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Governo da Bahia sela compromisso para se tornar zona livre de Febre Aftosa sem vacinação

  • ADAB
  • 15 Jan 2021
  • 17:12h

Em 2020, a Bahia vacinou na primeira etapa no mês de maio, 93,65% do seu rebanho, e em novembro, 93,99%. (Foto: Divulgação / ADAB)

A Bahia avançou mais uma etapa da maratona rumo ao cobiçado status de Zona Livre da Aftosa sem Vacinação, após a carta de compromisso do governo do estado endereçada à ministra da Agricultura (MAPA) Tereza Cristina, reforçando o empenho e detalhando o planejamento para assegurar a conquista da mudança de status sanitário em 2023. “A garantia de rebanhos imunizados significa que os produtos cárneos aqui produzidos terão segurança sanitária com alcance garantido nos mercados mais exigentes em sanidade do mundo, o que beneficia também os produtos da agricultura baiana, gerando mais emprego e renda. O alcance desse status valoriza o rebanho baiano e consequentemente aumenta o patrimônio dos pecuaristas”, contabiliza Maurício Bacelar, diretor-geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB). A ADAB é o braço do governo baiano responsável pelas intervenções agropecuárias necessárias para a conquista do status de zona livre sem vacinação e de implementação do PNEFA (Plano Nacional de Vigilância da Aftosa), coordenado pelo MAPA. O compromisso manifestado pelo governo envolve também a SEAGRI (Secretaria Estadual da Agricultura) e todos os elos da cadeia produtiva em prol do fortalecimento do sistema de vigilância em saúde animal. Participam do Bloco IV além da Bahia, os estados de Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal. A imunização contra a Febre Aftosa envolve bovinos e bubalinos de todas as idades e acontece em duas etapas ao longo do ano. Em 2020, a Bahia vacinou na primeira etapa no mês de maio, 93,65% do seu rebanho, e em novembro, 93,99%. O estado alcançou a nota 1.1, uma das menores pontuações do país na avaliação de probabilidade de risco para reintrodução da Febre Aftosa, em escala que vai até 5, estimada pelo MAPA.

Prazo para preencher CAR e garantir benefícios do Programa de Regularização Ambiental termina no dia 31 de dezembro

  • Agência Brasil
  • 23 Dez 2020
  • 17:53h

A estimativa é de que 6,9 milhões de propriedades rurais estejam declaradas no CAR. (Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil)

Termina no dia 31 de dezembro o prazo para que agricultores e criadores se inscrevam no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e garantam os benefícios do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O cadastro é declaratório e obrigatório para todos os imóveis rurais, assentamentos da reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais e dá acesso a políticas públicas, como o crédito rural. “Se ele tem algum passivo, ele tem que regularizar de alguma forma. O PRA traz benefícios para facilitar esse processo”, frisa a diretora de Cadastro e Fomento Florestal do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Jaine Cubas, ao Brasil 61. O objetivo do CAR é conhecer o território brasileiro, a cobertura dos solos, as áreas protegidas e conhecer a propriedade rural. “Para o proprietário, é bom para ele ter um gerenciamento da propriedade, quais áreas ele pode utilizar e as que ele precisa preservar”, explica Jaine Cubas, complementando ainda que o CAR “é perene e sempre estará aberto para receber novas inscrições e retificações. É um cadastro dinâmico porque a vida no campo é muito dinâmica, mas se o agricultor não preencher o cadastro até dia 31 de dezembro, ele pode perder os benefícios do Programa de Regularização Ambiental.” Hoje, a estimativa é de que 6,9 milhões de propriedades rurais estejam declaradas no CAR. Desses, segundo levantamento do SFB, 58% já aderiram ao Programa de Regularização Ambiental. “No próprio CAR, o agricultor já pode informar se quer ou não aderir ao PRA. Lá ele já informa a intenção dele, depois disso cabe às esferas do governo fornecerem subsídios para essa regularização”, avisa Jaine Cubas, do SFB.

Conab confirma que Brasil terá a maior produção de grãos da história: 265,9 mi de toneladas

  • Redação
  • 10 Dez 2020
  • 12:23h

Foto: Jonas Oliveira/Fotos Pública

O 3º Levantamento da safra de grãos 2020/21, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (10), mantém a tendência de crescimento no que se refere à área plantada e à produção no comparativo com a safra passada. A perspectiva continua sendo de novo recorde, mas houve diminuição frente ao estimado em novembro.

De acordo com a Conab, o Brasil deverá colher 265,9 milhões de toneladas de grãos, ou seja, 9 milhões de toneladas, 3,5 % a mais do que a temporada de 2019/2020. Em relação ao mês passado, houve redução de 3,1 milhões de toneladas, decorrente de problemas climáticos na Região Sul do país.

O levantamento indica também crescimento de 1,6% sobre a área da safra 2019/20, totalizando 67 milhões de hectares. Nesta temporada, soja e milho correspondem a 89% da produção de grãos considerada pela Conab – 16 produtos ao todo.

Para a soja, é estimado crescimento de 3,3% na área e sua produção pode chegar a 134,5 milhões de toneladas, firmando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa. O milho primeira safra tem redução de 2,1% na área. Para a safra total de milho primeira, segunda e terceira safras, a produção estimada totaliza 102,6 milhões de toneladas.

Em novembro, as estimativas eram de 134,95 milhões de t de soja e 104,89 milhões de t de milho. A produção total de feijão no país, somando-se as três safras, continua estimada em 3,1 milhões de toneladas. Dessa produção, 1,9 milhão de toneladas são de feijão-comum cores, 516,8 mil toneladas de feijão-comum preto e 686,7 mil toneladas de feijão-caupi ou macaçar.

Quanto ao arroz, o crescimento é de 3,2% na área e a produção está estimada em 10,9 milhões de toneladas, sendo que 10 milhões de toneladas sairão de áreas irrigadas e 900 mil toneladas, de áreas de sequeiro. Para o algodão, a Conab estima redução de 8,1% na área a ser cultivada, limitando-se a 1,5 milhão de hectares; a produção de pluma é prevista em 2,7 milhões de toneladas. O trigo está em fase final de colheita (safra 2020), com o volume de produção estimado em 6,2 milhões de toneladas.

Exportação – O 3º levantamento mantém a tendência de recorde nas exportações da pluma de algodão. Até novembro deste ano, o total embarcado foi de 1,75 milhão de toneladas, 31% a mais do que o acumulado no mesmo período no ano passado. Em relação ao milho, foram exportadas 27,7 milhões de toneladas no ano-safra atual, o que representa 20% a menos que no mesmo período do ano-safra anterior.

Foi mantida a previsão de exportações em 34,5 milhões de toneladas até o final de janeiro, quando termina a temporada. Em novembro, os embarques alcançaram 4,8 milhões de toneladas, 19% a mais que no mesmo período do ano passado. Para a soja, a Conab estima 83,6 milhões de toneladas em vendas para o mercado externo, sendo que até novembro já foram exportadas 82,9 milhões de toneladas.

Confirmado esse número, haverá recorde da série histórica. Para o próximo ano, são esperadas cerca de 85 milhões de toneladas, o que representaria aumento de 1,67%. Por fim, para o arroz, a reversão do saldo da balança comercial mensal prevista para o período se confirmou, com as exportações de novembro fechando em 72,7 mil toneladas contra uma importação próxima a 188 mil toneladas.

Agronegócio baiano tem crescimento de 5,8% no 3º trimestre

  • Sertão Hoje
  • 08 Dez 2020
  • 18:27h

As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Seplan. (Foto: Alberto Coutinho)

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano registrou expansão de 5,8% no terceiro trimestre de 2020 na comparação com o mesmo trimestre de 2019. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan).

No terceiro trimestre de 2020, o PIB do agronegócio totalizou R$ 17,2 bilhões enquanto o PIB baiano fechou o trimestre em R$ 74 bilhões; com esses resultados, a taxa de participação do agronegócio na economia baiana alcançou 23,4%. No ano, a participação do agronegócio é de 24,4%.

Após um período de retrações em 2019, o ano de 2020 tem sido marcado pelo avanço do setor e, consequentemente, pelo aumento contínuo na participação do PIB total do estado.  Todos os quatro componentes do agronegócio registraram aumento de participação do total do PIB estadual na comparação do 3º trimestre de 2019 e 3º trimestre de 2020. Contribuiu para esse processo a expansão na produção de uma série de lavouras com destaque para cereais (milho, feijão) e lavoura temporária (tomate e batata do reino); além disso, as oscilações positivas de preços na grande maioria do setor agropecuário contribui para esse movimento.

Bahia deve vacinar 3,5 milhões de animais contra a febre aftosa até o fim de novembro, estima Adab

  • Redação
  • 25 Nov 2020
  • 08:48h

A expectativa é de que, após a vacinação de 2021, seja avaliada a possibilidade da retirada da vacina por conta da erradicação da doença na Bahia. (Foto: Mateus Pereira / GOV-BA)

A segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa na Bahia vai até o dia 30 de novembro. A Bahia possui um rebanho com mais de 10 milhões de cabeças de gado e há 23 anos é considerada zona livre de febre aftosa. A expectativa é de que, após a vacinação do próximo ano, seja avaliada a possibilidade da retirada da vacina por conta da erradicação da doença em território baiano.

Segundo o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Maurício Bacelar, a previsão é que sejam vacinados 3,5 milhões de animais no estado. “Iremos vacinar todos os bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses. Mais uma vez, a Adab, a Secretaria da Agricultura e o Governo do Estado contam com a colaboração dos produtores para imunizar o rebanho. É importante destacar que a campanha só se encerra após a declaração de todo o rebanho e esse prazo vai até dia 15 de dezembro. A declaração pode ser feita presencialmente nos escritórios da Adab ou em nosso site”, explica.

A agência possui 384 escritórios espalhados pelos 27 territórios de identidade do estado. Além disso, a vacina de 2ml pode ser comprada pelos produtores rurais em mais de mil pontos de revendas credenciados pela Adab. A avaliação para retirada da vacina dependerá da realização de auditorias e sorologia dos animais. A agência ressalta ainda a necessidade de recadastramento dos produtores, que pode ser feita também no momento da declaração dos animais. O recadastramento consiste na atualização dos dados pessoais do produtor, bem como de informações sobre a propriedade. Esta ação somente pode ser realizada de forma presencial.

A vacinação é voltada para os animais de 0 a 24 meses. De acordo com a Adab, os bezerros mais jovens são os que melhor reagem à vacinação e não apresentam reações significativas. Os produtores que não realizarem a vacinação pagarão multa no valor de R$ 53 por animal. Informações detalhadas sobre a vacinação contra a febre aftosa estão disponíveis no site da Adab - www.adab.ba.gov.br.

Bahia tem maior alta no preço do leite em outubro

  • Redação
  • 03 Nov 2020
  • 14:12h

(Foto: Reprodução)

O preço do leite captado em setembro e pago ao produtor em outubro avançou por mais um mês, renovando o recorde real da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com pesquisas, a “Média Brasil” líquida de outubro teve alta de 1,25%, chegando a R$ 2,1586/litro. A maior alta foi registrada na Bahia, onde a elevação chegou a 6,4%. Em Goiás e Minas Gerais, a valorização de setembro para outubro se limitou a 0,1%, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, as altas estiveram entre 3 e 4,5%. O avanço no preço é explicado pela maior concorrência das indústrias de laticínios pela compra de matéria-prima naquele mês, já que a produção de leite seguiu limitada e abaixo das expectativas dos agentes. Ao mesmo tempo, a demanda por lácteos permaneceu elevada.  Os valores do preço do leite são 53,6% maiores que o registrado no mesmo mês do ano passado, em termos reais. Com isso, o preço do leite no campo registra alta real acumulada de 57,4% desde o início deste ano.

Pecuária 4.0: inteligência artificial auxilia na produtividade de pastagens na Bahia

  • Luciano Almeida
  • 24 Out 2020
  • 13:57h

(Foto: Divulgação)

O Estado da Bahia concentra o nono maior rebanho bovino do país, com 4,8% do total de animais, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As cerca de 10,2 milhões de cabeças de gado contribuem para grande parte do valor da produção regional. Para manter o volume e a importância econômica dessas criações – gerando empregos, produtos de alta qualidade e sustentabilidade – o uso de tecnologias tem se tornado cada vez mais essencial. Nesse sentido, a inteligência artificial tem despontado como uma importante aliada do produtor.

O mercado baiano está recebendo, a partir deste mês, a tecnologia mais moderna do mundo para o manejo fitossanitário aéreo de pastagens para pecuária. Três aeronaves foram equipadas com um dispositivo que captura imagens de altíssima precisão, a uma resolução de 0,3 mm/pixel, podendo percorrer até 5 mil hectares por dia, em velocidade de 200 km/h. Essas imagens são potentes ao ponto de, em apenas um sobrevoo, identificar problemas do topo das plantas até o nível do solo.

Esse projeto, batizado de FlyUP, será posto em prática de forma exclusiva pela UPL, uma das cinco maiores empresas de soluções agrícolas do mundo, que também tem se focado em inovações digitais que beneficiem o universo da chamada Pecuária 4.0. A ação é um dos pilares do investimento de US$ 200 milhões que a empresa de origem indiana fará no Brasil pelos próximos anos, visando contribuir para o desenvolvimento constante e as altas produtividades no agronegócio nacional.

A partir do sobrevoo equipado com o dispositivo de inteligência artificial, os produtores receberão informações e insights sobre a cultura de forma imediata, identificando os primeiros sinais do surgimento de plantas daninhas, doenças fúngicas e até deficiências nutricionais, tendo em vista que esses são problemas constante em pastagens de todo o país, garantindo o sucesso da mais importante cultura animal do Brasil, que é a criação de gado para a produção de carne e de leite.

O impacto das pragas e doenças nas pastagens é elevado, tendo em vista o alto investimento feito pelos agricultores no combate a esses problemas. Apenas no primeiro semestre deste ano, 13,6 milhões de hectares de pastos foram tratados com defensivos agrícolas. Com isso, US$ 60 milhões foram aplicados nessas soluções, evitando deficiências na alimentação dos rebanhos – algo que poderia elevar o preço da carne e do leite ao consumidor. Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O projeto FlyUP é a evolução de projetos de mapeamento de cultivos. Com análises dinâmicas, ágeis e precisas (validadas sempre por um pesquisador científico), o detalhamento dos problemas fitossanitários e o gerenciamento das informações em tempo real permitem tomadas de decisão mais rápidas e assertivas, visando a racionalização e a solução dos problemas a partir do uso de defensivos agrícolas com sustentabilidade econômica e ambiental.

Com base no voo e no cruzamento de informações especializadas, a inteligência artificial oferece altíssima precisão e emite relatórios sobre as condições do campo, indicando o tipo de ameaça, bem como a espécie e a infestação, além de elementos que auxiliam na escolha do tratamento mais adequado. Essa tecnologia exclusiva faz parte da essência da UPL através do conceito OpenAg – uma empresa aberta à agricultura inovadora. Sem limites, sem fronteiras.

Plano AgroNordeste, do BNB, libera R$ 2,8 bi em 440 mil operações

  • Redação
  • 08 Out 2020
  • 14:57h

Programa é desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura; na Bahia foram alocados R$ 642,3 milhões | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

O Plano AgroNordeste liberou este ano R$ 2,811 bilhões em 440 mil operações de financiamento para 10 estados. A linha foi lançada no ano passado, por meio do Banco do Nordeste e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastacimento. Além dos nove estados nordestinos, áreas do norte de Minas Gerais podem contar com recursos do plano. O AgroNordeste atua em 230 municípios, divididos em 14 territórios e com população rural de 1,7 milhão de pessoas. Na Bahia, foram investidos R$ 642,3 milhões, equivalentes a 38,8 mil operações, no território Irecê e Jacobina. Segundo o BNB, o plano pode ser acessado por empreendedores de todos os portes e atividades econômicas, inclusive operações para instalação de placas solares nas residências.

Ministério da Agricultura confirma peste suína clássica no Piauí

  • Agência Brasil
  • 06 Out 2020
  • 06:57h

Caso ocorreu em criatório de suínos para subsistência | Foto: divulgação/Governo Federal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou nesta segunda-feira (5) um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Pedro Leopoldo (MG), por técnica de diagnóstico molecular (RT-PCR em Tempo Real).

O caso ocorreu no município de Parnaíba, norte do estado, em criatório de suínos para subsistência. Segundo o ministério, o estado é localizado fora da zona reconhecida como livre de PSC pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

“A ocorrência já foi notificada pelo Ministério à OIE e não há justificativas para restrições ao comércio internacional de suínos e seus produtos. O último foco de PSC no Piauí foi encerrado em novembro de 2019”, afirmou a pasta por meio de nota.

O ministério informou ainda que a propriedade em que se identificou o foco da doença foi interditada e o serviço veterinário estadual está adotando os procedimentos determinados pela pasta para eliminação do foco, incluindo sacrifício dos suínos e desinfecção da propriedade afetada, além de investigações para rastreamento de provável origem e vínculos epidemiológicos.

Peste Suína Clássica 

A Peste Suína Clássica (PSC), também conhecida como febre suína ou cólera dos porcos, é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta somente suínos e javalis. Não oferece riscos à saúde humana e não tem impacto na saúde pública.

O estado do Piauí faz parte da zona não reconhecida como livre de PSC, juntamente com outros 10 estados (AL, AM, RR, PA, AP, MA, CE, RN, PB, PE). Os limites entre as zonas livre e não livre de PSC são protegidos por barreiras naturais e postos de ?scalização, onde procedimentos de vigilância e mitigação de risco para evitar a introdução da doença são adotados continuamente.

A zona livre de PSC do Brasil concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira. Toda a exportação brasileira de suínos e seus produtos são oriundas da zona livre, que incorpora 15 estados brasileiros e o Distrito Federal (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, DF, RJ, ES, BA, SE, TO, RO e AC), e não registra ocorrência da doença de PSC desde janeiro de 1998.

Projeto prevê crédito e assistência para microempreendedoras rurais

  • Agência Câmara Notícias
  • 05 Out 2020
  • 06:42h

Poderá ser oferecida uma linha específica de empréstimos pelo BNDES, com taxa de juros iguais ou inferiores à Selic | foto: Reprodução

O Projeto de Lei 2501/20 obriga o Poder Executivo a privilegiar a concessão de crédito e assistência técnica para as mulheres do campo que exerçam atividade microempreendedora, em regime familiar. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A proposta é do deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG) e de outros 9 deputados do PSB. Pelo texto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá abrir uma linha de crédito específica para as microempreendedoras rurais, com taxa de juros iguais ou inferiores à taxa Selic. O recurso deverá ser depositado no banco onde a empreendedora tiver conta.

As mulheres também terão acesso a recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para aplicar em atividades inovadoras. A Finep é uma estatal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O deputado Vilson da Fetaemg afirma que hoje não existe uma política para incentivar as microempreendedoras que trabalham na agricultura, extrativismo, pequenas agroindústrias, turismo rural e artesanato. O projeto visa resolver essa lacuna.

“Consideramos essencial estipular as condições para que sejam conferidos incentivos a esse tão especial segmento de nossa economia”, diz o parlamentar.

Bahia Produtiva investe na agricultura familiar e muda a vida da mulher e do homem do campo

  • Política Livre
  • 03 Out 2020
  • 18:41h

(Foto: AgroemDia)

O Projeto Bahia Produtiva tem mudado a realidade da agricultura familiar na Bahia com o financiamento de projetos de inclusão produtiva e acesso ao mercado, assim como a implantação de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário nas comunidades mais pobres em todas as regiões do estado. Entre 2015 e 2020, foram selecionados 1.249 projetos de empreendimentos familiares, totalizando investimentos conveniados e a conveniar de R$ 539 milhões, beneficiando diretamente 41.490 famílias. Em toda a Bahia, o projeto tem apoiado várias comunidades, a exemplo da Associação Indígena Pataxó da Aldeia Meio da Mata, de Porto Seguro, que recebeu financiamento para construção de uma casa de farinha com cozinha, câmara fria, galpão comunitário e a aquisição de um trator com implementos agrícolas. Para o presidente da união de produtores, o investimento é essencial para que eles possam produzir melhores produtos com maior valor agregado. “Esse projeto é muito importante para que nossa produção seja mais extensa e variada, aumentando a renda e dando mais qualidade de vida para as nossas famílias”.

Wilson Dias, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que executa o Bahia Produtiva, explicou que os principais objetivos dos investimentos são gerar e ampliar a renda dos agricultores familiares a partir da qualificação e expansão dos seus sistemas produtivos, baseando-se nas potencialidades e oportunidades locais nos diversos biomas do estado e na agroindustrialização e comercialização dos produtos, de acordo com o que requisita o mercado.

“Trata-se da profissionalização deste importante segmento da sociedade baiana que, apesar de representar quase 30% da nossa população, historicamente foi visto e tratado pelas políticas públicas exclusivamente com ações de favorecimento à subsistência. Esta profissionalização está ancorada na aplicação de tecnologias modernas que vão desde métodos mais eficazes de assistência técnica, disponibilização de equipamentos e insumos que incrementam a produtividade das lavouras e dos criatórios, até ações inovadoras de agregação de valor com o beneficiamento da produção, e inteligência de mercado, com o estabelecimento de parcerias estratégicas com o setor privado”.

Pandemia não interrompeu ações

Mesmo enquanto combate a pandemia de Covid-19, o Governo do Estado manteve iniciativas de apoio aos agricultores familiares, a exemplo dos guias com orientações sobre a manutenção dos serviços de assessoria comunitária e dos serviços de assessoria para os profissionais de apoio técnico na gestão e base produtiva. Também foram mantidos todos os serviços para contratação e execução dos investimentos por parte das organizações apoiadas, o apoio a acesso a mercados, com o atendimento individualizado, e na divulgação e ativação de produtos.

Além disso, foram realizados novos investimentos com o lançamento do edital de Segurança Alimentar e Nutricional, no valor de R$15 milhões, para atender 10 mil famílias de agricultores familiares na produção de alimentos, e a Campanha Viva a Feira Viva & Feira Segura, desenvolvida pela SDR, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), que tem como proposta a readequação das feiras livres e mercados municipais.

Editais

O projeto é executado a partir de um Acordo de Empréstimo firmado entre o Estado e o Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial). São contemplados editais para apicultura, bovinocultura, caprinovinocultura, aquicultura e pesca, mandiocultura, oleaginosas, fruticultura, alianças produtivas, socioambientais indígenas, socioambientais quilombolas, angroindustria, biodiversidade, segurança alimentar e nutricional e outros projetos socioambientais.

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Área plantada com trigo na Bahia pode alcançar 20 mil hectares nos próximos anos

  • Redação
  • 28 Set 2020
  • 11:41h

(Foto: Reprodução)

Com potencial de expansão da área plantada para pelo menos 20 mil hectares nos próximos anos com o uso de tecnologias de manejo e de variedades atuais, a triticultura no eeste da Bahia pode contribuir na busca pela autossuficiência do Brasil no cereal. Das cerca de 12,5 milhões de toneladas consumidas internamente, apenas 6,81 milhões de toneladas deverão ser produzidas no país em 2020, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O oeste baiano faz parte do Matopiba, fronteira agrícola nacional da atualidade que integra o Cerrado do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia, sendo responsável por grande parte da produção nacional de grãos como soja e milho, e de fibras como o algodão.

Na região, o trigo é plantado em sistema irrigado, em rotação com a soja, o milho ou o algodão sob pivô, cultivos voltados à produção de sementes ou plumas, respectivamente. Nesses sistemas, o trigo atua quebrando ciclos de pragas e doenças, além de reduzir a infestação de plantas daninhas e de deixar, após a colheita, uma palhada de boa qualidade. Já o trigo em sistema de sequeiro, apesar de ser pontualmente testado por alguns produtores, praticamente não é cultivado devido ao maior risco representado pelos solos arenosos da região, que têm menor capacidade de retenção de água.

Estimativas da Conab apontam que a área plantada com trigo na Bahia neste ano – quase a totalidade na região oeste – ainda é pequena, de cerca de 3 mil hectares, mas pesquisadores acreditam que possa alcançar rapidamente 20 mil hectares nos próximos anos. A produção estimada para 2020 é de cerca de 17 mil toneladas, o equivalente a uma produtividade média de 5,66 ton/ha (ou 94,4 sc/ha), bem superior à média nacional de 2,9 ton/ha (ou 48,3 sc/ha) projetada para o ano.

“Mas há produtores que chegam a produzir 7 ton/ha (116,6 sc/ha) seguindo as recomendações de manejo e plantando variedades mais modernas”, aponta o pesquisador Julio Albrecht, da Embrapa Cerrados (DF).

Ele lembra que a Embrapa atua com o trigo na região desde meados da década de 1980, com o plantio de ensaios de valor de cultivo e uso (VCU) em áreas de produtores. Exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os ensaios de VCU são realizados para comprovar, em condições de cultivo, o valor agronômico de linhagens candidatas a cultivares, segundo normas elaboradas pelo próprio Ministério.

A Embrapa tem atualmente conduzido e avaliado experimentos com novas variedades e linhagens de trigo na região. As variedades também são avaliadas pelos produtores em campos experimentais e lavouras comerciais, observando as recomendações de manejo prescritas pela pesquisa científica. “Na medida em que fomos lançando novas variedades, a área cultivada foi aumentando, sobretudo de 2005 para cá”, diz Albrecht.

As condições climáticas e geográficas favoráveis ao cultivo do trigo irrigado no Oeste baiano são semelhantes às do Brasil Central (Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais), local onde foram selecionadas as cultivares da Embrapa para o Bioma Cerrado. Temperaturas elevadas durante o dia e amenas à noite, dias com alta luminosidade e altitudes que variam de 600 a 1.000 metros são fatores que influenciam positivamente na produtividade e na qualidade industrial dos grãos, considerada uma das melhores do mundo.

As recomendações de plantio, de manejo e de controle de pragas e doenças da cultura para a região se assemelham às preconizadas para o Brasil Central, sendo também a brusone a doença mais recorrente. “Com os mesmos cuidados preventivos e recomendações, os produtores têm conseguido escapar da doença ou minimizar os seus efeitos”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados.

Segundo Cleber Soares, diretor de Inovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a tropicalização do trigo, por meio do processo de inovação, é um exemplo claro da importância da pesquisa e da inovação na agropecuária.

“O trigo, que é uma cultura originalmente de clima temperado, que há décadas passadas era produzido quase exclusivamente na região Sul do Brasil, hoje graças à inovação agropecuária brasileira é possível cultivar no cerrado brasileiro, inclusive no Nordeste e em parte da região da caatinga. Isso mostra, a exemplo de outras culturas como a soja, que com inovação é possível expandir a produção agropecuária e, sobretudo, ofertar mais alimento na mesa do consumidor e do cidadão brasileiro”, diz o diretor, lembrando a recente colheita de trigo no estado do Ceará.

Para Soares, a expansão do cultivo poderá tornar o Brasil um grande produtor mundial de trigo. “A nossa perspectiva é de que, com o avanço do trigo tropical na região do Cerrado e no Nordeste Brasileiro, esperamos em um horizonte de tempo de curto prazo, quem sabe até em dois anos deixarmos de importar trigo e, por que não, pensarmos até em exportar trigo para o mundo”, afirma o diretor do Mapa.

Celso Moretti, presidente da Embrapa, diz que, depois de "tropicalizar" diversos tipos de plantas e animais nas últimas décadas, o Brasil agora trabalha para a "tropicalização" do trigo. "Estamos trazendo trigo para os trópicos. No entorno do DF, já temos trigo de alta qualidade. E tivemos a satisfação da primeira colheita no Ceará".

OPÇÃO PARA O PRODUTOR

Osvino Fábio Ricardi, proprietário da Fazenda Savana, em Riachão das Neves (BA), acredita no aumento da área plantada de trigo no Oeste da Bahia nos próximos anos. “A tendência é de aumento porque a área com agricultura irrigada está aumentando e o trigo é uma opção para a rotação de culturas. Não é a cultura mais rentável, mas é rápida e tranquila”, afirma, destacando a qualidade do grão colhido na região, que tem peso do hectolitro (PH)* variando de 82 a 85, o que indica boa qualidade.

Em 2020, foram plantados 1.625 hectares de trigo na propriedade. “Este ano, a realidade climática foi mais favorável”, observa. A expectativa do produtor é colher 6 ton/ha (ou 100 sc/ha) na atual safra, superando as 5,8 ton/ha (ou 96,66 sc/ha) obtidas em 2019.

Para o próximo ano, ele espera plantar entre 800 e 1.200 hectares, conforme o planejamento de rotação de culturas estabelecido pela fazenda. “Muitos produtores tiveram sucesso este ano e há o interesse em continuar plantando”, comenta, lembrando que, como o ciclo da cultura na região varia de 90 a 110 dias, o rendimento médio fica em torno de 1 sc/ha/dia.

Consultor em trigo na fazenda, o engenheiro agrônomo Pedro Matana Jr. conta que o primeiro plantio do cereal na propriedade ocorreu na safra de 2010, em uma área de algodão com soja e milho em rotação sob pivô de irrigação. Ele explica que a opção por plantar trigo na área, que apresentava boa fertilidade, se deveu à presença de nematoides. “Avaliamos táticas de controle químico e biológico e decidimos colocar uma planta nova. Hoje, sabemos que o trigo tem baixo fator de reprodução de nematoides, de acordo com avaliações”, diz.

Ele lembra que a elevada produtividade média obtida naquele ano, de 7,5 ton/ha (ou 125 sc/ha), estimulou vizinhos a plantarem o trigo nas safras seguintes. “Nós mesmos não continuamos plantando porque o preço do algodão ficou mais atrativo, mas ficamos com a boa lembrança do trigo”.

Tanto que, em 2015, a fazenda voltou a plantar o cereal, realizando, inclusive, um dia de campo para demonstrar a viabilidade na região. Segundo Matana, diversos produtores passaram a cultivá-lo, mesmo que em áreas pequenas e não em todos anos. “O maior estímulo não é o financeiro. Geralmente, são grandes produtores com algum problema agronômico, já que o trigo, no mínimo, aumenta a diversidade de plantas na área. E outros ainda não ocultivam porque ainda não há moinhos em operação na região”, explica

O consultor, que também visita trigais em outras propriedades da região, observa que nem todos os produtores foram bem sucedidos com a cultura, por terem tomado decisões de manejo de forma reativa, sem planejamento. Por isso, ele atenta para a necessidade de compreensão das especificidades de manejo da cultura para o Cerrado baiano. “Muitos produtores conhecem o trigo do Sul, mas ainda não entenderam que aqui tanto a estratégia de manejo como as ameaças são diferentes. Você trabalha com outra adubação, outra população de plantas, regulador de crescimento etc.”, explica.

Ao longo dos últimos 10 anos, o consultor tem observado que, se por um lado há uma sazonalidade de produtividade na região, por outro há a segurança de se produzir um trigo de qualidade pão ou melhorador. “Podemos colher, na média, o mesmo que no Sul do País, mas tudo de grãos melhoradores”.

Matana ressalta a quebra do paradigma de que o trigo seria uma cultura exclusiva de clima frio, citando a primeira colheita de trigo no Ceará este ano, em experimentos conduzidos pela Embrapa. A produtividade média foi de 3,6 ton/ha (ou 60 sc/ha), considerada surpreendente pelos pesquisadores. Nesse sentido, ele aposta no potencial de expansão da cultura no Nordeste, como a região central da Bahia e o Piauí. “É uma fronteira que está aberta e tem que ser explorada”.

A cultivar de trigo BRS 264 da Embrapa é a mais plantada pelos produtores da região, que também têm testado a cultivar BRS 394. Enquanto alguns produtores avaliam esses e outros materiais em parcelas piloto, outros já realizam plantios em escala comercial. “A BRS 264 se sobressai pela precocidade, pela qualidade e pela produtividade, com lavouras comerciais produzindo 6 ton/ha (ou 100 sc/ha). Além disso, é a mais demandada pelos próprios moinhos”, diz Albrecht.

A Fazenda Savana utiliza cultivares de diferentes empresas, incluindo a BRS 264, que este ano ocupa 250 hectares da área com trigo. “Ela tem um ciclo mais precoce e é produtiva, sendo um trigo melhorador”, diz Ricardi. “A grande maioria dos triticultores planta a cultivar porque ela está sob medida para a região e atende à demanda dos moinhos quanto à qualidade de farinha exigida pelo consumidor. Aqui, ela consegue produzir um grão melhorador e branqueador (de farinha)”, completa Matana.

O consultor diz que a cultivar apresenta, no campo, um elevado potencial produtivo – média de 6 ton/ha (ou 100 sc/ha), tendo sido colhidas 7,62 ton/ha (ou 127 sc/ha) em uma área de 80 hectares em 2010 na Fazenda Savana –, além de estabilidade entre as safras e ampla adaptação em solos arenosos (como é o caso da região) bem manejados. Já o ponto fraco, que é a suscetibilidade à brusone, deve ser mitigado com estratégias de manejo.

GARGALO

O principal limitante à produção do trigo no Oeste baiano é a comercialização, já que os moinhos mais próximos de Luís Eduardo Magalhães, um dos municípios produtores do cereal na região, estão no Distrito Federal, a 550 km, e em Salvador, a 960 km, o que encarece o frete. Por isso, os grãos são comercializados para moinhos do DF, de Anápolis e Goiânia (GO) e de Estados do Nordeste. “Neste ano, houve moinhos de Maceió (AL) que buscaram trigo no Oeste da Bahia”, lembra o pesquisador Jorge Chagas, da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS).

Mas a situação pode melhorar em breve. Um moinho está em construção em Luís Eduardo Magalhães e há empresas moageiras do Paraná, de São Paulo e de Salvador (BA) interessadas em atuar na região, uma vez que o preço do trigo importado tem aumentado em consequência a alta do dólar – atualmente, o trigo FOB (sigla para free on board ou “livre a bordo”) tem sido cotado a R$ 1.100/ton, em média.

Osvino Fábio Ricardi acredita que o estabelecimento do moinho pode estimular a cadeia do trigo na região. “E como há uma previsão da redução da área plantada de algodão em pivô no ano que vem, abre-se espaço para culturas como milho, feijão e para o próprio trigo”, acrescenta Pedro Matana Jr.

Para o diretor de Abastecimento e Comercialização do Mapa, Sílvio Farnese, a localização dos grandes moinhos de trigo nos portos faz com que a logística de transporte seja mais onerosa que as importações, que entram no país de navio.

“Sem dúvida equacionando esses entraves, não só Oeste da Bahia, como os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal têm um grande potencial de produção. Porém, como existem poucas unidades de moinhos, há dificuldade de comercialização pelo produtor, sobretudo se a produção se elevar muito. Uma alternativa é a produção em contrato com os moinhos da região”, diz Farnese.

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IBGE projeta alta na safra baiana de grãos de 17,2% em 2020

  • 10 Set 2020
  • 17:44h

Principal fator foi a nova previsão da 2ª safrea de milho, que deve alcançar 480 mil toneladas | Foto: Reprodução

A olitava estimativa do IBGE para a safra de grãos prevê uma produção baiana total de 9.712.445 toneladas em 2020. O volume representa um amumento de 17,2% (ou mais 1.428.785 toneladas) em relação à safra de 2019 (8.283.660 toneladas), considerando as lavouras de cereais, leguminosas e oleaginosas. A principal razão para o aumento ocorreu na estimativa para o milho (2ª safra). Este cultuivo deve alcançar a 480 mil toneladas em agosto, 29,7% maior (mais 110 mil toneladas) que a de julho (que tinha sido de 370 mil toneladas), explicou a regional do IBGE na Bahia, em nota. Para o instituto, 11 das 25 safras de produtos investigados na Bahia seram maiores em 2020. Outros grãos que também apresentaram variação na previsão de safra 2020 entre julho e agosto foram algodão herbáceo (+15 mil toneladas ou +1,0%), mamona (+16 mil toneladas ou +80,0%, maior crescimento percentual),  sorgo (+43 mil toneladas ou +41,6%) e trigo (+2 mil toneladas ou +13,3%). Houve redução, entre julho e agosto, na expectativa para as produções de amendoim 1ª safra (-224 toneladas ou -14,8%), amendoim 2ª safra (-432 toneladas ou -15,0%) e feijão 1ª safra (- 1,380 mil toneladas ou -1,0%).

 

Demanda de frete rodoviário no agronegócio cresce 8,6% em julho, aponta levantamento da Repom

  • rePOM
  • 27 Ago 2020
  • 12:19h

No comparativo de janeiro a julho, mesmo com a pandemia, o aumento na quantidade de fretes realizados frente a 2019 foi de 10,3% | Foto: Reprodução

Segundo o Índice de Fretes e Pedágios Repom (IFPR), a demanda por frete rodoviário no Agronegócio, mesmo com os impactos da pandemia, cresceu 8,6% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao considerar os primeiros sete meses do ano, é possível notar um aumento de 10,3% na quantidade de operações de frete realizados para este setor da economia. Ao analisar a evolução das atividades da Indústria e do Varejo, sem levar em consideração o Agronegócio, o mês de julho representou um crescimento de 7,8% frente a 2019. Ao comparar a média dos dias do mês de julho com o período pré-pandemia, é possível notar um aumento na demanda de 2,1%. “O dado mostra o reaquecimento e a retomada das atividades, já que, em junho, tivemos uma queda de 2,1%”, afirma Thomas Gautier, Head de Mercado Rodoviário da Edenred Brasil. Já no acumulado de janeiro a julho, comparando 2019 com 2020, houve um crescimento de 6,7% nas operações, o que confirma uma estabilidade frente ao compilado até junho, além de um forte retorno da economia para estes setores. A previsão de aumento na demanda por frete para este ano, se não fosse a pandemia, seria em torno de 10%. Nas rotas portuárias, o destaque ficou por conta de destinos como Paranaguá, que cresceu 58%, Miritituba, com 22%, e Santos, com aumento representativo de 23%.

A Repom, marca líder em soluções de gestão e pagamento de despesas para frota própria e terceirizada da Edenred Brasil, traz mensalmente os dados e as análises do período. Neste levantamento, foram analisadas de janeiro a julho de 2019, 2,1 milhões de operações e, em 2020, este número subiu para 2,2 milhões. 

O estudo também traz um cenário para o universo das passagens nas praças de pedágio, considerando o recorte dos sete primeiros meses de 2020 e 24 milhões de passagens emitidas. O ritmo mensal de passagens apresentou queda na média diária de 12% nos últimos dois meses - junho e julho - considerando o mesmo período para os meses pré pandemia. Ainda assim, eles apresentaram uma melhora ao analisar os meses de maio e junho, com queda de 20%.

O tráfego de veículos apresentou queda média de 12,7% em julho comparado com o período pré pandemia. Ainda assim, já apresenta melhora de 10 pontos percentuais frente a junho (23%) e uma melhora de 14 pontos percentuais nos últimos dois meses (27%).

FLUXO NAS RODOVIAS BRASILEIRAS

A rodovia que apresentou maior recuperação das passagens foi a SP-330, com queda de 1,5% frente a junho. A rodovia é um importante hub de entrada e saída de carga da cidade de São Paulo rumo ao interior e a outros estados do Centro-oeste. Já a BR-116 registrou queda de quase 30%. Os veículos leves e médios apresentaram queda de 22%, com melhora de 10 pontos percentuais frente ao mês anterior, e nos veículos pesados a dinâmica foi de crescimento de 1,6%. “Tendo em vista o contexto geral das estradas, podemos notar que os transportes menos afetados foram os de carga pesada com melhora de 11% comparada ao mês de junho”, completa o executivo.

Na análise estadual, a movimentação de julho apresentou queda em praticamente todos os estados e já mostrou uma dinâmica de retomada e aceleração do ritmo frente aos meses anteriores - se comparado a junho, São Paulo registrou queda de 18,8%, o Rio de Janeiro de 12,3%, Minas Gerais de 7,2% e o Paraná de 21,5%. “A exceção ficou por conta do Mato Grosso, pólo agroindustrial do Brasil, que se beneficia dos efeitos do fim da safra e apresentou um aumento de 42% no comparativo com o mesmo período pré-pandemia”, elucida Gautier.

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O ecossistema agro e os desafios pós-pandemia

  • Rodrigo Berté
  • 26 Ago 2020
  • 10:19h

(Foto: Ilustrativa)

A existência de uma crise ambiental concatena com a vasta e incontrolável destruição da biodiversidade a nível mundial, a poluição desenfreada de solo, mares e rios se unem a ações que direcionam para reações avassaladoras como as observadas nas mudanças climáticas do globo.  A teoria da ecologia de doenças surge dessa visão de que as relações entre meio ambiente e seres humanos, são indissociáveis, e quando ocorre uma ruptura desse processo, abre-se margem para o surgimento de doenças emergentes. Precisamos evoluir e pensar como unidade, somos feitos de uma tríade entre saúde humana, saúde animal e saúde ambiental, ou seja, Saúde Única. E com toda certeza, o surgimento do novo coronavírus está relacionado com a quebra da homeostase dessa tríade, a quebra do viver em Saúde Única.

 

É preciso entender a importância do equilíbrio, ter um olhar mais crítico sob o pós- pandemia e os desafios, em especial do agronegócio e a produção de grãos no desafiador mercado internacional.

O mercado brasileiro retomará o seu crescimento no mercado agro rapidamente, reduzindo as consequências negativas do seu setor, ou seja, o uso de tecnologia no campo e um conjunto de informações adequadas podem ser grandes aliados. Conhecer os dados do mercado e estar bem assessorado farão a diferença na tomada de decisão dos produtores rurais.

O Brasil já tem recuperado o seu espaço no mercado internacional das exportações de produtos agrícolas, a China tinha diminuído as exportações durante o pico da crise da COVID-19, mas contratos já foram retomados com todos os países asiáticos, refletindo um bom desempenho na exportação brasileira. A produção das commodities brasileiras foi pouco afetada a curto prazo, a soja já foi colhida, o milho no mesmo desempenho, tendo em vista a mecanização e uso de tecnologias nas lavouras. O desempenho se deve aos investimentos na produção e na exportação, o que melhora a performance do Brasil como um grande exportador de grãos e carne de alta qualidade, e leva os compradores a formarem um processo de acreditação junto aos produtores rurais brasileiros.

O que deverá ser analisado daqui para frente é a diminuição da renda da população com o poder de compra e consumo e o dólar alto, o que para a safra 2021, poderá dar um desconforto na compra de defensivos agrícolas, bem como, a renovação da frota mecanizada nas lavouras.  A mudança no consumo a longo prazo terá como consequência a baixa dos preços para alguns produtos, em especial para o abastecimento do mercado interno, o que não poderá afetar as exportações no mercado externo.

Por fim, devemos acreditar no agro forte, ou seja, o que tem segurado a economia em diferentes crises e, em especial da força do produtor rural no enfrentamento ano a ano de questões climáticas, econômicas e de saúde.

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