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Agronegócio baiano cresce 11,2% no quarto trimestre de 2020

  • Redação
  • 19 Mar 2021
  • 14:41h

Setor teve participação de 22% no PIB estadual global no período, destaque para soja, milho, cana-de-açúcar, cacau e café | Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O PIB do agronegócio baiano registrou expansão de 11,2% no quarto trimestre de 2020 na comparação com o mesmo trimestre de 2019. O setor movimentou R$ 17 bilhões no período, com participação de 22% no Produto Interno Bruto do estado no período (R$ 77,7 bilhões). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19), pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)/Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan). Os desstaques foram os cultivos de soja, milho, cana-de-açúcar, cacau e café. “Esta expansão recorde da safra e a expansão do PIB do setor comprovam a eficiência das políticas públicas do Governo do Estado de estímulo à produção agrícola na Bahia”, avalia o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro. No ano, o PIB do agronegócio baiano totalizou crescimento de 5,2% ante retração do conjunto total da economia baiana (-3,4%). Em participação, a economia do agronegócio representou 23,8% do PIB baiano, com valor total de R$ 72,7 bilhões em 2020.

Safra de grãos deve ser recorde em 2021, diz IBGE

  • Vitor Abdala | Agência Brasil
  • 11 Fev 2021
  • 11:02h

Brasil deve produzir 262,2 milhões de toneladas de grãos | Foto: Reprodução

O Brasil deve registrar, em 2021, safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo estimativa de janeiro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a previsão, o país deve produzir 262,2 milhões de toneladas, resultado 3,2% superior ao registrado no ano passado.

A previsão de janeiro para este ano é 0,7% superior (ou seja, mais 1,7 milhão de toneladas) à feita pela estimativa de dezembro do ano passado. Já a área colhida deve ser de 66,8 milhões de toneladas, ou seja, 2,1% acima da observada no ano passado.

Entre as principais lavouras, a expectativa é de alta nas produções de soja (7,2%), que deve totalizar 130,3 milhões de toneladas; de milho (0,4%), que deve totalizar 103,7 milhões de toneladas; de feijão (4,1%) e de sorgo (0,1%).

Por outro lado, são esperadas quedas na safra de arroz (-0,6%), que deve chegar a 11 milhões de toneladas; na lavoura de algodão herbáceo (16,5%), que deve totalizar 5,9 milhões de toneladas; e na safra de trigo (-6,5%).

Outros produtos
Além dos cereais, leguminosas e oleaginosas, o IBGE também faz estimativas para outros produtos agrícolas importantes do país. Em 2021, são esperadas altas nas safras de laranja (0,8%), que deve somar 15,9 milhões de toneladas; de uva (13,1%), de banana (3,2%) e de tomate (1,2%).

Por outro lado, o ano deve fechar com quedas na produção de cana-de-açúcar (-1,6%), que deve totalizar 667 milhões de toneladas; café (-27,3%), mandioca e batata-inglesa (ambas com recuo de 0,8%).

Copercampos e representantes de empresas de híbridos de milho debatem problemática da cigarrinha

  • Realidades da Safra
  • 02 Fev 2021
  • 09:35h

(Foto: Portal do Agronegócio)

A equipe técnica da matriz da Copercampos, sob coordenação do Gerente de Assistência Técnica Fabrício Jardim Hennigen, esteve reunida em janeiro, com representantes das empresas parceiras de híbridos de milho, a fim de fazer um levantamento dos danos causados na região de atuação da Copercampos e debater estratégias de manejo para a praga que têm causado grandes prejuízos aos produtores do cereal.

A Cigarrinha do Milho (Dalbulus maidis) ocasiona enfezamento das plantas, por meio de viroses. Além de causar lesões como inseto sugador, é responsável por danos indiretos que geram perdas mais expressivas na cultura, pela transmissão de fitopatógenos como os molicutes, Fitoplasma (Maize bushy stunt phytoplasma) e Espiroplasma (Spiroplasma kunkelii), sendo estes, os agentes causais do enfezamento do milho, e do Raiado Fino (Maize rayado fino-MRFV).

De acordo com Fabrício Jardim Hennigen, o manejo da praga deve ser realizado de forma antecipada, utilizando cultivares de milho com resistência genética ao complexo de enfezamento; Eliminar plantas tigueras ou voluntárias de milho que servem como fonte de inóculo para os enfezamentos e outras doenças; plantas essas que permitem a sobrevivência e multiplicação de pragas como a cigarrinha e percevejos, por exemplo; - Uso de híbridos de milho tolerantes a praga; Iniciar aplicações no início da infestação – geralmente 7 dias após a emergência e reaplicar com intervalo de 7 a 10 dias no caso de reinfestações, utilizando produtos recomendados; - Evitar semeaduras tardias, que concentram cigarrinhas infectantes com molicutes, provenientes de lavouras com plantas adultas presentes nas imediações;  Monitorar a presença de cigarrinhas nas lavouras em todas as safras; Evitar plantio tardio de milho;  Verificar fontes de inóculo nas imediações – evitar semeadura e pulverizar gramíneas próximas e utilizar controle biológico para controle dos ovos, ninfas e adultos da cigarrinha.

“No encontro com os profissionais das empresas, debatemos estratégias para minimizar perdas nas safras futuras. Todas as estratégias de manejo também foram discutidas nesse encontro, bem como seus prós e contras. Temos produtos para manejo desta praga, porém, neste estádio de plantas, não há como aplicar o produto, então, para as próximas safras, teremos que saber trabalhar com esta problemática que é a cigarrinha e realizar a melhor estratégia de manejo para evitar perdas”, ressaltou.

Frigoríficos pedem que trabalhador do setor seja priorizado em vacinação no Brasil

  • Notícias Agrícolas
  • 31 Jan 2021
  • 11:18h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que representa empresas como a Minerva, solicitou a inclusão dos trabalhadores do setor na lista de grupos prioritários para vacinação imediata contra a Covid-19, disse a entidade em comunicado nesta sexta-feira.

A Abrafrigo disse ter feito a solicitação em cartas enviadas aos ministérios da Saúde e Agricultura. Nenhuma das pastas pôde responder de imediato a pedidos de comentários sobre o assunto.

"A maior vulnerabilidade da indústria de carnes, em face do trabalho intensivo, ambientes fechados e climatizados, exige a intercessão dos ministérios junto às secretariais estaduais de saúde para que procedam à imediata vacinação desta classe industrial", defendeu a associação.

A medida poderia beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas diretamente empregadas por processadoras de carnes bovina, suína e de aves no Brasil, segundo estimativas da Abrafrigo.

As exportações de carne do Brasil geraram 17 bilhões de dólares em vendas no ano passado. De acordo com dados do governo, a carne é a segunda commodity agrícola de exportação mais importante do país --atrás somente da soja, com 28,5 bilhões de dólares em vendas em 2020.

A Abrafrigo disse ao governo que os trabalhadores de frigoríficos estão entre os "mais vulneráveis" ao novo coronavírus.

No ano passado, a crise sanitária afetou fortemente as unidades de processamento de carnes do Brasil, levando algumas delas a interromper produção enquanto os funcionários eram testados, o que gerou proibições para vendas à China, principal importadora da commodity.

Apesar das interrupções, a indústria de carnes continuou comercializando grandes volumes nos mercados doméstico e global, ajudando o país a seguir entre os maiores fornecedores de carnes do mundo.

Iniciativa do Mapa e Embrapa pretende identificar doenças em caprinos e ovinos no Semiárido baiano

  • Marquezan Araújo e Luciana Bueno / Brasil 61
  • 26 Jan 2021
  • 15:50h

A ideia é que, durante 15 dias, os profissionais façam a coleta de sangue nos animais em uma área de 100 km. (Foto: Marcelino Ribeiro / Embrapa)

Cerca de 60 propriedades do município de Pintadas, além de localidades do entorno, vão receber, a partir desta semana, a visita de uma equipe composta por pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos e da Fundação de Apoio ao Instituto Federal da Paraíba (Funetec) para verificação das condições de sanidade dos rebanhos A iniciativa faz parte do Programa AgroNordeste, que tem a frente o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A ação tem como objetivo promover a inovação tecnológica em microrregiões onde a produção de caprinos e ovinos é a principal fonte de renda. A ideia é que, durante 15 dias, os profissionais façam a coleta de sangue nos animais em uma área de 100 km. Inicialmente, deve ser coletado material de mil caprinos e mil ovinos de propriedades do município, indicadas por representantes do FrigBahia, frigorífico especializado na produção e comercialização de carnes especiais de cordeiros e cabritos. A iniciativa também ocorre no âmbito do Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), desenvolvido pela Pasta, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), e cofinanciado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). O intuito desta ação é diminuir os níveis de pobreza e de desigualdades no Semiárido.

Governo da Bahia sela compromisso para se tornar zona livre de Febre Aftosa sem vacinação

  • ADAB
  • 15 Jan 2021
  • 17:12h

Em 2020, a Bahia vacinou na primeira etapa no mês de maio, 93,65% do seu rebanho, e em novembro, 93,99%. (Foto: Divulgação / ADAB)

A Bahia avançou mais uma etapa da maratona rumo ao cobiçado status de Zona Livre da Aftosa sem Vacinação, após a carta de compromisso do governo do estado endereçada à ministra da Agricultura (MAPA) Tereza Cristina, reforçando o empenho e detalhando o planejamento para assegurar a conquista da mudança de status sanitário em 2023. “A garantia de rebanhos imunizados significa que os produtos cárneos aqui produzidos terão segurança sanitária com alcance garantido nos mercados mais exigentes em sanidade do mundo, o que beneficia também os produtos da agricultura baiana, gerando mais emprego e renda. O alcance desse status valoriza o rebanho baiano e consequentemente aumenta o patrimônio dos pecuaristas”, contabiliza Maurício Bacelar, diretor-geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB). A ADAB é o braço do governo baiano responsável pelas intervenções agropecuárias necessárias para a conquista do status de zona livre sem vacinação e de implementação do PNEFA (Plano Nacional de Vigilância da Aftosa), coordenado pelo MAPA. O compromisso manifestado pelo governo envolve também a SEAGRI (Secretaria Estadual da Agricultura) e todos os elos da cadeia produtiva em prol do fortalecimento do sistema de vigilância em saúde animal. Participam do Bloco IV além da Bahia, os estados de Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal. A imunização contra a Febre Aftosa envolve bovinos e bubalinos de todas as idades e acontece em duas etapas ao longo do ano. Em 2020, a Bahia vacinou na primeira etapa no mês de maio, 93,65% do seu rebanho, e em novembro, 93,99%. O estado alcançou a nota 1.1, uma das menores pontuações do país na avaliação de probabilidade de risco para reintrodução da Febre Aftosa, em escala que vai até 5, estimada pelo MAPA.

Prazo para preencher CAR e garantir benefícios do Programa de Regularização Ambiental termina no dia 31 de dezembro

  • Agência Brasil
  • 23 Dez 2020
  • 17:53h

A estimativa é de que 6,9 milhões de propriedades rurais estejam declaradas no CAR. (Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil)

Termina no dia 31 de dezembro o prazo para que agricultores e criadores se inscrevam no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e garantam os benefícios do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O cadastro é declaratório e obrigatório para todos os imóveis rurais, assentamentos da reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais e dá acesso a políticas públicas, como o crédito rural. “Se ele tem algum passivo, ele tem que regularizar de alguma forma. O PRA traz benefícios para facilitar esse processo”, frisa a diretora de Cadastro e Fomento Florestal do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Jaine Cubas, ao Brasil 61. O objetivo do CAR é conhecer o território brasileiro, a cobertura dos solos, as áreas protegidas e conhecer a propriedade rural. “Para o proprietário, é bom para ele ter um gerenciamento da propriedade, quais áreas ele pode utilizar e as que ele precisa preservar”, explica Jaine Cubas, complementando ainda que o CAR “é perene e sempre estará aberto para receber novas inscrições e retificações. É um cadastro dinâmico porque a vida no campo é muito dinâmica, mas se o agricultor não preencher o cadastro até dia 31 de dezembro, ele pode perder os benefícios do Programa de Regularização Ambiental.” Hoje, a estimativa é de que 6,9 milhões de propriedades rurais estejam declaradas no CAR. Desses, segundo levantamento do SFB, 58% já aderiram ao Programa de Regularização Ambiental. “No próprio CAR, o agricultor já pode informar se quer ou não aderir ao PRA. Lá ele já informa a intenção dele, depois disso cabe às esferas do governo fornecerem subsídios para essa regularização”, avisa Jaine Cubas, do SFB.

Conab confirma que Brasil terá a maior produção de grãos da história: 265,9 mi de toneladas

  • Redação
  • 10 Dez 2020
  • 12:23h

Foto: Jonas Oliveira/Fotos Pública

O 3º Levantamento da safra de grãos 2020/21, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (10), mantém a tendência de crescimento no que se refere à área plantada e à produção no comparativo com a safra passada. A perspectiva continua sendo de novo recorde, mas houve diminuição frente ao estimado em novembro.

De acordo com a Conab, o Brasil deverá colher 265,9 milhões de toneladas de grãos, ou seja, 9 milhões de toneladas, 3,5 % a mais do que a temporada de 2019/2020. Em relação ao mês passado, houve redução de 3,1 milhões de toneladas, decorrente de problemas climáticos na Região Sul do país.

O levantamento indica também crescimento de 1,6% sobre a área da safra 2019/20, totalizando 67 milhões de hectares. Nesta temporada, soja e milho correspondem a 89% da produção de grãos considerada pela Conab – 16 produtos ao todo.

Para a soja, é estimado crescimento de 3,3% na área e sua produção pode chegar a 134,5 milhões de toneladas, firmando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa. O milho primeira safra tem redução de 2,1% na área. Para a safra total de milho primeira, segunda e terceira safras, a produção estimada totaliza 102,6 milhões de toneladas.

Em novembro, as estimativas eram de 134,95 milhões de t de soja e 104,89 milhões de t de milho. A produção total de feijão no país, somando-se as três safras, continua estimada em 3,1 milhões de toneladas. Dessa produção, 1,9 milhão de toneladas são de feijão-comum cores, 516,8 mil toneladas de feijão-comum preto e 686,7 mil toneladas de feijão-caupi ou macaçar.

Quanto ao arroz, o crescimento é de 3,2% na área e a produção está estimada em 10,9 milhões de toneladas, sendo que 10 milhões de toneladas sairão de áreas irrigadas e 900 mil toneladas, de áreas de sequeiro. Para o algodão, a Conab estima redução de 8,1% na área a ser cultivada, limitando-se a 1,5 milhão de hectares; a produção de pluma é prevista em 2,7 milhões de toneladas. O trigo está em fase final de colheita (safra 2020), com o volume de produção estimado em 6,2 milhões de toneladas.

Exportação – O 3º levantamento mantém a tendência de recorde nas exportações da pluma de algodão. Até novembro deste ano, o total embarcado foi de 1,75 milhão de toneladas, 31% a mais do que o acumulado no mesmo período no ano passado. Em relação ao milho, foram exportadas 27,7 milhões de toneladas no ano-safra atual, o que representa 20% a menos que no mesmo período do ano-safra anterior.

Foi mantida a previsão de exportações em 34,5 milhões de toneladas até o final de janeiro, quando termina a temporada. Em novembro, os embarques alcançaram 4,8 milhões de toneladas, 19% a mais que no mesmo período do ano passado. Para a soja, a Conab estima 83,6 milhões de toneladas em vendas para o mercado externo, sendo que até novembro já foram exportadas 82,9 milhões de toneladas.

Confirmado esse número, haverá recorde da série histórica. Para o próximo ano, são esperadas cerca de 85 milhões de toneladas, o que representaria aumento de 1,67%. Por fim, para o arroz, a reversão do saldo da balança comercial mensal prevista para o período se confirmou, com as exportações de novembro fechando em 72,7 mil toneladas contra uma importação próxima a 188 mil toneladas.

Agronegócio baiano tem crescimento de 5,8% no 3º trimestre

  • Sertão Hoje
  • 08 Dez 2020
  • 18:27h

As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Seplan. (Foto: Alberto Coutinho)

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano registrou expansão de 5,8% no terceiro trimestre de 2020 na comparação com o mesmo trimestre de 2019. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan).

No terceiro trimestre de 2020, o PIB do agronegócio totalizou R$ 17,2 bilhões enquanto o PIB baiano fechou o trimestre em R$ 74 bilhões; com esses resultados, a taxa de participação do agronegócio na economia baiana alcançou 23,4%. No ano, a participação do agronegócio é de 24,4%.

Após um período de retrações em 2019, o ano de 2020 tem sido marcado pelo avanço do setor e, consequentemente, pelo aumento contínuo na participação do PIB total do estado.  Todos os quatro componentes do agronegócio registraram aumento de participação do total do PIB estadual na comparação do 3º trimestre de 2019 e 3º trimestre de 2020. Contribuiu para esse processo a expansão na produção de uma série de lavouras com destaque para cereais (milho, feijão) e lavoura temporária (tomate e batata do reino); além disso, as oscilações positivas de preços na grande maioria do setor agropecuário contribui para esse movimento.

Bahia deve vacinar 3,5 milhões de animais contra a febre aftosa até o fim de novembro, estima Adab

  • Redação
  • 25 Nov 2020
  • 08:48h

A expectativa é de que, após a vacinação de 2021, seja avaliada a possibilidade da retirada da vacina por conta da erradicação da doença na Bahia. (Foto: Mateus Pereira / GOV-BA)

A segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa na Bahia vai até o dia 30 de novembro. A Bahia possui um rebanho com mais de 10 milhões de cabeças de gado e há 23 anos é considerada zona livre de febre aftosa. A expectativa é de que, após a vacinação do próximo ano, seja avaliada a possibilidade da retirada da vacina por conta da erradicação da doença em território baiano.

Segundo o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Maurício Bacelar, a previsão é que sejam vacinados 3,5 milhões de animais no estado. “Iremos vacinar todos os bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses. Mais uma vez, a Adab, a Secretaria da Agricultura e o Governo do Estado contam com a colaboração dos produtores para imunizar o rebanho. É importante destacar que a campanha só se encerra após a declaração de todo o rebanho e esse prazo vai até dia 15 de dezembro. A declaração pode ser feita presencialmente nos escritórios da Adab ou em nosso site”, explica.

A agência possui 384 escritórios espalhados pelos 27 territórios de identidade do estado. Além disso, a vacina de 2ml pode ser comprada pelos produtores rurais em mais de mil pontos de revendas credenciados pela Adab. A avaliação para retirada da vacina dependerá da realização de auditorias e sorologia dos animais. A agência ressalta ainda a necessidade de recadastramento dos produtores, que pode ser feita também no momento da declaração dos animais. O recadastramento consiste na atualização dos dados pessoais do produtor, bem como de informações sobre a propriedade. Esta ação somente pode ser realizada de forma presencial.

A vacinação é voltada para os animais de 0 a 24 meses. De acordo com a Adab, os bezerros mais jovens são os que melhor reagem à vacinação e não apresentam reações significativas. Os produtores que não realizarem a vacinação pagarão multa no valor de R$ 53 por animal. Informações detalhadas sobre a vacinação contra a febre aftosa estão disponíveis no site da Adab - www.adab.ba.gov.br.

Bahia tem maior alta no preço do leite em outubro

  • Redação
  • 03 Nov 2020
  • 14:12h

(Foto: Reprodução)

O preço do leite captado em setembro e pago ao produtor em outubro avançou por mais um mês, renovando o recorde real da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com pesquisas, a “Média Brasil” líquida de outubro teve alta de 1,25%, chegando a R$ 2,1586/litro. A maior alta foi registrada na Bahia, onde a elevação chegou a 6,4%. Em Goiás e Minas Gerais, a valorização de setembro para outubro se limitou a 0,1%, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, as altas estiveram entre 3 e 4,5%. O avanço no preço é explicado pela maior concorrência das indústrias de laticínios pela compra de matéria-prima naquele mês, já que a produção de leite seguiu limitada e abaixo das expectativas dos agentes. Ao mesmo tempo, a demanda por lácteos permaneceu elevada.  Os valores do preço do leite são 53,6% maiores que o registrado no mesmo mês do ano passado, em termos reais. Com isso, o preço do leite no campo registra alta real acumulada de 57,4% desde o início deste ano.

Pecuária 4.0: inteligência artificial auxilia na produtividade de pastagens na Bahia

  • Luciano Almeida
  • 24 Out 2020
  • 13:57h

(Foto: Divulgação)

O Estado da Bahia concentra o nono maior rebanho bovino do país, com 4,8% do total de animais, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As cerca de 10,2 milhões de cabeças de gado contribuem para grande parte do valor da produção regional. Para manter o volume e a importância econômica dessas criações – gerando empregos, produtos de alta qualidade e sustentabilidade – o uso de tecnologias tem se tornado cada vez mais essencial. Nesse sentido, a inteligência artificial tem despontado como uma importante aliada do produtor.

O mercado baiano está recebendo, a partir deste mês, a tecnologia mais moderna do mundo para o manejo fitossanitário aéreo de pastagens para pecuária. Três aeronaves foram equipadas com um dispositivo que captura imagens de altíssima precisão, a uma resolução de 0,3 mm/pixel, podendo percorrer até 5 mil hectares por dia, em velocidade de 200 km/h. Essas imagens são potentes ao ponto de, em apenas um sobrevoo, identificar problemas do topo das plantas até o nível do solo.

Esse projeto, batizado de FlyUP, será posto em prática de forma exclusiva pela UPL, uma das cinco maiores empresas de soluções agrícolas do mundo, que também tem se focado em inovações digitais que beneficiem o universo da chamada Pecuária 4.0. A ação é um dos pilares do investimento de US$ 200 milhões que a empresa de origem indiana fará no Brasil pelos próximos anos, visando contribuir para o desenvolvimento constante e as altas produtividades no agronegócio nacional.

A partir do sobrevoo equipado com o dispositivo de inteligência artificial, os produtores receberão informações e insights sobre a cultura de forma imediata, identificando os primeiros sinais do surgimento de plantas daninhas, doenças fúngicas e até deficiências nutricionais, tendo em vista que esses são problemas constante em pastagens de todo o país, garantindo o sucesso da mais importante cultura animal do Brasil, que é a criação de gado para a produção de carne e de leite.

O impacto das pragas e doenças nas pastagens é elevado, tendo em vista o alto investimento feito pelos agricultores no combate a esses problemas. Apenas no primeiro semestre deste ano, 13,6 milhões de hectares de pastos foram tratados com defensivos agrícolas. Com isso, US$ 60 milhões foram aplicados nessas soluções, evitando deficiências na alimentação dos rebanhos – algo que poderia elevar o preço da carne e do leite ao consumidor. Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O projeto FlyUP é a evolução de projetos de mapeamento de cultivos. Com análises dinâmicas, ágeis e precisas (validadas sempre por um pesquisador científico), o detalhamento dos problemas fitossanitários e o gerenciamento das informações em tempo real permitem tomadas de decisão mais rápidas e assertivas, visando a racionalização e a solução dos problemas a partir do uso de defensivos agrícolas com sustentabilidade econômica e ambiental.

Com base no voo e no cruzamento de informações especializadas, a inteligência artificial oferece altíssima precisão e emite relatórios sobre as condições do campo, indicando o tipo de ameaça, bem como a espécie e a infestação, além de elementos que auxiliam na escolha do tratamento mais adequado. Essa tecnologia exclusiva faz parte da essência da UPL através do conceito OpenAg – uma empresa aberta à agricultura inovadora. Sem limites, sem fronteiras.

Plano AgroNordeste, do BNB, libera R$ 2,8 bi em 440 mil operações

  • Redação
  • 08 Out 2020
  • 14:57h

Programa é desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura; na Bahia foram alocados R$ 642,3 milhões | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

O Plano AgroNordeste liberou este ano R$ 2,811 bilhões em 440 mil operações de financiamento para 10 estados. A linha foi lançada no ano passado, por meio do Banco do Nordeste e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastacimento. Além dos nove estados nordestinos, áreas do norte de Minas Gerais podem contar com recursos do plano. O AgroNordeste atua em 230 municípios, divididos em 14 territórios e com população rural de 1,7 milhão de pessoas. Na Bahia, foram investidos R$ 642,3 milhões, equivalentes a 38,8 mil operações, no território Irecê e Jacobina. Segundo o BNB, o plano pode ser acessado por empreendedores de todos os portes e atividades econômicas, inclusive operações para instalação de placas solares nas residências.

Ministério da Agricultura confirma peste suína clássica no Piauí

  • Agência Brasil
  • 06 Out 2020
  • 06:57h

Caso ocorreu em criatório de suínos para subsistência | Foto: divulgação/Governo Federal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou nesta segunda-feira (5) um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Pedro Leopoldo (MG), por técnica de diagnóstico molecular (RT-PCR em Tempo Real).

O caso ocorreu no município de Parnaíba, norte do estado, em criatório de suínos para subsistência. Segundo o ministério, o estado é localizado fora da zona reconhecida como livre de PSC pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

“A ocorrência já foi notificada pelo Ministério à OIE e não há justificativas para restrições ao comércio internacional de suínos e seus produtos. O último foco de PSC no Piauí foi encerrado em novembro de 2019”, afirmou a pasta por meio de nota.

O ministério informou ainda que a propriedade em que se identificou o foco da doença foi interditada e o serviço veterinário estadual está adotando os procedimentos determinados pela pasta para eliminação do foco, incluindo sacrifício dos suínos e desinfecção da propriedade afetada, além de investigações para rastreamento de provável origem e vínculos epidemiológicos.

Peste Suína Clássica 

A Peste Suína Clássica (PSC), também conhecida como febre suína ou cólera dos porcos, é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta somente suínos e javalis. Não oferece riscos à saúde humana e não tem impacto na saúde pública.

O estado do Piauí faz parte da zona não reconhecida como livre de PSC, juntamente com outros 10 estados (AL, AM, RR, PA, AP, MA, CE, RN, PB, PE). Os limites entre as zonas livre e não livre de PSC são protegidos por barreiras naturais e postos de ?scalização, onde procedimentos de vigilância e mitigação de risco para evitar a introdução da doença são adotados continuamente.

A zona livre de PSC do Brasil concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira. Toda a exportação brasileira de suínos e seus produtos são oriundas da zona livre, que incorpora 15 estados brasileiros e o Distrito Federal (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, DF, RJ, ES, BA, SE, TO, RO e AC), e não registra ocorrência da doença de PSC desde janeiro de 1998.

Projeto prevê crédito e assistência para microempreendedoras rurais

  • Agência Câmara Notícias
  • 05 Out 2020
  • 06:42h

Poderá ser oferecida uma linha específica de empréstimos pelo BNDES, com taxa de juros iguais ou inferiores à Selic | foto: Reprodução

O Projeto de Lei 2501/20 obriga o Poder Executivo a privilegiar a concessão de crédito e assistência técnica para as mulheres do campo que exerçam atividade microempreendedora, em regime familiar. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A proposta é do deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG) e de outros 9 deputados do PSB. Pelo texto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá abrir uma linha de crédito específica para as microempreendedoras rurais, com taxa de juros iguais ou inferiores à taxa Selic. O recurso deverá ser depositado no banco onde a empreendedora tiver conta.

As mulheres também terão acesso a recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para aplicar em atividades inovadoras. A Finep é uma estatal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O deputado Vilson da Fetaemg afirma que hoje não existe uma política para incentivar as microempreendedoras que trabalham na agricultura, extrativismo, pequenas agroindústrias, turismo rural e artesanato. O projeto visa resolver essa lacuna.

“Consideramos essencial estipular as condições para que sejam conferidos incentivos a esse tão especial segmento de nossa economia”, diz o parlamentar.