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Estados e municípios devem decidir como cumprir calendário escolar

  • 05 Abr 2020
  • 19:26h

Foto: Brumado Urgente Conteúdo

A Medida Provisória que permite que escolas tenham menos de 200 dias letivos no ano, desde que garantam 800 horas de ensino na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio, trouxe respaldo legal para o que as redes de ensino já vinham fazendo, de acordo com a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).“Isso vai dar uma liberdade maior para quando os alunos voltarem. Podemos, mais à frente, colocar um sexto tempo, usar alguns sábados letivos com sexto tempo também. Ao mesmo tempo, podemos contar com as nossas aulas remotas vinculantes que estão contando como aulas realmente no calendário escolar", disse Cecília.

Os estados são responsáveis, principalmente, pela oferta do ensino médio. Eles também ofertam os anos finais do ensino fundamental, etapa que vai do 6º ao 9º ano.

De acordo com a Agência Brasil,  Consed reuniu, em uma página da internet, as resoluções, pareceres, instruções normativas e notas de esclarecimentos do Conselho Nacional de Educação, da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação e dos Conselhos Estaduais e Municipais de Educação, sobre o calendário escolar e a oferta de conteúdos a distância.

 

 

ENSINO A DISTÂNCIA
A desigualdade entre as várias regiões do país e entre os vários estudantes brasileiros preocupa na hora de substituir as aulas presenciais por aulas a distância. Por isso, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) defende que, no processo de reorganização do calendário escolar, é necessário, primeiramente, esgotar todos os esforços para cumprir as 800 horas de maneira presencial. Para isso, as redes podem, após o retorno as aulas, ampliar a jornada diária, realizar atividades no contraturno, ter sábados letivos, usar de períodos de recesso e/ou férias - após negociação com a categoria, entre outras alternativas. A entidade defende que, caso seja feito o uso da modalidade de educação a distância como substitutiva às aulas presenciais, sejam garantidos "suporte tecnológico, metodológico e de formação dos professores, por parte da União e dos governos estaduais às redes municipais”. Por lei, a educação a distância pode ser feita no ensino médio e, em situações emergenciais, como durante a pandemia da covid-19, no ensino fundamental.  A MP publicada nesta semana não trata da educação infantil, que compreende a creche e a pré-escola. A Undime defende que a EaD não seja aplicada nessa etapa.

ESCOLAS PARTICULARES

Para as escolas particulares, de acordo com o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira, a medida facilita o planejamento. “Fomos autorizados a voltar a trabalhar, não precisaremos sacrificar os sábado, podemos nos preparar para continuar a vida escolar”, afirmou.. Segundo ele, a pandemia está sendo uma oportunidade para “aprender a usar algumas ferramentas para as quais havia resistência. Não vão substituir de forma definitiva o ensino presencial, mas vão permitir fazer algumas coisas que são possíveis fazer, levando em consideração a idade das crianças.” Em nota, o secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo, afirmou que a flexibilização é autorizativa “em caráter excepcional e vale tão e somente em função das medidas para enfrentamento da emergência na saúde pública decretadas pelo Congresso Nacional”. Ele reforça que a flexibilização deverá observar as normas dos respectivos sistemas de ensino.

No Brasil, há suspensão de aulas em todos os estados para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. A medida não é exclusiva do país. No mundo, de acordo com os últimos dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que monitora os impactos da pandemia na educação, 188 países determinaram o fechamento de escolas e universidades, afetando 1,5 bilhão de crianças e jovens, o que corresponde a 89,5% de todos os estudantes no mundo. 

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Governo usará dados de teles para monitorar circulação de pessoas

  • Agência Brasil
  • 05 Abr 2020
  • 10:42h

(Foto: Agência Brasil)

As operadoras de telecomunicação repassarão informações sobre a circulação de pessoas para que o governo faça avaliações e desenvolva estratégias de prevenção e combate à epidemia do novo coronavírus. A parceria vai durar o período da calamidade pública da Covid-19 e envolve as empresas Vivo, Claro, Oi, Tim e Algar. De acordo com o sindicato que representa o setor (Sinditelebrasil), serão repassados dados agregados e anonimizados da circulação dos seus clientes. Os dados permitirão visualizar “manchas de calor” da concentração de pessoas em localidades de todo o país, auxiliando o governo a localizar onde estão ocorrendo aglomerações. Quando uma pessoa liga um celular, o aparelho se conecta a uma antena, chamada no linguajar técnico de Estação Rádio-Base (ERB). Segundo o presidente-executivo do Sinditelebrasil, Marcos Ferrari, a informação repassada ao governo será de quando e onde ocorreram essas conexões entre usuário e redes das operadoras. “O que nós estamos disponibilizando para o governo é este dado estatístico agregado. Não vamos falar em número de linha nem em nome da pessoa. Em tal dia estavam conectadas tantas linhas em tal antena. Isso é um mapa. Olha por cima do país e enxerga como se dá a concentração de pessoas, deslocamento delas por meio deste mecanismo estatístico”, disse Ferrari. Os dados serão consolidados no fim do dia e repassados a um servidor da empresa estadunidense Microsoft, de onde poderão ser acessados pelo governo. Assim, o “mapa” mostrará a situação sempre do dia anterior. As cinco operadoras possuem uma grande base de dados, somando 214 milhões de chips (embora vários clientes tenham mais de um chip). “A forma como o governo vai usar esse dado pode ser de diversas maneiras. A gente não vai interferir nisso, pois é uma decisão do governo. Pode ser uma universidade que pode fazer esse uso dos dados, ou empresa terceirizada que lide com inteligência artificial. Para isso governo está botando a governança dele para aplicar de maneira eficiente estes dados”, comenta o executivo do Sinditelebrasil. Ele acrescenta que os princípios de proteção previstos na Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet serão respeitados.

Hospitais de SP usarão plasma de pacientes curados de coronavírus para tratar casos graves

  • 05 Abr 2020
  • 08:33h

Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

Os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Universidade de São Paulo foram autorizados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para dar início em testes clínicos com plasma de pacientes que já se recuperaram do coronavírus em doentes em estado grave.

Hospitais pelo mundo também tem sido autorizados a realizar o procedimento. De acordo com reportagem do jornal O Globo, nos Estados Unidos a agência de vigilância Sanitária, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou o tratamento experimental contra a Covid-19 usando plasma de pacientes que já se recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus. Um estudo feito com cinco pacientes graves internados em um hospital da China, usando o mesmo método, já demonstrou eficiência.

"Se a terapia funcionar como nós estamos esperando, dentro dos parâmetros que nós estamos esperando, ela deve ser útil para evitar que um grande número de pessoas vá para a UTI. Que é justamente onde está o maior gargalo. Você tem bem menos gargalo, felizmente, na internação comum do que em UTI, porque os números de leitos são bem menores. Então, o objetivo da pesquisa, entre outras coisas, é claramente diminuir o número de pacientes que necessitem de suporte de Terapia Intensiva", disse Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Hospital Albert Einstein.

Apoiador de Bolsonaro, Carlos Vereza diz que 'tirou time de campo' após ataques a Mandetta

  • por Ian Meneses I Bahia Notícias
  • 04 Abr 2020
  • 09:04h

Foto: Reprodução TV Globo

Veterano da dramaturgia e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o ator Carlos Vereza anunciou nas redes sociais, nesta sexta-feira (3), que encerrá as postagens abertas ao público. 

A iniciativa foi tomada após ele publicar, na quinta-feira (2), uma opinião sobre a conduta de Bolsonaro diante dos posicionamentos do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Estava tentando defender Bolsonaro, não tanto por ele, mas pela normalidade das instituições. Mas ele desautorizar publicamente o ministro da Saúde por ciúmes, não dá mais. Tirei o time”, escrevera. Segundo Vereza, a decisão, de a partir de agora escrever para poucos, não foi motivada por “cansaço”, mas pelo fato dele “estar constatando a invasão de uma horda de bárbaros, quadrúpedes fanatizados, filhotes sectários formados pelo populismo do honesto mas egocêntrico Jair Messias Bolsonaro”.

O veterano afirmou não ver “nenhuma diferença” de tal grupo com “os quadrúpedes petistas fanatizados pelo gatuno Lula da Silva”, mas lembrou de Umberto Eco, que previu e “alertou para os imbecis que ocupariam as redes sociais”. “Nada veem além da própria limitação para compreender, que a crítica bem intencionada, significa alguma esperança no político que apoiei publicamente, antes das eleições, e mesmo depois, e depois. Mas os dedos acusadores erguem-se ao lado de clichês, de frases mal articuladas. E, os que tentam apontar os desvios de rumo do presidente, são alvo da ignorância, do linchamento de reputações”, continuou.  Ao término do desabafo, Vereza destacou que fez “muitos e queridos amigos e amigas”, tantos que lhe “honraram com trocas intelectuais, amoráveis e nunca virtuais”. Ele, porém, lamentou ao constatar que “tentar a racionalidade neste momento, é tarefa semelhante ao mito de Sísifo - no caso, em geral, dialogar com o próprio eco”.

Mega-Sena sorteia R$ 2,5 milhões neste sábado (25)

  • Redação
  • 28 Mar 2020
  • 09:33h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O concurso 2247 da Mega-Sena promete premiar quem acertar as seis dezenas sorteadas com R$ 2,5 milhões. O sorteio será realizado neste sábado (28) às 20h, no horário de Brasília, no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo (SP). Os apostadores tem até às 19h para fazer o jogo na lotérica ou se preferir pode fazer online pelo site da Caixa. O valor da aposta mínima é de R$ 4,50.

Casos de coronavírus no Brasil em 18 de março

  • Redação
  • 18 Mar 2020
  • 08:45h

(Foto: Reprodução)

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h50 desta quarta-feira (18), 350 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 17 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, foi registrada a 1ª morte pelo coronavírus no Brasil, confirmada na terça-feira (17) pelo governo estadual. A vítima é um homem de 62 anos que estava internado em um hospital particular da capital paulista. Ele tinha diabetes e hipertensão. O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de terça-feira, contabiliza 291 infectados.

Casos confirmados do novo coronavírus no Brasil

Estado Secretarias da saúde Ministério da Saúde
AC 3 0
AL 1 1
AP 0 0
AM 1 1
BA 17 3
CE 11 5
DF 19 22
ES 8 1
GO 10 6
MA 0 0
MT 0 0
MS 6 4
MG 14 7
PA 0 0
PB 0 0
PR 12 6
PE 19 16
PI 0 0
RJ 33 33
RN 1 1
RS 19 10
RO 0 0
RR 0 0
SC 7 7
SP 164 164
SE 5 4
TO 0 0
Total 350 291

Fonte: Secretarias estaduais da Saúde e Ministério da Saúde

Além dos casos confirmados, o Ministério da Saúde contabilizava na terça-feira:

  • 8.819 casos suspeitos
  • 1.890 casos descartados
  • 18 pessoas estão hospitalizadas (7% do total)

Brasil contraria OMS e só faz testes nos casos graves

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que não mudará agora o critério adotado na fase de mitigação, e só as pessoas com casos graves serão testadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, na última sexta-feira (13), que os países apliquem testes em massa para descobrir quem está infectado e isolar esses pacientes para "achatar a curva" da disseminação da doença Covid-19.

O governo federal, que disse ter comprado kits da Fiocruz para 30 mil testes nos laboratórios públicos, disse que o objetivo da medida é economizar testes para as pessoas com complicações.

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Coronavírus: seis pessoas que estiveram com Bolsonaro nos EUA já testaram positivo

  • Redação
  • 15 Mar 2020
  • 08:33h

(Foto: Reprodução)

Seis pessoas que estiveram com o presidente Jair Bolsonaro durante viagem aos Estados Unidos na Semana passada, tiveram o diagnóstico positivo para coronavírus. O mais recente é de um empresário que entregou a comitiva, segundo a Folha de São Paulo. O chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), Fabio Wajngarten, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e o diplomata Nestor Forster, indicado para o cargo de embaixador do Brasil em Washington também testaram positivo para o vírus.A advogada Karina Kufa, tesoureira do Aliança pelo Brasil, partido político que Bolsonaro tenta criar, também está com coronavírus. O sexto caso confirmado é do prefeito de Miami, Francis Suarez. O Planalto informou na sexta-feira (13), que Bolsonaro vai refazer a análise laboratorial e seguirá em isolamento, mesmo afirmando que não tem coronavírus.

 

Coronavírus deixa 20 bailarinas do Domingão do Faustão de quarentena

  • Redação
  • 15 Mar 2020
  • 08:06h

(Foto: Reprodução)

Além de não contar com a plateia na edição deste domingo (15) do Domingão do Faustão, o programa terá um desfalque de 20 bailarinas.De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal ‘O Globo’, metade do grupo de dançarinas que se apresentam na atração estão de quarentena por conta de uma bailarina que está com o covid-19. A moça esteve com outras 20 colegas de palco ensaiando em uma academia, portanto, todas as outras também serão afastadas.

Diplomata brasileiro que acompanhou Bolsonaro nos EUA tem coronavírus, anuncia Embaixada

  • Redação
  • 14 Mar 2020
  • 11:11h

Nestor Forster (ao centro, de óculos e gravata azul), acompanha o presidente Jair Bolsonaro durante evento em Miami, no dia 9 de março — Foto: Alan Santos/Presidência da República

A Embaixada do Brasil em Washington anunciou na noite desta sexta-feira (13) que o encarregado de negócios, o embaixador Nestor Forster, teve diagnóstico positivo para a Covid-19. Ele esteve com o presidente Jair Bolsonaro em eventos nos Estados Unidos no último final de semana, inclusive em Mar-a-Lago, durante o jantar oferecido pelo presidente americano, Donald Trump. Mas, segundo a embaixada brasileira, sentou-se em um lugar à mesa longe do presidente dos EUA. Nestor Forster e senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro e do presidente, Jair Bolsonaro — Foto: Alan Santos/Presidência da República Forster é o terceiro membro da comitiva brasileira que esteve no jantar de Trump a confirmar contágio pelo coronavírus, após o secretário de Comunicação do Planalto, Fabio Wajngarten, que está em quarentena domiciliar, e o senador Nelsinho Trad. O presidente Bolsonaro realizou um teste para saber se tinha o coronavírus, e nesta sexta-feira anunciou em redes sociais que o resultado foi negativo. Em seguida, deixou a residência oficial do Palácio da Alvorada no início da tarde e voltou a trabalhar no Palácio do Planalto. Bolsonaro, porém, deve ser submetido a um novo teste, informou à TV Globo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Enquanto o novo exame não é realizado, o presidente deve ser monitorado no Alvorada. Durante uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, Donald Trump voltou a afirmar que não está preocupado por ter estado no mesmo ambiente que Wajngarten, mesmo sabendo que o secretário está com Covid-19. O presidente americano disse que poderá fazer o teste para a doença em breve, mas não por causa do encontro com a comitiva brasileira de Bolsonaro.

Ex-ministro de Bolsonaro, Gustavo Bebianno morre após sofrer infarto

  • Redação
  • 14 Mar 2020
  • 09:14h

Informação foi confirmada pelo presidente do PSDB no Rio de Janeiro, Paulo Marinho, ao jornal O Globo | Foto: Reprodução/TV Bandeirantes

Morreu o ex-ministro de Jair Bolsonaro, Gustvao Bebianno. A informação foi passada ao jornal O Globo pelo presidente estadual do PSDB, Paulo Marinho. O ex-secretário Geral da Presidência era também pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. De acordo com a publicação, Bebianno estava em seu sítio em Teresópolis, junto com um caseiro e o filho. Por volta das 4h30 da manhã deste sábado (14), ele avisou ao filho que estava se sentindo mal e foi ao banheiro para tomar um remédio. Minutos depois, caiu e teve ferimentos na cabeça. Bebianno chegou a ser levado para um hospital na cidade, mas não resistiu. Bebianno foi um dos responsáveis pela campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República, o que lhe garantiu um gabinete no Palácio do Planalto. Ele deixou o governo em fevereiro de 2019, início da nova gestão, depois de crises e brigas com os filhos de Bolsonaro.

Presidente Bolsonaro desmente que está com o coronavírus

  • O Globo
  • 13 Mar 2020
  • 12:47h

O presidente Jair Bolsonaro usa máscara no Palácio do Planalto Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro testou negativo  para o novo coronavírus, segundo informou o próprio presidente em rede social. Ele começou a ser monitorado desde a manhã de quinta-feira, quando o secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, foi diagnosticado com a doença. Bolsonaro informou o resultado dos exames no Facebook junto de uma foto no qual aparece dando uma banana para jornalistas em um episódio recente em Brasília. Wajngarten participou da comitiva  da viagem presidencial aos EUA e esteve em jantar no sábado com Bolsonaro e Donald Trump. Segundo fontes próximas ao presidente americano, Trump estaria "muito preocupado" após entrar em contato com Wajngarten e Bolsonaro, embora tenha procurado transmitir tranquilidade publicamente.

Resultado do exame de Bolsonaro para coronavírus sai nesta sexta, diz jornal

  • Redação
  • 12 Mar 2020
  • 15:32h

Presidente teve contato com Fábio Wajngarten, que testou positivo para a doença | Foto: Reprodução

O resultado do teste do novo coronavírus feito pelo presidente Jair Bolsonaro sairá nesta sexta-feira (13), segundo o jornal Estado de São Paulo. Bolsonaro realizou o teste nesta quinta, quando passou a ser monitorado após a confirmação de que o chefe da Secretaria de Comunicação, Fábio Wajngarten, está com a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Fábio e Bolsonaro viajaram juntos para os Estados Unidos nos últimos dias. Os dois estiveram, inclusive, com o presidente americano Donald Trump.

Brasil cai em ranking de proteção animal

  • Guilherme Justo
  • 11 Mar 2020
  • 19:43h

Índice de Proteção Animal, lançado pela Proteção Animal Mundial, revela retrocesso nas legislações brasileiras ligadas ao bem-estar animal | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

A Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal, lança a segunda edição do Índice de Proteção Animal (API, em inglês), que classifica 50 países de acordo com as suas políticas e legislações de bem-estar animal. Na primeira edição do levantamento, apresentado em 2014, o Brasil obteve classificação C. Agora, após seis anos, o país caiu para o nível D, mostrando uma estagnação nas políticas ligadas ao bem-estar animal. Das diversas categorias analisadas, o Brasil apresentou queda em quatro –que impactam diretamente milhões de animais: leis aplicadas aos animais utilizados na agricultura, incluindo criação, transporte e abate; leis para animais usados para fins de recreação; legislações para animais utilizados para fins científicos e na estrutura governamental para a proteção dos animais.

Com relação aos animais de produção, o Brasil caiu de nível para D. Apesar de o governo brasileiro investir em iniciativas que visam a melhoria do bem-estar animal no país, como programas de gerenciamento para bovinos de corte, cursos de treinamento para motoristas que transportam porcos e aves, cursos de abate humanitário e oficinas de bem-estar, o país ainda carece de legislações específicas, detalhando as condições que as inúmeras espécies de animais de fazenda podem ser criadas.

Um exemplo é a falta de proibição das piores formas de confinamento para os animais de produção – as baias de parto para porcos e gaiolas de alta densidade para galinhas poedeiras. “Apesar das inúmeras Instruções Normativas ao bem-estar dos animais de produção, é necessária uma legislação mais forte neste sentido, uma vez que as instruções não possuem mecanismos de execução. Estamos em um momento de transformação na criação de animais de fazenda no país, puxado pelos diversos acordos comerciais com países que possuem um alto rigor com relação ao bem-estar. Por isso, é um momento propício para uma transformação completa no setor”, analisa Helena Pavese, diretora-executiva da Proteção Animal Mundial.

No que diz respeito aos animais utilizados para fins de recreação ou de tração, o Brasil caiu duas posições no ranking, de para F – segunda pior nota possível. Apesar de ser vanguardista e ter proibido a “farra do boi” em 1997 e, desde 1991, ser vetado o uso de mamíferos marinhos em cativeiro, ainda há a tradição dos rodeios e da utilização de diversas espécies para entretenimento em circos. “Do mesmo modo que fez com a farra do boi, o governo deveria propor leis contra a exploração de animais em rodeios e em circos. As tradições culturais não podem servir de justificativa para a crueldade animal”, pontua Helena.

No caso dos animais utilizados para trabalho, apesar de a legislação decretar um limite de seis horas de trabalho, um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação revelou um total descaso com este decreto, além de apontar que não há nenhum tipo de treinamento oferecido em escolas, faculdades e universidades relacionados às tecnologias de tração animal.

O país também caiu – de para – na questão de leis aplicadas para animais utilizados em pesquisas científicas. Apesar de o país possuir uma lei que estabelece requisitos para a manutenção e uso de animais na educação e pesquisa científica e prevê a criação de um Comitê Nacional de Ética e de São Paulo ter proibido, desde 2014, os testes cosméticos em animais, há um PL, que veta os testes com animais em todos a Federação, parado na fila de votação do Senado desde 2014.

Outro item em que o Brasil mostrou queda foi nas responsabilidades governamentais na melhora da proteção animal. Se em 2014 o país foi avaliado com nota B, hoje, a pontuação foi D. Apesar de haver uma lei de 2016, dizendo que as atribuições ao bem-estar dos animais utilizados na produção são de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), não houve neste período de seis anos nenhuma estratégia geral para a implementação de políticas para melhorar o bem-estar dos animais.

“Esta queda na classificação do Brasil no Índice de Proteção Animal mostra que precisamos trabalhar em conjunto – organizações autônomas, sociedade civil e governo – para aumentar o bem-estar dos animais. Não podemos mais aceitar a forma que os animais de produção são criados, a possível liberação da caça e da ‘farra do boi’. Para sermos uma sociedade mais justa e progressista, precisamos acabar com o sofrimento animal em todas as suas formas”, finaliza Helena

Sobre a Proteção Animal Mundial (World Animal Protection)

A Proteção Animal Mundial move o mundo para proteger os animais por mais de 50 anos. A organização trabalha para melhorar o bem-estar dos animais e evitar seu sofrimento. As atividades da organização incluem trabalhar com empresas para garantir altos padrões de bem-estar para os animais sob seus cuidados; trabalhar com governos e outras partes interessadas para impedir que animais silvestres sejam cruelmente negociados, presos ou mortos; e salvar as vidas dos animais e os meios de subsistência das pessoas que dependem deles em situações de desastre. A organização influencia os tomadores de decisão a colocar os animais na agenda global e inspira as pessoas a mudarem a vida dos animais para melhor. Para mais informações acesse: www.protecaoanimalmundial.org.br

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Petrobras vende quatro campos terrestres na Bahia; Sindipetro se manifesta contra

  • por Mauricio Leiro / Lula Bonfim
  • 11 Mar 2020
  • 08:02h

Foto: Reprodução Google

A Petrobras assinou, nesta segunda-feira (9), a venda de 100% da sua participação em quatro campos terrestres localizados na Bacia de Tucano, no interior da Bahia. A empresa brasileira Eagle Exploração de Óleo e Gás Ltda. pagou US$ 3,01 milhões, aproximadamente R$ 13,97 milhões. Os campos envolvidos na transação são Conceição, Quererá, Fazenda Matinha e Fazenda Santa Rosa, localizados a cerca de 110 quilômetros de Salvador, entre Alagoinhas, Sátiro Dias e Biritinga. Tais unidades produziam apenas gás. "Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os nossos acionistas", justificou a Petrobras, em nota. O Bahia Notícias entrou em contato com o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), que se manifestou contra a venda dos campos. “Nós somos radicalmente contra a venda de qualquer ativo da Petrobras. Desde os ativos mais relevantes até unidades dos chamados campos marginais. Ou campos pequenos, que é o caso desses quatro campos”, disse Radiovaldo Costa, diretor de comunicação do sindicato.“Entregar campos, mesmo os que não são relevantes do ponto de vista da produção, é uma ameaça para que unidades mais importantes também sejam vendidas. Então a nossa posição é muito clara: somos contra a venda de qualquer unidade da Petrobras, seja ela qual for e qualquer subsidiária também”, completou Radiovaldo.

Por outro lado, o diretor do Sindipetro minimizou a possibilidade da venda impactar diretamente na classe. “Esses campos têm o que chamamos de ação remota. Eles não têm trabalhadores fixos. São trabalhadores de outros campos, que, remotamente, vão dar algum tipo de assistência ou manutenção quando necessário. Do ponto de vista do trabalhador, da questão do emprego, diretamente, impacto é zero”, avaliou.“A nova empresa, a gente vai acompanhar, porque o nosso sindicato representa trabalhadores da indústria do petróleo como um todo e nos interessa acompanhar as pretensões dela do ponto de vista da contratação de novos trabalhadores”, finalizou Radiovaldo.

Diferença salarial entre homens e mulheres volta a crescer após sete anos, indicam dados

  • BN
  • 08 Mar 2020
  • 15:24h

Foto: Reprodução Google

Que a diferença salarial entre homens e mulheres persiste não é novidade. Mas depois de sete anos de quedas consecutivas, em 2019, essa diferença voltou a crescer. O aumento foi de 9,2% em relação a 2018.

Segundo a Agência Brasil, em 2011, homens com ensino superior ganhavam, em média, R$ 3.058. Já as mulheres com o mesmo nível de formação ganhavam, em média, R$ 1.865, o que representa uma diferença de salário de 63,98%. 

Então, em 2012, essa diferença começou a cair até que em 2018 passou a ser de 44,7%. Naquele ano, os homens ganhavam, em média, R$ 3.752, e as mulheres, R$ 2.593. 

Mas, com o novo crescimento em 2019, a diferença passou a ser de 47,24%. Neste cenário, os homens ganhavam em média R$ 3.946, enquanto as mulheres ganhavam R$ 2.680.

De acordo com a publicação, os dados foram compilados para a agência pela plataforma de bolsas e vagas para o ensino superior, “Quero Bolsa”. Os dados foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).