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Ironias da História

  • Por Dr. Cléio Diniz
  • 14 Fev 2014
  • 11:35h

(Foto: Laércio de Morais / Brumado Urgente)

Não querendo defender este ou aquele, não querendo posicionar entre este ou o outro, mas sim apenas um comparativo para que passemos a questionar a condição intelectual e administrativa de nossos governantes, quiçá suas intenções.


Prega-se, dando até razão a intenções de guerra que o sistema de governo adotado pela Ditadura subtrai, entre outros o direito de pensamento e questionamento, direito este defendido pelo sistema Democrático como um dos pilares da evolução, equilíbrio e bem estar da humanidade.


Diante deste quadro comparativo, especificamente em nosso País chamado Brasil nos deparamos com algo estranho e incoerente, ou seja, durante o o regime militar, apesar da intensa e dura repressão, nas escolas tínhamos na grade curricular, inclusive nas escolas públicas e já no ensino fundamental disciplinas como OSPB – Organização Social e Política Brasileira e EMC – Educação Moral e Cívica. O curioso que tais disciplinas se tornaram obrigatória por determinação legal, ou seja, com o advento do Decreto-Lei nº 869, de 12 de setembro de 1969.


Muitos defendem o ponto de vista de que tais disciplinas apenas serviam para catequizar os estudantes e impor a forma de governo pretendida pela Ditadura, o que particularmente concordo, todavia a simples abertura para o estudo sobre a matéria, ao transmitir conhecimento sobre o tema consequentemente atiça o dom da curiosidade intrínseco no ser humano, e aviva as perguntas que por sua vez o questionamento e o debate.


A Ditadura pode sim ter tido a intenção de doutrinar o povo, mas para isto forneceu a matéria prima para o debate, ou seja, o saber, o conhecimento e o entendimento.


Em conduta diversa e contrária, o nosso sistema democrático de governo editou a lei nº 8.663, de 14 de junho de 1993, que revogou o Decreto lei anterior que instituiu a obrigatoriedade de tais matérias, eliminando-as da grade curricular. Com tal atitude foi suprimida da formação educacional escolar todo e qualquer conhecimento sobre sistema de governo, sociedade e sua convivência, educação, moral e civismo, ou seja, nossos jovens chegam a idade de 16 anos, ganham o direito de votar em seus representantes, mas não tem i mínimo conhecimento e entendimento, quiçá discernimento para efetuar uma votação coerente e certa.


Com tal atitude, os governantes do sistema democrático inverteram a ordem de valores e estão praticando um sistema que melhor se enquadraria em uma Ditadura, ou seja, a manutenção de um povo leigo e desinformado. 

Caos, A Origem

  • Por Dr. Cleio Diniz
  • 30 Jan 2014
  • 17:33h

(Foto: Laércio de Morais / Brumado Urgente)

Em regra geral, as decisões focadas e com interesses imediatos, sem uma análise ampla e global, culminam em desastres futuros e a longo prazo. A diferença básica entre um mero político e um estadista é o conhecimento concreto, a visão de futuro de seus atos. Infelizmente estes são raros, pois os políticos normalmente são eleitos pela simpatia e não pela competência.


Neste campo, temos a exemplo a política adotada pela ditadura militar, a qual no ato de repressão passou a prender presos políticos como presos comuns. Não pela discriminação, mas por colocar a disposição da criminalidade e de bandidos de alta periculosidade todo saber de intelectuais que, para sobreviver em nossas masmorras tinham como moeda de troca apenas seu conhecimento catedrático, criando assim uma verdadeira faculdade jurídica dentro dos presídios, com professores excepcionais e alunos bandidos.


Como resultado desta irresponsabilidade e inconsequência recebemos as facções criminosas. Atualmente um bandido com vivencia em prisões profere aulas espetaculares de Direito Penal.


Tais atos nos permite afirmar que um momento de desvarios e mazelas pode custar décadas de transtornos. A história por testemunha.


Nesta linha, contribuindo para o avanço e especialização da criminalidade, atiçando a fogueira do caos, foi lançado pelo sistema o Estatuto da Criança e do Adolescente. Um Código pertinente e maravilhoso, todavia que deveria ser aplicado para a proteção da criança. Criança no sentido de definição e conceito literário, ou seja, o ser humano que encontra-se em fase de carência de conhecimento e entendimento e por isso faz jus a tutela jurisdicional do estado no que tange a seus direitos.


Contudo, ao copiar o Estatuto da Criança e Adolescente, nosso legislador, demonstrando sua hipossuficiência como estadista e administrador, esquecendo-se de também editar o Estatuto do Menos Delinquente.


Por razões de facilidade e comodidade, optou por atribuir a idade como único requisito para qualificação de responsabilidade criminal, ou seja, até aos 17, anos, 11 meses, 30 dias, 23 horas e 59 minutos o ser humano é considerado desprovido de conhecimento e entendimento de seus atos, portanto não responsáveis pelo mesmo e assim isento de punibilidade adequada.


Ora, o correto como prevê o Estatuto do Menor Delinquente é o entendimento do menor infrator de seus atos e da gravidade do mesmo, e assim separar o joio do trigo, ou seja, a criança do delinquente.


Qualquer pai, qualquer mãe tem consciência de que as crianças de hoje já nascem mais evoluídas, aprendem mais rápido e mais cedo. Com isto, a regra da idade é fixa é rígida não acompanhando esta evolução. Uma criança de 12, 14 ou até mesmo 16 anos de idade, a pouco mais de duas décadas atrás não se portava como as de sua mesma idade atualmente. Recentemente um amigo recordou que, quando criança tinha respeito e até mesmo de um adulto, e hoje ao serem reprendidas nossas crianças estão enfrentando os adultos. Uma prova clara da evolução de entendimento não acompanhada pela idade.


Mas esta discussão é complexa, sendo mais fácil defender a questão da idade, onde as partes, neste contexto isolado tem razão, e o debate atende aos interesses políticos de muitos.


Em suma, com uma criminalidade intelectualizada e a norma fornecendo material em abundancia, o caos bate a nossa porta.

Um caminho, uma escolha, a sua

  • Por Izidy Ramel
  • 15 Jan 2014
  • 08:12h

(Foto: Divulgação)

O improvável não precisa de endereço nem de convicções... a direção de uma certeza é tão certa quanto a retidão de uma ventania, ou seja, nenhuma... ser quem se quer dá um trabalho absurdo, atravessar um rio é uma coisa, mas chegar ao outro lado dele e encontrar o que se pensava.. é outra coisa totalmente diferente... complexa, perigosa... Decepção, mágoa, chateação e demais gêneros dessa família, são inevitáveis na maior parte de nossas vidas, o que difere a distância deles é a capacidade criada para se saber enxergar uma estrela no alto da colina, porque ela existe, só precisamos saber enxergá-la... O inesperado que causa medo é compreensível, até perdoável, mas o premeditado que traz sofrimento é inaceitável... não existe receita de sucesso para a felicidade plena, mas existe uma linha de caráter a seguir para não atropelar os sentimentos das pessoas, sejam eles quais forem.. se não se quer de todo o coração uma coisa, então simplesmente não comece, mude, troque, vá atrás do que ama de verdade pra si, pois, uma decisão errada pode ser a responsável pela perda do que há de mais importante nessa vida: confiança e carinho puro dos outros para conosco, em todas as áreas de nossa vida. Um feliz 2014 a todos, que seja um ano próspero e cheio de alegrias!

Artigo Opinião: Futebol de Segunda

  • Joilson Bergher*
  • 23 Dez 2013
  • 15:17h

(Foto Ilustrativa)

Segundo HOBSBAWN, Eric, J. As palavras são testemunhas que muitas vezes falam mais alto que os documentos. E palavras na acepção do que apregoa Ludwig Wittgenstein, é fundamental para entender o que de fato a humanidade produz ou deixará de produzir. Tal filósofo discute fatos complexos a partir da linguagem, no caso do futebol, tal linguagem, em 2013, termina de forma negativa, acéfala, um quadro extremamente nefasto que envergonha inclusive a minha sobrinha de apenas oito anos de Idade. Procura-se explicações aqui e ali para a dêbaclé, ou seja, desordem, derrota, desastre, ruína, ruptura, maus resultados, derrocada, ruína, colapso, falência, deficiência técnica,- do principal esporte praticado aqui em Esquizópolis; (re)inventar a roda, não daria certo, até porque o futebol nem aqui nasce, até poderia, pois os Pretos, por exemplo, se tivessem sido dados a estes a possibilidade da prática de tal esporte, por certo, não teria essa cara e futebol  hermético que é praticado na Europa, por exemplo, onde o peso capitalista tem feito para uns a diferença, para outros, nada mais do que a destruição da arte do drible, do gol e até mesmo do impedimento. O futebol retrocedeu, não evoluiu! O que fazer? 

Transparência, lealdade, honestidade, decência e honestidade de horários nas grade da TV. Como pode por exemplo, o cidadão que torce por esse ou aquele time de futebol, esperar essa determinada novela das 20 horas, na verdade 21 horas, para enfim, se deslocar para um estádio de futebol. Ou seja, a pessoa sai numa quarta-feira e só volta numa quinta-feira, feliz ou retado com o time que torce, defende, tem paixão,- isso se de forma coincidente,  no caminho não for encontrado pelos amigos do alheio, (Alheio?) afim, de surrupiar alguns bens. Pois sim! É oportuno eu afirmar que a despeito de gostar desse esporte, afinal, até pratico, não sou especialista e nem me proponho, apenas observador da linguagem que é o futebol e demais esportes afins. Fico a imaginar: em pleno mundo moderno (?) convive-se com um conceito de esporte extremamente desumano, degenerado. Nesse momento de virada de mesa, já se discute em se desvirar a mesa: ao invés de cair os 4 últimos penduricalhos do atual campeonato brasileiro de 2013, subiria mais 4, indo para 24 o número de participantes do certame 2014. Como medir tal transformação? Discutir com quem? Quem são os dirigentes desse esporte? Quem vota nessa rapaziada? E os jogadores, não se movimenta? E esse tal de Futebol de bom senso ou senso de futebol baseado no Sul e Sudeste do Brasil?. E o deputado Aldo Rebelo no Ministério do Esporte? A despeito de entender da história do futebol e bom de conversa e de fino trato, tem dado mostra dos limites do Estado no controle da sanha extremamente predatória tanto da Instituição que controla com mãos de fogo o futebol no Brasil, como a que controla o futebol no mundo, em conluio com a dita principal emissora de Televisão do País. Vergonha, decepção, desonestidade, malandragem. Deputado Aldo Rebelo, são esses os sentimentos que tenho tido ao dialogar, conversar com quem de fato vive o sonho que é o futebol. O massacre ocorrido no jogo envolvendo Vasco e Atlético, é o mais puro exercício da ausência do Estado no controle desse esporte que é o futebol. O que esperar de um futebol onde um time que consegue aos trancos, barrancos, pedras, paus continuar numa divisão considerada de primeira divisão, por não ter representação política junto a essas entidades que controla o nosso futebol ir pra segunda divisão no dia seguinte? Ah, é porque colocou jogador irregular em campo! É isso mesmo? E se fosse com o time que é considerado o maior do Brasil, o que aconteceria? A TV que detêm o poder de transmissão do Futebol no país, permitiria esse time ser rebaixado? Será o povo brasileiro retardado por não conseguir visualizar o que acontece no cotidiano futebolístico? Pois sim! É incrível e lamentável o cinismo e a maldade como essas autoridades e agentes públicos de segurança pública, vem de público postergar a inteligência ou seria ignorância (?) da sociedade brasileira ao jogar atribuições para esse ou aquele setor do Estado. Imaginamos então se naquele massacre incontrolável,- existissem, por exemplo, metade daquelas pessoas com armas de fogo? E se houvessem mortes? Quem responderia por tais ações? Aliás, são cenas que fazem parte do cotidiano: desastres com chuvas, desmandos na política, desvio de tanques de água do semi-árido que estão indo pra quem não precisa, homofobismo, intolerância racial inclusive no futebol. Entre 1789 e 1848, eclodiu o que constitui  a maior transformação da história humana desde os tempos remotos quando o homem  inventou a agricultura e a metalurgia, a escrita, a cidade e o Estado. Tais períodos da história,- são importantes referenciais de datas e fatos que se referem a importantes movimentos revolucionários, que marcaram a expansão das idéias liberais iluministas. Em 1789 se iniciou a Revolução Francesa que aboliu o "antigo regime" do país e, em 1848, um conjunto de movimentos revolucionários abalou a Europa, conhecido como "Primavera dos Povos" que, no caso da França, promoveu o avanço do liberalismo com a adoção do regime republicano e a ampliação dos direitos sociais e políticos. Nesse movimento, cabeças rolaram literalmente, foram decapitados. Isso está registrado na história, afinal, essa, é a nossa grande aliada. Revolução no esporte é o que se preconiza em todo o país. Precisamos de política e políticos propositivos nesse país. Chega de tanta inapetência no gerenciar o esporte no Brasil. Chega de tanto político manso no Brasil. Não brinquem com a emoção subjetiva de quem por exemplo, veste a camisa desse ou daquele esporte. A partir do momento em que haja a mistura de ufanismo, entretenimento, patriotismo, paixão, sentimentos desvairados,- o que esperar dessa mistura explosiva? Do ponto de vista psicológico, considerando aqui, obviamente, a filosofia analítica, se esse ou aquele time vencesse já seria frustrante, porque, evidentemente, as condições de vida das pessoas de nenhuma sociedade melhora apenas porque seu time venceu um campeonato de futebol. Perdendo, frustra mais rapidamente, entristece-se, chega-se a depressão e a destruição do outro, literalmente. Sem dúvida, o que importa nesse cenário degenerado esportivo é a receita e o lucro. Empresários, cartolas, técnicos, jogadores, todos faturam alto. Afinal, até os jogadores são produtos, criados desde pequenos para poderem valer algo no futuro do mercado esportivo. Uma boa piada, não aquela de salão: na final desse campeonato mundial, onde o time Atleticano, fora defenestrado por um time que nem sei pronunciar o nome direito, o presidente da Fifa, reverberou a sua chateação por essa competição não repercutir no mercado europeu, na verdade, corporações de tal mercado certamente, não deve ter adquirido ou comprado cotas de alto valor capitalista de uma competição sem apelo competitivo de verdade. Paciência senhor presidente. Aliás, De forma sintética, Chris Bambery explica como se dá a relação entre o esporte (entre eles, o futebol, principalmente) e o capitalismo: “Portanto, o esporte está totalmente integrado em uma interação entre rivalidade interestatal, produção capitalista e relações de classe. Como uma ideologia, difundida pela mídia em uma enorme escala, o esporte é parte e parcela da ideologia burguesa dominante. A estrutura hierárquica do esporte reflete a estrutura social do capitalismo e seu sistema de seleção competitiva, promoção, hierarquia e ascensão social. A competitividade e os recordes, forças que movimentam o esporte, são reflexos das forças que movimentam a produção capitalista”. É isso querido leitor(a), se você ainda tiver esperança, quem sabe em 2014, o seu time venha com novo técnico, novos dirigentes, um novo campo, um novo estádio, novos jogadores, até podendo ser convocado para a seleção do Brasil,- mas também tenha esperança na construção de novos leitos de hospitais, aumento salarial, mais educação...E essa Seleção do Brasil? 

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UMA INVERSÃO SUBLIMINAR DE VALORES

  • Dr. Cleio Diniz
  • 14 Nov 2013
  • 18:03h

Dr. Cleio Diniz é articulista do Brumado Urgente (Foto: Laércio de Morais)

O maior risco é aquele a princípio imperceptível a sensibilidade mediana do cotidiano. A muito se tem falado na questão da insegurança, impunidade, ou seja, na insatisfação da sociedade com o sistema atual vivido por todos. Diga-se de passagem, todos os cidadãos que encontram-se no lado licito da sociedade, cumpridores de seus direitos. A percepção da real situação, para onde ela caminha e qual a perspectiva de futuro, se torna complexa dificultando a adoção de medidas coerentes e precisas para que a sociedade volte aos trilhos dos princípios e valores do Estado Democrático de Direito com equilíbrio e valoração do trabalho, honestidade, princípios de família e conduta ilibada. Onde se ressalta o homem de bem. As lacunas do sistema, das leis, das normas de conduta daqueles que tem por obrigação preservar pela lisura e separar o joio do trigo, permitem a justificativa e explicação legal de conduta que nem sempre coadunam com os princípios basilares de uma sociedade justa, honesta e equilibrada.

O maior risco é aquele a princípio imperceptível a sensibilidade mediana do cotidiano. A muito se tem falado na questão da insegurança, impunidade, ou seja, na insatisfação da sociedade com o sistema atual vivido por todos. Diga-se de passagem, todos os cidadãos que encontram-se no lado licito da sociedade, cumpridores de seus direitos. A percepção da real situação, para onde ela caminha e qual a perspectiva de futuro, se torna complexa dificultando a adoção de medidas coerentes e precisas para que a sociedade volte aos trilhos dos princípios e valores do Estado democrático de Direito com equilíbrio e valoração do trabalho, honestidade, princípios de família e conduta ilibada. Onde se ressalta o homem de bem. As lacunas do sistema, das leis, das normas de conduta daqueles que tem por obrigação preservar pela lisura e separar o joio do trigo, permitem a justificativa e explicação legal de conduta que nem sempre coadunam com os princípios basilares de uma sociedade justa, honesta e equilibrada. Recentemente dois casos ilustram esta situação. Em um deles, após o bárbaro assalto ocorrido na cidade de Mucugê, Ba, largamente notificado na imprensa, um departamento da polícia imediatamente passou a atuar com determinação e mesmo sabendo do alto potencial bélico dos criminosos não se intimidou. Neste caso não houve manifestação conhecida quanto as imagens exibidas da barbárie cometida durante o assalto, nem das vítimas ensanguentas e jogada no chão, assim como não se teve qualquer iniciativa de apoio a estas vítimas nem a família de quem veio a falecer em resultado da ação criminosa, todavia, contrario sensu ao ser divulgado a foto de um criminoso morto, e diga-se de passagem, morto por resistir a prisão enfrentando a policia com armamento pesado  e proibido em nosso País, já se abriu sindicância, criticas e apareceu o instituto dos direitos humanos. Afinal, quem é o mocinho e quem é o bandido? quem é a vítima, o bandido ou os cidadãos que foram feridos ou faleceram? Outro caso mostra a conduta do sistema, onde um cidadão foi procurado por um indivíduo em sua residência, que após não ter satisfeito suas vontades se dirigiu a uma delegacia de policia, onde registrou uma ocorrência vazia acusando o cidadão de ameaça-lo. Surpreendentemente, mesmo não havendo qualquer prova, motivo plausível, ou até mesmo um enredo coerente que desse sustentabilidade ao fato alegado na denuncia onde mostra a inexistência, mesmo que superficialmente da possível existência de indícios do fato denunciado. O cidadão sim foi intimado para prestar esclarecimentos e demonstrar a inexistência do feito, ou seja, sua inocência, (não se exige a prova da culpa, mas a prova da inocência) vindo a ser lavrado o TCO – Termo Circunstanciado de Ocorrência, passando o cidadão, que foi incomodado em sua residência a figurar como autor de um crime, vindo a ser processado, onde terá que dispor de vulto financeiro, contratar advogado e provar que não cometeu o crime que lhe é atribuído, contrariando o dispositivo legal (art 156 Código Penal). Mais uma vez é o cidadão cumpridor de suas obrigações que é posto na berlinda. Tais situações me remetem às aulas de história, mais precisamente sobre a época conhecida como “Contra Reforma”, ocorrida na Europa, quando por uma denuncia anônima, sem qualquer prova um cidadão era preso e torturado, tendo ele que provar sua inocência de uma acusação vazia. Onde aquele que zelava por uma sociedade correta muitas vezes era subjugado. Francamente luto para não concordar com o mestre Rui Barbosa, em sua afirmativa premonitiva de que chegara o dia em que o homem terá vergonha de ser honesto.

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Brumado Urgente: Retrospectiva da Semana

  • Daniel Simurro / Brumado Urgente
  • 02 Nov 2013
  • 10:47h

A semana que trouxe a fusão entre os meses de outubro e novembro também trouxe alguns fatos que merecem ser destacados na retrospectiva da semana, já que os mesmos chamaram a atenção da opinião pública brumadense. O primeiro destaque ficou então com a desclassificação da Seleção Brumadense de Futebol do Intermunicipal 2013 e o posterior desabafo do presidente da Liga Brumadense de Futebol, Emanoel Araújo, que fez duras críticas à gestão da área esportiva da administração municipal. Tendo como alvo a secretária de Educação Acácia Gondim, Araújo fez afirmações sérias de que o esporte não estaria recebendo a atenção devida, atribuindo a inércia do setor ao fato de que ainda não foi criada uma Secretaria de Esportes, já que a pasta ainda está vinculada à Secretaria de Educação.

A semana que trouxe a fusão entre os meses de outubro e novembro também trouxe alguns fatos que merecem ser destacados na retrospectiva da semana, já que os mesmos chamaram a atenção da opinião pública brumadense. O primeiro destaque ficou então com a desclassificação da Seleção Brumadense de Futebol do Intermunicipal 2013 e o posterior desabafo do presidente da Liga Brumadense de Futebol, Emanoel Araújo, que fez duras críticas à gestão da área esportiva da administração municipal. Tendo como alvo a secretária de Educação Acácia Gondim, Araújo fez afirmações sérias de que o esporte não estaria recebendo a atenção devida, atribuindo a inércia do setor ao fato de que ainda não foi criada uma Secretaria de Esportes, já que a pasta ainda está vinculada à Secretaria de Educação; Sem esconder de ninguém que ele é postulante ao cargo, o presidente da LBF colocou pressão na sua entrevista logo após a vitória de 2X0 sobre a seleção de Itamaraju (que não foi o suficiente para Brumado se classificar) para que seja criada com urgência a Secretaria Municipal de Esportes. As críticas acabaram ganhando forças no Legislativo, onde, por meio de um requerimento, se convocou o presidente da LBF para dar explicações sobre sua postura de insatisfação. Ato contínuo, o prefeito Aguiberto Lima Dias, por meio da mídia, deixou bem claro que não irá ceder a pressões e, por causa desse fato, deverá adiar a reforma do seu secretariado, onde a saída da secretária Acácia Gondim era dada como certa, mas, após esse incidente, ela se fortaleceu e, ao que tudo indica, permanecerá no cargo. Em meio a essa queda de braços entre o presidente da LBF e a secretária de educação, fica o Esporte, que vem sendo muito esquecido nos últimos anos, em detrimento de outras prioridades elencadas pelas recentes administrações municipais. O prefeito Aguiberto fez um compromisso de campanha de desmembrar a Secretaria de Educação e criar a Secretaria de Esportes, mais isso ainda não foi totalmente confirmado, apesar de vereadores situacionistas garantirem a criação. Os desportistas de Brumado dizem que já existem melhoras, que investimentos estão sendo feitos no setor, mas que é necessário muito mais, já que existe uma vocação esportiva muito forte no município, que é considerado um celeiro de atletas, tanto que, nesses dias, o atleta Jossimar Novaes se sagrou campeão baiano de Ciclismo. Então, nessa briga entre o “rochedo” e o “mar”, fica o “siri” que espera que a maré baixe e o sol da racionalidade brilhe intensamente. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado foi a liberação de dois envolvidos na “Operação BR-030”, os quais deixaram a prisão por meio de um “habeas corpus” obtido no Tribunal de Justiça da Bahia. Com muita festa e até aplausos, os dois envolvidos vão responder ao processo em liberdade. Considerado o maior caso de corrupção da história de Brumado, a referida operação está tendo continuidade em suas investigações e a sociedade aguarda os resultados, já que se fez um grande alarde midiático sobre ela. O escândalo, que segundo a Polícia, envolve falsificação de documentos, roubos, furtos, entre outros crimes, acabou revelando a fragilidade administrativa que existia na 18ª Ciretran de Brumado, que há muitos anos vem sendo alvo de denúncias, mas que, somente agora, acabou se tornando um caso de polícia. Falando em Polícia, os assaltos estão de volta com maior intensidade, comprovando que essa atividade é cíclica e que, com a chegada do final do ano, a Polícia irá ter muito trabalho para conter essa nova onda criminosa. Com o mesmo “modus operandi” os bandidos, sempre em motocicletas, apavoram as suas vítimas e, de forma destemida, praticam o seu ato delituoso muitas vezes em plena luz do dia, principalmente contra farmácias e correspondentes bancários, que parecem ser os alvos principais. Nesse panorama tem que ser ressaltada a atuação dos bravos heróis da 34ª CIPM e da 20ª Coorpin, que, mesmo com o baixo contingente, vem fazendo um trabalho digno de todos os aplausos, mesmo em meia a inanição do Estado, que se faz de “João sem braço”, não aumentando o contingente policial da capital do minério.  Por fim ficam as “pimentas” políticas, que, nesta semana, foram, mais uma vez, protagonizadas pela vereadora Liu Vasconcelos e pelo líder do prefeito, vereador José Carlos dos Reis, que voltaram a trocar farpas ácidas, tendo como pivô o deputado federal Arthur Maia. Segundo a vereadora o líder do prefeito, após fazer críticas severas ao parlamentar federal, teve que “engolir a seco” o fato do gestor municipal ingressar no Solidariedade, já que o partido, a âmbito local, será comandado pelo seu esposo, o ex-vereador Leonardo Vasconcelos, que é pupilo de Maia e um grande desafeto do atual prefeito. O “Imbróglio II” traz de volta à cena política a velha rivalidade de 2009, onde, após 10 meses de briga judicial, o então presidente da época, Leonardo Vasconcelos, teve que entregar o cargo para Aguiberto Lima Dias, que assumiu o comando do Legislativo, fazendo com que a “cabeleira grisalha” do “juramento” fosse cortada. O prefeito que, agora, foi acusado de querer tomar o partido na “calada da noite”, teve a sua defesa feita por meio do seu líder, que foi veemente em suas afirmações garantindo que, em momento algum, o prefeito Aguiberto Lima Dias entrou em contato com o deputado Arthur Maia e sim com o deputado Marcos Medrado, que teria sido o interlocutor para o ingresso do alcaide e de mais dois vereadores no SDD. A situação ainda parece indefinida, já que é muito complicado o prefeito e o presidente da legenda falarem a mesma língua, o que gera fortes especulações de bastidores sobre novos capítulos desta nova versão da novela imbrogliana. Agora é esperar para ver o desenrolar dos fatos, já que, com a proximidade do período eleitoral, os termômetros políticos da capital do minério devem entrar em elevação. 

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