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Matemática Eleitoral

  • Por Dr. Cleio Diniz
  • 01 Out 2016
  • 07:05h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

Uma fórmula de certa forma até injusta, mas a matemática eleitoral não favorece ao eleitor, porém, imputa a este toda responsabilidade pelo resultado.

Então vejamos, a campanha eleitoral dura pouco mais de 01 (um) mês, o momento do voto, da escolha em si, em torno de 01 (um) minuto, mas a escolha feita terá como resultado uma procuração por 04 (quatro) anos para alguém decidir o rumo da administração do governo em que vivemos, e suas decisões terão reflexos por décadas... 

Ou seja, na matemática eleitoral ao eleitor é exigido o máximo e qualquer falha trará graves consequências. Ora, dizem os mais velhos que passamos a vida ao lado de uma pessoa e ainda assim não o conhecemos direito, então como fazer isto em tão pouco tempo, ou quase nenhum? A resposta é simples, não precisamos conhecer a pessoa, mas sim o que ele representa, o que ele fez, com quem e no que ele esta envolvido. Neste ponto, a lei da ficha limpa é um tapa na cara dos eleitores, pois transferiu para o poder judiciário, que tem fama de letárgico, a responsabilidade que compete ao eleitor, o qual deveria extirpar da vida pública e política todo candidato que não conseguiu cumprir sua plataforma de governo, ou até mesmo aquele que apresenta plataformas e projetos mirabolantes ou incompatíveis com os cargos pretendidos. 

Um processo trabalhoso, mas que permite uma decisão responsável e mais acertável no ato do voto e garante a evolução administrativa do poder público. Não adianta reclamar após uma decisão de voto tomada sem esta análise, tomada com descuido, negligência, ou até mesmo por venda em razão de interesse pessoal momentâneo. 

Somente com a evolução social, o desenvolvimento da comunidade que os indivíduos passaram a obter vantagens concretas e benefícios reais e duradouros.

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Estelionato eleitoral

  • Por Dr. Cleio Diniz
  • 30 Set 2016
  • 10:12h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

Com a aproximação do pleito eleitoral e diante das restrições legais para campanha e propaganda política, acirra a disputa e aguça a mente maquiavélica de alguns candidatos.

 Recentemente me deparei com um folheto de um candidato que me remeteu ao estudo do estelionato eleitoral, ou o famoso 171. A Legislação eleitoral não é específica neste sentido, apesar da existência de algumas tentativas de projetos de lei, os quais naufragaram por ameaçar a conduta de políticos que praticam de forma contumaz a conduta do estelionato eleitoral. 

Trata-se de promessas impossíveis, mirabolantes e que não condizem com as funções e os poderes do cargo de quem prometeu, mas que, se arquitetadas com maestria fazem brilhar os olhos do eleitor mais carente, e em muitos casos dos eleitores mais desavisados, desinformados ou ate mesmo angustiados por mudanças rápidas, coisa que não existe na politica. 

Assim, o candidato elabora um plano de governo com promessas que, ao ser eleito e assumir seu posto, passa a trabalhar em justificativas e empurrar a culpa para outras esferas, contudo o resultado é o mesmo, as promessas não se realizam. Tem-se também o candidato mais ousado, que faz um plano de governo estupendo e após ser eleito pratica outra forma de condução de seu mandato, forma esta distinta do projeto de campanha.

 Em todos os casos, o eleitor é literalmente ludibriado e cai no “conto do vigário”, como dizem os mais antigos. 

A única vacina para evitar o estelionato político é conhecer bem a função e competência de cada cargo a ser disputado e assim saber se a promessa é ilusória. Se a promessa for condizente com o cargo disputado, analise e procure conhecer a vida pregressa do candidato, tanto profissional como particular e desta forma você poderá ate não fazer uma boa escolha, mas com certeza não será vitima do golpe político conhecido por estelionato eleitoral.

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Atividades físicas e adultos mais velhos

  • por Vítor Cotrim
  • 14 Set 2016
  • 17:02h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

São considerados adultos mais velhos homens e mulheres com 65 anos ou mais, e também indivíduos de 50 a 60 que se encontram em condições clinicas crônicas ou com limitações funcionais. Apesar da idade e das limitações não devemos pressupor que a idade cronológica seja equivalente a idade fisiológica ou funcional, pois pessoas da mesma idade podem apresentar diferenças em suas capacidades físicas, motoras e funcionais, sendo assim terão respostas diferente aos exercícios. Portanto para uma programação de treino segura e efetiva é preciso ter um profundo conhecimento dos efeitos do envelhecimento na função fisiológica em repouso e durante o exercício, é importante que o treinador se atente a esses aspectos.

Para se ter bons resultados e benefícios a saúde alguns  aspectos fisiológicos que mudam com envelhecimento devem ser observados: queda na freqüência cardíaca e volume sistólico máximos, queda no debito cardíaco máximo, aumento  da pressão arterial em repouso e durante o exercício, queda no consumo máximo de oxigênio, menor tolerância ao frio e calor, perda de massa magra, aumento no percentual de gordura, diminuição na força muscularna densidade mineral óssea e na flexibilidade, perda de equilíbrio e aumento no tempo de reação.Procure sempre a orientação de um profissional de Educação Física.

O Pior cego é aquele que não quer ver

  • Por Dr. Cleio Diniz
  • 25 Ago 2016
  • 14:04h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

Uma mudança lenta pode ocultar perigos que quando percebidos já tomaram proporções irreversíveis e um dos maiores perigos de uma lenta mudança é o caminho que ela toma, e quanto mais lenta maior o perigo. Pode até parecer uma filosofia de devaneios, mas que se confirma no transcorrer da história.

Noticias do aumento da violência alimentam diariamente os jornais informativos, onde todos se espantam, mas se recusam em falar nas ações que vem sendo adotadas e que fomentam a criminalidade, pior, se recusam a tomar atitude.

Neste sentido, as ações do estado em suas politicas sociais tem se mostrado um desastre ao ser comparada ao constante crescimento da criminalidade onde o cidadão de bem, o qual deveria receber a proteção do estado esta sendo jogado para segundo plano e deixado a própria sorte.

Varias ações conflitantes, sustentadas por razões hipócritas e teimosas perante os resultados falhos em todas as searas do estado poderiam ser mencionadas, todavia a mais assustadora vem sendo compartilhada por nosso sistema judiciário, o qual deveria promover o equilíbrio em defesa do direito e da justiça.

Neste campo, apenas para entendimento, recentemente o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ao promover um julgado contra um criminoso processado por trafico de entorpecentes e porte ilegal de armas, manteve a condenação por trafico, mas absolveu o réu pelo crime do porte ilegal sob a alegação de que, a dupla condenação iria majorar a pena final e o porte de arma é um agravante, mas não crime por ser instrumento de proteção da atividade, em suma, para o criminoso a arma é um instrumento, mas para o cidadão é um crime, a exemplo de processo que corre em nossa região onde um cidadão ao ser abandonado pelo estado e para defender sua propriedade adquiriu uma arma e esta sendo processado pelo crime de porte ilegal. Um caso claro de dois pesos e duas medidas.

Tais entendimentos que beneficiam o criminoso e joga o cidadão de bem aos leões vem se espalhando. Em nossa região, para não falarmos apenas do que acontece no extremo de nosso País, nosso Tribunal de Justiça, mesmo sem pedido da defesa, ou seja, ex officio (por conta própria), anulou uma sentença de reclusão, convertendo a mesma em trabalhos sociais sob a alegação de ausências de circunstancias judiciais negativas, apesar já ter sido o réu condenado por trafico em outra região, responder por porte ilegal de arma de fogo e dois inquéritos por furto, tendo sido preso em flagrante delito. Ora, mesmo em um leigo entendimento o réu não pode ser considerado um cidadão decente, estando propensa a qualificação de criminoso contumaz. Aliás este posicionamento legal e jurisprudencial leva um condenado em primeira instancia, que responde em liberdade, voltar a cometer crime e mesmo assim ser novamente posto em liberdade, sob o condão de não representar perigo a sociedade. Ou seja, na atual concepção, indiferente do volume de crimes, que um individuo possa a vir cometer, (salvo hediondos) ele somente passa a representar perigo a sociedade após transitar em julgado, o que em nosso letárgico sistema pode levar décadas. Até lá ele é um santo. 

Pelo andar da carruagem, a preocupação com o social do criminoso cada dia mais expõe o cidadão de bem, que não pode mais andar tranquilo pelas ruas e passou a morar encarcerado em cercas elétricas e de arames farpados, câmaras e sistema complexos de alarmes, ou seja, os criminosos usufruem a liberdade enquanto os cidadãos constroem suas próprias prisões.

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10 anos da Lei Maria da Penha

  • Por Dr. Cleio Diniz
  • 11 Ago 2016
  • 11:01h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

A lei nº 11.340, de 07 de agosto de 2006, popularmente conhecida como Lei Maria Da Penha, diferente do que muitos entendem em ser um benefício a mulher que contraria o princípio da igualdade do artigo 5º da Constituição Federal, e em consonância com um dos princípios basilares do direito e alicerce do sentido das leis, ou seja, o de “tratar os desiguais de forma desigual para que se tornem iguais”, coíbe e previne a violência familiar, a qual era jogada na vala comum do direito, e por ser considerada de menor potencial ofensivo, pelo menos inicialmente na origem das agressões, era fadado a cair no esquecimento e compor as fileiras da impunidade.

Para melhor entendimento, a lei nasceu após Maria da Penha Maia Fernandes, (a quem foi concedido o nome em homenagem), uma brasileira e farmacêutica, que sofreu várias agressões, inclusive duas tentativas de homicídio que a deixaram paraplégica, todas promovidas por seu marido, um professor universitário. Incansavelmente lutou por seus direitos, onde após ver o processo contra seu agressor ser manipulado pelo sistema processual falho e letárgico conseguiu contato com duas organizações – Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e Comitê Latino Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM) – que ajudaram a levar seu caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), sendo que o Estado Brasileiro foi condenado por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica contra as mulheres.

 

Ao Estado Brasileiro foi recomendado a finalização do processo penal contra o agressor de Maria da Penha com as devidas medidas, além de instauração de investigação sobre atrasos e irregularidades em processos da mesma natureza, além da adoção de políticas públicas voltadas à prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher. Nascendo a partir deste momento, a Lei Maria da Penha.

Até este momento, muitas mulheres tinham medo de denunciar seus agressores. Pelo menos três fatores colaboravam para isso: 1) dependência financeira do agressor; 2) muitas vítimas não têm para onde ir, por isso preferiam não denunciar seus agressores por medo de sofrer represálias piores ao fazer a denúncia; e 3) as autoridades policiais muitas vezes eram coniventes com esse tipo de crime.

Uma pesquisa realizada entre as mulheres em geral, mostra o grau de seriedade do problema e a importância do tratamento direcionado pela lei como modo de saneamento da questão, e neste capo, a violência familiar não se restringe a agressões físicas com lesões aparentes. Diante de 20 modalidades de violência citadas no momento da entrevista, duas em cada cinco mulheres (40%) já teriam sofrido alguma, ao menos uma vez na vida, sobretudo algum tipo de controle ou cerceamento (24%), alguma violência psíquica ou verbal (23%), ou alguma ameaça ou violência física propriamente dita (24%).

O gráfico abaixo nos permite um melhor entendimento do panorama da situação:

Isoladamente, entre as modalidades mais frequentes, 16% das mulheres já levaram tapas, empurrões ou foram sacudidas, 16% sofreram xingamentos e ofensas recorrentes referidas a sua conduta sexual e 15% foram controladas a respeito de aonde iriam e com quem sairiam. Aliás, temos que lembrar que no âmbito da Lei Maria da Penha não encontra tutelado apenas o direito da Mulher, mas de toda a família em si, incluindo filhos e parentes que residente e compõe o ambiente familiar.

Algumas mudanças foram implantadas para melhor adequar a aplicação da lei, inicialmente a mulher podia retirar a queixa na própria delegacia, o que ocorria em razão de ameaças, falsas promessas ou outros subterfúgios promovidos pelo agressor, todavia em uma primeira alteração, o STF entendeu que o crime de violência doméstica constitui delito de ação penal pública incondicionada, ou seja, não depende de representação da vítima, qualquer pessoa pode noticiar o crime e a autoridade competente deverá dar o devido andamento, e a parte agredida não poderá retirar a queixa, sendo que o processo somente poderá ser extinto por um juiz no transcorrer da ação penal, o que impede a intervenção do agressor na possível extinção da queixa.

Neste processo evolutivo da legislação, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 7/2016, o qual busca conferir maior celeridade na proteção da mulher agredida e afaste um dos principais receios ao apresentar a queixa, ou seja, a retaliação pelo agressor, ao conferir a Autoridade Policial que preside o Inquérito a possibilidade de conceder medidas protetivas além de atendimento a mulher agredida de forma que coíba a inibição por vergonha de exposição.

Em síntese, apesar das críticas embasada em formalidades do conjunto normativo de nosso sistema jurídico, a Lei Maria da Penha foi um dos grandes avanços da nossa legislação, e apesar de em alguns casos remotos se depararem com problemas ocasionados por deficiência do sistema tem demonstrado um marco em nossa seara legal e um porto seguro às pessoas agredidas no ambiente familiar e que antigamente tinham que se submeterem a tais agressões ou em regra ver seus esforços por justiça se perder nas mazelas do sistema. Um avanço social no contexto literal e que atingiu seu objetivo de forma impar.

 

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Apologia reversa

  • por Dr. Cleio Diniz
  • 02 Ago 2016
  • 10:16h

(Foto: Laércio de Morais / Brumado Urgente)

Um elogio eloquente que está focado na parte oposta à que se deve observar, ou seja, em sentido inverso à sociedade de direito e aos direitos dos cidadãos de bem. 

Neste campo, temos inicialmente a mudança radical do direito de defesa própria, de terceiros e do patrimônio com a implantação do Estatuto do Desarmamento. O ponto hilário encontra-se na justificativa, ou seja, para reprimir a violência, porém “quando foi que a criminalidade adquiriu armas em lojas legais?” “Dentro dos preceitos da lei?”, assim podemos afirmar sem medo de errar, que tal projeto atingiu apenas a população de bem, o cidadão correto e cumpridor de suas obrigações, respeitador das leis e da boa convivência social, como se este fosse responsável exclusivo pela violência. Neste ponto, como fica o dispositivo constitucional do artigo 144 que determina ser a segurança publica direito e responsabilidade de todos? 

 

Na sequência temos a campanha amplamente divulgada e apoiada sempre por um pseudo e suspeito especialista que implanta a tese de não reagir a abordagem criminosa, entregando todos os pertences. Ora, na prática temos a perda do patrimônio implantada as margens da lei, pois deste modo não encontra-se elencado no artigo 1275 do Código Civil que traz as possibilidades permitidas e previstas pela lei para que uma pessoa perca a sua propriedade. 

Como vemos, a campanha do desarmamento retirou o direito de defesa e garantiu ao criminoso à inexistência de resistência e a campanha de não reação incentiva à criminalidade. O estranho é que a própria lei, e neste caso o artigo 287 do Código Penal tipifica como crime fazer apologia a fato criminoso. 

Mas pelo visto tudo se trata de ponto de vista, porém, imagine se este mesmo ponto de vista fosse utilizado na época em que Hitler resolveu ampliar as fronteiras de seus domínios e transformar o continente Europeu, quiçá o mundo, em seu quintal, como estaríamos vivendo hoje?

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O engraxate que virou um bilionário da Educação

  • Por Mariana Queiroz Barboza
  • 14 Jun 2016
  • 20:01h

EDUCADOR Aos 52 anos, Janguiê (no centro, entre alunos) rejeita o rótulo de homem de negócios (Crédito: Pedro Dias/Ag. IstoÉ)

Todos os dias, cerca de cinquenta e-mails chegam à caixa de entrada do empresário paraibano Janguiê Diniz vindos de alunos das instituições do grupo Ser Educacional, fundado por ele há 13 anos. As demandas são diversas, mas o tratamento é comum. Informal e acessível, Janguiê gosta de ser chamado de professor, apesar de já ter exercido as funções de juiz e procurador do trabalho em Recife. “Os alunos me vêem como um exemplo e isso me enche de energia”, diz. A identificação não acontece por acaso. Embora as instituições do grupo que inclui UniNassau, Faculdade Joaquim Nabuco e Universidade Guarulhos, para citar alguns exemplos, tenham perfis diversos, a maioria dos estudantes é composta por jovens trabalhadores entre 21 e 26 anos das classe média e média-baixa. Janguiê também foi um deles. Quando criança, trabalhou como engraxate e vendedor de laranjas. Na adolescência, mudou-se para a casa de um tio na capital pernambucana, onde trabalhou como datilógrafo e conseguiu se formar em Direito pela universidade federal. Foi lá que criou um curso preparatório para concursos públicos e deu início à companhia que se tornaria líder em educação no Norte e Nordeste. Se tudo der certo, em breve Janguiê abandonará o hábito de se corresponder com os alunos por e-mail simplesmente porque eles serão muitos.

 

Na semana passada, a Ser Educacional fez sua mais ousada investida ao propor uma fusão com a Estácio, segunda maior empresa de ensino superior privado do Brasil e com um número de alunos quatro vezes maior que a Ser. Dessa combinação, nasceria uma corporação de R$ 4 bilhões em receita, com enorme potencial no ensino à distância (até o fechamento desta edição, a Estácio e seu presidente, Rogério Melzi, não haviam aceitado nenhuma proposta). A nova empresa ainda seria menor que a Kroton, líder do mercado e primeira a fazer uma oferta pela Estácio, mas obrigaria as concorrentes a se movimentar num setor já bastante dinâmico em fusões e aquisições e que tem passado por um período de transição, devido aos recentes cortes no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O programa do governo federal foi peça-chave na expansão do mercado nos últimos anos. Em 2010, segundo o Observatório do Ensino do Direito da Fundação Getulio Vargas, as instituições privadas receberam R$ 880,3 milhões via Fies. Em 2014, esse montante saltou para R$ 13,7 bilhões. “A indústria sentiu um choque com o congelamento dos pagamentos do Fies no ano passado”, diz Bruno Giardino, analista de educação do Santander. “Mas, em 2016, houve uma sinalização de que os pagamentos seriam honrados no prazo e as empresas voltaram a pensar em comprar.”No início do ano, os rumores eram de que o alvo da Kroton seria a Ser. “Já recebi inúmeras propostas tanto de grupos nacionais quanto estrangeiros”, afirma Janguiê. “Não aceitei, porque meu objetivo não é financeiro. Esse é um projeto de vida. A educação transformou minha vida e pode transformar a de todo mundo.” Em junho de 2014, o professor entrou na lista dos bilionários organizada pela revista Forbes com uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão, mas garante que não é um homem de negócios. O acompanhamento das ações da empresa na bolsa de valores (“vez ou outra as pessoas me dizem que subiram”) não é tão frequente quanto a visita aos campi, aos seminários, congressos e atividades esportivas promovidos pelas instituições do grupo. “Meu sonho é proporcionar educação de qualidade para o maior número de pessoas a um preço acessível”, diz. A política agressiva de preços das faculdades particulares, ao lado da expansão desenfreada de cursos e vagas, está no centro das críticas sobre a baixa qualidade do ensino nessas instituições. O economista e ex-presidente do Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Marcio Pochmann chegou a classificar o fenômeno como uma “indústria de certificação”. As empresas, em contrapartida, dizem que, quanto maiores elas são, maiores são os ganhos de escala e os investimentos em tecnologia, fundamentais, sobretudo, ao ensino à distância. Autor de 15 livros – o mais recente foi a autobiografia “Transformando Sonhos em Realidade”, lançada no ano passado –, Janguiê se considera, antes de tudo, um educador. Por isso, promove palestras para contar sua história. Nessas ocasiões, realiza sorteios e organiza uma fila para tirar “selfies” com a plateia. “Quero estar entre os melhores”, afirma o ex-engraxate. “Só o impossível é digno de ser sonhado.”

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O coração também se treina

  • por Vítor Cotrim
  • 30 Mai 2016
  • 08:19h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

O coração de uma pessoa sedentária trabalha muito mais para bombear o sangue para o corpo, e bate muito mais se comparado ao de uma pessoa fisicamente ativa, que tem a musculatura cárdica forte e condicionada, facilitando o trabalho de bombeamento do sangue diminuindo assim o esforço e resguardando o coração.Portanto mãos à obra, algumas das atividades que podem ajudar a ganhar condicionamento cardiovascular são:caminhada, natação, bicicleta e musculação.

Fatores como a alimentação e o controle do stress também são fundamentais para prevenir doenças, para iniciar suas atividades físicas é sempre importante uma consulta Médica e a orientação de um professor de Educação Física.

Dia das Mães: conheça a história de Cristine, que teve dois abortos, perdeu dois filhos e voltou a ser mãe

  • Zero Hora
  • 08 Mai 2016
  • 10:01h

Cristine Soares e a filha Luísa em sua casa, em Canoas Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

No Dia das Mães, contamos a história de Cristine Soares. Uma história de perdas e de esperança: a empresária de Canoas viu dois filhos morrerem e sofreu dois abortos espontâneos. Hoje, aos 35 anos, é mãe novamente: vai comemorar a data deste domingo com Luísa, 10 meses.— Minha missão nesta vida é ser mãe — diz Cristine. cabem em uma caixa de papelão branca, decorada com a impressão a tinta de mãos e pés infantis, todos os pertences da breve história estudantil: a agenda com as anotações da rotina diária, escova e creme dental, uma bandeirola do Brasil, uma coroa em miniatura, o desenho de um coelho rabiscado de azul, uma máscara com lantejoulas, o gargalo de uma garrafa pet simulando o tatu-bola Fuleco, mascote da Copa de 2014. “Na rodinha, sua música preferida era Borboletinha”, lê-se no registro da professora. Um cartão de identificação exibe uma foto tamanho 3x4 e o nome da aluna: Nathália. Com a súbita interrupção do ano letivo de 2014, a escola Cavalinho de Pau entregou todo o material à família – os alunos do Maternal 2 confeccionaram coraçõezinhos de papel em homenagem à colega que não compareceria mais às aulas.

Nathália Soares Nahon Marinho era filha de Cristine Soares, 35 anos, que abre a caixa de recordações sobre o tapete felpudo da sala de casa, em uma manhã do final de abril, durante uma sessão de fotos para esta reportagem. O que melhor qualifica a empresária de Canoas é sua condição mais transitória e também mais permanente: Cristine é mãe. De um total de cinco gestações, restou-lhe uma filha. A primeira perda foi Nathan, que sobreviveu por menos de 24 horas após o parto. Dois bebês morreram ainda no ventre, em estágios iniciais da gravidez. Nathália, três anos, não resistiu aos ferimentos sofridos em um acidente de carro, ocorrido quando a mãe já gestava, sem saber, Luísa, a filha que completa 11 meses no dia 15. Em dois encontros, num depoimento vívido que se estendeu por mais de seis horas, Cristine falou do passado com tranquilidade, sem interromper a narrativa nas diversas vezes em que chorou: – Eu gosto de falar dos meus filhos. Minha missão nessa vida é ser mãe. Cristine engravidou pela primeira vez aos 24 anos. Nathan foi festejado, mesmo chegando sem planejamento – até então, a jovem julgava ser estéril devido a uma doença no aparelho reprodutor. A gestação parecia correr sem sobressaltos, até que um exame alterado forçou uma internação para averiguações. Suspeitava-se de algum problema, mas não se obteve um diagnóstico. Prematuro, o menino nasceu com 34 semanas, às 20h14min de 28 de dezembro de 2004. A mãe nem viu o filho – os médicos constataram de imediato que algo não ia bem e o encaminharam para a UTI neonatal. Sem informações, Cristine antecipava o pior. Do lado de fora, familiares também ansiavam por notícias. Sequer sabiam que Nathan já havia nascido – a equipe esquecera de chamar o pai da criança, máquina fotográfica em punho, para acompanhar. – Cadê o meu filho? – questionava a mãe aos funcionários. – Pelo amor de Deus, alguém vai atrás para saber o que que houve! Inconformada com as evasivas, ameaçou se levantar. Eram 4h quando uma pediatra surgiu com pouco a dizer. Cristine, levada de cadeira de rodas até a incubadora, conheceu o primogênito. Com quase três quilos, apesar da fragilidade comprovada por fios e aparelhos, ele aparentava ser perfeito. Sofria de uma cardiopatia que passara despercebida no pré-natal. – Posso pegar? – pediu Cristine. Uma enfermeira a desencorajou. A mãe acariciou a orelha do menino e disse: – Tem um monte de coisa para ti em casa. Fica bem logo. A paciente se preparava para sair da UTI quando uma médica interveio, autorizando-a a segurar o filho. Indecisa entre os dois pareceres opostos, hesitou. “Vai que eu desligo alguma coisa e prejudico ele...”, pensou. Julgou que seria melhor não removê-lo dali. “Ainda tenho a vida inteira para pegá-lo no colo.” Resolveu deixar o local. Olhou para trás, voltou. Enrolado em uma coberta, o recém-nascido foi aconchegado nos braços de Cristine, que sentia um misto de felicidade e apreensão. A suspeita de que a situação era grave se fortaleceu quando um padre adentrou a unidade e se dirigiu diretamente a Nathan. Terminada a prece, o religioso saiu, sem se deter diante de qualquer um dos outros bebês. – Ele vem aqui toda hora dar uma bênção – despistou alguém. Cristine foi conduzida de volta ao quarto. No leito ao lado, uma adolescente ignorava os apelos da enfermeira e rejeitava qualquer contato com os gêmeos que acabara de dar à luz. Depois de duas horas, Cristine foi levada à UTI neonatal outra vez. Cogitava uma possível melhora do quadro quando avistou um pano cobrindo o corpo do filho. Não permitiu que a funcionária que caminhava em sua direção falasse. – Eu não quero escutar! – protestou, tentando manobrar a cadeira de rodas para fugir. Nathan morreu às 14h30min de 29 de dezembro. A mãe recebeu um medicamento para cessar a produção de leite, que ainda brotaria espontaneamente por dias, no banho, no contato da água morna com os seios. Após a alta, ela seguiu direto para a capela onde se realizaria o velório. Transtornava-a a mudança brusca do roteiro: não haveria um bebê nos braços, a recepção calorosa da família, as fotos. No caixão azul diminuto, Nathan vestia a roupinha que a mãe escolhera para o momento em que ambos iriam para casa. Por medo de esquecer o rosto do filho, Cristine insistiu em fixar o olhar na cena. Sobrou aos pais apenas uma fotografia de Nathan. Mais tarde, o celular que continha a imagem captada durante a internação acabou sendo roubado.

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Fibromialgia X Musculação

  • por Vítor Cotrim
  • 05 Mai 2016
  • 09:15h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

A fibromialgia é uma doença de causa desconhecida que se manifesta no sistema musculoesquelético, também podendo apresentar sintomas em outros sistemas, afeta principalmente músculos, tendões e ligamentos. Alguns dos sintomas característicos da fibromialgia são fadiga, dor crônica, depressão e alterações no humor, as dores geralmente se acentuam na região da coluna vertebral, nas escapulas e na região pélvica, atingindo principalmente as mulheres.

 Seu diagnostico é difícil pois em exames laboratoriais não é detectado e depende diretamente da queixa dos pacientes e da percepção médica.

O seu tratamento exige cuidados multidisciplinares como, o uso de farmacológicos e a pratica exercícios físicos. A musculação é uma boa opção pois é uma atividade que se pode controlar todas as valências físicas, entretanto é necessário evitar exercícios muito intensos, evitar um grande numero de exercícios e repetições, priorizar os grandes grupos musculares e exercícios multiarticulares, controlar a velocidade de execução do exercício e usar intervalos de descanso entre 40 e 120 segundos. É normal que nas primeiras semanas de treino o indivíduo sinta um certo desconforto, mas de acordo com a evolução no treino esse desconforto desaparece.

É fundamental sempre procurar a orientação de um profissional de Educação Física. 

O sucesso não é por acaso!

  • Ascom I Faculdade Maurício de Nassau I Mara Ferraz
  • 24 Abr 2016
  • 09:01h

(Foto: Divulgação)

Muitos falam que sonham em atingir o sucesso profissional. Entretanto, a primeira pergunta que devemos fazer ao entrarmos no debate deste tema é: o que é sucesso profissional? Este é um conceito subjetivo e variável para cada indivíduo. No livro “O Ciclo do Sucesso”, o escritor Bryan Tracy publicou os fatores básicos para ter sucesso na sua trajetória profissional e o primeiro deles é ter metas claras.

Para algumas pessoas, o sucesso profissional pode ser o reconhecimento no mercado, atingir o conforto financeiro, poder realizar viagens internacionais, tornar-se chefe, ter o próprio negócio ou alcançar um cargo no alto escalão da empresa.  Para outras, sucesso profissional está ligado a ter mais tempo para a família ou até trabalhar menos tempo durante o dia. “Os objetivos fornecem um claro senso de direção (...). As metas nos proporcionam a sensação de poder, propósito e foco”, cita um trecho do livro.

 

Como empreendedor, vou mais além. Para atingir o sucesso profissional, precisamos ter sonhos e ideias para transformá-los em um projeto de vida. É preciso traçar metas e, com método, disciplina e muito trabalho, nos esforçarmos para cumpri-las. Dessa forma, o universo irá conspirar a nosso favor. 

Sair da zona de conforto é parte essencial na busca da concretização do objetivo. Sucesso e prosperidade consistem em um conjunto de fatores, mas, é muito importante que o que iremos fazer seja algo que gostamos muito de fazer. 

No atual mundo globalizado, apenas a formação técnica não é mais suficiente, o investimento em desenvolvimento e qualificação deve ser contínuo e cursos de qualificação são fundamentais. Entretanto, as experiências práticas são essenciais. Para uma carreira bem-sucedida é preciso desenvolver um pacote de competências comportamentais que, hoje, são extremamente valorizadas pelas empresas. 

Uma trajetória de sucesso, quase sempre, também inclui momentos de fracasso. O fracasso talvez seja o mais importante professor da vida. É com os pequenos fracassos que nos fortalecemos e adquirimos confiança. Agora, é mister que tenhamos autocontrole e inteligência emocional para suportamos as frustações. Nestes momentos, é preciso ter confiança em si mesmo e, vale ressaltar, confiança não significa arrogância. 

Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito,  Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, Reitor da UNINASSAU

A confiança é decorrente do autoconhecimento, de ter clareza sobre suas capacidades e estar comprometido com seus objetivos, de ter convicção de seus valores e segurança ao expor ideias e realizar uma atividade. A confiança é fundamental para sair da zona de conforto, inovar e assumir riscos calculados - características importantes e valorizadas pelo mercado.

O sucesso profissional exige evolução, aplicação prática dos conhecimentos teóricos adquiridos e habilidades comportamentais. Aliado a isso, a ética e sucesso precisam andar de mãos dadas. Não tenham dúvidas, sucesso profissional não é decorrente de sorte. Aliás, sorte consiste na conjugação de conhecimento, habilidades, competência, muito trabalho, não desperdiçar oportunidades e iluminação divina. Além disso, a sorte só ocorre quando a preparação encontra uma oportunidade.

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Entendendo os exercícios aeróbicos (aeróbios)

  • por Vítor Cotrim
  • 12 Abr 2016
  • 09:25h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

   Aeróbico ou aeróbio, são atividades que tem como predominância a presença de oxigênio nas atividades físicas moderadas ou de baixa intensidade; o sistema cardiovascular é responsável por fornecer essa energia, que será usada na atividade física predominando o metabolismo aeróbico (aeróbio). Podemos considerar atividades moderadas ou de baixa intensidade as que o individuo consegue conversar sem muita dificuldade e sem elevar sua freqüência cardíaca excessivamente, mantendo sua frequência aproximadamente em 85% da sua freqüência máxima.              

   As atividades que são praticadas de forma rítmica como caminhada, ciclismo, corrida, danças, etc. são exemplos clássicos de atividades aeróbicas (aeróbias), os indivíduos que se mantém fisicamente ativos são menos propensos a problemas cardiovasculares, para sua segurança na pratica de exercícios físicos procure sempre orientação de um profissional de Educação Física.

7 de Abril - Dia do Jornalista: As mudanças do jornalismo na modernidade

  • Por Magda Pontes
  • 07 Abr 2016
  • 15:12h

Comunicar-se é desde o início dos tempos uma ação inerente ao ser humano. Podemos traçar uma linha da evolução do homem através do desenvolvimento da fala, da escrita e dos meios de comunicação. A informação, que em suma são dados sobre alguém ou alguma coisa, é parte condizente da comunicação e tão importante na formação da sociedade quanto, como nos lembra Dominique Wolton, em sua obra Informar não é Comunicar: “A informação, em todos os sentidos dessa palavra e com todas as ambiguidades imagináveis, é um dos valores centrais das nossas sociedades abertas cobrindo todos os campos, do mais nobre e normativo ao mais banal e funcional”. (p. 49) No entanto, embora esteja interligada ao processo de comunicação, as duas coisas não devem ser confundidas, por se tratarem de dois processos distintos, conforme veremos adiante. É importante ressaltar que no ponto de vista da vida humana comparada a épocas anteriores, o modo de se comunicar que temos hoje representa uma mudança no comportamento da sociedade e exerce influencias significativas no desenvolvimento do pensamento, no comportamento, no posicionamento político/ideológico e no convívio social. Antes do advento das novas ferramentas e da internet, a produção e disseminação de informação era feita de forma linear e hierárquica. O emissor emitia a mensagem para o receptor, em um processo praticamente sem interferências. Em nosso tempo, já não é nítida a separação entre emissor e receptor de notícias, jornalista e consumidor de mídia. Todos nós, de certo modo produzimos e recebemos informação. Com a tecnologia o processo de difusão destas informações possui proporções nunca antes presenciadas pelo homem.

 

Por exemplo, qualquer pessoa com acesso a internet pode criar um blog para produzir material informativo e divulgar na rede. Não é mais necessário estar em uma grande mídia para distribuir conteúdo. Além do que, a informação não é mais posse de pequenos conglomerados. O Wikileaks, organização sem fins lucrativos, que publica em sua página conteúdo com informações confidenciais vazadas de governos e grandes empresas, é o maior exemplo de a rede democratizou o acesso à informações. Todavia, do mesmo modo que a internet e a tecnologia facilitaram a disseminação de informação, elas também abalaram de forma significativa a essência do conteúdo transmitido. Ou seja, aumenta-se a quantidade e diminui-se a qualidade. Dominique Wolton diz em seu livro que: “Mais informação não cria mais diversidade, mas, antes, mais racionalização e mais uniformização, pois a concorrência desenfreada leva paradoxalmente a que todos abordem a mesma coisa, da mesma maneira e no mesmo momento.” (p. 50) Ou seja, pelo fato de todos produzirem informação e tudo ser consumido rapidamente e em tempo real, as grandes mídias acabam pautando-se uma com as outras. Se um portal aborda uma notícia, outro logo abordará também, pois não quer correr o risco de perder leitores. Assim, o espírito de competição afeta significantemente a produção de conteúdo relevante. A informação sempre foi à base do espírito crítico. Quanto mais dados e conhecimento acerca do mundo, mais embasamento se tem para discutir a sociedade e nosso papel enquanto cidadãos. Porém, com a velocidade com que notícias são disseminadas na rede e com a quantidade de pessoas que escrevem e publicam conteúdo, as informações perdem em pontos fundamentais, como aborda Dominique:“Abertura insuficiente, ausência de comparações e, com freqüência, excesso de clichês e de estereótipos”. (p. 51) Sendo assim, a matéria vinculada, corre o risco de embora ter a intenção de informar não atende requisitos que uma informação necessita. Não há mais aprofundamento nos temas e nas notícias. É preciso divulgar rapidamente o que já foi divulgado por outro. A preocupação com dados que sejam de fato relevantes é deixada de lado, para atender a rapidez da rede; O autor completa ainda, dizendo que: “Há uma corrida desenfreada para vencer a concorrência. Se todo mundo vê e sabe tudo, é preciso ir muito mais rápido, em detrimento da compreensão de acontecimentos cada vez mais complexos”. (p. 51) Ou seja, noticie, acompanhe a concorrência, sem tempo para análises completas e minuciosas. Outro fator relevante que perde com a rapidez da disseminação de informações na rede, é a credibilidade da fonte, uma vez que, quando todo mundo escreve sobre tudo, há uma grande fusão entre opinião e informação, o que prejudica a essência jornalística. Com o período eleitoral do Brasil, temos exemplos claros dessa mídia imediatista e imprecisa. Com o debate político em alta entre o público, principalmente nas redes sociais, com informações e links sendo compartilhados em peso dia a dia, a grande imprensa se vê na obrigatoriedade de “correr” com informações atualizadas para chamar leitores. Além dos grandes jornais, que construíram ao longo dos anos a imagem de credibilidade – como Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo – pequenos títulos possuem força na web, e sobre o pretexto de informar, disseminam campanhas políticas, favorecendo dados que induzem o leitor, confundindo mais uma vez opinião com informação.Mais do que em qualquer outro período histórico, as pessoas discutem e se posicionam com relação à política, no momento das eleições. No entanto, a quantidade de informações e textos que são disseminados sem checagem dos fatos, a falta de clareza de alguns veículos e não aprofundamento nas notícias, deixam os debates empobrecidos e rasos. Todo mundo fala de tudo, mas quase ninguém entende de nada. As expressões “coxinha” e “petralha” são usadas inúmeras vezes, em contextos de informação, deixando simplório e sem aprofundamento os textos e as informações.  Daí a citação importante de Dominique: “A questão da comunicação é o outro. Uma diferença quase antológica com a informação”. (p. 59) Ou seja, muitos textos ditos jornalísticos disseminados na Web no período eleitoral foram escritos muito mais com a pretensão de convencer o outro, não de informar. No caso das grandes mídias, perde-se também a identidade, por conta do medo de perder leitores, caso assuma uma posição, que contraria as preferências individuais. Mas, justamente pela falta de identidade dos veículos, Ramonet nos explica que raramente os leitores são fieis a um determinado título. Antes, ler regularmente um determinado jornal implicava ao leitor sua própria identidade política. Hoje, porém, a maior parte das publicações visando alcançar o maior número possível de público e driblar a concorrência desleal da internet, deixa sua linha editorial indefinida e não se aprofunda nos temas. É crescente também o número de imagens e infográficos, diminuindo o espaço para textos longos. O que nos chama atenção para outra mudança nas publicações de mídia atuais: não há mais tempo para grandes textos. As pessoas estão habituadas a informações curtas e textos adaptados de internet, que contam com, no máximo três parágrafos. As imagens são o ponto forte, junto com infográficos. O que parece é que, na modernidade, não há mais tempo para leituras de textos longos e aprofundados.


Mudanças nas publicações

Com a internet e o acesso cada vez mais popular a notícias e informações pela rede, as grandes empresas jornalísticas começaram a perder lucratividade. A partir do momento que o leitor tem acesso às informações de forma rápida e gratuita, ele automaticamente não vê mais necessidade de comprar jornal. Assim, os grandes veículos passam a depender cada vez mais de publicidade para se manter. Espaços cada vez maiores são dedicados a propagandas e o texto obviamente vai sendo cortado, além do número cada vez maior de infográficos e fotografias incluídas nas matérias. Outra tendência de nosso tempo são os jornais gratuitos, distribuídos diariamente, principalmente em lugares de grande circulação. Em São Paulo, títulos como Metrô News e Metro, são entregues todos os dias nas estações de metrô. Trata-se de jornais pequenos, que contém matérias curtas e sem nenhum tipo de aprofundamento. Estes veículos também são lotados de publicidade e impactam diretamente no consumo de outras publicações jornalísticas mais elaboradas. Com isso concluímos que uma sequência de fatores foi responsável pela mudança em se produzir notícia. A internet e seus desdobramentos, fez com a informação fosse democratizada; Grandes veículos perderam capital, por serem consumidos em menor escala por conta da internet; A publicidade, que seria o único modo de tampar os “buracos financeiros” ocupam cada vez mais espaço nos jornais; E por fim, veículos menores também em qualidade, começam a ser distribuídos, agravando a situação dos grandes jornais.

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Orientação é fundamental

  • por Vítor Cotrim
  • 30 Mar 2016
  • 11:51h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

É cada vez maior o número de blogs fitness  que incentivam a prática de exercícios físicos, mas por trás de toda essa beleza escondem riscos que a população deve ficar atenta mas como ta na moda ter um estilo de vida saudável é comum que as pessoas se deixem levar pela facilidade que esses blogs trazem em apenas um clik,  mas o que escondem é que não tem orientação profissional podendo assim trazer riscos para a saúde, pois os treinos e as dietas não são devidamente  orientados por profissionais, e o grande problema está na forma com que  essa informação é absorvida pela população que pensa de forma genérica e acha que aquele treino e aquela dieta servem para todos,  esquecendo da individualidade biológica onde cada individuo tem um organismo diferente, por isso treino e dieta devem ser individual. Procure sempre por orientação profissional.

O verdadeiro significado da Páscoa

  • Por Luís de Rosa
  • 25 Mar 2016
  • 07:02h

(Foto: Reprodução)

A palavra Páscoa vem do hebraico pesah que traduzida para o grego será (páscoa), que significa passagem. A Páscoa no Primeiro ou Antigo Testamento tem a finalidade de celebrar a passagem do Senhor Deus, que libertou o povo de Israel da escravidão do  Egito. No seu aspecto histórico a Páscoa no AT é a festa que faz a memória da passagem de Deus no Egito para a libertação do povo. (Ex 12). No aspecto agrícola anteriormente era a celebração do início da primavera, no primeiro mês da colheita da cevada, e que Israel adaptou, para a celebração da Páscoa, onde faziam pães sem fermento, conforme está em DT 16,3. No aspecto pastoril era o sacrifício de um cordeiro cujo sangue era colocado na entrada das tendas dos pastores nômades para a proteção dos rebanhos. Israel também usou este rito para lembrar o dia em que no Egito, Israel precisou passar o sangue do cordeiro em suas portas para protegê-los da passagem do Senhor, como se encontra em Ex 12. Quando o povo de Israel entra na terra de Canaã celebra a Páscoa em Guigal, conforme está no livro de Josué cap.5,10-11. 

A Páscoa que os nossos irmãos judeus realizam ainda hoje tem o sentido de fazer a memória da libertação do Povo do Egito, conforme se encontra em Dt 16,1-4 . A Páscoa no Segundo ou Novo Testamento é a passagem da morte para a vida – é a Ressurreição de Jesus de Nazaré, que havia sido morto na cruz. É a vitória de Deus sobre tudo o que fere e mata a vida. Jesus faz a sua passagem da morte para a vida plena. A partir da Ressurreição de Jesus temos o convite de Deus para participar da vida eterna. Como a prisão de Jesus e sua posterior morte, ocorreram na época da celebração da Páscoa dos Judeus (cf. Mt 26,17-56; Mc 14,12-50; Lc 22,14-62 e Jo 13), a sua Ressurreição toma agora o significado de libertação da morte para a vida eterna. Está descrita nos evangelhos: Mt 28,1-8; Mc 16,1-8; Lc 24 e Jo 20. Para nós cristãos, a Páscoa tem este significado, a Ressurreição de Jesus, a ressurreição para a vida plena, para a vida eterna, para uma nova vida de amor com Deus. Muitas pessoas mesmo que ainda estejam vivas, enquanto não vivem no amor, na paz, na justiça e na alegria que Deus nos oferece, mas que preferem viver dominadas pelo ódio, pela mentira, pela vingança, pela injustiça e pelo desamor, estão mortas para Vida. E quando uma dessas pessoas percebe que Jesus lhes oferece uma nova vida de amor e a Ele aderem, e mudam totalmente de vida, fazem assim digamos uma ressurreição, como em Lc15,32.

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