por volta de 14h35, não havia informações sobre feridos. Inicialmente, estavam no protesto integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel, do Corinthians. Contudo, logo depois houve uma união com torcidas arquirrivais corintianas, do Palmeiras e do Santos. Pelo menos três torcedores foram detidos pela Polícia Militar (PM) e levados a uma delegacia da região.

Projeto suspende cobrança de contribuição de iluminação pública durante pandemia

  • Com informações da Agência Câmara
  • 28 Mai 2020
  • 16:26h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O Projeto de Lei 2827/20 suspende a cobrança da contribuição de iluminação pública enquanto durar no Brasil o estado de calamidade pública decorrente da pandemia de Covid-19. A proposta tramita na Câmara dos Deputados e foi apresentada pelo deputado Vinicius Farah (MDB-RJ). O parlamentar aponta a importância de amenizar os efeitos da crise, que não é só de saúde mas também econômica, sobre as populações mais vulneráveis. Farah entende que a contribuição de iluminação pública impacta na conta de energia elétrica. “Nosso projeto vai beneficiar milhões de brasileiros que sofrem com a diminuição de sua renda familiar”, afirma.

Jaques Wagner diz não crer em golpe de militares: 'Não vão embarcar em aventura'

  • Fernando Duarte / Ulisses Gama
  • 25 Mai 2020
  • 19:18h

Jaques Wagner diz não crer em golpe de militares: 'Não vão embarcar em aventura'Foto: Jorge Cardoso / Ministério da Defesa

Ex-ministro da Defesa e hoje senador, Jaques Wagner (PT) diz não acreditar em um golpe dos militares, que vem ganhando espaço no governo Bolsonaro. Para o petista, a geração do golpe de 1964 faz parte do passado e a população precisa "tirar o ranço" em relação às Forças Armadas. "Não acho que os militares vão embarcar em qualquer aventura. Não vão dar golpe nem para tirar e nem para manter. Acho que se foram 56 anos desde 64. A geração que dominou já foi toda para a reserva. O Itamaraty e as Forças Armadas são grandes escolas de formação. Nós, civis, às vezes mantemos um ranço. Temos que deletar isso da cabeça. Eles também têm que deletar 64 da cabeça. Foi no tempo da Guerra Fria, o muro ainda não tinha caído...", disse, em entrevista para a Live do BN, do Bahia Notícias. Wagner não deixou de fazer críticas a Bolsonaro e disse que os militares sabem que o presidente da República é um "mau soldado". O político apontou a intenção de Bolsonaro em querer armar a população e destacou as mortes no Brasil em virtude da Covid-19. "Eles [militares] sabem que o presidente é um péssimo soldado. Eles sabem que é um mau soldado, que nunca cumpriu a norma. É um bagunceiro total e que produz pouco. Mas eles respeitam a norma. O Lula não participou, mas ela foi validada pelo TSE e teve mais de 50 milhões de votos. Estão cumprindo. É óbvio que eles gostam dos ministérios. Tudo isso é prestígio, mas não quer dizer que estão dispostos a embarcar nessa canoa. Apesar dos atos dele não corresponderem, ele diz que é democrata. Ele quer armar todo mundo pra fazer uma guerra civil no Brasil pra matar 30 mil. Vamos chegar a 30 mil só com a Covid", pontuou.

 

Wagner foi ministro da Defesa no governo Dilma Rousseff entre dezembro 2014 e outubro de 2015, quando foi indicado para assumir a Casa Civil. 

Bolsonaro diz que Trump repassou relatórios sobre a China; presidente critica inteligência

  • por Jade Coelho / Mauricio Leiro
  • 22 Mai 2020
  • 18:52h

Foto: Reprodução I Flickr Palácio do Planalto

Um dos trechos da reunião ministerial que não foi liberado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello tem relação com a China. Bolsonaro ao reclamar da falta de informações da Polícia Federal revela que o presidente americano Donald Trump havia lhe dado acesso a relatórios relacionados à China.

"E informação é assim. Eu tava vendo, estudando em fim de semana aqui como é que o serviço chinês, secreto, trabalha nos Estados Unidos", disse Bolsonaro em vídeo, colaborando com a informação divulgada pelo o Globo.

Além dos relatórios, Bolsonaro critou o setor de inteligência do governo. "Eu tenho inteligências das Forças Armadas que não tenho informações. ABIN tem os seus problemas, tenho algumas informações. Só não tenho mais porque tá faltando, realmente, temos problemas. Aparelhamento. Mas a gente não pode viver sem informação.", disse.

O presidente faz uma analogia pra reforçar o pedido de que necessitava de mais informações do setor de inteligência.

"Porta ouvindo o que seu filho ou sua filha tá comentando. Tem que ver, pra depois que ela engravida, não adianta falar com ela mais. Tem que ver antes  depois que o moleque encheu os cornos de droga, já não adianta mais falar com ele, já era", pontou.

Flávio Bolsonaro rebate acusações de Paulo Marinho: 'Tem interesse em me prejudicar'

  • 17 Mai 2020
  • 13:23h

Foto: Revista Veja

Em nota enviada à imprensa neste domingo (17), o senador Flávio Bolsonaro reagiu às acusações de Paulo Marinho de que ele sabia com antecedência da Operação Furna da Onça, que atingiu Fabrício Queiroz (leia mais aqui). O filho do presidente Jair Bolsonaro acusou Marinho de ter se deixado tomar pela ambição e de querer sua vaga no Senado Federal.

"O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena. Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Doria e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição. É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado", disse.

Flávio questionou o momento das acusações de Paulo Marinho e disse que o empresário está "desesperado" e sem votos.

"Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás? Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos", completou.

A troca de acusações teve início com a reportagem publicada nestre domingo pelo jornal "Folha de S.Paulo" na qual o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, afirma que o filho do presidente foi alertado com antecedência pela Polícia Federal sobre a operação que teria como alvo seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Roberto Jefferson, o bandido de estimação do bolsonarismo

  • por Fernando Duarte I Bahia Notícias
  • 14 Mai 2020
  • 09:50h

Foto: Reprodução I Twitter

“Bandido bom é bandido morto”. Essa é uma concepção muito comum entre os brasileiros e chegou ao seu grau máximo de expressão com a chegada ao Planalto de um pregador formal do tema, o presidente Jair Bolsonaro. Porém esse mote só é válido para bandidos pobres, mesmo que eles não tenham sido condenados pela Justiça. Basta ver que um dos grandes expoentes recentes dessa nova direita do Brasil é o ex-deputado federal Roberto Jefferson.

Midiático, o cacique do PTB ganhou o estrelato quando veio a público denunciar o episódio que ficou conhecido como “mensalão do PT”. À época, o então parlamentar jogou no ventilador um esquema de compra de votos na Câmara dos Deputados, algo que o submundo da política sempre acusou existir. A diferença era a profissionalização do balcão de negócios, algo até então inédito. Roberto Jefferson, então, conquistou a fama e também a alcunha de justiceiro anti-PT e anti-Lula.

No entanto, ele nunca foi herói. Para usar um termo popularizado pelo próprio PT no auge do mensalão, Roberto Jefferson se lambuzou com as benesses concedidas pelo governo de maneira extraoficial e antirrepublicana. Tanto que foi condenado nessa ação penal a mais de sete anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como era necessário se manter “por cima da carne seca”, o ex-deputado deixou o legado político para a filha, Cristiane Brasil, que chegou a protagonizar a indigesta nomeação para o Ministério do Trabalho, barrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Passado o momento aula de história, voltamos para 2020. Roberto Jefferson reapareceu como um baluarte da democracia ao defender em uma histriônica entrevista com um blogueiro da direita conservadora que existia um complô para um golpe contra Bolsonaro. O bate-papo, transmitido no YouTube, foi assistido ao vivo pelo presidente, numa espécie de metalinguagem do constrangimento. Ali foi a senha pública de que o cacique do PTB tinha, oficialmente, aderido ao governo, na aproximação de Bolsonaro com o centrão.

Roberto Jefferson cumpriu pena? Sim. Pagou pelos crimes? É relativo. Para quem acredita na lógica do “bandido bom é bandido morto”, provavelmente não. Mas agora ele é um bandido de estimação do bolsonarismo, com direito a aplausos e celebrações pelas denúncias “bombásticas” contra os adversários políticos dessa claque. Merece palanque e tem todos os méritos para voltar aos holofotes – afinal, falta de pudor nunca foi problema. É contradição que chama?

Este texto integra o comentário desta quarta-feira (13) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios A Tarde FM, Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Alternativa FM Nazaré e Candeias FM. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle Podcasts e TuneIn.

'Marrr Morsssooo!': Negativo para Covid-19, Bolsonaro usou nomes falsos como ‘Airton’ e ‘Rafael’

  • Redação
  • 13 Mai 2020
  • 15:49h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro usou os pseudônimos “Airton Guedes” e “Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz” para fazer os exames do novo coronavírus. Em todos os três exames, os resultados deram negativo para a Covid-19. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a identificação foi assegurada a partir dos números dos documentos pessoais, como RG e CPF, e data de nascimento. Esses dados indicam que os exames seriam, mesmo, do presidente. Os resultados foram divulgados depois de decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinar ampla divulgação dos documentos. Os exames foram entregues pela Advocacia-Geral da União (AGU).

‘Cala a boca’, diz Bolsonaro em novo ataque a repórteres na porta do Alvorada

  • Redação
  • 05 Mai 2020
  • 16:13h

Presidente chamou o jornal Folha de S. Paulo de "canalha" e se recusou a responder perguntas sobre troca de comando na Polícia Federal | Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mandou repórteres calarem a boca na manhã deste terça-feira (5), em Brasília, quando foi questionado sobre as recentes mudanças na Polícia Federal. Em mais um ataque protagonizado diante de apoiadores, na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro mostrou uma imagem que reproduzia a manchete da edição impressa da Folha de S. Paulo e, referindo-se à manchete “Novo diretor da PF assume e acata pedido de Bolsonaro”, disse que não interferiu na corporação. Em seguida, atacou o jornal, chamando-o de “canalha”, “patife” e “mentiroso”. “Que imprensa canalha a Folha de S.Paulo. Canalha é elogio para a Folha de S.Paulo. O atual superintendente do Rio de Janeiro, que o [ex-ministro Sergio] Moro disse que eu quero trocar por questões familiares”, disse o presidente, segundo a própria Folha. “Não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal. Nem eu nem meus filhos, zero. Uma mentira que a imprensa replica o tempo todo, dizer que meus filhos querem trocar o superintendente [da PF no Rio]”, completou Bolsonaro. Após deixar do governo no dia 24 de março, o ex-ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, disse que Bolsonaro queria trocar o diretor-geral para interferir politicamente na polícia. Moro também afirmou que o presidente queria mudanças no Rio e em Pernambuco. Como mostrou a coluna Painel, Alexandre Ramagem, que teve a nomeação suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal), também já tinha decidido trocar o comando da PF no Rio. Nesta terça, para rechaçar que teria promovido ingerência na PF, Bolsonaro disse que Carlos Henrique Oliveira será diretor-executivo da corporação, o “zero dois” da estrutura da polícia. “Para onde ele [Oliveira] está indo? Para ser diretor-executivo da Polícia Federal. Ele vai sair da superintendência —são 27 superintendências— para ser diretor-executivo. Eu tô trocando ele? Eu tô tendo influencia sobre a Polícia Federal? Isso é uma patifaria”, afirmou. “[Ele] está saindo de lá [RJ] para ser diretor-executivo a convite do atual diretor-geral. Não interferi nada. Se ele fosse desafeto meu e, se eu tivesse influência na Polícia Federal, ele não iria para lá. Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro e não interfiro na PF.”

Mega-Sena acumulada deve pagar R$ 47 milhões neste sábado

  • Redação
  • 02 Mai 2020
  • 08:12h

(Foto: Reprodução)

O concurso 2.257 da Mega-Sena acumulada deve pagar neste sábado (2) um prêmio estimado de R$ 47 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país ou pela internet. Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 4,50. De acordo com a Caixa, a probabilidade de o apostador ganhar o prêmio em um jogo simples, de seis dezenas, é de 1 em 50.063.080.

Bolsonaro anula nomeação de Alexandre Ramagem para direção-geral da Polícia Federal

  • por Matheus Caldas I BN
  • 29 Abr 2020
  • 14:49h

Foto: Valter Campanato I Ag. Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tornou sem efeito a nomeação de Alexandre Ramagem para assumir o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (29) através de edição extra do diário oficial da União.

Com a medida, a indicação de Ramagem à corporação está anulada. Isto ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspender a nomeação dele à PF. A posse estava marcada para a tarde desta quarta.

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência deve substituir Moro

  • Redação
  • 26 Abr 2020
  • 11:46h

Chefe da Abin e amigo da família Bolsonaro, Alexandre Ramagem deve assumir diretoria-geral da Polícia Federal | Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, deve ser anunciado substituto de Sergio Moro no Ministério da Justiça. Informações da TV Globo indicam que, apesar da resistência, Oliveira aceitou o cargo e até se reuniu com Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. O nome agrada toda a família. O pai de Oliveira já trabalhou com Jair Bolsonaro na época em que era deputado. E o próprio titular da Secretaria-Geral já foi chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro (PSL). Já foi escolhido também o novo diretor-geral da Polícia Federal. Alexandre Ramagen, atual diretor da Agência Nacional de Inteligência (Abin), vai assumir o cargo antes ocupado por Maurício Valeixo. A chefia da corporação foi o motivo que levou à saída de Sergio Moro do governo. O ex-juiz federal revelou que Bolsonaro quer interferir na PF por motivos políticos. Ramagem também é conhecido da família. O novo diretor-geral da PF já passou o Réveillon com Carlos Bolsonaro e amigos, na virada de ano de 2018 para 2019. Além disso, Ramagem trabalhou como segurança de Bolsonaro na campanha presidencial.O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) prometeu entrar com ação na Justiça para impedir que Ramagem assuma o cargo, caso seja nomeado. O motivo é a relação de proximidade com a família do presidente da República.

Militares e centrão se juntam na UTI por Bolsonaro...

  • UOL
  • 26 Abr 2020
  • 09:44h

(Foto: Reprodução)

O coronavírus e a conversão de Sergio Moro em delator alteraram dramaticamente as prioridades de Jair Bolsonaro. Antes, ele planejava tirar a economia do atoleiro e se reeleger. Agora, se esforça para não cair e passar a impressão de que ainda comanda. Para alcançar esses dois novos objetivos estratégicos, Bolsonaro promove um encontro constrangedor. Ele junta a castidade presumida dos militares e o gangsterismo político do centrão na UTI em que se encontra o seu governo. Os militares ficam com Bolsonaro por acreditar que a tarefa que se autoatribuíram de presidir o presidente virou um imperativo patriótico. A frequência com que Bolsonaro fabrica crises revela que os generais do Planalto perdem a guerra. O centrão encosta seu código de barras no Planalto porque identificou no apodrecimento do governo uma nova oportunidade para reassegurar que as verbas do Tesouro Nacional continuarão saindo pelo ladrão. Bolsonaro e seus filhos viraram matéria-prima para investigação. O mandato do capitão pode ser questionado num pedido de impeachment (há 24 deles na Câmara) ou num processo criminal a ser julgado no Supremo (há três inquéritos abertos). O centrão passou a ser vital para Bolsonaro nas duas hipóteses. Recompensados com cargos e verbas, podem ajudar a enterrar pedidos de impeachment ou negar autorização para que o Supremo julgue eventuais denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o presidente. Bolsonaro flerta com os corruptos do centrão há meses. Ironicamente, coube a Sergio Moro, ex-algoz de larápios na Lava Jato, dar o empurrão que pode consolidar o casamento.

Moro pede demissão do ministério após troca na PF e Bolsonaro tenta reverter, diz jornal

  • BN
  • 23 Abr 2020
  • 15:09h

Foto: El País

Um dos pilares do governo Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira (23), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

O motivo teria sido a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que é um dos homens de confiança do ex-juiz da Operação Lava Jato. Segundo a publicação, Bolsonaro tenta, internamente, convencer Moro a permanecer no cargo.

Segundo a coluna Radar, da revista Veja, Moro disse abertamente a aliados que iria sair do cargo. De acordo com a reportagem, ele estava “visivelmente contrariado”. 

Desde o ano passado, Bolsonaro tem ameaçado trocar o comando da PF. O presidente quer ter controle sobre a atuação da polícia.

Cabe às instituições corrigir rumos, diz presidente da OAB sobre Bolsonaro

  • por Julia Chaib | Folhapress
  • 22 Abr 2020
  • 08:46h

Foto: Reprodução Google

Adversário declarado de Jair Bolsonaro, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, diz que o Judiciário e o Legislativo precisam ficar atentos e impor freios ao que vê como ações de viés autoritário do chefe do Executivo, além de zelar por políticas de combate à pandemia do coronavírus. "O presidente só pensa nisso, só pensa em poder, como é natural dos tiranos, dos autoritários e ultrapassou um limite impensável. A verdade é que os democratas agora têm que ter atenção total até o final do mandato dele contra todo e qualquer ato que venha ferir liberdades, garantias", falou.Santa Cruz avalia que Bolsonaro trabalha com o objetivo de ser reeleito. E questiona como um presidente que rechaça a chamada velha política agora faz propaganda para teses do ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson. "A gente já identificava esse viés autoritário. Mas, com clareza, acho que ele deu um passo a mais, ele atravessou o rubicão. Para quem não conhece a história, o Julio César [ditador romano] atravessa com seus exércitos no sentido de Roma e lança sua sorte no plano de ser um autocrata", falou.

O presidente compartilhou vídeo nas redes sociais em que o ex-parlamentar acusa o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de tramar junto com o chefe da OAB um golpe para tirar Bolsonaro do poder. Apesar das críticas, Santa Cruz diz que o momento não é o de levantar a bandeira e pedir o impeachment de Bolsonaro.Bolsonaro e o presidente da OAB já protagonizaram embates públicos. Em julho do ano passado, o presidente provocou o advogado e disse que um dia contaria como o pai dele desapareceu durante a ditadura militar.Santa Cruz foi ao STF pedir explicações do presidente. Ele é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido em fevereiro de 1974, após ter sido preso por agentes do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura, no Rio de Janeiro."O presidente já deu todos os exemplos do mundo que está abaixo do que o cargo dele exige, mas ele foi eleito. Cabe às instituições dentro das suas possibilidades corrigir os rumos desse barco à deriva por abandono ou omissão do seu comandante", completou.